Por que policiais não usam cinto de segurança nas viaturas?

FALTA DE USO DE CINTO DE SEGURANÇA NAS VIATURAS POLICIAIS

 Ao ver as cenas dos últimos acidentes envolvendo viaturas da PMDF, uma dúvida pairou: qual seria o resultado desses acidentes se nossos policiais estivessem utilizando o cinto de segurança?

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Para ser sincero, nunca compreendi e nunca soube de onde veio a ideia iluminada de que policial não deve usar cinto de segurança. Somos super-heróis, superiores ao tempo e as dores físicas? Somos imortais?

Quando trabalhava em viatura gostava de treinar: “abre cinto, fecha sinto, abre cinto, fecha cinto.”, assim como treinava, “abre porta, fecha porta.” E nunca me adaptei a andar sem cinto. O problema é usar aqueles cintos sujos que viviam sujando minha farda. Talvez venha daí a desculpa de não usar cinto de segurança, é melhor ter um policial morto ou correndo risco de se ferir, do que sua farda suja? Não seria mais fácil limpar os cintos?

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A regulamentação do uso de cinto de segurança, dispositivo de defesa de ocupantes de quaisquer veículos, regulamentado pelo Conselho Nacional de Trânsito, é obrigatório! Mas você já viu alguma vez algum policial dentro uma viatura, seja PM ou civil, usando esse dispositivo tão vital à vida?
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Pelo que li e analisei, o uso do cinto é um dispositivo que impede a projeção do passageiro para fora do veículo em caso de alguma colisão. O cinto de segurança também é obrigatório em aviões e quaisquer outros tipos de veículos motorizados.

Muitas pessoas não gostam de usá-los por achar incômodo ou por medo de ficarem presas em caso de acidentes ou para facilitar o famoso “desembarque tático”. Vale a pena correr o risco, sendo a PMDF  uma polícia que age de maneira preventiva? No caso de acompanhamento de veículos, não seria melhor avaliarmos nossa doutrina? Ou começar a aplicada amenizando os riscos para os policiais?

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Sempre gosto das perguntas:

Quem deve agir ANTES DO CRIME, de maneira preventiva? A resposta é POLÍCIA MILITAR E GUARDAS MUNICIPAIS. Quem deve agir para impedir o crime durante a ação do bandido, no flagrante delito? Qual quer um do povo pode, a polícia deve. Que polícia? E quem deve agir depois, de maneira repressiva, colhendo provas para que o vagabundo seja punido? A polícia civil, ou seja, a polícia judiciária.

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O Foco primário e constitucional de nossa Corporação é a prevenção. Infelizmente já vi policial e já fui um desses, andando em alta velocidade para atender ocorrência de acidente de trânsito com vítima fatal ou até mesmo homicídio.

Há argumentos para essa prática: os policiais têm que descer rápido das viaturas porque se não os perseguidos fogem! Pode até ser um argumento plausível, só que legalmente falando nós estamos errados! Além disso, colocando nossas vidas em risco. Estatísticas demonstram que o uso do cinto de segurança reduz tanto a gravidade quanto a ocorrência de ferimentos!

Como defendo a desmilitarização cultural, acredito que precisamos passar por uma mudança cultural completa, inclusive nessa linha. Sugiro uma grande campanha de conscientização entre os companheiros. O cinto nos traz segurança, precisamos nos sentir seguros para podermos dar segurança. A doutrina adotada na PMDF “recomenda” o uso do cinto. 

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A tendência é que seja feito primeiro uma conscientização, se não der certo, a alternativa será o uso de normas coercitivas para sanar um problema grave que temos hoje.

