Arquivo do mês: novembro 2012

A vida é feita de escolhas

As vezes minhas postagens podem dar a impressão de que fui um super pai, mas creio que eu não tenha sido. Meus filhos que sempre foram super filhos, sempre foram maravilhosos. Durante um bom tempo fui um pai ausente, um péssimo pai. Já cheguei a dizer que “tinha o direito de pegar meus filhos e não a obrigação”, já fugi das minhas responsabilidades, já tive medo delas. Tive que mudar quando minha filha me escreveu uma carta dizendo que eu era um pai ausente, viciado em trabalho. É possível que eu valorize os momentos com meus filhos e os exponha aqui porque foram poucos, mas foram momentos muito importantes, pois sempre me ensinaram muito. Eu poderia ser um frustrado e viver reclamando das coisas que não fiz com eles. Poderia reclamar das coisas que nunca mais farei. Nunca viajei com meu filho, por exemplo, nossa única viagem foi para um campeonato de futebol em Formosa, mas que nos divertimos muito. Infelizmente nunca mais viajarei. Como não viajamos para outras cidades, viajamos nas ideais, nos sonhos, falávamos de futuro, falávamos das estrelas, falávamos que a lua se afasta da terra a cada ano, que ninguém pode matar nossos sonhos, que a vida é maravilhosa e deve ser vivida intensamente. Falamos de amor, falamos de felicidade, falamos muitas vezes com o nosso silêncio, nos falamos com um abraço, com um beijo e até mesmo com um aceno à distância quando não podíamos parar para conversar. Agradeci a minha filha, Giuliana Brilhante, essa semana por aquela carta, pois ela mudou a minha vida. Como minha filha escreveu uma vez: “às vezes é preciso momentos ruins para que possamos valorizar os bons.”

biel e Giu felizes
Quinta-feira – 06/01/2011 às 15:56 a.m

Meu pai?

O melhor do mundo…

Pai não é aquele chato como dizem, talvez sim, mas o meu é diferente ele é legal todas as horas…

Significado de pai: parceiro, amigo, incomparável.

Só quero que você saiba que durante esses dois meses senti falta dos abraços, das conversas, das manhãs “perdidas”, mas que me ensinaram bastante, dos sorrisos, das broncas, de cada “não desista”, “seja forte”, de todo dia ou quase todo dia você dizer que me ama, de cada vez que você fala: “se cuida”.

Ás vezes você é AUSENTE, mas realmente sempre está perto de mim. Te amo demais.

De sua filha que te ama de mais…

Para o melhor pai do mundo.

Nunca desista de um sonho!!

Giuliana Cardoso

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão

O sofrimento pode tornar-se uma pérola

O sofrimento é algo presente na vida do ser humano. Com o passar do tempo perder entes queridos e amigos também torna-se uma constância, até porque a única certeza que temos desde que chegamos é a de que um dia retornaremos. Em certos momentos devemos escolher entre sermos pessoas amarguradas por causa da dor, ou pessoas libertas, felizes, plenas, que aprendem com o sofrimento e as experiências negativas da vida. Gosto do exemplo da ostra que se alimenta filtrando da água os nutrientes necessários para sua sobrevivência, mas que em determinado momento uma pequena sujeira provoca uma pequena ferida, tal ferida libera um líquido, que gosto de chamar de lágrimas, essas lágrimas passam a revestir a sujeira, e ao revistá-la começa a endurecer, provocando mais dor e mais líquido, que por sua vez aumenta de tamanho, provocando mais dor e mais líquido, até chegar em um momento em que não há mais dor e nem mais líquido, mas ao invés de sujeira uma linda pérola. Que é encontrada por pescadores experientes e tornam-se presentes raros e preciosos para outras pessoas. Meus textos são resultado de muitas lágrimas, de muita dor, mas podem tornar-se pérolas, grande presentes para pescadores experientes.

Quem foi Gabriel Brilhante?

