Arquivo do mês: dezembro 2013

Segurança para o réveillon em Brasília terá 1 mil PMs e 35 agentes da PCDF, diz governo

O interessante é a proporção dentro da Secretaria de segurança pública: Quase 8% (oito por cento) do efetivo da PMDF (14 mil) na rua, enquanto a PCDF entra com aproximadamente 0,5% do seu efetivo (6 mil). Se houvesse proporção e uma planejamento sério poderiam ter vários policiais infiltrados no meio do evento podendo ajudar a coibir diversos crimes. Culpa de quem? (Aderivaldo Cardoso – Coordenador do Movimento Policiamento Inteligente – Em busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais)

O esquema montado pela secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP) para a virada do ano prevê um efetivo de 1.000 policiais militares na Esplanada dos Ministérios, centro de Brasília. Outros 67 militares do Corpo de Bombeiros e mais 35 agentes da Polícia Civil também vão trabalhar na Esplanada. Ao todo, 68 viaturas serão empregadas, sendo 52 da PM, 12 do Corpo de Bombeiros e quatro da Polícia Civil.

Esplanada dos Ministérios (Foto: Reprodução Globo News)
Esplanada dos Ministérios (Foto: Reprodução Globo News)

O governo gastou R$ 4 milhões para realizar as festas de fim de ano na Esplanada, o que inclui a infraestrutura montada para o Natal e cachês de artistas contratados para se apresentar réveillon.

A estimativa da SSP é de 200 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios e mais 20 mil na Prainha, às margens do Lago Paranoá, onde fica a Praça dos Orixás. Na Esplanada, os shows estão previstos para começar às 21h desta terça (31). Na Prainha, às 14hs.

Segundo o GDF, oito UTI’s e dois postos médicos estarão prontos para atendimento ao público na Esplanada. Outra UTI estará à disposição do público na Prainha. O Corpo de Bombeiros e a PM também vão destinar 12 militares para atuar em duas embarcações de patrulhamento e salvamento aquático no Lago Paranoá.

As ações de trânsito na Esplanada ficarão a cargo da PM. As vias N1 e S1 serão bloqueadas para o trânsito de veículos da altura do Congresso Nacional até a Rodoviária do Plano Piloto a partir das 16h desta terça (31). Já as vias N2 e S2, que passam por trás dos ministérios, poderão ser utilizadas pelos motoristas, diz o GDF.

Vias N1 e S1, na Esplanada dos Ministérios, estarão fechadas para o trânsito de veículos nesta terça-feira (31) (Foto: Secretaria de Segurança Pública / Reprodução)
Vias N1 e S1, na Esplanada dos Ministérios, estarão fechadas para o trânsito de veículos nesta terça (31)
(Foto: Secretaria de Segurança Pública / Reprodução)

Os estacionamentos estarão liberados somente em áreas que ficam atrás dos prédios da Esplanada, com exceção do estacionamento da Catedral. Lá, o espaço poderá ser utilizado, mas apenas por portadores de necessidades especiais e pessoas com 65 anos ou mais, informou a SSP. Na Praça dos Orixás, o Detran fará a fiscalização do trânsito.

O Detran informou que serão utilizados pelo menos 40 bafômetros nas fiscalizações. Já a PM diz que vai utilizar um bafômetro em cada um dos 22 pontos de fiscalização que serão montados na região central de Brasília.

Comitê de segurança pública do DF explicando o esquema montado para o réveillon na Esplanada dos Ministérios (Foto: Ricardo Moreira / G1)
Comitê de segurança pública do DF explicando o esquema
montado para o réveillon na Esplanada dos Ministérios
(Foto: Ricardo Moreira / G1)
O subsecretário de Segurança Pública do DF, Paulo Roberto Batista de Oliveira, disse nesta segunda-feira (30) que no réveillon do ano passado as principais ocorrências registradas na Esplanada dos Ministérios foram furtos de veículos e furto no interior de carros. Oliveira não divulgou a quantidade de ocorrências registradas em 2012, durante a virada do ano, mas afirmou que dessa vez o trabalho dos policiais será mais intenso nos estacionamentos.

Oliveira disse ainda que o efetivo de policiais nas regiões administrativas não será prejudicado em virtude do esquema de segurança na Esplanada dos Ministérios. “O policiamento nas regiões administrativas segue normal durante o feriado. O efetivo empregado no dia a dia é mais que suficiente”, disse Ribeiro.

