Arquivo do mês: outubro 2016

Para Arthur Trindade, governo Rollemberg abandonou política de segurança pública

O 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado nesta quinta-feira (03/11) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, indica que, somente no ano passado, 58.383 brasileiros foram assassinados em nosso país. Morre mais gente no Brasil do que na Síria, por exemplo, que enfrenta uma guerra, com bombardeiros constantes. No caso do Distrito Federal, no entanto, houve uma redução de 13% no número de homicídios em 2015, em relação a 2014.

Para o ex-secretário de Segurança Pública e Paz Social Arthur Trindade, o mérito se deve ao trabalho de investigação e inteligência realizado pela Polícia Civil em 2015. Ele diz que havia foco e coordenação, coisa que não existe mais. Um ano depois de deixar o cargo, Trindade acredita que o governo Rollemberg abandonou a política de segurança. “Hoje a situação é mais preocupante, pois além de não termos uma política de segurança, há um clima de animosidade entre as polícias”, afirma.

Arthur Trindade pediu exoneração em 5 de novembro do ano passado, depois de um embate com o então comandante-geral da Polícia Militar do DF, Coronel Florisvaldo César. Hoje, o sociólogo, especialista em segurança pública, diz que o descontentamento é geral, inclusive dentro da Polícia Militar. Motivo apontado pelo ex-secretário: o governador Rodrigo Rollemberg privilegia o grupo comandado pelo chefe da Casa Militar, Coronel Cláudio Ribas. “No contexto local, os policiais civis se sentem, com certa razão, desprestigiados pelo governo”, afirma. “Mas a questão é mais complexa. Mesmo na PM há descontentes”, acrescenta.

Veja entrevista que Arthur Trindade concedeu ao Correio Braziliense:

Num comparativo internacional, morre mais gente no Brasil do que na Síria, que está conflagrada por uma guerra. No Distrito Federal, no entanto, houve em 2015, na sua gestão como secretário de Segurança Pública do DF, uma redução no número de mortes de 13% em relação ao ano anterior. A que se deve isso?
Apesar dos números assustadores, o DF registrou a segunda maior queda de homicídios do Brasil em 2015, perdendo apenas para Alagoas. Esse resultado se deu, principalmente, por causa do trabalho de investigação e inteligência realizado pela Polícia Civil do DF, coibindo a atuação de gangues. É importante lembrar que 5 regiões administrativas concentram mais de 52% dos homicídios. Portanto, precisamos focar as ações.

Esses avanços na redução do número de homicídios se repetem em 2016?
Infelizmente, este desempenho não será repetido. Até outubro, os homicídios caíram menos de 1% em relação a 2015.

A política de segurança pública que começou a ser adotada na sua gestão permanece ou foi esquecida?
A política adotada em 2015 foi abandonada. A maior parte da equipe já saiu da Secretaria de Segurança. Iniciativas como a Câmara Técnica de Homicídios e o policiamento orientado para solução de problemas foram interrompidas. Outras como a reestruturação da CHPP (Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa) e a implantação do policiamento comunitário, planejadas para 2016, sequer foram iniciadas. Até a divulgação mensal dos dados criminais foi suspensa.

A que se deve essa crise na segurança pública do DF?
O DF tem o maior efetivo per capta de policiais do Brasil. Também temos o maior orçamento proporcional. O número de policias por habitantes é o mesmo de Nova York e Chicago. Há poucos casos de corrupção e as polícias gozam da confiança da população. Apesar disso, os resultados são pífios. A taxa de homicídios e a percepção de insegurança seguem altas. Tudo isso porque não temos algo que mereça o nome de Política de Segurança Pública. O governo precisa ter coragem para enfrentar os interesses corporativos.

Como falar em integração entre forças policiais com o claro embate entre policiais civis e militares no DF?
Antes de falar em coordenação e articulação de ações, é necessário elaborar uma política de segurança, com objetivos claros e metas coerentes. Quando não há uma política que oriente as ações, as polícias agem por conta própria, aumentando a probabilidade de atritos. Hoje a situação é mais preocupante, pois além de não termos uma política de segurança, há um clima de animosidade entre as polícias.

O Distrito Federal enfrenta uma crise na segurança pública, com policiais civis em sucessivas paralisações em reivindicação pela paridade de salários com a Polícia Federal. Como resolver esse problema, já que o governo Rollemberg diz que não tem dinheiro para pagar o reajuste?
É preciso contextualizar. Todas as polícias civis brasileiras estão passando por uma grande crise de identidade. A maioria dos policiais civis dedica-se a trabalhos cartoriais e administrativos. Alguns grupos resistem a abrir mão do Termo Circunstanciado, que aliviaria efetivos para serem empregados nas atividades de investigação e inteligência. Essa visão bacharelesca causa enorme frustração. No contexto local, os policiais civis se sentem, com certa razão, desprestigiados pelo governo. Assim, a questão salarial que poderia ser resolvida por escalonamento, se tornou uma questão moral que uniu todos os grupos da Polícia Civil do DF

Você deixou o governo de Rollemberg num embate com coronéis da Polícia Militar. Acha que o governador privilegia a PM em detrimento das outras forças de segurança?
É essa a impressão que o governo passa quando só concede aumento aos policiais militares. Mas a questão é mais complexa. Mesmo na PM há descontentes, pois as promoções de praças ainda estão travadas e o novo plano de carreira foi esquecido. Há também oficiais desmotivados por se sentirem preteridos. No fundo, o governador tem privilegiado um pequeno grupo de coronéis liderados pelo chefe da Casa Militar.

