Arquivo do mês: agosto 2010

O espargidor de pimenta pode cegar! Cuidado!

Está ocorrendo na Polícia Militar um “curso” para ensinar a utilizar o “espargidor de pimenta”. Algo interessante, pois é uma arma não letal, mas perigosa em alguns aspectos, pois no treinamento os policiais sentem na pele seus efeitos. Diariamente tenho observado os treinos em frente a minha sala.

Uma preocupação está tomando conta do meu ser. Vejo vários colegas “desesperados” ao receberem a espuma no rosto. Particularmente sou contra ter que sentir na própria pele algo que sei que provocará um efeito desagradável. Já discuti isso com meu amigo Coronel Sant´anna, mas não fui convecido por ele. O maior risco são para aqueles colegas que sofrem de GLAUCOMA.

Para quem não sabe, essa doença, é:

“Uma alteração em que a pressão do líquido que preenche o globo ocular está anormalmente aumentada, além do que o olho pode tolerar. Quando essa pressão, chamada tensão intra-ocular, é maior do que o normal, aumenta consideravelmente o risco de que ocasione danos aos olhos. O glaucoma é causado pelo acúmulo do líquido, chamado humor aquoso, que circula no interior do olho. Esse acúmulo se produz ou devido ao aumento da formação do líquido ou pela obstrução do conduto pelo qual normalmente esse líquido sai do olho. Desta forma, como continua sendo produzido o líquido, a pressão intra-ocular vai aumentando progressivamente.”

Tenho cópia de um laudo que afirma que o gás de pimenta (espuma) PODE CEGAR as pessoas (POLICIAIS) que sofrem dessa doença. Precisamos de outros para confrontá-lo…

Sei que o instrutor que ministra as aulas é um dos melhores no assunto, o conheço (é da minha turma de soldado), mas é preciso estarmos atentos aos detalhes que podem acabar com a carreira de um colega que tenha essa doença.

“O espargimento do agente pimenta na forma de espuma direcionada e não em dispersão cônica como nos sprays tradicionais, concentra seus efeitos na ardência sobre a pele e fechamento involuntário dos olhos. A irritação das vias respiratórias é consideravelmente menor, o que possibilita sua utilização em ambientes fechados, especialmente em locais nos quais a contaminação de pessoas não envolvidas seja altamente indesejável, como é o caso de ambientes hospitalares ou shopping centers.”
 

Segundo o fabrincante:

“O spray de pimenta é um material extremamente eficiente. Não dá para cegar alguém com as substâncias presentes nele. Os efeitos são puramente sensitivos. Ele produz uma sensação de queimação na pele e nas pálpebras, e o mecanismo cerebral reage fechando os olhos, sendo impossível abrir durante alguns minutos. Mas o efeito é passageiro. Todos os efeitos, sem exceção, são reversíveis”, afirma Antônio Carlos Magalhães, gerente comercial da Condor.

 “O gás lacrimogêneo, sim, pode ter algumas conseqüências, como irritação de pele, em caso de uso indevido. Mas o spray de pimenta, não. Ele é feito com pimenta malagueta natural, não tem substâncias perigosas nem para o meio ambiente. O solvente que utilizamos nele não agride a camada de ozônio, é um produto ambientalmente correto”, conclui.

NO CASO ESPECÍFICO DO GLAUCOMA, NÃO ESTAMOS FALANDO DAS SUBSTÂNCIAS, ENCONTRADAS NO PRODUTO, MAS DO AUMENTO DA PRESSÃO DO OLHO QUE PODE CAUSAR A CEGUEIRA!!

Vamos ficar atentos!

Maiores informações sobre o gás de pimenta e o glaucoma, visite os sites:

http://www.wellingtonsantos.com/glaucoma.htm

http://www.condornaoletal.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=149&Itemid=143

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Arquivado em reestruturação das polícias, Tira dúvidas

É preciso transformar os postos policiais em Postos Comunitários de Segurança!

