Arquivo do mês: novembro 2013

Afinal, o governo sabia ou não sabia dos riscos de retirar a verba da saúde dos policiais?

Os questionamentos voltados para a suspensão do atendimento hospitalar da família policial militar continuam. Aprendemos na bíblia  que a “verdade liberta”, mas infelizmente o atual governo parece não ter conhecimento bíblico, mesmo assim, não é por acaso que sacrificaram um “cordeiro” para expiar os próprios pecados.

A Rádio CBN, com exclusividade, afirma ter documentos que compravam que o ex-diretor da área de saúde informou a seus superiores sobre os problemas que seriam causados por um contingenciamento de recursos de área tão importante. Pelo jeito não foi ouvido.

A polícia militar é um órgão da administração direta do governo do Distrito Federal, um órgão como outro qualquer, sem competências para “remanejar” por meio de “vontade própria” um recurso de 47 (quarenta e sete) milhões de reais. Tal contingenciamento já era previsto desde que o orçamento foi votado. Isso é fato!

Ficou feio para o governo do Distrito Federal vir a público declarar que toda a responsabilidade da “ação” mal sucedida foi de um coronel da Polícia Militar que não tinha poderes para isso. Nenhum militar é louco o suficiente para tomar atitudes isoladas sem informar seus superiores. Como órgão da administração direta, o comandante supremo da corporação é o governador, que delega poderes ao secretário de segurança pública. É preciso abrir a caixa preta da pasta, como já dizia o “capitão Nascimento” no Filme Tropa de Elite!

Para uma instituição que prega o espírito de corpo é complicado ver uma nota do comando responsabilizando totalmente um subordinado:

O comando geral da PM esclareceu por meio de nota que “os convênios foram suspensos por iniciativa isolada do chefe do departamento de saúde. Visando o restabelecimento do atendimento aos policiais militares e seus dependentes, o comando solicitou que as unidades de saúde adequem seus sistemas para atender a demanda da corporação, normalizando o atendimento” (Fonte: Site G1)

Fato semelhante já ocorreu na corporação quando acusaram um comandante de má gestão por uma licitação que ainda seria realizada para comprar capas de chuva para os policiais. O comportamento dele no episódio foi totalmente diferente. Ele afirmou que se seu subordinado errou, o erro era dele, pois era o responsável pela Corporação! Um ato digno de respeito!

Já o governador tem por hábito tirar o corpo fora todas as vezes que a situação aperta, mesmo sendo o comandante supremo das polícias no DF, basta analisar sua fala sobre o episódio das capas, bem parecida com a última declaração onde sacrificou o “cordeiro” para expiar seus pecados:

“O governador considerou  um ato desmedido a inclusão da compra de 17 mil capas de chuva na licitação de aquisição de equipamentos policiais para os eventos esportivos, realizados em período de seca em Brasília.” (Fonte: Site G1)

O Correio Braziliense traz trechos da entrevista de ontem do Comando da Corporação e do Secretário de Segurança Pública do DF:

“A intenção é cobrir os gastos médico-hospitalares da polícia e reestabelecer os atendimentos nas unidades conveniadas com recurso da própria corporação. O plano da PM é remanejar R$ 35 milhões do setor de logística para o Fundo de Saúde. O problema é que o órgão não tem autoridade para remanejar recurso.”

No trecho acima fica evidente que o recurso de 47 (quarenta e sete) milhões fora remanejado e que o órgão, PMDF, não tem autoridade para remanejar tal recurso. Quem teria tal competência? A resposta a pergunta desvendará o culpado!

Em outro trecho da entrevista temos a seguinte afirmação:

“Será preciso uma medida provisória, alternativa complicada para o fim do ano, já que depende de aval do governo federal. Para agilizar, o Executivo local teria que enviar projeto de lei à Câmara Legislativa e obter a aprovação da retirada de verba de uma área para outra. E esse processo pode demorar. Mesmo que o pedido do governo seja em caráter de urgência, a Câmara Legislativa acumula mais de 40 projetos de autoria do Executivo para serem votados até o fim do ano.”

Ora, se sabiam o caminho por que deixaram para última hora. Qualquer um que tenha noção de Direito Constitucional e Administrativo sabe como funciona o processo legislativo! A legislativo entrará em recesso no próximo dia 15 de dezembro voltando somente em fevereiro. Como ficará nossas famílias até lá?

  “A situação poderia ter sido evitada se o comando da PM tivesse remanejado, com antecedência, recursos previamente alocados para outros fins. Hoje, em caixa, a PM tem R$ 44 milhões que correm o risco de voltarem aos cofres da União por falta de utilização. O comandante-geral admitiu que o dinheiro existe e que poderia ter sido alterado antes da atitude de suspender os planos de saúde.”

O grande ponto aqui demonstra que nosso problema é uma questão de prioridades. O dinheiro existe, mas se a dotação é para outro fim é como se não existisse. Se não houver remanejamento, não existe dinheiro. Caso o ordenador de despesas, coronel Cordeiro, desse continuidade ao plano de saúde sem a devida dotação orçamentária, aí sim, toda responsabilidade cairia sobre ele, após análise do Tribunal de Contas. Alguém arriscaria toda uma carreira por um erro do governo?

