Arquivo do mês: junho 2009

Conferência Livre!

No próximo mês estará ocorrendo em Brasília a I Conferência Nacional de Segurança Pública, etapa regional, e para isso algumas estratégias já foram traçadas!

Para minha surpresa na última quinta feira recebi uma ligação de um amigo me convidando para participar de um encontro que ocorreria na antiga Escola Normal de Brasília para discutir alguns temas sobre o evento. Chegando lá, me deparei com uma professora e um jovem de uma entidade de uma cidade de Brasília que havia recebido o mesmo convite. Como chegamos atrasados ficamos com vergonha de entrar. Em pouco tempo saiu um coronel da PM para atender um telefonema e nos questionou sobre o que aguardávamos…

A professora explicou quem era, o jovem também e eu disse que era policial militar de férias que havia recebido um convite. Rapidamente ele nos explicou que aquela reunião era para um público “SELETO”  E NÃO PARA NÓS!

Sem graça saimos e a professora faz o seguinte comentário: COMO ESSA POLÍCIA QUER SE APROXIMAR DA COMUNIDADE  SE ACHANDO UM PÚBLICO “SELETO”?

Em fim, não assistimos a palestra…

Mas hoje tive a felicidade de ser convidado para um evento de um público realmente “seleto” que me recebeu de braços abertos!

Quero agradecer o debate de alto nível promovido pela CONFERÉNCIA LIVRE: SEGURANÇA PÚBLICA CIDADÃ – DIÁLOGoS DE JUVENTUDE!

Tive a oportunidade de viver a polícia comunitária de verdade ao ouvir jovens discutindo a polícia que temos e que queremos

Ouvi de jovens que cumprem medida sócioeducativa que tipo de polícia precisamos e gostei do que ouvi!

Conheci grupos organizados que também querem mudança!

AÇÃO ESPERANÇA

GRUPO CULTURAL AZULIM

SOS CIDADANIA

GRUPO ARTICULAÇÃO

VALOR CULTURAL

GRUPO ATITUDE

AMIGOS DA PAZ

JOVEM DE EXPRESSÃO

CIAP

Esteve presente delegados da polícia civil, federal e outros grupos, menos a polícia militar!

Maiores informações: http://www.rededejuventude.ning.com

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Arquivado em polícia comunitária, policiamento inteligente

Operários da violência?

Nunca me vi e nem me senti como um operário da violência, mas ao iniciar meus estudos na área da sociologia comecei a mudar meu conceito.

Alguns livros foram marcantes nesse processo, inicialmente o livro da professora Regina Célia Pedroso, intitulado: Autoritarismo e ideologia policial, e agora outro livro nessa mesma linha das professoras: Martha Huggins, Nika Haritos Fatouros e Philip Zimbardo, intitulado: Operários da violência, vem reforçar ainda mais minhas convicções!

Existe uma necessidade latente de mudança na estrutura policial, mas como disse a um deputado distrital ontem, não sou político, cabe a mim somente propor alternativas ou simplesmente levantar o debate sobre o assunto!

Hoje quero apenas deixar as questões levantadas por esses autores para que possamos refletir sobre nossas práticas diárias.

Em meu livro afirmei que somos reprodutores da violência e alguns não gostaram da afirmação, mas continuo afirmando. E retorno ao debate sobre a violência praticada por nós em todo o país!

Essas perguntas são de fundamental importância para nossa formação policial, mas nem tanto para nossa formação militar!

Em que medida os policiais que praticam violência extrema são essencialmente diferentes dos que não a fazem?

Qual o papel desempenhado nesse tipo de violência (policial) pelos os membros de uma unidade policial que estão menos diretamente envolvidos?

De que modo os supervisores (oficiais e sargentos) imediatos de uma unidade policial contribuem para a violência praticada por ela?

Que papel desempenham membros do governo e funcionários de alto nível da polícia na promoção da violência policial?

Por que homens comuns torturam e assassionam em nome do Estado?

Como os perpetradores da violência (nós) explicam e justificam sua ação?

Qual o resultado de seus atos criminosos – para as vítimas, para eles próprios e para a sociedade?

Que lembranças de suas atrocidades admitem e quais delas se tornam história pública?

Respondendo essas perguntas construiremos um pouco de nossa história e nossa identidade!!

Eis o desáfio!

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VOTO INTELIGENTE!

O ano eleitoral está chegando e vários candidatos começam a surgir em defesa da PMDF. Alguns são históricos (Patrício, Normando, Luciano Gonzaga, Aires Costa e vários outros). Existem os persistentes (Charles Magalhães, Guarda Jânio, Cirlândio…). Agora também temos a revelação do ano (Lima Filho)!

Sempre ouvi falar que não conseguimos eleger deputados porque temos muitos candidatos e várias associações, mas creio que nunca elegemos por falta de estratégia e inteligência!

O problema não é o excesso de candidatos, até porque, no nosso sistema eleitoral o voto conta mais pra coligação do que pro candidato! Sendo assim, devemos ter a maior quantidade de candidatos possível, mas no MESMO PARTIDO!

SEMPRE OUVI DIZER: “O MEU PARTIDO É A POLÍCIA MILITAR!” É HORA DE DESCOBRIRMOS SE ISSO É UMA VERDADE OU UMA FALÁCIA!

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O valor de um amigo!

Estou há algum tempo sem escrever pois estive ocupado com alguns projetos voltados para o policiamento inteligente no Riaho Fundo.

Os livros comprados na Argentina, referentes à polícia, em breve serão comentados!

