Arquivo do mês: julho 2016

Vídeo sobre fé, coragem e esperança atinge aproximadamente 500 mil pessoas

Todos os dias tenho aprendido que é preciso crer para ver, principalmente que sonho é uma visão. Além disso, aprendi que fé é coragem com esperança. Todos os dias ao levantar temos que ter a coragem de enfrentar o problema e a esperança de que iremos vencer.

Um dia eu tive um sonho e eu chamei este sonho de “Policiamento Inteligente”. Meu desejo era mudar a forma como as pessoas enxergam a polícia. Meu desejo mais profundo era que a polícia fosse vista como algo de excelência, ou seja, uma polícia de fato eficiente, eficaz e efetiva. Com isso despertei muitos “inimigos” que desejam a manutenção do status quo. Além disso, outros desejos eram: 1) Tornar-me uma grande liderança positiva da PM, 2) Torna-me um grande comunicador e um grande orador, e, 3) Tornar-me uma referência em segurança pública no DF.

Comecei com uma ideia simples de “mudança cultural” onde o lema era: líder de um (líder de mim mesmo= domínio próprio), líder de dez, líder de cem, líder de mil, líder de dez mil, líder de cem mil e líder de um milhão. O desejo era tocar um milhão de pessoas diariamente. Sonho ousado. O dia que cheguei a dez mil leitores em um dia aqui no Blog foi um dos dias mais feliz que tive. Vi um trabalho dando resultados, mas depois de um tempo cheguei a conclusão de que os “blogs” haviam se esgotado e de que era preciso reinventar-me.

Durante um tempo acreditei que era possível “mudar o sistema”. Até perceber que as instituições que compõem o sistema são feitas “por homens e mulheres”. Instituições não pensam, não agem e não tem vida. As pessoas dentro delas sim. Por tanto, se queremos mudar as instituições, precisamos mudar as pessoas dentro delas. Ao perceber isso, mais pessoas foram alcançadas.

Desempenho do vídeo sobre fé

Hoje consigo ver melhor o “poder da internet” e como podemos usá-lo para gerar uma mudança interior nas pessoas. Em menos de 24 horas mais de 100 mil pessoas foram atingidas pelo vídeo que gravei sobre fé. A última vez que olhei mais de 305 mil pessoas haviam sido alcançadas pela mensagem apenas em uma página da internet. Mais de 115 mil pessoas viram o vídeo e mais de 11 mil interagiram, curtindo ou compartilhando.

feedeback publicação movimento

Na página do Movimento Policiamento Inteligente foram mais de 40 mil pessoas alcançadas, mais 14 mil visualizações e mais de 1400 interações. Também houve interação na página policiamento inteligente, onde mais de 4 mil pessoas foram atingidas pela publicação. O que também chamou a atenção foi a “viralização” das publicações. Teve uma em uma página que eu nem conhecia que chamou a atenção com mais de 29 mil visualizações do vídeo. No whatzaap infelizmente não temos o controle de quantas pessoas foram alcançadas.

DF em Foco

Agora um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a quantidade de pessoas que visualizaram diretamente em meu perfil: mais de 35 mil pessoas tiraram dois minutos para assistir o vídeo. Por que a surpresa? Porque o perfil tem no máximo 5 mil pessoas, que é quantidade que tenho de seguidores. Neste caso é o que chamo da “verdadeira multiplicação dos pães”.

perfil pessoal

Por que tenho mostrado tudo isso? Para mostrar que não existe nada impossível para Deus.  Para que cada leitor possa entender que é preciso crer para ver e que se eu fosse esperar ver para crer, estaria sempre chegando tarde, depois dos que antes creem e, crendo, conseguem ver. No momento em que você muda suas crenças e seus sistemas de valores, o mundo muda com você, como num estalar de dedos. Aprenda uma coisa: A palavra gera seus pensamentos, seus sentimentos, suas ações e seus resultados, não é a toda que quem ouve “a palavra” muda de vida!

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O que faz um policial ir na direção dos tiros enquanto outros fogem?

Você já observou que enquanto todos correm dos tiros, nós policiais vamos na direção deles? O que nos faz não temer a morte? Ouça o que tenho para te dizer! ‪#‎fé‬ Se gostou dê uma curtida, compartilhe com um amigo! Vamos criar uma corrente positiva no facebook e nos Blogs. ‪#‎EutenhoFé‬‪#‎coragemcomesperança‬ ‪#‎EuAderiaCristo‬ ‪#‎Cristianismovivo‬‪#‎Pastorsemigreja‬ ‪#‎PMDF‬

Visite a página Policial Brasileiro e compartilhe o vídeo no facebook – Clique aqui.

