Arquivo do mês: setembro 2011

A desobediência civil e a não violência…

Ontem foi um dia fantástico. Tive a honra de ministrar uma aula aos amigos de Curso de Formação de Soldados 1999/2000 (Turma soldado Dos Anjos). Rever os amigos e relembrar as histórias nesses doze anos foi o maior presente que Deus poderia me dar. Obrigado a todos pelo respeito e amizade demonstrada…

Agora, dando um giro de trezentos e sessenta graus e mudando totalmente de assunto, gostaria de deixar uma reflexão nesse dia, para quem sabe a utilizarmos no futuro:

“A desobediência civil em massa como um novo estágio de luta pode transformar a raiva profunda do gueto numa força construtiva e criativa. Desordenar o funcionamento de uma cidade sem a destruir pode ser mais eficaz que um tumulto, porque pode ser mais duradouro e mais dispendioso para a sociedade como um todo, sem ser imoderamente destrutivo. Por fim, é um instrumento de ação social que o governo tem mais dificuldade de sufocar pelo uso da força.

A limitação dos tumultos, deixando as questões morais de lado, é que eles não podem alcançar a vitória, e seus participantes sabem disso. Por isso, promover tumultos não é revolucionário, mas reacionário, porque provoca derrota. O tumulto envolve uma catarse emocional, mas é seguido por um sentimento de trabalho perdido.”

“Felizmente, a história não propõe problemas sem, por fim, produzir soluções. Os desiludidos, os desfavorecidos e os deserdados parecem, em tempos de crise profunda, evocar algum tipo de gênio que lhes permite reconhecer e empunhar as armas apropriadas para forjar seus destinos.  Foi assim que a arma pacífica da ação direta não violenta, que se materializou quase da noite para o dia, inspirou o negro e foi fortemente agarrada por suas mãos estendidas.” 

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Uma noite fenomenal – Cabe para todos!

Após doze anos em nossa Corporação, ontem, tive a oportunidade de participar de um evento fantástico: O lançamento da chapa CABE PARA TODOS. Um evento lindo. Foi maravilhoso rever amigos de tanto tempo em um ambiente fenomenal. É ótimo ver o início da democratização em nossa Instituição. Sorrisos, discursos e muita alegria marcaram essa noite.

Muito bom ver as várias correntes internas da polícia juntas nesse projeto. A presença dos companheiros: Jânio (Vice-Presidente da CEASA), Queiroz (Assessor Especial) e outros amigos de outra chapa, demonstraram o clima de amizade e democracia que reinou durante toda noite. Obrigado pela presença de cada um dos amigos.

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Saiba mais sobre nosso time:

http://cabeparatodos.com.br//

Separados somos fortes, juntos somos imbatíveis!

 Junte-se a nós nessa caminhada!

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Dois pesos, duas medidas!

Às vezes em nossa Corporação acontecem algumas coisas que não consigo entender. Muitas vezes “rasgamos” a Constituição, contrariamos decretos e desobedecemos portarias. Impera o “RQQ” – Regulamento que eu quero -, resquício de um coronelismo de tempos de ditadura.

Para alguém ser requisitado para outro órgão é preciso abrir um processo que dura em média de seis a oito meses, isso quando segue o trâmite “legal”.

Recentemente muitos policiais foram nomeados via “diário oficial”, há mais de um mês, após processo tramitado, mas estão impedidos de tomar posse em outros órgãos em decorrência de interpretações diversas na DPM. Outros processos seguem outro caminho.

Hoje ao abrir meu facebook vi a indignação de alguns companheiros por um fato curioso. A nomeação de policiais recém formados em outros órgãos. O que contraria, em tese, Portaria do Comando Geral que estipula que durante seis meses os policiais farão apenas policiamento ostensivo a pé (ou similiar). Uma dúvida surgiu: Qual o critério para liberação ou não de um policial para outro órgão? É legal ou pessoal?