Transporte
O subsecretário disse que os ônibus da Rodoviária do Plano Piloto vão operar de acordo com a demanda. Os veículos acionados para atender os passageiros que forem para a festa e os que precisarem voltar para a casa vão rodar das 18h desta terça (31) às 5h do dia 1 de janeiro. O metrô vai funcionar até a meia noite de terça (31). Das 0h às 2h, o embarque poderá ser feito apenas na estação Central, localizada na Rodoviária do Plano Piloto.

Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/12/seguranca-para-o-reveillon-em-brasilia-tera-1-mil-pms-diz-governo.html

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Pressão sobre policiais cresce, na Argentina e no continente

POR QUE NÃO PERMITIR QUE POLICIAIS TENHAM SEUS DIREITOS TRABALHISTAS RECONHECIDOS?

SABINA FREDERICESPECIAL PARA A FOLHA

Um rastro de protestos de policiais em 20 entre 23 províncias deixou governantes e cidadãos argentinos em alerta recentemente. Ainda não se dissipara a recordação de três outros aquartelamentos durante este ano e do conflito intenso protagonizado pela gendarmaria em 2012.

Essa recorrência traz à tona um dos paradoxos das democracias na América Latina. A escalada da insegurança fez aumentarem o peso e as dimensões das instituições policiais na região. Além disso, cresceu a pressão pública por mais eficiência e profissionalismo policial, com respeito absoluto pelos direitos humanos dos cidadãos.

Enquanto isso, continuam a ser negados direitos como o da sindicalização, sem que existam mecanismos que garantam condições de bem-estar e remuneração.

O Brasil acumula cerca de 160 protestos policiais nos últimos dez anos. Países como Honduras e Equador sofreram protestos policiais que derivaram em conspirações contra o Estado de Direito.

A situação contrasta nitidamente com a da América do Norte e da União Europeia, cujas polícias têm o direito de sindicalização sem greves e costumam manifestar-se publicamente. Em nossa região, apenas o Uruguai tem sindicato policial reconhecido.

A pergunta é: por que não permitir que policiais tenham seus direitos trabalhistas reconhecidos? Nós, que há muitos anos realizamos trabalho de campo etnográfico entre policiais, sabemos que o argumento contrário à concessão de tais direitos vem da negação da condição de trabalhador aos policiais, justificada por uma essência do “ser policial”, que seria alheia à dignidade do “trabalho”.

Essa visão costuma rejeitar a pergunta de como as lógicas sociais, políticas e jurídicas os atravessam e recusar a questão de como clivagens geracionais, de gênero e de classe são alguns dos princípios que regulam as tarefas que cabem à polícia.

Hoje, temos instituições policiais com alta proporção de jovens socializados numa era de expansão dos direitos dos cidadãos e protestos por sua ampliação. Por que eles deveriam evitar tomar a palavra ou resistir a certas microextorsões que, na ausência de canais paralelos de reivindicação, alimentam a cadeia de comando e o funcionamento crucial das polícias?

Acreditamos que o debate sobre sua condução democrática deva começar com a ampliação do olhar para essas outras realidades, cujo conhecimento é necessário para qualquer reforma viável.

SABINA FREDERIC é professora e pesquisadora da Universidade Nacional de Quilmes e do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina

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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/145539-pressao-sobre-policiais-cresce-na-argentina-e-no-continente.shtml

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É preciso desmilitarizar a polícia? A polícia que temos ou polícia que queremos?

DEPRECIAR, DESMERECER, DESMILITARIZAR

O desconhecimento do que é a Polícia Militar no Brasil leva as pessoas a pensarem, erroneamente, em treinamento de guerra e inimigos. Segundo esse pensamento, a desmilitarização seria a solução para eventuais deslizes e ações violentas.

Só neste ano, em São Paulo, mais de 55 policiais militares perderam a vida defendendo o cidadão e cerca de 400 ficaram feridos, alguns com sequelas para o resto da vida. Isso aconteceu porque eles internalizaram valores que lhes foram transmitidos no consistente e demorado curso de formação, reiterados pelos comandos diuturnamente.

O militarismo nas polícias é a forma de internalizar valores éticos, morais, de ordem e respeito às pessoas. Essa conduta é responsável por tornar os policiais militares homens e mulheres diferenciados por seu comprometimento com a defesa da vida e da dignidade, morrendo por seu ideal, se necessário for. Pelos indicadores apontados, isso não é apenas retórica.

