Arquivo do mês: janeiro 2013

Capelania Evangélica – Salvando vidas…

Às vezes fico imaginando quanta besteira fiz em minha vida ou quantos problemas eu já tive, mas também para pensar nas conquistas e nas bençãos que Deus me ofereceu, sem ao menos eu merecer.

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Há aproximadamente quatro anos minha vida mudou. Estava passando por uma crise sentimental e uma amiga, a soldado Ana Carolina (Carol) da comunicação social, juntamente com a Sargento Marlene da Capelania me deram uma mão. A capelania me abraçou, cuidou de minhas feridas, me tratou. Após isso os Centuriões da Fé adotaram-me como se adota um “pupilo”. Lá eu era simplesmente o “escritor”, tenho minha agenda até hoje. Durante muito tempo andamos nas madrugadas evangelizando os companheiros nos PCS.

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Ontem ocorreu um culto na Capelania evangélica, eu não estive presente, mas ao ver as fotos tudo voltou a minha mente. Como sou feliz por ter pessoas tão especiais neste lugar. Nunca posso esquecer quem me estendeu a mão quando eu mais precisei. Nos próximos cultos eu quero estar presente agradecendo a Deus por tudo que ele tem feito em minha vida.

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Obrigado aos irmãos da Capelania por todo carinho e amor que me deram. Obrigado aos Centuriões da Fé por tudo que fizeram por mim.

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Culto realizado na Capelania Militar Evangélica da PMDF no Setor Policial Sul terça-feira dia 29/01 das 11 às 12h. (Infelizmente não fui, mas recebi as fotos do meu amigo Pastor Marcos Garcia) – Quero comparecer nos próximos. Minha vida mudou com essa equipe no dia em que visitei a capelania. Pode mudar sua vida também. Se precisa de ajuda, procure Aquele que pode te ajudar!

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Precisamos ser mais cirúrgicos, especializados e específicos

Sempre afirmo neste espaço que segurança pública se faz com a redução do espaço de atuação do criminoso. Quanto mais “cirúrgicos”, “específicos” e “especializados” formos, melhor será o nosso serviço.

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Infelizmente ainda somos muito generalistas. Somos generalistas no serviço de policiamento a pé, somos generalistas no serviço velado, somos generalistas no serviço de viatura, somos generalistas no trânsito. Ao sermos comparados ao sistema de saúde, eu diria que temos um monte de “clínico geral” que passa um “monte” de “benzetacil”,

Para quem não sabe, a Benzetacil é um forte antibiótico. Para tomá-lo, é necessário e exigido um teste de alergia. Pois mata se a pessoa for alérgica, pelo choque anafilático. As vezes a polícia esquece o teste de alergia e também mata.

No mundo, o Campus universitário sempre foi alvo de diversos crimes. Atuar com o público acadêmico exige habilidades diferenciadas, além de uma compreensão sobre os princípios legais, base do Estado Democrático de Direito e da filosofia de polícia cidadã.

O policial para atuar em tais espaços deve ter a noção clara de que não basta proteger o patrimônio e a vida se os direitos individuais e coletivos não forem respeitados. O ideal seria uma unidade composta por policiais que tiveram a vivência acadêmica para compreender a lógica do campus universitário.

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Campanha da legalidade – A última entrevista de Brizola

“Os homens que criam o poder trazem uma contribuição indispensável à grandeza da Nação, mas os homens que questionam o poder trazem uma contribuição igualmente indispensável, especialmente quando o questionamento é desinteressado, pois eles determinam se usamos o poder ou se o poder nos usa.” (John F. Kennedy)
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CHICO SANT´ANNA23 DE JANEIRO DE 2013 ÀS 14:05
Chico Sant´AnnaSe vivo fosse, Leonel Brizola completaria nesta semana 91 anos. Em março de 2004, ano de sua morte, o destino me reservou a sorte de ser o último jornalista a fazer uma grande entrevista para televisão com ele

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Se vivo fosse, Leonel Brizola completaria, no dia 22/1/2013, 91 anos. O então presidente nacional do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul morreu no dia 21 de junho de 2004, aos 82 anos, vítima de uma infecção pulmonar.

Em março do mesmo ano, o destino me reservou a sorte de ser o último jornalista a fazer uma grande entrevista para televisão com ele.

Depois de três dias de chá de espera e após muita insistência no telefone para que ele não cancelasse uma gravação pré-agendada há semanas, ele me recebeu com a equipe da TV Senado na portaria do prédio onde morava em Copacabana. Fomos para o prédio já com as malas prontas para em em seguida pegar o avião nos Santos Dumont. Aquele era o nosso último dia no Rio de Janeiro. Já havíamos remarcado a passagem diversas vezes. Na verdade, o dead line dado pela TV havia vencido na véspera. Mas decidimos ficar mais aquele dia por uma questão de compromisso com o material a ser produzido. O depoimento de Brizol era fundamental para o que pretendíamos fazer. Já nem havia mais diárias, a locação do carro havia estourado, mas a equipe decidiu pagar a última noite de hotel com dinheiro do próprio bolso.