Vejam o comentário de um policial na rede social:

Enquanto isso:  
” NOMEAR o SD QPPMC RAFAEL VAZ DOS SANTOS, matrícula 195.902-6, da Polícia Militar do Distrito Federal, na função de Auxiliar Militar, da Divisão de Segurança, da Unidade de Segurança Institucional, da Vice-Governadoria do Distrito Federal, bem como CONCEDER o pagamento da Gratificação de Função Militar, nos termos do artigo 1º, da Lei nº 186, de 22 de novembro de 1991, alterada pela Lei nº 2.885, de 09 de janeiro de 2002.NOMEAR o SD QPPMC FABIANO FERNANDES DA SILVA, matrícula 195.519-5, da Polícia Militar do Distrito Federal, na função de Auxiliar Militar, da Divisão de Segurança, da Unidade de Segurança Institucional, da Vice-Governadoria do Distrito Federal, bem como CONCEDER o pagamento da Gratificação de Função Militar, nos termos do artigo 1º, da Lei nº 186, de 22 de novembro de 1991, alterada pela Lei nº 2.885, de 09 de janeiro de 2002.”

A polícia é uma Instituição política. Um órgão como outro qualquer do Executivo…Cada dia isso torna-se mais claro.

Ps: Deixo claro que a crítica aqui é dirigida as informações “conflitantes” e ao tratamento diferenciado na liberação dos policiais na DPM, ou seja, dois pesos, duas medidas!

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O discurso salarial chegou ao limite dentro da Corporação! Honestidade e transparência CABE PARA TODOS!

Ontem durante a reunião com o Senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o presidente do partido no DF e os companheiros da Chapa CABE PARA TODOS ficou claro que o discurso salarial dentro da Corporação chegou ao limite.

A reunião foi muito proveitosa, no sentido de buscarmos alternativas para superarmos as dificuldades de aumento nos próximos anos. Segundo o senador, em decorrência da discussão da PEC 300, será muito difícil conquistarmos algum aumento nos próximos anos, por meio do Congresso Nacional. Precisamos buscar alternativas por meio de aumentos oriundos de recursos do próprio GDF. Sejam eles em cima da Etapa alimentação, Auxílio Moradia, ou até mesmo pela criação do Auxílio transporte, o que não atenderia os anseios dos inativos. Além é claro, da reestruturação da carreira com a criação de novas vagas e aumento do efetivo. Cada escolha será uma renúncia. Precisamos saber muito bem o que pediremos, pois teremos várias consequências oriundas de nossos pedidos.

Terça-feira teremos o lançamento oficial da chapa CABE PARA TODOS. Conto com a presença dos amigos.

QNL 06 – CHÁCARA MIZUNO 18, TAGUATINGA NORTE – 20 h

Conheça nosso time:

http://www.cabeparatodos.com.br/cpt/index.php?option=com_content&view=featured&Itemid=435

Nessa reunião tivemos a oportunidade de discutir a Lei 12.086/09 e as dificuldades de aumento em decorrência da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que foi confirmado pela entrevista do Secretário de Governo Paulo Tadeu ao Jornal de Brasília. Precisamos ficar atentos para não cometermos os mesmos erros do discurso dos professores durante o Governo do Prof. Cristovam Buarque, depois disso enfraqueceram muito o discurso, perdendo ganhos futuros, tendo que mudar o foco. O nosso discurso deve seguir a linha da melhoria da qualidade nos serviços prestados na segurança pública, perpassando pela valorização do policial, o que não significa só aumento salarial (espero que me entendam). Precisamos nos planejar a curto, médio e longo prazo. O ser humano é egoísta por natureza, a sociedade precisa saber quais são as vantagens para ela ao sermos valorizados (bem pagos), caso contrário ela não aceitará o custo benefício.

“Ele (Dep. Paulo Tadeu) confirmou que, para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), terá de suspender reajustes e contratações e não descartou a possibilidade de ramanejamentos internos de pessoal. O secretário também classificou como “naturais” os desentendimentos com a base governista na Câmara Legislativa, mas pediu respeito.”

