Arquivo do mês: fevereiro 2009

Tudo nasce de um sonho…servir e proteger!

Esta noite eu tive um sonho. Um sonho de um sonhador…(parafraseando Raul Seixas)

Sonhei com um lugar onde policiais militares, bombeiros, policiais civis, brigadistas, militares das forças armadas, vigilantes e outros companheiros da área de segurança, seja ela pública ou privada, oficiais ou praças pudessem estar unidos, se chamando de irmãos…

Olhei para as corporações e fiquei triste, pois vi apenas umas brigando com as outras, fazendo com que elas se tornem cada vez mais distantes…

Sonhei com um lugar onde um companheiro fosse mais que irmão e que servisse ao outro, antes mesmo de servir a comunidade. Sonhei com um corporativismo saudável, puro…

Mas olhei para as nossas corporações e só vi um “derrubando” o outro…

Nesse momento, acordei…

Depois de um tempo percebi que outros companheiros haviam sonhado esse mesmo sonho…

Não tive dúvidas, então logo me juntei a eles…

Em um primeiro instante você assistirá esse vídeo e não entenderá nada do que eu escrevi ou do que eu quis dizer, mas logo depois as  imagens dele falarão por si só…

Esse grupo anda pelas madrugadas todas as quintas-feiras levando simplesmente uma palavra de ânimo e conforto aos policiais que atuam nos postos policiais, um lugar onde quase ninguém vai a noite, mas quando vai, é só pra levar problemas para resolvermos…

Ontem fui ajudado por eles, amanhã pode ser você…

Se precisar, pode contar comigo e com eles!

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Ps: Aparentemente fugi um pouco do objetivo do blog, mas isso também é segurança pública…Tenho percebido que vários policiais estão necessitando ouvir palavras de incentivo, sem falar que eles também querem falar, demonstrar o que estão sentindo… Sempre temos alguns vazios a serem preenchidos…

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Arquivado em Aderivaldo

Ceilambódromo….

Após três dias consecutivos trabalhando de 18h às 04h estou de volta a ativa aqui no blog…

Durante esse período percebi algo diferente nos policiais e na coordenação do evento. A criação do “super comando”, como é chamado  o Comando de Policiamento (CP), que atualmente é comandando pelo Cel Fonseca parece estar dando resultado.

Percebi uma preocupação dos oficiais em transmitir as informações corretas a nós executores e de insistirem no uso progressivo da força e nos armamentos não letais (tonfa), além é claro de nos impormos pela simples presença, pois utilizamos grandes GPM´s no meio da multidão.

Um fato positivo, mas cansativo, foi utilizar os mesmos policiais durante praticamente todo evento. Os comandantes foram os mesmos, o que facilitou a identificação dos problemas que normalmente seguem uma rotina.

Tudo isso demonstrou que segurança pública se faz utilizando a “cabeça” e os meios necessários…

Um fato que chamou a atenção foram os atos de violência praticados pelos “seguranças” do evento, chegando ao ponto de termos que intervir nessa situação.

Mas a frase que marcou foi a seguinte:

” Vocês que são autoridade não estão batendo em ninguém, por que eles (seguranças) vão bater”.

Essa frase foi dita por um jovem folião que estava apanhando dos  seguranças e demonstra muita coisa. Uma delas é maturidade de nossa tropa. E a outra é a influência de Weber no “subconsciente da coletividade” no que se refere ao MONOPÓLIO DO USO DA FORÇA!

Uma boa experiência que resolvi compartilhar com os leitores.

Parabéns a todos que trabalharam com empenho e profissionalismo, demos uma lição aos que queriam o fracasso da polícia nesse carnaval…

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Arquivado em polícia comunitária

