Arquivo do mês: agosto 2011

A liderança só dá certo com base na confiança!

Aprendi tarde que nós perdemos tudo aquilo que não respeitamos. E mesmo conhecendo essa regra às vezes ainda cometo esse erro em minha vida, perdendo assim, pessoas que amo. Quando se fala em liderança precisamos aprender que primeiro devemos liderar a nós mesmos. Respeito, transparência e confiança são os três pilares de uma boa liderança em nossas vidas.

Todos os líderes cometem erros. Os erros fazem parte da vida. A diferença é que líderes de sucesso reconhecem seus erros, aprendem com eles e esforçam-se para corrigir suas falhas. Segundo John Maxwell em seu livro: Desenvolvendo líderes em sua equipe de trabalho –  A arte de transformar colaboradores em empreendedores, “um estudo realizado com 105 executivos revelou muitas características compartilhadas por profissionais bem-sucedidos. Uma característica específica foi identificada como sendo a mais importante: eles admitiam seus erros e aceitavam as consequências, em vez de tentarem culpar os outros.”

Muitas pessoas em nosso meio tentam fazer com que qualquer um seja responsável pelas ações ou condições delas. Elas não querem sofrer as consequências de suas ações. Somos resultado de nossas escolhas e das pessoas a nossa volta. Precisamos escolher bem as pessoas a nossa volta. Muitas vezes pagamos um alto preço pelas escolhas erradas que fazemos na vida. Um líder que está disposto a assumir responsabilidades por suas ações e ser HONESTO E TRANSPARENTE com as pessoas de sua equipe é alguém que elas admiram, respeitam e em quem confiam. Esse líder é também alguém com quem elas podem aprender algo.

Descobri que a confiança é o fator mais importante no desenvolvimento de relacionamentos pessoais e profissionais. Um grande amigo, ao me ensinar sobre o “dilema do prisioneiro”, mostrou-me a importância de confiar e cooperar com as pessoas para que os projetos em nossa vida possam dar certo. Confiança implica em responsabilidade, previsibilidade e credibilidade. Aprendi que mais do que qualquer coisa, aqueles que seguem um líder querem acreditar e confiar nele. Querem poder dizer: “Algum dia, quero ser como ele ou ela.” Se não confiarem em você, eles não dirão isso. Dos “líderes” a sua volta, com quantos você gostaria de parecer? Quais são as atitudes que mais você admira nesses líderes? As pessoas, primeiro precisam acreditar em você para que possam seguir sua liderança.

A confiança deve ser desenvolvida dia após dia. Requer consistência. Você confia em quem você conhece, mas você conhece quem está presente em sua vida, de alguma forma.Leva-se tempo para conquistar a confiança, mas segundos para perdê-la. Precisamos evitar a traição em nosso meio.  Algumas formas que um líder pode trair a confiança de alguém incluem: NÃO CUMPRIR PROMESSAS, COMENTAR SOBRE A VIDA ALHEIA, GUARDAR INFORMAÇÕES E SER FALSO. Essas ações destroem o ambiente de confiança necessário para o crescimento de líderes em potencial. E quando um líder deixa de ser confiável, seu esforço tem de ser dobrado para ter a confiança dos outros a sua volta. Particularmente, gosto da frase do líder cristão Cheryl Biehl:“Uma das realidades da vida é que se você não pode puder confiar em uma pessoa em todos os sentidos, não poderá de fato confiar nela em nenhum sentido.”

Precisamos aprender que as pessoas não seguirão um líder em quem não confiam. É responsabilidade do líder desenvolver efetivamente a confiança que as pessoas à sua volta depositam nele.  Uma vez que as pessoas confiam no líder como pessoa, elas passam a confiar na liderança dele. Precisamos desenvolver líderes em nosso meio!

5 Comentários

Arquivado em Reflexão

Saiba o valor do aumento que poderá ser dado aos Policiais Militares!

Saiba mais: http://halkpmdf.blogspot.com/

http://www.asofpmdf.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=669:proposta-de-reajuste-no-mpog&catid=38:rokstories-frontpage

Precisamos desenvolver líderes confiáveis em nosso meio!

9 Comentários

Arquivado em Reflexão

O valor de um amigo!

Deixe um comentário

Arquivado em polícia militar

O sucesso profissional vive cercado de excelência, depende de nós!