Saiba mais sobre a entrevista do Sec. Paulo Tadeu acessando o link:

http://www.estacaodanoticia.com/index.php

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A polícia militar “é” o discurso salarial. É mais fácil conduzir uma massa de manobra do que uma massa pensante!

Há três anos nesse espaço tenho discutido a necessidade de mudança cultural por meio da educação e a desmilitarização cultural por meio do abandono de práticas que “deturpam” o militarismo e nos afastam do Estado Democrático de Direito. Aqui defendo um tipo de “educacionismo”. É o filho do praça podendo estudar na escola do filho do oficial, e se avançarmos no debate, é o próprio praça (me recuso a escrever “A” praça) podendo estudar na mesma escola do oficial, se possível, com ele. É o nivelamento do conhecimento dentro da instituição. É o fortalecimento do nosso capital intelectual. O que sem dúvida irá fortalecer nosso poder simbólico dentro da sociedade, por meio de nosso capital político e social. Mas creio que eu esteja falando grego em uma terra de “portugueses”.

Mesmo sendo repetitivo, não desistirei. Às vezes, não posso negar: a idéia de desistir passa por minha mente, mas alguém que decidiu ser uma “boa influência” dentro da Corporação, deve fazer o que é preciso, não somente aquilo que os outros desejam, para construirmos uma nova polícia.

O discurso salarial pregado por outros é importante, que eles cumpram esse papel. O que prego aqui é duradouro. O que eles pregam é passageiro. Ninguém pode nos roubar o conhecimento. Ninguém pode nos tirar a liberdade de pensar. Lembrando e parafraseando Napoleon Hill: QUEM PENSA ENRIQUECE!

Mas dá trabalho pensar, demora planejar, é difícil executar  o planejamento. É chato analisar feedbacks. É mais fácil deixar os outros fazerem o que deveríamos fazer. É mais fácil xingar, gritar, subir em cima de um trio elétrico, conduzir uma massa de manobra do que uma massa pensante!

Não tenho dúvida. O dinheiro proporciona a saída de um meio para “outro”. O aumento salarial é um dos pontos da mudança cultural, não é o único. Como posso pagar a um pedreiro mais que a um engenheiro? É possível? Creio que somente se o pedreiro for o dono da empresa, ele ganhará mais que o engenheiro, no nosso caso isso não é possível, ou seja, ser dono da empresa.
Se eu tenho dois pedreiros, um desqualificado e outro altamente qualificado, qual dos dois contrataria para construir sua casa? A qual pagaria mais? Mudança cultural é isso!!
Infelizmente ainda somos “pedreiros” desqualificados, e não estou falando de graduações universitárias, estou falando de prestação de serviço policial.

Finalizarei o texto de hoje com uma história interessante para interpretar o que eu disse:

” Um dia um homem estava vendo dois construtores trabalhando em um prédio. Ele percebeu que um deles ficava reclamando o tempo todo do trabalho. Quando perguntaram em que consistia o serviço, ele respondeu: “Empilhar pedras o dia inteiro, até ficar com as costas quebradas.” O outro assobiava enquanto trabalhava. Seus movimentos eram precisos, e seu rosto brilhava de satisfação. Quando perguntaram em que consistia seu serviço, respondeu: “Senhor, eu não estou fazendo apenas uma parede. Estou ajudando a construir uma catedral.”

O que você está fazendo?

Precisamos ter uma visão macro do cenário. Precisamos ter uma visão de futuro ampliada. Precisamos pensar a longo prazo. Pelo menos nós, que ainda temos tempo a cumprir aqui. Que polícia nós temos? Que polícia nós queremos?

O que está fazendo? Passeando de viatura, andando para um lado e para o outro a pé? Ou está melhorando a segurança pública de sua cidade, protegendo seus amigos, vizinhos e até mesmo os desconhecidos? Estamos empilhando pedras para não sairmos da fila do BRB ou estamos construindo catedrais? Fingindo que trabalha, pois fingem que te pagam?