Na semana passada, o governador Rodrigo Rollemberg fez uma “sondagem” ao ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro José Mariano Beltrame para o lugar de Márcia de Alencar. Seria uma boa ideia?
Beltrame é um dos melhores quadros da segurança pública no Brasil. Ele alia experiência, seriedade e capacidade de gestão. Mas é importante lembrar que cada cidade tem suas especificidades. As soluções pensadas para o Rio de Janeiro ou Pernambuco não respondem aos problemas do DF. Elas podem ser adaptadas, mas nunca copiadas.

O DF precisa de um secretário ou secretária de Segurança Pública com qual perfil?
O DF precisa de um (ou uma) secretário empoderado, capaz de elaborar e implantar uma política. Pode ser um policial, um bombeiro, alguém da área jurídica ou acadêmica. Temos excelentes nomes nestas áreas. O problema não é de perfil, mas sim de estrutura.

cbpfot080120153096-550x365

CRÉDITO: ANDRE VIOLATTI/ESP.CB/D.A PRESS. BRASIL

Por ANA MARIA CAMPOS – Blog do Correio Braziliense

Deixe um comentário

Arquivado em segurança pública

Governador encaminha proposta de alteracão em promocões de oficiais QOPMA

Está nos sites da PMDF e do CBMDF uma notícia que surpreendeu muita gente. Eu particularmente acho uma atitude justa e que merece elogio ao governador, caso a medida provisória seja aprovada no congresso. A antiguidade é o melhor caminho, mas no momento ela beneficiaria uma minoria. O caminho mais justo e equilibrado é aquele onde beneficia antigos, mas não mata as esperanças dos mais novos. Sou a favor de todos os mecanismos que venham a dar maior fluidez em nossa carreira. 50% das promoções por antiguidade, neste momento, e 50% delas na “caneta”, por meio de provas, é o mais equilibrado.

11193336_987709207936107_8287490839479267368_n

Segue a nota da PMDF na íntegra:

Alteração no processo de promoção para oficiais dos quadros Administrativos, Especialistas e Músicos da PMDF e do CBMDF.
 Devido às atuais discussões sobre o tema no Congresso Nacional e atendendo ao anseio da Polícia Militar do Distrito Federal e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, encaminhou hoje (24), proposta de medida provisória alterando o processo de promoção para oficiais dos Quadros de Administração, Especialistas e Músicos.
 Amplamente discutida, desde o advento da comissão de reestruturação das carreiras, com representações de oficiais e praças das corporações, a proposta modifica apenas, e de forma isonômica, os critérios de antiguidade e merecimento, estabelecendo 50% das vagas para cada uma das formas de ascensão profissional.
 Com a aprovação da medida provisória proposta, será possível colher os benefícios de ambos os sistemas, motivando tanto os militares mais antigos a permanecerem na ativa e a progredirem na carreira, quanto incentivar o preparo intelectual contínuo daqueles que pretendem concorrer às vagas abertas nos citados quadros, além de oxigenar e permitir uma melhor fluidez das carreiras.
Panfleto (1)

Sendo possível este caminho por meio de uma MP (Medida Provisória)  o governo também poderia ver a possibilidade para ampliar as vagas da graduação de subtenentes em mil vagas e o Quadro de Oficiais  Administrativos em pelo menos cem vagas.  O ideal seria a promoção por tempo de serviço, onde o soldado possa chegar a classe especial da carreira em 15 anos semelhante ocorre em outras carreiras do DF, mas se não for possível, a ampliação das vagas já gera a fluidez necessária para que a maioria chegue ao final da carreira a graduação de subtenente. Além disso, poderia também tornar obrigatória a promoção,  retirando da lei 12.086/09, o “poderá” promover e colocando no texto da lei o “deverá” promover.

Saiba mais sobre o que pensamos sobre o tema: Fluidez na Carreira. Eis o caminho para uma polícia cada vez mais de Estado e cada vez menos de “governos”. Uma polícia forte é uma polícia mais eficiente!

Fonte: Site PMDF

1 comentário

Arquivado em reestruturação das polícias

Falta polícia no DF ou falta gestão dos efetivos?

