Arquivo do mês: junho 2011

Posto Comunitário de Segurança Pública – Descaso com o dinheiro público!

Cada dia descubro que nada sei sobre o sistema de segurança pública do DF, em especial sobre polícia comunitária. Essa semana, em uma reportagem do jornal Correio Braziliense, reproduzida nesse blog, vi uma autoridade policial dizer que uma forma de tornar os Postos Comunitários de Segurança Pública mais eficazes, dentre outras coisas, é pintá-los com as cores da PMDF.

Isso gerou-me uma dúvida tremenda, pois já havia dado aula sobre o assunto, com base na Diretriz de Segurança Comunitária, da Secretaria de Segurança Pública, mas creio que me equivoquei em minhas aulas.

Sempre disse aos meus alunos que o Posto Comunitário de Segurança Pública era mais que um posto policial, pois:

O Governo do Distrito Federal decidiu implantar uma nova forma de gestão do sistema de segurança pública e defesa social oferecendo à população mais efetiva na discussão das questões afetas à segurança do cidadão.

     Tal modelo de segurança comunitária é inovador no Brasil, sendo inspirado nos mesmos principais da Polícia Comunitária, já praticada com sucesso em outros estados brasileiros e mesmo em vários países, como maneira eficaz de discussão e resolução de seus problemas, visando principalmente promover, de forma planejada, o contato mais aproximado dos policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e agentes de trânsito – todos Agentes de Segurança Comunitária – entre si e com os demais órgãos governamentais, autoridades e demais cidadãos em suas respectivas comunidades, proporcionando mais segurança para todos.

Com base no que eu havia entendido o Posto Comunitário de Segurança Pública poderia ser ocupado por qualquer um dos órgãos de segurança pública, inclusive os Conselhos Comunitários de Segurança Pública, pois ele é uma base do “sistema”, mas diante da afirmação da autoridade percebi que são apenas postos policiais “comuns” e que toda responsabilidade, no que se refere a segurança pública, é nossa (PMDF). A vantagem dos PCS é o “espalhamento” territorial. É a ocupação do terreno pelo “Estado”, não por uma “minúscula parte” dele.

Ao pintá-los com as cores da Polícia Militar estaremos afirmando isso categoricamente. Se antes podíamos dividir a responsabilidade, o que é um princípio básico da filosofia comunitária, agora não poderemos mais. Um verdadeiro retrocesso.

Enquanto isso os Postos Comunitários de Segurança se deterioram em “algum lugar” de Águas Claras (ADE), um verdadeiro descaso com o dinheiro público. Precisamos descobrir os erros do projeto e corrigí-los.

O Programa Segurança Comunitária foi implantado pelo decreto nº 24 316, de 23 de dezembro de 2003, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nº 249, de 24 de dezembro de 2003, que também dispôs sobre a criação do Conselho Deliberativo de Segurança Comunitária, dos Grupos Gestores Regionais de Segurança Comunitária e dos Núcleos de Segurança Comunitária, constituídos por representantes dos segmentos vinculados ao sistema de segurança pública e defesa social e outros setores públicos do Distrito Federal.

Fonte: http://www.ssp.df.gov.br/

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Saiba mais:

http://www.pmdf.df.gov.br/cpcdh/?pag=legislacao

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População questiona a eficiência dos postos comunitários da PM!

 Saulo Araújo

Publicação: 26/06/2011 08:00 Atualização:

Em um dos postos do Guará, as portas da unidade foram trancadas com uma algema durante ausência do policial (Ed Alves/Esp.CB/D.A Press) Em um dos postos do Guará, as portas da unidade foram trancadas com uma algema durante ausência do policial

Anunciado em 2008 como o principal projeto para reduzir a criminalidade no Distrito Federal, o funcionamento dos 119 Postos Comunitários de Segurança (PCS) ainda hoje divide a opinião da população. Os contrários à proposta argumentam que a presença de militares dentro de uma estrutura tira a mobilidade da polícia. Já os defensores da ideia acreditam que uma unidade fixa proporciona uma sensação maior de segurança para a comunidade. Nem mesmo entre os PMs destacados para desempenhar tal função existe unanimidade. O Correio visitou várias cidades na última semana e constatou que ainda falta muito para que o atual modelo seja considerado exemplar.

Um dos principais obstáculos é o baixo efetivo da corporação. No posto da Quadra 302 do Sudoeste, apenas um militar estava de prontidão. Os outros dois soldados escalados para o serviço no posto faziam rondas pelo bairro. Sozinho no PCS, ele admite que suas ações se restringem a acionar por rádio uma viatura mais próxima para atender a uma ocorrência. “Se eu me ausentar (do posto) e sumir um rádio ou depredarem a estrutura, a responsabilidade será toda minha, por mais que eu explique a situação. Dependendo do caso, ainda posso responder por abandono de posto”, afirmou o militar, que pediu para não ser identificado.

