Arquivo do mês: junho 2011

Posto Comunitário de Segurança Pública – Descaso com o dinheiro público!

Cada dia descubro que nada sei sobre o sistema de segurança pública do DF, em especial sobre polícia comunitária. Essa semana, em uma reportagem do jornal Correio Braziliense, reproduzida nesse blog, vi uma autoridade policial dizer que uma forma de tornar os Postos Comunitários de Segurança Pública mais eficazes, dentre outras coisas, é pintá-los com as cores da PMDF.

Isso gerou-me uma dúvida tremenda, pois já havia dado aula sobre o assunto, com base na Diretriz de Segurança Comunitária, da Secretaria de Segurança Pública, mas creio que me equivoquei em minhas aulas.

Sempre disse aos meus alunos que o Posto Comunitário de Segurança Pública era mais que um posto policial, pois:

O Governo do Distrito Federal decidiu implantar uma nova forma de gestão do sistema de segurança pública e defesa social oferecendo à população mais efetiva na discussão das questões afetas à segurança do cidadão.

     Tal modelo de segurança comunitária é inovador no Brasil, sendo inspirado nos mesmos principais da Polícia Comunitária, já praticada com sucesso em outros estados brasileiros e mesmo em vários países, como maneira eficaz de discussão e resolução de seus problemas, visando principalmente promover, de forma planejada, o contato mais aproximado dos policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e agentes de trânsito – todos Agentes de Segurança Comunitária – entre si e com os demais órgãos governamentais, autoridades e demais cidadãos em suas respectivas comunidades, proporcionando mais segurança para todos.

Com base no que eu havia entendido o Posto Comunitário de Segurança Pública poderia ser ocupado por qualquer um dos órgãos de segurança pública, inclusive os Conselhos Comunitários de Segurança Pública, pois ele é uma base do “sistema”, mas diante da afirmação da autoridade percebi que são apenas postos policiais “comuns” e que toda responsabilidade, no que se refere a segurança pública, é nossa (PMDF). A vantagem dos PCS é o “espalhamento” territorial. É a ocupação do terreno pelo “Estado”, não por uma “minúscula parte” dele.

Ao pintá-los com as cores da Polícia Militar estaremos afirmando isso categoricamente. Se antes podíamos dividir a responsabilidade, o que é um princípio básico da filosofia comunitária, agora não poderemos mais. Um verdadeiro retrocesso.

Enquanto isso os Postos Comunitários de Segurança se deterioram em “algum lugar” de Águas Claras (ADE), um verdadeiro descaso com o dinheiro público. Precisamos descobrir os erros do projeto e corrigí-los.

O Programa Segurança Comunitária foi implantado pelo decreto nº 24 316, de 23 de dezembro de 2003, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal nº 249, de 24 de dezembro de 2003, que também dispôs sobre a criação do Conselho Deliberativo de Segurança Comunitária, dos Grupos Gestores Regionais de Segurança Comunitária e dos Núcleos de Segurança Comunitária, constituídos por representantes dos segmentos vinculados ao sistema de segurança pública e defesa social e outros setores públicos do Distrito Federal.

Fonte: http://www.ssp.df.gov.br/

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Saiba mais:

http://www.pmdf.df.gov.br/cpcdh/?pag=legislacao

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População questiona a eficiência dos postos comunitários da PM!

 Saulo Araújo

Publicação: 26/06/2011 08:00 Atualização:

Em um dos postos do Guará, as portas da unidade foram trancadas com uma algema durante ausência do policial (Ed Alves/Esp.CB/D.A Press) Em um dos postos do Guará, as portas da unidade foram trancadas com uma algema durante ausência do policial

Anunciado em 2008 como o principal projeto para reduzir a criminalidade no Distrito Federal, o funcionamento dos 119 Postos Comunitários de Segurança (PCS) ainda hoje divide a opinião da população. Os contrários à proposta argumentam que a presença de militares dentro de uma estrutura tira a mobilidade da polícia. Já os defensores da ideia acreditam que uma unidade fixa proporciona uma sensação maior de segurança para a comunidade. Nem mesmo entre os PMs destacados para desempenhar tal função existe unanimidade. O Correio visitou várias cidades na última semana e constatou que ainda falta muito para que o atual modelo seja considerado exemplar.

