Arquivo do mês: setembro 2013

Big Brother: mais 15 áreas no DF terão câmeras de vigilância

A filosofia de policiamento inteligente tem por objetivo a eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais, tendo como base os anseios da comunidade. Sabemos que segurança pública se faz com a redução dos espaços de atuação dos criminosos. Como?

A sociedade cada vez mais espera uma polícia que previna os crimes e outra que possa agir de maneira inteligente por meio de uma repressão qualificada, sempre buscando a identidade dos marginais e materialidade do crime, ou seja, provas que possam colocar os culpados na cadeia.

A busca de tal eficiência, eficácia e efetividade pode ser feita por meio de ações diárias das corporações policiais aliadas a investimentos pontuais em viaturas, instalações de câmeras, espalhamento de postos comunitários de segurança, implementação de projetos sociais voltados para a comunidade dentre vários outros.

Segundo do jornal Destak Brasília, do dia 30 de setembro de 2013, reportagem de Jane Rocha, a secretaria de segurança pública irá instalar câmeras de vigilância em mais de 15 regiões do Distrito Federal até o final do ano. As cidades beneficiadas serão: SIA, Octogonal, Sudoeste, Cruzeiro, Taguatinga, Ceilândia, Guará, Samambaia, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Águas Claras, Candangolândia, Varjão, Lago Norte e Riacho Fundo I e II.

Atualmente, o DF possui apenas 37 câmeras nas ruas, instaladas na área central de Brasília há mais de um ano, mas a pasta planeja elevar para 835 (oitocentos e trinta e cinco) equipamentos até o final do ano, um aumento de 2.156%, basta saber qual será o custo benefício de tudo isso.

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Serão investidos R$ 26 milhões na aquisição das câmeras. Pelo jeito são modernas, pois possuem sensor térmico, capacidade para identificar placas de veículos a distância, além de contar o número de pessoas em determinado espaço.

A instalação dos equipamentos está prevista para começar em breve. Segundo informações, a partir do próximo mês, a secretaria e a empresa contratada para instalar os aparelhos irão se reunir para definir, com base no mapeamento das áreas com maior número de ocorrências de crimes, o local exato onde os novos aparelhos serão instalados. Esperamos que os critérios sejam diferentes daqueles utilizados para instalação dos postos comunitários de segurança. E que realmente tenham estudos sérios para tal fim.

A secretaria de segurança não sabe informar quantas câmeras funcionarão em cada cidade, mas o governo Agnelo Queiroz, disse que, somente em Ceilândia, serão mais de cem aparelhos em pontos estratégicos. Em 2014, mais 765 (setecentos e sessenta e cinco) câmeras devem ser adquiridas e instaladas.

Esperamos que as câmeras sejam de propriedade da secretaria e que não ocorra a retirada delas no “final de algum contrato”, como já ocorrerá anteriormente. Quem irá operar tais equipamentos? Quem fará a manutenção das câmeras? A quem elas pertencem? São perguntas que merecem respostas.

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A quem interessa o ingresso único e a carreira única na PMDF

A discussão sobre o ingresso único e as confusões sobre a carreira única estão dando o tom dos debates dentro da Corporação. Tudo isso é muito importante. O conflito gera a mudança!

Na Corporação temos três grupos: 1) Aquele que chegou ao QOPMA, um total de 373 policiais, aquele que chegou a subtenente e primeiro sargento, que pretende entrar no QOPMA, 2) aquele com policiais que são segundo sargentos hoje, mas ainda terão em média 15 anos para chegar ao topo, nesse grupo também estão os primeiros colocados da última turma que com vinte anos de serviço já serão QOPMA, e 3)  o último grupo que é aquele que está na graduação de terceiro sargento para baixo. No quadro atual esse grupo chegará no máximo a primeiro sargento. Precisamos compreender isso para analisarmos cada proposta. Assim ficará mais fácil visualizar o que poderá ser melhor para a maioria.

A reestruturação, aonde o quadro de QOPMA chega até coronel, é boa para o primeiro grupo, podendo ser estendido até o segundo. Não é boa para o terceiro grupo. O ingresso único poderá beneficiar o primeiro, pois ao fundir o quadro poderão chegar a tenente coronel, atrapalhar o segundo, pois eles possuem tempo para chegar ao topo e beneficiar o terceiro grupo, que chegaria ao máximo a primeiro sargento, podendo chegar com o projeto a primeiro ou segundo tenente.

