Policiamento inteligente

O projeto policiamento inteligente vem de encontro a necessidade das Corporações policiais em quebrar o pré-conceito dos policiais militares no que se refere a filosofia de polícia comunitária, ao policiamento comunitário (ação de polícia comunitária) e ao projeto de postos comunitários de segurança implementado pela PMDF.

O escopo principal é a busca da eficiência, da eficácia e da efetividade das ações policiais por meio da mudança cultural dos integrantes do sistema de segurança pública. Para isso, pretende-se iniciar um processo de mudança cultural nos próximos vinte anos. O lema aqui é: Líder de 01, Líder de 10, Líder de 100, Líder de 1.000, Líder de 10.000…

A estratégia utilizada é a distribuição de livros sobre o tema e o debate por meio de blogs, além da criação de meios auxiliares no futuro, tais como o painel nacional da segurança pública, revistas especializadas, revistas em quadrinho, criação da editora, produção de camisetas com slogans específicos, dentre outras. Atualmente já disponibilizamos mais de mil livros sobre o policiamento comunitário no DF e pretendemos disponibilizar mais 10 mil livros para quebrar o pré-conceito sobre o tema, principalmente para integrantes da Corporação, em especial, os alunos dos cursos de formação. Para isso, necessitamos de parceiros que acreditam na idéia e queiram investir em algo inovador! Cada livro pode sair por menos de 5 reais, com a ajuda de patrocínios ou compra direta pela Corporação. Um pequeno investimento para uma grande mudança no sistema de segurança pública. É investindo no capital intelectual que se constrói grandes empresas!

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Objetivo Geral:

O projeto policiamento inteligente tem por objetivo principal levar aos policiais, sem custo adicional, uma aprendizagem diferenciada no campo da segurança pública, fortalecendo valores e atitudes  com a finalidade de permitir o desenvolvimento do policial por meio da análise acadêmica de projetos e reflexão de suas atitudes, proporcionando conceitos básicos de polícia, violência, cultura, polícia comunitária, mediação de conflitos, cidadania, dentre outros, de forma a oferecer ao policial, ferramentas de aprendizagem adequadas e motivadas.

Objetivos Específicos:

1) Proporcionar aos policiais militares contato com as pesquisas acadêmicas de interesse das Corporações policiais;

2) Proporcionar a mudança cultural dentro das Corporações militares, objetivando uma “desmilitarização cultural”;

3) Diferenciar os conceitos de polícia comunitária e policiamento comunitário, ou seja, filosofia, método e ação;

4) Estimular os policiais a serem multiplicadores da filosofia comunitária, ou seja, a tornarem-se verdadeiros líderes, agentes transformadores, em suas comunidades.

capa do livro

Justificativa:

Tendo como base o paradigma da segurança cidadã, que visa uma aproximação entre a polícia e a sociedade, surge uma necessidade de uma mudança cultural dentro das Corporações policiais. O cidadão deve deixar de ser “coibido” e deve passar a ser “protegido”. Ele não é mais o inimigo em potencial, como era no paradigma da segurança nacional, pregado em tempos de ditadura.

Busca-se com o projeto policiamento inteligente, torná-lo um grande movimento em busca da eficiência, da eficácia e da efetividade das ações policiais, por meio da incorporação de temas transversais, de modo a facilitar a compreensão da realidade policial, unindo saberes acadêmicos com o conhecimento experimental, buscando desenvolver no policial a visão crítica que lhe permite um protagonismo ativo, colaborando na tomada de decisões de cunho pessoal ou corporativo, buscando a justiça, a solidariedade, a tolerância e a igualdade na sociedade complexa que se faz hoje, potencializando o conhecimento teórico e sua aplicação prática.

O segredo para atingirmos a eficiência, a eficácia e a efetividade nas ações de policiamento poderia ser resumido na “expressão matemática”:

PLANEJAMENTO + PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROCESSO + INVESTIMENTO NA BASE = MUDANÇA CULTURAL

Não há como impedirmos que os criminosos produzam resultados, aumentando assim os índices de criminalidade. A única forma de vencê-los é sendo mais eficientes em nossas próprias ações e ocupando espaços (espalhamento territorial), caso contrário, eles o farão.

Policiamento inteligente

“A força de um “espartano” está no guerreiro próximo a ele, dê respeito e força a ele e isso lhe será dado. Primeiro, lute com a cabeça, depois com o coração!”