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45 Comentários

Arquivado em Tira dúvidas

45 Respostas para “Por que policiais não usam cinto de segurança nas viaturas?

  1. João Paulo

    Caro Aderivaldo,
    Concordo com grande parte do seu post, pois o não uso do cinto de segurança é constantemente banalizado na PM, em muitos casos até por viaturas administrativas o que é absurdo! Porém, o problema todo se dá em situações em que você necessita de arma de fogo em pronto emprego, como em acompanhamentos como esse em que ocorreu essa tragédia e outros patrulhamentos em áreas de alto risco.
    Eu, preocupado com essa questão, tentei conciliar esse uso da arma e do cinto transversal e observei que principalmente para os policiais do lado direito da viatura esse uso é inadequado, pois quando o cinto se solta ele vai justamente no braço direito do policial, que na sua maioria é destra, e é o braço que porta a arma, podendo até ocasionar um acidente grave pois o policial terá que apontar a arma para o próprio corpo para se desvencilhar do cinto (posto que todos devem usar cordão de segurança nas armas), o que é perigosíssimo num momento de estresse. Se for uma arma longa o cinto transversal é inadequado dos dois lados. De modo que eu cheguei a conclusão que o cinto em situações de risco deveria ser somente o subabdominal (no caso as viaturas deveriam ser adaptadas para ter os dois cintos) ou que fosse inventado algum outro sistema que fixasse o policial no banco do veículo pelas costas, sem impedimento dos membros superiores, e que ao atingir velocidades mais baixas em situações normais liberasse o policial para sua saída com segurança.
    Lembrando que muitas tecnologias que já existem não estão disponíveis nem nas nossas melhores viaturas, como controle de estabilidade, controle de tração, múltiplos airbags, somente algumas poucas possuem freios ABS e ainda de 1ª geração.

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    • Aderivaldo Cardoso

      Excelente!
      Eu, preocupado com essa questão, tentei conciliar esse uso da arma e do cinto transversal e observei que principalmente para os policiais do lado direito da viatura esse uso é inadequado, pois quando o cinto se solta ele vai justamente no braço direito do policial, que na sua maioria é destra, e é o braço que porta a arma, podendo até ocasionar um acidente grave pois o policial terá que apontar a arma para o próprio corpo para se desvencilhar do cinto (posto que todos devem usar cordão de segurança nas armas), o que é perigosíssimo num momento de estresse. Se for uma arma longa o cinto transversal é inadequado dos dois lados. De modo que eu cheguei a conclusão que o cinto em situações de risco deveria ser somente o subabdominal (no caso as viaturas deveriam ser adaptadas para ter os dois cintos) ou que fosse inventado algum outro sistema que fixasse o policial no banco do veículo pelas costas, sem impedimento dos membros superiores, e que ao atingir velocidades mais baixas em situações normais liberasse o policial para sua saída com segurança.

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      • paulo

        sou instrutor de autoescola,achei a resposta interessante,nao tem a possibilidade de criar um adaptador na porta uma especie de porta-armas,assim o policial alem de usar o cinto facilitaria o manuseio do instrumento de trabalho…..(dica)

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      • Aderivaldo Cardoso

        Obrigado

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    • paulo silva

      O problema colega é que temos apenas viatura de polícia ao invés de carro de polícia. Simplesmente pegam um veículo comum e pintam (plotam) as cores da Gloriosa e somente. Um carro comum, ao invés de produzir um transporte totalmente adaptado às necessidades da polícia.

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  2. Júnior

    Ilustre Aderivaldo, caso um dia trabalhe em uma unidade tática, saberá na prática o porque!

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    • Aderivaldo Cardoso

      Então limita-se apenas a questão tática? Por que os outros não usam? Preferia ouvir as alegações de quem conhece. Quem pergunta normalmente sabe grande parte da resposta. (risos)

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    • Aderivaldo Cardoso

      O tema é delicado e polêmico, mas precisa ser debatido. Se chegarmos a uma conclusão de que vale a pena não usar o cinto e de que devemos ser exceção na legislação, eu serei o primeiro a trabalhar a exceção na legislação. O objetivo é que vários discordem mesmo, mas que apresentem os argumentos contrários. Precisamos de soluções para isso. 1) Se for melhor não usar o cinto quais seriam as outras alternativas para amenizar os nossos riscos?2) Se for melhor utilizar o cinto, como fazer isso sem nos colocar em risco em confrontos? Existem dois riscos: 1) Acidente de trânsito. 2) Morrer em confronto. Quais estão ocorrendo mais? Quais estão deixando maiores sequelas? Os riscos são vários. Precisamos definir por quais optaremos ou não. Entende?

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    • Aderivaldo Cardoso

      O debate também está ocorrendo no facebook:

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  3. SE É SO´POR SEGURANÇA!
    É SÓ ADQUIRIR VTR COM ERBEG. NOS QUATRO LUGARES . DO VEÍCULO . SIMPLES ASSIM .

