Arquivo do mês: fevereiro 2012

Reunião Setorizada em Planaltina – Surgem novas lideranças!

REDE DEMOCRÁTICA: SETORIZADA EM PLANALTINA REUNI MAIS DE 250 (DUZENTOS E CINQUENTA) POLICIAIS BOMBEIROS.

Reunião setorizada de Planaltina – Surge uma nova liderança na PMDF – SGT Joseny

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Policiamento Inteligente: é a busca da eficiência, eficácia e efetividade das polícias!

“O Policiamento Inteligente é um conceito que venho trabalhando há quatro anos…. É um sistema de idéias voltado para quebra de paradigmas dentro das Corporações policiais. Está focado na mobilização social em busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais e em um planejamento estratégico a curto, médio e longo prazo, que visa soluções práticas por meio de ações individuais (o que cada policial pode fazer?) e coletivas (O que a instituição e as políticas públicas de segurança podem fazer?) dentro do sistema de segurança pública de nosso país. É um conceito voltado para a valorização do profissional de segurança pública, para que ele funcione. É a profissionalização de fato das polícias, por meio da mudança cultural, produzida pela revolução intelectual em nosso meio. É a visão de uma nova polícia, mais humana e profissional. É a humanização dos policiais e seus procedimentos. É a inserção de nossa polícia no Estado Democrático de Direito!” (Aderivaldo Cardoso)

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Uma reflexão sobre o nosso movimento reivindicatório!

Tendo em vista as excelentes postagens sobre o movimento reivindicatório da PMDF no Blog Rede Democrática, tenho evitado comentários aqui no Blog Policiamento Inteligente, mas hoje gostaria de fazer algumas observações.

O movimento de mobilização interno dentro da Corporação tem atingido o seu ápice. Resta-nos agora partirmos para mobilização externa para defendermos nossos objetivos. Devemos ter sabedoria nessa condução. O primeiro passo deveria ser o fortalecimento de nossos compartilhamentos nas redes sociais, principalmente o facebook. Posteriormente uma aproximação com a mídia local, mesmo diante das dificuldades, e depois com as pessoas influentes em nossa cidade. É importantíssimo o passo dado na abertura do diálogo com a bancada do DF, mas é preciso ter cautela com aqueles que já visam a instabilidade do governo atual. A longo prazo poderão mais atrapalhar do que ajudar.

Um ponto que deve ser discutido e esclarecido a “tropa” é o fato de termos uma possibilidade quase inexistente de aumento esse ano e que nossa luta é para garantirmos melhorias a partir do próximo ano. Digo isso, para evitar grandes expectativas e grandes frustrações que possam esvaziar o movimento. Nossa união é importante até a conquista, caso contrário não teremos nada de aumento no próximo ano, como aconteceu nos últimos anos. Precisamos ter essa consciência. É um investimento a longo prazo. Não imediatista.

Outro fato que me preocupa é a condução da negociação que se inicia. Temos que trazer o movimento para a nossa lógica. Imaginem um sequestro! O governo está com a arma em nossa cabeça (literalmente). Precisamos mudar o poder de influência da mão do perpetrador para nossa. Fizemos o “teatro de operações”. Demonstramos força. Agora precisamos conquistar a confiança do perpetrador para iniciarmos a negociação. Não podemos esquecer que uma negociação pode levar várias horas, muito tempo! Temos que cortar a “água”, a “luz” e quiça a “comida” do governo. Precisamos descobrir o que seria a água, a luz e a comida nesse movimento.

Em minha opinião fria e franca, as negociações irão se arrastar por um bom tempo. E nós teremos que ter paciência para continuarmos mobilizados. Mas devemos dar um prazo. Esse prazo deveria ser até o final de maio. Nesse período oscilaríamos as estratégias em várias operações. A partir do mês de maio seriam paralizações relâmpago ou coisas do gênero. Um uso progressivo da força durante a negociação.

Possivelmente o processo irá se arrastar para o segundo semestre, onde nosso poder de influência aumenta, devido as eleições municipais. A pressão de Brasília pode dar início a um “movimento nacional grevista”. Lógico que tudo isso vai depender da maneira como será votada a “PEC 300” nos próximos dias e a forma como seremos tratados. Se for votada muita coisa muda em nosso cenário…

Em resumo:

Nosso planejamento deve ser feito de maneira que o que desejamos esteja concretizado até o mesmo de setembro/2012. Este deve ser o LIMITE Máximo para obter êxito. Nem que tenhamos que marchar em direção ao congresso até esse período.