A vida é uma grande jornada em direção ao fracasso ou ao sucesso depende de nós sabermos a direção. Para saber para onde iremos, primeiro precisamos saber de onde viemos e para onde desejamos ir. Nem todas as pessoas vêem sua atual posição como o ponto de partida para onde querem ir no mundo. Nós, enquanto líderes, pessoas que influenciam outras pessoas, devemos incentivar aqueles que estão à nossa volta para que vejam esse lugar. Durante muito tempo mataram muitos sonhos dentro de nossa Corporação, é hora de despertá-los novamente.

Criar um ambiente que promova o crescimento pessoal é importante. Precisamos criar oportunidades de crescimento aqueles que estão a nossa volta. Líderes estabelecidos devem criar essas oportunidades para aqueles que se despontam como líderes em potencial. Para criarmos as oportunidades certas, devemos observar os líderes em potencial que estão à nossa volta e perguntar:Do que esta pessoa precisa para se desenvolver?”

Até algumas décadas atrás, a lei que imperava nas empresas era a da selva: sobrevivência do mais forte. O crescimento de algum subordinado representava uma ameaça. Estimular seu desenvolvimento, então, nem pensar. O tempo e, principalmente, a experiência derrubaram estes mitos, colocando em seu lugar a convicção de que não há gestão bem sucedida sem lideranças qualificadas e capacitadas. Antes temidas, agora são almejadas e desejadas.

Sugiro a leitura do livro: Desenvolvendo Líderes em Sua Equipe de Trabalho, pois é um livro que coloca o assunto num patamar superior, mostrando a melhor maneira de identificar e treinar líderes, ensinando a criar uma cultura de excelência no trabalho em equipe com base nas potencialidades individuais.

O autor já é conhecido e citado nesse espaço, John Maxwell, um especialista em liderança reconhecido internacionalmente, defende o desenvolvimento das qualidades de liderança como a forma mais eficaz de garantir sucesso no atual mundo competitivo. “Se você realmente quer ser um líder, precisa desenvolver os outros líderes que estão à sua volta. Precisa formar uma equipe. Precisa encontrar uma maneira de fazer com que sua visão seja vista, implementada pelos outros. O líder vê a situação como um todo, mas precisa de outros líderes para ajudá-lo a tornar suas idéias uma realidade.”

Acredito que todo policial é um líder em potencial. A polícia precisa mudar, ela está mudando e ela vai mudar. Depende de cada um de nós. A polícia somos nós, nossa força é nossa voz!

“Há uma grande responsabilidade implícita no dom de capacitar as pessoas. Com os motivos errados, um líder pode capacitar-se para seu próprio bem, em vez de capacitar-se visando o bem das pessoas e da organização. As pessoas são capacitadas quando você oferece três coisas:
1) Oportunidade;
2) Liberdade; e
3) Segurança.
Livro: Desenvolvendo Líderes em Sua Equipe de Trabalho – A arte de transformar colaboradores em empreendedores. John Maxwell

5 Comentários

Arquivado em Reflexão

O pedaço invisível e mais fundo do lodaçal!

MÍDIA & CRIME

Por George Felipe de Lima Dantas em 03/11/2009 na edição 562

Em tempos de tantos tiroteios no Rio de Janeiro, Alberto Dines parece andar “próximo do alvo” no artigo “O pedaço mais visível do lodaçal“. Faz isso ao abordar questões correntes de segurança pública neste Observatório da Imprensa. O diferencial dele na precisão “do tiro” não foi deixar de apontar a polícia como parte do problema em geral, mas sim, não colocá-la no lugar “mais fundo do lodaçal”. A abordagem feita por Alberto Dines é realmente diferenciada…

A diferenciação se prende ao fato de que o jornalista foge ao padrão midiático de raciocínio fácil e intuitivo, de que cada novo episódio de crime e violência seja “mais um caso de polícia ou com a polícia”.

O observador apenas um pouco mais atento ao cenário nacional de insegurança pública irá constatar uma demonização sistemática da polícia enquanto responsável “de plantão” por uma situação que pode não ser exatamente conforme retratada em suposta unanimidade midiática.

Afinal, o “problema do crime” pode ser diferente do que vem a ser o “crime problema” do país. O primeiro é genérico e universal e tem como alvo específico o patrimônio (muitos milhares de pequenos furtos e roubos), sendo objeto de um número maciço de ações policiais no mundo inteiro (seu alto número de registros, todavia, ainda esconde uma “cifra negra” ou oculta). Já o segundo é específico e não tem os mesmos protagonistas clássicos do primeiro, com eles logrando escapar, via de regra, da esfera de atuação da polícia e da repressão criminal institucional realizada pelo judiciário. O “crime problema” é perpetrado por “intocáveis ou inatingíveis”.