A polícia de hoje é uma polícia cidadã, focada na prestação de serviço. O policial militar não tem inimigo a ser eliminado. Tem um infrator da lei que deve ser preso e entregue à Justiça (Giraldi, 1999).

Todo treinamento nas escolas da Polícia Militar –todas de nível superior– tem esse foco. Há uma disciplina específica de direitos humanos e seus conceitos, junto com a filosofia de polícia comunitária e de gestão pela qualidade, norteiam as ações policiais. Lá se ensina que a razão de ser da polícia é o cidadão.

Os erros e desvios, quando acontecem –e acontecem, como em qualquer profissão–, são rigorosamente punidos por meio de uma corregedoria forte e atuante, que não sobresta procedimentos, que não transfere policial como solução, que não prescreve aposentadoria com salário integral como punição, que não se intimida e expulsa os policiais que não honram seu “compromisso com o cidadão” (slogan da PM de São Paulo em 2010).

Agora que os indicadores não estão tão bons, fala-se muito em mudanças. Mas se ignora que a Polícia de São Paulo foi o fator fundamental no maior exemplo de combate à criminalidade no mundo ao fazer cair os homicídios nas 645 cidades do Estado consecutivamente por 12 anos em 72%.

Destaque-se: a queda não se efetivou em apenas uma cidade, como Bogotá ou Nova York.

Erra quem compara os indicadores de letalidade policial com aqueles existentes nos Estados Unidos e demais países com legislação forte e poucos confrontos. Não considerar essas premissas é o mesmo que comparar banana com laranja.

Caro leitor, a Polícia Militar exerce papel principal nessa conquista, pois o indicador cai quando o crime não acontece. Para isso, é fundamental a prevenção feita pela PM, com planejamento e inteligência, de forma competente.

Cada país tem a sua peculiaridade, o seu arcabouço legal, a sua herança cultural, e no Brasil não é diferente. As Polícias Militar, Civil e Federal têm missões definidas e se completam, na medida de sua competência constitucional. Precisamos aperfeiçoá-las, com melhor treinamento e salários dignos, e exigir que cada vez mais prestem melhores serviços aos cidadãos, aprimorando os seus processos demissórios para banir de seus quadros aqueles que não se enquadrarem na nova ordem.

A Polícia Militar é o sustentáculo da democracia, a garantidora do Estado democrático de Direito, o último anteparo do cidadão contra a criminalidade e, em muitos locais, o único. Devemos trabalhar para que ela melhore sempre, a cada dia, dentro do princípio da melhoria contínua que também a norteia. Depreciá-la, desmerecê-la, desmilitarizá-la é um grande erro.

ALVARO BATISTA CAMILO, 52, administrador de empresas, é vereador de São Paulo pelo PSD. Foi comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo (de 2009 a 2012)

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/12/1390875-e-preciso-desmilitarizar-a-policia-militar-nao.shtml

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É preciso desmilitarizar a polícia?

DESMILITARIZAR A PM JÁ

O que a sociedade deve esperar de policiais militares que, ao longo de sua formação, são obrigados por seus superiores a se sentar e a fazer flexões sobre o asfalto escaldante, que lhes provoca queimaduras nas mãos e nas nádegas?

Como esses soldados, submetidos a um treinamento cruel e humilhante, se comportarão quando estiverem patrulhando as ruas e atuando na “pacificação” das comunidades? Como uma instituição que não respeita os direitos de seus membros pode contribuir com a democracia?

Dar respostas a essas perguntas se tornou ainda mais urgente após a morte do recruta da Polícia Militar do Rio de Janeiro Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, em novembro. Membro da 5ª Companhia Alfa, ele foi parar no CTI (centro de terapia intensiva) do hospital central da PM após ser submetido a um treinamento que mais pareceu uma sessão de tortura, no CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças).

Além de Paulo, outros 33 recrutas passaram mal e 24 sofreram queimaduras nas mãos ou nas nádegas. Segundo relatos de colegas, quem não suportava os exercícios sob a temperatura de 42 graus Celsius –a sensação térmica era de 50 graus Celsius– levava um banho de água gelada ou era obrigado a se sentar no asfalto.

E o caso não é isolado. Após a morte de Paulo, o Ministério Público ouviu recrutas da 5ª Companhia Alfa. Eles confirmaram os castigos cruéis e contaram que os oficiais não davam tempo suficiente para que se hidratassem. Alguns tiveram que beber água suja na cavalaria. Segundo informações da enfermaria da unidade, alunos chegaram a urinar e vomitar sangue. O secretário estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, classificou a morte como homicídio.