Brizola não me deixou subir ao apartamento. Ele desceu no elevador e perguntou o que queríamos. A entrevista deveria ter um tratamento estético, plástico, diferenciado, com uma luz bonita, um fundo que lembrasse a temática que tratávamos. mas o repórter-cinematográfico Marcos Feijó, acompanhado do auxiliar José Zenildo, não teve a mímima chance de produzir algo diferenciado naquele local: a portaria do prédio dele.

A porta externa da portaria era de vidro blindex e jogava uma luz azulada no minúsculo espaço que tínhamos com Brizola. Para piorar, ao fundo, do lado direito do ex-governador, havia a porta do elevador que não se cansava de abrir e fechar. Mas era gravar daquele jeito ou não gravar nada. Como não é possível falar de Brasil do século XX sem incluir Leonel deMoura Brizola e não sabíamos se teríamos outra oportunidade a saída era mandar ver ali mesmo. O destino nos mostrou que estávamos certos.

E foi assim: ele, sentado na cadeira do porteiro do prédio, e eu, no case que embala a câmera, conversamos por horas. Ressabiado pelo tratamento que historicamente recebeu da mídia nacional, se mostrou, no início, bem desconfiado. Lembro-me que disse: “olha guri, vou lhe dar uma chance, pode perguntar o que você quiser, sem medo. Eu não me incomodo.”

A pauta com ele se destinava a colher depoimentos para dois documentários da série Senado Documento, da TV Senado: “1964 – 40 anos depois”, dirigido por mim e Cesar Mendes, e “Getulio do Brasil”, também comandado por mim e Deraldo Goulart. O Golpe Militar completaria dali a poucos dias 40 anos de sua realização e, agosto daquele mesmo ano marcaria o 50º aniversário do suicídio de Getúlio Vargas.

Gravamos com Brizola num domingo de sol, com a praia de Copacabana explodindo de calor a poucos metros. A entrevista foi interrompida por um vizinho surfista que desceu do elevador com a sua prancha, por senhoras que iam caminhar com seus cachorrinhos e até pelo caminhão de gás, que no Rio de Janeiro passa com umas musiquetas chatas e estridentes. Mas eu não poderia perder aquela gravação e todos estes incômodos foram ignorados. O pensamento de Brizola era bem mais forte do que qualquer perda de qualidade sonora ou estética.

A conversa começou com Getúlio Vargas, passou pela Rede da Legalidade, Jango, regime militar e terminou com Lula, que naquele momento estava na metade do seu primeiro mandato.

Com seu falecimento, uns 90 dias depois, um terceiro documentário foi, por mim editado, veio à tona. Foi feito a toque-de-caixa. Peguei o material bruto entrei numa ilha de edição e fiquei lá manhã, tarde e noite uns três dias. Brizola morreu na noite de uma segunda-feira, a notícia veio a público na terça. No sábado, “Leonel Brizola, um legalista” ia ao ar para todo o Brasil graças, a um “esforço de reportagem” como se diz no jargão profissional.

O vídeo é, praticamente, a íntegra da entrevista com Brizola, que não mediu a língua: fala sobre a Rede da Legalidade, a movimento de manutenção da ordem jurídica, que previa garantir a posse de João Goulart após a renúncia do presidente Janio Quadros. Jânio

Quadros também é lembrado pelo ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. O regime militar, anistia, Brizola falou de falou de tudo.

Conversar com Brizola foi uma aula de política e de história do Brasil. Uma aula de como as pessoas que acreditam num ideal e lutam para que ele se materialize podem contribuir para transformar a realidade de uma nação, de um povo.

O especial “Leonel Brizola, um legalista” tem perto de uma hora e está disponível na página da TV Senado. São dois blocos. Clique aqui para acessar o primeiro bloco.

A íntegra deste programa foi transcrita pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos – Cebela e editado no periódico científico Comunicação & Política.

Os documentários “Getulio do Brasil” e “1964 = 40 anos depois” estão na página da TV Senado – http://www.senado.gov.br/tv e podem ser copiados ou visualizados na internet.

Como dito antes, eles fazem parte da série Senado Documento e são bem longos, quase três horas. Originalmente, eles estão em três blocos, mas na internet, “1964 = 40 anos depois” está dividido em nove blocos e o primeiro bloco pode ser acessado neste link. Depois, é só ir abrindo os demais.

“Getúlio do Brasil” faz um reexame dos momentos que antecederam o suicídio de Getúlio Vargas e mergulha nos bastidores do atentado de Toneleros, contra o jornalista e político Carlos Lacerda, 19 dias antes da morte do presidente. O documentário tem locações em Porto Alegre e São Borja (RS), em Brasília e no Rio de Janeiro, com gravações no Palácio do Catete. Na internet, ele está dividido em cinco blocos e pode ser acessado por meio deste link.