Na matéria intitulada : Brasília está bem acima em números de policiais, na Coluna do Jornalista Hélio Doyle, ex-secretário da Casa Civil do Governo Rollemberg, no Jornal de Brasília, nos deparamos com alguns números interessantes sobre a distribuição de policiais comparadas com a população e com a sua distribuição no território, que demonstram a influência do jornalista nos bastidores do Palácio do Buriti e que ele tem fontes que conhecem o tema. A matéria desconstrói o argumento do sindicato da polícia civil e de algumas autoridades militares sobre a questão. Vale a pena ler e refletir sobre quais interesses estão por trás destas informações!

O governo de Brasília recebeu um estudo mostrando que a média nacional, nos estados e no Distrito Federal, é de um policial militar e guarda municipal para 390 habitantes e de um policial civil para 2.271 habitantes. PMs e guardas municipais fazem policiamento ostensivo e fardado, policiais civis são polícia judiciária.

Brasília tem a melhor média do país em policiais civis (um para 582 habitantes) e a segunda melhor em policiais militares e guardas municipais (um para 214), sendo que no Distrito Federal – assim como no Acre — não existe guarda municipal. O Amapá é o estado com a melhor média de policiais militares e guardas municipais, um para 170.

O número de policiais militares no DF é 1,8 vezes maior do que a média nacional, mesmo sem guarda municipal, e o de policiais civis é 3,9 vezes maior. E ganha de todos em efetivos por território

Em termos de área territorial, Brasília lidera entre militares e civis. A média nacional é de um policial militar ou guarda municipal para 16,4 quilômetros quadrados e de um policial civil para 95,4 quilômetros quadrados.

Em Brasília há um policial militar para 400 metros quadrados e um policial civil para 1,2 quilômetros quadrados. Em segundo lugar, nas duas situações, está o Rio de Janeiro (0,7 km2 e 5,1 km2). A quantidade de policiais militares em Brasília, em relação à área, é 41 vezes maior que a média nacional e a de policiais civis é 79 vezes maior. Mais do dobro, segundo trabalho da ONU

Em 2010 um estudo da ONU considerou que a média ideal em uma cidade seria de 300 policiais para 100 mil habitantes. O estudo foi elaborado pela secretaria geral para o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal e tem o título “O Estado do Crime a da Justiça Criminal no Mundo”.

A ONU, porém, não tem uma recomendação expressa sobre a relação ideal entre número de policiais e habitantes, pois há grande variação dos contextos e níveis de violência em cada lugar. Assim, recomenda que a relação seja definida de acordo com cada situação específica.

De qualquer maneira, na proporção sugerida pelo estudo, Brasília precisaria ter 8.557 policiais. Tem hoje 13.343 policiais militares e 4.898 policiais civis – 18.241 nas duas corporações. Tem de ver se falta mesmo e onde

Tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil reclamam da falta de efetivos e pedem contratações. Como no número de 300 policiais por 100 mil habitantes (ou, no caso de Brasília, 8.557 por 2,852 milhões de moradores) não há distinção entre polícia ostensiva e polícia judiciária nem entre as carreiras dessa última, fica difícil dizer se o número de policiais civis é adequado, maior do que o necessário ou se é mesmo pequeno, como se diz.

Em números somados, porém, Brasília tem mais que o dobro da média recomendada pelo estudo e há um policial civil para 582 moradores. Em São Paulo há um policial civil para 1.879 habitantes e no Rio é um para 1.941. Em Goiás, um para 2.973 moradores.

Só um estudo mais minucioso e localizado poderá mostrar em que áreas pode haver excesso e em quais há realmente falta de policiais. Números não dizem tudo, mas dão indícios

Os quadros de segurança pública podem estar mal distribuídos. Há excesso de policiais fora das corporações, cedidos a outros órgãos. As escalas talvez não sejam as adequadas para assegurar mais policiamento nas ruas e mais agentes, delegados e escrivães nas delegacias. Podem estar faltando médicos, peritos e papiloscopistas. Além disso, Brasília exige mais efetivos na área de segurança, por ser sede dos três poderes e de representações diplomáticas.

Enfim, os números não dizem tudo e é preciso verificar o que leva corporações com os maiores efetivos do país em termos de habitantes e área abrangida a estarem sempre reclamando da falta de quadros.

Fonte:  Jornal de Brasília – coluna do Jornalista Hélio Doyle

image

Deixe um comentário

Arquivado em segurança pública

Dia tenso na Estrutural: Seis armas fora de circulação e uma viatura danificada

Hoje o dia na Cidade Estrutural – DF foi tenso. Uma ocorrência de vulto marcou o dia. Ela teve início em Planaltina de Goiás com o CB PMGO Kleubson que teve o tirocínio de dar crédito a uma vítima que estava na delegacia da cidade avisando que tinha um celular furtado de um veículo. Após tomar ciência do fato ele entrou em contato com outro colega que passou a informação para a P2 (Águia 03) que conseguiu acionar um policial de folga do GTPM do 4ºBPM que estava próximo ao local onde o GPS que rastreava o celular. O CB Kleubson fez contato informando a localização do celular. O policial de folga de folga acionou a equipe da área que efetuou a prisão. Parabéns ao Sgt F. Pereira, CB Hércules, SD Estevam Melo e SD Cunha o responsável pelo belo trabalho das esquipes envolvidas.

armas-presas

No local foram apreendidas 06 armas, mais de 20 mil reais em dinheiro, vários eletros, roupas, aproximadamente 30 relógios e mais de 2kg de joias. Um golpe na marginalidade da cidade.