Até policiais experientes não resistem a esses treinamentos. Neste mês, na Bahia, os soldados Luciano Fiuza de Santana, 29, e Manoel dos Reis Freitas Júnior, 34, morreram após passarem mal num teste de aptidão física para ingressar no Batalhão de Choque. Outros precisaram ser hospitalizados.

A tragédia envolvendo o recruta fluminense e os policiais baianos, infelizmente, não é só do Rio e da Bahia, mas de toda a sociedade brasileira. Em todos os Estados do país, a PM é concebida sob a mesma lógica militarista e antidemocrática.

Ninguém precisa ser submetido a exercícios em condições degradantes e a castigos cruéis para se tornar um bom policial. Em vez de se preocupar em formar soldados para a guerra, para o enfrentamento e a manutenção da ordem de forma truculenta, o Estado precisa garantir que esses profissionais atuem de forma a fortalecer a democracia e os direitos civis. A realização dessa missão passa necessariamente por mudanças na essência do braço repressor do poder público.

Desde as manifestações dos últimos meses em todo o país, quando os excessos da PM e a sua dificuldade em conviver com o regime democrático ficaram evidentes, o debate sobre sua desmilitarização se tornou urgente. A PM é uma herança dos anos de chumbo, uma força auxiliar do Exército. Mas o que nós precisamos é de uma instituição civil.

Nesse sentido, é fundamental que o Congresso Nacional aprove a proposta de emenda constitucional (PEC 51/2013) que prevê a desvinculação entre a polícia e as Forças Armadas; a efetivação da carreira única, com a integração entre delegados, agentes, polícia ostensiva, preventiva e investigativa; e a criação de um projeto único de polícia.

Esse debate deve envolver os próprios policiais e as organizações da sociedade civil. Essa proposta não significa estar contra a polícia, mas estar a favor dos servidores da segurança pública e da cidadania.

MARCELO FREIXO, 46, professor de história, é deputado estadual pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) no Rio de Janeiro

PM no Brasil - Escravos

 Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/12/1390874-e-preciso-desmilitarizar-a-policia-militar-sim.shtml

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Greve de policiais em Alagoas – eles tinham foco: equiparação com a polícia civil

 Após mais de quatro horas reunidos em assembleia, os militares decidiram, por unanimidade, encerrar a Operação Padrão, desencadeada no dia 17 de dezembro. Bombeiros e policiais se reuniram para analisar a proposta de reajuste oferecida ontem pelo Governo do Estado, após longa negociação.
Segundo representantes dos militares, a tropa aceitou o realinhamento de todas as faixas salariais, exceto os soldados, que terão apenas uma faixa, com a garantia do repasse para os salários de R$ 2,8 milhões. O governador garantiu disponibilizar mais R$ 14 milhões para uma nova tabela de escalonamento, sendo R$ 6 milhões em 2014, e mais R$ 8 milhões até março de 2015.
Em entrevista ao Alagoas24Horas, o major Fragoso, presidente da Assomal, disse que os militares aguardam ainda a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público, a PM e o Governo do Estado para o início, na próxima segunda-feira, 30, do curso de direção especial para condutores de viaturas.
Questionado sobre a razão pela qual os militares não aceitaram a proposta ontem, após reunião com o governador, Fragoso se limitou a dizer que somente hoje tiveram tempo de explicar e discutir.
Os militares voltam ao trabalho imediatamente, inclusive com o uso de viaturas.
Resumo de ganhos
O coronel Ivon Berto, um dos líderes do movimento, disse em entrevista, que o acordo com o Governo é um presente histórico para os militares, no que diz respeito ao resgate da valorização profissional e dignidade dos profissionais da Segurança Pública.
“Estamos dando fim a Operação Padrão porque fomos atendidos em nossas reivindicações. As viaturas já estão saindo às ruas. Um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) será firmado entre Ministério Público, Polícia Militar e governo do estado para que se inicie o curso de capacitação dos motoristas já na próxima segunda-feira (30)”, afirmou o coronel Ivon Berto.
De acordo com a categoria, o salário será reajustado imediatamente em 10%. Para alcançar a equiparação salarial ao provento recebido pela Polícia Civil, haverá ainda um reajuste de 6% (IPCA que seria incorporado em janeiro) + 22% (referente à Data Base da categoria). Este último, porém, será parcelado e pago a partir de fevereiro de 2014 até março de 2015.