Que preço estamos dispostos a pagar pela mudança cultural? Que preço estamos dispostos a pagar pela instituição que queremos? Estamos dispostos a mudar?

Obs: Sobre o título é o que realmente leram: A polícia militar “é” o discurso salarial…

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A polícia e a necessidade de uma metamorfose!

Às vezes, fico em silêncio para compreender algumas coisas, acredito que o silêncio é a melhor maneira de olharmos para dentro de nós e nos aproximarmos do Criador. Normalmente é preciso olharmos para o micro para compreendermos o macro. Em nossa  Corporação vejo praticamente o contrário. Vemos apenas o Macro e nos esquecemos do Micro. É mais fácil olharmos para os erros e acertos dos outros do que olharmos para os nossos próprios erros e acertos.

Não sou guiado pelo pensamento da maioria, acredito que toda unânimidade é burra. Durante a semana vi críticas ao posicionamento do Presidente da Câmara, que já foi policial, e não compreendi as críticas. Em minha opinião, é mais importante termos um ex-policial militar (ou da reserva, ainda não sei) no Tribunal de Contas do Distrito Federal, hoje, do que um Deputado Distrital. A política é feita de equilíbrio de forças. Hoje essa balança está desequilibrada no TCDF.

A ocupação de espaços de poder por integrantes da Corporação é de fundamental importância para a mudança cultural e o fortalecimento do nosso “poder simbólico”/”capital político e social” dentro da sociedade! É uma estratégia de mudança que acelera o processo. Precisamos deixar de ser massa de manobra para nos tornarmos massa pensante!

Como o texto de hoje foi muito curto, gostaria de falar sobre mudança cultural. Não sei se a maioria irá compreender o recado, mas fica de acordo com a interpretação de cada um:

“A PMDF era uma lagarta horrorosa, de olhos alaranjados. Passou a vida arrastando-se e serpenteando na imundícia, na terra do Criador. Um dia, a PMDF teve uma idéia fantástica. Rastejou até um arbusto, subiu nele, dirigiu-se a um ramo e segregou um líquido translúcido nesse galho. Ela como que transformou essa gosma numa espécie de botão; virou-se e colou a parte posterior de seu corpo nesse botão. Em seguida, assumiu a forma de um “V”, enroscou-se e passou a construir uma casa ao seu redor. Durante algum tempo, a atividade foi febril, mas logo a PMDF estava completamente recoberta, e você já não podia vê-la mais.

Tudo ficou em silêncio, muito silêncio. Você poderia chegar à conclusão de que nada acontecia. Contudo, muita coisa estava acontecendo, na verdade. Estava ocorrendo uma metamorfose.

Um dia, a PMDF começou a levantar as persianas de sua casa. Ela permitiu que você observasse grande variedade de cores. Noutro dia, ocorreu uma erupção. A casa da PMDF foi violentamente sacudida. O pequeno casulo moveu-se e sacudiu-se até que uma asa enorme, linda, projetou-se de uma das janelas. A PMDF a estendeu, exibindo toda a sua glória. Ela prosseguiu seu trabalho até que outra asa emergiu de outra janela, no lado oposto da casa.

Nesse estágio da vida da PMDF, talvez você desejasse ajudá-la. Entretanto, você não teria ajudado, porque se houvesse tentado puxar o resto da casa da PMDF, e libertá-la, teria aleijado a criatura pelo resto da vida. E, assim, você deixou a PMDF convulsionar-se e retorcer-se, até obter a liberdade, sem qualquer intervenção externa.

Finalmente, a PMDF  livrou-se de sua casa, deslizou pelo galho, esticou-se, e abriu suas lindas asas. Em nada se parecia com o antigo verme de antes. Você sabe? A PMDF não rastejou de volta, descendo do galho, arrastando-se e serpenteando na direção da sujeira, outra vez. Não! Ela partiu movida por uma força nova – o poder do voo.  Agora, em vez de engolir pó, a PMDF revoa em flores, deliciando-se com o doce néctar da maravilhosa criação de Deus.” (Retirado do livro: Como viver acima da mediocridade – Levando a sério seu compromisso com a exelência – Charles Swindoll, com minhas adaptações)

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Treinamento para Copa – Faltam mil dias! Estamos preparados?