Bem próximo do alvo

O “crime problema” pode ser imaginado como uma espécie de tipologia geral e que abrange ocorrências aparentemente inusitadas (apenas aparentemente…) e de grande ressonância, mas que nem por isso são as mais prevalentes (as mais prevalentes, repetindo, são os delitos mais comuns – furtos e roubos…). Não é todo dia que uma grande autoridade do país é denunciada amplamente na mídia. Também não é todo dia que uma aeronave policial é abatida.

As ocorrências do “crime problema”, no entanto, são emblemáticas da “qualidade específica” dos criminosos/agentes mais afoitos, bem como do próprio limite que a cidadania pode esperar e “modelar” do comportamento desviante focado pelo varejo e atacado da mídia de forma espetacular. Mas elas demonstram o que é realmente problemático no “caráter nacional” em relação ao “nosso crime”, e não ao “problema global do crime” – este último, um fenômeno comum e da humanidade inteira.

Os ladrões e punguistas das ruas de Nova York e de Paris não são muito diferentes dos de São Paulo e Rio de Janeiro. A ONU, em uma de suas publicações periódicas, projeta que a maioria da população de qualquer uma das grandes cidades globais será vítima de um dos chamados “pequenos crimes” em dado momento dos próximos cinco anos. Ou seja, o que diferencia a criminalidade das sociedades globais contemporâneas não é o “problema do crime”, mas sim, o “crime problema”. E o que existe de mais diferenciado no que escreveu Dines é exatamente o fato de tangenciar, bem “próximo do alvo”, o “lugar mais fundo do lodaçal” – o “crime problema”.

Limites e consciência ética

Parece que o grande diferencial da insegurança pública nacional não seja o tipo e volume do “problema do crime”, mas sim, a qualidade dos “crimes problema” que afligem a sociedade brasileira especificamente. Estes últimos são os crimes que, de alguma forma, dão a feição estruturante do que depois vem a ser o “problema do crime”. A corrupção parece estar sempre manifesta no “crime problema”, gestando o caráter decadente do “problema do crime”. Corrupção que é traduzível, essencialmente, pela apropriação desviante do patrimônio público em algo privado, o que, por sua vez, passa a ser emblemático e exemplar do “caráter nacional”.

Considerando que o caráter nacional (cuja marca peculiar também está expressa no “crime problema”) seja um limitador cultural até mesmo do comportamento delitivo dos criminosos mais comuns (pertinentes ao que de ordinário possa existir no “problema do crime”), é preocupante imaginar que esse caráter já seja tal, a ponto de favorecer o rompimento de limites básicos da lei e da ordem. Isso acontece tanto por parte de membros de uma elite apenas supostamente respeitável, quanto do mais ordinário dos “espertos” do narcotráfico. Assim, o rompimento de limites fica mostrado “de cima para abaixo”, tanto nos crimes dos “intocáveis do poder”, quanto dos que ousam até mesmo matar os “prepostos oficiais” desse poder – caso do abate do helicóptero policial no Rio de Janeiro.

Os limites foram rompidos. Como restabelecer a “ordem” no “lodaçal” do crime e da violência? De cima para baixo ou de baixo para cima?

E é exatamente nesse rompimento de limites e falta de consciência ética, igualmente entre membros da elite e da criminalidade “mais comum”, que talvez esteja o “mais fundo do lodaçal” a que Dines se refere.

O resto, sim, é só “caso de polícia”.

Fonte: http://obs.dualtec.com.br/news/view/o-pedaco-invisivel-e-mais-fundo-do-lodacal

Deixe um comentário

Arquivado em Diversa

Trabalho, honestidade, transparência e democracia – Cabe para todos!