Acredito na frase: “somos resultado de nossas escolhas e das pessoas a nossa volta.” Depois de uma turbulência em minha vida passei a me dedicar a esse blog. O desejo ardente era de tornar-me um grande comunicador dentro da Corporação policial. Liderar tornou-se aqui sinônimo de influência. Influenciar as mudanças, mínimas que seja, tornou-se um lema: Líder de um (líder de mim mesmo), Líder de dez, Líder de cem, Líder de mil, Líder de dez mil era a meta. Uma grande multiplicação da filosofia comunitária.

Ontem o Blog superou a meta de dez mil leitores em um único dia. Agradeço a todos os leitores e amigos que estiveram nesse espaço e estarão nos próximos dias. Ajude-nos a chegar a 100 mil leitores em um dia…Essa é a nova meta.

Monday, March 21, 2011

Visitas: 10.219

Nunca escondi o desejo de me tornar um grande multiplicador da filosofia de polícia comunitária. Continuarei nessa busca. Atingir o máximo de leitores pode ser uma alternativa. Falar sobre mediação de conflitos, liderança, polícia comunitária, dentre outros temas, pode ser o caminho.

Obrigado a todos!

Saiba mais: https://aderivaldo23.wordpress.com/o-que-e-o-projeto-policiamento-inteligente/plano-nacional-de-seguranca-publica/

7 Respostas para “Policiamento inteligente

  1. interressante o referido projeto,gostaria deobter informação como obter as literaturas ,desde já obrigado!

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  2. CB QPPMC Marcos Alves

    CARACTERISTICAS PSICOSOCIAIS FUNDAMENTAIS QUE CONSTITUEM A HISTÓRIA E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PENSADORES

    1. Procure conhecer as origens da inteligência humana, seus limites, alcance, práxis.
    2. Ter consciência de que pensar é um processo inevitável e impossível de ser interrompido, apenas direcionado. Saber que o mundo das idéias é a maior fonte de entretenimento natural do homem, todavia ela pode se transformar na maior fonte de terror emocional. Portanto, é imperativo aprender a administrar o fenômeno do autofluxo e não permitir que ele gere idéias fixas de conteúdo negativo.
    3. Aprender a pensar multifocalmente com liberdade e consciência crítica. Reciclar o fenômeno da psicoadaptação, objetivando romper a mesmice das ideais e libertar a criatividade.
    4. Aprender a gerenciar os pensamentos e emoções. Resgatar a liderança do eu nos focos de tensão psicossocial.
    5. Aprender a pensar antes de reagir. Respeitar a sua própria inteligência e a inteligência do outro. Não per4mitir que o fenômeno da autochecagem feche o território de leitura da memória.
    6. Desenvolver a arte da pergunta, ter consciência da ditadura da resposta e de que cada resposta é o começo de novas perguntas.
    7. Desenvolver a arte da dívida e a utilizar como princípio da sabedoria: duvidar de si mesmo, dos seus paradigmas socioculturais, de sua rigidez intelectual e das convenções do conhecimento.
    8. Desenvolver a arte crítica. Criticar com liberdade a si mesmo e ao mundo que o circunda. Usar a arte da pergunta e da dúvida com trilhos da arte da crítica.
    9. Aprender a se proteger emocionalmente filtrando os estímulos estressantes e trabalhando as contrariedades existências..
    10. Executar o trabalho intelectual como um empreendedor criativo, dinâmico, flexível, seguro.
    11. Ter prazer nos desafios intelectuais e profissionais. Não permitir que o medo trave a capacidade de pensar, impeça a leitura ampla da memória.
    12. Aprender a ser primeiramente um líder de si mesmo para depois liderar a outros.
    13. Estabelecer metas existenciais, intelectuais e socioprofissionais.
    14. Procurar conquistar a disciplina, a paciência e a perseverança como jóias preciosas da inteligência para atingir suas metas.
    15. Analisar as variáveis para atingir seus objetivos e procurar prever as intempéries e os obstáculos que surgirão.
    16. Trabalhar as dores, perdas, frustrações e utiliza-las como alicerces da maturidade da inteligência.
    17. Reconhecer e repensar com inteligência e dignidade as fragilidades, os erros, os fracassos e as limitações. Ter consciência de que um sábio não é aquele que nunca erra e fracassa, mas aquele que amadurece diante deles.
    18. Refletir sobre a temporalidade e fragilidade da vida humana e procurar dar um sentido mais nobre para a existência.
    19. Desenvolver a arte da contemplação do belo não apenas diante dos grandes eventos da existência, mas principalmente diante dos pequenos estímulos da rotina diária.
    20. No binômio entre o “ter” optar pelo “ser” sem abandonar o ter.