14650628_1352789308064409_6720956782996094229_n

Em outra ocorrência, por volta de 17h, uma ocorrência de Maria da Penha gerou uma briga generalizada na Santa Luzia onde uma viatura foi atingida após alguns moradores terem partido para cima da guarnição. Um elemento foi preso nesta ocorrência e conduzido a DP.

e63b6f61-f5c7-404b-bb34-aa4c451e08c2

Deixe um comentário

Arquivado em Política

Posto policial do DF é incendiado pela segunda vez em uma semana

Posto policial de Sambaia ainda soltando fumaça após ser incendiado durante madrugada (Foto: TV Globo/Reprodução)

Imagens: TV Globo

Um posto policial de Samambaia Sul, no Distrito Federal, foi incendiado na madrugada desta terça-feira (18) pela segunda vez em uma semana. Ele estava desativado e ninguém se feriu. A Polícia Civil investiga quem são os responsáveis pela queima, que começou por volta das 3h.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o local foi completamente destruído pelas chamas. Segundo a Polícia Militar, os postos comunitários vão ser desativados de forma progressiva e os policiais que antes ocupavam estes espaços vão passar ao policiamento de rua.

A PM informou que estas unidades passam por “reestruturação” para promover aumento do atendimento à população e diminuição do tempo de resposta aos chamados. A corporação acrescentou que a área conta com policiamento realizado por equipes em carros, motos ou a pé.

Fonte: Site G1 – DF

image

Deixe um comentário

Arquivado em policiamento comunitário

Câmara Federal aprova prorrogação da promoção por antiguidade na PMDF por 15 anos

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (17) a  Medida Provisória 737/16, que permite aos militares inativos dos estados e  do Distrito Federal atuarem na Força Nacional, com o objetivo de reforçar a segurança pública em situações excepcionais. A matéria será analisada ainda pelo Senado.

Os deputados aprovaram também emenda dos deputados Rôney Nemer (PP-DF), Alberto Fraga (DEM-DF) e Larte Bessa (PR-DF) que aumenta de 5 para 15 anos o prazo para aplicação do critério de antiguidade para as promoções de subtenente a segundo tenente QOPMA. Desta forma, neste período não serão aceitos concursos internos para acesso ao quadro de oficiais administrativos. A carreira neste período irá de soldado a major!

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

MPV-737/2016
Reportagem – Eduardo Piovesan

11193336_987709207936107_8287490839479267368_n

Entenda mais sobre a necessidade de fluidez na carreira: clique aqui

Com informações Agência Câmara Notícias.

Deixe um comentário

Arquivado em reestruturação das polícias

Redução da produtividade policial no ano em 5,4% seria resultado da greve da polícia civil?

pcdfA reflexão de hoje é inspirada em um dos “eixos indicadores” do Pacto Pela Vida no DF: 4. Produtividade Policial. É um daqueles textos chatos e “teóricos” que só merecem ser lidos por quem entende ou simplesmente por quem gosta de compreender o tema segurança pública e os problemas que envolvem a polícia no Brasil e no mundo. Se você é um prático, que acha que entende tudo de polícia e que “policiólogos” e “teóricos” são uns “merdas”, este texto não merece ser lido por você. Este texto é seletivo, é somente para quem realmente gosta de ler, pois ele é grande e tem um tempo estimado de leitura de 6 (seis) minutos.

BITTNER (2003) ao escrever sobre os Aspectos do trabalho policial, em especial as funções da polícia na sociedade moderna, nos afirma que:

“O abandono, na definição do papel da polícia na sociedade moderna, da abordagem derivada  das normas, imediatamente chama a atenção para um nível da realidade social que não está relacionada a formulação de ideias. Embora (em termos destas formulações) a atividade policial derive seu significado dos objetivos de cumprimento da lei, achamos que, na realidade, há certas características significativas associadas ao trabalho policial que são bastante independentes dos objetivos. Isto é, o trabalho policial geralmente é visto como tendo traços de caráter que são dados como certos, e que, em ambos os lados controlam interações entre policiais e cidadãos.”

Para ele, algumas características da polícia, observadas mundialmente, constitui um “limite realista do que se espera da polícia e de como os policiais de fato se comportam”. Ao discorrer sobre as concepções populares sobre o caráter do trabalho policial um ponto chama-nos a atenção entre “os traços de caráter comumente percebidos como associados ao trabalho policial – e que, desse modo, constituem em parte a realidade social na qual o trabalho tem que ser realizado” – são de importância primordial os três a seguir: o trabalho policial é uma ocupação corrompida, o trabalho policial não é apenas uma ocupação corrupta e a distribuição ecológica do trabalho policial, concentrada no nível de emprego determinado pelos departamentos e nos termos das orientações dos policiais individuais, reflete toda uma gama de preconceitos públicos. Isto é, a polícia é mais fácil de ser encontrada em lugares onde se encontram ou vivem certas pessoas do que em outras partes da cidade, por isso nosso interesse no Eixo 4 – Produtividade policial, do Pacto Pela Vida.

