Arquivo do mês: maio 2012

As dificuldades da PF

José Eduardo Cardozo recebeu ontem os representantes dos delegados federais para discutir a pauta de reivindicações da Polícia Federal e o clima, que já não era dos melhores, azedou de vez. Cardozo não só deixou os delegados a ver navios como desencorajou o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Marcos Leôncio, a fazer qualquer mobilização:
– Não adianta fazer pressão, porque, sob pressão, ela não decide nada. …
“Ela”, no caso, é Dilma Rousseff, e a pressão que Cardozo diz que será inócua tem relação com o anúncio feito por ele em novembro do ano passado de criar uma gratificação salarial para policiais lotados em áreas de fronteira.
Diante das cobranças dos delegados, Cardozo agora diz que não há a menor chance de a promessa sair do papel. Na tensa reunião de ontem à tarde, diante da falta de perspectiva, Leôncio disse ao ministro que “sairia extremamente desanimado” da conversa, no que foi imediatamente respondido:
– Se eu fosse o senhor, também sairia.

“Sinto muito” 

Grandes operações ameaçadas

A suposta falta de compromisso de José Eduardo Cardozo com os pleitos dos delegados não é o único foco de tensão entre o Ministério da Justiça e a Polícia Federal. Na reunião que tiveram com Cardozo ontem, os representantes da categoria reclamaram bastante do “sucateamento” da PF e do risco de a falta de estrutura inviabilizar a continuidade das operações policiais. Diante da afirmação dos delegados, de que a falta de recursos poderia paralisar as grandes ações da PF, Cardozo respondeu:
–  Sinto muito. Não tenho nada a dizer para os senhores.
Diante do “sinto muito” do ministro, as diferentes categorias de profissionais ligadas à PF (peritos, delegados, escrivães, papiloscopistas…) resolveram formar um movimento único para evitar o “sucateamento da polícia” e atormentar Dilma Rousseff nos próximos dias. É só o começo da briga. Por Lauro Jardim

Moral com os delegados

Vaga no STF
Quem acompanha esse entrevero entre os delegados federais e José Eduardo Cardozo diz que o ministro é visto na Polícia Federal como alguém distante do órgão, que trata com descaso o trabalho da PF porque está pensando apenas na vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.
Ironicamente, o mesmo pessoal da PF que desce a borduna em Cardozo enxerga em Márcio Thomaz Bastos uma espécie de “ídolo maior” do órgão. A gratidão dos delegados com Thomaz Bastos decorre do tempo em que ele foi ministro da Justiça e estruturou a corporação.

Por Lauro Jardim

Fonte: Veja.com – Radar On-line – 25/05/2012

4 Comentários

Arquivado em Reflexão

O mito da caverna e a quebra de paradigmas! Estamos preparados para pagar o preço?

A polícia precisa mudar! Nós somos a polícia… As vezes somos nosso próprio carrasco! Precisamos acordar. Sair da escuridão. Nossa força é nossa voz. Não podemos nos calar, mas outras vozes precisam juntar-se a nós. A polícia somos nós!!

Cada policial é um “líder” em potencial…

2 Comentários

Arquivado em Reflexão

A raiz dos nossos problemas de segurança: A reforma institucional da segurança pública!

Sexta, 18 de maio de 2012

“Algo está errado: temos a 3ª população carcerária, e só 8% dos homicídios esclarecidos. Um dos erros foi reproduzir o modelo do Exército na polícia”, escrevem Luiz Eduardo Soares, antropólogo, e Ricardo Balestreri, educador especializado em direitos humanos, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 18-05-2012.

Segundo eles, é “inadiável a inclusão da reforma institucional da segurança pública na  agenda política, em nome, sobretudo, da vida, mais do que partidos e  eleições”.

Eis o artigo.