Um dos principais obstáculos é o baixo efetivo da corporação. No posto da Quadra 302 do Sudoeste, apenas um militar estava de prontidão. Os outros dois soldados escalados para o serviço no posto faziam rondas pelo bairro. Sozinho no PCS, ele admite que suas ações se restringem a acionar por rádio uma viatura mais próxima para atender a uma ocorrência. “Se eu me ausentar (do posto) e sumir um rádio ou depredarem a estrutura, a responsabilidade será toda minha, por mais que eu explique a situação. Dependendo do caso, ainda posso responder por abandono de posto”, afirmou o militar, que pediu para não ser identificado.

Um outro policial lotado em um dos postos do Guará também criticou o fato de sempre um militar ficar imobilizado. “Uma vez chegou um rapaz esfaqueado aqui no posto, perdendo muito sangue. Eu vi o agressor com a faca na mão. Ou eu socorria a vítima ou saia correndo atrás do bandido. Fiquei com a primeira opção. Sozinho é impossível fazer um trabalho eficiente”, reclamou.

O chefe do Centro de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da PMDF, coronel Walter Sobrinho, admite que a falta de efetivo compromete o bom desenvolvimento do serviço policial, mas ressaltou que, mesmo diante do problema, os resultados têm sido positivos. “Como é do conhecimento de todos, ficamos oito anos sem concurso público. Por falta de policiais, alguns postos não funcionam exatamente como gostaríamos, mas, mesmo assim, em muitas cidades a polícia conseguiu interagir bem com a população, o que implicou a redução da criminalidade”, ressaltou.

O coronel acredita que o cenário deva melhorar com a incorporação, até o fim do ano, de 650 PMs aprovados no último concurso para soldado. Entre as disciplinas ministradas no curso de formação de praças está a de promotor nacional de polícia comunitária. Segundo o oficial, já existe previsão orçamentária para aquisição de mais viaturas que servirão exclusivamente aos postos. “Existe um projeto de otimização dos postos, que inclui a compra de mais viaturas, pintar os postos com as cores da PM (hoje eles são verdes) e aumentar o efetivo”, afirmou o coronel.

Fechado
A presença do posto tranquiliza comerciantes que estão em área próxima à base policial. No Posto Comunitário da QE 30, no Guará II, a reportagem flagrou a unidade com as portas fechadas com um par de algemas. Comerciantes que trabalham em frente ao posto afirma, no entanto, não ser comum o local ficar às moscas. “Eles fecharam para atender uma ocorrência. Considero a presença deles aqui eficiente. Trabalho neste comércio há um ano e nunca um bandido tentou roubar nessa área. A presença deles inibe bastante a marginalidade”, elogia o garçom Aldemir Cury de Araújo, 21 anos.

 

A vendedora Paula Vieira, 26 anos, que trabalha em uma drogaria no Sudoeste, também se sente mais segura sabendo que pode pedir ajuda no posto em caso de emergência. “É bom saber que, se precisarmos, podemos gritar que eles estão aqui ao lado. Só a presença deles aqui já afugenta as pessoas mal-intencionadas”, opina.

Já na avaliação do advogado Ulysses Machado, 51 anos, o serviço é deficiente. Para ele, o policiamento ostensivo ficou prejudicado com a instalação dos postos. “Tiraram os policiais das ruas para colocar nos postos. O ideal seria ter o posto, além de um eficiente policiamento ostensivo. Percebo que os postos não respondem às demandas do Estado”, afirma.

 
 
  

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Ação Missionária dos Militares Evangélicos!

A AMME – Ação Missionária dos Militares Evangélicos tem desenvolvido várias atividades em nossa Corporação. Tenho uma grande dívida com esses homens. Peço desculpas a eles por minha ausência nos trabalhos, mas hoje gostaria de ajudar da maneira que sei.

Apresento as palavras de nosso presidente Sub Tenente Hermes:

Dirijo-me a todos os associados e colaboradores da Ação Missionária dos Militares Evangélicos – AMME, para informá-los que no dia 02/03/2011, deu-se início às obras de reforço das estruturas do Templo Militar Evangélico. A empresa contratada para execução dos serviços foi a MM Arquitetos Associados.