Também pode visitar a minha página no faceboook e me acompanhar por lá: Clique aqui

 

Agradeço de coração as mais de cem mil vidas alcançadas por este vídeo, nas várias páginas e grupos. Que Deus abençoe ricamente cada uma.

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A teoria das janelas quebradas sendo comprovada, mais um posto policial incendiado no DF

Um Posto Comunitário de Segurança (PCS) da Polícia Militar foi incendiado na madrugada desta sexta-feira (22), na Cidade Estrutural. As chamas consumiram toda a estrutura que havia restado de um outro incêndio. Quatro módulos foram incendiados na cidade, não restando mais nenhum.
O Corpo de Bombeiros extinguiu o fogo durante cerca de 20 minutos e ninguém ficou ferido. Doze militares atuaram com o auxílio de duas viaturas e 2.350 litros de água, além 3,3 litros de espuma.
posto da estrutural
Não é de hoje que venho discutindo o tema neste Blog. Recentemente escrevi o texto:  Opinião: Por que o Pacto pela Vida fracassou no DF?. Nele relato pontos que levaram o Pacto Pela Vida no DF ao fracasso. Ontem teve um balanço feito pelo governo. As reportagens em vários canais de televisão comprovam a visão da população e o fracasso do projeto.
Em outro texto, falei exclusivamente sobre os Postos Comunitários. Vale a pena ler: O símbolo do abandono da segurança pública no DF e a falência do Estado. O incêndio do último módulo só comprova a tese levantada aqui. Era algo previsível, afinal a teoria das janelas quebradas nos mostra isso: a sensação de abandono, só aumenta o abandono e os atos de “vandalismo”, elas geram as pequenas incivilidades que geram os grandes crimes.

Com informações do Jornal de Brasília.

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Ritos a serem seguidos em sindicância

Ontem postei que os ritos nas sindicâncias precisam serem feitos dentro da legalidade. Afirmei que os ritos precisam ser revistos. Além disso, também sugeri que Como temos o Ministério Público no judiciário é preciso ter um “ente” independente capaz de sanear os “julgamentos” internos.

Acredito que após este texto muitos leitores devem ter ficado na dúvida sobre tais “ritos”. A Polícia militar é regida pelo Decreto nº 4.284 de 04 agosto de 1978, sustentado pela Portaria PMDF nº 250 de 10 de maio de 1999, que dispõe sobre “o novo manual de sindicância na Corporação e revoga as disposições contrárias”.

1978 era o auge da ditadura militar e 1999 completava-se 11 anos da promulgação da Constituição Cidadã de 1988, no século passado. A PMDF ainda vivia uma “adaptação” aos novos tempos, tanto é que a ampla defesa e o contraditório ainda não fazia parte de sua norma jurídica. O memorando acusatório, por exemplo, remonta ao novo século.

A sindicância é definida como:

“Um procedimento que tem por finalidade: proporcionar o levantamento de dados e informações capazes de esclarecer um fato ou ato e identificar pessoas nele envolvidas, direta ou indiretamente”.

Ao sindicado será assegurado o “Princípio da Ampla Defesa e do Contraditório”. A ele ainda será assegurado o direito:

“De assistir a todos os depoimentos, podendo inclusive, inquirir as testemunhas, através do Encarregado, sobre os fatos que estejam relatando. Para tal, o Encarregado deverá informá-lo dos dias, horários e locais dos depoimentos”.

O ponto alto da “ampla defesa e do contraditório” é o parágrafo 2º da Portaria:

“O sindicado, quando Praça, deverá obrigatoriamente ser acompanhado, em sua defesa, por um advogado ou por um militar da patente de Oficial, de acordo com sua livre escolha e vontade.” (redação dada pela Portaria PMDF nº 464, de 09.06.2005).

Outro ponto que merece atenção é o parágrafo 3º da mesma Portaria:

“O sindicado, após ser ouvido, terá direito à vista dos autos por um prazo de 02 (dois) dias úteis. Prazo em que deverá apresentar sua Defesa Prévia, na qual poderá constar o rol de testemunhas, não superior a 05 (cinco).”

Aqui merece atenção redobrada:

“O Encarregado, antes da elaboração do Relatório, deverá dar vistas dos autos, mais uma vez, ao Sindicado, para que este, no prazo de 03 (três) dias úteis, apresente suas Razões Finais de Defesa.”

A vista aos autos deverá ser procedida na OPM em que funcionar a Sindicância, na presença do Encarregado e (preservando-se os dados pessoais do informante ou vítima). Além disso, ao Sindicado, será assegurado juntar à Sindicância, através de requerimento dirigido ao Encarregado, documentos que julgue essenciais à sua defesa, como elemento de prova.