Incêndio destrói Posto Policial Comunitário da PM no Guará

Hoje ao entrar no site do Correio fui surpreendido com essa notícia. Esse fato isolado demonstra a importância dos postos no que se refere a OCUPAÇÃO TERRITORIAL no combate ao crime.
Pode está ocorrendo no Guará, o que ocorreu em São Paulo quando as “bases comunitárias” foram implantadas.
Ter um posto queimado por bandidos pode ser um sinal de que o POSTO FOI COLOCADO NO LUGAR CERTO. É o Estado retomando um  espaço dominado pelo crime.
Trabalhei nesse mesmo lugar há dois meses atrás e sei que ele é um lugar perigoso, dominado pelo tráfico…
Falta agora uma resposta efetiva, por parte das autoridades, aos criminosos…
Esse ato por parte dos criminosos somente ocorre nos locais onde ações de segurança pública estão funcionando ou ameaçando funcionar, pois é uma tentativa de barrar o trabalho da polícia e suas ações!
Publicação: 20/02/2009 09:34     Atualização: 20/02/2009 11:28

Um incêndio destruiu o Posto Policial Comunitário n. 63 da Polícia Militar da QE 38, no Guará II, nesta sexta-feira (20/02). O Corpo de Bombeiros foi acionado por populares por volta das 4h30. Segundo o tenente Vieira Filho a perícia que apontará as causas do acidente deve ficar pronta em até 30 dias. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de retaliação de pessoas envolvidas com porte ilegal de armas de fogo e tráfico de drogas na região. Como o Posto ainda estava em obras, não houve vítimas.

Segundo o delegado adjunto da 4ªDP (Guará), Joás Rosa de Souza, há duas semanas dez pessoas foram apreendidas nas proximidades do Posto por porte ilegal de arma de fogo, tráfico e uso de drogas, entre outros crimes. “A área é bastante problemática em decorrência do assentamento do Grêmio que fica perto. É o ponto mais quente do Guará”, afirmou Souza.

O capitão do 4º Batalhão (Guará) da Polícia Militar, Hércules Freitas, preferiu não afirmar a autoria do crime. Cauteloso ele disse “Ainda não se pode emitir nenhum parecer. Não havia ninguém fazendo a segurança da obra e o incêndio pode ter sido cometido por qualquer um”. No entanto, ele admite a insegurança na quadra “É uma área com mais índices de ocorrências do que outras regiões do Guará, e por isso, o Posto seria inaugurada lá”, completou. O capitão disse ainda que os crimes normalmente são cometidos por menores e amadores.

A Polícia Civil – que investiga o caso – já identificou alguns suspeitos. “Não podemos dar muitos detalhes, mas levantamos alguns suspeitos, entre eles uma mulher”, afirmou o delegado da 4ª DP (Guará). Souza faz um apelo à população “Quem tiver informações de qualquer tipo pedimos que ligue no 197. A ligação é anônima”.

O incêndio
Foi preciso duas viaturas do Corpo de Bombeiros e dez homens para apagar as chamas. Os militares chegaram ao local às 5h10. Segundo o capitão do 4º Comando da Polícia Militar, Deusdete Vieira, o fogo foi controlado em 30 minutos. No entanto, o que resultou do incêndio foram móveis e fios totalmente destruídos. O fogo chegou atingir até o pára-raio da torre do Posto.

O barulho dos vidros estilhaçados acordou os moradores da QE 38, nesta manhã. “A zoada foi grande parecia um tiroteio”, conta a balconista de 42 anos. A marca de tiro no portão dela revela o retrato da violência vivida pela população. “Estou morrendo de medo”, desabafou. “Esta casa é minha, quitada, não posso sair daqui, Deus vai me ajudar que não vai acontecer mais nada”, completou a aposentada de 80 anos.

Inauguração
De acordo com os moradores até ontem o Posto da PM estava em obras. A inauguração estava marcada para 3 de março. A instalação foi orçada em R$ 104 mil. Mesmo com o ocorrido, o Secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos, garante que a data prevista para a inauguração está de pé. Atualmente, no Guará estão instalados dois Postos da PM. Este seria o terceiro na cidade.

“A notícia é que aonde os Postos estão instalados a criminalidade tem diminuído, isso com a ajuda da população”, afirmou o secretário.

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Arquivado em polícia comunitária, policiamento comunitário

Policial Militar condenado por erro em abordagem!

Sempre ouvi dizer que nós policiais estamos mais próximos da prisão do que qualquer outro cidadão e sempre duvidei, mas hoje ao ver a condenação de um policial militar aqui do DF percebi a veracidade dessa afirmação.