Às vezes, mesmo quando se procura o lado positivo em determinada situação é quase impossível achá-lo. Sempre procuro ser otimista, acreditar na mudança institucional, mas hoje no evento: Mil dias para a Copa, fiquei muito preocupado. Tudo bem que não iremos atuar diretamente no evento em 2014, seremos coadjuvantes, pois atuaremos nos “arredores” dos jogos e que outras forças, dentre elas a de segurança privada, serão os atores principais.

Em oito horas de serviço alguns pequenos detalhes foram observados. O serviço começou com a “falta do armamento” para distribuição para o efetivo de outras unidades, posteriormente ficou explícito que existia o armamento, mas haviam ordens para não entregá-lo. Duas horas depois pegamos nosso equipamento e nos deslocamos para o local do “treinamento para Copa.” Lá chegando fomos distribuídos nos postos de serviço, seis soldados, sem outros graduados, e olha que haviam vários, sem nenhuma informação sobre o evento, sobre nossa missão e sobre qual o objetivo de estarmos ali. A desorganização era perceptível.

Até agora não sei qual era o objetivo do trabalho de hoje, creio que era “operação presença”.  Ficamos entre o Tribunal de Justiça e o  Palácio do Buriti, sede do Governo local, bem distante do “evento” que iria iniciar as 21h. Na volta, na metade do caminho, uma ligação nos fez lembrar que oito policiais haviam sido “esquecidos”. Mesmo com todo congestionamento retornamos a Rodoviária e ao Eixo Monumental para pegar o restante do efetivo esquecido. Posteriormente retornamos ao ponto de origem, após várias reclamações, é claro. Dia perfeito, para um treinamento “perfeito”.

Estes são os detalhes de um “grande treinamento” para a Copa.

“… estratégia, para mim, é aprendizagem, e não planejamento. É um processo pelo qual muitas pessoas na organização – e não apenas a cúpula – aprendem o caminho para novas direções.”  Mintzberg

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Apostila de Chefia e Liderança – Curso de Nivelamento de Praças!

Disponibilizo aos alunos do Curso de Nivelamento a “apostila” resumo das minhas aulas de Chefia e Liderança (slades). Espero que ela seja uma facilitadora a todos aqueles que fizeram e farão o curso. Peço desculpas pela simplicidade do trabalho, mas me foi solicitado de última hora, em decorrência de alguns “desencontros”  por ruídos na comunicação.

Lembro aos leitores que alguns pontos estão em tópicos, pois representam a introdução do tema, perpassando pelos paradigmas da segurança pública. Além disso, é importante frisar que durante as aulas trabalho conceitos da escola tradicional, reforçada pela Escola Superior de Guerra, confrontados com a visão da Escola das Relações Humanas, a Escola Behaviorista. A liderança pode ser formal ou informal, baseado no cargo ou em características “especiais” que são legitimadas pelos liderados.

Clique e baixe a apostila.

Apostila de chefia e liderança Aderivaldo

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Desabafo de um policial recém formado no Curso de Formação de Praças!

Recentemente, publiquei um vídeo motivacional com a formatura do Curso de Formação de Praças – CFP I. Emocionante!

Hoje compartilho com os leitores o texto de um policial recém formado nessa turma:

“Blz Aderivaldo!

Sou Soldado recém formado do CFP I,

Formei-me recentemente, pelo CFP I. Te escrevi há um ano, pedi alguns conselhos e tal. Hoje me sinto, em partes, realizado, pois gosto da PMDF, entretetanto, escrevo-lhe também para demonstrar a nossa decepção, agonia, incerteza…com a organização interna da PMDF. Não estou aqui falando em reestruturação de carreira, melhores salarios e condições de trabalho, ainda não! Estou lhe falando do despreparo da PMDF com a chegada destes novos policiais. A PM ficou quase 9 anos sem novos policiais e estes quando chegam parece que estão em uma instituição que ainda vive nos séculos medievais!!