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  3. Direcionar o raciocino em função das fraquesas emocionais na faculdade da propria dificuldade, erros e acerto, sempre foi virtude dos que acertarão na oportunidade que darão aos errandos. Ainda assim, ter juízo de reflexão e julgamento dos seus proprios atos em relação a situação atual ou as que violenciam os demais.
    É coerrente dizer que somos iguais com pensamentos, idellógias semelhando porem, com objetivo ao mais lógico,a segurança na vida e no pensamento.
    Analizar conhecimento na temporalidade da fragilidade psico- social aos pontos de vista , fragilizados de forma global e não apenas unicamente bi-lateral, é razuável dizer que perante a lei somos iguais, independe de nível e grau.
    O pensamento a reflexão é livre pela constituição, lembramos que nada mais resta a quem espera a oferecer sem resposta dos demais. Nem sempre recebemos o que oferecemos como também sempre damos o melhor, quase sempre com abalo recentimento emocial.
    Pos bem, é assim que o homem infrenta os problemas dos outros por que não resta tempo e espaço a refletir apenas no seu, caso esta afirmatibava fossem correnta não pelo fator de ser, mais sim, por questão de princípios da igualdade social entre os pares.
    Tão sabido que vivenciar no mundo da desigualdade entre raçãs gerenos e grau, não é nada natural a ter raciocino lógico do contexto fluvial que fogem do bom censo natural do sujeito homem.
    Metas são estimativas espersa na conjuntura do grupo em função da ordem e não tecnicamente lógica do ponto de vista individual, onde lhe aplicam o conhecimento na estratégica do ponto certo ao resultado final que deseja alcansar.
    Não se faz ou se planeja algo sozinho, a pedagogia de segurança pública é mero e razo construção quando a sua variação e constante mudança no mundo do homem em função do crime ou ação, e nem sempre a caso que caracterisa propriamente dito o delito e ação comcreto, mesmo cajo seja, a vertente que busca refletir no equilíbro do stado geral do indivídul que não aprenta ser ou está bem ou afetado com fadiga ou estress ser bom ou ruim profissional.
    A fiferença mostra real possível possibilidade de somatora não apenas aos números mais em função da ação na contribuição investigativa, informativa com partcipação, educação e conhecimento específico, pertito e policial social.

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  4. Olá, tudo bem?
    Em virtude das matérias de Polícia Comunitária deste BLOG, coloquei o link de vcs no meu BLOG; convido-os a visitarem o meu BLOG e vejam o que estamos fazendo de Polícia Comunitária na Cidade de Ceilândia, no Distrito Federal (Brasília).
    http://www.policiacomunitaria.co.cc/
    Se for possivel, coloque o nosso link neste BLOG, blz?
    Disponha de nós.
    AG. AYALA – 15ªDP – PCDF

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  5. Aderivaldo Cardoso

    Para aqueles que ainda não compreenderam a proposta do Policiamento Inteligente irei fazer mais uma explanação. O policiamento inteligente está divido em três fases. A primeira delas é a fase da conscientização, nessa fase trabalhamos uma ideologia e uma filosofia. Aqui o objetivo é a seleção de voluntários para o projeto, pessoas que acreditam que é possível. A segunda fase é a metodológica, nela planejamos a curto, médio e longo prazo. Posteriormente desenvolvemos métodos de mobilização interna e externa, fazendo lobby onde for necessário, objetivando no futuro a implementação das ações, para posteriormente começarmos a desenvolver planejamentos orientados para o problema, criando ações individuais, qualificação profissional, e coletivas, a última por meio de políticas públicas, voltadas para sanar determinados problemas que já foram identificados na segunda fase. Tudo isso quebrando pré-conceitos por meio de conceitos, o que em nossa concepção irá gerar um novo conhecimento, ou seja, um novo paradigma dentro do sistema de segurança pública, consequentemente a mudança cultural em nosso meio.