O nosso objetivo é a conclusão de todas as obras do Templo (reforço estrutural, sala de segurança, banheiros, sala da AMME, câmeras de segurança, alarme e aumento da galeria) para que em breve seja oficialmente realizada a transferência da Capelania Militar Evangélica, para as dependências do Templo, sob a direção do Pr. Gisleno Gomes de Farias Alves – Capelão Evangélico.

Convidamos você a compartilhar conosco deste sonho fazendo a sua doação, voluntária, para a obra do Senhor. Deposite na agência nº 104 – Conta Corrente nº 600046-0. “Mas o nobre projeta cousas nobres e na sua natureza perseverará.” Is. 32:8.

Notícias da AMME:

Videoteca:

Informamos que a videoteca foi desativada por encontrar-se obsoleta e improdutiva. As fitas VHS serão doadas para projetos missionários. Quem tiver interesses em receber esse material, deve entrar em contato com o presidente, com urgência no telefone: 96642891.

Recadastramento

Solicitamos que todos os associados preencham a ficha de recadastramento que se encontra no site,  encaminhando via email ou entregando a um de nossos diretores.

Conclusão de obras

Aproveitando a reforma estrutural do Templo Evangélico, em respeito a um parecer técnico emitido pela DIPRO, decidimos realizar os projetos do anexo e concluir as obras do Templo. O objetivo é torná-lo apropriado para receber a Capelania Militar Evangélica, bem como para eventos maiores.

Descrição da obra

Fase 1:

Reforço Estrutural e ampliação da galeria;

Fase 2:

Adequação técnica dos banheiros, da acústica e do espaço do altar bem como edificação da sala de segurança;

Fase 3:

Colocação de janelas e divisórias no último piso para funcionamento dos gabinetes pastorais;

Fase 4:

Segurança do prédio.

Observação: A construção do anexo não será realizada nesse momento.

Visitem o site: http://www.militaresdecristo.com.br//

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Crise no programa educacional de resistência as drogas e a violência (Proerd)

Nunca escondi minha paixão pelo Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência. Sou da IV turma de instrutores, de uma época em que pagávamos para trabalhar. Os alunos pagavam as cartilhas, as camisetas, os bonés e nós, instrutores, também dávamos nossa cota de “sangue” para ver o programa se desenvolver. Nessa época tínhamos mais de 64 (sessenta e quatro) policiais voluntários do programa. Nessa época tínhamos também recursos do Pró-infância, um programa de combate a prostituição infantil.

De lá para cá muita coisa mudou. Passamos a optar pela quantidade de alunos ao invés da qualidade das aulas. Começou a entrar muito dinheiro para o programa, e todo mundo passou a querer administrá-lo. Vários instrutores foram embora da unidade. No último ano recebemos para o PROERD no DF aproximadamente 1.328.000,00 (Um milhão e trezentos e vinte mil reais) para a compra de camisetas, bonés, cartilhas e outras demandas.

Uma curiosidade é que no próximo dia 30 de junho deveremos ter uma grande formatura geral do Programa, se tiver recurso. No próximo semestre voltaremos a escassez, pois no mês de abril tínhamos apenas aproximadamente 28 (vinte e oit0) mil reais do montante. Não temos mais material suficiente para dar continuidade ao programa. Todos os instrutores estão apreensivos. Tem algo errado nesse processo…

O Proerd tem por objetivo ensinar as crianças das escolas públicas e privadas a dizer não as drogas…

Com a expansão do crack em Brasília, algo urgente precisa ser feito. Precisamos salvar o PROERD!

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Descaso da Administração Regional do Riacho Fundo I!

Não há dúvida de que o crime é multicausal e que as maneiras de reduzir a criminalidade devem ser multifocais. O investimento em políticas públicas para a juventude é uma opção importante dentro deste processo, passando também pelas parcerias público-privadas. O Terceiro setor tem muito a contribuir nesse novo cenário mundial.

