Arquivo do mês: setembro 2012

Cultura Organizacional e Liderança – Desmilitarização Cultural

Para quem não compreende o que digo sobre “Policiamento Inteligente” e porque falo tanto sobre LIDERANÇA sugiro a leitura do livro: CULTURA ORGANIZACIONAL E LIDERANÇA, do autor EDGAR SCHEIN. Acredito que as Corporações policiais irão ser mais EFICIENTES, EFICAZES E EFETIVAS com a “mudança” cultural de seus integrantes. Profissionais qualificados produzem muito mais.

Shein, foi pioneiro nos estudos organizacionais, ele trabalha os conceitos de cultura – o que é, como é criada, como se desenvolve e como pode ser mudada. Além de trabalhar como as lideranças formais e informais colaboram nesse processo.
A polícia precisa mudar, a polícia está mudando, a polícia vai mudar…
Eu creio! “Empresas atuais, adapte-se ou morra…”
Sugiro também a leitura do Plano de Governo do ex-governador Garotinho, que em seu “Governo em Ação”, no ano de 1998, criou o modelo, que inspira o atual aplicado no DF, por meio do  Projeto Ação pela Vida.
Para aqueles que não compreendem o que quero dizer sobre “policiamento inteligente”, “desmilitarização cultural”, “mudança cultural” dentro da PM, “busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais” e outros pontos que abordo diariamente, sugiro a leitura dos seguintes artigos:
http://www.unioeste.br/campi/cascavel/ccsa/IIISeminario/artigos/Artigo%2010.pdf

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“Tartarugar” em excesso pode custar a própria vida…

Ontem ocorreu a seguinte ocorrência:

Assaltante consegue fugir após roubar R$ 40 mil de lotérica no SIA

Publicação: 28/09/2012 18:44 Atualização: 28/09/2012 20:29

O crime ocorreu em uma loja de ferragens no Setor de Indústria e Absatecimento (SIA), no trecho 2, próximo a uma delegacia de polícia. Dois homens que vestiam terno e gravata entraram no estabelecimento e anunciaram o assalto. Enquanto um esperava do lado de fora, o outro suspeito, armado com um revólver calibre 38, anunciou o assalto.Os funcionários foram  ameaçados e obrigados a entregar todo o dinheiro que estava no cofre. As câmeras de seguranças instaladas no interior da loja registraram toda a ação dos bandidos. No momento da fuga, os assaltantes tentaram fugir em uma moto roubada, mas a motocicleta não ligou. A Polícia Militar foi acionada e prendeu um dos suspeitos, Paulo César Júnior, de 22 anos, em flagrante. O comparsa, de identidade desconhecida, fugiu carregando um envelope com pelo menos R$ 40 mil.

O dono da motocicleta roubada foi localizado e reconheceu Júnior como autor do assalto. De acordo com o delegado-chefe da 8ª Delegacia de Policia, Flávio Messina, o jovem tem passagem por porte de drogas e vai responder por dois roubos: um da motocicleta e outro da loteria, além de porte ilegal de arma de fogo. A pena para os três crimes é de aproximadamente 14 anos de prisão.

Todos os dias ouço dos colegas policiais e cidadãos várias denúncias e reclamações sobre o trabalho policial, evito trazê-las para esse espaço, mas hoje não posso me calar. Não posso porque envolveu a vida dos companheiros.

A versão acima é a oficial. Agora vou alertar aos colegas sobre a versão de bastidores.

Cada ação provoca uma reação. Cada erro que cometemos implica em um resultado. Quando falamos aqui no blog sobre preconceito vale justamente para ilustrar tudo isso. Ao ver um jovem negro com o “kit peba” logo os companheiros ficam em alerta. E quando o “peba” passa a utilizar “paletó e gravata”? Como agir?

Ontem um jovem de paletó e gravata, mesmo sendo preso e reconhecido pelas vítimas e pelas filmagens, deixou de ser abordado. Resultado? Ao ser revistado, por policiais civis, na delegacia (cela) uma surpresa: Um 38 (trinta e oito) com 06 (seis) munições intactas. Precisamos ficar atentos. “Tartarugar” pode custar caro, ou seja, custar a própria vida! Lembrando que o “elemento” foi conduzido na viatura para ser reconhecido pelas vítimas e que só foi “preso” após ser reconhecido por elas e pelas câmeras. Todos correram risco, pois a arma o tempo todo estava com o jovem…

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Palavras geram pensamentos, sentimentos, ações e resultados. Quais são os seus resultados? Positivos ou negativos?