“Estávamos gerindo isso em nível de governo para que pudéssemos arcar com os compromissos dos planos de saúde. Para tirar dinheiro de um canto para outro, precisamos de autorização e estávamos trabalhando para prover isso”

Para encerrar, a fala acima deixa claro que ao gerir em nível de governo os chefes superiores tinham conhecimento. Quem são eles? O secretário de segurança, o Secretário de Planejamento e o próprio governador. Documentos trocados entre os órgão confirmam as tratativas. Basta procurá-los que acharão os verdadeiros culpados. Estamos de olho!

Ficou muito feio, perante a opinião pública, o governo mentir por dias consecutivos, nos meios de comunicação afirmando que os serviços haviam voltado, mas desde as 13 (treze) promessas não cumpridas com a categoria que sabemos que o atual governo não é confiável!

Jooziel ao lado de Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública: polêmica pode minar candidatura de ambos no ano que vem (Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 17/6/13)

Jooziel ao lado de Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública: polêmica pode minar candidatura de ambos no ano que vem.

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Comando da PM quer remanejar dinheiro para resolver planos de saúde

Para remanejar dinheiro e resolver o problema da suspensão do plano de saúde da corporação, comandante-geral empurra a responsabilidade para o Executivo e o Legislativo local na aprovação de um projeto de lei

Camila Costa

Publicação: 30/11/2013 06:05 Atualização:

Jooziel ao lado de Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública: polêmica pode minar candidatura de ambos no ano que vem (Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 17/6/13)
Jooziel ao lado de Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública: polêmica pode minar candidatura de ambos no ano que vem

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O comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) quer resolver o problema com os planos de saúde da corporação com suplementação orçamentária. A intenção é cobrir os gastos médico-hospitalares da polícia e reestabelecer os atendimentos nas unidades conveniadas com recurso da própria corporação. O plano da PM é remanejar R$ 35 milhões do setor de logística para o Fundo de Saúde. O problema é que o órgão não tem autoridade para remanejar recurso.

Será preciso uma medida provisória, alternativa complicada para o fim do ano, já que depende de aval do governo federal. Para agilizar, o Executivo local teria que enviar projeto de lei à Câmara Legislativa e obter a aprovação da retirada de verba de uma área para outra. E esse processo pode demorar. Mesmo que o pedido do governo seja em caráter de urgência, a Câmara Legislativa acumula mais de 40 projetos de autoria do Executivo para serem votados até o fim do ano — os dois poderes afirmaram que houve má gestão na organização dos recursos da corporação militar.

“O problema não foi falta de gestão. Faltou concluir a gestão”, afirmou o comandante-geral da PMDF, Jooziel de Melo Freire. O coronel da PM disse ao Correio que esse processo já estava sendo feito quando o chefe do Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal da PM, exonerado da corporação, decidiu, por conta própria, suspender os planos de saúde dos militares.

Sindicância
Segundo Jooziel, uma sindicância foi aberta internamente para apurar os motivos pelos quais o ex-chefe da saúde da PM cancelou os convênios, responsáveis pelo atendimento de 90 mil policiais e dependentes. O processo de investigação pode demorar até três meses. Desde segunda-feira, os militares não conseguem atendimento na rede privada de saúde. Consultas marcadas foram rejeitadas pelos hospitais, assim como sessões de tratamentos de câncer e de hemodiálise, por exemplo.

Em caixa
Correio mostrou, na edição de ontem, que a situação poderia ter sido evitada se o comando da PM tivesse remanejado, com antecedência, recursos previamente alocados para outros fins. Hoje, em caixa, a PM tem R$ 44 milhões que correm o risco de voltarem aos cofres da União por falta de utilização. O comandante-geral admitiu que o dinheiro existe e que poderia ter sido alterado antes da atitude de suspender os planos de saúde. “Estávamos gerindo isso em nível de governo para que pudéssemos arcar com os compromissos dos planos de saúde. Para tirar dinheiro de um canto para outro, precisamos de autorização e estávamos trabalhando para prover isso”, explicou Jooziel.

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Como está o Sargento Adriano Ferreira? Merece um ato de bravura!

O maior reconhecimento ao nosso companheiro seria a promoção por ato de bravura! Por todas as perdas e sofrimento e por todo o futuro que teria na corporação! Precisamos levantar esta bandeira! No dia que o vi é como seu eu também tivesse perdido um pedaço do meu corpo. Isso é o verdadeiro sentimento do espírito de corpo! (Aderivaldo Cardoso)

No serviço policial militar, mais do que na maioria das profissões os riscos inerentes ao serviço são muito grandes. Nossa saúde é posta a prova de todas as formas, mantemos contato com todo tipo de gente em todo tipo de ambiente. Entramos em becos e ruelas, descemos em buracos e abordamos pessoas que já esqueceram o que é higiene há muito tempo.