É uma análise simples, mas serve para nos nortear quanto aos caminhos a seguirmos. Precisamos continuar atentos!

carreira Única

Saiba mais:

O ponto principal agora não é o que temos de proposta, mas sim o que concordamos e discordamos da proposta que lá está. Isso é ter foco. Chegou a fase de negociarmos os pontos da proposta da comissão. Outro ponto que precisamos definir é se queremos SALÁRIO, PROMOÇÕES  ou se é possível termos os dois. É algo básico.

https://aderivaldo23.wordpress.com/2013/09/25/a-entrada-unica-e-reacoes-dentro-da-corporacao/

Nota oficial do Comando:

https://aderivaldo23.wordpress.com/2013/09/29/nota-oficial-do-comando-da-pmdf/

Palavras de um amigo no face:

 “Todos turvam suas águas para parecem profundas”. Nietzsche. Por que não se cria um “fator promocional” relacionado com os anos de serviço que cada praça tem. Na distância entre soldado e subtenente, temos cinco promoções: cabo, 3 SGT, 2 SGT, 1 SGT e ST. Temos 30 anos de serviço para cumprir. 30/5 = 6. O correto, ao meu ver, é “dar” duas promoções ao policial que hoje tem 12 anos de serviço; três promoções àquele que tem 18 anos, e assim por diante. Alguém que tenha menos de 18 anos de serviço, e já seja 1 SGT (ou seja, já tenha recebido 3 promoções ao longo da carreira) pode não concordar, alegando injustiça. Porém, eu digo: alguém tem que ceder para que haja justiça. A turma dos 72.000 foi a única na história da pmdf que não teve a oportunidade de fazer concurso interno para Cabo. Quando tinhamos dois anos de polícia, nos proibiram alegando que não tínhamos “prer-requisito “; quando completamos três anos, foi a mesma coisa, e, por fim, aboliram o concurso interno. Hoje, temos policiais da turma dos 24.000, a qual é imediatamente anterior a nossa promovidos a 2 SGT, enquanto a nossa turma foi, somente a pouco tempo, promovida a Cabo. Portanto, a única forma de corrigir essa, e muitas outras distorções, seria criar um fator promocional nos moldes que eu citei. Qualquer coisa que se afaste disso, me desculpe a franquesa: é engano, sutil, complexo, porém engano.”

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NOTA OFICIAL DO COMANDO DA PMDF

Durante minha vida na UNB fiz uma disciplina chamada “Diplomática”, nela estudamos as características intrínsecas e extrínsecas dos documentos. Não vi tais características nem na nota apócrifa dos “oficiais” nem na do comando! A informação é que a nota do comando foi enviada somente a lista de emails, procurei no site da PM e não vi.

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Leia aqui a íntegra do documento:

Nota de Esclarecimento Comando PMDF – Comissao 060

DESTAQUES DO DOCUMENTO:

foram estabelecidas as seguintes linhas gerais –

consubstanciadas em 03 (três) subcomissões de redação:
– reestruturação da carreira policial militar e revisão da estrutura organizacional;
– revisão da lei de vencimentos;
 criação de uma fundação pública vinculada à PMDF, com finalidade de viabilizar a
gestão de recursos humanos e administrativos.

(…)