Olha só o e-mail que recebemos pra a apresentação amanhã, considerando outros 3 e-mails que recebemos, de diversos Sgt do nosso curso, cada um falando uma coisa, um local de apresentação, um horário diferente do outro, o que segue foi o último:

Por determinação do Comandante da APMB, informo a todos os Policiais Militares do I CFP que,ao se apresentarem para retorno às atividades policiais deverão fazê-lo às 14:00 horas do dia 15 de setembro,com o uniforme 6º “G”,portando os equipamentos a seguir: 1-Cinto de guarnição equipado(Com Porta-Algemas;Porta-Tonfa;Coldre para utilização de REVÓLVER CAL. 38 -NÃO PARA PISTOLA-); 2-Tonfa; 3-Espargidor; e 4-Colete Balístico.
Informo ainda que o aluno que tiver acesso a essa mensagem, repasse imediatamente aos demais de sua CIA e seu pelotão, por todas as formas possivéis de comunicação.
Chefe da Divisão de Ensino da APMB.
Ficamos tristes por que queremos trabalhar, mostrar serviço, mas nos tratam como aluno (ainda), nos chamam de CFP e ainda demonstram o cúmulo da desorganização e despreparo organizacional, alertando que temos que nos apresentar com coldre para revolver: isto na capital do país, proximo da copa do mundo, da copa das confederações, das olimpíadas e a PMDF utilizando revolver…

Só um desabafo!
 
Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo site/blog, o qual é lido diariamente por estes novos policiais formados.”

Algo para refletirmos…

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Policiais e Bombeiros do DF: A Pior remuneração das carreiras de nível superior do GDF.

O salário mínimo será de aproximadamente R$ 619,00 (seiscentos e dezenove reais) no próximo ano e nosso soldo poderá chegar a R$ 689,00 (soldado), talvez tenha sido uma alternativa, do Governo Federal e do GDF, para não ganharmos menos que um salário mínimo. Assim, atendem também os antigos Territórios, evitando reclamações (judiciais) futuras.

Uma alternativa para nossas bandeiras de luta, para o próximo ano, talvez seja utilizarmos outro tipo de “mimetismo” institucional. O melhor seria dentro do próprio sistema de segurança pública. Precisamos mudar o discurso e as práticas. Precisamos de bandeiras sérias para os próximos anos, além de cobrarmos as treze propostas do GDF. Precisamos reduzir as desigualdades internas. Reduzir as diferenças deve ser nosso objetivo!

Policiais e Bombeiros do DF: A Pior remuneração das carreiras de nível superior do GDF.

 
Vejam o quadro comparativo com algumas carreiras:
CARREIRA
VENCIMENTO INICIAL (R$)
VENCIMENTO FINAL(R$)
PROPORÇÃO ENTRE A MAIOR E MENOR REMUNERAÇÃO (Quantas vezes a maior remuneração é superior a menor)
ANALISTA  DE ATIVIDADES RODOVIÁRIAS –DER
7.838,57
12.672,95
1,62
CARREIRA POLICIAL CIVIL DO DF
7.514,33
19.699,82
2,62
ANALISTA DE
TRÂNSITO-DETRAN
6.626,76
9.640,94
1,45
AUDITOR FISCAL
DE ATIVIDADES URBANAS- AGEFIS
6.459,20
13.132,79
2,03
AGENTE DE TRÂNSITO-DETRAN
5.485,24
8.156,72
1,49
ANALISTA DE
TRANSPORTES URBANOS-FISCAL DO DFTRANS)
5.939,87
10.148,27
1,71
ANALISTA DE ATIVIDADES DO MEIO
AMBIENTE
5.293,30
8.216,90
1,55
POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS
3.453,70
12.740,34
3,68
 
Veja tabela também no blog do halk:

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