Gabriel Brilhante Lima Cardoso, ou simplesmente “Gabriel Brilhante”, nasceu no dia 06 de dezembro do ano de 1996, atleta, iniciou como goleiro de futsal, mas apaixonado por vôlei e pela vida, jogava como líbero, mas queria mesmo era ser ponteiro, sonhava em chegar a seleção brasileira de vôlei, treinava diariamente, buscava a perfeição.

Apaixonado por azul, também gostava do vermelho, corinthiano de coração, aprendeu a torcer com o pai, era apaixonado pela Fabi e vidrado na Jaqueline da seleção brasileira de vôlei feminino, Gabriel era uma “criança” com alma de adulto. Um garoto sábio que estava sempre pronto a ajudar conhecidos e desconhecidos, um grande amigo, um grande companheiro.

Adorava música, todas aquelas que conseguisse cantar com os amigos, mas uma delas era especial, gostava da Adele, sua música preferida era Rolling in the Deep e sempre cantava The Lazy Song, também tocava violão, suas comidas preferidas eram strogonoff, pizza, lasanha e sushi.

Era um garoto cheio de sonhos, cheio de vida, não dava para ficar triste ou pelo menos sério do lado dele. Transpirava alegria, uma alegria que contagiava todo mundo.

Sempre nos ensinou a não desistir do que se quer, a lutar para realizar nossos sonhos, a aproveitar cada momento como se fosse o último, que saudade não será motivo suficiente para trazer alguém de volta, que mesmo sem dizer “tchau” um dia as pessoas se vão, que mesmo nos momentos difíceis é preciso ter fé, que a vezes momentos ruins devem acontecer para os bons valer a pena e principalmente, nos ensinou a acreditar em seu potencial.

Sempre chegava com um abraço, as vezes um beijo, acompanhados de um “oi” e um gesto de carinho. Ele se preocupava muito com quem estava a sua volta, não gostava de ver ninguém chorando. Era louco por balinha de maracujá, seu livro preferido era “Transformando suor em ouro”, do técnico Bernadinho, vivia lendo e relendo para os amigos as partes que mais gostava. A palavra obrigado era sempre presente em sua boca. O carinho e o respeito pelos animais era a sua marca.

Era apaixonado por Ciências, em especial pela Física e pela Química, adorava as estrelas, um dia sonhou em ser astronauta, fazia experimentações em casa e quando chegava na escola ia logo procurar a Prof. Danielle em busca de explicações para os fenômenos observados e resultados obtidos. Adiantava as atividades em casa, para que ela pudesse apresentar à ele, novos conhecimentos, que na 5ª série, à época, não seria possível adquirir em sala de aula.

Ele tinha em casa um livro de Ciências Naturais da 8ª série que ela lhe emprestou durante o ano letivo para que ele pudesse percorrer os caminhos do conhecimento junto com ela. Era alguém a frente de seu tempo e não tinha tempo a perder! Deixou-nos no dia 05 de dezembro de 2011, em uma manhã de segunda-feira. Partiu em um leito de uma UTI, lutou até o fim.

6 Comentários

Arquivado em Reflexão

Caminos Flamencos

Como disse recentemente, cansei de falar de política, quero falar da vida, falar dos amigos, de pessoas queridas. Falar de política tem se tornado muito chato. Quero focar no que realmente importa, para mim são as pessoas, em especial, minha família, meus amigos, meus colegas…

Ontem recebi um convite maravilhoso. Uma querida amiga convidou-me para assistir sua apresentação de dança na Sala Martins Penna, no Teatro Nacional, o espetáculo de título “CAMINOS FLAMENCOS.” Uma linda apresentação.

Durante o evento parei para pensar sobre nossas aptidões e o quanto somos ecléticos em nossa Corporação.

A amiga que participou da apresentação é cirurgiã dentista, policial militar, estuda francês na Universidade de Brasília, foi uma das primeiras colocadas nos diversos cursos que fez, é mãe, esposa e já foi oficial do exército. Muito dedicada, passou para um mestrado em uma das universidades mais especializadas em ossos da face de Paris, mas o comando da PM não a liberou, mas isso é outra história, enfim, é altamente especializada e dedicada, uma pessoa super humana. Uma grande amiga.