A situação da segurança pública no país permanece grave, a despeito de respeitáveis esforços pontuais. Aconteceram avanços regionais, mas o resultado nacional segue inalterado, pois os problemas se disseminaram para o interior e a insegurança cresceu em algumas regiões.
Os cerca de 50 mil homicídios dolosos por ano tornam o Brasil o segundo país mais violento do mundo em números absolutos. Apenas 8% desses casos são esclarecidos -ou seja, 92% ficam impunes.
A brutalidade de segmentos da polícia bate recordes. Por outro lado, temos a terceira população carcerária do mundo e a que cresce mais rápido, pois prendemos muito e mal.
Na outra ponta, policiais não são valorizados. Em geral, os salários são insuficientes. As condições de trabalho, inadequadas. A consequência é a adesão ilegal ao segundo emprego na segurança privada informal.
Para evitar o colapso do orçamento público, as autoridades se calam. Preferem conviver com a ilegalidade na base do sistema. Resultado: os turnos de trabalho irracionais não podem ser ajustados; a dupla lealdade obsta a execução das rotinas; a disciplina interna é contaminada pela vinculação com o ilícito; e a impunidade estimula a formação de grupos de interesse cuja expressão extrema são as milícias.
Na raiz dos problemas, está a arquitetura institucional da segurança pública legada pela ditadura, que encontrou abrigo na Constituição.
O artigo 144 atribui grande responsabilidade aos Estados e às suas polícias, cujo ciclo de trabalho é, irracionalmente, dividido entre militares e civis. Ele confere papel apenas coadjuvante à União e esquece os municípios, na contramão do que ocorre com as demais políticas públicas -enquanto isso, as guardas municipais estão em um limbo legal.
As PMs são definidas como força reserva do Exército e forçadas a adotar um modelo organizacional concebido à sua imagem e semelhança.
Ora, sabemos que a boa forma de uma organização é aquela que melhor serve ao cumprimento de suas funções. Pois a missão das polícias no Estado de Direito é muito diferente daquela conferida ao Exército.
O dever das polícias é prover segurança aos cidadãos, garantindo o cumprimento da lei -ou seja, protegendo seus direitos e liberdades contra eventuais transgressões.
O funcionamento usual das instituições policiais, com presença fardada e ostensiva nas ruas, cujos propósitos são sobretudo preventivos, requer, dados a variedade e o dinamismo dos problemas, alguns atributos que hoje estão excluídos pela rigidez da organização.
Exemplos: descentralização, flexibilidade no processo decisório (nos limites da legalidade), respeito aos direitos humanos e aos princípios internacionais que regem o uso comedido da força, adaptação às especificidades locais, capacidade de interlocução, mediação e diagnóstico, liberdade para adoção de iniciativas que mobilizem outros segmentos da corporação e até mesmo outros setores governamentais.
Idealmente, o policial na esquina é um microgestor da segurança em escala territorial limitada, com ampla comunicação com outras unidades e outras instituições públicas.
Assim, consideramos inadiável a inclusão da reforma institucional da segurança pública na agenda política, em nome, sobretudo, da vida, mais do que partidos e eleições.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509643-a-raiz-dos-nossos-problemas-de-seguranca#.T7uCv_BFBh4.facebook

2 Comentários

Arquivado em Reflexão

As guardas municipais e a ampliação do seu papel. Seria o surgimento das polícias municipais?

21/05/2012 11:08

Seminário discutirá ampliação do papel das guardas municipais

 

A Comissão de Legislação Participativa  realizará nesta quarta-feira (23) o 4º Seminário Guardas Municipais e Segurança Pública. O debate, que foi proposto pela organização não governamental Segurança dá Vida, será realizado a partir das 10 horas, no auditório Nereu Ramos.

A entidade quer discutir uma forma de viabilizar a votação da PEC 534/02, que amplia as competências das guardas municipais, pelo Plenário da Câmara. De autoria do Senado, essa PEC autoriza as guardas municipais a atuar na proteção da população. Atualmente, a instituição pode atuar somente na proteção de bens, serviços e instalações municipais.

Foram convidados: – a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman; – o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; – o ministro da Pesca, Marcelo Crivella; – a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki; – o presidente da ONG SOS Segurança dá Vida, Maurício Domingues da Silva; – o presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais, Joel Malta de Sá; – o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Segurança, João José Barbosa Sana; A realização do seminário foi proposta pela organização não governamental SOS Segurança Dá Vida.