Olá Amigos, Como iniciamos então o processo democrático das Eleições para os Conselhos Fiscal e Deliberativo da CABE para o próximo quadriênio, vos apresento A Chapa CABE PARA TODOS, Democracia, Trabalho, Honestidade e Transparência. Nosso website está ficando pronto, onde logo será possível encontrar nossas propostas e muito mais informação. Espero poder contar com a participação de todos, NÃO DEIXEM DE EXERCER O SEU DIREITO DE VOTO. Apresento-vos a nossa Equipe: SGT Helio Soares; SGT Mércio Pereira de Farias; SGT Alexandre Siqueira; TC Mário Celso Manente; TEN Mazile; SGT Xavier; SGT Vanildo; SGT Wagner Costa; SGT Matos Souza; MAJ Ana Azevedo; SGT Carlos Costa; SD Aderivaldo Cardoso; SGT Silvio Branco; SGT Joaquim Manoel; e mais alguns policiais que em breve serão apresentados. Esperamos contar com o apoio de todos vocês!

2 Comentários

Arquivado em Diversa

Orçamento Participativo e a Democracia no Distrito Federal!

Apresento o texto de um grande companheiro que tem feito a diferença em Brasília. Ele compreendeu a importância do policiamento comunitário e tem participado ativamente dialogando com a polícia. O texto não está  ligado diretamente as questões policiais, mas para quem acredita na multicausalidade do crime e na multifocalidade das ações, muito do que ele diz faz toda a diferença. Gosto do tema, porque ainda muito jovem fui delegado do orçamento participativo em minha cidade. Isso contribuiu muito para minha formação enquanto cidadão. Creio que os Conselhos Comunitários de Segurança poderiam funcionar de maneira análoga ao orçamento participativo, pois poderiam eleger “delegados” que discutiriam os “locais” onde melhor seriam distribuídos os policiais e os crimes/desvios que mais “incomodam” aquela comunidade. Tal atitude pode tornar a polícia mais eficiente, eficaz e efetiva.

Leia abaixo artigo de Marcos Woortmann, administrador do Lago Norte, em Brasília, sobre a necessidade da reconstrução do Orçamento Participativo no Distrito Federal.

Modernidade, Globalização e democracia

A partir da Modernidade, se destacam dois “corpos” diversos: o Estado e a sociedade civil, sobretudo em Marx e Hegel. Para o último, a sociedade civil é o espaço da luta e do conflito entre particulares, um conflito das necessidades, das carências e dos interesses[i], sendo o Estado a expressão da supressão dessa particularidade das carências e das necessidades através da universalidade da razão e da objetividade da lei. Talvez não seja este o Estado em que vivemos, concordaria Marx, mas certamente um que buscamos como meio de alçar o ser humano a sua dignidade inata, de direito.

Para a filósofa Marilena Chauí, o Estado deve ser pensado fora das categorias marxistas e hegelianas, como “a possibilidade de os direitos se expressarem fora da sociedade civil, se manifestando de forma coletiva e geral num novo ordenamento, que cria e recria o Estado como seu instrumento”. Esta passagem da manifestação do interesse particular ao direito, da sociedade permeada por seus conflitos a um ordenamento maior cria a chamada cidadania ativa, que opera no interior do Estado para transformá-lo, tornando reconhecidos e expressos formalmente as novas concepções de direitos.

Na social democrata tradicional, a cidadania passiva espera os direitos sociais que lhe outorga o Estado; um Estado garantidor, que tutela os cidadãos e os infantiliza ao podar-lhes a cidadania ativa, o que gera ineficiência e apatia. Tal atitude termina por conceder ares de legitimidade, sem ter esta intenção, a sua maior opositora histórica, o neoliberalismo. Este, por sua vez, deturpa a idéia de cidadania ativa, postulando-a apenas no mercado ou na sociedade civil, e não mais no processo decisório interno ao Estado. Cidadão torna-se contribuinte e direito retorna à categoria de interesse ou oportunidade, num mercado político altamente competitivo e excludente de quem não tem condições de fazer-se representar em igualdade de recursos, como expôs Claus Offe, ainda na década de 80.[ii] A idéia de mercado político, marco pós-moderno da junção frankesteiniana entre a política e o mercado, confunde uma série de preceitos organizacionais e administrativos de empresas com contrapartes políticos que não podem ser tomados como análogos – sobretudo a eficiência e a eficácia com o accountability e o progresso- pois anulam a cidadania ativa, os movimentos sociais, e a política em si. A política tem ideais e valores próprios, que precisam ser aprofundados, e não substituídos por uma tecnocracia reducionista.