Conheci a Andrea Gama quando eu trabalhava na seção de recrutamento e seleção da PM, ela e outras candidatas estavam sendo impedidas de assumir o cargo por serem mulheres. Algo absurdo que ocorreu há no máximo quatro anos. Ajudei-as a fazer alguns contatos e nos tornamos grandes amigos. Um grande presente de Deus em minha vida.

Ver a felicidade de meus amigos e o sucesso deles tem me trago muito alegria. Vê-la radiante, dançando foi maravilhoso. Sucesso minha amiga! Parabéns! Grande abraço e muito obrigado pelo convite!

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão

Devemos chorar com os que choram e nos alegrar com os que se alegram

A bíblia fala sobre se alegrar com os que se alegram e sobre chorar com os que choram. Vivi tudo isso ontem…

O ano que se encerra não está sendo fácil. O peso em meus ombros parece ter muitas toneladas. Mesmo em meio a multidão as lágrimas teimam em querer descer, o nó na garganta ainda vem e a saudade é constante.

É impressionante como toda a “pulsão de morte” vem a tona ao se aproximar um ano da partida de Gabriel. Um ciclo de luto que se fecha. O dia de ontem foi de reflexão e de alegria. Muitos dos que se reuniram ontem para se alegrar já se encontraram para chorar antes…

Foi uma grande honra e uma grande felicidade participar da celebração de casamento de dois amigos, de duas pessoas muito queridas. Ver a alegria deles me trouxe muita alegria.

Ontem estivemos reunidos para celebrar o casamento do Cap. Guilherme e da Cap. Adriana. Posso falar sem medo de errar que foi a cerimônia de casamento mais bonita que já participei.

Uma homilia simples, mas direta, daquelas que tocam o coração das pessoas. Músicas lindas, duas homenagens fantásticas, além de um “teto de aço” como eu nunca havia visto, com tantas pessoas, com tanta energia. Uma grande demonstração de união e de quanto os dois são queridos. Até agora ouço o som das espadas tocando umas nas outras. Uma energia maravilhosa, de uma simbologia fantástica. Emocionante…

A amiga Adriana Lira foi muito importante em minha vida no passado, pois me estendeu a mão quando mais precisei para concluir minha especialização. Fizemos um curso juntos e quando pensei em desistir, ela, juntamente com outros amigos me seguraram pelas mãos, chegando ao ponto dela e da Major Cristiane Simões, outra amiga querida do Bombeiro, mandarem cópias de suas resenhas para me ajudar, sem falar no fato de tirarem cópias das apostilas de estudo e levarem até a mim para que eu continuasse.

Já o Guilherme me foi apresentado pelo amigo Inglês, ele foi a minha casa por volta de meia noite, para juntos terminarmos um trabalho, quando ele ainda era aspirante. Depois disso, tornei-me amigo de seu irmão Glauber e descobrimos que haviam outros amigos em comum. Ele é um cara brilhante. Uma pessoa estudiosa, competente e super humana.

São duas pessoas maravilhosas de um coração do tamanho do mundo. A eles meu muito obrigado do fundo do coração pelo convite e pela persistência em me achar, pois tiveram que deixar o convite com o porteiro, pois nunca me achavam em casa e nossas “agendas” nunca batiam.

Desejo do fundo do meu coração, muita paz, alegria, felicidade, saúde e prosperidade aos dois. Que Deus os abençoe hoje e sempre! Em Eclesiastes diz que há tempo para se alegrar e tempo para chorar, tempo de abraçar e tempo de se afastar. Ontem com certeza foi tempo de se alegrar e de se abraçar.