Passamos madrugadas acordados e dormimos de dia, ou passamos o dia todo tomando sol e no mesmo serviço somos agraciados com o sereno noturno. Chuva não é e nunca foi empecilho para o serviço policial. Nosso organismo e nosso relógio biológico perde totalmente a funcionalidade, mas gostamos do que fazemos (a falta do reconhecimento financeiro é bem verdade) e fazemos com dedicação.

Mas infelizmente durante nossa jornada na CASERNA muitas vezes nossos guerreiros são acometidos por intempéries, eles se machucam em acidentes de viatura, ou são feridos durante atendimento de ocorrências, ou até mesmo acometidos por graves doenças.

Ao saírem do bom combate, nossos companheiros saem de cena para se cuidar, para se reerguerem, ficam aos cuidados de familiares e amigos, e sempre lembrados pelos PAPA MIKES que ficaram no dia-a-dia. Mas o tempo passa e a correria da vida acaba deixando as lembranças mais distantes de nossos colegas.

Não sabemos como é importante mantermos os laços fraternais com estes colegas que por um motivo ou outro saíram das ruas, ligar para eles, visitá-los, quem sabe até combinar para que ele visite o batalhão no seu dia de serviço. Um ar nostálgico, uma demonstração de que são importantes onde quer que estejam, na ativa ou inatividade.

Para contar onde e como estão criamos está categoria. E para começar vamos falar do nosso colega SGT FERREIRA DO 3°BPM que este ano sofreu um grave acidente durante um acompanhamento:

No dia 04 de setembro deste ano uma equipe do GTOP 23 (Grupo Tático Operacional da asa Norte) durante um acompanhamentoIMG-20131128-WA0016 sofreu um acidente na L2 Norte e dos quatros policiais que se encontravam na viatura dois se feriram de forma mais grave onde o comandante da guarnição, SGT Ferreira, matrícula 23 mil devido à gravidade dos ferimentos que sofreu, perdeu sua mão direita.

Fui me encontrar com nosso colega PAPA MIKE Ferreira que agora já se encontra em casa tendo que deslocar ao Hospital São Francisco eventualmente para fazer curativos no seu antebraço. Uma conversa franca onde o SGT Ferreira que hoje conta com 14 anos de policia trabalhados entre policiamento geral, radiopatrulhamento e até a data do acidente estava no GTOP 23. Ferreira fez o IV CTOP e vibrava como todos nós há algum tempo vibrávamos nas ruas.

Sobre o acidente

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ACIDENTE DA EQUIPE DO SGT FERREIRA (GTOP 23)

Foi durante um acompanhamento, que a viatura onde da equipe de GTOP 23 comandada pelo SGT Ferreira sofreu o grave acidente em que ele feriu seriamente a mão direita. O motorista, CB Anderson quebrou a clavícula, e os dois policiais que estavam no banco de trás escoriações leves.

Segundo o colega desde o acidente até a anestesia do médico que o atendeu a dor era insuportável e devido ao atendimento dos colegas bombeiros já suspeitava que seu ferimento fosse muito sério.

Quando foi transportado para o HBB colegas de farda, familiares e amigos rapidamente foram para o hospital acompanhar a situação de Ferreira, todos muito apreensivos com o atendimento devido à gravidade do ferimento na mão direita de Ferreira. Infelizmente devido à gravidade do acidente o combatente perdeu a mão direita.

Sobre a assistência da PMDF

O primeiro atendimento ao SGT Ferreira foi no Hospital de Base, mas assim que teve condições o policial foi transferido para o Hospital São Francisco na Ceilândia, passando mais de 30 dias internado, onde os custos deste hospital particular foram custeados pela PMDF. Ferreira foi acompanhado por serviços psicológicos do CASO, mas quanto à essa assistência, ela ocorreu devido à insistência de colegas de equipe do policial. Pelo menos até agora a caserna mesmo que em alguns casos dependendo da iniciativa de policiais não falhou na assistência ao policial, mas um longo caminho ainda há de ser percorrido já que hoje em dia próteses modernas são disponibilizadas para que o policial desta forma possa recuperar boa parte de funcionalidade com o membro direito.

O recomeço

No início tudo foi novidade, onde Ferreira teve que reaprender a executar tarefas básicas como escovar os dentes e escrever. Cada tarefa exigia novos movimentos, novas técnicas. Aprender a amarrar o cadarço, a cortar um pão, mas nunca fez papel de coitado, nunca ficou se lamentando sobre a vida, o acidente ou outros percalços. Simplesmente lutou, tentou e foi em frente. Leu um livro que o inspirou muito chamado UMA VIDA SEM LIMITES de autoria de NICK VUJICIC.

O apoio familiar

A superação do colega Ferreira apesar do apoio de colegas do 3º Batalhão teve em sua família a principal força para se superar no dia-a-dia. Esposa e filhos foram cruciais para a recuperação física e psicológica do policial. Foi com sua família que percebeu que por mais dedicados que sejamos em determinados momentos da nossa vida precisamos de apoio e o apoio familiar foi fantástico.

A contínua superação do nosso colega está sendo surpreendente e esperamos que seja na Policia Militar (caso não seja reformado) ou em sua residência ele alcance seus objetivos de vida, e com sua família e amigos continue firme como está.