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/poder/91484/A-%C3%BAltima-entrevista-de-Brizola.htm

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Saem os Postos Comunitários de Segurança e entram a viaturas em ação

Viatura para a Copa do Mundo

24/01/2013 11:22:00

 Carlos Brant

Na manhã desta quarta-feira (23), a Polícia Militar do Distrito Federal recebeu o protótipo do Linea Patrulha. O carro, desenvolvido exclusivamente para o serviço policial, foi apresentado no Quartel do Comando Geral e, nos próximos dias, começa a ser testado nas ruas de Brasília. O objetivo é otimizar o trabalho da PMDF durante os jogos da Copa do Mundo de Futebol, em 2014.

O principal diferencial do Linea Patrulha é a tecnologia. O computador de bordo com GPS é integrado ao veículo e permite a consulta de diversos dados. O teclado é encaixado no porta luvas do veículo e não interfere no espaço interno, além de ser resistente à água. O carro ainda traz adaptações como suportes para armas longas, barra de proteção, rádio com os comandos de sirene e rotolight no controle, suspensão reforçada e plotagem no padrão internacional, inclusive com a identificação: “World Cup Police”.

321456_496729333711752_166657428_nO projeto é uma parceria com a Fiat que aceitou a proposta da PMDF e desenvolveu o veículo que terá três anos de garantia com todas as revisões programadas. Desde 2007, a corporação vem testando computadores de bordo nas viaturas, mas esta é a primeira vez que um veículo nacional foi fabricado, e não adaptado, com a tecnologia necessária para o trabalho policial. Durante 15 dias o protótipo será testado e, caso seja aprovado, a previsão é de que a corporação adquira 300 modelos.

Fonte: http://www.pmdf.df.gov.br/?pag=noticia&txtCodigo=15101

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MAIS DE 2 (dois) MIL PMS VÃO FAZER POLICIAMENTO NO CARNAVAL

: Policiais militares que participar㯠da seguran硠dos jogos Pan-americanos no Rio de Janeiro.

 GDF vai colocar nas ruas 2.325 policiais militares para garantir segurança do morador da capital do país durante os quatros dias de Carnaval; Corpo de Bombeiros também reforça equipes para realizar vistorias em arquibancadas e no local de desfile das escolas de samba; Detran vai contar com 104 agentes para sinalizar desvios no trânsito e fazer testes do bafômetro

 23 DE JANEIRO DE 2013 ÀS 15:31

 Brasília 247 – A Secretaria de Segurança Pública prevê um Carnaval tranquilo em 2013 na capital do país. Para isso, vai colocar nas ruas 2.325 policiais militares. Eles vão fazer o policiamento ostensivo, por meio do patrulhamento em carros, motos ou a pé. 16 policiais civis também vão ser designados para cumprir expediente nas delegacias, para garantir o registro de ocorrências nos dias de folia de momo.

Segundo o Corpo de Bombeiro, 524 homens da corporação vão realizar vistorias técnicas nas estruturas dos blocos de rua, concentradas no Gran Folia. As equipes de bombeiros também vão estar nas ruas para atender foliões que passarem mal ou exagerarem na festa.

“O efetivo será suficiente para garantir que a nossa cidade tenha um carnaval seguro e sem transtornos. É por isso que as forças de segurança vão trabalhar em conjunto durante os 4 dias”, destaca o secretário de segurança pública, Sandro Avelar.

Mapa da Criminalidade

Trânsito

Para garantir tranquilidade aos foliões, 104 agentes do Departamento de Trânsito vão trabalhar monitorando o bloqueio de ruas e sinalização dos locais que recebem grande quantidade de pessoas. Os agentes do Detran também vão realizar blitzes e barreiras para aplicar os testes do bafômetro.

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/91483/Mais-de-2-mil-PMs-v%C3%A3o-fazer-policiamento-no-Carnaval.htm

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Segurança: Comunidade não quer terceirização de “postinhos”

