Arquivo do mês: novembro 2010

O Rio de Janeiro e a sua polícia – A guerra continua…

Essa semana senti orgulho de ser brasileiro. Tive orgulho de ser policial. Senti orgulho da polícia do Rio de Janeiro. É bom ver a vaidade sendo deixada de lado e as forças de segurança se unindo em prol de algo maior. Como é bom ver o Estado utilizando o MONOPÓLIO DO USO DA FORÇA de maneira LEGÍTIMA. É maravilhoso ver a população agradecendo a ação da polícia. Dessa vez a imprensa fez a diferença. Não defendeu bandido, pelo contrário, exigiu uma ação eficaz do Estado. Os policiais do Rio de Janeiro deram uma lição aos demais do Brasil. Agora precisam ser respeitados e valorizados. Não dá mais para um policial ganhar tão pouco em uma cidade tão perigosa. A polícia precisa mudar, mas a população precisa entender que essa mudança é reflexo de uma maior valorização por parte da sociedade. A cidade do Rio de Janeiro pede socorro, mas seus policiais também. É hora de darem valor aos seus “guerreiros”, seus “guardiões”, seus “policiais”! A valorização passa por aumento salarial!

A polícia precisa mudar!

A polícia está mudando!

A polícia vai mudar!!

Não valorizar o policial é jogar dinheiro no lixo:

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Guerra no Rio de Janeiro – Ainda levará tempo para resolver o problema!

Ao observar os meios de comunicação percebe-se que a maioria do tempo está sendo dedicado as notícias sobre a “guerra” no Rio de Janeiro.  A união das forças de segurança está sendo fundamental para o avanço das “tropas” no Complexo do Alemão.

Para falar sobre esse tema é preciso voltarmos ao início do século XX. A libertação dos Escravos em 1888 os expulsou para os morros, pois o ócio era sinônimo de liberdade para eles, vagavam pelas ruas tomando cachaça e jogando capoeira. Em nome da “ordem pública” foram criadas “normas” para “obrigar” os pobres a ficarem longe dos “grandes centros”. Uma nova dinâmica foi criada na cidade do Rio de Janeiro e o “governo paralelo” nas favelas começou a surgir. A revolta da vacina é o primeiro reflexo desse novo “governo” e da “limpeza urbana” que estava sendo realizada em nome da “ordem governamental”. O Estado se ausentou das favelas e o jogo do bicho (“bicheiros”) começou a dar as “cartas”. As forças de segurança são desmoralizadas nas favelas e sucateadas pelos governos do Rio. Uma grande ação financiada pelo crime. Estamos falando em verdadeiras guerrilhas organizadas e apoiadas por “marginais”, muitos deles infiltrados como agentes do Estado.

Com o enfraquecimento dos “bicheiros” o tráfico é fortalecido. A ausência e omissão governamental potencializam os problemas. Não há dúvida de que o que ocorre hoje no Rio de Janeiro é algo preocupante e está relacionado a SEGURANÇA NACIONAL. O terreno é atípico e os criminosos também. É hora de unirmos forças para retomarmos o poder outrora perdido para os criminosos. É hora de devolvermos as comunidades aos cidadãos de bem de nossa “cidade maravilhosa”.

É maravilhoso ver policiais sendo aplaudidos e a opinião pública a favor das ocupações. Só não podemos extrapolar, pois colocará tudo isso a perder. Se for preciso o Estado pode matar e pode prender. Devemos lembrar que é uma exceção e não devemos perder a legitimidade de nossas ações.

Não é simples mudar uma cultura bicentenária no Rio de Janeiro. Chegamos ao limite. Várias ações estão sendo coordenadas no intuito de devolver ao Estado o monopólio do uso da força. A população deu a maior demonstração de que quando as forças do Estado estão agindo de forma LEGITIMA não há o que questionar.

Saiba mais sobre o jogo do bicho:

O jogo do bicho é uma bolsa de apostas ilegal em animais e foi inventado em 1892 pelo barão João Batista Viana Drummond, fundador e proprietário do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, em Vila Isabel.[1]

A fase de intensa especulação financeira e jogatina na bolsa de valores nos primeiros anos da República imprimiu grave crise ao comércio. Para estimular as vendas, os comerciantes instituíram sorteios de brindes. Assim é que, tencionado em aumentar o frequência do zoológico, o barão decidiu estipular um prêmio em dinheiro e sortear uma placa a cada dia. Em cada placa figurava um dos 25 animais de sua propriedade. A partir daí, as placas foram associadas a séries numéricas e o jogo passou a ser praticado largamente, a ponto de transformar a capital da República (desde 1889) na “capital do jogo do bicho”. Assim, nasceu um dos jogos mais democráticos da história do Brasil.