Considerando os pressupostos constitucionais e legais aos quais a Policia Militar e seus membros estão subordinados, cujas alterações demandam esforços que ultrapassam os interesses dos militares dos Distrito Federal e inviabilizam uma proposta que pacifique e harmonize as necessidades institucionais e individuais, bem como os novos paradigmas trazidos com a Lei Federal nº 12.086/2009, foram estabelecidos algumas premissas para o trabalho, a fim de viabilizar uma proposta com a devida celeridade e que atendesse às demandas verificadas:
1. análise da reestruturação da carreira policial militar, considerando as 20 (vinte) progressões distintas, dispostas em 8 (oito) quadros de pessoal – as quais acarretam diferentes ascensões ao longo do tempo, gerando sensações distintas
de injustiça e conflitos internos;
2. manutenção das conquistas relacionadas aos cursos superiores credenciados pelo MEC;
3. garantia da fluidez na carreira, estabelecendo equilíbrio entre os interesses pessoais e institucionais;
4. estabelecimento de um adicional de referência para permanência na graduação ou posto, correspondente à fração anual da diferença remuneratória com o posto ou graduação imediatamente superior;
5. equiparação dos antigos cursos de cabos, sargentos e aperfeiçoamento de sargentos aos atuais previstos na estrutura remuneratória, considerando a situação dos inativos;
6. manutenção do atual efetivo policial militar, incrementando as atividades não finalísticas da Corporação com pessoal de apoio à atividade administrativa, provido por fundação vinculada à PMDF,;
7. valorização da remuneração devida aos membros da PMDF, nos patamares de outras carreiras com ingresso de nível superior;
8. adequação de alguns dispositivos da legislação citada, conforme necessidades verificadas.
Por oportuno, convém afirmar que as linhas gerais do trabalho consideram como eixos prioritários o fluxo natural da carreira e a valorização remuneratória(…)

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Fonte: http://rededemocraticapmbm.com.br/nota-oficial-do-comando-da-pmdf/

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Não queremos ser oficiais – Por Pires da Rocha

Não queremos ser oficiaisNesta semana algumas propostas de reestruturação surgiram e foram devidamente publicadas em vários blogs policiais do Distrito Federal. Várias teorias surgiram, entre elas, a de que as propostas seriam apenas uma tentativa de salvação de mandatos eletivos de políticos que nada fizeram por nossa categoria profissional, POLICIAL MILITAR.

Após o surgimento destas propostas também surgiu uma suposta “carta resposta” da Associação dos Oficiais repudiando a tal proposta de reestruturação, repudiando a entrada única de policiais, sugerindo o curso de direito como pré-requisito para se tornar oficial da Policia Militar.

Acredito, entretanto, que Direito não seja o curso mais indicado para nossos gestores. Administração sim, seria o curso mais adequado para policiais que precisam gerir pessoas, verba e equipamentos. Direito poderia vir em segundo plano, poderia ser exigido para quem trabalha nas ruas, que precisam saber o que fazer com criminosos, mas não é esse o ponto principal desta postagem.

Porque me tornar oficial de policia? Porque deixaria de ser um técnico, um executor? Não existe nada de pejorativo em prender marginais, não é uma função pior do que qualquer outra, pelo contrário é algo diferente, apaixonante, que utiliza conhecimentos técnicos, legais, físicos e táticos. Não é algo para qualquer um, tem que gostar, tem que saber fazer (ou pelo menos tentar). E quando já estamos ficando melhores, mais experientes nos jogam em uma função de pseudo oficial (oficial administrativo). Um oficial que não pode agir plenamente como oficial, por exemplo não pode comandar uma companhia de um Batalhão, ficando na maioria das vezes relegado a um posto de logística/ reserva de armamento.

Achamos que somos únicos mas todas as profissões tem gestores e executores. Uma das mais nobres profissões, a de médico, que possui diretores de hospitais, burocratas que tem que desenrolar-se logisticamente para administrar salários, custos, estruturas, demandas e temos médicos que tem seus plantões, fazem atendimentos emergenciais (GTOPs, ROTAM, PATAMO), consultas (RPs), cirurgias (BOPE). Você não vê médicos se matando para se tornar diretor de hospital, é claro que alguns querem, aqueles que não são vocacionados para a medicina, mas não há esse desespero de todos se tornarem gestores, temos médicos de 30 anos de profissão que amam o que fazem e seria um desserviço retirá-los do atendimento, assim como existem médicos de 30 anos de idade que já dirigem hospitais e o fazem com grande competência. A grande diferença entre estes médicos e nós policiais é que médicos ganham bem o suficiente para não ficarem loucos para se tornarem gestores, e nós policiais militares queremos ser oficiais não pela função em si, mas pelo que ela remunera.