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão

Os bons nunca morrem…

Ultimamente eu tenho me cansado de falar de política, acho que eu quero falar da vida, falar da vida é muito mais interessante do que falar de política. Ultimamente eu ando muito pensativo…

A perda do meu filho trouxe um sentimento que eu não consigo explicar, sabe aquela sensação de vazio? Aquela sensação de que falta algo? É a sensação que eu tenho às vezes…

O Gabriel pra mim era um grande presente de Deus, um presente lindo, um presente maravilhoso. Sabe aquele amigo? Aquele companheiro? Aquela pessoa que fala coisas que você jamais pensou que alguém pudesse falar? Uma criança com alma de adulto? Acho que é o que Gabriel era, aquela pessoa que não te deixa desanimar em nenhum minuto. Às vezes eu paro e fico lembrando dele, tentando me animar (…)

No dia que eu decidi sair de casa, mesmo, no dia da separação, ele ainda pequeno, me perguntou: “aonde você vai pai?”, nós estávamos na casa dos meus pais, eu falei: “cara eu vou lá em casa buscar minhas roupas, porque eu preciso sair de casa. Eu e sua mãe, nós estamos brigando muito e eu acho que é melhor para nós separarmos (…)”

Ele de imediato falou: “eu vou contigo pai!” Eu lembro que enquanto eu pegava as roupas, lá em casa, e ia arrumando, ele me olhava de cabeça erguida e me ajuda em alguns momentos. Após pegarmos as roupas eu disse para ele que a partir daquele momento ele seria o “homem da casa” e que ele teria que cuidar da mãe e da irmã dele. É engraçado como ele fez isso com uma “maestria”(…)

Ele cuidava da Giuliana e cobrava dela até mais do que eu. As vezes até parecia que ele era mais pai dela do que eu. Posso imaginar a falta que ele faz para ela (…).

Eu me lembro de uma vez, algum tempo depois, quando eu tive um relacionamento, e esse relacionamento estava passando por uma crise, ele me contou um sonho e me falou que no sonho tinha uma porta enorme e que para passarmos por ela tínhamos que “ficar pequenos”, e aí conseguíamos passar para o outro lado, e que ao passar, atrás da porta tinha um “F” (enorme) de família, mas não era qualquer “F”, e não era qualquer família, era uma família com “F” maiúsculo, (…) ele me falou que a família era muito importante e que era para eu ficar tranquilo, que eu teria uma família com “F” maiúsculo, uma família de verdade, uma família “feliz” (…)

Que lição que ele me deu ali, aquele dia, naquele momento meus olhos encheram d’água, aí me deu uma paz, uma tranquilidade tão grande, uma paz e uma tranquilidade vindas de um menino, cara, uma completa inversão para os padrões normais, um filho aconselhando um pai, quantas vezes, quantas histórias, ele me deixou um legado, me deixou muitas coisas, me deixou muita saudade, me deixou muitos sonhos…

O Sonho de ver o “IGB” (Instituto Gabriel Brilhante) funcionando está ardendo em meu coração. Mais vivo que nunca. As pessoas que vivem em nosso coração nunca podem morrer. São eternizadas em nossas memórias! Quem sabe com “cinco pães e dois peixinhos” podemos alimentar uma multidão. Dia 06 de dezembro é o dia da chegada e da partida do corpo dele (para nós). Quero que a partir desse ano essa data seja marcante, celebre a vida e não a morte!
Os bons nunca morrem!

2 Comentários

Arquivado em Reflexão

Síndrome dos 20 e poucos anos, parabéns “Tina”!

Apesar dos meus 35 (trinta e cinco anos) me identifiquei muito com o texto, mas ele é uma homenagem para a minha querida irmã, Cristina Cardoso, que hoje completa seus 30 (trinta anos).  “Tina”, parabéns, que Deus a abençoe hoje e sempre. Obrigado por ser essa irmã tão querida e especial. Te amo!

Saiba que em qualquer viagem eu te levaria…

Síndrome dos 20 e poucos anos

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível,  outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido.


Autor desconhecido

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão

Também somos cidadãos e queremos respeito!