 

 

Íntegra da proposta: PEC-534/2002 Veja a programação

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

54ª Legislatura – 2ª Sessão Legislativa Ordinária

PAUTA DE REUNIÃO EM 23/5/2012 às 9h   – C O N F I R M A D A

IV Seminário Guardas Municipais e Segurança Pública

Origem: Sugestão 47/2012 – ONG SOS Segurança dá Vida Relator: Deputado Amaury Teixeira

Presenças a confirmar

09h00 Inscrições e credenciamento

10h00 – Abertura Deputado Marco Maia – Presidente da Câmara dos Deputados Deputado Anthony Garotinho – Presidente da Comissão de Legislação Participativa Deputado Efraim Filho – Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado Deputado Vicentinho – Presidente da Frente Parlamentar Pró Guardas Municipais Deputado Arnaldo Faria de Sá – Relator da PEC 534/02 Deputado Fernando Fransischini – Relator do PL 1332/03 Gleisi Hoffmann – Ministra Chefe da Casa Civil – Madrinha das Guardas Municipais José Eduardo Cardozo – Ministro da Justiça Marcelo Crivella – Ministro da Pesca – Padrinho das Guardas Municipais Regina Miki – Secretaria Nacional de Segurança Pública Maurício Domingues da Silva (Naval) – Presidente da ONG SOS Segurança Dá Vida Comandante Joel Malta de Sá – Presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais Benedito Mariano – Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Segurança

12h00 – Mesa 01: Guarda Municipal e Segurança Pública Palestrante: Claudio Frederico – Inspetor da Guarda Municipal de Curitiba/PR Palestrante: Montovani Franco – Inspetor da Guarda Municipal de Paulínia/SP Palestrante: Elaine Cristina – Guarda Municipal Feminina de Araçatuba/SP Convidados: Lideranças partidárias/CLP

13h30 Intervalo

14h30 horas – Mesa 2 – Guardas Municipais – Atualidades Palestrante: Ivete Gonçalves – CD da Guarda Municipal de Porto Feliz Palestrante: Carlos Augusto – Presidente do Sindguardas/SP – Marco Regulatório e Função Delegada Convidados: Lideranças partidárias/CLP

15h30 horas – Mesa 3 – Guardas Municipais – Nossa história e nossa luta Palestrante: Mauricio Domingues da Silva (Naval) – Presidente da ONG SOS Segurança Dá Vida Palestrante: Mauricio Donizete Maciel – Conselheiro da ONG SOS Segurança Dá Vida Convidados: Lideranças partidárias/CLP

17:30 horas Encerramento

3 Comentários

Arquivado em polícia militar

Nunca pare de lutar!

Aos companheiros blogueiros de todas as polícias!

A polícia somos nós, nossa força é nossa voz!

Estamos fazendo e iremos continuar fazendo a diferença em nossas Corporações!

Somos instrumentos de Deus, utilizados para produzirmos mudanças em nosso meio. Não podemos desistir, não podemos parar de lutar não podemos nos calar. Dificuldades virão, mas devemos nos manter de pé, unidos, em prol das mudanças, sendo a voz dos excluídos!

A polícia precisa mudar, a polícia está mudando, a polícia irá mudar…

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão

I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública.

A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do Grupo de Pesquisa em Segurança Pública, certificado pelo CNPq,  e Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil,  está promovendo o I Seminário Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Segurança Pública.

Estarão presentes palestrantes de países como Portugal, Itália, Panamá, Colombia.

É uma grande felicidade ver tais atitudes multiplicando-se nas Corporações de nosso país. Estamos no caminho certo em busca de um MODELO BRASILEIRO DE POLÍCIA! A construção é diária. É o caminho para nos consolidarmos cada vez mais no Estado Democrático de Direito.

É o caminho para nos tornamos uma polícia cada vez mais especializada, mais qualificada, ou seja, mais fundamenta em critérios científicos. É a busca da eficiência, efetividade e eficiência das polícias no Brasil.

Saiba mais:

http://www.seminariosegurancapublica.com.br/index.html

Obrigado ao 1º SGT – Jean Paulo Cimolin da Diretoria de Ensino – PMSC – pela consideração demonstrada no email remetido a mim.

Sucesso no evento! Parabéns a Polícia Militar de Santa Catarina!