Este é um dos papéis mais centrais a que o Orçamento Participativo se propõe: ser o espaço por excelência da cidadania ativa dentro do Estado. O ápice da construção pseudo-filosófica de mercado político, a qual o Orçamento Participativo combate, é a idéia da liberdade restrita ao locus do mercado, justamente onde, para os modernos, ela é impossível, pois este é o domínio das necessidades e carências. Não existe liberdade na escolha entre dois subempregos, se a alternativa é a fome, como não existe liberdade entre diversas candidaturas que representam a mesma ideologia, com diferentes tons sutis de aceitação ou dissimulação. Por este processo foi identificada então, erroneamente, a competição com a liberdade, o que necessita ser profunda e radicalmente revisto.[iii]

Novo sujeito

Alain Touraine, em Pensar Outramente (2007) denuncia a opressão às culturas locais, enquanto se advoga por meio da globalização o domínio do status quo, do interesse particular e prazer consumista, com seus vernizes meritórios e ilusória legitimidade. Este profundo retrocesso baseado na homogeneização cultural empurra o indivíduo de volta a comunidade, de onde busca retirar e ressignificar novas identidades.[iv] Touraine, muito sobriamente do alto de seus 90 anos, expõe a natureza deste fenômeno: “Não é em nome da sociedade que devemos julgar o ator (do processo político-social), mas em nome do sujeito que devemos julgar a sociedade”.

Nossa representação de mundo que interioriza sem questionamentos o colonialismo em sua mais ampla representação, impede-nos de avançarmos mais rapidamente, obstrui os bons debates, e a conseqüência deles, a ação. O pessimismo brasileiro quanto à política impede a sociedade e o indivíduo de encontrar suas próprias fraquezas, ao que o Orçamento Participativo contrapõe o estreitamento dos laços, institucional e pessoalmente entre os cidadãos, construindo identidades em bairros dormitórios, em bairros mistos em que classe média alta passa a debater com analfabetos, tradicionalmente em posições subalternas, assim propiciando a construção de um novo sujeito político mais livre, e localmente situado, e mais livre do estigma da classe social.

Orçamento Participativo, o Global e o Local

Como no Brasil, mundo afora experiências democratizantes vêm se consolidando ao longo das últimas décadas. Em Democratizar a Democracia, Boaventura de Souza Santos apresenta o exemplo, na Índia, da Campanha Popular pelo Planejamento Descentralizado levou aproximadamente 2,5 milhões de pessoas a participarem da discussão orçamentária em 1996, levando aos Panchayats (forma tradicional de assembléias) 40% do orçamento de desenvolvimento do estado de Kerala, onde há também audiências públicas nas quais o governo tem que explicar seus gastos e defender-se de questionamentos incisivos por parte da população e jornalistas. Nos dois processos democratizantes, que levaram a uma grande abertura de contas e de informação, os movimentos sociais apoiados por partidos políticos – que abriram mão de parte do poder decisório – elaboraram regras de participação[v] que incentivaram a mobilização dos menos favorecidos.

No Brasil, o processo de democratização e participação popular que levou ao Orçamento Participativo iniciou-se com o Conselho Regional de Desenvolvimento da Região Sul do Estado do Rio Grande do Sul, COREDE-Sul, constituído em 1991, durante o governo de Alceu Collares. Logo após o Congresso Nacional promulgar a Constituição com o viés cidadão, nascia a primeira experiência de democracia semidireta que abriu caminho naquele estado à participação popular na discussão do orçamento.  Atualmente, a experiência do Orçamento Participativo nascida do Rio Grande do Sul já se espalha por dezenas de cidades, entre capitais e pequenos municípios, sendo internacionalmente conhecida como instrumento democratizante de vanguarda.

Em pesquisa[vi] coordenada pela pesquisadora Nair Bicalho, da Universidade de Brasília, em 1994, no Distrito Federal o Orçamento Participativo foi apontado pela população participante como instrumento decisivo na formação da cidadania. Destacam-se entre as respostas dos entrevistados alguns pontos, tais quais: 1) a atitude do cidadão de não mais apenas esperar, mas propor, cobrar, e mesmo apoiar o governo; 2) saber organizar as prioridades locais em face das possibilidades orçamentárias; 3) a geração de vínculos e identidade local entre as pessoas direta ou indiretamente envolvidas no processo, e, por fim, 4) o lamento generalizado de que a experiência deveria ter sido prolongada, tendo sido esta interrompida no governo seguinte.