Saiba mais sobre a Revolta da Vacina:

No inicio do século XX, a cidade do Rio de Janeiro, como capital da República, apesar de possuir belos palacetes e casarões, tinha graves problemas urbanos: rede insuficiente de água e esgoto, coleta de resíduos precária e cortiços super povoados. Nesse ambiente proliferavam muitas doenças, como a tuberculose, o sarampo, o tifo e a hanseníase. Alastravam-se, sobretudo, grandes epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica.

Decidido a sanear e modernizar a cidade, o então presidente da República Rodrigues Alves (19021906) deu plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao médico Dr. Osvaldo Cruz para executarem um grande projeto sanitário. O prefeito pôs em prática uma ampla reforma urbana, que ficou conhecida como bota abaixo, em razão das demolições dos velhos prédios e cortiços, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins. Milhares de pessoas pobres foram desalojadas à força, sendo obrigadas a morar nos morros e na periferia.

Oswaldo Cruz, convidado a assumir a Direção Geral da Saúde Pública, criou as Brigadas Mata Mosquitos, grupos de funcionários do Serviço Sanitário que invadiam as casas para desinfecção e extermínio dos mosquitos transmissores da febre amarela. Iniciou também a campanha de extermínio de ratos considerados os principais transmissores da peste bubônica, espalhando raticidas pela cidade e mandando o povo recolher os resíduos.

 Fonte: Wikipédia

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A política dos bastidores e o nosso amadurecimento político!

Durante vários anos fomos “enganados” com o DISCURSO SALARIAL, nos tornamos “massa de manobra política”, deixamos de aprender a ARTICULAR POLITICAMENTE nossas prioridades. Sempre depositamos nossas esperanças somente em uma ou duas pessoas e sempre nos decepcionamos.

A Câmara Legislativa pouco pode nos ajudar nesse quesito (salário), mas é de fundamental importância no que tange a outros quesitos, pois nela estão os responsáveis por votar nosso ORÇAMENTO.

Reformas de quartéis, investimentos em projetos diversos, material de escritório, dentre outros que não sejam de responsabilidade da União, passam pelas votações da Câmara. Precisamos abrir nossos olhos. Buscar parceiros de outras áreas para melhorar nossa Corporação. A instituição SOMOS NÓS!

FAZER LOBBY E AJUDAR QUEM NOS AJUDA. ESSE É O CAMINHO – VIVA A POLÍTICA DOS BASTIDORES! É HORA DE APRENDERMOS COM OS IRMÃOS DA POLÍCIA CIVIL!

É hora de amadurecermos politicamente!

Colégio Tiradentes da PMDF presta homenagem a Eliana

Publicado em: 19 de novembro de 2010 por silvana

Diretores e professores do Colégio Tiradentes da Polícia Militar do Distrito Federal ofereceram nesta sexta-feira (19) um café da manhã em homenagem à deputada Eliana Pedrosa (DEM). A honraria foi motivada pelo esforço da parlamentar para que a unidade escolar começasse suas atividades em fevereiro de 2011.

De acordo com a diretora – comandante da escola, cel. Priscila Riederer Seabra, sem a atuação de Eliana seria impossível o início das aulas no próximo ano. “Não sabíamos se daria certo. A deputada abraçou nossa causa e intermediou um encontro com a Secretaria de Educação, que vai nos disponibilizar um espaço até nossas instalações ficarem prontas”, resumiu, lembrando que a sede da nova escola militar do DF só ficará pronta em 2012.

Eliana, que está responsável por analisar o orçamento da PMDF na Lei Orçamentária Anual, se preocupou em saber se havia rubrica para o Colégio Tiradentes. Ao receber a resposta negativa, a parlamentar já pediu para que sua equipe incluísse a previsão de gasto no Orçamento de 2011. “Se não estivesse responsável pelo orçamento da PMDF poderíamos fazer tudo e depois faltar dinheiro. Agora temos certeza de que essa nova escola funcionará, formando bons cidadãos para Brasília”, afirmou. Eliana recebeu de presente um peixe em um aquário lilás, duas de suas preferências.