 O Conselho de Segurança de Brasília é contra a tercerização da vigilância dos postos comunitários de segurança. De acordo com o presidente do Conselho, Saulo Santiago, além de gerar um custo adicional para os cofres públicos, a contratação dos vigilantes não permitirá que os ‘postinhos’ cumpram a função para a qual foram pensados – a de manter policiais militares dentro das comunidades. …
“A ideia dos ‘postinhos’ era aproximar a Polícia Militar da população. O vigilante não será capaz de atender à comunidade da mesma maneira que o policial militar faz. Ele não tem o preparo necessário para isso”, afirma Saulo Santiago, presidente do conselho comunitário.
Estrutura
A instalação dos postinhos foi uma das principais políticas de segurança do governo José Roberto Arruda. Cerca de R$ 120 milhões foram gastos na instalação de 124 estruturas equipadas com computadores e telefones. Ali, uma dupla de policiais ficaria acessível às demandas dos moradores. O problema é que a necessidade de conservação do patrimônio público amarrou os policiais aos postinhos.
Eles começaram a recusar os pedidos de atendimento da comunidade, argumentando que não poderiam deixar a estrutura física sem ninguém. Em um segundo momento, os PMs passaram a deixar os postos trancados para prestar auxílio para a população, o que também desagradou os moradores. No ano passado, o governo Agnelo avisou que contrataria vigilantes para os postos para dar mobilidade aos policiais.
O chefe da Comunicação da PM, tenente-coronel Helbert Borges Mariz, informa que pelo menos 160 vigilantes serão contratados para cuidar dos postinhos. O Conselho de Segurança argumenta que os recursos deveriam ser destinado para a contratação de PMs.
A contratação dos vigilantes que assumirão a segurança dos postinhos comunitários de policiamento depende da conclusão de uma grande licitação de serviços de segurança patrimonial que está sendo tocada pela Secretaria de Planejamento e Orçamento do DF.
A licitação está em sua fase final – aguardando a apreciação dos órgãos de controle para que o edital seja lançado. O projeto básico prevê a criação de 10.168 mil postos de trabalho para vigilantes e 100 supervisores que atenderão aos órgãos do GDF.
Os serviços serão prestados a todas as secretarias de estado, às Administrações Regionais, às polícias Militar e Civil, ao Corpo de Bombeiros e às 652 escolas. públicas. Os vigilantes também atenderão a Procuradoria Geral de Justiça do DF, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal, aos hospitais e postos de saúde. De acordo com a Secretaria de Planejamento, a contratação conjunta – que será feita por adesão – propiciará uma economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos. A secretaria não divulga, entretanto, qual o valor estimado dos serviços. A Polícia Militar declarou que precisa de 400 vigilantes. Além dos postinhos, a PM também planeja colocar vigilantes nos quartéis. Sobre as críticas do Conselho de Segurança, a PM informa que os objetivo não é transferir a responsabilidade dos postos aos vigilantes, mas apenas garantir a segurança do patrimônio público. “É apenas uma complementação”, justifica o chefe da comunicação social, Helbert Borges Mariz.
Fonte: Metro Brasília – 22/01/2013
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O sucateamento da segurança pública no Distrito Federal

Por: Aderivaldo Cardoso

Segurança pública de qualidade se faz com a redução dos espaços de atuação dos criminosos, por meio de um bom trabalho de inteligência “repressivo” e “preventivo”, com investimentos na base e definições de prioridades. O projeto ação pela vida, do governo do Distrito Federal, ao tratar os dados de maneira “científica”, definindo a “mancha criminal”, dividindo os territórios, responsabilizando os comandantes de regiões e as comunidades, tem por objetivo a busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais tendo como base os anseios da comunidade. Tudo isso está alicerçado na filosofia de policiamento inteligente, aliado a filosofia de polícia comunitária, que visa uma aproximação entre a polícia e a comunidade.

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Mesmo diante de todo esforço para atingir o objetivo não há dúvidas de que ainda estamos distantes de tudo isso. É notório que o projeto de postos comunitários de segurança, iniciado pelo governo anterior, sofre boicotes dos comandantes e comandados. Está havendo um grande “sucateamento” de grande parte dos postos existentes objetivando o fim do projeto. Com a compra e entrega de várias viaturas percebe-se que a nossa tendência é sempre repetir os mesmos erros e fazer sempre mais do mesmo. Desde os anos oitenta vivemos o dilema postos x viaturas. Tivemos o auge desse embate com o “programa tolerância zero”. Não é somente no DF, isso ocorre em vários estados brasileiros. Aqui em Brasília é preciso definir urgentemente para que servem tais postos policiais. É preciso definir se são lugares de referência para comunidade ou de permanência para os policiais. É preciso uma normatização clara sobre a saída dos policiais para atendimento de ocorrências nas imediações desses espaços. Em resumo é preciso torná-los úteis.

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É clássico em Brasília vivermos a alternância entre postos policiais e policiamento motorizado. Quando o posto policial demonstra suas deficiências sugerem-se a troca pelas viaturas e quando o serviço motorizado não resolve os problemas de segurança pública sugerem-se postos fixos. Fazendo uma analogia com outros Estados da Federação, é possível que em breve façam semelhante a São Paulo, onde fazem um mix dos dois. Não será surpresa se colocarem “postos móveis” como a solução de nossos problemas. Resta ver se solucionará os nossos dilemas. Não focamos em descobrir as causas de nossos problemas, por meio de diagnósticos confiáveis, e as possíveis soluções. Isso exige estudos, exige tempo, exige trabalho, acima de tudo exige qualificação profissional, exige profissionalismo.