Quando um delegado popular traz à tona em suas idéias as diferentes formas de participação democrática (cobrança, proposição, enfrentamento e apoio a um governo), isto em si demonstra já uma sofisticação de sua percepção do Estado e governo não mais como algo externo a sua capacidade de ação, mas algo que pode existir e se manifestar também em função de sua participação. Está presente nesse amadurecimento político o que Carole Pateman defende em Sobre Democracia Participativa [vii]: a construção da participação enquanto função de uma pedagogia política, que desenvolve na pessoa atributos psicológicos resultantes do processo participatório em si, que também a redefinem – tanto a pessoa quanto o processo participativo em si – criando um círculo virtuoso. Um paralelo imediato é o da ética da responsabilidade weberiana, vinculada à conjuntura e a busca do avanço possível, caso do Orçamento Participativo.

Orçamento Participativo e o Distrito Federal

Quando entrevistado, um dos delegados da experiência de 1994 expressou-se de maneira única, sobre se o Orçamento Participativo produzia uma nova percepção de cidadania: “sem dúvida, pois todos engolimos o cururu vivo, o bicho tá esperneando, enganchado na goela aqui e tá difícil de engolir. E nós estamos tendo que engolir! Acabou a época de que nós íamos para as reuniões do governo dizer as reivindicações…”.

Este sujeito político em reconstrução, 17 anos após a interrupção do processo instaurado no governo Cristovam Buarque no Distrito Federal, é a maior conquista a ser retomada pelo atual governo. Inúmeros participantes da primeira edição do Orçamento Participativo, alguns do alto de seus 80 anos, compartilham nas reuniões de conselheiros e delegados o que foi sua experiência, seus méritos e pontos a serem aperfeiçoados. Dialogam com as novas gerações e seus novos instrumentais tecnológicos, que muito devem agregar no processo democrático em retomada. Nas reuniões, juízes, empresários, trabalhadores rurais e empregadas domésticas articulam-se em pé de igualdade num processo de cidadania que vai além de seus interesses particulares, muitas vezes em prol de terceiros de outras cidades que podem ter atendidas suas necessidades onde estes delegados residem e participam.

Sob a coordenação de Agnelo Queiroz, o Governo do Distrito Federal, vem envidando esforços para a retomada do Orçamento Participativo, com as dificuldades inerentes à complexidade do processo. Embora o desafio de consolidação deste instrumento junto a todos os setores de uma ampla base de governo seja grande, maior é o desafio da inovação, imprescindível, haja vista as novas identidades e redes sociais muitas vezes não serem vinculadas geograficamente, mas sim por fatores múltiplos que escapam a uma abordagem regional de suas necessidades. Este enorme contingente de pessoas, com suas visões próprias de política e cidadania, pode agregar a massa crítica necessária à renovação democrática a tanto ansiada pelos setores progressistas da sociedade, enfim superando a década neoliberal também na esfera política, com seu distorcido ideal de mercado político.

Para tanto, cabe ao Executivo abrir as portas do governo e fazer a chamada pública de pensar um novo Orçamento Participativo à luz das experiências mundiais e em conformidade com as novas identidades e os instrumentos virtuais de participação, e ao Legislativo transformar o processo em lei, de modo que toda essa construção não se perca quando da inevitável e necessária alternância de poder. À sociedade, caberá grande parte das decisões, e a responsabilidade de nunca estar satisfeita.


[i] HEGEL, G.W.F, Princípios da Filosofia do Direito http://www.ufsm.br/gpforma/1senafe/biblioteca/Principiosda.pdf

[ii] OFFE, Claus. Problemas Estruturais do Estado Capitalista. Ed. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 1984.

Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/political-science/1821616-problemas-estruturais-estado-capitalista/#ixzz1TsdjCJAY

[iii] Marilena Chauí, em palestra à OAB

[iv] TOURAINE, ALAIN, Pensar outramente. Sao Paulo. Editora Vozes. 2007

[v]  SANTOS, Boaventura de Souza. Democratizar a Democracia. Os caminhos da democracia participativa. Edições Afrontamento. 2002

[vi] A ser publicada

[vii] Sobre a democracia participativa: Poulantzas, Macpherson e Carole Pateman. In: Serviço Social & Sociedade nº 54, São Paulo: Cortez, 1997

3 Comentários

Arquivado em polícia militar

Ser soldado é amar a farda acima de tudo, podendo dar a própria vida como prova de amor a sociedade!

Dia 25 de agosto comemora-se o dia do soldado, aniversário de Luiz Alves de Lima e Silva. No meu caso, há doze anos todos os dias são do soldado, para outros esse dia durou quase vinte anos. Ser soldado vai além do seu significado.