Morei em frente a um posto policial e uma quadra poliesportiva por aproximadamente quinze anos no Riacho Fundo I. Lembro-me dos jogos de futsal e outros esportes praticados nesse ambiente. Tenho grande amor por essa cidade e por todas as pessoas que lá moram. Fui instrutor do Proerd na Escola ao lado dessa quadra por aproximadamente três. Tenho muito a devolver a essa comunidade…


Recentemente tenho observado muitos jovens ociosos em um coreto em frente a quadra. Pensei em iniciar um projeto, semelhante a um de jiu-jtsu que já patrocinei na cidade.

Comprei algumas bolas, fiz alguns contatos, mandei fazer alguns coletes e resolvi relembrar os tempos em que fui jogador de futsal do Minas Brasília Tênis Clube, doando duas horas do meu tempo a esses jovens, aos sábados, pela manhã. Resolvi iniciar um projeto cultural e esportivo que intitulei:

Projeto Jovens Inteligentes – Quem tem inteligência não usa drogas! 

Para minha surpresa, ao chegar na Quadra Poliesportiva, descobri o porquê os meninos não utilizavam mais o espaço destinado a prática de esportes.

A redução da criminalidade está intimamente ligada a OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS por meio de projetos sérios envolvendo a comunidade, mas como fazer isso quando o PODER PÚBLICO NÃO SE PREOCUPA COM O TAIS ESPAÇOS?

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Na Quadra 01 do Riacho Fundo I existe um verdadeiro descaso por parte da Administração Regional. A quadra Poliesportiva está desabando (literalmente) na cabeça das crianças.

Conversando com algumas delas percebi vários acidentes em meio a pedaços de ferro enferrujados, podendo até mesmo causar doenças graves como o tétano em jovens que só querem brincar!

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A banalização dos Conselhos de Segurança no DF!

No Distrito Federal, observa-se uma tentativa de previnir o crime tendo como base a comunidade. Os conselhos comunitários de segurança são encontrados na maioria das cidades, sendo uns mais ativos e outros nem tanto. Nesse sentido podemos definir conselho comunitário de segurança como sendo:

O exercício de uma atividade comunitária, por meio da parcela do governo e da comunidade na identificação, planejamento e avaliação de problemas de segurança pública. Constitui o canal privilegiado para o direcionamento das ações de segurança pública por meio da mobilização da comunidade, tendo sua participação vista como um exercício de cidadania, na busca de uma vida melhor para todos. (GOUVEIA, BRITO e NASCIMENTO, 2005:31)

A definição é muito boa, mas na prática existe essa participação da comunidade? E esse tal exercício da cidadania?

Essa semana está ocorrendo no DF as eleições para os CONSELHOS COMUNITÁRIOS DE SEGURANÇA, acompanhei algumas das votações, mas percebi que existe algo errado nesse processo.

A SUPROC é o órgão responsável pelo acompanhamento do processo, mas a comissão reponsável pela eleição é retirada da comunidade, ou seja, é quem “manipula” e “conduz” o processo, dizendo quem pode e quem não pode votar. Observei os casos de Águas Claras, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II e Candangolândia, sendo que algumas dessas cidades tiveram votação hoje, encerrando as 21h e outras terão amanhã. A impressão é horrível.

Em Águas Claras somente “inscreveram-se” 05 (cinco) entidades representativas que “aclamaram” a única chapa existente. Riacho Fundo II e Candangolândia seguem o mesmo caminho. No Riacho Fundo I, uma pequena cidade, ocorreu o oposto…

O caso do Riacho Fundo I foi curioso, onde o presidente da Comissão foi candidato nas últimas eleições, uma das chapas era composta pela presidente do PT na cidade e por funcionários da administração regional, sendo impugnada por isso, mas os funcionários mantiveram-se incritos. Tivemos aproximadamente 170 (cento e setenta) entidades e “lideranças” inscritas. Qual o critério para considerar alguém “liderança” nessas cidades? O curioso é que moro em Águas Claras e não pude me inscrever em minha cidade, mas pude inscrever-me no Riacho Fundo como “liderança” da cidade. Um verdadeiro absurdo. Fiz o teste e não aprovei. Muita coisa precisa mudar.

Se o objetivo é o exercício da cidadania, sugiro que as eleições do conselho de segurança siga os moldes das eleições do conselho tutelar, onde somente podem votar aqueles que possuem título eleitoral e votem na cidade. Precisamos moraralizar os conselhos de segurança do Distrito Federal. A moralização passa pela melhoria do processo de escolha de nossos representantes!