1 – O trabalho policial é uma ocupação corrompida – As origens do estigma foram criadas no passado distante, e embora muito tenha sido dito e feito para apagá-lo, tais esforços têm sido notavelmente mal sucedidos.

“O vigia medieval, recrutado entre as camadas dos destituídos e sujeito a descrições satíricas, era considerado pertencentes ao mundo das sombras, que se supunha que eles controlavam. Durante o período da monarquia absoluta a polícia passou a representar os aspectos subterrâneos da tirania e da repressão, e os policiais eram desprezados e temidos mesmo por aqueles que ostensivamente se beneficiavam de seus serviços. […]. Outras razões levam em conta principalmente as circunstância de que o trabalho policial é uma ocupação com baixa remuneração, cujas exigências podem ser cumpridas por homens que receberam pouca instrução formal. E alguns, finalmente, a partir de abusos dos relatos sobre abusos policiais, generalizam tais abusos para a ocupação como um todo.” (BITTNER, 2003)

Poucas coisas mudaram de lá para cá nestes aspectos. Ao ver os dados da Secretaria de Segurança Pública no DF é perceptível que a polícia, tanto civil, quanto militar, trabalham muito. Mas trabalhar muito não significa ser “eficiente”, “eficaz” e “efetiva”. Os números também demostram isso. Trabalhadores braçais, ganham pouco e trabalham muito, se sobrecarregam às vezes excessivamente, por não terem as ferramentas necessárias para executarem um bom trabalho ou simplesmente por não saber operar as “ferramentas” que estão disponíveis para eles. A falta de efetividade nas ações potencializam a visão generalista que a população tem da polícia.

Os Eixos Indicadores do Pacto Pela Vida no DF, me recuso chamar tal programa de “Viva Brasília”, se referem aos crimes prioritários para serem reduzidos, e que não estão conseguindo reduzir, diga-se de passagem,  são quatro:

  1. C.V.L. I – Crimes Violentos Letais Intencionais, que abarca o homicídio, o latrocínio e a lesão corporal seguida de morte;
  2. C.C.P – Crimes contra o Patrimônio, que abarca o roubo a transeunte, roubo de veículo, roubo em transporte coletivo, roubo em comércio, roubo em residência e furto em veículo.
  3. OUTROS CRIMES – Onde focam em três, basicamente: tentativa de homicídio (que ao meu ver deveria constar no rol do C.V.L.I), tentativa de latrocínio (que também ao meu ver deveria constar no rol do C.V.L.I) e Estupro.
  4. PRODUTIVIDADE POLICIAL – que abarca o Tráfico de Drogas, o Uso e Porte de Drogas, Posse/Porte de Arma de Fogo e Localização de Veículo furtado ou roubado.

É fato na literatura mundial que o trabalho policial é “imensurável”, em especial, quantificar o quanto o policial “preveniu” de crimes. Quantos crimes evitou durante um patrulhamento? Por isso, os gestores focam tanto em “quantidade de abordagens”, muitas vezes “ilegais”, pois fogem da discricionariedade do agente e deixam a desejar quanto a “fundada suspeita”, mas isso pode ser assunto para outro texto. Focam também na “quantidade de armas” e “drogas apreendidas”, “veículos recuperados” e muitas vezes em “flagrantes” e “prisões realizadas”, verifiquem que coloquei “prisões realizadas” fora da caixinha “flagrantes” justamente para mostrar que a lei prevê que “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por decisão judicial”, mas que existem outros tipos de “prisões” em nosso meio.

O item “Produtividade Policial” no Balanço apresentado pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social chama a atenção para alguns pontos. A polícia “desacelerou” no último ano, principalmente no último mês e os números referentes ao aumento de crimes torna isso perceptível. As prisões por tráfico de drogas caíram no ano 15,6%, já no mês de setembro caiu 24,4%, as prisões por uso e porte de drogas  caíram 14, 2% e no mês de setembro caiu 28,1% e as prisões de posse/porte de arma de fogo caíram 11,2% no ano e 18,9% no mês de setembro comparados com o ano anterior.

O que isso pode significar? Podemos analisar que os percentuais que estão caindo são apenas referentes ao trabalho da Polícia Civil, já que o combate ao tráfico de drogas é de sua competência,  e a corporação está em greve há algum tempo,  ou que existe também um movimento velado (tartaruga) na PMDF que tem desacelerado o serviço. Este fato só poderá ser confirmado nos próximos três meses, pelo menos. Foi assim das outras vezes. (grifo dado)

Um ponto que pode corroborar com a hipótese levantada acima, que tais percentuais referem-se ao trabalho não executado pela polícia civil, é o fato da localização de veículos furtado ou roubado, trabalho tipicamente da PM, ter aumentado no ano de 2016 em 9,5%  e no mês de setembro do mesmo ano 54,5%. O que pode significar que as operações da PMDF estão surtindo efeito e também que a PMDF está trabalhando bem mais do que trabalhou o ano passado.