“O termo “soldado” deriva do italiano: “soldato” (participio do verbo soldare) – alguém a quem se pagou o “soldo” para servir. “Soldo” deriva do latim “solidum nummum” e designava uma moeda de ouro da Roma imperial.”

É possível que eu não tenha a capacidade de definir um soldado, mesmo sendo um há tanto tempo. Creio que eu possa tentar definir o que um soldado sente.

Um soldado deve ter a capacidade de resistir aos baques da vida, deve aprender cedo que na vida nem sempre quem inicia a caminhada contigo chegará ao fim da jornada. Nesse período ví companheiros partirem. Muitos foram servir do outro lado da vida.

Um soldado deve ter a consciência de que nem sempre fará o que quer fazer, mas sim o que deve ser feito. Não é fácil atirar em alguém, não é fácil ter que utilizar da força para dominar alguém, não é fácil ver as mazelas de nossa sociedade sem sentir a dor que os seres humanos sentem, sem derramar as lágrimas da solidariedade!

Ser soldado é ter a certeza de que precisamos mudar. É compreender que as instituições são feitas por homens, e que homens podem mudar. Precisamos valorizar o ser humano e não o que ele tem.

Ser soldado é ter a capacidade de compreender que não basta preservar a vida ou proteger o patrimônio se não respeitarmos as garantias individuais do cidadão. Ser soldado é querer ter cidadania plena para ter o gosto de se sentir cidadão.

Ser soldado de polícia é não saber se é policial ou militar, é viver um conflito diário entre o certo e o errado. Ser soldado é errar querendo acertar, muitas vezes, tornar-se bandido no afã de ser herói. É querer salvar o mundo, sendo que não consegue nem mesmo salvar-se.

Ser soldado é querer ser respeitado, não temido. É querer ser valorizado enquanto profissional. Ser soldado é chorar ao ver um irmão de farda morto com um tiro na cabeça, dado por um vagabundo, que tem que ser respeitado por imposição legal.

Ser soldado é não poder falar o que pensa, pois isso pode gerar problemas, por isso é punido constantemente para ser um exemplo para os pares.

Ser soldado é ser elemento de execução, ou seja, aquele que mata, aquele que executa. Ser soldado é não ter visão periférica, pois está na tropa. Só podendo olhar em uma única direção. Ser soldado é ser obediente. É está sempre pronto para servir.

Ser soldado é ter fé ao ir para uma ocorrência, onde podemos perder a vida. Enquanto todos correm dos tiros nós corremos em sua direção.  Sem pensar em nossa família, nossos amigos, nossos amores!

Ser soldado é amar a farda acima de tudo, podendo dar a própria vida como prova de amor a sociedade! Ser soldado é padecer no paraíso!

Parabéns a todos os irmãos de farda! Grandes soldados dessa nação!

“…É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos. É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa. É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público. É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino. É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo. É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar…”

BARACK OBAMA

4 Comentários

Arquivado em Reflexão

Quem matou Getúlio Vargas? 24/08/1954

Dia 24 de agosto de 1954 foi um marco na história. Nesse dia morre um dos maiores estadistas que tivemos. Cresci lendo e ouvindo histórias sobre o “doutor” Getúlio, ou sobre o “velho” Getúlio. O “velho” Getúlio Vargas, com a promulgação de leis altamente modernas “revolucionou” o trabalhismo no Brasil. Temos até hoje muitas vantagens dessa época.

O primeiro livro que li em minha vida sobre política tinha um título curioso: “Quem matou Getúlio Vargas?”, até hoje não sabemos a resposta. Deixo a “carta testamento”, desse homem, que cometeu erros em sua tragetória, mas que deixou grandes acertos. É a minha homenagem ao Brasil e ao trabalhismo brasileiro.

A  Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas!

    “Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

    Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

 

    Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

 

    Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

 

    Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

 

    E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.” (Rio de Janeiro, 23/08/54 – Getúlio Vargas)

5 Comentários

Arquivado em Diversa

Servidor recusa proposta do governo e pede reajuste de 33% ! É hora de nos unirmos as demais categorias de nível superior!

Precisamos aproveitar o momento em que o governo tem interesse de “valorizar” profissionais de formação “superior”. Nossa categoria é uma das que recebe os menores salários durante o ingresso na carreira. Precisamos aproveitar a decisão das outras categorias para nos unirmos em defesa da melhoria salarial dos profissionais com formação de nível superior. 7 (sete) mil reais seria um bom piso para início na carreira, igualando assim, com as demais catetorias!