A Polícia Cidadã é a quebra de paradigma do modelo ditatorial, é a entrada definitiva das Corporações policiais no Estado Democrático de Direito, é a transformação pela qual passou a Polícia de outrora por exigência da Constituição Cidadã. É uma polícia que “serve” e “protege” o cidadão e não é somente o “braço forte” do Estado.

 Uma polícia cidadã começa a exercer a cidadania internamente, tratando seus membros com respeito e profissionalismo. Uma polícia cidadã é uma polícia profissional. Uma polícia cidadã é a guardiã da cidadania.
Precisamos ser RE-socializados, enquanto policiais, ou seja, sermos reinseridos no seio da sociedade. Sermos reconhecidos como cidadãos. Precisamos ver os nossos direitos “civis” reconhecidos, precisamos de CIDADANIA PLENA.
O discurso ganha força e representatividade. Somos cidadãos e queremos respeito!
Precisamos discutir a “cultura policial” e suas mudanças no Estado Democrático de Direito!

2 Comentários

Arquivado em Reflexão

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã.”

Sabe aquelas escolhas que ficam marcadas em sua mente? Sabe aqueles dias que mudam a sua vida? Sei que já passou por isso, mas talvez só perceba as marcas algum tempo depois.

Há exato um ano fiz uma escolha, sem saber que era uma das grandes escolhas da minha vida. Estava passando por dificuldades financeira, sendo perseguido em meu trabalho e estressado ao extremo. Nesse dia, recebi um convite para uma viagem, sem custos, mas meus filhos disputavam um campeonato de vôlei, a Copa JK, no final da W3 sul, que durou todo feriadão. Não tive dúvidas…

Um feriadão de quatro dias ensinou-me muitas coisas. Há anos não andava de ônibus, peguei ônibus, metrô, andei bastante a pé, saia cedo de casa e chegava tarde, comia pouco e o pouco que tinha dividia com meus filhos. Somente para ficar próximo deles e vê-los brilhar.

Durante os jogos eu gritava, vibrava, observava. Meu filho vibrava como nunca, pulava como pipoca, jogou como nunca tinha visto, lembro-me de uma jogada onde ele pegou a bola praticamente no chão, apenas espalmando a mão no chão para que ela “pingasse” nela, uma jogada brilhante.

Eu me dividia em dois, pois minha filha estava iniciando, também se esforçava muito, ela competia com o irmão, tentava nos provar que também era uma boa atleta. Lembro-me que ela dava o “sangue”, seu joelho sangrava, pois ela ainda não tinha joelheira e quando o irmão não estava jogando pegava a dele emprestada.

Conversei com vários pais, alguns amigos, outros de São Paulo, aprendi muito sobre o mundo do esporte e a importância dos pais. Ao termino do campeonato minha filha ficou em terceiro lugar e meu filho em segundo lugar, em suas categorias. Ela pede em tom de brincadeira para ele colocar a medalha nela.

Estávamos todos felizes, mas algo me chamou a atenção, naquele lugar pela primeira estávamos eu e a mãe deles assistindo aos jogos. Eu de um lado da quadra e ela do outro, gravando tudo, gritando.

Sem saber naquele dia estávamos homenageando nossos filhos e nos despedindo do mais velho, pois aproximadamente quinze dias depois ele partiria desse plano deixando apenas muita saudade e lembranças como essas.

Como diz a música de Renato Russo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se você parar pra pensar na verdade não há.” Tenho aprendido isso e revisto meus planos.

3 Comentários

Arquivado em Reflexão

PROPRIOCEPÇÃO: O USO DE INTELIGÊNCIA – CINESTÉSICA NA ATIVIDADE POLICIAL

Você utiliza a PROPRIOCEPÇÃO quando ministra suas instruções diversas, como as com armas de fogo? Ou ainda se vale de termos do tipo “quanto mais suor, menos sangue” ou “faz porque eu estou mandando? A pista de instrução é assim mesmo!”