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Com o Projeto “Ação pela Vida” poderíamos retornar o debate de transformar os “postos” em “minidelegacias” voltadas para o atendimento de ocorrências de crimes de menor potencial ofensivo, mas isso também dá trabalho. Exige uma resposta efetiva à sociedade. Exige qualificação, exige comprometimento, exige quebrar paradigmas, mexer em culturas, em tabus, mais uma vez exige profissionalismo. Com base nisso, creio que esteja fora de cogitação, pois estamos falando em “termos circunstanciado” feito pela Polícia Militar. O que agilizaria o trabalho preventivo, pois a maioria dos atendimentos, da PMDF, evolvem crimes de menor potencial ofensivo.

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Um ponto importante a ressaltar é que ninguém nunca se pergunta: o que uma pessoa espera quando vai a um posto policial? Ninguém se perguntou: o que os policiais fazem nos postos? Muito menos: o que eles deveriam fazer? Um cidadão quando vai a um posto ele busca simplesmente uma resposta do Estado aos seus anseios. Ele está preocupado em ser ouvido. Em ser bem atendido, pelo menos tratado de forma diferente do que ele foi tratado pelos bandidos. E o que ele encontra quando vai a um posto comunitário de segurança? O que ele encontra quando vai a uma delegacia? O que ele encontra quando é abordado por uma viatura? O que ele encontra quando procura um policial na rua? Precisamos responder tais perguntas.

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Quando falamos em redução da criminalidade estamos falando em redução do espaço de atuação dos criminosos. Por que não falarmos em minidelegacias? Vamos fazer uma analogia. Os operadores da segurança pública ainda têm muito a aprender. Segurança pública e Saúde no Brasil estão muito mais interligadas do que imaginamos. Se a Saúde está caótica no país fico imaginando a Segurança Pública. Sabe por quê? Digo isso porque a maioria não sabe que a referência para a segurança pública no país vem dos modelos da saúde. O SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) foi inspirado no SUS (Sistema Único de Saúde).

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Sendo assim, por que não seguir alguns modelos interessantes da saúde?  Não focarei no modelo de gestão, nem no modelo de atendimento, mas no modelo de “espalhamento” de suas unidades no território. Na maioria das cidades temos um Hospital Regional, alguns Hospitais Especializados, Postos de Saúde e UPAs, no caso da Polícia Civil temos as Delegacias Circunscrionais e as e Delegacias Especializadas, no caso da Polícia Militar, temos os Batalhões, as Companhias e os Postos Comunitários de Segurança Pública, que atualmente são confundidos com “postos policiais”. Precisamos operacionalizar tudo isso de forma que atenda aos anseios da comunidade. Não tenho dúvida que entre ser destratado por qualquer operador da lei e ter o bandido preso, a população optará sempre pelo respeito, sempre pelo tratamento digno. Precisamos focar no melhor atendimento a vitima, antes mesmo de pensarmos em prender o bandido. Quando predemos o bandido e destratamos o cidadão o trabalho da polícia vai todo para o lixo.

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Para concluir, seguindo o princípio do espalhamento dos postos de saúde no território, que tratam dos problemas menos graves, deixando os mais graves para os hospitais regionais e especializados, sugiro que cada posto comunitário de segurança cumpra seu papel. Qual? Atender os anseios da comunidade. Torná-los minidelegacias onde possam ser feitos os registros das ocorrências menos graves, por meio do termo circunstanciado. Não podemos esquecer que alguns registros “menos graves” já são feitos até mesmo pela internet. O objetivo principal aqui é dar um dinamismo maior aos postos e uma sensação de utilidade para aqueles que lá atuam, assim como para aqueles que lá buscam socorro. Precisamos definir urgentemente o papel da polícia em nossa sociedade e consequentemente o papel dos postos comunitários de segurança, principalmente quanto a sua “utilidade” para as comunidades onde eles estão inseridos. Caso contrário, continuaremos com mais do mesmo.

Aderivaldo Cardoso atualmente é assessor parlamentar, Especialista em Segurança Pública e Cidadania, pós-graduado pela Universidade de Brasília (UNB) – Departamento de Sociologia.

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FORBES LISTA OS PASTORES MAIS RICOS DO BRASIL

EDIR MACEDO, VALDEMIRO SANTIAGO E SILAS MALAFAIA ESTÃO ENTRE OS PRINCIPAIS NOMES LISTADOS PELA PUBLICAÇÃO NORTE-AMERICANA
Bispo Edir Macedo (Foto: Ricardo Stuckert/Wimimedia Commons)BISPO EDIR MACEDO, DONO DE UMA FORTUNA ESTIMADA EM US$ 950 MILHÕES, CERCA DE R$ 1 BILHÃO (FOTO: RICARDO STUCKERT/WIMIMEDIA COMMONS)

A revista Forbes fez um ranking, mostrando o tamanho das fortunas de pastores brasileiros que ficaram milionários. Entre os nomes estão Edir Macedo, Valdemiro Santiago e Silas Malafaia (veja lista completa abaixo).