Quando saimos para trabalhar, temos dois desafios:

1) Voltar vivo; e

2)  Não cometer nenhum crime (ou erro) durante o serviço.

Nesse caso, um colega não voltou vivo e o outro cometeu um crime, que dez anos depois gerou uma grave consequência…

Devemos sempre ver o erro do outro e refletir….

18/2/2009 – Policial é condenado pela morte de um colega e de um andarilho

Jurados entenderam culposo homicídio contra o policial

O Tribunal do Júri de Brasília submeteu a júri popular ontem, 17/2, Antonio Andrade de Oliveira, policial militar, acusado de matar o policial militar Arison Fernandes da Silva, e o andarilho Neuzir Mário de Souza, na Asa Norte, em novembro de 1999.

O Conselho de Sentença considerou que o homicídio contra o policial Arison foi culposo, mas reconheceram como doloso o crime contra Neuzir. Por isso, o réu foi condenado à pena de 1 ano, 5 meses e 15 dias, pelo primeiro homicídio, e 7 anos e 7 meses pelo segundo.

Os fatos:
– Dois policiais militares, sargento Andrade – o réu – e seu companheiro de viatura, soldado Arison – a vítima – faziam ronda nas proximidades da SQN 108, quando foram comunicados por um popular de que havia um civil atormentado a vizinhança.

– Seguiram os dois, de carro, à procura do suposto meliante. Ao encontrarem um cidadão com duas sacolas plásticas na mão e algumas outras características suspeitas, o soldado Arison abordou-o.

-A vítima indigente resistiu, balançando suas sacolas de plástico na direção do policial Arison. O réu, então, em vez de auxiliar o colega na abordagem sem utilização de arma de fogo, como era exigível nas circunstâncias, preferiu fazer uso de seu revólver, atirando contra a vítima indigente para matar. Todavia, por erro de execução, atingiu fatalmente a vítima Arison. Após esse conduta precipitada, desnecessária e desastrosa, tentando responsabilizar a vítima indigente pela morte que acabava de causar, disparou novamente contra ela, desta vez, acertando a pontaria e matando-a com um tiro na face.

A sentença pode ser acessada na página do tribunal (www.tjdft.jus.br)
Passos a seguir:
– 1ª Instância
– Tipo de Pesquisa : escolher número do processo ou nome do réu
– Circunscrição: escolher a de interesse
– Quadro em branco: digitar o tipo escolhido (nº do processo ou nome do réu)
– Clicar na seta verde
– A página abre, mostrando nº do processo e nome do réu
– Clicar no NÚMERO do processo
– A página abre, contendo informações gerais e andamentos
– Clicar em “Sentença” ou “Termo de Audiência”

Nº do processo: 3483-2
Autor: (GH)

Fonte: http://www.tjdft.jus.br/trib/imp/imp_not.asp?codigo=11327

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Arquivado em reestruturação das polícias

Revisão do RDE na PMDF!

Na próxima semana iniciarão as reuniões de uma comissão importantíssima para o futuro da corporação!

Essa comissão terá por missão a “reformulação” do RDE. É de suma importância estarmos atentos ao rumo que tal comissão irá tomar.

Percebi que estão tentando utilizar como base um Código de Conduta de 1997, que existia na Diretoria de Ensino, o que pode ser perigoso, pois em MAIS DE ANOS  muita coisa mudou…

Mesmo assim já é um grande avanço!

O ideal seria um CÓDIGO DE CONDUTA PARA AS POLÍCIAS em geral, por meio de lei federal, funcionando como uma verdadeira UNFICAÇÃO de normas e procedimentos, pois o que se espera da conduta de um policial militar, não é diferente do que se espera de um  policial civil ou federal, mas já fico feliz com a intenção do atual comando em rever o nosso instrumento de controle arcaíco…

Sei que nessa comissão teremos oficiais e praças, espero que todos tenham voz e que cada um represente não somente os interesses pessoais de cada grupo, mas que observem também o que será melhor para sociedade.

O controle de nossas ações é necessário e inevitával, mas o profissionalismo também!

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