“O governo queria ampliar os benefícios da lei apenas para os servidores de nível superior. Somente na semana passada, e após muito bate-boca, Ferreira decidiu incluir os técnicos e os auxiliares. Mesmo assim, deixou muitos descontentes. “Ninguém gostou da proposta. Ela é insuficiente”, resumiu o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa. Pelo texto oficial, a previsão é de que, em julho do ano que vem, o salário dos funcionários de nível superior suba para R$ 7 mil, o que representará aumento entre 7% e 31%, dependendo da carreira.”

Cristiane Bonfanti

Publicação: 23/08/2011 07:54

Atualização: 23/08/2011 07:59

Os servidores rejeitaram a proposta de reajuste salarial que vai de 2,3% a 31% apresentada pelo governo federal na última sexta-feira. Em plenária da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) realizada na tarde de ontem, os trabalhadores optaram por apresentar uma contraproposta, pedindo aumento linear de 33% para os funcionários de níveis fundamental, médio e superior. Além disso, eles querem que as melhorias a serem concedidas a 420 mil servidores ativos e inativos sejam feitas no vencimento básico, a partir de janeiro de 2012 e não de julho. No documento entregue pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, o aumento seria concedido por meio de acréscimo na gratificação de desempenho. “Se for nas gratificações, pela lei, aposentados e pensionistas receberão apenas metade do reajuste, o que é uma discriminação. E mais: o que o governo ofereceu é pouco até mesmo para os ativos. Não vamos aceitar a chantagem de pegar ou largar”, afirmou Oton Pereira Neves, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep-DF).

A contraproposta de 33% foi sugerida, inclusive, pelo próprio Sindsep-DF, que fez assembleia na manhã de ontem para debater o assunto. Desde abril, os servidores estão travando uma verdadeira batalha com o Ministério do Planejamento. Inicialmente, pediram a extensão da tabela salarial da Lei nº 12.277, que, no ano passado, definiu reajuste de até 78% a economistas, geólogos, estatísticos, engenheiros e arquitetos. O governo, porém, bateu o pé e argumentou que não poderia fazer muito pelos servidores devido à necessidade de ajuste fiscal e, mais recentemente, para se proteger da crise que solapa os Estados Unidos e a Europa. Benefícios O governo queria ampliar os benefícios da lei apenas para os servidores de nível superior. Somente na semana passada, e após muito bate-boca, Ferreira decidiu incluir os técnicos e os auxiliares. Mesmo assim, deixou muitos descontentes. “Ninguém gostou da proposta. Ela é insuficiente”, resumiu o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa. Pelo texto oficial, a previsão é de que, em julho do ano que vem, o salário dos funcionários de nível superior suba para R$ 7 mil, o que representará aumento entre 7% e 31%, dependendo da carreira. Os trabalhadores de nível intermediário devem receber um valor fixo de R$ 211 (reajuste entre 3,3% e 7,3%) e os auxiliares, R$ 105 (reajuste entre 2,3% e 5%). A proposta contempla ao menos 12 categorias, entre elas a do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). O governo informou que pretende nivelar, de forma gradual, a remuneração das carreiras de nível superior com a dos servidores atendidos pela lei n.º 12.277/10, que chega a R$ 10.209,50. No entanto, não foi fixado um prazo para se chegar a esse teto. A Condsef prometeu levar a contraproposta ao Planejamento na noite de ontem. Até o fechamento desta edição, a reunião não havia sido encerrada. Hoje, a partir das 9h, os servidores realizam plenária para dar um rumo às negociações. Amanhã, farão a 4ª Marcha Brasília, na Esplanada dos Ministérios, em defesa da campanha salarial unificada. Greve nos Correios Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) realizam hoje, às 18h30, assembleia no Rio de Janeiro para decidir, em votação, se a categoria entrará em greve. Eles reivindicam reajuste salarial de R$ 400, com piso salarial de R$ 1.635, reposição da inflação de 7,16%, além de vale alimentação de R$ 30 por dia ou R$ 810 no mês. Caso aprovada, a previsão é de que a paralisação comece em 14 de setembro.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2011/08/23/internas_economia,266632/servidor-recusa-proposta-do-governo-e-pede-reajuste-de-33.shtml

2 Comentários

Arquivado em Diversa