Um outro policial lotado em um dos postos do Guará também criticou o fato de sempre um militar ficar imobilizado. “Uma vez chegou um rapaz esfaqueado aqui no posto, perdendo muito sangue. Eu vi o agressor com a faca na mão. Ou eu socorria a vítima ou saia correndo atrás do bandido. Fiquei com a primeira opção. Sozinho é impossível fazer um trabalho eficiente”, reclamou.

O chefe do Centro de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PMDF, coronel Walter Sobrinho, admite que a falta de efetivo compromete o bom desenvolvimento do serviço policial, mas ressaltou que, mesmo diante do problema, os resultados têm sido positivos. “Como é do conhecimento de todos, ficamos oito anos sem concurso público. Por falta de policiais, alguns postos não funcionam exatamente como gostaríamos, mas, mesmo assim, em muitas cidades a polícia conseguiu interagir bem com a população, o que implicou a redução da criminalidade”, ressaltou.

O coronel acredita que o cenário deva melhorar com a incorporação, até o fim do ano, de 650 PMs aprovados no último concurso para soldado. Entre as disciplinas ministradas no curso de formação de praças está a de promotor nacional de polícia comunitária. Segundo o oficial, já existe previsão orçamentária para aquisição de mais viaturas que servirão exclusivamente aos postos. “Existe um projeto de otimização dos postos, que inclui a compra de mais viaturas, pintar os postos com as cores da PM (hoje eles são verdes) e aumentar o efetivo”, afirmou o coronel.

Fechado
A presença do posto tranquiliza comerciantes que estão em área próxima à base policial. No Posto Comunitário da QE 30, no Guará II, a reportagem flagrou a unidade com as portas fechadas com um par de algemas. Comerciantes que trabalham em frente ao posto afirma, no entanto, não ser comum o local ficar às moscas. “Eles fecharam para atender uma ocorrência. Considero a presença deles aqui eficiente. Trabalho neste comércio há um ano e nunca um bandido tentou roubar nessa área. A presença deles inibe bastante a marginalidade”, elogia o garçom Aldemir Cury de Araújo, 21 anos.

 

A vendedora Paula Vieira, 26 anos, que trabalha em uma drogaria no Sudoeste, também se sente mais segura sabendo que pode pedir ajuda no posto em caso de emergência. “É bom saber que, se precisarmos, podemos gritar que eles estão aqui ao lado. Só a presença deles aqui já afugenta as pessoas mal-intencionadas”, opina.

Já na avaliação do advogado Ulysses Machado, 51 anos, o serviço é deficiente. Para ele, o policiamento ostensivo ficou prejudicado com a instalação dos postos. “Tiraram os policiais das ruas para colocar nos postos. O ideal seria ter o posto, além de um eficiente policiamento ostensivo. Percebo que os postos não respondem às demandas do Estado”, afirma.

 
 
  

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Ação Missionária dos Militares Evangélicos!

A AMME – Ação Missionária dos Militares Evangélicos tem desenvolvido várias atividades em nossa Corporação. Tenho uma grande dívida com esses homens. Peço desculpas a eles por minha ausência nos trabalhos, mas hoje gostaria de ajudar da maneira que sei.

Apresento as palavras de nosso presidente Sub Tenente Hermes:

Dirijo-me a todos os associados e colaboradores da Ação Missionária dos Militares Evangélicos – AMME, para informá-los que no dia 02/03/2011, deu-se início às obras de reforço das estruturas do Templo Militar Evangélico. A empresa contratada para execução dos serviços foi a MM Arquitetos Associados.

O nosso objetivo é a conclusão de todas as obras do Templo (reforço estrutural, sala de segurança, banheiros, sala da AMME, câmeras de segurança, alarme e aumento da galeria) para que em breve seja oficialmente realizada a transferência da Capelania Militar Evangélica, para as dependências do Templo, sob a direção do Pr. Gisleno Gomes de Farias Alves – Capelão Evangélico.

Convidamos você a compartilhar conosco deste sonho fazendo a sua doação, voluntária, para a obra do Senhor. Deposite na agência nº 104 – Conta Corrente nº 600046-0. “Mas o nobre projeta cousas nobres e na sua natureza perseverará.” Is. 32:8.

Notícias da AMME:

Videoteca:

Informamos que a videoteca foi desativada por encontrar-se obsoleta e improdutiva. As fitas VHS serão doadas para projetos missionários. Quem tiver interesses em receber esse material, deve entrar em contato com o presidente, com urgência no telefone: 96642891.