A publicação norte-americana lembra que, enquanto o catolicismo perde adeptos no Brasil, o número de evangélicos protestantes sobe. Eles eram 15,4% da população há apenas uma década, hoje são 22,2%, cerca de 42,3 milhões de pessoas, de acordo com o último censo. Estima-se que, até 2030, os católicos representarão menos de 50% dos fiéis brasileiros – hoje eles são 64,6%.

Uma das explicações para o crescimento do protestantismo no país é que, enquanto o catolicismo ainda prega um olhar conservador de vida após a morte em vez de riquezas terrenas, para o evangélico, especialmente o “neo-pentecostal”, ser próspero é uma vitória. A doutrina, conhecida como “teologia da prosperidade”, é o que marca a fundação das igrejas evangélicas de maior sucesso no Brasil.

Valdemiro Santiago (Foto: Reprodução/Facebook)VALDEMIRO SANTIAGO, O SEGUNDO MAIS RICO
(FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Junte a isso o fato de que o Brasil viveu um período de grande crescimento econômico ao longo dos últimos anos. O sucesso econômico não só tirou milhões de brasileiros da pobreza, como elevou as expectativas de uma nova classe média, a “classe C”. A maioria dos evangélicos protestantes, segundo a publicação, é desta categoria.

“[Eles] encontraram na religião uma forma de estarem gratos por sua boa sorte, assim como uma desculpa para desfrutar de seu novo status na sociedade sem culpa”, diz a publicação.

Esses fatores reunidos teriam sido os responsáveis por fazer de algumas igrejas negócios altamente lucrativos e transformar alguns líderes em milionários. É o que a revista chamou de a “indústria da fé”.

A publicação lembra ainda que, além de um bom negócio – já que as igrejas são isentas de impostos no Brasil -, os pastores detêm um grande poder, principalmente devido ao número de fiéis que arrebatam. Muitos receberam passaportes diplomáticos nos últimos anos e alguns chegam a ser cortejados pelos políticos em época de eleição.

Confira, abaixo, os pastores brasileiros milionários com as maiores fortunas no país.

Pastor Ativos Fortuna
Edir Macedo Com mais de 10 milhões de livros vendidos, Macedo é o fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, controlador da Rede Record , atualmente a segunda maior emissora no Brasil. Seus ativos incluem além da TV, um jornal, a Folha Universal (circulação de mais de 2,5 milhões), o canal de notícias Record News, selos musicais, várias propriedades e uma empresa de jatos privados, a Bombardier Global Express XRS, avaliada em US$ 45 milhões. US$ 950 milhões
Valdemiro Santiago  Ex-integrante da Igreja Universal do Reino de Deus, Santiago é o fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, com mais de 900 mil seguidores e 4.000 templos. US$ 220 milhões
Silas Malafaia Líder do braço brasileiro da Assembleia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor é seguido no Twitter por mais de 440 mil usuários. Lançou uma campanha chamada ” O Clube do Um Milhão de Almas “, que pretende levantar US$ 500 milhões (R$ 1 bilhão) para a sua igreja, a fim de criar um rede de televisão global, que seria transmitido em 137 países. US$ 150 milhões
Romildo Ribeiro Soares (RR Soares)  Fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus e também ex-membro da Igreja Universal do Reino de Deus, Soares é um dos rostos mais regulares na televisão brasileira. US$ 125 milhões
Estevam Hernandes Filho e “Bispa” Sonia  Fundadores da Igreja Renascer em Cristo, supervisionam mais de 1.000 igrejas no Brasil e no exterior, incluindo várias na Flórida, Estados Unidos. O casal apareceu nas manchetes internacionais em 2007, quando foi preso em Miami, acusado de transportar mais de US$ 56 mil em dinheiro não declarado. Somente O o jogador de futebol brasileiro Kaká, que deixou a instituição em 2010 alegando mau uso do dinheiro, teria doado mais de US$ 1 milhão (R​​$ 2 milhões) para a igreja. US$ 65 milhões

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Vida/noticia/2013/01/forbes-lista-pastores-milionarios-no-brasil.html

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“Missão dada é sempre missão cumprida”

DEPUTADO PATRÍCIO

ex-Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal

O ano que terminou trouxe para mim um simbolismo e consolidou algumas missões importantes em minha carreira política. Missões com um significado especial uma década depois de ter escolhido a atividade parlamentar como profissão. Mas foi há 26 anos, em 1986, na luta em prol de melhores condições de trabalho para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que percebi a possibilidade real de um esforço bem-sucedido pelo coletivo.