Outro ponto que pode ser levado em consideração é que o aumento no percentual de localização de veículos, furtados ou roubados, pode estar diretamente ligado aos 47,7% de aumento no percentual de roubo de veículos, no mesmo período, aliado a um possível aumento no percentual de veículos furtados, que não aparece, mas que deveria aparecer no demonstrativo, pois os dados ficam incompletos para uma análise. Os furtos de veículos são fundamentais para termos uma melhor noção, pelo menos mais próxima da realidade da tal “produtividade policial”.

O bom de trabalhar com números é que eles nos levam para vários caminhos, mas em um ponto os números não metem. Para BITTNER (2003) a atividade policial é muito mais direcionada a quem a pessoa é do que ao que ela faz. O trabalho policial está direcionado pelas próprias forças policiais somente para a apreensão de drogas e armas, além da localização de veículos (grifo dado). O foco policial é o drogado e o traficante que eventualmente rouba ou furta veículos, focam na pessoa e não no que ela faz. Eis a dificuldade em ver além disso! Os policiais são treinados e direcionados, por meio de “políticas públicas” institucionais a perpetuar tais ações.

Por isso, fica difícil reduzir qualquer outro tipo de crime que não esteja voltado para o “aumento da produtividade”. Se um “drogado” eventualmente roubar um transeunte, roubar um veículo, roubar um coletivo, roubar um comércio, furtar uma residência ou cometer um homicídio com certeza ele será localizado, se ele estiver fora destas “características” possivelmente a polícia terá maior dificuldade em identificar o modus operandi do “novo” criminoso (grifo dado. Não é atoa que em entrevistas o discurso da autoridade é sempre voltado para legitimar seu próprio discurso e fortalecer a ligação do crime ao “tráfico” ou ao “uso de drogas”.

Desta forma, o circulo vicioso da segurança pública vai se consolidando. Para BITTNER (2003) os alvos preferidos da preocupação policial são as minorias étnicas e raciais, os pobres que vivem nas favelas urbanas e os jovens em geral (grifo dado). Muitos dos policiais que atuam hoje nas corporações do país são oriundos destas minorias, vieram de camadas pobres da sociedade, muitos moraram ou até moram em favelas atualmente, mas alguns passaram de “oprimidos” a “opressores”.

Para fechar, concluímos nossa reflexão mostrando que a “produtividade policial” diminuiu este ano, mas principalmente este mês e teve reflexo em todos os outros crimes que não estão ligados diretamente a “produtividade policial”. No mês de setembro houve um aumento de 22,7% no número de homicídios no DF, os Crimes Violentos Letais e Intencionais aumentaram 21,3%, o Roubo a Transeunte aumentou 138,8%, o Roubo a veículo aumentou 47,7%, o Roubo a coletivos aumentou 58,9%, os Roubos a comércio aumentaram 54,7%, os Roubos a Residência aumentaram 106,1% e os furtos em veículo aumentaram 272%, totalizando um aumento do número de crimes contra o patrimônio de 129,7%.  E não se pode falar em falência ou fracasso do Pacto pela Vida no DF?

É importante ressaltar, que os números podem ser ainda piores em consequência da subnotificação de ocorrências, tendo em vista a greve da polícia civil que fechou delegacias em horários importantes de ocorrência de crimes (pela manhã e após as 19h, por exemplo). Na cidade Estrutural o posto policial da PCDF foi fechado. A única opção para a população é se deslocar a 8ª DP no SIA, no período da tarde, ou a Central de Flagrantes na 1ª DP, que fica no Plano Piloto. Em uma comunidade carente como a Cidade Estrutural, com sérias dificuldades de transporte público, é pouco provável que as pessoas desloquem-se para fazer tais registros. Talvez seja uma boa forma de se “reduzir” os índices criminais na cidade.

Aderivaldo Cardoso – Especialista em Segurança Pública e Cidadania, pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, autor do livro Policiamento Inteligente: Uma análise dos postos comunitários de segurança pública no DF (2011) e ex-assessor especial de gabinete/comunicação da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (2015/2016).

cropped-banner-completo3.png

Referências Bibliográficas:

BITTNER, Egon – Aspectos do Trabalho Policial/Egon Bittner; tradução Ana Luísa Amêndola Pinheiro. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003. – (Série Polícia e Sociedade, n.8/Organização: Nancy Cardia).