Parabéns combatente, fiz questão de trazer sua história ao Blog por ser uma inspiração para todos nós que sabemos o que aconteceu com você e como você tem reagido.

E um abraço especial a colegas do SGT Ferreira que correram atrás fazendo muitas vezes o papel que caberia à nossa instituição. Sargentos Wederson, João Alves (conhecido como BAHIA) e M. Henrique.

 Fonte: http://www.casernapapamike.com.br/como-esta-o-sgt-ferreira/

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Governo de Agnelo tenta jogar a culpa na PM para se proteger!

O “modus operandis” do atual governo é sempre o mesmo! Quando não deseja mais um comandante o acusa de má gestão! O GDF acusará a PM por má gestão. Divulgará números mentirosos. Irá “fritar” o atual comando para colocar alguém mais linha dura para resolver o “problema de indisciplina” da tropa! A Polícia Militar é um órgão do executivo, subordinado diretamente ao governador, por intermédio do secretário de segurança pública. Nenhum militar é maluco o suficiente para tomar uma atitude isolada de tamanha magnitude! Cumprimos ordens! Desde julho o fato era discutido! O “rei” é a peça mais importante do xadrez, mas é a mais vulnerável, todas as outras peças trabalham para protegê-lo.  O Peão é sempre o primeiro a ser sacrificado.  Atacar o comandante-geral é atacar toda nossa corporação! (Aderivaldo Cardoso)

Governador Agnelo cumprimenta Jooziel em sua cerimônia de posse no dia 07 de maio de 2013 na Academia da Polícia Militar, ao lado do antecessor coronel Suamy Santana.

O comandante geral da Polícia Militar não cumpre determinações do governador, e com um total de R$ 86,5 milhões para serem usados no atendimento médico da corporação, policiais e seus dependentes, até o final do dia de ontem, permaneciam sem acolhimento na rede credenciada. …

A causa da suspensão dos convênios da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), não é a ausência de recursos, mas a falta de autoridade. A corporação tem em caixa recursos que poderiam ser usados diretamente no Fundo de Saúde, em gastos com atendimento médico-hospitalar. Porém, o comando da PMDF não aproveitou o dinheiro. Destinados originalmente para a compra de equipamentos, os recursos poderão ser remanejados.

Não é novidade para ninguém da área da segurança pública, que o comandante geral da PM, compõe a chapa com o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, para a Câmara Legislativa. Sandro tentará uma cadeira de deputado federal.

A PM diz que precisa de recursos para continuar o atendimento aos policiais e seus familiares. Mentira, ela tem dinheiro.

O ato praticado por Jooziel foi um atentado às vidas dos policiais e de seus familiares, e expôs o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, ao ridículo, ao passar informações truncadas e inverídicas ao chefe do executivo, Jooziel quebrou a hierarquia. Induziu a erro o seu comandante em chefe, ao lhe informar que os convênios foram suspensos por “iniciativa isolada do chefe do Departamento de Saúde”, ele se esquivou da verdade. Vendeu ao chefe do executivo uma mentira. Não reúne mais condições de continuar no comando da Policia Militar. A regra é clara, ao omitir  a realidade dos fatos,Jooziel quebrou a relação de confiança, quebrou a  hierarquia.

O coronel Jooziel não foi transparente, ou desconhece os caminhos administrativos da sua corporação. Expôs toda a corporação perante a opinião publica, deixando-a como se ela fosse irresponsável e indisciplinada

Na tentativa de se eximir da responsabilidade, atribui ao seu subalterno a autoria do ato.

Agnelo, induzido a erro por Jooziel, diante das redes de tevês, disse acreditar que o ato se tratava de uma tentativa de sabotagem, às vésperas de ano eleitoral.  ”Foi uma decisão unilateral e irresponsável por parte do coronel, suspender a assistência à saúde dos militares e suas famílias”, na certeza que a responsabilidade seria do ex-diretor de saúde da PM Sergio Luiz de Souza Cordeiro. Mentira, e o comandante geral da Policia Militar sabe disso.

A mentira é tamanha, que se a culpa fosse exclusiva do coronel demitido do cargo, Sergio Luiz de Souza Cordeiro, bastaria que o próprio comandante emitisse um comunicado à rede credenciada, autorizando o atendimento. Se a ordem para que interrompesse o atendimento foi sabotagem, bastaria outra ordem autorizando a prestação do serviço. Contudo, Jooziel não tomou esta providência. A reativação dos serviços depende de outras “ordens”, e Jooziel sabe.

Não houve sabotagem, houve irresponsabilidade, desrespeito a todos. Dinheiro existe, e o comandante da Policia Militar sabe. E isso prevalece para outras autoridades que participaram desse ato desastroso e irresponsável.

“Vá embora coronel Jooziel, peça para sair, o seu tempo terminou.”

Fonte: Edson Sombra / Redação com informações do Correio Braziliense – 29/11/2013 – http://www.edsonsombra.com.br/post/coronel-joosiela-peca-para-sair-va-embora

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Um “cordeiro” é sacrificado para “expiar” os pecados do atual governo!