Se  queremos mudar a polícia, primeiro precisamos mudar. Podemos começar com as nossas palavras e o nosso pensamento. Junte-se a nós nessa luta!

Palavras de revolta, só geram pensamentos de revolta, que por sua vez geram apenas sentimentos e ações de revolta. Precisamos canalizar nossos pensamentos e sentimentos para ações produtivas em  nosso meio. Precisamos mudar nossas atitudes para mudar a nossa vida e consequentemente a realidade a nossa volta.  Palavras geram pensamentos, sentimentos, ações e resultados. Quais são os resultados em sua vida? Positivos ou negativos? Pensem nisso!

Um excelente final de semana para todos. Foquem em suas famílias. Grande abraço

Família é tudo…

https://aderivaldo23.wordpress.com/2011/12/05/perdi-meu-filho-mas-o-ceu-ganhou-uma-estrela-brilhante/

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Inscrições para o Colégio Militar Tiradentes – 2013

Circular (click para ver)

Inscrições 2012:

https://aderivaldo23.wordpress.com/2012/06/25/colegio-militar-tiradentes-pmdf-inscricoes-abertas/

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Qual a origem profissional dos Secretários de Segurança Pública?

As organizações de segurança pública estaduais brasileiras, as polícias e bombeiros militares e polícias civis, têm como chefe os governadores, que nomeiam secretários de de estado – secretários de segurança pública ou de defesa social – para atuar diretamente na gestão destas forças policiais. Trata-se de um cargo sensível, pois a área possui uma natureza que fundamenta a convivência social, pauta a mídia e tem muitos desdobramentos políticos. Sendo assim, uma curiosidade para quem observa esta estruturação da governança da segurança pública é sobre a origem profissional dos secretários de segurança, fator que pode dizer algo sobre os rumos da área no país.

Em um levantamento informal, percebe-se que atualmente a massa dos secretários de segurança pública no Brasil (14) são delegados da Polícia Federal, geralmente tendo ocupado antes da nomeação algum cargo de visibilidade no âmbito da PF daquele estado. Cinco estados brasileiros colocaram coronéis da Polícia Militar (3) ou delegados da Polícia Civil (2) para chefiar a pasta – a despeito dos “ciúmes” que uma das corporações tende a alegar pelo revanchismo corporativista existente entre PC e PM. Os demais estados nomearam procuradores (4), promotores (2) e um estado possui um juiz desembargador como secretário.

Abaixo, um quadro esboçando o cenário:

Como se vê, os delegados da Polícia Federal estão conseguindo se mobilizar bem politicamente para alcançar as secretarias de segurança, mesmo não possuindo a formação técnica voltada para a vocação das polícias estaduais. Também é curioso como nenhum governo ousa nomear um secretário que não componha os quadros de alguma instituição pública que de algum modo trate de questões de justiça criminal em seu cotidiano – como administradores, políticos, representantes de movimentos sociais etc.

Embora esta variedade diga algo sobre o que os governos pensam do cargo de secretário de segurança, diz pouco ou nada sobre a efetividade de cada tipo de profissional na função, afinal, os resultados das políticas nem sempre são tributárias da formação e experiência do secretário. Desvendar o conjunto de fatores que propiciaria este rendimento é a grande questão…

Fonte: http://abordagempolicial.com/?doing_wp_cron=1348824146.2469201087951660156250

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Vamos quebrar paradigmas – Um jovem pensador em nosso meio! Isaac Falcão

Muitos colegas me disseram que não se inscrevem em cursos e seminarios da área de segurança pública porque não vão aplicar o que aprenderam por serem “novinhos” ou por serem Praças. É triste se limitar a esse pensamento, mas entendo bem o que querem dizer, pois nós somos de uma geração “das coisas impossíveis”, onde nós mesmos criamos sabotagens e não saímos do lugar. Tenho aqui alguns exemplos que ouvi por esses dias:

1) Não vou me inscrever no “Seminário Informação Qualificada em Segurança Pública – Instrumento de Gestão, Transparência e Participação Social” porque não vou consegui liberação por eu ser “novinho” ou por ser “Praça” (http://www.catolicavirtual.br/hotsite/ssp/);

2) Não vou estudar para o cuncurso “X” porque é dificílimo, devido à concorrência;

3) Não vou lutar por “isso” ou “aquilo” porque é impossível.Hoje em dia, devemos pensar sempre em crescer e não viver engessado a um pensamento arcaico. Devemos estar com um microscópio num olho e um telescópio noutro olho, visando sempre progredir, pensar global e agir local. O resultado disso é a plenitude como ser humano e a realização profissional. Isso leva tempo, não é algo de imediato, tem de “queimar muita pestana” e “danar a estudar”. O tempo é um recurso valioso e não regenerável. Quem perdeu tempo, PERDEU, já era!

Então, sugiro um exercício de reflexão profunda para daqui cinco anos, observando quatro campos através de algumas indagações:

Exercício: O QUE QUERO FAZER ATÉ EM 2017?

1° campo – vida cultural: devo fazer uma nova graduação acadêmica, uma Especialização, um Mestrado, um Doutorado, um novo idioma ou aumentar a fluência do meu segundo idioma? fazer esses cursos que o Isaac divulga aqui?

2° campo – vida profissional: estou satisfeito com meu emprego atual? Caso a resposta seja “não”, o que preciso fazer para estar? Talvez não seria tempo de eu estudar para outro concurso ou contribuir para a mudança dos paradigmas da minha instituição/órgão?

. Observação: Se quiser mudar a PMDF, deve-se ter metas ambiciosas para crescer e evoluir, pois ela pode muito.

3° campo – vida familiar: sou uma pessoa feliz com minha família, como posso melhorar? O que devo fazer para criar um novo padrão de família?

4° campo – melhoria desses três campos anteriores: Devo criar o hábito da leitura? para quais lugares pretendo viajar?

A tendência é que esses cinco anos passem voando, mas não é bem assim, dá para fazer muita coisa.

Fica a dica.

Somar e sevir.

Isaac Falcão .’.

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Família de policial morto no cumprimento do dever poderá receber indenização

25/09/2012 09:32

Arquivo/ Beto Oliveira
Alexandre Leite
Alexandre Leite: normalmente o seguro só cobre as mortes ocorridas em serviço.
O Projeto de Lei 4140/12, do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), em tramitação na Câmara, assegura aos dependentes de policiais e bombeiros militares, mortos no cumprimento do dever, o recebimento de uma indenização correspondente a 12 vezes à última remuneração do militar. A proposta altera o Decreto-lei 667/69, que organiza as polícias militares e os corpos de bombeiros estaduais.
Segundo a proposta, a indenização será paga quando o militar morrer em decorrência da sua função, mesmo que esteja de folga. Alexandre Leite explica que a indenização é praticada em alguns estados brasileiros, na forma de pagamento de seguro de vida, mas não há uma norma comum quanto à obrigação e ao valor a ser pago.
Além disso, na maioria dos casos, segundo o deputado, o seguro só cobre as mortes ocorridas em serviço. A família de um policial de folga que tenta evitar um assalto e é morto por isso não tem direito ao seguro, exemplificou o parlamentar.
Pela regra atual, também são excluídos do seguro as famílias de militares mortos por ataques de fações criminosas aos quartéis, como aconteceram este ano nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. O PL 4140 preenche essa lacuna legal.
Tramitação
O projeto tramita de forma conclusiva nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

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Abençoando o Reino de Deus – Flash Back

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O relato de um grande profissional – Timóteo Pontes (Paixão é tudo)