Quero ser um executor que tenha cursos a minha disposição, estandes para treinar, viaturas em condições e alojamentos idem, e para isso necessito da atividade meio e de gestores que estejam correndo atrás. Uma boa linha de frente, motivada, bem paga e equipada combate a criminalidade motivada e os louros dessa boa atuação refletem não apenas no combatente, mas em todos. Todos estão felizes com nossa idiotice de ficar brigando entre si. Outras corporações, o governo local, deputados, todos ficam rindo da nossa cara, achando bom esse nosso patético teatro. Eles sabem que se fossemos unidos e organizados seriamos a menina dos olhos da segurança pública, a meninas dos olhos dos governadores e principalmente da sociedade que validaria qualquer tentativa de aumento de salários de nossa tropa.

Não quero ser oficial nem salário de oficial, quero um salário digno e pronto. Continuar procurando marginais, foi para isso que me inscrevi no concurso de soldado policial militar, não foi para um dia sair major ou tenente coronel. Não tenho essa ambição, pelo contrario a cada dia que mais próximo fico da carreira de oficial Administrativo mais triste fico.

Por que não posso passar 30 anos sendo praça, correndo atrás de vagabundo, me divertindo no serviço operacional? É isso que quero, o que anseio, mas quero passar trinta anos praça ganhando bem, só isso. Um praça não tem que ganhar mal para um oficial ganhar bem, podem os dois ganharem bem e com isso todos ganham. Não tenho que me tornar oficial administrativo para ganhar bem. Que praças e oficiais entrem em acordo, pois uma policia fraca como estamos ficando não trás lucro para ninguém, oficiais ou praças.

Não quero desmerecer a função de oficial de policia, temos grandes oficiais policiais militares, e que exercem com maestria sua função, a de gestores, mas sou praça, adoro o que faço e não vejo nada de errado em continuar sendo um combatente. Desde que receba bem para isso!

Fonte: http://www.casernapapamike.com.br/nao-queremos-ser-oficiais/

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Processo seletivo Colégio Militar Tiradentes 2014

Estão abertas as inscrições para ingresso de alunos no Colégio Militar Tiradentes para o ano letivo de 2014. São 70 vagas para o ingresso no 6º ano do ensino fundamental, sendo 63 vagas para dependentes de policias militares e 7 para a comunidade em geral.

O ingresso do aluno será precedido de prova objetiva de língua portuguesa e matemática de caráter eliminatório e classificatório que acontecerá dia 26 de outubro.

Mais informações no EDITAL do concurso.Não se esqueça de homologar sua inscrição até dia 11 de outubro na secretaria do CMT conforme o item 4.2.1 do edital.

Download da ficha de inscrição.

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Plano de salário para delegado irrita coronéis da PM

O plano do secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, de desvincular os salários dos delegados de polícia dos valores pagos aos oficiais da Polícia Militar abriu uma crise entre o governo e a PM. Em reunião no comando-geral, 57 coronéis se disseram contrários à medida. Muitos ameaçam até fazer uma “greve branca”.

  Se voltar atrás em seu plano, o governo pode ter de enfrentar a fúria dos delegados, cuja associação ameaça uma nova greve nos moldes da que levou ao confronto entre as duas polícias na frente do Palácio dos Bandeirantes, em 2008. Em nota, o coronel Salvador Pettinato Neto, presidente da Associação dos Oficiais da PM, afirmou que a isonomia salarial é “uma garantia inegociável”.

 Revoltado com o plano do governo, um coronel disse que vai “acabar com os caça-níqueis e o jogo de bicho” de sua área. Insinuando que eles funcionam em razão de conivência de delegados, disse: “Eles vão ganhar de um lado (salário), mas vão perder de outro (propinas)”. Segundo os coronéis, os delegados receberiam três reajustes de R$ 2,5 mil cada. A secretaria nega.

 O governo sabe das resistências que enfrentará na PM se quiser levar adiante o plano. “Há 20 anos existe a isonomia entre as carreiras. Concordamos com a pretensão de carreira jurídica dos policiais civis, desde que haja um tratamento isonômico com os PMs”, disse um coronel do alto comando.

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 No centro da disputa há o desejo dos delegados de serem tratados como carreira jurídica, com vencimentos iguais a promotores, defensores e juízes. Um delegado classe especial (topo da carreira) ganha, segundo a Associação dos Delegados, R$ 11,6 mil. Com as vantagens de quinquênio e sexta parte, o salário pode subir mais R$ 5 mil.