Nesse primeiro ano de instalação, o Tiradentes vai receber alunos para o 6º e 7º anos, correspondentes às 5ª e 6ª séries do ensino fundamental. O Colégio Militar Tiradentes vai atender dependentes de militares e civis que serão selecionados por meio de concurso com provas de matemática e português. O edital para ingresso deverá ser publicado nas próximas semanas.

 A diretora cel. Priscila Seabra e o corpo docente e administrativo do Colégio Militar Tiradentes

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Prisão sem muros – Somos livres ou escravos?

A cada dia chego a conclusão de que ser policial militar é viver em uma prisão sem muros. A frase é forte, mas é isso mesmo.

Somos culpados por nossas próprias mazelas. Quando digo nós, estou me referindo aos nossos antepassados na Corporação. Alguns podem me lembrar das boas conquistas, também devemos agradecer a eles, mas ainda temos mais mazelas que conquistas, pois essas se iniciaram nos últimos dez anos.

Tenho discutido bastante sobre o tema mobilização social e a importância de ocuparmos cargos importantes no governo, mas “criamos” uma estrutura “escravagista” que nos impede de fazermos isso. Enquanto fomos enganados com o discurso SALARIAL deixamos de lado a ARTICULAÇÃO POLÍTICA  e nos tornamos ESCRAVOS DO SISTEMA.

Não será fácil rompermos com esse pensamento. No imaginário coletivo é melhor termos um soldado com a mão para trás na esquina do que ele em órgãos do executivo pensando segurança pública! Reflexo do nosso modelo arcaico de polícia! Precisamos avançar nesse sentido!

As requisições em nossa Corporação somente são facilitadas para a nobreza interna. Nós “vassalos” somos encurralados em nossas “senzalas” não podendo expandir nossos horizontes…O mais interessante é que fomos nós (antepassados) quem definiu as regras.

LIBERDADE, ABRE AS ASAS SOBRE NÓS!

A POLÍCIA PRECISA MUDAR!

A POLÍCIA VAI MUDAR!!!

Detalhe na foto: Um negro (capitão do mato) CASTIGA outro negro (escravo). O capitão do mato era livre? Nós somos livres?

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A quem interessa a mudança de uniforme na PM? Quais são os critérios e parâmetros utilizados?

Existem certos assuntos na Corporação que evito debater, devido minha ignorância, procuro falar somente sobre as áreas que tenho mais afinidade. Recentemente recebi uma mensagem sugerindo um tema para discussão no Blog. Para isso, li alguns textos sobre o assunto e tirei minhas conclusões. Eu poderia “elucubrar” sobre a “beleza” da farda ou sua funcionalidade, tentarei ser coerente. Desde quando a polícia foi criada ela usa farda, isso é fato. Minha dúvida é saber desde quando iniciou a “máfia” de uniformes dentro da Corporação. Quando se pensa em uma mudança de uniforme três questões devem ser analisadas: Qual o objetivo dela? Quem será beneficiado com ela? Quais os problemas dos atuais uniformes? (em minha opinião somente os metais – já fui vítima de acidente com viatura onde o metal da boina feriu gravemente minha cabeça). Por um longo período a própria instituição comprou as fardas e “redistribuiu” aos policiais. Nunca pensaram na qualidade ou funcionalidade, continuam não pensando… Há pouco tempo (um pouco mais de uma década) passamos a receber um tal de “auxílio fardamento”. De lá para cá, várias mudanças foram implementadas em nossa farda, possivelmente para “oxigenar” o mercado. Em tais mudanças a funcionalidade e qualidade não foram observadas. Uma “roupa operacional” deveria ser criada por quem entende do assunto. Ela dever ser confortável, segura e ter bom “caimento”, por que não?. Algumas perguntas devem ser feitas: Qual a função específica do boné? (cobertura) – É realmente necessário ou tem que ser colocado porque está previsto em regulamento? O sapato atende as nossas necessidades ou o coturno é mais prático? Qual a representação do “Brevê” para o policial que o usa e para o cidadão que o vê? Ele “empodera” o policial que o utiliza? A corrupção se alastrou em todas as áreas e se aperfeiçoou ao longo do tempo. Até quando administramos nosso dinheiro arrumam um jeito de “desviá-lo”. Existem mais mistérios entre os céus e a terra do que a vã filosofia pode explicar… É importante ressaltar que os uniformes custam bem mais do que o nosso auxílio fardamento de um soldado…haverá ressarcimento da diferença? Muitas vezes criamos problemas para nós mesmos! Somos nossos próprios carrascos!!

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