A segurança precisa mudar. A mudança passa também por esses processos micros!

É preciso divulgar e democratizar os conselhos de segurança pública em nossa cidade! Cabe a Secretaria de Segurança Pública a moralização desse processo!

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Balanço da reunião de hoje (16/06/11) na Câmara Legislativa…

Como é bom ver a evolução de nossa Corporação e seus membros. A Polícia Militar nunca mudou tanto em tão pouco tempo, as vezes nem acredito, sabia que iria mudar, mas não tinha idéia que seria tão rápido. Desigualdades seculares estão sendo corrigidas. A reunião de hoje pode ser um marco histórico do amadurecimento de nossos policiais, ainda precisamos evoluir muito, mas estamos cem anos a frente de onde estávamos. Não tenho dúvida.

A reunião começou tensa, o clima de revanchismo parecia tomar conta do recinto. Por um instante achei que estava entrando no Coliseu, mas logo tudo foi se acomodando. Lá estavam os vários grupos políticos de nossa polícia, cada um com seus interesses, o que não é ruim, quando bem administrado.

Foi amplamente difundido o fato de nós, soldados, não termos tido aumento nós últimos, enquanto alguns tiveram até duas promoções, além de nossa falta de perspectiva para as próximas promoções. O objetivo atualmente é corrigir injustiça, segundo Kelsen, fazer justiça é dar a cada um o merecido.

Não há dúvida da importância do discurso salarial nesse momento, principalmente no quesito: Redução das desigualdades internas. Nunca tive problemas ao ver os amigos recebendo duas, três, quatro ou até mais promoções nos últimos anos. Por que, agora, são contrários a um aumento isonômico para todas as graduações e patentes? Por que utilizar percentuais e manobras para impedir isso? Algo errado em tudo isso? Busca-se reduzir as desigualdades internas e  ao mesmo tempo uma aproximação dos salários dos delegados e agentes da segurança pública, ou seja, uma equiparação dentro do sistema. Algo justo!

A luta de “classes” é latente. O opressor de outrora tornou-se o oprimido e faz lobby institucional para impedir a expansão do proletariado?

É claro o conflito de interesses nesse momento. Qual o prejuízo para os oficiais se o aumento for dessa forma? Na pior das hipóteses vejo a manutenção do valor para eles e a redução desse valor para nós.

O ponto positivo foi o aprendizado da MOBILIZAÇÃO INTERNA, precisamos nos manter coesos e atentos. Participar é o segredo do sucesso. Precisamos abrir mão das vaidades e interesses pessoais em prol do bem da coletividade.

A maturidade do Presidente da Câmara, Deputado Patrício, impressionou-me. O discurso desconexo do tempo de trio elétrico tornou-se sofisticado e estratégico na política de bastidores. Ele tem ocupado espaços importantes de poder, indicando seus assessores, isso será de fundamental importância no futuro. Em seu discurso ele foi duro com os oportunistas de plantão e com seus adversários do mundo virtual. Explanou sobre a situação dos Bombeiros no Rio de Janeiro e sobre a conjuntura nacional para uma possível antecipação do Risco de Morte. Deixou claro as conversas com o atual secretário de segurança e que a proposta da Polícia Civil está em fase de conclusão, sendo que tal proposta somente irá em conjunto com a da Polícia Militar. Os Pontos principais da proposta são:

1)      A agregação dos companheiros, ao completar 30 anos, para não ocuparem vagas e impedirem os demais de serem promovidos;

2)      Aumento linear de gratificação, totalizando mais de 2 mil reais de aumento;

3)      Redução de interstício;

4)      Fim da prova intelectual, mantendo-se a antiguidade para o CHOAEM;

5)      Equivalência dos atuais cursos com os antigos;

6)      Remanejamento de vagas, aumentando as vagas superiores;

7)      Criação de vagas para Tenente Coronel, objetivando a entrada única.

Grandes avanços. Lembrando que é uma proposta, muita coisa pode acontecer. É possível a mudança. Precisamos avançar. Precisamos aprender que a construção política é silenciosa.

A construção é diária…

A polícia precisa mudar…

A polícia está mudando…

A polícia vai mudar!