 O salário dos coronéis é de R$ 15,7 mil – sem incluir gratificações para quem passa pela Casa Militar ou Assembleia Legislativa. Com o fim da paridade, os delegados ganhariam mais do que os coronéis. A justificativa para isso é que os oficiais têm vantagens que os delegados não têm, como se aposentar com reajuste de até 20%.

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Há três semanas, os secretários Edson Aparecido (Casa Civil), Julio Semeghini (Planejamento) e Grella se reuniram com os coronéis. “Chegaram com o prato pronto”, contou um coronel. Quatro oficiais tomaram a palavra e bombardearam os secretários com números e dados. “Eles nos ofereceram migalhas”, disse outro coronel presente no encontro.

 A greve branca consistiria em “fazer olho de vidro”. Eles não cobrariam dos subordinados a diminuição dos índices de criminalidade e aumentariam o tempo para o atendimento das ocorrências. “Ninguém vai prejudicar a população, mas é isso que ocorre com a tropa desmotivada”, afirmou outro oficial.

 O comandante-geral, Roberto Meira, foi chamado mais de uma vez ao Palácio dos Bandeirantes para contornar a crise. A reação da PM deixara a cúpula da Segurança “decepcionada”. Até capitães passaram a considerar Grella persona non grata na PM. O Estado procurou Grela, mas ele não se manifestou.

 Diante da reação dos oficiais, o Conselho da Polícia Civil, formado pelos diretores da instituição, divulgou nota. “Nós, policiais civis, primeiros garantidores do estado democrático de direito, não permitiremos sobre qualquer pretexto que forças negativas avancem contra as autoridades constituídas do Estado. Lançaremos mão de todos os meios legais nessa luta.” E receberam o apoio de 700 delegados que fizeram uma passeata no centro de São Paulo.

 “Eles (coronéis) vão fechar caça-níqueis? Se sabem e não fazem nada, prevaricam. Eles não fazem falta, pois quem trabalha são os praças”, disse a delegada Marilda Pansonato, presidente da Associação dos Delegados, que se apresenta como mãe, mulher e filha de PM. Ela foi uma das líderes da greve de 2008. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. BRUNO PAES MANSO E MARCELO GODOY – Agência Estado

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Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,plano-de-salario-para-delegado-irrita-coroneis-da-pm,1078620,0.htm

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A entrada única e reações dentro da Corporação

Recentemente escrevi sobre o ingresso único na Corporação e após isso surgiram várias reações. Vejo vários blogs apresentando propostas, cada um defendendo sua visão e interesses, algo legítimo no Estado Democrático de Direito, mas creio que a fase do “achismo” já tenha passado. Já existe uma comissão em fase terminal do projeto.

O ponto principal agora não é o que temos de proposta, mas sim o que concordamos e discordamos da proposta que lá está. Isso é ter foco. Chegou a fase de negociarmos os pontos da proposta da comissão. Outro ponto que precisamos definir é se queremos SALÁRIO, PROMOÇÕES  ou se é possível termos os dois. É algo básico.

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Uma das propostas é voltada para o ingresso único. Somos tão infantis politicamente falando que ao invés de definirmos o que concordamos e discordamos focamos em ataques pessoais aqueles que tentam contribuir no processo.

Postei aqui a tentativa de criação de uma carreira com entrada única, divida em quadro de gestão e um de técnico. Vários ataques e criticas vieram contra mim por não concordarem com o termo TÉCNICO. Pouquíssimos tiveram a capacidade de argumentar o porque não queremos o termo “Técnico”. Ninguém questionou, por exemplo, se ao terminar o curso do CFO para ingresso na carreira de gestor o policial seria promovido a capitão ou tenente, já que a carreira da praça irá até 1º Tenente.

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Precisamos aprender a debater ideias, aprender a argumentar e a contra-argumentar. Os blogs devem ter um papel de formador de opinião e não apenas de fomentadores de discórdias, respaldando ataques a pessoas e não a ideias.

Está claro que a estratégia é dividir para conquistar. Quanto pior, melhor para alguns. Estão apresentando vários projetos, gerando a discórdia entre nós, para depois alegarem mais uma vez que o projeto de reestruturação não foi para frente porque não sabemos o que queremos ou que não sabemos chegar a um consenso. Ocorreu fato semelhante recentemente. Precisamos ter a habilidade para compreendermos isso.