Dentre as conquistas da categoria, o coronel destacou a aprovação do Projeto de Lei que versa sobre a criação do serviço voluntário remunerado da Polícia Militar; o repasse de recursos para compra de uniformes; pagamento de um valor pecuniário para cobrir os gastos com alimentação, durante o horário de trabalho; aumento do custeio da PM e Corpo de Bombeiros; entrega de novas viaturas; compra de equipamentos como coletes e pistolas .40; além da aquisição de viaturas 4×4.

AL - PM - Tabela salarial

Da Redação 
Izabelle Targino/Alagoas 24 Horas/Arquivo
Outro Estado que está avançando:
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Fonte: Rede Democrática PM/BM

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A polícia militar não deve mais atuar no trânsito, pelo menos no que se refere a notificações (infrações administrativas)

A cada dia fico mais convicto de uma coisa: A polícia militar não deve mais atuar no trânsito, pelo menos no que se refere a notificações (infrações administrativas). Deve limitar-se apenas aos crimes de trânsito, afinal, o DETRAN possui profissionais qualificados e bem remunerados para tal finalidade. A polícia militar precisa ater-se ao papel de polícia militar, ou seja, policiamento ostensivo e preventivo. Nada mais! Quem tudo quer, não tem! Queremos equiparação com os outros órgãos da secretaria de segurança pública e fluidez em nossas promoções. Aderivaldo Cardoso – Coordenador do Movimento Policiamento Inteligente – Em busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais)

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Vale a pena ler de novo: Xerife do Tolerância Zero afirma que é a hora de o Brasil investir em Segurança

Xerife do Tolerância Zero afirma que é a hora de o Brasil investir em Segurança nick ut, ap, bd - 30/04/2009/
O Brasil está diante de uma oportunidade histórica para derrotar o crime. Quem garante é o homem que pacificou duas metrópoles americanas – Nova York e Los Angeles.

Quando William Bratton, 62 anos, assumiu o comando da polícia nova-iorquina com a promessa de vencer a guerra contra os bandidos que matavam mais de 2 mil pessoas por ano, em 1994, poucos acreditaram no xerife da tática conhecida como Tolerância Zero. Mas ele conseguiu.

De 2002 ao final do ano passado, período em que chefiou os policiais de Los Angeles, repetiu a promessa. Igualmente a cumpriu, encolhendo as estatísticas de crime. As cidades, que estavam entre as mais violentas dos Estados Unidos, são hoje duas das mais seguras. Agora, o homem que recebeu o apelido de “top cop” (maior policial) americano volta seus olhos para o Brasil – e com otimismo.

Recém aposentado do serviço público e integrado à empresa americana de consultoria em segurança Altegrity, Bratton virá ao país para uma palestra entre março e abril, em São Paulo.

Ele garante que o crescimento econômico e a proximidade de eventos como a Copa do Mundo e a Olimpíada criam um momento único para revolucionar a segurança urbana.

Confira os principais trechos da entrevista de Bratton concedida a ZH, por telefone, de Nova York:

Zero Hora – O que o senhor mudaria em primeiro lugar no sistema brasileiro de segurança pública?

William Bratton – Passei por uma experiência no Brasil, em 2000, 2001 e 2002, quando estive trabalhando para o ex-governador (Tasso) Jereissati no Estado do Ceará, particularmente na cidade de Fortaleza. Tivemos algum sucesso reduzindo índices de criminalidade, e pude conhecer o seu sistema de Justiça criminal. Ele tem problemas em termos de falta de coordenação e colaboração entre os vários componentes. Às vezes devido à estrutura organizacional, às vezes porque há diferenças entre as organizações, e nem sempre há vontade de colaborar e se coordenar umas com as outras.

ZH – O fato de termos duas polícias faz parte disso?

Bratton – Sim, mas até mesmo se pegarmos apenas a Polícia Militar, por exemplo, os praças formam um grupo separado dos oficiais, são classes bastante separadas. É potencialmente problemático porque você tem diferentes classes no serviço. E a Polícia Civil, os seus delegados, são outra classe, são advogados, que não trabalharam no patrulhamento ostensivo antes de virar policiais civis. E há os promotores, que são completamente separados disso.

ZH – Nos EUA, o fato de haver uma polícia única ajuda?