Outro ponto importante é não perdemos o objetivo principal que é ver o melhor para a maioria, principalmente para os Cabos e Soldados,  pois foram os mais prejudicados até agora. Por que? Porque a maioria dos sargentos e oficiais tiveram até duas promoções nos últimos anos. E os cabos e soldados não. Sem falar que um aumento maior para oficiais e sargentos geraria o surgimento de novos movimentos, com um caráter cada vez mais radical. Pois o discurso radical ganha autoridade e os desmotivados e preteridos se revoltam. Podem surgir novos discursos que  tenderiam para o surgimento de mártires, como já ocorrera em outrora.

A diferença média em todos os postos e graduações para uma equiparação com a polícia civil é de três mil reais. Em minha opinião é com base neste valor que devemos negociar para uma equiparação, mesmo que seja até 2014, incluindo soldados e cabos, não somente  a partir de sargentos como se tem ventilado. Devemos dividir esse valor em cinco pontos principais:

1) R$ 400,00 para a etapa alimentação;

2) R$ 400, 00 para um possível auxílio transporte;

3) Antecipação do risco de morte;

4) 20% dos reajustes do Fundo Constitucional nos últimos anos;

5) Dividir o restante para a equiparação em duas parcelas: Uma no primeiro semestre de 2014 e outra no segundo semestre.

Tudo isso aprovado no orçamento para o próximo ano! A questão de colocarmos o auxílio transporte e a etapa alimentação é o fortalecimento do discurso do menor impacto na follha…

Quem tem que dizer que só aceita a equiparação salarial com a PCDF a partir de 3º Sargento é o Governo, não nós. Quem pede mal, recebe mal ou não recebe!

Não podemos esquecer que alguns estão apostando no fracasso da mobilização do dia 02 de março. É um horário complicado. Sexta-feira pela manhã (9h), em uma cidade cheia de “congestionamentos” neste horário.  A mobilização desse dia será a contra-prova e teste de nossa força. Precisamos nos manter atentos. Grandes poderes, grandes responsabilidades. Cada policial é um líder em potencial. Não podemos nos esquecer que liderar é influenciar. Vamos influenciar aqueles a nossa volta.

Parabéns ao companheiro Ronner Gama pela seriedade e compromisso!

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A inserção de policiais no espaço de poder e de decisão!

Semana passada fiz uma visita a um companheiro que está atuando no Ministério da Justiça. Lá ficou claro a importância de ocuparmos os espaços de poder e de decisão na luta pela melhoria no sistema de segurança pública. O que estamos plantando, possívelmente não veremos, mas será um grande legado para as próximas gerações. Precisamos defender e legitimar a inserção de companheiros em posições estratégicas na sociedade. Somos cidadãos e temos outras formações e qualidades que podem ser úteis para mudar a realidade a nossa volta. Precisamos produzir conhecimento, sair da tradição oral e entrarmos na tradição escrita. Escrever livros sobre os vários assuntos debatidos na segurança pública, dentre eles Manuais, que facilitem nossa aprendizagem. Os médicos, os juristas, os professores e outros profissionais possuem seus “doutrinadores”. E nós policiais? Quem são nossos doutrinadores? Onde está escrito nossos conhecimentos sobre segurança pública? Não valemos pelo que sabemos, mas sim pelo o que fazemos com o que sabemos!
Liderar é influenciar. Vamos liderar a sociedade. Cada policial é um líder em potencial, pois temos poder, autoridade e legitimidade para atuarmos. Precisamos aprender a lidar com isso.

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Como desenvolver nossa Corporação?

A forma de alcançarmos uma vitória orgazinacional é combinar três ingredientes. Sei que isso pode parecer simplista, mas quero que você perceba uma coisa. O único cenário em que não há perdas é quando algo é bom para a organização e para o indivíduo. Essa é uma receita para o sucesso a longo prazo:
1) Um objetivo: Encontre uma necessidade ou função dentro da organização que traria valor para a organização.
2) Uma habilidade: Encontre um indivíduo em sua equipe com uma habilidade que precise ser desenvolvida que ajudará a atingir esse objetivo organizacional.
3) Uma oportunidade: Forneça tempo, dinheiro e recursos de que o indivíduo precisa para atingir seus objetivos.
Quanto mais vezes você conseguir criar situações como essa, mais vezes você criará vitórias para todo mundo – a organização, o indivíduo a ser desenvolvido e você.
“As pessoas precisam de objetivos claros estabelecidos diante de si se pretendem alcançar alguma coisa de valor. O sucesso nunca vem instantaneamente. Ele vem em pequenos passos. Um conjunto de obetivos se torna um mapa que um potencial líder pode seguir para progredir. É o objetivo que dá forma ao plano; é o plano que prepara a ação; é a ação que atinge o resultado; e o resultado que traz o sucesso. Nós, como líderes que capacitam, devemos introduzir nosso pessoal na prática de estabelecer e atingir objetivos.”