O jogo de xadrez e o mundo dos negócios

Liderar a primeira greve da história das duas corporações do DF, em 2000, o que resultou na minha expulsão, com outros colegas, e na minha prisão por 131 dias, me fez perceber que é possível, sim, lutar por nossos ideais e concretizar ações que contribuem sobremaneira para transformar a nossa vida e a dos que estão ao nosso redor. Esse movimento teve como resultados positivos o reconhecimento da sociedade às nossas corporações e benefícios diretos para milhares de militares e suas famílias, que seguem presentes até hoje.

Em 2010, a anistia concedida pelo governo federal a mais de 8 mil policiais e bombeiros militares na mesma situação que eu foi a prova de que o nosso movimento era legítimo e responsável. Mas era preciso fazer mais, por mais corporações, por mais pessoas, por um DF cada vez melhor, mais protegido e justo. E essa passou a ser a minha meta ao ingressar, pela vontade popular, na Câmara Legislativa, em 2006.

competição xadrez

Um filme de tudo o que eu havia vivido até ali se passou em minha mente. Minha família de origem humilde, meu pai, minha mãe, meus irmãos, toda a luta até aquele momento e tudo o que ainda estaria por vir. Natural do Gama e um dos poucos parlamentares nascidos no DF, tinha a oportunidade de ajudar diretamente a mudar o rumo da nossa capital com atitudes concretas que privilegiassem a qualidade de vida de todos nós.

Tracei novas metas para a missão que se iniciava. E segui perseguindo os meus objetivos. O principal deles, sem dúvidas, foi a condução do Poder Legislativo na retomada da estabilidade política do DF. Com um comando firme e transparente, num processo isento de apuração de denúncias decorrentes da Operação Caixa de Pandora, seguimos, com rigor, os ritos determinados pelo Regimento Interno da Câmara Legislativa e pela Lei Orgânica do DF. Devolvemos aos brasilienses a normalidade político-administrativa da cidade e asseguramos que a capital não perdesse a autonomia conquistada arduamente há 20 anos por importantes movimentos políticos e populares.

a importãncia dos colaboradores

No meu segundo mandato, outra missão havia sido a mim confiada por milhares de brasilienses. Novamente no comando da Casa, era preciso tomar medidas urgentes para resgatar um poder maculado por ferrenhas críticas e por uma imagem de escândalos, descaso com a coisa pública e com a população.

Foi preciso atuar como bom gestor, administrando a casa de leis com firmeza, eficácia e eficiência e fazendo com que ela produzisse ainda mais resultados positivos na forma de leis e regramentos para todo o DF. E neste espaço permito-me comemorar com todos os brasilienses o trabalho árduo que se concretizou em várias metas cumpridas. Como o recorde na redução de gastos em 21 anos de existência da Câmara Legislativa. Ou o fim de marcas negativas que permeavam a nossa Casa, como o 14º e 15º salários, nosso bom exemplo para todo o Brasil.

Além de comemorar, essa reflexão serve principalmente para me fazer seguir com obstinação este novo tempo de transparência, austeridade e esperança que sintetiza o compromisso para o qual fui eleito pela população do DF. Um novo tempo no qual a confiança do brasiliense na instituição política segue renovada. Um novo tempo, com novas missões, construindo um Distrito Federal melhor a cada dia para perpetuar as nossas gerações.

Fonte: Correio Braziliense – Opinião – 19/01/2013xadrez

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Política no DF – Painel Conjuntural

Na última eleição em 2010, a visão sobre o quadro político do DF era a de uma conjuntura política local abalada pelo caos oriundo de sucessivos escândalos envolvendo membros do poder executivo e legislativo, resultando em instabilidade institucional e ameaças de intervenção federal.

Polícias no Brasil: Desânimo e Realidade - Seria somente uma questão salarial?

Um cenário de insatisfação e descrença generalizada com a classe política. Era nítida uma perspectiva de renovação profunda na Câmara Legislativa, composta de 24 Deputados Distritais. Paulatinamente vários concorrentes com mandatos e eleitorado, até então, consolidado, foram eliminados pela repercussão do envolvimento em escândalos.

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Sobre a sucessão do GDF tendia-se para uma bipolarização entre Roriz e Agnelo, havia rumores de denuncias que atingiriam a todos os potenciais concorrentes. Em decorrência disso, Roriz retira sua candidatura e lança sua esposa de última hora, que sai derrota pelo candidato Agnelo. Até o momento, dois anos depois, após várias outras denúncias e operações policiais, o quadro tornou-se um pouco mais estável, mas sempre paira no ar possíveis denúncias e foram poucos os avanços.