Balanço Criminal do Viva Brasília – Nosso Pacto Pela Vida – Comparativo do Período acumulado de Janeiro a Setembro e o Mês de setembro de 2015/2016. Acessado em 12/10/2016 às 08:05 – http://www.ssp.df.gov.br/images/PASTANOVA/ApresentacoesDeColetivas/balanco.criminal_setembro.2015.2016.pdf

Deixe um comentário

Arquivado em Aderivaldo, reestruturação das polícias, Religião, segurança pública

As muitas desculpas da secretária para justificar o apagão na segurança

Hugo Barreto

Uma coletiva para tentar justificar o injustificável. Assim pode ser explicada a fala da secretária de Segurança Pública e Paz Social do DF, Márcia de Alencar, que juntou a imprensa para dar um colorido otimista aos péssimos números da pasta. Após um final de semana com dez mortes e 15 tentativas de homicídio, e diante do recrudescimento da violência, a secretária preferiu desqualificar os números do ano passado para justificar a crescente insegurança que assola a capital.

Para ela, o número de registros em setembro passado se deve à greve realizada pela Polícia Civil, quando foram paralisados os registros de ocorrência – como se a categoria não estivesse igualmente mobilizada este ano. “Setembro do ano passado é irreal do ponto de vista de análise criminal. Nós tivemos 20 dias de setembro passado em que não houve registro criminal, houve subnotificação desses casos”, afirma.

Na realidade fantástica de Márcia Alencar, isso justifica o crescimento da violência na cidade – e não uma política fracassada de segurança pública. Mas os próprios dados apresentados se encarregam de desmenti-la. O número de homicídios aumentou 22,7% entre os meses de setembro de 2015 e 2016. Os latrocínios dobraram no período de julho a setembro de 2016, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, de 7 ocorrências para 14, neste ano. Para justificar a má defesa da vida do cidadão, uma surreal explicação:

“Este crime (latrocínio) tem uma evidência pelo perfil do autor. Existe uma maior parte de vítimas e autores dos crimes na faixa de 16 a 24 anos e o criminoso não quer cometer este crime quando o inicia, pois ocorre mais como uma frustração por não conseguir subtrair um item material”, afirmou. Ou seja, a culpa não é falta de policiamento. É “frustração”.

Em seu discurso, ela preferiu culpar o aumento populacional, a crise econômica a imprensa. Mesmo diante do aumento generalizado nos crimes contra o patrimônio, que cresceram 56,7%, ela ainda preferiu culpar as informações que chegam ao cidadão.

“Medo e crime são fenômenos dissociados, mas como são divulgadas as informações, as pessoas só se sentem seguras quando estão acompanhadas ou em casa. Para a população, parece que o Plano Piloto foi contaminado por crimes contra o patrimônio, mas isso não é verdade”, afirmou, de forma inacreditável, na coletiva. Ou seja, a culpa não é da falta de uma polícia bem paga e aparelhada. Nem da livre ação dos bandidos. É do cidadão, que procura a informação.

Para contrariar a própria secretária, suas estatísticas. Do total dos roubos, a maior parte corresponde a ações em coletivo (5,2%), comércio (5,5%), veículo (10,6%), furto a veículo (37,1%), roubo a pedestres (75,4%) e roubo a residência (1,7%). Ou seja, quem se sente seguro em casa não está de todo errado.

Em sua extensa apresentação, a secretaria considerou áreas críticas as regiões administrativas de Brasília (ou seja, o Plano Piloto), São Sebastião, Estrutural, Santa Maria, Planaltina, Taguatinga Samambaia e Ceilândia, com maior ocorrência de roubos entre segunda e quarta-feira, das 15h e a 0h. Segundo um mapa apresentado, a maior parte dos crimes contra o patrimônio ocorrem na 902 Sul, enquanto a “sensação de insegurança” é maior na 912 Norte. Sobre providências para corrigir, nenhuma palavra.

Da redação – Jornal de Brasília 11/10/2016
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Deixe um comentário

Arquivado em segurança pública

Forças de segurança temem colapso no DF

Um homem foi assassinado ontem, em plena luz do dia, no Itapoã. Foto: Divulgação/PMDF

João Paulo Mariano
Especial para o Jornal de Brasília

As entidades representantes da segurança pública do DF podem até discordar em diversos assuntos, mas são unânimes em dizer que há apenas uma expressão que descreve a situação da área no DF: colapso. Entre os diversos motivos que utilizam para exemplificar o problema estão a falta de gestão da pasta e a má utilização dos recursos que deveriam ser destinados aos policiais militares e civis. Enquanto isso, a população fica sem parte da assistência de que precisa e sem ter como contar com as forças de segurança em sua totalidade.

Sem ter como reagir, os moradores assistem atônitos a toda a discussão e temem um aumento ainda maior da criminalidade. Só no último fim semana (do dia 7 ao dia 9), foram dez homicídios e 15 tentativas nas regiões de Brazlândia, Gama, Riacho Fundo, Sobradinho, Paranoá e Plano Piloto.