Recadastramento

Solicitamos que todos os associados preencham a ficha de recadastramento que se encontra no site,  encaminhando via email ou entregando a um de nossos diretores.

Conclusão de obras

Aproveitando a reforma estrutural do Templo Evangélico, em respeito a um parecer técnico emitido pela DIPRO, decidimos realizar os projetos do anexo e concluir as obras do Templo. O objetivo é torná-lo apropriado para receber a Capelania Militar Evangélica, bem como para eventos maiores.

Descrição da obra

Fase 1:

Reforço Estrutural e ampliação da galeria;

Fase 2:

Adequação técnica dos banheiros, da acústica e do espaço do altar bem como edificação da sala de segurança;

Fase 3:

Colocação de janelas e divisórias no último piso para funcionamento dos gabinetes pastorais;

Fase 4:

Segurança do prédio.

Observação: A construção do anexo não será realizada nesse momento.

Visitem o site: http://www.militaresdecristo.com.br//

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Crise no programa educacional de resistência as drogas e a violência (Proerd)

Nunca escondi minha paixão pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência. Sou da IV turma de instrutores, de uma época em que pagávamos para trabalhar. Os alunos pagavam as cartilhas, as camisetas, os bonés e nós, instrutores, também dávamos nossa cota de “sangue” para ver o programa se desenvolver. Nessa época tínhamos mais de 64 (sessenta e quatro) policiais voluntários do programa. Nessa época tínhamos também recursos do Pró-infância, um programa de combate a prostituição infantil.

De lá para cá muita coisa mudou. Passamos a optar pela quantidade de alunos ao invés da qualidade das aulas. Começou a entrar muito dinheiro para o programa, e todo mundo passou a querer administrá-lo. Vários instrutores foram embora da unidade. No último ano recebemos para o PROERD no DF aproximadamente 1.328.000,00 (Um milhão e trezentos e vinte mil reais) para a compra de camisetas, bonés, cartilhas e outras demandas.

Uma curiosidade é que no próximo dia 30 de junho deveremos ter uma grande formatura geral do Programa, se tiver recurso. No próximo semestre voltaremos a escassez, pois no mês de abril tínhamos apenas aproximadamente 28 (vinte e oit0) mil reais do montante. Não temos mais material suficiente para dar continuidade ao programa. Todos os instrutores estão apreensivos. Tem algo errado nesse processo…

O Proerd tem por objetivo ensinar as crianças das escolas públicas e privadas a dizer não as drogas…

Com a expansão do crack em Brasília, algo urgente precisa ser feito. Precisamos salvar o PROERD!

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Descaso da Administração Regional do Riacho Fundo I!

Não há dúvida de que o crime é multicausal e que as maneiras de reduzir a criminalidade devem ser multifocais. O investimento em políticas públicas para a juventude é uma opção importante dentro deste processo, passando também pelas parcerias público-privadas. O Terceiro setor tem muito a contribuir nesse novo cenário mundial.

Morei em frente a um posto policial e uma quadra poliesportiva por aproximadamente quinze anos no Riacho Fundo I. Lembro-me dos jogos de futsal e outros esportes praticados nesse ambiente. Tenho grande amor por essa cidade e por todas as pessoas que lá moram. Fui instrutor do Proerd na Escola ao lado dessa quadra por aproximadamente três. Tenho muito a devolver a essa comunidade…


Recentemente tenho observado muitos jovens ociosos em um coreto em frente a quadra. Pensei em iniciar um projeto, semelhante a um de jiu-jtsu que já patrocinei na cidade.

Comprei algumas bolas, fiz alguns contatos, mandei fazer alguns coletes e resolvi relembrar os tempos em que fui jogador de futsal do Minas Brasília Tênis Clube, doando duas horas do meu tempo a esses jovens, aos sábados, pela manhã. Resolvi iniciar um projeto cultural e esportivo que intitulei:

Projeto Jovens Inteligentes – Quem tem inteligência não usa drogas! 

Para minha surpresa, ao chegar na Quadra Poliesportiva, descobri o porquê os meninos não utilizavam mais o espaço destinado a prática de esportes.

A redução da criminalidade está intimamente ligada a OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS por meio de projetos sérios envolvendo a comunidade, mas como fazer isso quando o PODER PÚBLICO NÃO SE PREOCUPA COM O TAIS ESPAÇOS?

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Na Quadra 01 do Riacho Fundo I existe um verdadeiro descaso por parte da Administração Regional. A quadra Poliesportiva está desabando (literalmente) na cabeça das crianças.

Conversando com algumas delas percebi vários acidentes em meio a pedaços de ferro enferrujados, podendo até mesmo causar doenças graves como o tétano em jovens que só querem brincar!

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