Não há dúvida de que muita coisa ainda precisa melhorar. O POSTO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA deve deixar de ser um POSTO POLICIAL e passar a ser realmente um POSTO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA. Como?

Primeiro precisa ser um referencial para a comunidade, mas apenas uma base para o policial. O policial deve ter a capacidade de entender que ele não é um “vigia do posto”.  A vida é prioridade, o patrimônio é secundário. O atendimento de ocorrência próximo ao posto deve ser uma prioridade para o policial, lógico que sempre dentro do padrão de segurança. Ele deve ter a capacidade de discernir isso. A segurança também não pode ser uma DESCULPA para não atender a ocorrência!

Se hoje fossem destinados um PCS para o CONSELHO DE SEGURANÇA e outro para o CONSELHO TUTELAR  já teríamos mais 68 postos em funcionamento. As comunidades iriam perceber as dificuldades que enfrentamos e seria mais uma aliado no combate ao crime. Muitas vezes é preciso sentir na pele as dificuldades para valorizarmos o que temos.

A maior vantagem dos postos é o ESPALHAMENTO TERRITORIAL.  A ocupação dos espaços públicos pelo Estado evita uma das consequências da teoria do caos. Isso é claro no Rio de Janeiro. A ausência estatal faz com que surja um governo paralelo. É isso que tem fortalecido as ações de criminosos.

A polícia precisa mudar. Dar continuidade e aperfeiçoar os projetos existentes é um dos caminhos. Não temos tempo para ficar correndo no mesmo lugar. Precisamos avançar. Não da mais para ficar no discurso: Coloca posto, tira posto-coloca viatura, tira viatura-coloca posto…Precisamos dar continuidade as nossas ações, aperfeiçoando-as, agregando-lhes valores.

“Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações!”

Precisamos de uma polícia eficiente, eficaz e efetiva.

A polícia está mudando. Ela vai mudar!

POLICIAMENTO INTELIGENTE – EM BUSCA DA EFICIÊNCIA E EFICÁCIA DA POLÍCIA, TENDO COMO BASE A COMUNIDADE. CADA POLICIAL É UM LÍDER EM POTENCIAL, CADA CIDADÃO, UM GUARDIÃO DE SUA CIDADE!

Vila São José

28/8/2010 18:11:00

J Roberto – j.roberto@pmdf.df.gov.br

Na manhã desse sábado (28) a comunidade da Vila São José, que faz parte de Vicente Pires, comemorou o aniversário de instalação do Posto Comunitário de Segurança (PCS 88, da 16ª CPMInd), e homenageou os policiais que cuidam de sua segurança. Segundo o sargento Sena, gestor do posto, a homenagem é o resultado de um trabalho contínuo que reduziu a criminalidade na região. “Quando chegamos aqui havia pontos de venda de drogas e de desmanche de veículos. O contato com os moradores nos permitiu identificar esses nichos e hoje não há esse tipo de crime por aqui”, disse Sena. 

A comunidade atendida pelo posto é de cerca de 15 mil moradores. O posto fica instalado na entrada da Vila e é freqüentado quase que diariamente pela comunidade que, com a ajuda das comunidades religiosas, facilitou o trabalho da Polícia Militar. Na manhã de hoje, em Taguatinga, policiais e moradores cortaram o bolo, distribuíram algodão doces e instalaram brinquedos para as crianças. Mais do que isso, celebraram a vitória do trabalho em conjunto pela qualidade de vida da comunidade.

Fonte: Site PMDF

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Arquivado em desmilitarização das polícias, polícia comunitária, polícia militar, policiamento comunitário, policiamento inteligente, reestruturação das polícias

Aulão para o CFO!

“Daqui a cinco anos seremos resultado das nossas escolhas de hoje, em especial, dos livros que lemos e das pessoas que estão a nossa volta!”

“Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações!”

A construção é diária!

Boa sorte a todos!
Missão cumprida, meu amigo. Palavra dada não volta atrás.
Data: 03/09/2010 – Sexta-feira
Manhã – 08:00 às 12:00 — Direito Penal Militar – 100 itens do CESPE
Prof. Leandro Antunes
Tarde – 14:00 às 18:00 — Legislação Específica PMDF – 100 itens do CESPE
Prof. Paulo 
Valor Total: R$ 40,00
Local: No Auditório da UNICESP – Guará
 
A reserva de vaga será pelo email: capitaoleandroantunes@gmail.com
O pagamento e a entrega do material serão realizados às 07:30 hs no local do evento.
SOMENTE 300 VAGAS!!!!

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Forças Armadas podem revistar e prender na fronteira!

Forças Armadas podem revistar e prender na fronteira

27/08/2010 10:18:13

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira o projeto de lei complementar 10/2010, que cria o Estado-Maior das Forças Armadas (EMC). A proposta amplia os poderes do titular da pasta, hoje sob comando do ministro Nelson Jobim. As modificações na legislação permitem que as Forças Armadas atuem nas áreas de fronteira, podendo revistar pessoas e veículos e fazer prisões em flagrante. A matéria restrutura o Ministério da Defesa e o Estado-Maior de Defesa, criando o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Este órgão será chefiado por um oficial-general de último posto, da ativa ou da reserva, e terá um comitê com os chefes das três Forças. Durante a solenidade, realizada Palácio do Planalto, recentemente reformado, Lula reclamou do frio e cumprimentou os ministros e militares presentes, aos quais se referiu como “companheiros”. “Mais um ano no poder chamaria vocês de camaradas”, disse. Ele afirmou que a reformulação do ministério só possível por meio de um diálogo franco entre a pasta e as Forças Armadas. “A Amazônia não deve ser só tema de campanha quando se fala sobre preservação do meio ambiente”, disse, se referindo à ampliação do poder das Forças Armadas nas fronteiras. “Antes tudo era gasto, só era investimento pagar o FMI que era que nem aluguel, não tem retorno. O mundo tem que saber que temos bala na agulha, como dizia o Ratinho”, afirmou o presente citando o apresentador do SBT. O presidente disse que se arrependeu de não comprar uma aeronave presidencial maior, ou até duas. “Diziam que eu ia ser criticado pela imprensa se tentasse comprar aviões. Mas o Brasil não pode se apequenar”, afirmou o presidente, dizendo que poderia levar mais empresários brasileiros ao Exterior para ajudar a desenvolver o País. Segundo o texto sancionado hoje, o ministro exerce a direção superior das Forças Armadas, assessorado pelo Conselho Militar de Defesa, órgão permanente de assessoramento, e pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica agora serão indicados pelo ministro da Defesa, e nomeados por Lula. De acordo com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a medida “define, com clareza, o poder de polícia do Exército e de Marinha“. Ele falou ainda sobre a criação de novas secretarias na pasta que, entre outras medidas, ajudará a definir a política de comprar das Forças Armadas, ampliando a participação do setor civil, e da indústria nacional de defesa.

FONTE: Midia News

 http://www.mt.gov.br/wps/portal

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Policial, um líder comunitário – Por Danillo Ferreira

Excelente o texto do amigo Danillo Ferreira do blog Abordagem Policial. Sempre digo nesse espaço que cada policial é um líder em potencial. Temos que investir nisso. Liderança, mediação de conflitos, negociação e polícia comunitária devem ser palavras de ordem para chegarmos ao modelo de polícia ideal para o nosso país.

Apresento uma excelente argumentação de quem tem preparo e atualmente é um grande líder das polícias no Brasil. Liderar é influenciar e ele influência muito. Parabéns ao abordagem policial pelos assuntos tratados. É assim que nossas polícias irão mudar!