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Viva a polícia antiga e esqueçamos a polícia moderna.

A cada dia descubro porque não temos doutrinadores na polícia, tampouco líderanças respeitadas em nosso meio, e porque estamos aonde estamos. Pensar polícia é quase um tabu. Aqueles que tentaram fazer isso acabaram saindo ou nem ousaram entrar. Estão nas universidades ou fora do país. Estou descobrindo porque os políticos usam as massas dentro das Corporações em todo país e não ousam tentar mudar tal sistema arcaico. O sistema não é arcaíco, mas as pessoas sim. Acho que vou procurar uma faixa de pedestre ou um posto policial para trabalhar que eu ganho mais. Cuidar da vida, que ela não para. Deixar a política dos trio elétrico dominar as massas e esquecer a política dos bastidores que realmente faz a diferença. Voltemos ao pão e circo, pois é disso que a maioria gosta. As pessoas não querem resolver os problemas, nem tão pouco discutir suas causas. As pessoas querem viver em sua zona de conforto e fazer o que sempre fizeram. Perder meu feriadão discutindo um movimento que tende a se perder com alguns companheiros, dentre eles o Ronner Gama e Silva Sá, mesmo em dificuldades pessoais, e ler certas asneiras em minha página do facebook é de perder o sono. Viva a polícia antiga e esqueçamos a polícia moderna.

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A pirâmide do sucesso e a necessidade de mentores em nossa Corporação!

Descobri que a jornada é muito mais divirtida quando levamos alguém conosco. É difícil ter essa perspectiva se seu próprio sucesso é a única coisa que você comemora. Se você quiser que os outros vençam ao seu lado, então você deve encorajá-los, mentoreá-los, e comemorar os sucessos deles. Isso não só lhes dá mais incentivo para continuar lutando por seus sonhos, mas também os ajuda a curtir a viagem que seja chama vida. Quando comecei a estender as mãos e comemorar os sucessos dos outros, descobri que isso me trouxe mais alegria do que meu próprio sucesso. Agora tento comemorar com tantas pessoas quanto consigo – não só com minha família, amigos e colegas mais próximos, mas também com as pessoas mais distantes, fora do meu círculo. Quanto mais pessoas eu puder encorajar e ajudar a vencer, mais eu gosto. Se você ajudar um bom número de pessoas, a festa nunca acaba. Quando um levanta o outro todos chegam ao topo.

Meu sucesso só pode ser atingido com os outros. Minhas lições só podem ser aprendidas a apartir dos outros. Minhas fraquezas podem ser fortalecidas pelos outros. Minha subserviência só pode ser testada sob a liderança dos outros. Minha influência só pode ser combinada por intermédio dos outros. Minha liderança só pode ser focada nos outros. Só posso dar o meu melhor aos outros. Meu legado só pode ser deixado para os outros. Então eu devo me comprometer e comemorar com os outros.

Muitas pessoas se identificam com o fracasso. Menos pessoas se identificam com o sucesso. O que impede as pessoas de obter sucesso muitas vezes as impede de comemorar o sucesso dos outros. As pessoas que comemoram com você se tornam amigos para a vida toda.

Não existe feito maior para os mentores do que quando as pessoas que eles desenvolvem os passam! Bons mentores aprendem o princípiio da comemoração. A alegria do feito diminui quando ninguém comemora com você. Adorava ouvir meu filho dizendo: Pai, você é bom, mas eu serei melhor do que você! Fico muito feliz ao ver a quantidade de blogs policiais no DF destacando-se e tantos líderes surgindo…

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O movimento grevista no Brasil e a desmilitarização!