Meu CFSD foi em 2002. Quando saí do curso fui lotado no 1º BPM e lá tive o prazer de conhecer e trabalhar com algumas pessoas que realmente fizeram valer aqueles 5 anos como Humberto Bernardo Valli Nahum WanderleyEuclides AlencastroDa Costa, Vespa, Clayton e Brant. Mas tem um dia do qual nao me esqueço nunca. Em abril de 2003 Eu e o Valli Nahum no PO da 508 sul ja escuro, por volta das 19h, naquele passo que só um POzeiro conhece, próximos ao centro cultural Renato Russo vi quatro motos se aproximando e parando logo à frente. Percebi que eram da Polícia mas eram diferentes, não eram as CB 500 do BPTran, nem as XLR 125 do ostensivo. Eram pretas! NX4 400 Falcon, tava escrito BOPE nelas e tinha um cara na garupa… todo mundo de preto… eu olhei… pensei: que parada é essa? falaram comigo, zuaram minha boina PRADA de recruta que parecia uma pizza… rsrs. nao lembro qual foi o assunto, só sei que foram poucos minutos… a imagem daquela equipe nunca saiu da minha mente… o nome do grupo? nao sabia… sabia só que eram do BOPE. Nunca pensei que eu pudesse um dia vestir aquela farda e mais ainda, ser parte de uma equipe daquelas… eu nao tinha experiencia em moto nem sabia o que era patrulhamento tático.

No mesmo ano, um mes depois fiz meu primeiro estagio de motopatrulhamento e comecei a trabalhar nessa especialidade. muito raramente via aqueles pretorianos e quando via era com seus farois apagados, patrulhando onde ninguem conseguia passar… só eles… e com um cara na garupa! “esse cara deve tocar muito! passar por ali com aquele outro na garupa…! impossivel!”

Nunca mais trabalhei em outra área na PMDF, ate que em 2007, ja no 2º BPM pude fazer o curso de motociclista policial militar. aquilo ali era o tudo o que eu queria nao precisava mais de nada… era o topo da minha especialização. ERA!

Logo que terminou o curso abriu um tal de CTAM – BOPE. “eu sei lá o que é isso?” – “é o curso do GTAM cara!” me respondeu o 24. “- aquele grupo de motos do PATAMO, la do BOPE. eu vou, vamos?” eu ate que achei interessante, mas tinha outras prioridades, estava me formando e nao dava. Quando do II CTAM eu nao quis tentar! “ah nao da! nao tenho preparo físico pra aquilo la nao! to sabendo que é ralado! vo nada!”

Um tempo depois, acho que em 2010 encontrei Da Costa e Clayton em algum evento no Burutinga… “que ces tao fazendo aí?” me falaram do GTAM e do curso, do patrulhamento e da doutrina” lembrei na hora daqueles que eu tinha visto em 2003 na W3. “então eu posso ser um desses?” “-se voce merecer… claro que pode! é so pagar o teu preço!” daquele dia em diante nao sosseguei mais! “eu vou vestir aquela farda, vou patrulhar naquela equipe!” aquilo me corroía! tanto que enchi o saco do meu comandante no 2º e em março de 2011 ele me apresentou no BOPE! eu ia pro GTAM!

Mas quando cheguei la descobri que aquilo la nao era so vestir uma farda preta embarcar e sair patrulhando, nao mesmo! hahaha, eu nao andava nem perto deles… eu nao tinha condição de patrulhar com o GTAM… nem em velociadade nem em tecnica e tatica policial! em poucos dias descobri que aquilo la nao era pra qualquer um! nao era só passear de moto preta. e de atirador? pior ainda! como vou atirar embarcado-em movimento- se nao sou habilitado pra isso?… meus dias estavam contados no GTAM!

Maaaaaaass… abriram inscrições para o curso! III CTAM! botei meu nome la! me preparei fisicamente e BANQUEI O CURSO! 10 semanas, algumas lesoes no joelho no tornozelo e no cotovelo, noites sem dormir e 11kg mais magro depois eu estava formado e agora com minhas asas cravadas no peito! eu era entao, como diz o Snake, o CAVALEIRO GTAM 72! o único cavaleiro de aço com essa numérica. nunca mais existirá outro!

Um ano se passou desde entao. agora em 2012 tive a honra de, junto com o GTAM formar mais 14 cavaleiros de aço no IV CTAM ministrando instruções de direitos humanos, pilotagem em ambiente rural e tiro embarcado, alem de ter feito parte da coordenação do curso junto ao comandante do GTAM Luiz Antonio Pires o Cavaleiro de Aço 33.

Hoje estou me despedindo do GTAM. Por necessidades pessoais, para cuidar da minha família, volto para o 2º Batalhao, na certeza de que foi a melhor unidade onde servi, onde fiz grandes amigos e irmãos! o tempo foi muito curto, mas isso nao faz da experiencia menor do que as outras. Se vou voltar um dia nao sei. a vontade é enorme e espero de verdade que aconteça!