A defesa é tão importante no “rito” de uma sindicância que se o sindicado não apresentá-la, caberá ao Encarregado “arrumar” uma para ele:

“Nos casos em que o Sindicado deixar de apresentar Defesa Prévia ou suas Razões Finais de Defesa nos prazos estipulados no § 3º e § 4º deste artigo, o Encarregado deverá, de imediato, solicitar a Autoridade instauradora a nomeação de um Oficial como Defensor Dativo do Sindicado.”

Ao oficial nomeado Defensor Dativo será concedido vistas dos autos para que, a partir da nomeação, possa acompanhar o Sindicado em sua defesa, a qual deverá ser apresentada por escrito. Caberá ao Corregedor-Geral a nomeação de Oficial Defensor Dativo nos casos de instauração de Sindicância por ato do Comandante-Geral. (Redação dada pela Portaria PMDF nº 464, de 09.06.2005).

Por último e não menos importante é preciso ter ciência que:

“Por se tratar de sindicância, as pessoas convocadas para prestar declarações, que deixarem de atender a convocação, sem motivo fundado, deverá, se necessário for, fazer diligências, devendo ser lavrado o Auto de Ausência. Os que, por motivo fundado não comparecerem e fizerem, em tempo hábil, comunicação ao sindicante, conhecerão nova data para prestar declarações.

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Opinião: Como temos o Ministério Público no judiciário é preciso ter um “ente” independente capaz de sanear os “julgamentos” internos

Recentemente postei aqui que amigos estavam me alertando que eu havia sido “encomendado” ou “recomendado” por causa de um texto que escrevi e que atrapalhou os planos de algumas pessoas. Hoje tive a confirmação. O texto foi sobre a distribuição de efetivo acima dos 5% previsto em lei em algumas patentes e graduações. O título do texto: 20,45% dos coronéis da PMDF estão fora da PM. Uma sindicância foi aberta contra mim.

Efetivo de oficiais fora da PM

Este fato me fez refletir que o próximo Governador, e acredito que já devemos pensar no próximo, ainda mais com as denúncias envolvendo o atual, deverá repensar o papel da Corregedoria da Corporação e seus ritos.  O Código de Conduta pode ser um caminho, mas os ritos precisam ser revistos em qualquer situação nova que seja apresentada. De alguma forma ajudarei candidatos e partidos a planejarem ações voltadas para a segurança pública.

Tenho refletido sobre alguns pontos:

1) Quais os filtros ou critérios legais e objetivos para se abrir um procedimento contra alguém? As vezes parece que alguns princípios constitucionais, tais como “impessoalidade” não são observados. Uma sugestão é a criação de um PAP (Procedimento Administrativo Padrão) onde possa de maneira objetiva ter parâmetros.

2) Prazos: é necessário um melhor acompanhamento e clareza nos prazos. A auditoria militar e o MP poderiam acompanhar mais de perto o rito.

3) Custos: quanto custa um procedimento administrativo na Corporação. Precisamos falar em transparência, profissionalismo, mas principalmente eficiência, eficácia e efetividade das ações correcionais. Tem um trabalho acadêmico sobre o tema. O MP como fiscal da lei e controle externo das polícias deveria atuar firmemente neste sentido.

4) Distribuição: Qual o critério de distribuição dos procedimentos? Isso também deveria ser feito de maneira mais clara. Cada policial deveria saber as regras para não fazer nenhum julgamento precipitado. Transparência fortalece as ações correcionais.

5) Tecnologia aplicada: Por diversas vezes solicitei cópia de procedimentos e nunca consegui, sempre havia uma desculpa para eu não ter acesso. Uma delas é que estava na “gaveta” de fulano ou sicrano. Uma sugestão é criar um acompanhamento eletrônico do andamento do processo. Assim como ocorre no judiciário. Isso pode ser feito na intranet. Algo simples, mas que dá transparência e aumenta a credibilidade nos órgãos correicionais.

Particularmente, sou a favor das corregedorias independentes, ligadas diretamente ao MP. Quem é responsável pela abertura do “procedimento”, não pode ser o responsável pelo “julgamento” e posteriormente pela “condenação”. Ainda mais em nosso caso, onde é possível uma decisão monocrática ignorar todo processo legal, tomando uma decisão unilateral, muitas vezes fruto apenas do “animus puniente”. É preciso ter uma “balança” que possa trazer equidade e justiça ao “julgamento”. Como temos o Ministério Público no judiciário é preciso ter um “ente” independente capaz de sanear os “julgamentos” internos.

Aderivaldo Cardoso é Especialista em Segurança Pública e Cidadania, Pós graduado pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, ex-Assessor Especial de Gabinete da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social e ex-Assessor Especial de Comunicação da Pasta.  Autor do Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Pública no Distrito Federal.

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