Entre as várias discussões que a greve das PMs vai levantar, uma delas certamente será a desmilitarização da segurança. Apesar de décadas acostumados ao trato e às posturas militares, em algum momento voltaremos à questão central: o policiamento é essencialmente uma atividade de natureza civil. Nada há de militar no ato de policiar, seja ele ostensivo ou investigatório. A dinâmica militar tem como princípio a defesa bélica do país, diante de seus inimigos, em estratégias de guerra e defesa territorial. Não a de proteger direitos de cidadãos violados ou ameaçados por conterrâneos. Essa lógica enviesada que os anos de ditadura nos fizeram crer como natural já não resiste sequer a argumentos circunstanciais. Muito além do controle estrito que se poderia esperar de uma tropa forjada na disciplina, as Polícias Militares têm demonstrado um alto índice de violência. Chegam a ser responsáveis por quase 1/5 dos homicídios no país, sem contar a proliferação de corpos encobertos por autos de resistência. Como exemplos dos grandes centros têm nos mostrado, nem a hierarquia militar nem a formação em quartéis impedem a promiscuidade de vários de seus agentes com o crime organizado. E apesar de todas as proibições legais e constitucionais, fundadas justamente no caráter militar, os PMs se mostraram muito mais articulados sindicalmente do que outros funcionários sobre os quais não recaem tantas vedações. Do quê, afinal, o militarismo da polícia tem nos salvado? A formação militar é pouco permeável às aparas cotidianas de uma democracia, como manifestações de movimentos estudantis ou sociais. Grupos de extermínio ou milícias têm nascido dentro de seus quadros, sem que os comandos, por mais rigorosos que sejam, consigam evitar. A ideia de criação de pequenos exércitos locais, que é base da noção de polícia militar, mais estimula do que repele o nascimento de tais esquadrões. A incipiência dos salários, por sua vez, jogou parcelas significativas da carreira na prática de “bicos” no setor privado, produzindo uma contraditória terceirização da segurança levada a efeito pelos próprios agentes do Estado. Por fim, a divisão das polícias só alimenta conflitos internos, com corporativismos que não raro se enfrentam. O saudoso Mário Covas, que estava longe de ser um revolucionário ou anarquista, começou seu governo em São Paulo propondo justamente a integração das polícias como primeiro passo para a unificação. Com o tempo, todavia, o tema foi alojado entre aqueles entulhos autoritários que mandamos para debaixo do tapete. A militarização da polícia foi levada ao paroxismo com a criação de uma justiça própria para julgar policiais e bombeiros. Depois do episódio do Carandiru, a competência para apurar homicídios por eles praticados, por motivos óbvios, foi excluída da Justiça Militar. A desmilitarização não resolveria todos os problemas. Continuaria sendo inaceitável, dentro de um estado democrático, qualquer tipo de manifestação armada, por mais justas que sejam suas reivindicações. Mas, além de coerente com a democracia, ela impediria que essa articulação nacional, que vem se revelando desde a greve da Bahia, desemboque em uma delicada questão militar, como outras que já embaralharam nossa história política. Os experientes e preparados policiais, que formam a maioria do corpo, certamente saberão exercer suas funções sob a disciplina civil. Continua sendo um paradoxo, todavia, que os PMs sejam tratados como essenciais apenas nos deveres, não na remuneração, caso de outros profissionais como os área da saúde e da educação. Pouco a pouco os servidores compreenderão a necessidade de concentrar esforços na discussão dos orçamentos, onde se elegem as prioridades e se reparte o bolo. Quem sabe nessa hora possamos discutir ao mesmo tempo dos reajustes, o custo das emendas parlamentares ou o dinheiro desperdiçado na comunicação, quando pagamos aos governos para que façam propaganda para nós mesmos.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de “Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho” (LTr) e autor de “Crime Impossível” (Malheiros) e do romance “Certas Canções” (7 Letras)

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Os movimentos grevistas e a polícia!