    Por isso, o trabalho é feito de forma sistematizada e lenta. A visão está contida em três grandes pilares, administrativo, educacional e policial. Em nossa visão a Administração deve migrar do hibrido que temos hoje (patrimonialista/burocrático) para o modelo gerencial, o que está dentro do conceito de gestão pública contemporânea, que busca a eficiência, eficácia e efetividade da polícia, já o modelo educacional, que hoje é o modelo tradicional, adotado pela escola superior de guerra, em nossa concepção, deve ser substituído por um modelo mais crítico, adequado a uma sociedade crítica, ou seja, fundamentado na pedagogia da libertação, e por último, na questão de polícia, sugerimos uma migração do modelo francês, para um modelo brasileiro de polícia, alicerçado na filosofia de polícia comunitária, mais próximo do modelo inglês.

    Para tal, necessitamos compreender como a cultura é formada. Precisamos entender a visão de nossa corporação, em sua gênese, nossas metas, nossas crenças, nossos valores e nossas suposições pessoais sobre como as coisas devem ser. A cultura pode ser pensada como a aprendizagem acumulada e compartilhada por determinado grupo, cobrindo os elementos comportamentais, emocionais e cognitivos do funcionamento psicológico de seus membros. Dada tal estabilidade e histórico compartilhado, a necessidade humana por estabilidade, consistência e significado levará os vários elementos compartilhados a formar padrões que, finalmente, podem-se denominar cultura.

    Precisamos compreender que a cultura de um grupo pode ser definida como um padrão de suposições básicas compartilhadas, que foi aprendido por um grupo à medida que solucionava seus problemas de adaptação externa e de integração interna. Fico imaginando a viagem feita por nossos antecessores do Rio de Janeiro para a nova capital, quantos problemas tiveram que ser solucionados? O quanto precisaram se adaptar? Só isso já tornou a nossa polícia completamente diferente de nossa genitora. Esse padrão de comportamento tem funcionado bem o suficiente para ser considerado válido e, por conseguinte, para ser ensinado aos novos membros como o modo correto de perceber, pensar e sentir-se em relação a esses problemas.

    Tenho criando muitos incômodos mentais, pois tenho agido diretamente nas crenças, nos valores e nas suposições de um grupo. É preciso compreender que, a cultura de um grupo é o resultado de sua aprendizagem acumulada, sendo assim, como descrever e catalogar o conteúdo dessa aprendizagem? Para Edgar Schein, no livro: Cultura Organizacional e Liderança:

    “Quaisquer grupos e teorias organizacionais distinguem importantes conjuntos de problemas com que todos os grupos, não importam seus tamanhos, devem lidar:

    1) Sobrevivência, crescimento e adaptação em seu ambiente;

    2) Interação interna, que permite o funcionamento diário e a capacidade de adaptar-se e aprender.”

    Para ele, ambas as áreas de funcionamento do grupo refletirão o contexto cultural mais amplo em que o grupo existe, e do qual são derivadas suposições básicas mais amplas e profundas sobre a natureza da realidade, tempo, espaço, natureza humana e relacionamentos humanos.

    Quando um grupo forma sua cultura, os elementos dessa cultura serão transmitidos às novas gerações de membros do grupo. Estudar o que se ensina aos novos membros de um grupo é uma forma de descobrir alguns elementos de uma cultura, entretanto, por esse meio, podem-se aprender apenas superficialmente os aspectos dessa cultura, é fato, que muito do que representa o âmago de uma cultura não será revelado nas regras de comportamento ensinadas aos novatos, talvez por isso, ao sair da academia os mais antigos tendem a nos dizer que a prática é bem diferente da “teoria”. Essas regras serão reveladas a esses membros à medida que ganharem status permanente e receberem permissão de entrar nos círculos mais íntimos do grupo onde os segredos são compartilhados. São nesses círculos onde estão os níveis mais profundos de uma instituição. Para se atingir esses níveis mais profundos, deve-se tentar entender as percepções e sentimentos que surgem em situações críticas e observar e entrevistar os membros regulares ou os “veteranos” para obter um senso correto das suposições compartilhadas de nível mais profundo. Talvez isso explique porque as associações são representadas pelos mais “antigos” e “experientes”, o que faz com que o pensamento “predominante” seja perpetuado em nosso meio. Como disse uma vez, aqueles que mais pregam a “desmilitarização” ou “unificação” são aqueles que mais perpetuam o status quo em nosso meio, pois sempre usam a mesma “lógica” dentro do sistema, precisamos aprender que para recebermos coisas novas, devemos necessariamente fazer coisas novas!

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