Arquivo do mês: fevereiro 2011

“Análise de cenário” – PMDF – Precisamos avançar!

Há algum tempo não faço uma “análise de cenário” de nossa Corporação, mas após alguns acontecimentos creio que seja a hora…

Como já comentei anteriormente nossa Instituição passa por grandes mudanças. Nos últimos anos tivemos mais de 9 mil promoções que benefeciaram os mais antigos, de imediato, e que podem ajudar os mais novos no futuro. Vários grupos estão surgindo após as eleições passadas.

Todos os grupos emergentes dizem pensar uma nova polícia, apesar de alguns utilizarem-se das mesmas práticas do passado. Várias são as propostas com viés salarial, não podemos negar que a maioria é utópica e eleitoreira, mas são propostas.

Observo que em sua maioria, esses grupos,  falam a mesma língua, mas são separados pelos interesses pessoais para as próximas eleições, ou seja, todos querem ser o “pai da criança” no futuro para se beneficiar. Isso dificulta possíveis acordos…Além disso, ao analisarmos o passado, as mudanças legislativas para nós levam em média 05 (cinco) anos ou mais!

É interessante ver o discurso do passado tomando “corpo”. A associação única com um viés mais sindical e menos assistencialista é um deles. A organização de encontros periódicos para debater propostas também, exemplo a próxima, no dia 10 de março na LBV. A proposta do auxílio-transporte também foi fundamental para provocarmos a discussão. Tiramos alguns da zona de conforto.

Precisamos focar em nossas bandeiras, nas 13 propostas de campanha, o que vier a mais pode ser lucro, mas não é o objetivo principal!

Um código de conduta voltado para um viés mais policial e menos militar também deveria ser alvo de nossa luta. Precisamos exigir a melhoria do sistema de segurança pública, por meio da valorização do policial, ou seja, melhores condições de trabalho, melhores salários e melhor qualificação profissional (pós-graduação e capacitação para a Copa do Mundo)!

Precisamos avançar, trabalhar as vaidades e rivalidades internas. Ocupar espaços jamais ocupados!

A polícia somos nós, nossa força é nossa VOZ!!

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Elegância do Comportamento…

Hoje gostaria de divulgar o Blog do meu amigo Glauber Macedo,  aluno do Curso de Formação de Praças. Ele já escreve há algum tempo, mas somente agora tive a oportunidade de analisá-lo de forma mais detalhada. Tem um estilo diferenciado que com certeza nos acrescentará muito.

Apresento um texto interessante retirado de lá…

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples “obrigado” diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto e o chefe está bem longe. É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no dia a dia. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se atende.

Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.

Se os amigos não merecem certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura. É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO.

Fonte: retirado do livro “Educação enferruja por falta de uso”.

Autor: Toulouse Lautrec (1864-1901)

Fonte: http://glauber85.wordpress.com/

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“É hora de somar!”

Apresento o discurso de um amigo e companheiro de partido, que muito admiro e respeito. É um discurso sobre a organização da juventude, mas que cabe muito bem a nossa organização interna (política). Precisamos nos organizar, ocupar espaços e amadurecer.

Precisamos fazer a lição de casa. A polícia está mudando, irá mudar muito mais!

A polícia somos nós, nossa força é nossa voz!

É hora de somar! É hora de construirmos os próximos trinta anos!

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Chefia e liderança – É possível liderar em nossa Corporação?

Caros alunos do Curso de Nivelamento de Praças (CNP),

Iniciados os nossos trabalhos teremos o prazer de estarmos juntos por 14 encontros, nesse período espero ser um facilitador, transmitindo os conceitos necessários para a formação de um bom chefe e de grandes líderes em nossa Corporação.

Quando falarmos em chefia estaremos falando da atuação interna de cada um dos senhores, o que não excluí a liderança internamente, mas quando falarmos em líderes estaremos focados na atuação de cada policial junto a sociedade. Não há dúvida de que cada um de nós somos líderes em potencial em nossas comunidades. Se buscarmos o caminho da liderança poderemos agregar valores a nossa profissão tornando-nos verdadeiros agentes de mudança, ou seja, verdadeiros agentes transformadores.

Aderivaldo Cardoso

Instrutor de Chefia e Liderança

 O interesse pela liderança é tão antigo quanto o próprio homem. Bastou apenas que duas pessoas se encontrassem para que uma delas fosse solicitada a interpretar aquilo que deveria estar ocorrendo naquele momento e indicasse algum rumo a ser seguido.

É possível dizer que a busca de soluções para enfrentar os desafios propostos pela convivência humana data de tempos longínquos. Isso permite considerar que a liderança tenha sua origem no momento em que o próprio homem começou a organizar o mundo onde vivia.

Anos de pesquisas sobre o tema da liderança levantaram as mais variadas propostas teóricas, aspecto esse que, na atualidade, promoveu uma ampla e profunda discussão a respeito dos possíveis tipos de trocas interpessoais que podem surgir desse tipo de vínculo líder/liderado.

A preocupação com o respeito à maneira de agir que facilite dirigir a si mesmo e aos outros com sucesso representou um espécie de desejo presente no interior de cada ser humano. Portanto, deixar-se dirigir por alguém ou estar inclinado a dirigir alguém é algo natural.