Bratton – Temos um sistema em que todos começam como policiais de rua que podem subir na organização e se tornar um detetive, um supervisor, um oficial de comando, um comissário. Mas todos começam como policiais trabalhando nas ruas, e quase nunca se vê alguém que comanda um departamento de polícia que não tenha subido por essa hierarquia. No meu caso, por exemplo, em 1970 eu comecei como guarda, virei sargento, tenente, superintendente, comissário de polícia de Boston, depois comissário de Nova York e, mais recentemente, chefe de polícia de Los Angeles. No Brasil, isso não ocorre, e isso é problemático para ter um sistema de Justiça criminal que funcione.

ZH – Aqui as diferenças culturais são uma barreira?

Bratton – Há níveis educacionais diferentes. Alguns policiais civis têm diploma de Direito e, para ser um praça da Polícia Militar, você precisa de um diploma de Ensino Médio. Além disso, os oficiais e os chefes de polícia vêm, muitas vezes, de uma outra classe social. Há muitas diferenças de educação, de classe, profissionais. Nos EUA, detetives, praças, policiais e comandantes são parte da mesma organização. Essas são questões que precisam ser reconhecidas em uma tentativa de melhorar a coordenação, o compartilhamento de informação e inteligência. Começamos a fazer isso com algum sucesso em Fortaleza, mas então o contrato acabou e me tornei chefe de polícia em Los Angeles.

ZH – O senhor repetiria a experiência no Brasil?

Bratton – Estou muito interessado em voltar ao Brasil. O seu país passou por uma transformação fenomenal. Quando eu estive aí, sua economia estava lutando, as taxas criminais eram terríveis, mas agora vocês se tornaram a potência econômica da América do Sul. Vocês têm uma das economias mais fortes, o país está crescendo positivamente, e uma evidência disso é que vocês têm a Copa do Mundo e a Olimpíada. Isso demonstra ao mundo que vocês cresceram muito, mas o problema que vocês ainda enfrentam é a segurança pública.

ZH – Hoje o cenário é mais propício para mudar o quadro da segurança?

Bratton – Vocês têm hoje uma oportunidade crucial para os governos decidirem investir na infraestrura de segurança pública. Há uma grande oportunidade, com grande potencial de sucesso. Se vocês tiverem líderes dispostos a investir em segurança e a experimentar, vocês podem ter sucesso. Esta é a hora de o Brasil investir em segurança. Essa é a oportunidade, com a Olimpíada e a Copa do Mundo se aproximando, de mostrar o Brasil para o mundo.

ZH – Alguns dos problemas se referem a investimentos, como falta de pessoal, de equipamentos, baixos salários. Isso de fato é essencial para uma política de segurança eficiente?

Bratton – Nos EUA, temos uma expressão: você recebe pelo que paga. Se você não paga para ter policiais educados, motivados e honestos, você terá policiais sem educação, desmotivados e desonestos. Em Nova York, (Rudolph) Giuliani, e em Los Angeles, (Antonio) Villaraigosa, esses prefeitos entenderam a importância de aumentar a força policial, de investir em pagamento, equipamento e tecnologia. Agora que seu país está emergindo como potência econômica, tem mais riqueza do que tinha, assim como o Rio de Janeiro se prepara para a Olimpíada, precisa considerar investir bem mais dinheiro e recursos em segurança pública. Em uma democracia, a primeira obrigação de um governo é garantir a segurança pública.

ZH – O senhor citou o Rio de Janeiro…

Bratton – Li no New York Times uma reportagem muito interessante sobre o Rio de Janeiro. Para mim, é muito curioso porque é o que nós começamos a fazer em Nova York, em 1996. Tínhamos uma operação chamada Juggernaut. Nós usávamos milhares de policiais para tomar áreas dos traficantes de drogas e, uma vez que nós recuperávamos essas áreas, deixávamos muitos policiais na região para garantir que os traficantes não voltariam. Depois disso, passávamos para as áreas seguintes. Em um período de dois anos, atravessamos a cidade, reduzindo crimes. Como no Rio.

ZH – O senhor se refere às unidades de polícia pacificadora?

Bratton – Sim. Muitas áreas das suas cidades são deixadas à mercê dos grandes traficantes. A polícia não fica rotineiramente nelas. Geralmente usam forças de ataque quando entram, empregando muita violência, então vão embora e as gangues retomam o controle. No Rio, há um esforço não apenas para entrar, mas para permanecer. Mas isso exige muitos policiais e bons salários para que não se corrompam. É preciso haver otimismo sobre isso.