E não parou no final de semana. Na manhã de ontem, por volta das 9h, Márcio Mendes da Silva, 34 anos, foi morto com um tiro na cabeça no meio da rua, no Itapoã. A Polícia Civil informou que há a suspeita que o autor seja um vizinho da vítima, de 27 anos. Moradores da localidade informaram aos policiais que, na noite de domingo, vítima e suspeito tiveram uma briga por motivo fútil. Márcio não teria gostado de como o suposto autor do crime olhava para ele. Na porta da residência do suspeito, a polícia encontrou uma porção de maconha e, em cima da cama, uma cápsula de revólver calibre 38 e uma touca ninja preta. A Polícia Militar informou que os vizinhos entraram na casa do acusado e quebraram alguns objetos.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais civis do DF (Sinpol-DF), Rodrigo Franco, essas situações devem continuar se o governo não priorizar a segurança pública. “A segurança está em colapso. Temos anunciado isso desde o início do governo. A segurança pública não é uma prioridade desse governo”, avalia o presidente que garante que, com isso, as investigações ficam atrasadas e os criminosos impunes. Assim, o aumento da criminalidade é inevitável. “O que deixa o criminoso preso é a investigação e não a prisão em flagrante. Com uma investigação bem feita e com provas, a pessoa fica presa por meses ou anos”.

Rodrigo Franco afirma que é preciso que o governo entenda a segurança pública como prioridade, injete mais recursos e que cada corporação faça o seu papel, a Civil investigando e a PM no policiamento ostensivo.

Versão oficial

Para a secretária de Segurança Pública, Márcia de Alencar, o último fim de semana foi atípico para este ano. Segundo ela, todas as medidas para a redução e elucidação dos crimes estão sendo adotadas. Márcia considera que a pasta busca implementar estratégias para diminuir a criminalidade e fazer a boa gestão da segurança do DF. A secretária garante que há uma iniciativa de integrar as forças de segurança para atuarem em algumas regiões do DF que apresentam altos índices. Essa, diz ela, é uma forma de mostrar que a gestão no DF funciona.

Em relação às críticas ao seu trabalho, Márcia de Alencar afirma que a função de um secretário de Segurança não é estar nas mesas de negociação trabalhistas ou sindicais, mas sim cuidar “das relações institucionais e da integração dos serviços com foco no fortalecimento das instituições”. Para ela, relações trabalhistas devem ser tratadas com a Casa civil, Planejamento e Casa Militar. “Nenhuma força é mais importante que a outra. O importante é fortalecer a comunidade”, conclui.

Partes não se entendem

“Em meus 19 anos de Polícia Militar, a segurança do DF nunca esteve pior. Não há plano de contenção da violência, nem policiamento ostensivo. Além disso, só tem polícia onde não há crime”, reclama o presidente da Associação do Praças, Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra), João de Deus. E adverte: “Ou o governo faz alguma coisa ou vai entrar em colapso”.

Para João de Deus, a principal medida neste momento seria a troca do titular da pasta de Segurança Pública, Márcia de Alencar. “Ela pode entender de muitas coisas, mas não consegue gerir a secretaria”, afirma.

O especialista em segurança pública e professor da Universidade Católica de Brasília Nelson Gonçalves lembra que a taxa de homicídios no DF não tem uma grande variação nos últimos 30 anos. Isso pode ser interpretado de duas formas: “Há uma estabilidade na má gestão. Os governos passados e, inclusive, os de agora, vêm gerindo mal o setor. Ou esse é um discurso oportunista em função dos problemas que sabidamente existem entre as forças de segurança e a secretaria”. No meio, diz ele, há a população que fica amedrontada vendo as taxas de criminalidade subirem em alguns momentos.

Fonte: Jornal de Brasília – 11/10/2016

Deixe um comentário

Arquivado em segurança pública

Postos da PM são alvos de ataque durante a madrugada

image

Posto policial alvo de tiros

Os Postos Comunitários de Segurança (PCS) da Polícia Militar voltaram a ser alvos de ataque no Distrito Federal. Na madrugada desta segunda-feira (10/10), uma unidade em Samambaia foi incendiada e outra, no Sol Nascente, alvejada por disparos de arma de fogo.

Por volta das 5h, o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas que consumiam o posto da Quadra 319, em Samambaia Sul. No momento do crime, ninguém estava no local e não houve vítimas.
Três suspeitos foram vistos por testemunhas próximo ao endereço, mas a polícia não conseguiu identificá-los. A estrutura ficou completamente destruída. A perícia foi acionada e determinará as causas do incêndio em até 30 dias.

No Sol Nascente, em Ceilândia, quatro indivíduos dentro de um veículo passaram atirando contra outro posto por volta das 4h, conforme informou a PM. Os tiros acertaram uma porta de vidro do local, quebrando-a, mas ninguém ficou ferido.

O carro seguiu em direção a outro posto comunitário próximo e quase atropelou policiais, mas os militares revidaram com disparos e conseguiram parar o automóvel. Entretanto, não encontraram a arma de fogo dentro do veículo. Os suspeitos foram encaminhados à 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Sul).

De janeiro a setembro deste ano, pelo menos sete postos comunitários de segurança da PMDF sofreram com ataques de criminosos. (Com informações da PMDF).

Fonte: Metropoles 10/10/2016

 

 

Deixe um comentário

Arquivado em Política, policiamento comunitário