A organização da Polícia nos Estados Unidos

Recentemente pesquisa do Instituto Exata Opinião Pública, que foi divulgada na no final de dezembro perguntou a intenção de voto para deputado distrital espontânea, ou seja, quando o entrevistado responde sem que lhe seja mostrada uma lista de candidatos, neste caso, a preferência foi pelo o Deputado Federal Reguffe (PDT), com 1,4% de intenção de votos. Com um 1% ficaram empatados Dr. Michel (PEN) e Chico Vigilante (PT), Cristiano Araújo (PTB), Chico Leite (PT) e Eliana Pedrosa (PSD) conseguiram 0,9%. Em seguida aparecem Arlete Sampaio (PT) e Raad Massouh (PPL) com 0,8%. Fechando a lista dos dez primeiros estão Cláudio Abrantes (sem partido), com 0,7% e Liliane Roriz (PSD), com 0,6%.

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A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de dezembro, há um mês, em 3.750 residências do Distrito Federal. A margem de erro é de 2.5%.

Na pesquisa, quando uma lista com nomes é apresentada, o primeiro lugar ficou com o deputado distrital Chico Leite (PT), com 5,5%, seguido de perto pela deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD), com 5,4%. Em terceiro aparece a deputada distrital Arlete Sampaio (PT), com 4,6%. A lista dos dez primeiros é completada por Cristiano Araújo (PTB), com 4,5%, Chico Vigilante (PT) com 4%, Liliane Roriz (PSD) com 3,9%, Dr. Michel (PEN) com 2,9%, Paulo Roriz com 2.8%, Alírio Neto (PEN) com 2,3% e Raad (PPL) com 2,1%.

O instituto ofereceu uma lista com 36 nomes, entre deputados distritais e suplentes. (intenção de votos estimulada). Como colocamos os dez primeiros acima, daremos continuidade a partir do décimo primeiro colocado.

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11 – Agaciel Maia (2,0%), 12 –Cláudio Abrantes (2,0%), 13 – Rôney Nemer (2,0%), 14 – Wasny de Roure (2,0%), 15 – Benedito Domingos (1,6%), 16 – Patrício (1,5%), 17 – Guarda Jânio (1,4%), 18 – Olair Francisco (1,4%), 19- Maninha (1,2%), 20 – Celina Leão (1,2%), 21 – Dr. Charles (1,0%), 22 – Sandra Faraj (1,0%), 23 – Joe Valle (0,9), 24 – Raimundo Ribeiro (0,9%), 25 – Washington Mesquita (0,9%), 26 – Ayton Gomes (0,8%), 27 – Israel Batista (0,8%), 28 – Dirsomar (0,6%), 29 – Milton Barbosa (0,6%), 30 – Luzia de Paula (0,5%), 31 – Evandro Garla (0,5%), 32 – Robério Negreiros (0,4%), 33 – Siqueira Campos (0,4%), 34 – Rejane Pitanga (0,2%), 35 – Renato Andrade (0,1%) e 36 – Roberto Lucena (0,1%), número de indecisos – 35,8%.

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Cidadania plena para os militares e a constituição cidadã

TERÇA-FEIRA, 15 DE JANEIRO DE 2013

pmsdobrasil.com
Escritor que inspirou o filme Tropa de Elite afirma não entender por que a Constituição de 1988 não alcançou os militares. 
Luiz Eduardo Soares já foi secretário nacional de Segurança Pública e titular da mesma pasta no estado do Rio de Janeiro.

Já escreveu vários artigos e livros sobre a temática, entre eles a obra Elite da Tropa, que acabou por inspirar o filme Tropa de Elite. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o escritor – que é também antropólogo – tocou num assunto extremamente discutido nos pátios dos batalhões de Polícia Militar brasileiros: o sobrenome ‘militar’.
 
Em artigo publicado recentemente, Luiz Eduardo disse que “não ousamos tocar no cordão umbilical que liga as Polícias Militares ao Exército”, fazendo alusão aos 25 anos da Constituição Federal de 1988 sem que, nesse ponto, nada tenha sido mudado.
– Já escrevi muito a esse respeito, mas nunca me dei por satisfeito. Sempre me pergunto: como é possível que um país que se transforma todo o dia possa enfrentar um de seus maiores problemas, a insegurança pública, com instituições organizadas pelo passado. Claro, na transição era preciso aceitar as imposições dos militares. Mas se passaram 25 anos. Não há como justificarmos nossa inércia com temores de golpes militares – declarou Luiz Eduardo.
Cidadania limitada
A Constituição de 1988 é chamada por muitos de “Constituição Cidadã”, uma vez que rompeu com o período [muito pouco saudoso] da Ditadura Militar no Brasil, trazendo preceitos democráticos e ampla liberdade de opinião e manifestação do pensamento para a sociedade brasileira.
Exceto para os militares
policia

Acesse o Artigo Original: http://www.pmsdobrasil.com/2013/01/nao-ousamos-tocar-no-cordao-umbilical.html#ixzz2I8CvDqMd

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