1 comentário

Arquivado em Diversa

Tropa de elite contra sequestro

Rotam é designada para enfrentar o crime que amedronta o brasiliense. Número de sequestro relâmpago já começa a diminuir

   AMANDDA SOUZA asouza@jornaldacomunidade.com.br  Redação Jornal da Comunidade

 Brasília deixou de ser segura. No último feriado da Semana Santa, sofreu 13 sequestros relâmpagos e 11 assassinatos. Dias antes, a cidade já havia sofrido quatro sequestros em uma tarde. Diante disso, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, anunciou mudanças na segurança pública.

No dia 10 de abril, foi anunciado o novo comandante da PM, Suamy Santana. Uma semana depois, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), lançou um plano de combate chamado Ação Integrada de Segurança Pública e Social, que prevê a criação de áreas de atuação para facilitar a ação do estado por meio das regiões administrativas. A PM anunciou, em 3 de maio, um novo plano de combate à criminalidade no DF. A ideia é aumentar o policiamento à serviço da população.

As mudanças já apresentaram resultados. A média de três sequestros relâmpagos por dia no DF caiu para um a cada dois dias. Muito se deve ao trabalho do tenente-coronel Leonardo Sant´anna, da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas). Há dez dias no cargo, ele assumiu a proposta de redução total do sequestro relâmpago e promoção de uma espécie de vedação do DF a qualquer entorpecente. A ação está dentro da nova política de trabalho e mecanismo da PM: dar mais efetividade e tranquilidade à população.

O trabalho da Rotam será apoiar a PM no processo de abordagem a veículos. O coronel Sant´anna explica que só haverá o combate a este crime (sequestro relâmpago), quando existir a percepção da presença da polícia nas ruas. A parceria começou no final de semana passada, quando a ‘tropa de elite’ da PM abordou e cercou todo o Guará. A população deve se acostumar com isso a partir de agora.

“Vamos promover uma abordagem a cada oito minutos, em cada 10 horas de serviço. Faremos 70 abordagens diariamente. Todas as áreas serão ocupadas pela Rotam, de forma maciça, com um mínimo de 70 policiais”, garante.

Esses policiais fazem parte de uma tropa especializada. “O nosso policial tem um nível de resistência maior ao estresse, com uma capacidade maior de uso de arma de fogo, em situações de médio e alto potencial efetivo. A preocupação no DF é não usar a força letal da arma indiscriminada. Existe uma cultura de excelência na preparação de arma de fogo. Tenho o bandido e o dono do veículo no carro, por exemplo, não posso atirar”, explica.
O carro é o alvo O sequestro relâmpago no DF apresentou uma característica diferenciada porque os novos veículos se modificaram. Esses roubos só podem ocorrer devido ao novo contexto tecnológico em que se encontram e que obriga o motorista que esteja dentro do carro, para que o ladrão atue. De acordo com o coronel, o alvo dos bandidos é o carro e não a pessoa. Com isso, os ladrões precisam esperar as pessoas entrarem nos carros para ‘roubá-los’. E o DF ainda possui o maior número de renda per capita do país, além de uma alta quantidade de veículos.

“Brasília passou por uma falta de percepção de que precisava mudar. Nos últimos cinco anos, saímos da casa de um milhão de veículos e estava tudo bem. Era como se ter 70 mil veículos a mais por mês fosse normal e não houvesse consequência. Existe um preço a ser pago e as consequências não são só no fluxo de veículos, como também no tráfico de drogas e na segurança”, argumenta.

Para a nova missão, a Rotam terá uma mudança nos equipamentos, com armas novas, tecnologia e mais treinamento. O coronel afirma que há um conceito moderno de preservação da vida e aos direitos humanos. O número de efetivos não aumentará, senão que ocorrerá uma colocação maior do esforço em uma modalidade específica de policiamento:  o patrulhamento tático.

“O cidadão do DF deve deixar de ser alvo de crime. Somos como uma tropa de ‘caçadores’ em busca de erradicar este crime. O efeito será imediato. Antes, a Rotam tinha uma atribuição mais limitada. Agora, vamos agir diretamente nesse processo de abordagem a veículos, com uma ação em massa em todas as áreas do DF. A comunidade deve saber que será abordada com mais fre- quência. Vamos mostrar ao agressor que aqui no DF, ele não terá espaço”, ressalta.