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      • Aderivaldo Cardoso

        Um piscar de olhos é o que melhor ilustra o tempo entre a abertura do airbag e o início do seu desinflar. A operação dura 30 milésimos de segundos, graças à “explosão” da bolsa em uma velocidade média de 300 km/h. O sistema, que funciona como um complemento do cinto de segurança, começa a se popularizar no Brasil e, em 2014, será obrigatório nos carros novos. Mas exige cuidados para cumprir sua função.

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        O primeiro passo é entender como a tecnologia funciona. Muitas pessoas acham que em qualquer batida, principalmente as fortes, o airbag tem de abrir, obrigatoriamente. Mas não é bem assim. O gerente técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), Marcus Romaro, afirma que a abertura depende de quanto o carro desacelera no impacto, e não da deformação. A densidade dos veículos e objetos envolvidos na colisão também influenciam.
        “Você se machucou na batida? Se não, é porque não era para o airbag ser aberto”, diz Romaro, explicando que normalmente o airbag funciona em colisões que causam perda total no carro. “Ele é um complemento do cinto, mas em mais de 90% dos casos somente o cinto já garante a segurança”, acrescenta.
        Kia Sportage após acidente; neste caso, airbags não abriram
        Kia Sportage após acidente; neste caso, airbags não
        abriram (Foto: Avelar Neco Viveiros)
        “Radiador partiu, mas airbag não abriu”
        Foi o que aconteceu com o supervisor de manutenção elétrica e automação Avelar Neco Viveiros. O seu carro, uma Kia Sportage, sofreu uma colisão frontal com outro carro em uma estrada de Goiânia (GO), a uma velocidade de cerca de 100 km/h, segundo ele. “Uma Parati sem iluminação entrou na minha frente. A batida partiu no meio o radiador”, conta. Mesmo assim, os airbags frontais não abriram. Viveiros e sua mulher estavam com os cintos e ninguém se machucou.
        O ângulo da batida também determina o funcionamento do equipamento. O colaborador do comitê de veículos leves da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Sergio Ricardo Fabiano, explica que as bolsas frontais abrem quando a batida ocorre em determinado ângulo da parte dianteira, assim como as laterais só abrem em colisões laterais. “Se bate na lateral, os airbags frontais não abrem. Os airbags de cortina, por exemplo, só abrem em caso de capotamento”, explica.

        Reação química
        A “explosão” do airbag é, na verdade, uma reação química controlada por um módulo de abertura. Tal componente capta a desaceleração do veículo e “determina” a abertura por meio de um cabo de energia que faz a ligação do módulo com a bolsa. Ele emite uma corrente elétrica que ativa uma massa química formada por dois gases. Quando eles entram em contato, acontece a explosão controlada.
        Veja ao lado vídeo sobre a aprovação da exigência do airbag, em 2009
        “A expansão da bolsa é a velocidade de propagação do gás formado nesta reação”, descreve Romero, do Cesvi. O elemento resultante é o nitrogênio, ou seja, não é prejudicial à saúde. O pó que sobe após a abertura é um tipo de talco, usado para o material da bolsa não grudar enquanto ela estiver dobrada no compartimento do carro.
        Posição correta para não se machucar
        Como se trata de uma explosão, os ocupantes de veículos com airbag devem ter cuidado redobrado com a postura dentro do carro. A mais importante delas é o uso do cinto de segurança. Obviamente, ele é indispensável em qualquer situação, mas nos carros com as bolsas protetoras, a pessoa que estiver sem cinto pode se machucar ainda mais. “Achar que pode usar o airbag sem cinto é o erro mais grave”, destaca Romaro. Isso porque a proporção da abertura do airbag é calculada levando em conta o trabalho do cinto de segurança, que segura, e muito, o corpo.

        O perigo aumenta no banco de trás, onde normalmente as pessoas “esquecem” de colocar o cinto. “Hoje muitos modelos importados possuem airbag traseiro”, destaca Romaro. Outro aspecto importante é o posicionamento do banco em relação ao volante ou painel. O gerente técnico do Cesvi ressalta que o corpo deve estar distante, no mínimo, 20 cm em relação à direção. Já o passageiro do assento dianteiro deve estar o mais longe possível do painel: pés apoiados no porta-luvas, nem pensar. “A postura errada pode causar lesões gravíssimas”, alerta Fabiano, da SAE.
        As mãos devem ficar na posição “dez para as duas”, como os ponteiros do relógio, e os braços não podem estar totalmente esticados. “Se o airbag infla, ele empurra sua mão para fora, o que pode causar sérias lesões”, ressalta Romaro.
        Baixinhos e usuários de óculos
        Além de ser proibido por lei, o uso de cadeirinha de criança no banco da frente é mais perigoso em veículos com airbags. Crianças abaixo de 10 anos e pessoas baixas também correm riscos com airbags frontais. “Mas as novas gerações do sistema não trazem problemas a pessoas pequenas, pois a tecnologia permite calcular o peso do passageiro, e assim, controlar a intensidade da abertura e até mesmo se não deve abrir”, explica Romaro.
        Dentre tantas especificações, os especialistas ressaltam que as pessoas que usam óculos não precisam se preocupar, caso sigam corretamente as indicações, como se manterem a uma distância mínima do dispositivo. “Essa história de que o airbag machuca o rosto de quem usa óculos é um mito”, ressalta o gerente técnico do Cesvi.
        airbag mercedes-benz
        Montadoras investem em nova geração de airbags;
        o da foto é da Mercedes-Benz e evita choque entre
        os ocupantes do carro (Foto: Divulgação)
        Se o airbag abriu, tem que trocar
        O sistema do airbag não exige cuidados periódicos com manutenção. Em média, as montadoras pedem para substituí-lo a cada dez anos. No entanto, todo o sistema é controlado eletronicamente e, em caso de problema, ele será indicado por uma luz no painel.
        “Se a luz indicadora do airbag acende e apaga quando se liga o carro, está tudo bem. Mas se o carro andar e ela continuar acesa, é preciso levar o carro a uma oficina ou concessionária para saber qual é o defeito”, explica o engenheiro Fabiano. “É importante sempre ler o manual do proprietário e seguir as indicações.”
        Caso o veículo sofra um acidente e o airbag entre em funcionamento, aí sim será preciso trocar todo o sistema, o que inclui módulo, bolsas de ar, cabo, chicote, painel e volante, entre outros itens envolvidos na região afetada pela colisão.
        O custo depende de cada montadora e modelo, assim como o valor da mão de obra. No entanto, se considerar somente a troca da bolsa, módulo de abertura e cabo de um carro de entrada o conserto sairá, em média, por R$ 2 mil.
        Porém, antes de começar a calcular o prejuízo, Romaro relembra que normalmente os airbags são acionados em caso de perda total do veículo, pois são batidas extremamente violentas, em que somente o cinto não consegue proteger as pessoas.

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    • Fernando Cesar Galdiano

      Mas então… “ERBEG” (SIC) mata o ocupante do veículo se este ocupante não estiver com o cinto de segurança afivelado. Numa colisão, se o “ERBEG” (SIC) abrir, se transformará em um “muro” na frente do ocupante do veículo, machucando-o também.
      “ERBEG” funciona JUNTO com o cinto de segurança e NUNCA sozinho.

      AIRBAG é maravilhoso. JUNTO COM O CINTO.

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  4. Rose R.R.Batista

    Essa é uma questão para um longo debate, na busca de soluções para este tema.

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  5. Antoniel

    É necessário que saíamos do empirismo, muito comum em instituições policiais, principalmente nas policias que se baseiam em hierarquias militarizadas, onde normalmente, teoria e prática estão muito distantes, ou porque a teoria está obsoleta ou a prática não condiz com a realidade da vida. Normalmente, quando se quer cientificar procedimentos, se esbarrar na cultura policial da mediocridade: “isso não é nada operacional” ou “tático” ou “vocês são muito teóricos”. É preciso lembrar, todos os dias, que vivemos em uma sociedade plural, política, com poderes constituídos, com regras e leis que definem e norteiam ações. Polícia nenhuma é uma ilha, grupo tático nenhum é o senhor da verdade ou está acima do bem e do mal. Retirar as polícias, em especial, as militarizadas na idade medieval, só é possível com ciência, com teoria-prática, com doutrina, com projeto, todo o resto é apenas empirismo.

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  6. Tudo para se aplicado, tem que ser testado, as acoes taticas deveriam se ministradas com e sem o cinto,aquilo que fosse mais rasoavel para o servico policial deveria se aplicado.

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  7. “A tendência é que seja feito primeiro uma conscientização, se não der certo, a alternativa será o uso de normas coercitivas para sanar um problema grave que temos hoje.” Pois é, não adiantou a conscientização e coerção não acredito possível, os próprios colegas são os primeiros a ridicularizar quem coloca o cinto em uma vtr pm, não é á toa que vivem sujos, ninguem se atreve á usá-los

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  8. CB Neyton

    Caro Aderivaldo concordo em parte, com o uso de cinto em serviço, ele realmente atrapalhar no desembarque tático, si a guarnição no patrulhamento depara com um elemento com arma em punho e precisa descer rapidamente o cinto vai atrapalhar e os policiais vão fica exposto, quando estou de serviço na maioria da vezes sou motorista e uso coldre de perna mas quando estou dirigindo coloco arma no coldre que fica no colete no caso de usa o cinto ele vai fica em cima da minha arma dificultando o saque então quando em patrulhamento não há necessidade de usa-lo pois o patrulhamento a velocidade é baixa, mas no deslocamento para uma ocorrência em que é preciso anda acima da velocidade da via ou no acompanhamento de veiculo em fuga nestes casos concordo com o uso do cinto e quando estive chegando próximo do local da ocorrência é só diminuir a velocidade e retira o cinto.

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  9. FILIPPI

    Nobres colegas Aderivaldo e Sil Vaninha, já houve esta tentativa em meados de 2004/2005, não recordo bem a data, e foi coercitiva na antiga 10ªCPMInd, Paranoá. Resultado: não deu certo!
    Apesar de treinarmos a retirada do cinto, na hora da ocorrência era fatal esquecermos! Cada esquina ou becos do Paranoá ou Itapoã era situação de alto estresse mesmo não havendo ocorrência. Eu e o SGT Linhares, quase sempre, prendiamos entre 3 a 4 vagabundos por serviço de 12h e abordávamos suspeitos direto neste tempo de serviço. Nos acompanhamentos na área rural em alta velocidade usávamos, mas se houvesse troca de tiros no momento, com certeza, na hora da parada em que a tendencia é sair de encontro ao marginal, iríamos esquecer.
    Não funciona! Depois que o cinto trava você joga o corpo para trás e afobado joga para frente, seu polegar não desbloqueia de imediato o botão, seu olhar está voltado para frente, seu braço entra dentro do cinto e há uma série de outras consequências, tudo vai depender do tipo de ocorrência.
    À època conversamos com o Cmt e se fosse continuar aquela coercitividade iríamos evitar fazer abordagens e pronto, e em caso de ocorrência iríamos mais lentamente para que visualizassemos o vagabundo com uma distância considerável e de segurança para que tívessemos tempo de tirar o cinto.
    Abraço

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  10. Leandro

    Amigo Aderivaldo..
    Esse tema é polêmico, como podemos perceber nas respostas. Aliás, uma coisa que existe no serviço policial é polêmica a respeito da melhor técnica, do melhor equipamento, da melhor doutrina, do melhor momento, da melhor viatura, entre tantos outros assuntos em que há discordância.
    Considerando que devemos utilizar cinto de segurança, concordo que o modelo atual não é o mais adequado, por diversos fatores. Pensando nisso, em considerar que o cinto de segurança deve ser utilizado, entendo que um desenho interessante seria o de 3 pontas, semelhante ao utilizado nas cadeiras de bebê. A disposição do cinto seria com uma ponta com a fivela principal na parte inferior, por entre as pernas, e as outras duas pontas seriam dispostas por cima dos ombros do policial, unindo-se à fivela principal. A abertura seria pelo simples acionamento de uma tecla localizada na fivela principal.
    Contudo, para evitar apenas a “mudança pela mudança”, sem nenhum amparo científico, o ideal seria testar esse formato e avaliá-lo em relação ao desempenho das funções inerentes a cada componente da viatura. Só assim, sem a “tentativa e erro”, seria viável uma análise sobre a utilização desse tipo de cinto. Particularmente, sem levar em conta outras fatores, penso ser uma ideia interessante o modelo sugerido.
    Além disso, se levarmos em conta o número de confrontos que nossa tropa enfrenta diariamente (troca de tiros, por exemplo), a probabilidade de uma ocorrência de maior gravidade com problemas de segurança relacionados ao não uso ou uso incorreto do cinto de segurança é maior do que a chance de um policial ser alvejado por um disparo de arma de fogo. Ressalto que não estou dizendo que essa circunstância não existe, mas que sua ocorrência é menor. Porém, se ainda assim, o risco pelo uso do cinto for maior, mesmo no modelo sugerido, então que seja determinado por lei a exceção à regra.
    Mas, para se chegar a uma conclusão, só testando pra saber!!

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  11. leandromorais123@hotmail.com

    Nao vejo como conciliar o uso do cinto com arma de fogo longa e colete.

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    • Aderivaldo Cardoso

      Esse tem sido o grande problema! Precisamos achar um meio de protegermos a sociedade, mas protegidos. abraço

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      • charles

        Não pertenço a nenhum grupo tático, sou de RP ordinária, tenho 22 anos nessa rotina e faço aqui a seguinte exposição: O cinto, quando estamos em perseguição em alta velocidade e não há boa proximidade dos delinquentes, dá par usar, todavia, em velocidade normal e próximo do perigo, é impossível o uso desse dispositivo, vez que há uma preocupação, um efetivo direcionamento no olhar, a fim de estarmos sempre apercebido das atitudes do meliante com o fito de dá resposta conforme a ação, tirar essa atenção, ainda que por segundos, é correr risco de morte, por isso há essa inadequação do referido uso. Ademais, quem imaginar que grupo tático é mais polícia do que os demais mortais, é porque não tem noção do serviço operacional e não lembra que quando os grupos táticos são notificados a chegarem em um local de crime, o que havia de ocorrer de danoso, aconteceu com os policiais ordinários…

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  12. Alex

    Boa tarde! Estava lendo acima e percebi que ninguém trouxe algo de concreto e jurisprudencial. Poies bem, o art. 167 do CTB faz algumas ressalvas quanto ao uso do cinto de segurança e uma delas, se dá em virtude do veículo ser de uso bélico. Portanto, oquê viria a ser “veículo de uso bélico”? A Resolução nº 797/95 em seu inciso 1°, traz a definição do que seria “veículo de uso bélico”: Viaturas Militares para efeito do Código Nacional de Trânsito e do seu Regulamento são as Viaturas Militares Operacionais das Forças Militares; parágrafo único: “VIATURA MILITAR OPERACIONAL DAS FORÇAS ARMADAS: é aquela fabricada com características específicas para ser utilizada em operação de natureza militar…”, ou seja, a nossas viaturas policiais, especificamente da Polícia Militar, conforme legislação vigente, dá-se a oportunidade dos ocupantes do veículo a não usar o cinto de segurança. Por esta razão, no meu ponto de vista, fica facultativo quanto ao uso do cinto de segurança. Abraços

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    • Aderivaldo Cardoso

      Nossas viaturas são carros de passeio adaptados. Em minha opinião veículo de uso bélico é outra coisa…Abraço

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      • aurick

        O problema meu caro é que não é sua “Opinião” que regulamenta este País (Graças a DEUS), e sim nossa legislação, que aquela época, 95, foi feita por pessoas consciente, do risco operacional enfrentado quando em uso deste tipos de “veículos de passeio”.
        É uma lastima ver um artigo deste tipo, onde inicialmente o autor começa com indagações filosóficas, entretanto quando recebe uma resposta embasada mostra total desconhecimento do assunto, e diz “na minha opinião”, ao meu ver este artigo é nada mais do que uma mágoa + leitura de artigos alheios (sem fundamentos diga-se de passagem).

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      • Alex

        “Nossas viaturas são carros de passeio adaptados…”, então reflita nesta frase que você mesmo descreveu e me diga o que é ser carro de passeio adaptados…?
        Se o carro vem de fábrica com semelhança aos carros de passeio isto é uma coisa. O que você deve levar em conta é o pronto emprego deste material e as suas modificações para ser usados em missão militar. Por acaso carros de passeio vem de fábrica com “Giro Flash, Sirene, Emblemada, o famoso Xadrez, dentre outras modificações? isso tudo, transforma os carros comuns em viaturas de combate e repressão ao crime, que por sua vez, por pertencerem ao Estado são veículos oficiais e mais especificamente, estes veículos oficiais são viaturas militares de uso bélico, um armamento por exemplo, é material bélico, um colete balístico, é material bélico, munições, etc. De acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito previsto no art. 4° do DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942, por analogia do direito, SE É QUE VOCÊ ME INTENDE, estes veículos são de uso bélico. A Resolução nº 797/95 do Contran deixa isto bem claro. A Força Armada do Estado chamada Polícia Militar é uma força de reserva do Exército Brasileiro (EB), com princípios e costumes estritamente militares. Estes veículos estão sempre em missão ordinária (dia-a-dia), as vezes extraordinária, no combate ao crime em nosso país. O Poder Legislativo da União cria uma lei para reger normas de trânsito no país, entretanto, se abstém quando ao uso de cinto de segurança em veículo bélico, retirando sua “culpa” quanto ao “obrigar a usar”. É bem clara a intenção da União quando a lei deixa esta ressalva, retirando sua responsabilidade civil objetiva, neste caso deve ser interpretado como uma questão subjetiva e não objetiva. Agora se você ainda não entendeu o que acabei de escrever, você deve se aprofundar mais no assunto antes de propor um debate do tema. É como o colega abaixo disse “O problema meu caro é que não é sua “Opinião” que regulamenta este País (Graças a DEUS), e sim nossa legislação…” Estude mais #FIcaaDica

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    • charles

      Lembre-se, as viaturas policiais,em sua maioria, são carros comuns, normais como vem de fábrica…

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  13. Fernando Gadelha

    Fernando Gadelha (Fera)
    Depois de ouvir todas essas opiniões, cheguei a uma única conclusão; De que se a lei é para todos, temos todos que cumprir, independentemente de qualquer coisa! a não ser se dê uma atualizada nas leis do nosso país, e criando emendas diferenciada entre o cidadão comum e as polícias, essa é a única forma de acabar com as dúvidas de todos, mesmo sabendo que é um risco duplo para polícia.

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  14. helmuth nachtigall

    Analizando tudo isto fica a minha pergunta : Oque é a LEI?? Se nós civis devemos usar o cinto de segurança por que a policia ñ ? Tá na hora mais do que nunca mudar esta LEI . Os carros que são fabricados para a polícia vem de fábrica con os cintos de segurança então usem . O congresso deve fazer valer esta lei para os policiasi também ou isto ñ é LEI . A lei de DEUS é a mais correta que existe .

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  15. Davi

    Caro Aderivaldo Cardoso
    Eu era da mesma opinião sua, mas depois que eu fui baleado duas vezes e meu patrulheiro foi baleado na cabeça e hoje ele tem uma vida vegetativa, por termos ficado preso no cito de segurança.
    Hoje eu não uso pois não sei, com que vou me deparar na rua.

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  16. CB SIDNEY SILVA

    Cinto de segurança não mata salva vidas e airbag, amortiza a colisão frontal com o painel e demais objetos frontais dentro do veículo, que possam ocasionar lesões graves aos ocupantes. Prezado amigo, você levantou um polêmica dentro das corporações e a falta de treinamento e/ou o e emprego correto do uso do cinto de segurança. Sou Instrutor do Centro de Pilotagem Policial do DF, a questão é no começo realmente foi muito difícil usar o cinto, hoje nós do centro já estamos acostumados ao equipamentos e normas e procedimentos de embarque e desembarque, abordagens e saques rápidos. Pessoal vamos pensar da seguinte forma: Via local velocidade baixa até velocidade máxima de 30km/h, patrulhamento realizado em áreas residenciais e estacionamentos, geralmente são nessas vias que os policiais mais abordam. estatística de acidente fatais baixa, pela própria característica da via, uso do cinto de segurança pode ser aliviado, por necessidade de desembarque rápido e não colocar em risco o policial, risco de acidente moderado. Via Coletora velocidade máxima 40km/h risco moderado, acidentes e lesões não tão graves, uso do cinto moderado. As vias arteriais velocidade acima de 60km/h e trânsito rápido velocidade máxima 80 km/, acidentes com lesões graves e fatais, geralmente as viaturas deslocam se em alta velocidades, uso obrigatório do cinto de segurança, pois ninguém faz abordagem e desembarque a essa velocidade. Policias e viaturas, são objetos substituíveis, Pais de famílias, filhos e seremos humanos, não são.! Defendo a segurança dos policiais e penso, em vocês todos os dias, são heróis e não são reconhecidos. Hoje somos comparados ao Supermam e Clark Kent, quando estamos em nosso trajes, armas e viaturas potentes, e somo acionados vamos ao encontro do perigo sem pensar e rápido como um raio, podemos virar heróis ou bandidos, quando estamos fora de serviço, usamos a nossa roupa e óculos, de Clark Kent, temos que nos esconder, pois viramos caça.
    Queridos policiais façam aquilo que a consciência lhes permitirem, abracem e beijem seus entes queridos. Somos as mãos da Lei, mais a Lei, não nos abraçam como filhos. Fiquem com Deus e a proteção Divina. Sejam fortes na causam. DEUS É FIEL. CB SIDNEY SILVA, CETESP/CPP/PMDF.

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  17. Pingback: Mais um acidente envolvendo viatura, desta vez no Lago Sul | Aderivaldo Cardoso

  18. Fernando

    Bate a vtr e se vc tiver sem cinto v o que acontece. Física e administrativamente.
    cinto uso obrigatório em todo território nacional. Sem exceção. temos que treinar desembarque das viatutas com o cinto e assim quebrar o paradigma.

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  19. Marcelo

    Isso é nosso Brasil, policiais que deveriam dar exemplo, cometendo infrações de trânsito sem serem punidos e ainda arrumando desculpas para tal atitude.Qualquer país mais moralizado e desenvolvidos do que o nosso sabe que todos os policiais usam cinto de segurança e isso nunca impossibilitou nenhuma reação a eles.

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  20. achiles

    boa noite. O policial Militar deixa de usar o cinto de segurança em virtude de fazer um serviço diferenciado, desce e sobe na viatura centenas de vezes durante o turno de serviço, abordas pessoas em atitudes suspeitas ou pessoas que cometeram algo ilegal. Esse serviço é diferenciado, como temos veículos adaptados para serem viaturas policiais e não veículos exclusivos para serem viaturas policiais, ou seja, pegaram um veículo normal e pintaram com as cores da polícias locais, sendo que o correto seria ter um veículo exclusivo para os policiais, com maior espaço interno, dispositivo para soltar o cinto de segurança quando fosse abrir a porta, haja vista a necessidade de abordar constantemente, de estar usando equipamentos que dificultam a mobilidade (colete balísticos, cinturão, coldre, porta algemas, enfim o EPI completo, botas).
    Sou a favor do uso do cinto de segurança quando estiver em deslocamento emergêncial, ou seja, quando estou indo para uma ocorrência em que a necessidade de deslocamento rápido, porém, no patrulhamento, que roda-se em uma velocidade de 30km\h, para ser visto e ver, NÃO. O treinamento faz parte da profissão policial militar, para o que se acham entendidos, a uma grande diferença em achar e ser policial militar, viver o que vivemos são para poucos, onde nosso serviço é a nossa vida, logo senhores, com conhecimento de causa, somos diferenciados, não melhores ou piores, exercemos uma profissão de risco e de risco sentimos na pele.
    Grato a todos entendidos.

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  21. José Silva

    Aderivaldo, para esclarecer aos demais participantes, que tal darem uma lida no POP – Condução de Viaturas – e encerrarem o assunto. A utilização do cinto de segurança é obrigatória.

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  22. José Silva

    Outra coisa, veja no link o que foi decidido sobre cinto de segurança em veículos de USO BÉLICO, e nunca uma viatura policial.
    http://www.mpm.mp.br/portal/controle-externo/recomendacoes/sm-rec-uso-cinto.pdf
    Como em outro post foi mencionado sobre algumas possibilidades, este link esclarece melhor ao defensor da causa.
    Utilização do cinto de segurança é obrigatória.

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  23. Cristiano da Silva Mello

    Boa tarde a todos, tudo ok?
    Meu nome é Cristiano, sou Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro.
    Estou finalizando meu curso de Graduação Tecnológica em Segurança Pública, pela Estácio, e pretendo realizar meu TCC com tema sobre a importancia da utilização do cinto de segurança em viaturas policiais militares, a fim de amenizar traumas em acidentes de transito, bem como melhorar a qualidade de vida profissional dos agentes, mas estou encontrando dificuldades em encontrar artigos que falam sobre isso.
    Por isso, solicito que, dentro das possibilidades, que os srs. me auxiliem mandando reportagens, artigos, teses, publicações, entre outros, para que eu possa desenvolver meu trabalho!
    Na esperança de ser atendido, desde já agradeço e aguardo resposta!
    Um abraço!
    Cristiano.

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