A união é fundamental!

A Polícia somos nós, nossa força é nossa voz!!

Veja os vídeos:

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Atuação brilhante do Bope na 711 sul – Invasão de uma casa com reféns…

Imagine a cena:

Um foragido da justiça alia-se ao um comparsa que também tem várias passagens pela polícia, invadem uma casa na 711 sul, consomem drogas e pegam várias  mulheres como reféns;

Família é feita refém dentro de casa na 711 Sul

Antonio Temóteo

Lucas Tolentino

Publicação: 14/06/2011 10:30 Atualização: 14/06/2011 13:34

Imagem da frente da casa mostra local onde pedreiros trabalhavam: quatro mulheres foram feitas reféns na ação dos bandidos (Zuleika de Souza/CB/D.A Press ) Imagem da frente da casa mostra local onde pedreiros trabalhavam: quatro mulheres foram feitas reféns na ação dos bandidos

Uma família é feita refém, desde às 9h30 desta terça-feira (14/6), dentro da casa 46 do bloco K da 711 Sul. De acordo com a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) da Polícia Militar, dois ladrões armados invadiram o local e fazem quatro mulheres reféns, sendo que uma delas está grávida. A primeira informação era de que três mulheres e um homem eram feitos reféns no local.

Viaturas da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) já estão no local para negociação. O trânsito nas pistas da W5 foram interrompidos por motivos de segurança. A polícia também retira moradores das casas próximas ao local.

Os pedreiros Ademar Biaquini e José Augusto da Silva estavam trabalhando no telhado da casa quando viram os dois homens abordarem a freira, amiga da família, na porta da residência. A religiosa tocou a campainha e quando a dona da casa, Carmem Sartori, abriu a porta, os dois anunciaram o assalto. A mulher de um dos pedreiros, Maria Lucia Bianquini, 50 anos, estava em um quarto, na parte da frente da casa, e ouviu o anúncio do assalto. Como a porta do cômodo estava fechada, os ladrões não perceberam a presença da mulher, que conseguiu fugir logo em seguida e chamar a polícia.

Os dois pedreiros, que estavam fazendo uma reforma no telhado da casa, também conseguiram escapar.

Armados com faca e revólver calibre .38, os bandidos fizeram reféns, além da freira, ainda não identificada, a dona da casa, Carmem Sartori, e as filhas Miriam, de 25 anos – que estaria grávida de seis semanas – e Mariana, 23 anos.

Cerca de 80 a 100 policias fazem a segurança no local. Três negociadores estão dentro da casa tentando negociar a libertação da refém grávida, para que ela possa receber atendimento médico.

 
 
Agora imagine uma atuação perfeita do Batalhão de Operações Especiais. Seis horas de negociação e todas as reféns liberadas. Parabéns aos profissionais envolvidos, que com profissionalismo resolveram o problema SENDO MEDIADORES DO CONFLITO, sem necessidade de partirem para O CONFRONTO! Somos mediadores de conflito, o confronto é o último recurso. Precisamos aprender isso todos os dias. É isso que nos legitima no Estado Democrático de Direito. 
 
O interessente no Bom dia DF foi a entrevista do delegado junto ao brasão da polícia civil. Isso gera uma confusão no imaginário coletivo da população. É possível a população ver o Bope como outra polícia, a parte da Polícia Militar, e a Polícia Civil como uma super polícia que resolve todos os problemas da população, ou seja, onipresente, pois parece estar em todo lugar. Nesse tipo de situação seria interessante as entrevistas serem dadas tipo uma coletiva de impressa, com representantes dos vários órgãos envolvidos. Os bônus devem ser divididos igualitariamente!
 
Parabéns aos negociadores, em especial ao amigo e irmão Cap. Carneiro, pela promoção e atuação no caso. É bom vê-lo crescendo e amadurendo a cada dia.
Ao Companheiro de Partido, Adércio Sartori, nossos sentimentos. Que a família possa recuperar-se do trauma causado.

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Agressão de jovem no Recanto das Emas: é essa polícia que queremos?

Imagine uma cidade da periferia, Recanto das Emas, um grupo de jovens bebendo na porta de casa, depois um dos jovens urinando e uma viatura policial passando… O que acontece depois? Lembrando, que nesse cenário os atores são pobres, pretos e excluídos.