Saindo da toca por uma boa causa. Ao amigo Cordeiro o meu reconhecimento pelo trabalho realizado no DSAP, minha solidariedade incondicional ante a covardia que fazem com você. Os canalhas que tentam jogar agora a responsabilidade sobre suas costas pela inconsequente maldade e arrogância no contigenciamento de recursos são os mesmos que tem apontado seus dedos podres para os administradores da PMDF em crises que eles mesmos geram, como no caso das capas de chuva e tantas outras plantadas na corporação, mas não são capazes de explicar em seus intestinos as crises na área de saúde, DFTRANS, dinheiro jogado na mesa ( e segue rol), cujo desfechos têm sido muito diferentes quando se trata da companheirada, grupo do qual você não participa. Sei que não está sendo fácil para você ouvir tanta mentira em torno de seu nome, ainda mais quando você sabe exatamente o que se passou. Eu mesmo estou indignado por você. Esse jogo é sujo e vale dedo no olho, cabeçada e chute baixo. Está na hora de você divulgar os documentos que você recolheu acerca dessa questão e desmascarar a mentira que tentam lhe impor, em homenagem a sua honra, ao seu currículo profissional e a dignidade de sua família, valores que esses canalhas não tem. E mais que tudo, deixe bem claro que foi você quem pediu exoneração em caráter irrevogável para não compactuar com os desmandos e malfeitos. Você se sacrificou em prol do bem comum. Não espere, entretanto, reconhecimento de ninguém, nem mesmo daqueles que viram suas necessidades de acesso ao serviço de saúde atendidas em razão de sua determinação de implantar o sistema de credenciamento. Não haverá solidariedade institucional, nem dos oficiais e nem dos praças. Tenha como alento a consciência do cumprimento do dever e a satisfação de suas realizações. Uma delas que ninguém pode tirar de você foi a sua liderança neste processo de credenciamento para atendimento à familia policial militar. Esse legado é seu. Ainda para corroborar o que aqui atesto, basta verificar que você foi o chefe de Departamento que mais tempo ficou no cargo e pôde realizar o que se propôs. Saiba ainda que quem perde muito é a PMDF. Os idiotas são incapazes de identificar os danos que fazem no sistema ao execrar os verdadeiros líderes da corporação, e tem sistematicamente criado antagonismos por conta de exonerações para aplacar seus erros. Absolutamente precisam estudar SUN TSU e Maquiavel. Esperemos que o maltrato dispensado à PMDF tenha uma resposta no futuro próximo, ainda que eu pessoalmente entenda que nós, enquanto consciente coletivo, mereçamos este destino por conta de nossa burrice em estabelecer o que queremos e identificar quem possa realmente nos representar. O sofrimento expia a culpa.

Cel Martins – Ex-Comandante-Geral da PMDF

davi-golias

Somos pequenos diante do atual governo, mas não podemos nos calar, nem nos acovardar! Vamos invadir as redes sociais e mostrar a nossa força. Vamos mostrar para a sociedade a covardia que temos sofrido.

Gostaria de manifestar aqui meus sinceros agradecimentos ao CEL. QOPM Cordeiro, por ter levantado o Sistema de Saúde da PMDF a patamares de qualidade antes nunca vistos na corporação, e mesmo diante de sua luta e trabalho ter sido colocado como vilão dos transtornos causados pela incompetência do Governador Agnelo e de seus secretários que achavam que podiam meter a mão nos recursos do fundo de saúde da PMDF.
Parabéns CEL, por assumir sua postura de probidade e retidão e não se render aos desmandos desse governo corrupto. Ele, pode até enganar o povo com noticias compradas nos grandes veículos de comunicação, mas os usuários do sistema de Saúde da Policia Militar sabem de sua luta e dedicação para oferecer uma assistência médico hospitalar de qualidade aos Policiais e seus dependentes.

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O Plano de Saúde da PM e a Retaliação do Governo

Neste momento (manhã de hoje), os prestadores de serviço, na área de atendimento a saúde da família Policial Militar, estão reunidos com representantes da PMDF para encontrar uma solução que permita, no mínimo a continuidade de serviços essenciais de saúde para nossos policiais e dependentes! Estamos atentos a todos os movimentos! Continuamos mobilizados! A mídia comprada e mentirosa não irá nos enganar! Maiores informações podem avançar!

A suspensão temporária dos atendimentos pelo plano de saúde da Polícia Militar do DF (PMDF), na última segunda-feira, foi considerada, pelo governador Agnelo Queiroz (PT) um atentado “gravíssimo” contra os policiais militares. O chefe do Executivo garante que a justificativa do Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal da corporação para cancelar o serviço até 31 de dezembro deste ano — a falta de recursos orçamentários — não é válida. “Sempre esteve e continua ativo (o convênio). A suspensão foi um ato intempestivo e até irresponsável porque tem o recurso. São R$ 40 milhões no Fundo Constitucional e R$ 32 milhões no Fundo de Saúde, portanto não é por falta de dinheiro”, disse ontem, durante evento no Hemocentro.