Tenho que escrever sobre a experiência de São José dos Campos e as bases policiais. Lá estão em outra fase: as “bases móveis”…

Mas hoje quero agradecer aos amigos que sempre estão ao meu lado e me dão força a cada dia. Recebi esse texto de uma amiga, que tive o prazer de conhecer por intermédio do blog e que passou a fazer parte integrante de minha vida, e resolvi compartilhar com os leitores!

Segunda-Feira, 22 de junho 2009
O verdadeiro amigo nos corrige

A Palavra de Deus é exuberante quando nos fala da amizade:

“Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade da sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante” (Eclesiástico 6, 14-17).

Amigo não é apenas um conhecido, um colega, um companheiro… Não. Amigo é amigo. Se eu quisesse definir amizade teria de encontrar as palavras certas e o conceito exato, porque amigo não é uma coisa qualquer. É por isso que a Palavra de Deus nos diz que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro.

Um amigo pode nos transformar. E por que nos transforma? Porque antes de tudo o amigo nos ama como somos. O amigo consegue nos corrigir e, muitas vezes, só ele é capaz de alcançar esse feito. O que o pai e a mãe, muitas vezes, não conseguem, um amigo pode conseguir. Ele atinge o coração. Ele e, muitas vezes, só ele tem linha direta com o nosso coração. Ele chega lá, naquele lugar aonde ninguém consegue chegar. E por que ele consegue chegar lá? Repito: porque o amigo nos ama do jeito que somos. É por isso que ele consegue nos transformar.

O amigo é capaz de dizer as coisas como elas são, ele consegue nos dizer as verdades que não quereríamos ouvir, mas como o amigo é amigo, acabamos ouvindo. Muitas vezes nós nos chateamos com ele por essa razão, nos afastamos dele e ficamos sem nos comunicar com ele… Mas passam as horas, os dias e a gente volta atrás e entende, acolhe, se dobra… e tudo muda.

Às vezes a gente briga, se revolta… mas porque amigo é amigo, a gente não consegue ficar longe. A amizade é mais forte que a briga e a revolta. E que bom que é assim! Muitas vezes só a amizade é capaz de nos dobrar. Por isso, ter amigos é essencial.

Ser amigo é o segredo da vida e da vitória. E por que tudo isso? Porque na amizade há amor. Amor puro. Amor desinteressado. Por isso “quem o achou descobriu um tesouro”.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

 se transforma naquilo que ele contempla”

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Diferença cultural!!

Sempre gostei de analisar a diferença cultural existente no Brasil, mas agora me encantei com a diferença existente na América! Fico imaginando o Thiago (Ten. Gomes Nascimento) que é um verdadeiro estudioso nessa área passeando pelas ruas de Buenos Aires e vendo a diferença entre nossa distribuição de efetivo e a deles…

Tenho visto a polícia da capital, menos despreparada que as outras das províncias, assim como no Brasil, mas hoje vi algo na TV que me chamou a atenção e me fez querer compartilhar com os leitores do Blog…

Esta madrugada em Mar Del Plata ocorreu um incidente entre policiais e um taxista que fez a população se revoltar e quebrar tudo…

Quando digo quebrar tudo é TUDO MESMO… Viaturas e policiais!

Vi uma tropa de choque despreparada, QUE RECUA e uma população liberando toda raiva que sente da polícia…

Para a população a polícia aqui trabalha para os dois lados (a polícia e os bandidos) e a maior corrupção ocorre no transito…

Alguma semelhança com o Brasil é mera coincidência…

Ah estava me esquecendo… O maior ídolo deles atualmente é o Capitão Nascimento do Tropa de Elite…

Por que será?

Percebo que o problema não é exclusividade do Brasil, a diferença entre ambos, é que a Argentina deu o primeiro passo para mudar. Hoje ainda não está bom, mas melhorou muito segundo a população. Não se muda uma cultura de um dia para o outro, mas muda-se uma estrutura.

Cada dia que penso em mudança lembro-me do projeto policial do futuro. Percebo que estamos no caminho certo, como concluí ao fazer uma monografia no passado, intitulada: Desmilitarização das polícias: Uma mudança cultural ou uma questão de sobrevivência?

Em Brasília primeiro estamos mudando a cultura e ela se encarregará do resto!! Como disse o Thiago no comentário sobre o texto que escrevi anteriormente, é necessário reestruturarmos nossa polícia, só precisamos descobrir como!

Acredito que seja necessário urgentemente debatermos o tema e criarmos um modelo de polícia BRASILEIRO. Talvez nós blogueiros possamos dar o primeiro passo! Estou cansado do modelo ultrapassado que temos! É preciso mudar, para isso, é necessário criar um método! É hora de pensarmos polícia, respirarmos polícia e vivermos polícia, até encontrarmos esse modelo…

Esse se tornou meu desafio! Chega de falácia, palavras vazias, políticos que não conhecem a segurança pública, mas definem nossos destinos!

É chegada a hora de nos unirmos (policiais, sociólogos, advogados, toda a sociedade) para discutirmos o destino que queremos para a nossa polícia daqui a dez anos!

O primeiro passo é definirmos onde estamos e onde queremos chegar, que modelo temos e que modelo queremos!

Desafio cada blogueiro a fazer discípulos nesse sentido (discutir polícia, respirar polícia, viver polícia…)!

Se não dermos o primeiro passo alguém dará e mudará nosso destino… pensem nisso!

Obs: O teclado está configurado para o espanhol por isso os erros, assim que retornar vou arrumar!

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