Vejo o momento atual como um jogo de “truco”. Um parlamentar, ao propor a carreira única chegando até coronel, gritou truco, a comissão do comando gritou “Meio Pau” ao criar a “entrada única”, acabando com o QOPMA, mas ampliando a possibilidade de mais policiais chegarem ao posto de 1º TENENTE E 2º TENENTE. Agora alguns oficiais reuniram-se, posicionaram-se contra a entrada única e apresentaram uma contraproposta gritando “SEIS”. Resta ver se iremos gritar “NOVE”. O problema é se o governo gritar “Doze”, bagunçar a mesa, sair rindo nos deixando com cara de bobos. Precisamos ficar atentos.

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Nota de esclarecimento

Caros amigos hoje fiz uma postagem falando sobre a entrada única no blog, com base em outro blog, na postagem havia uma “carta”, mas procurei a origem da carta e não identifiquei a origem. Estou vendo a veracidade dela para manter a postagem, por enquanto irei deixá-la suspensa. Se alguém tiver informações sobre sua veracidade por favor me avise. Tive informações de que é uma “carta apócrifa.” Se for, não irei alimentar isso, afinal quem ganha com tal discórdia? Para alguns o lema é: DIVIDIR PARA CONQUISTAR!

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Reações contrárias ao “ingresso único” na PMDF

Nos últimos dias iniciamos o debate sobre a “ENTRADA ÚNICA” na Corporação. As reações de vários grupos foram imediatas. Sempre digo que “O CONFLITO GERA A MUDANÇA”. É melhor que ele tenha ocorrido no mês de setembro do que mais a frente, pois ainda há tempo para chegarmos a um acordo salutar para a categoria.

O atual momento parece uma jogo de “truco”. Alguém gritou TRUCO, veio o outro e gritou “MEIO PAU”. Agora gritaram “SEIS”, vamos ver se a comissão criada pelo comando terá a coragem de gritar “NOVE!”.  Estamos acompanhando tudo de perto!

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Hoje estive no comando da Corporação para obter informações sobre a carta abaixo. Segundo informações colhidas por lá, a carta não chegou por lá, é apócrifa, pois até o momento não se sabe quem a assina. Só uma coisa é fato: A tal reunião ocorreu e o assunto foi discutido mesmo.

CARTA DOS OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL- 19 DE SETEMBRO DE 2013

Leia a íntegra da Carta dos Oficiais QOPM: CARTA QOPM

Principais pontos a se destacarem:

(…)

Excelentíssimo Senhores Governador e Comandante-Geral,

Tendo em vista as informações noticiadas nas redes sociais, blog’s e email’s, bem como a instituição da comissão nº 060, nomeada por vosso ato, datada de 19/06/2013, e publicada no BCG nº 121, de 1º /07/2013, que tratam, dentre outros assuntos, da possível reestruturação da carreira dos oficiais e praças da Polícia Militar do Distrito Federal, os oficiais do Quadro de Oficiais Militares (QOPM) e cadetes, após debates nas reuniões ocorridas no dia 12SET13 e 19SET13, vêm ratificar o seguinte posicionamento acerca do tema:

1-Os oficiais QOPM são veementemente contrários a qualquer proposta de alteração legislativa, destinada à implementação do denominado ingresso único (carreira única) na Polícia Militar, pelos seguintes motivos:

1.1              total ausência de estudos técnicos e científicos que demonstrem que tal medida é consentânea com o interesse público, com como com os anseios de uma administração gerencial focada na prestação de serviços de qualidade;

1.2              por ser nitidamente contrária a uma tendência nacional, conforme depreende-se dos posicionamentos externados pela Federação Nacional das Entidades de Oficiais Militares Estaduais-FENEME-, pelos estudos do Conselho Nacional de Comandantes Gerais e Corpo de Bombeiros Militares- CNCG, isso sem olvidar do contido no substitutivo do Projeto  de lei nº 4363/01, que visa a alteração/revogação do Decreto nº 667/69, todos decorrentes de uma lei geral, conforme mandamento constitucional, cujo escopo é voltado à organização das polícias militares e bombeiros militares, nos termos do art.22, inc.XXI, da CF; sem olvidarmos da duvidosa constitucionalidade dessa iniciativa, na medida, em que poderia criar uma categoria de corporação alheia à necessária observância do preceito constitucional, que visa uniformizar a organização , efetivos material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpo de bombeiros militares que não excepciona nenhuma unidade federativa.