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Indignado com a situação, Agnelo passou a tarde reunido com o comandante-geral da Polícia Militar, Jooziel de Melo Freire, para avaliar a crise. Reclamou de que a categoria, que vai às ruas em situação de risco, não pode ser exposta sem um plano de saúde. A primeira consequência será a exoneração, que sairá publicada hoje no Diário Oficial do DF, do diretor do Departamento de Saúde da PM, coronel Sérgio Luiz de Souza Cordeiro. Outros oficiais podem ser afastados. O governador determinou também a abertura de inquérito na Polícia Militar e uma investigação na Secretaria de Transparência. “Está caracterizada uma sabotagem. Um coronel teve a ousadia de colocar a família de policiais militares em risco”, disse Agnelo. Informações: CorreioWeb
Vamos Politicar?
 
Talvez muitos ainda não perceberam, mas a Polícia Militar do Distrito Federal já a alguns dias está fazendo a famosa operação Tartaruga. Isso porque o Governador Agnelo não conseguiu honrar suas promessas com a Corporação.
O nível de desgaste chegou a um ponto em que a última assembléia dos Policiais na Praça do Relógio em Taguatinga reuniu aproximadamente 8 mil militares.
Uma nova Assembléia está marcada para o próximo dia 04, desta vez na Rodoviária do Plano Piloto. O Governo vem rechaçando as reivindicações dos policiais e favorecendo outras classes de servidores, resultando neste descontentamento pela tropa.
Com este imbróglio para resolver e mais esse desgaste com a suspensão do Plano de Saúde, a solução como sempre encontrada, é ir na caça às bruxas e pelo jeito encontrou, será exonerado o coronel que era responsável pelo Departamento de Saúde, com a insignia de Sabotador.
Faltando apenas um ano para as eleições, existe uma possibilidade muito remota deste governo ter o apoio dos militares, mesmo que comece agora a cumprir as promessas de campanha feitas em 2010.
Resta saber se os militares permanecerão firmes em suas posições e não se renderão aos mimos que o governo prepara para oferecer, como as bonificações por apreensão de armas.
Esdras Messias
Abaixo as promessas não cumpridas:
 

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Comandantes rejeitam críticas à atuação da PM e pedem mais verbas

Soraya Mendanha

Representantes das Polícias Militares de diversos estados cobraram, nesta quarta-feira (27),  uma remuneração compatível com a importância da função do policial brasileiro como medida essencial para a melhoria da atuação desses profissionais.

Durante audiência da Comissão Especial de Segurança Pública, os debatedores explicaram que existe uma total discrepância entre os estados brasileiros no que se refere ao pagamento de seus policiais civis e militares e afirmaram que o fato acaba comprometendo a motivação dos profissionais.

O presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG), Carlos Alberto David dos Santos ressaltou que a questão da remuneração está diretamente vinculada a criação do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Carlos Alberto explicou que, atualmente, não há verba específica para ser aplicada nas polícias militares, civis e corpos de bombeiros  militares e ressaltou que a falta de  um orçamento específico para a segurança pública, tanto no âmbito estadual como federal, acaba impedindo o avanço de projetos que tratam do assunto.

– Não se faz segurança pública sem um investimento contínuo, perene e de acordo com as necessidades da instituições policiais – disse.

Aparelhamento

Os representantes destacaram que a falta de recursos também faz com as polícias fiquem desaparelhadas. O comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Jooziel de Melo Freire defendeu uma autonomia para utilização desses recursos e para os meios de aquisição de equipamentos. Jooziel afirmou que as PMs de todo o Brasil estão submetidas a uma lei de aquisição geral (Lei 8.666) que acaba ocasionando uma grande demora na obtenção do material.

– Nós precisamos, às vezes, de alguns equipamentos para daqui a trinta dias e levamos oito meses para adquirir esses equipamentos porque estamos presos na legislação e, muitas das vezes, presos em instruções normativas – lamentou.

O comandante ainda criticou a carga de trabalho dos efetivos da Polícia Militar. Jooziel disse que, no Distrito Federal, a média de atendimentos pelo 190 é de 400 mil por mês, o que gera uma carga de trabalho “insana” e “desumana” para os policiais.

Falência

O delegado Kleber Luiz da Silva Junior protestou contra a diferença de tratamento no que se refere à saúde e à segurança pública. Segundo ele, quando se fala em saúde todos querem buscar fontes de financiamento, mas  quando o tema é segurança pública, a sociedade vem com o discurso que o sistema deve ser modificado porque está falido.

– O nosso sistema não está falido. O nosso sistema está desenhado com as estruturas mínimas na Constituição Federal, mas não se viabilizou por omissão do estado brasileiro.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Sousa Ribeiro  destacou que o discurso de que o sistema policial brasileiro está falido é “injusto” e “preconceituoso”.Segundo ele, as polícias no Brasil, pós 1988, são comprometidas com os ideais democráticos e essa deveria ser a visão da população em relação a essas instituições.

Geni

Os debatedores explicaram que a população não pode transformar a polícia brasileira na “Geni” da República e jogar pedra nessas instituições. Marcos Leôncio afirmou que o aumento da criminalidade não pode ser atribuído às polícias, mas sim a um fracasso do Estado brasileiro.