Obrigado por tudo meus amigos e me aguardem! I’LL BE BACK!

PARA SEMPRE GTAM!

Timóteo Pontes

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MP recomenda que STs e SGTs não devam tirar serviço de oficial-de-dia nos batalhões da PM e BM

RECOMENDAÇÃO N° 2/2012-TJDFT

“O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, através de suas Promotorias de Justiça Militar, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, notadamente as previstas nos arts. 127, 129, incisos II e VII, da Constituição da República e no art. 5°, incisos I, II, alínea “e”, e V, alínea “b”, art. 6°, inciso XX, e art. 9°, inciso III, da Lei Complementar n° 75, de 20 maio 1993;
Considerando que a figura do Oficial-de-Dia é objeto de especial atenção por parte de diversos dispositivos do Código Penal Militar e do Código de Processo Penal Militar como, por exemplo os arts. 158 do CPM (“violência contra oficial de serviço”) e os arts. 10, § 2°, e 12 do CPPM, que dá ao Oficial-de-Dia poder de polícia judiciária para as medidas preliminares ao IPM;
Considerando que o art. 15 do Estatuto da Polícia Militar do Distrito Federal (Lei n° 7289/1984) e o art. 15 do Estatuto do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (Lei n° 7479/1986) estabelecem a divisão em círculos hierárquicos separados para oficiais e praças;
Considerando que citados dispositivos legais determinam que o Círculo de Oficiais Subalternos é composto pelos militares com posto de 1° Tenente e 2° Tenente ou com graduação de Aspirante-a-Oficial, podendo, excepcionalmente, dele ter acesso os Alunos a Oficial;
Considerando que, nos termos do Regulamento Interno e de Serviços Gerais (RISG),a função de Oficial-de-Dia deve recair sobre militar integrante do círculo de oficiais subalternos;
Considerando que a falta de efetivo no posto de 2° Tenente em ambas as corporações militares do Distrito Federal tem levado a Administração Militar a, erroneamente, escalar subtenentes ou sargentos para esta função, fato comprovado no IPM n° 2012.01.1.087444-4;
Considerando que os subtenentes e sargentos combatentes, apesar da larga experiência acumulada, não são oficiais, não têm acesso ao círculo de oficiais, ainda que eventualmente, não possuem os requisitos do Curso de Formação de Oficiais ou do Curso de Habilitação de Oficiais, nem recebem a contraprestação pecuniária devida aos oficiais;
Considerando que os subtenentes e sargentos não usufruam da proteção especial dada pelo art. 158 do CPM, nem podem exercer as atribuições dos Oficiais-de-Dia previstas nos arts. 10, § 2°, e 12 do CPPM, pelos simples fato de não serem oficiais e não frequentarem, ainda que eventualmente, o círculo dos oficiais; e
Considerando que compete ao Ministério Público expedir recomendações visando à melhoria dos serviços públicos e ao respeito, aos interesses e aos direitos cuja defesa lhe cabe promover, bem como representar à autoridade competente pela adoção de providências para prevenir ou corrigir ilegalidades; vem, pela presente,
RECOMENDAR·.
Aos Senhores
Comandantes-Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal que determinem a adoção imediata das seguintes medidas:
1) as escalas para a função de Oficial-de-Dia deverão recair sobre os militares integrantes do círculo de Oficiais Subalternos, ou que a ele tenha acesso;
2) na falta de oficiais subalternos ou de praças que tenha acesso àquele círculo, deverão ser escalados para a função de Oficial-de-Dia os oficiais que integram o Círculo de Oficiais Intermediários; e
3) proibir a escala de subtenentes ou sargentos na função de Oficial-de-Dia;
Expeça-se ofício ao Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal e ao Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, e suas respectivas Corregedorias, encaminhando-se a presente recomendação.
Comunique-se à MM.
Juíza Presidente da Auditoria Militar do Distrito Federal.
Publique-se.
Brasília, 3 de agosto de 2012.
NÍSIO E. TOSTES
RIBEIRO F. PAULO GOMES DE SOUSA JÚNIOR
Promotor de Justiça
Promotor de Justiça
1ª Promotoria de Justiça Militar
2ª Promotoria de Justiça Militar

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