Por: Luiz Felipe Ponde

A POLÍCIA é uma das classes que sofrem maior injustiça por parte da sociedade. Lançamos sobre ela a suspeita de ser um parente próximo dos bandidos. Isso é tão errado quanto julgar negros inferiores pela cor ou gays doentes pela sua orientação sexual. Não, não estou negando todo tipo de mazela que afeta a polícia nem fazendo apologia da repressão como pensará o caro inteligentinho de plantão. Aliás, proponho que hoje ele vá brincar no parque, leve preferivelmente um livro do fanático Foucault para a caixa de areia. Partilho do mal-estar típico quando na presença de policiais devido ao monopólio legítimo da violência que eles possuem. Um sentimento de opressão marca nossa relação com a polícia. Mas aqui devemos ir além do senso comum. Acompanhamos a agonia da Bahia e sua greve da Polícia Militar, que corre o risco de se alastrar por outros Estados. Sem dúvida, o governador da Bahia tem razão ao dizer que a liderança do movimento se excedeu. A polícia não pode agir dessa forma (fazer reféns, fechar o centro administrativo). A lei diz que a PM é serviço público militar e, por isso, não pode fazer greve. O que está corretíssimo. Mas não vejo ninguém da “inteligência” ou dos setores organizados da sociedade civil se perguntar por que se reclama tanto dos maus salários dos professores (o que também é verdade) e não se reclama da mesma forma veemente dos maus salários da polícia. É como se tacitamente considerássemos a polícia menos “cidadã” do que nós outros. Quando tem algum problema como esse da greve na Bahia, fala-se “mas o problema é que a polícia ganha mal”, mas não vejo nenhum movimento de “repúdio” ao descaso com o qual se trata a classe policial entre nós. Sempre tem alguém para defender drogados, bandidos e invasores da terra alheia, mas não aparece ninguém (nem os artistas da Bahia tampouco) para defender a polícia dos maus-tratos que recebe da sociedade. A polícia é uma função tão nobre quanto médico e professor. Policial tem mulher, marido, filho, adoece como você e eu. Não há sociedade civilizada sem a polícia. Ela guarda o sono, mantém a liberdade, assegura a Justiça dentro da lei, sustenta a democracia. Ignorante é todo aquele que pensa que a polícia seja inimiga da democracia. Na realidade, ela pode ser mais amiga da democracia do que muita gente que diz amar a democracia, mas adora uma quebradeira e uma violência demagógica. Sei bem que os inteligentinhos que não foram brincar no parque (são uns desobedientes) vão dizer que estou fazendo uma imagem idealizada da polícia. Não estou. Estou apenas dando uma explicação da função social da polícia na manutenção da democracia e da civilização. Pena que as ciências humanas não se ocupem da polícia como objeto do “bem”. Pelo contrário, reafirmam a ignorância e o preconceito que temos contra os policiais relacionando-a apenas com “aparelhos repressivos” e não com “aparelhos constitutivos” do convívio civilizado socialmente sustentável. Há sim corrupção, mas a corrupção, além de ser um dado da natureza humana, é também fruto dos maus salários e do descaso social com relação à polícia, além da proximidade física e psicológica com o crime. Se a polícia se corrompe (privatiza sua função de manutenção da ordem via “caixinhas”) e professores, não, não é porque professores são incorruptíveis, mas simplesmente porque o “produto” que a polícia entrega para a sociedade é mais concretamente e imediatamente urgente do que a educação. Com isso não estou dizendo que a educação, minha área primeira de atuação, não seja urgente, mas a falta dela demora mais a ser sentida do que a da polícia, daí “paga-se caixinha para o policial”, do contrário roubam sua padaria, sua loja, sua casa, sua escola, seu filho, sua mulher, sua vida. Qual o “produto” da polícia? De novo: liberdade dentro da lei, segurança, a possibilidade de você andar na rua, trabalhar, ir ao cinema, jantar fora, dormir, não ser morto, viver em democracia, enfim, a civilização. Defendem-se drogado, bandido, criminoso. É hora de cuidarmos da nossa polícia.

Luiz Felipe Ponde é articulista do Jornal Folha de SP

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Hoje perdemos uma companheira de farda! Márcia Policarpo, descanse em Paz…

Policial é assassinada dentro de casa durante assalto perto do Taguaparque

Flávia Maia

Publicação: 17/02/2012 07:10

Atualização: 17/02/2012 10:25

Uma policial militar foi assassinada às 6h30 desta sexta-feira (17/2) dentro de casa na Colônia Agrícola Samambaia, perto do Taguaparque. Os assaltantes invadiram a residência da PM e atiraram contra ela e o marido, que foi levado para o hospital.
Márcia Helena Policarpo de Sousa, de 33 anos, morreu na hora. A polícia ainda não sabe dizer quantos tiros ela levou. Vizinhos, que não quiseram se identificar, informaram que ouviram seis disparos. O marido da vítima levou um tiro no tórax e foi encaminhado para o Hospital Regional de Taguatinga, onde foi submetido a uma cirurgia.
Os assaltantes fugiram com o carro da vítima, um VW Fox prata, que foi localizado em uma quadra próxima, em frente à chácara 292. A principal hipótese da polícia é que os bandidos queriam roubar a arma da policial. Na hora do crime ela não estava fardada, usava o chamado uniforme de abrigo, de uso interno da corporação.
Márcia e o marido estavam casados há 10 anos e não tinham filhos. Vizinhos disseram que ela estaria recebendo ameaças nos últimos dias e que a vítima tinha comentado sobre pessoas rondando a sua residência.
Policiais apareceram no local do crime para ver a companheira de trabalho. Emocionados, eles falaram sobre o assunto. “Hoje falta segurança até para a própria polícia. Essa questão precisa melhorar”, disse o tenente Gilvan Ribeiro da Silva, do 17º Batalhão de Polícia.

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