ZH – Havia otimismo em Nova York?

Bratton – Quando fui para Nova York, em 1994, ou para Los Angeles, em 2002, não havia muito otimismo nessas cidades de que poderiam fazer muito contra o crime, e elas fizeram. Nova York é hoje uma das cidades mais seguras do mundo, e a mais segura grande cidade americana. Los Angeles é a segunda cidade de grande porte mais segura dos EUA, depois de anos de domínio de gangues. Em Nova York, o crime vem caindo todo ano há 19 anos. Em Los Angeles, caiu durante todo o tempo em que estive lá. Então, sou um otimista, sou muito bom no que eu faço, seja quando sou o chefe de polícia ou quando presto consultoria a governos.

ZH – Por que o senhor virá ao Brasil?

Bratton – Vou a São Paulo porque o Departamento de Estado dos EUA me convidou para falar sobre minha experiência. Mas também fiquei muito interessado no que está ocorrendo no Rio, porque você não pode fazer tudo em todos os lugares, em grandes áreas como Nova York ou São Paulo. Você não tem como fazer tudo ao mesmo tempo, você tem de ir fazendo área por área. O Rio entendeu isso.

ZH – O senhor já sabe com quem deverá se encontrar?

Bratton – Devo me encontrar com representantes de governos da região de São Paulo, que demonstraram interesse em conversar comigo sobre minha experiência após uma entrevista que dei para uma TV e um artigo publicado em uma revista.

ZH – Há uma preocupação muito grande no país em encontrar uma saída para a violência.

Bratton – Você pode ter um emprego, mas se você tem medo de ser assaltado no caminho para casa, ou se você agora tem uma televisão, mas ela é roubada, ou se suas crianças ficam em perigo ao ir para a escola, mesmo que a sua condição econômica tenha melhorado, se a segurança pública não melhorou, você vai viver com medo. A melhora econômica precisa ser acompanhada por uma melhora dramática na segurança pública.

ZH – E isso não é automático?

Bratton – Não é automático. Tem de ser planejado, tem de ser apoiado, conduzido. Mas sou otimista a esse respeito.

Tolerância Zero
– Em meados dos anos 90, a cidade de Nova York – sob comando do prefeito Rudolph Giuliani (1994 a 2002) e do chefe de polícia William Bratton – tornou célebre a expressão Tolerância Zero para se referir à decisão de prender autores de crimes até então relevados, como pichadores.
– O programa foi inspirado na teoria das “janelas quebradas”, um famoso artigo de autoria de James Q. Wilson e George L. Kelling publicado na revista Atlantic Monthly, em 1982. O princípio é o de que, ao se tolerar uma pequena infração, seriam criadas as condições para a prática de crimes mais graves.
– Na verdade, essa era apenas parte de uma política mais abrangente que incluiu a implantação de um sistema informatizado de inteligência policial, o CompStat, capaz de cruzar dados de crimes e vítimas a fim de orientar a ação da polícia – até hoje em uso.
– O excesso de prisões, porém, acabou gerando críticas de alguns especialistas americanos pelo inchaço no sistema carcerário e pelo risco de estigmatização de uma grande parcela da população.

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Complexo de Vira Latas

Escrito por Luiz Fernando Ramos Aguiar

O desafio de motivar profissionalmente a tropa transcende o binômio remuneração digna e equipamentos modernos. A despeito da PMDF estar entre as corporações mais bem pagas e equipadas do Brasil, ainda é notório o desapontamento de grande parte de seu efetivo em relação à carreira. Somos uma tribo de quilombolas urbanos, libertos legalmente, mas isolados.

Precisamos de uma campanha afirmativa para recuperar nossa auto-estima. Parece que existe uma endemia na corporação de um complexo de “vira-latas” que faz com que os policiais, mesmo tendo um bom salário e melhores condições de trabalho, sintam-se profissionais de segunda classe. Talvez esse complexo seja o sintoma de uma doença mais grave e antiga, provocada por anos de exclusão social. Basta lembrarmos que até a Constituição de 1988, policiais militares não podiam sequer votar.

Entretanto, esse quadro vem mudando. Com o fim do rancho, por exemplo, os policiais começaram a realizar suas refeições nos comércios próximos aos locais de trabalho aproximando-se da comunidade. A possibilidade de se trabalhar em horário especial, quando matriculados em cursos universitários ou secundaristas, fez com que ficássemos ainda mais próximos, tanto individualmente, quanto na relação corporação-sociedade.