A próxima cena não é agradável. Uma viatura parada, um jovem algemado, encostado na viatura, suspenso pelo pescoço, algemado, tomando tapa na cara. Jovens a volta gritando que aquilo é sacanagem e muita revolta com a covardia policial.

Quando vi a cena quase não acreditei, digo quase porque já trabalhei a noite e isso era “comum” há uns oito anos atrás, pensei que após as mudanças que temos passado essas atitudes estivessem em extinção. Pelo menos ao entrar na Comunidade do Orkut, percebe-se um amadurecimento, algumas críticas e justificativas, mas a maioria condenou a ação. Pena ainda termos as frases: “Se apanhou é porque mereceu!”. Ao ver frases como essa surge uma dúvida: Mesmo que esse jovem “merecesse” apanhar, seria o policial o “carrasco”? Outra frase famosa nas comunidades é: “A sociedade tem a polícia que merece.” Não seria o contrário? Nós policiais, temos a sociedade que merecemos!

Nossa função não é punir ninguém, seja gritando, batendo, julgando ou condenando. Nossa função está limitada a condução do preso, em caso de crime, a delegacia.  Quando não for o caso de crime, temos a função de mediadores de conflito na sociedade.

Sempre gosto de perguntar:

Para quê serve a polícia?

Qual o nosso papel na sociedade?

É essa polícia que queremos?

Que polícia nós temos e que tipo de serviço prestamos a sociedade?

Vejam as cenas descritas abaixo e tirem suas próprias conclusões:

 
O flagrante, feito por moradores, mostra o rapaz recebendo uma série de tapas no rosto de um policial militar porque teria urinado em um muro. Segundo testemunhas, os PMs ainda ameaçaram o grupo com arma de fogo quando perceberam que estavam sendo gravados. A Polícia Militar informou que abriu inquérito para identificar os policiais.
 
Vejam o comentário retirado da Comunidade: POLICIAIS MILITARES DO DF:
 
Meu sonho é ser Policial Militar… Eu serei!!!

Mas por mais marginal e bandido que seja não creio qua seja a função do Policial dar porrada em ninguém!!

Toda a minha família é da Polícia… eis a motivação… Odeio quando vejo falando mal da Policia… Mas cenas como essa motivam comentários maldosos sobre a corporação!!

Eu já passei por uma abordagem truculenta… Só não apanhei pois um dos policiais me reconheceu, lembrou de quem eu era filho… Se ele não me recenhecesse eu ia tomar porrada, e em nenhum momento passou em minha cabeça dizer que era filho de Policial para deixar de apanhar!! Eu ai apanhar e ia direto à delegacia, corregedoria, Ministério público!! Mas aquele policial iria responder pelos seus atos… Ora, ele não foi formado, não recebe um salário para dar porrada em seu ninguém!!
Esse mesmo policial ficou muito em graça ao saber que eu era filho de um policial e que esse policial era muito colega dele.
Detalhe… ele não me revistou… somente me jogou na viatura e ia descendo a porrada!! Sem falar os palavrões!! Depois de tudo mandou eu ir embora.. daí eu perguntei a ele se iria olhar minha mochila… Pois esse era o que ele deveria fazer de fato!!!

Naquele dia eu fiquei muito triste com atuação daqueles que eu sempre admirei, mas logo em seguida eu vi que aquilo era um caso isolado… Um doente mental fardado!!!

Estava eu vindo da faculdade, sem nenhum motivo que justificasse aquela abordagem!!

A minha opinião é que esses policial sejam levados para fazerem um tratamento, pois um Policial que sente prazer em dar porrada em alguém que não tem a menor chance de se defender tem sérios problemas e precisa de tratamento!!

Espero que o Policial se arrependa do que fez, e que tenha sorte no processo!!
Que Deus o abençoe.. E o faça refetir sobre o que ele fez!!

E que sirva de exemplo para todos os Policiais da comunidade…

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Entrevista com o Presidente da Câmara Legislativa

youtube=http://www.youtube.com/pmdfcom#p/u/1/tfdtRYV7IW4

Infelizmente o vídeo não foi aceito, mas fica o link.

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