(…)

2.0 De igual modo os oficiais QOPM são contra um novo realinhamento na corporação, com a elevação exarcebada do efetivo do posto de tenentes , uma vez que tal proposta busca tão somente dar vazão à carreira das praças, sem que se demonstre, por estudos técnicos e científicos, os seus benefícios institucionais. Observa-se que a substituição de uma política de aumento salarial pelo artifício das promoções, sem a devida análise técnica, como ocorrido outrora, em duas oportunidades, tem se mostrado falha, lesiva para à instituição Policial Militar.

(…)

4Caso haja necessidade realmente de aumento do número de vagas para oficiais (após o devido estudo técnico ), quer subalternos quer noutros postos, que tais vagas sejam criadas exclusivamente, para o QOPM, que são formados para o desempenho da atividade fim da Policia Militar, bem como preparados, ao longo da carreira, para o exercício do Comando, de Chefia e Direção, conforme disposto no art. 37 da lei nº 7.289/84 ( Estatuto Dos Policiais Militares da PMDF), bem como que estas sejam providas, nas hipóteses de provimento originário para ingresso na carreira, por meio de concurso público sem agravar os efeitos da notória transposição de carreiras já existentes; ou seja, busca-se favorecer o mérito e o preparo daqueles que se empenham mais efetivamente para o exercício do cargo de policiais militares combatentes.

5. Os oficiais apresentam como medida substitutiva à proposta em questão, a inclusão do requisito de Bacharelado em Direito para o ingresso no QOPM, como já ocorre nos Estados do Rio Grande do Sul, Goiás, Amazonas, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais, o que demonstra uma tendência nacional. Deve-se assinalar que esse é um anseio sedimentado no âmbito do Oficialato, pois se acredita que tal conquista valorizará nossa carreira e também a corporação.

6. Outro ponto a ser apresentado pelos Oficiais do QOPM é a adoção do Subsídio, na forma do art.144, § 4º, ambos da Constituição Federal, com a criação de padrões vinculados ao tempo de serviço, a exemplo do que ocorre atualmente na Polícia Militar do Estado do Paraná ( Lei nº17.169/2012, em anexo), que garante a mesma remuneração tanto para ativos, como para inativos, com um aumento salarial, além de propor alterações pontuais na legislação pertinente ao tema.

(…)

8. Os Oficiais do QOPM enfatizam, por fim, a necessidade de uma proposta de valorização da carreira, sem a previsão de realinhamento, nem tampouco a criação de vagas sem prévio estudo por parte do Estado-Maior, mas tão somente a busca pelo fortalecimento remuneratório das duas carreiras (oficiais e praças), com a adoção do subsídio acima citado.

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 Fonte: http://rededemocraticapmbm.com.br/oficiais-da-pmdf-engajados-contra-a-reestruturacao-da-carreira/

Saiba mais sobre o assunto:

As discussões até agora realizadas tiveram como resultado um esboço de proposta que acarretará em uma redução dos quadros da Corporação por meio da ENTRADA ÚNICA (Ingresso Único), em que todos ingressarão na graduação de Soldado PM chegando até a patente de 1º Tenente, podendo progredir na carreira, após concurso interno, até o topo, ou seja, até coronel (cargo de gestão). Basicamente teremos a carreira de gestores e de técnicos. Todos oriundos da mesma raiz.

CORONEL

NÍVEIS DE GESTÃO

TENENTE-CORONEL
MAJOR
CAPITÃO
PRIMEIRO-TENENTE

NÍVEIS TÉCNICOS

SEGUNDO-TENENTE
SUBTENENTE
PRIMEIRO-SARGENTO
SEGUNDO-SARGENTO
TERCEIRO-SARGENTO
CABO
SOLDADO

https://aderivaldo23.wordpress.com/2013/09/20/a-entrada-unica-na-corporacao-e-a-restruturacao-da-carreira/

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Delegados da Polícia Federal reclamam da falta de equipe na área administrativa

A maioria dos delegados da Polícia Federal (PF) sente-se segura, confortável e respeitada em seu ambiente de trabalho. No entanto, 64% não se sentem estimulados e 61% dizem que têm reconhecimento pela atividade exercida. Para 98,37% da categoria, o principal problema é o número insuficiente de servidores administrativos do Departamento de Polícia Federal (DPF), informa pesquisa divulgada hoje (23) pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF).