É preciso uma mudança da cultura da instituição em todos os níveis e instâncias. Mesmo que nossos manuais, regulamentos e leis exaltem conceitos de cidadania, prevenção e trato urbano, na prática esses valores são praticados de forma superficial, não por convicção, mas por obrigação. A verdade é que, no seio da tropa, a ação vigorosa, a repressão e as prisões em flagrante são encaradas como o “verdadeiro serviço de polícia”. Essas convicções refletem a imagem que o policial faz de si mesmo e de sua profissão. Dessa forma, os valores íntimos, nutridos pelo policial em relação à sua profissão, estão em perpétuo conflito com o que a sociedade espera dele. O reflexo é que o distanciamento entre o que o policial é e o que se espera dele traduz-se numa esquizofrenia institucional, cujo principal sintoma é um complexo de “vira-latas” injustificado.

Políticas pontuais que tenham por objetivo diminuir a distância entre o real e o ideal são uma solução. As mudanças devem começar na seleção e formação de pessoal e se estender a toda a tropa. Essas ações devem ser realizadas com o envolvimento da sociedade, associações, instituições religiosas e sociais, clubes etc. Devem não apenas mostrar, expor de forma teórica, o modelo ideal ao policial, mas educá-lo no sentido de que ele faça parte do processo. Assim, apenas cursos e treinamentos são insuficientes, sendo necessária a imersão do profissional na realidade da comunidade.

Incentivo à leitura, à participação em comunidades religiosas, além de atividades culturais como cinema, teatro e exposições de arte contribuirão para mudança do modo como os policiais encaram sua realidade. O policial deve participar de atividades que desenvolvam habilidades de convívio e tolerância com pessoas diferentes, daí a importância do envolvimento
de instituições que não estejam diretamente ligadas à caserna. Quando plenamente inserido o profissional poderá compreender de forma clara as necessidades da sociedade e a real natureza de sua atividade, recuperando sua auto-estima.

Conexão 190Conexão 190**Este artigo foi publicado originalmente na primeira edição do  Jornal Conexão 190, da Policia Militar do Distrito Federal, em agosto de 2007. O periódico foi produzido pelo Centro de Comunicação Social da corporação por cerca de um ano e tinha como proposta ser um veículo de comunicação corporativa moderno e em sintonia com o público interno. Infelizmente o projeto foi descontinuado, mas você pode conferir a primeira edição na integra no link abaixo:  

 CONEXÃO 190

Fonte:  Blizdigital

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Feliz Natal a todos os leitores e amigos!

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Que Deus nos abençoe!

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Sucesso a todos! Que venha 2014!

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E com ele novos desafios e aliados na busca por uma segurança pública melhor, ou seja, mais inteligente, eficiente, eficaz e efetiva.

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Programa de Educação Moral da PMDF

No último dia 14 de Dezembro estivemos reunidos em uma formatura diferente. Nós Cristãos acreditamos que a mudança ocorre do individuo para o coletivo e não ao contrário, se não fosse assim, Cristo não teria dito que está a porta e bate, precisamos abri-la. Acreditamos também que palavras geram pensamentos, que geram sentimentos, ações e resultados. Boas palavras irão gerar sempre bons pensamentos, sentimentos ações e resultados.

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Sendo assim, parabenizamos a Capelania da PMDF pelo programa de educação moral, onde formaram homens e mulheres em vários cursos, dentre eles cursos para aprender a lidar com as finanças, nosso grande problema hoje, cursos para lidar com a criação dos filhos e cursos para nos tornarmos simplesmente homens e mulheres melhores.

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Segundo o comandante geral o novo comando dará total apoio na ampliação do projeto no próximo ano. Para nos tornarmos pessoas melhores precisamos de investimentos no ser humano. Como sempre afirmarmos aqui, a polícia é feita por homens e mulheres, não por máquinas e armas. Se queremos mudar a instituição para melhor, precisamos começar pelos homens e mulheres que a constituem. A mudança ocorre do micro (indivíduo) para o macro (coletivo). Um homem só e uma mulher só podem fazer uma grande diferença no futuro. Investir no ser humano é investir na transformação e humanização de nossa queria Corporação. Eis o verdadeiro “espírito de corpo”. Homens e mulheres, pastores e padres, comandantes e comandados procurando tornarem-se pessoas melhores. Eis aí o verdadeiro caminho da transformação cultural!

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