Num momento de globalização da economia, as organizações, mais que nunca, dão sinais de que seu grande investimento será a preparação de líderes que possam cumprir suas funções nos diversos âmbitos da sociedade. Devido a importância dos líderes, as organizações estão investindo alto na formação de uma liderança eficaz.

Um grupo sem alguém para conduzi-lo encontra-se perdido. É uma fonte inesgotável de desunião, dificilmente chegará a algum lugar seguro ou concluirá com êxito qualquer trabalho. Sem um chefe (instituição)/líder (sociedade), o grupo é um corpo sem cabeça, que independente da boa vontade de cada integrante, cujo esforço, poderá até ser oposto ao de outrem, queima esforços desnecessariamente, esforços estes que poderiam ser empregados proveitosamente em benefício do conjunto, bastando que alguém do grupo tomasse a iniciativa de coordenar o empenho comum na direção desejada.

É importante compreendermos que antigamente a função de chefia era denominada capatazia, ou seja, o ascendente do “líder” era chamado de capataz. Depois passou a ser “chefe”. Atualmente ainda utilizamos várias expressões para denominarmos a ascendência funcional, tais como: supervisor, inspetor, gerente, cabo, sargento, tenente etc. Embora isso aconteça percebemos que estas expressões, aos poucos, vão sendo esquecidas para dar lugar a liderança. Isto é, desaparece o “chefe” e nasce o “líder”, principalmente quando estamos na rua, em nossa atividade fim.

Muitos confundem chefia e liderança. Alguns chegam a confundi-las usando-as como sinônimos. Na verdade, surgem muitas contradições quando se trata de conceituar estes dois termos. Porém, uma coisa é certa: “nem todo chefe é líder e nem todo líder é chefe.” Um “chefe” poderá tornar-se líder, desde que haja no sentido de obter participação, envolvimento e adesão do grupo, com vistas a alcançar determinados objetivos.

Em nossa Corporação vivenciamos situações ao mesmo tempo distintas e antagônicas, o que dificulta a arte de “chefiar”, pois desenvolvemos atividades administrativas, gerenciamos recursos humanos em âmbitos distintos, dentro da instituição policial e fora dela enquanto atores nas comunidades em que trabalhamos.

É evidente que, quanto maior o desafio no grupo e mais específico ele for, maiores serão as exigências para os componentes do grupo e, portanto maiores e melhores qualificações serão requeridas do seu chefe. Esse, deve ter a capacidade de interpretar, defender e realizar as tarefas a frente de um grupo de modo a atender aos anseios e necessidades da instituição, utilizando como base de apoio ao seu “poder” a sua “autoridade”. Já o líder também deve ter a capacidade de interpretar, defender e realizar tarefas a frente de um grupo, mas de modo a atender as necessidades daquele grupo, mesmo que choque com os interesses da própria instituição. Eis o nosso dilema.

O exercício da chefia é uma prerrogativa de um cargo e muitas vezes independe da capacidade de seu detentor. O direito de comandar é um mandato adquirido legalmente por meio do concurso público. Porém, não há dúvida, que um “chefe” não cumprirá bem o seu papel, a não ser que desenvolva, em si próprio, as qualidade que o tornará um indivíduo digno de seu “título”, ou seja, que ele torne-se um líder.

Resumidamente podemos afirmar que “chefiar” é: “fazer um grupo funcionar para que sejam atingidos determinados objetivos (institucional). Em contrapartida, liderar torna-se mais amplo, pois podemos definir essa “arte” como sendo: “a habilidade de influenciar e ser influenciado pelo grupo, por meio de relações interpessoais adequadas para consecução de um ou mais objetivos comuns a todos os participantes.” É fazer parte do problema e da solução…

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Ação Comunitária!

19/2/2011 12:11:00

Magno Duarte e Marcio Dequiqui 

Na manhã deste sábado (19), o Batalhão do Lago Norte (24º BPM), comandado pelo tenente-coronel Carvalho, promoveu uma ação comunitária com crianças moradoras do Varjão na quadra 05 do Setor de Mansões do Lago Norte ( Prainha).

O evento teve como objetivo principal promover a educação ambiental e despertar a consciência e o respeito para a natureza. Na ocasião, os alunos tiveram palestras com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) sobre como plantar algumas mudas e mantê-las vivas. Ao todo, 250 pés de árvores variadas típicas do cerrado foram plantadas.

 

Além disso, as crianças puderam trocar experiências com os integrantes do Grupo de Escoteiros Lis do Lago, que desde 1981 exercem atividades escotistas e desenvolvem a honra, a integridade, a lealdade, o respeito e proteção da natureza, a responsabilidade e a disciplina.

As crianças ainda aproveitaram o momento de lazer com a apresentação do teatro Lobo Guará, demonstração de cães do Batalhão de Operações Especiais, pula-pula e a própria margem do lago, monitorada por barcos do policiamento ambiental e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

O evento também teve como objetivo, segundo o administrador Marcos Woortmann, a integração entre as comunidades das regiões administrativas do Varjão e do Lago Norte. O ambientalista Nicolas Behr esteve presente e prestigiou o evento.


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