– Não se cobra de um médico uma epidemia, não se cobra do professor o analfabetismo, mas cobramos da polícia o aumento da criminalidade – disse.

Carlos Alberto David, presidente do CNCG, explicou que o sistema de justiça criminal é dividido em segurança pública (polícias e corpos de bombeiros), justiça criminal (Ministério Público e Defensoria Pública) e Execução Penal (estabelecimentos prisionais). Para ele, o problema da violência no Brasil deve ser visto levando em consideração essas três esferas e a policia, isoladamente, não pode ser culpada por todas mazelas sociais.

– Nós estamos tratando de um corpo que tem sua cabeça, tronco e membros debilitados. Não basta apenas darmos remédios somente para a cabeça se o tronco e os membros vão continuar debilitados – explicou.

Desmilitarização

Apesar de ser defendida por diversos senadores como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Pedro Taques (PDT-MT), os representantes se mostraram contrários  à desmilitarização das polícias. Os debatedores explicaram que diversos mitos em torno do assunto precisam ser quebrados, entre eles, o de que os militares são formados para matar.

O diretor de Assuntos Legislativos da Federação Nacional de Entidades Militares Estaduais (Feneme), Elias Miler da Silva, apontou diversos nomes de militares que mudaram a história do país, entre eles, Tiradentes, Marechal Deodoro da Fonseca e Juscelino Kubitscheck e afirmou que  a ideologia da violência nada tem a ver com o militarismo.

O delegado Kleber Luiz afirmou que o país está tentando demonizar o regime militar e disse que a questão da militarização não deve ser vista com desvalor, já que a disciplina e a hierarquia militares são legados valorizados no país.

– Acreditar que a formação militar é direcionada a matar talvez nos leve a crer que os onze colégios militares que existem estariam formando assassinos em suas cadeiras. Não podemos aceitar esse tipo de idéia – protestou.

O presidente Carlos Alberto David dos Santos  disse que outros dois mitos precisam ser quebrados : o de que somente o Brasil conta com polícias e bombeiros militares e o que diz que as polícias militares foram criadas pela ditadura militar.

Carlos lembrou que a Polícia Militar de Minas Gerais  foi criada ainda no Império, em 1775, e destacou diversos países que contam com esse tipo de estrutura.

Imediatismo

Os debatedores ainda criticaram a forma “imediatista” de tratar a questão da segurança pública. Para o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, Márcio Martins Sant’ana, o país sempre abordou o tema na velha filosofia de “apagar o incêndio”.

Márcio explicou que o tratamento reativo da questão traz conseqüências negativas para as instituições e defendeu a necessidade de uma política pública bem estabelecida e planejada para o setor.

O comandante Jooziel de Melo Freire acrescentou que o país pode avançar muito na área a partir do momento que reconhecer que não existe fórmulas mágicas para a questão.

Corpo de Bombeiros

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Júlio César dos Santos, lamentou que o Corpo de Bombeiros seja esquecido pela população no contexto de segurança pública. Júlio César lembrou que, em termos de segurança, o que afeta a vida humana não vem somente da mão armada.

O comandante destacou que o crescimento das cidades de forma desordenada trouxe várias outras questões, entre as quais o aumento do índice de acidentes de veículos e da circulação de produtos perigosos em rodovias, aeroportos e nos  hospitais.

Júlio César acrescentou que, da mesma forma que se preocupa com as pessoas, o corpo de bombeiros se preocupa com os patrimônios públicos, privados e com meio ambiente. O comandante lamentou a falta de conhecimento da população em relação ao trabalho dos bombeiros e solicitou à comissão que sempre considere a importância da manutenção da atividade desse profissionais no contexto da segurança pública.

Agência Senado

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Nota reconhece operação tartaruga

Circula entre policiais militares e bombeiros militares nota em que se fala abertamente de uma operação tartaruga, “desencadeada pela PM”, que “tem trazido insegurança à população em geral”. Essa nota já foi levada a distritais originários da área de segurança pública. Nela se afirma que “enquanto a tropa, base da pirâmide combatente, é relevada à insignificância, foram criadas elevadas gratificações de comando e outras classes foram agraciadas, um desrespeito a esses servidores que são a única parte do Estado que verdadeiramente está próxima ao cidadão principalmente nas horas mais críticas”.

Fonte: Do Alto Da Torre

http://crisoliveiralves.wordpress.com/2013/11/27/nota-reconhece-operacao-tartaruga/

Convocamos todos os colegas e familiares que coloque a tartaruga em seus facebooks até dia 4 de Dezembro (dia da Assembléia PMDF/CBMDF). Precisamos dar um basta na violência e só acordando o GDF que ela existe SIM e está totalmente desmotivada! Só a lei não basta para conter o crime, há necessidade de boa vontade dos policiais para isso!

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Nota do comando geral – Governo recua diante de pressões e volta atrás em decisão

Nossa organização trouxe a vitória! Parabéns a todos!
Vamos continuar firmes nas redes sociais! Nossa força é nossa voz, ela não pode ser silenciada! Separados somos fortes, JUNTOS SOMOS IMBATÍVEIS!