Bom, para quem ainda utiliza a segunda alternativa, é legal compreender que o perfil dos alunos de da qualidade do conhecimento que você transmite devem convergir para o mesmo ponto. E tudo se inicia na qualidade da transmissão da informação que você repassa.

A propósito, segundo o INSTITUTO COHEN DE ORTOPEDIA, REABILITAÇÃO E MEDICINA DO ESPORTE “Propriocepção é a capacidade do individuo identificar e perceber seus movimentos articulares no espaço. Permite a percepção da extensão e direção dos movimentos, assim como a sensação de peso. Esses mecanismos nem sempre são reconhecidos de forma consciente.”

Esse termo me foi explicado em detalhes,inicialmente, quando perguntei a meu irmão (Educador Físico e professor do Colégio Militar de Brasília, Leonardo da Vinci, Fundação Educacional), em 1995, sobre como justificar o treinamento constante com armas e equipamentos diversos, logo depois que voltei do Curso de Controle de Distúrbios na PMESP; e relembrado pelo SD Petterson, graduando em Educação Física e componente da ROTAM, agora que estamos criando um circuito de exercícios físicos anaeróbios para o Batalhão. Antes disso (1990) a cinestesia era assunto recorrente nas aulas do então Major PMDF Paulo Henrique (mestre em Educação Física), hoje Doutor na mesma matéria e professor na Universidade de Brasília.

Meu irmão, Jeferson Sant’anna, me perguntou o seguinte: “como você acha que um aluno meu sai “do zero” e consegue manter a bola de basquete na mão, driblar, olhar o time, perceber posições e armar jogadas simultaneamente? O segredo é ampliar a capacidade corporal-sinestésica dele ou dela. Isso diferencia a possibilidade de sair do campo defensivo e chegar ao ofensivo sem perder a bola e ainda fazer a cesta. E só se consegue com pistas e exercícios específicos, é claro, visando um objetivo, senão não adianta nada. Os alunos se transformam em atletas, e os atletas em desportistas competitivos. Isso os faz vencer o confronto com o outro time; a confinça de que não mais precisam olhar para mim ou para a bola para perceberem que realizam os movimentos de forma correta, certeiros e no tempo correto.”

O artigo “Efeitos da propriocepção no processo de reabilitação das fraturas de quadril”, escrito pelos médicos e fisiatras Ana Luiza Cabrera Martimbianco, Luis Otávio Polachini, Therezinha Rosane Chamlian e Danilo Masiero, explica ainda que:

” (…) Propriocepção também denominada como cinestesia, é o termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Este tipo específico de percepção permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades práticas. Resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, localizado no ouvido interno.”

Mas o que isso tem a ver conosco? Bom, utilizar isso quando ensinamos táticas defensivas, saques, transições de armas curtas e longas, acesso a carregadores e lanternas em nosso cinto, etc., demonstra que nada é criado por acaso, mas sim com fulcro em uma robusta busca de fazer com que participantes em uma capacitação ou treinamento sejam precisos em técnicas policiais diversas. Simples assim!

Dessa maneira, acho interessante que, sempre que trabalho um grupo de alunos, cada um deles compreenda a necessidade de reconhecer a interdisciplinariedade dos conceitos que ensino. Isso diferencia a forma como usam minha informação, dando legitimidade ao motivo pelo qual, por exemplo, exercícios repetidos não são perda de tempo, mas sim uma necessidade de colocar em prática aquele ato ligado a cumprir a lei ( e às vezes usar a força) precisa e involuntariamente.

Sobrevivam!

Fonte: http://leonardosantanna.wordpress.com/2012/11/16/propriocepcao-o-uso-de-inteligencia-corporal-cinestesica-na-atividade-policial/

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão

Excelente discurso em defesa da categoria

O Deputado Izalci relembra as 13 promessas de campanha e discorre sobre o não cumprimento de cada uma. Vi poucos “representantes” usar a tribuna como ele tem usado para discorrer sobre temas afetos aos interesses da categoria.

Deixe um comentário

Arquivado em Reflexão