Policial, um líder comunitário.

23ago2010 Em: Opinião, Polícia Militar, Reflexão Autor: Danillo Ferreira

Ao acompanhar as propagandas eleitorais que ora são transmitidas na televisão, não é raro se ver candidatos “soldados”, “sargentos”, “cabos”, “tenentes” etc. Talvez, a profissão policial militar só chega a ser comparável com a de professor – também intensa na alcunha dos candidatos. “Vote cabo fulano, deputado federal, por uma segurança pública melhor”, dizem. Uma das principais causas dessa incidência é a natureza da função PM, que é comunitária, política. Longe de ser uma atividade encerrada em gabinetes e cartórios, ser policial militar dá a oportunidade de interação entre o policial, seus colegas de trabalho e a comunidade da localidade onde trabalha.

Apesar desse potencial oferecido pela profissão PM, as polícias militares brasileiras estão bem aquém de fomentar em seus policiais, notadamente naqueles que estão no serviço de rua, o espírito dum verdadeiro líder comunitário. Desse modo, considero que aqueles policiais que se tornam lideranças comunitárias, de fato, são exceções, e aqui não levo em consideração lideranças ilegítimas, como os criminosos compositores de milícias, que infundem medo e corrupção nas comunidades.

Quando um policial pode ser considerado uma liderança comunitária? Primeiro, é preciso que ele tenha fluidez social na área em que atua. Deve ser conhecido e bem relacionado com as demais lideranças da região: professores, médicos e enfermeiros dos postos de saúde locais, comerciantes, taxistas, e toda a gama de cidadãos que, por algum motivo, são referência naquela localidade. É fundamental que dialogue e interaja com moradores, um contato que vá além do visual, além da distância estabelecida pela viatura motorizada, em que policiais se resumem ao encastelamento dum ser mitificado, aprofundando os estigmas existentes.

O policial líder comunitário precisa ter capacidade de negociação, reflexão e subjetividade. Tendo a legalidade como baliza, deve ser um sujeito flexível, apesar de austero e preciso na aplicação da lei. Trata-se de um perfil no qual os cursos de formação PM precisam investir, fugindo do comando e controle comum ao ensino das forças armadas, que têm missão e funções diferenciadas. É preciso abandonar o modelo em que a adesão à criatividade e à inovação se torna negativa, justificando a máxima de que o policial “não pode aparecer”. Para ser um agregador comunitário é preciso, sim, aparecer – como liderança e negociador.

Para ter autonomia na ponta, policiais que atuam nas ruas sendo verdadeiras lideranças, é preciso que os comandantes sejam grandes gerenciadores, pois ter de fato um policial comunitário, é perder, em certo modo, o poder. Ou melhor, é perder a centralização do poder. Caso o soldado não esteja alinhado adequadamente com os objetivos de seu comandante, existe o risco das intenções serem desvirtuadas, daí a necessidade de acompanhamento e feedback.

Como se vê, não é simples estabelecer uma “polícia comunitária”. Atualmente existem ações em todo o Brasil que dão bons exemplos de eficiência na parceria entre comunidade e polícia, todos eles desagregados, isolados duma política global que direcione as corporações policiais militares para ter o policial comunitário como a essência do seu serviço. Em algumas localidades, essa política já não poderá se implementar sem confrontos, pois as barricadas do crime, principalmente o ligado ao tráfico de drogas e armas, já se impuseram.

Além do confronto armado, o confronto de mentalidades é necessário, pois ainda se associa polícia comunitária a polícia leniente com a criminalidade. Por fim, o confronto político-midiático, que nos faz direcionar esforços tendo em vista o clamor da opinião pública. O certo é que quanto mais demoramos a encarar esse processo complexo, que exige marchas e contramarchas, mais tarde avançaremos na efetivação da paz pública.

Fonte: http://abordagempolicial.com/2010/08/policial-um-lider-comunitario/#more-5559

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