Última atualização em 26-11-13 19:05 Publicado em 26-11-13 19:05

A Polícia Militar do Distrito Federal informa que a circular nº 015/2013 do Departamento de Saúde, está cancelada. Os convênios dos policiais militares e seus dependentes estão mantidos e as despesas oriundas dos atendimentos serão pagas na forma da lei, em janeiro de 2014.
http://www.pm.df.gov.br/site/index.php/noticias/noticias-institucionais/1718-nota-do-comando-geral

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Desabafo de um Bombeiro

Por  Rivailton Gomes de Araújo

Como as lutas dentro do CBMDF e da PMDF são inglórias! Semana passada, em conversa pessoal com o Cel. Jooziel, comandante da Polícia Militar, afirmei ao mesmo que nossas reuniões, assembléias e lutas são iniciadas e feitas, geralmente pelas praças e depois de aberto o canal de negociação, de forma vil e covarde, o governo chama para o acordo, os comandantes das respectivas forças militares, juntamente com algumas dúzias de oficiais superiores das duas corporações, que pensam unicamente em seus objetivos, quase sempre, escusos e pessoais, deixando toda uma categoria a ver navios.

 

O que leva um Comandante Geral a crer que representa, politicamente, uma categoria?

 

 
Que sentimento de dever uma pessoa que recebe a título de gratificação do GDF, um CNE que ultrapassa o salário bruto de um Subtentente em final de carreira, a ficar ao lado de seus comandados e, possivelmente, contra os desmandos que o governo vem praticando para com as nossas corporações?
Quais os motivos que levam a nossa administração a instaurar tantos procedimentos apuratórios, desde sindicâncias a IPM’s, contra as praças que lutam por melhores condições salariais para toda a corporação?
Seria justo, digno e sobretudo honesto, se no momento em que o governo convocasse os comandos do CBMDF e da PMDF para qualquer tipo de negociação à cerca de qualquer proposta para nossas corporações, os coronéis Júlio e Jooziel, montassem um grupo formado entre todos os postos e graduações e fossem juntos negociar com o governo ou até mesmo com o governador!
Pois na hora de sentar-se com o governo, independente de quem esteja sentado na cadeira de governador e historicamente falando, todos tem mostrado-se interessados, apenas em seus interesses pessoais e das minorias.
Pois quem recebe altas gratificações do governo, jamais terá condições de sentar-se com qualquer pessoa do mesmo governo e lutar por melhorias que, realmente, atendam as demandas de todo o corpo.
E como não passamos procuração para que ninguém negocie de portas fechadas com o Agnelo, Wilmar Lacerda e cia ilimitada, para depois, sequer, divulgar e trazer à tona o que foi acertado, concito a todos os bombeiros e policiais militares que façam a sua parte! Cobrando das melhores formas e maneiras possíveis o cumprimento do que fora-nos prometido e jamais cumprido.
Onde está o projeto de reestruturação da PMDF?
Onde está o projeto de reestruturação do CBMDF?
Onde está o projeto de restruturação do velho e perdido CABO deputado Patrício?
Onde está o projeto e conquistas do simplesmente, e sempre situação, Ailton Gomes?
Será que lutamos, em um passado recente, para abolir o tal concurso interno, e voltaremos, agora, a ter uma espécie de concurso interno para oficial intendente?
Quando se quer resolver alguma coisa e só chamar todos à responsabilidade e fazer! Quando não se quer, para ganhar tempo, cria-se comissões e agora, conselhos!
Como sempre venho afirmando, muitos funcionários de outras forças que recebem, também, por meio do Fundo Constitucional e que estão nas bases de suas pirâmides funcionais, estão recebendo ótimos salários e não estão participando de cursos que servem, tão somente, de embromação para justificar promoções que em nada acrescentam em nossas vidas profissionais e sobretudo em nossos vencimentos!
Para isso, é só reportar-se ao salário de um agente da PCDF, que mesmo na base da pirâmide funcional da retromencionada instituição, recebe o equivalente ou bem mais do que muitos bombeiros e policiais militares em final de carreira. E que depois de 08 anos de efetivo serviço, saiu da condição de agente de terceira classe alcançando, assim a classe especial. E para isso, faz-se somente, o curso especial de polícia, ficando à cargo do agente, realizar outros cursos que sejam de especialização.
Espero que um dia acordemos desse estado de letargia em que vivemos e consigamos quebrar as barreiras que atrelam-nos aos interesseiros e desinteressados das coisas que abrangem a coletividade e paremos de ficar buscando, para não dizer mendigando, promoções que em nada mudam nossa condição social e financeira.
Vale lembrar ao PT e ao governador Agnelo que o ano vindouro poderá transformar-se em sonho ou em pesadelo para muita gente, principalmente aos que querem projetar-se politicamente com a Copa do Mundo e tentarem um novo mandato!
Tudo será lembrado e obviamente nada será esquecido!
Um forte abraço a todos, principalmente aos sensatos.
  *Rivailton é Bombeiro militar e morador de Ceilândia.

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