Alvos O coronel revela que o foco dos bandidos não é mais a mulher jovem em carros populares. O alvo passa a ser homens de meia idade, com veículos mais potentes, que possam empreender uma fuga mais rápida e onde haverá menos desconfiança no processo de aborgagem, devido ao estado do veículo.

Além disso, o sequestro relâmpago pode ser vinculado a outros crimes, como o tráfico de drogas, no qual os veículos são repassados como forma de pagamento. “Nos últimos dois anos, a Rotam restituiu à população em torno de R$ 2,6 milhões em recuperação de carros. Ao repassar o veículo ao traficante, este revende por cerca de R$ 3 a 4 mil. E paga ao bandido R$ 200. É como se fosse um serviço, uma forma de comercializar o crime. O carro é esfriado, fica guardado, o que retroalimenta essa ação”, explica.

Sant’anna reitera que o patrulhamento tático não deve lidar só com um tipo de problema, como assalto ou roubo. Ela irá contabilizar este processo, com planejamento, nova aquisição de armamento e inteligência. “Estaremos em todos os pontos do DF. Chegamos em um instante em que a tropa ordinária não tem mais condições de atuar”.

Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2012-05-19/politica/133724/TROPA-DE-ELITE-CONTRA-SEQUESTRO.pnhtml

Deixe um comentário

Arquivado em polícia militar

Possibilidade de verbas especiais para as polícias visando a valorização dos profissionais de segurança pública.

R$ 45 milhões para valorização dos profissionais de segurança pública

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça lançou dois editais, com um total de R$ 45 milhões, para financiar ações de ensino e de promoção da saúde e melhoria de condições de trabalho dos policiais civis, militares, peritos e bombeiros militares. Podem apresentar propostas para receber recursos as Secretarias Estaduais de Segurança Pública, e as Polícias Civis e Militares, as Instituições de Perícia Oficial e os Corpos de Bombeiros Militares, que possuírem autonomia administrativa. Nos dois casos, os projetos são encaminhados ao governo federal por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv).

Um dos editais prevê R$ 15 milhões para projetos sobre valorização e promoção da saúde desses profissionais. Serão aceitas iniciativas de redução de riscos ocupacionais e de vitimização profissional; de prevenção, tratamento e encaminhamento em casos de uso abusivo e dependência de álcool e outras drogas; e de qualidade de vida (desenvolvimento pessoal, bem-estar e melhoria das condições de trabalho). As propostas deverão ter orçamento entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão, além de conter a descrição das metas a serem atingidas e a definição das etapas ou fases da execução e cronograma de desembolso associado às metas e etapas. O período para apresentação é de 25 de maio até 10 de junho. Dúvidas podem ser encaminhadas para o email qualivida.seguranca@mj.gov.br.

No segundo edital, há a previsão de R$ 30 milhões para projetos sobre educação em segurança pública. Para o tema Aprimoramento do Ambiente Educacional, os projetos devem conter criação, ampliação e estruturação de bibliotecas; criação, ampliação e aprimoramento de salas de condicionamento físico; informatização de sistemas de gestão educacional e criação de projetos itinerantes de educação em segurança pública. Já para o tema Aprimoramento do Ensino, os projetos devem conter ampliação e profissionalização do corpo docente dos órgãos de ensino em Segurança Pública; cursos de especialização ou extensão na área de gestão; cursos de capacitação em direitos humanos para professores de qualquer área e produção e difusão de conteúdos técnicos. Nesse caso, o orçamento de cada projeto deve ser entre R$ 100 mil e R$ 2 milhões. O período para apresentação de propostas é de 11 a 24 de junho. E-mail para sanar dúvidas: ensino.senasp@mj.gov.br.

No dia 8 de maio, a Senasp realiza audiência pública para esclarecer dúvidas sobre os editais e as propostas. Inscrições até meio dia de 7 de maio no e-mail ensino.senasp@mj.gov.br, com nome completo, RG, função, órgão, telefone e e-mail. A audiência será das 9h às 18h em Brasília, no endereço no SCN Quadra 6, Torre A, 2º Andar, sala Ana Paula Galdino.

Edital de Saúde Senasp – Nr 3

Edital de Ensino Senasp – Nr 4

1 comentário

Arquivado em Tira dúvidas

Concusos para soldado e oficial da PMDF liberados!