 Para os delegados, não basta aumentar o efetivo de servidores na área administrativa – 72,81% deles entendem que é preciso também melhorar os critérios de divisão das tarefas investigativas e administrativas.

 “Somos 11,5 mil policiais, enquanto há apenas 2,5 mil administrativos nos dando apoio. Isso é ilógico. Precisamos reorganizar a atividade administrativa. Caso contrário, continuaremos tendo de desviar policiais da atividade de investigação. E isso, do nosso ponto de vista, não é o que a sociedade espera”, disse o presidente da ADPF, Marcos Leôncio Ribeiro. Segundo ele, “o ideal seria que o DPF tivesse pelo menos o triplo” de pessoas na área administrativa.

 Para o delegado, essa carência pode prejudicar o trabalho da PF nos grandes eventos previstos para o país, como a Copa do Mundo, no ano que vem, e os Jogos Olímpicos, em 2016, no Rio de Janeiro. “Esse é um dilema que a PF tem de enfrentar, porque, com o efetivo atual, ela não consegue fazer ao mesmo tempo segurança de grandes eventos e investigar. Precisamos, ou aumentar o efetivo para dar conta das duas atividades, ou priorizar o que acreditamos que a sociedade brasileira realmente quer”, disse Ribeiro.

 O delegado lembrou a visita do Papa Francisco ao Brasil, para a Jornada Mundial da Juventude, e a Copa das Confederações, eventos que ocorreram em meados deste ano, e questionou: “O que queremos? Que a PF seja uma polícia que investiga ou que participe dos grandes eventos?. Do nosso ponto de vista, a sociedade quer uma polícia que investigue.”

 Na opinião de Ribeiro, a Polícia Federal, tem “boa” estrutura física. “Nosso grande problema está na gestão de recursos humanos, nas relações interpessoais e no cuidado com o que há de mais valioso na Polícia Federal, que é o seu servidor, tanto policial quanto administrativo.”

 Segundo ele, a consequência do baixo número de servidores administrativos é que não há ninguém cuidando dessa que é uma das atividades mais estressantes do mundo. “Não temos acompanhamento psicológico para o caso de policiais que, no desempenho da atividade ou em legítima defesa, disparam contra alguém. Não é à toa que, nos últimos dois anos, houve 25 suicídios de servidores do DPF. Destes, pelo menos dois eram delegados”, ressaltou.

 Para Ribeiro, dois fatores explicam o alto índice de suicídios no departamento: a facilidade de acesso a armas e a “insensibilidade do DPF” para enxergar que o servidor enfrenta problemas. “Se houvesse acompanhamento psicossocial, pela nossa área administrativa, esse índice [de suicidas] certamente seria menor, porque [ao identificar o risco] o uso da arma poderia ser vetado”, acrescentou o delegado. Para 56,74% dos pesquisados, faltam profissionais de psicologia e assistência social em seus locais de trabalho. “O número de policiais deprimidos ou vítimas de alcoolismo também assusta”, acrescentou Ribeiro.

 Os delegados demonstram, porém, satisfação com as condições de trabalho. Para 51%, o espaço físico é adequado e são satisfatórios, em termos de quantidade e qualidade, os armamentos e coletes (66,43% dos entrevistados), material de expediente (67,98%), equipamentos de telefonia e fax (76,13%) e veículos usados pela corporação (43%). “São números considerados positivos, principalmente porque, no passado, eram muito piores”, disse Ribeiro.

 “Apesar de, em geral, os serviços de segurança e incêndio dos prédios da PF terem boa qualidade, chama a atenção o fato de a sede [localizada em Brasília] não ter escadas de incêndio. Preocupa-nos também a terceirização dos serviços de tecnologia da informação porque isso representa risco [à segurança de informações consideradas sigilosas]”, completou o dirigente da ADPF.

Fonte: Agência Brasil

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