Sempre recebo muitas perguntas referentes a concursos públicos na PMDF. Recentemente lançaram o edital para oficiais de saúde em várias especialidades médicas, odontológicas e veterinária. Ontem foi autorizado e publicado no Diário Oficial do DF autorização para concurso de oficiais e praças combatentes. Serão liberadas 50 (cinquenta) vagas para oficiais e 964 (novecentas e sessenta e quatro) vagas para soldados. As vagas surgiram em decorrência das promoções ocorridas de 2009 para cá. Em breve poderemos ter o lançamento de editais, resta saber se a banca será o CESPE.

CONSELHO DE POLÍTICA DE RECURSOS HUMANOS

Processo: 054.000.192/2011. Interessado: POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. Assunto: SOLICITAÇÃO DE ABERTURA DE CONCURSO. Relator: WILMAR LACERDA.

O Plenário do Conselho de Política de Recursos Humanos – CPRH, acolhendo, por unanimidade, o voto do Relator, RESOLVE:

1. Conhecer da matéria e autorizar o preenchimento de 50 vagas do Quadro de Oficiais da

PMDF, 36 vagas de Soldado Especialista no Quadro de Praças da PMDF e 964 vagas de Soldado Combatente no Quadro de Praças da PMDF.

2. Os Conselheiros aprovam o voto do Relator acrescentando o que se segue:

2.1. A corporação, em conjunto com a Secretaria de Estado de Administração Pública, deverá

apresentar estudo para viabilizar a redução dos valores despedidos com a Gratificação de Serviço Voluntário (GSV), em função do aumento do Quadro de Policias Militares.

2.2. O edital de concurso público não preverá cadastro reserva.

2.3. A Polícia Militar apresentará a este Conselho de Políticas de Recursos Humanos, em 60 dias, planejamento e cronograma acerca do concurso.

2.4. Considerando o disposto no artigo 4º do Decreto nº 33.550, de 29 de fevereiro de 2012, o Edital do certame para Soldado Especialista no Quadro de Praças da PMDF e Soldado Combatente no Quadro de Praças da PMDF, somente deverá ser publicado a partir de 1º de junho de 2012.

3. Submeter a presente Resolução à homologação do Excelentíssimo Senhor Governador do Distrito Federal.

Brasília, 14 de maio de 2012.

WILMAR LACERDA

Presidente

MARCELO PIANCASTELLI, Conselheiro; MARCOS EUCLESIO LEAL, Suplente; EDIVALDO CORRÊA ASSIS, Conselheiro; GUILHERME M. GONÇALVES, Suplente; ANDRÉ LUIZ DA CONCEIÇÃO, Conselheiro; PAULO SANTOS DE CARVALHO, Conselheiro; CARLOS ALBERTO DE MATOS, Conselheiro; WANDERLY FERREIRA DA COSTA, Suplente.

1. Homologo a presente Resolução e autorizo o preenchimento de 50 vagas do Quadro de

Oficiais da PMDF, 36 vagas de Soldado Especialista no Quadro de Praças da PMDF e 964 vagas de Soldado Combatente no Quadro de Praças da PMDF, nos termos da Resolução aprovada pelo Plenário do Conselho de Políticas de Recursos Humanos – CPRH.

2. Publique-se.

Brasília, 14 de maio de 2012.

AGNELO QUEIROZ

Governador do Distrito Federal

No início de 2010 fiz o seguinte comentário:

https://aderivaldo23.wordpress.com/2010/02/02/lei-12-08609-prognostico/

Somente poderemos contratar mais de 5 (cinco) mil policiais, caso os mais novos sejam promovidos. Já se passaram 02 (dois) anos após meu comentário e é a primeira autorização para ingresso na Corporação, o concurso leva em média dois anos e meio para entregar os policiais prontos a sociedade, após seu início. Até a Copa do Mundo, creio que somente tais candidatos (964)  poderão ingressar na Corporação. Em breve esperam-se vários pedidos de “aposentadoria” de nossos policiais.

15 Comentários

Arquivado em Concurso

Preciso ajudar um amigo. Ajudem-me a divulgar nas listas de emails e blogs. Uma vida depende de nós!

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão