Arquivo do mês: maio 2013

Via Crúcis na PMDF – Tentando transferir um sargento da reserva de um hospital de Minas para o DF

A bíblia nos traz muitos ensinamentos. Precisamos vivê-los diariamente. A semana que está encerrando me fez viver o que diz em Eclesiastes, o livro do pregador: “O coração do sábio esta na casa onde há luto, mas do tolo, na casa da alegria.”

 Terça-feira logo cedo, enquanto eu me deslocava para o trabalho, recebi um telefonema de um querido amigo (France Ribeiro), filho do Sargento Adair, da reserva remunerada, dizendo que o pai dele havia sofrido um acidente, que estava com várias fraturas, internado em um hospital de Patos de Minas, necessitando de uma cirurgia e de ser transferido para o DF.

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Não pensei duas vezes, marquei um encontro na CLDF, já que ele estava ainda na estrada, e de lá nos deslocamos diretamente para o comando da PMDF. Lá chegando, como de costume, fomos muito bem tratados pela nova equipe, mas como estava próximo ao almoço e o expediente na PMDF começa as 13h fomos adiantando outras informações.

Não irei me delongar, mas precisávamos de uma ambulância. De imediato o Comandante Geral ordenou ao Subcomandante geral, que ordenou ao Chefe do Departamento de Saúde, que ordenou ao Diretor do departamento responsável pelas ambulâncias que liberou a ambulância, desde que atendesse a necessidade do paciente. Após contato no hospital descobrimos que o paciente necessitava de cuidados especiais, tipo um respirador, e nossas ambulâncias não possuem. São apenas um “quebra-galho”…

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O desafio ficou maior, não precisávamos mais de uma ambulância, agora seria necessário uma UTI-móvel ou o mais aconselhável: um transporte aéreo. De imediato liguei para amigos do Corpo de Bombeiros, que foram muito solícitos, em especial os companheiros: Major Cristiane Simões, Subtenente Humberto Batista e o Sargento Rivailton, além do companheiro e deputado Ayton Gomes, que mobilizou uma força tarefa para tentar nos ajudar.

Delimitamos como prazo limite 11h (onze horas) do dia seguinte para a remoção do sargento. Em contato com as equipes envolvidas, conseguimos o transporte aéreo, um avião do bombeiro, mas depois a triste notícia, não haviam pilotos disponíveis, pois estão em curso, fato que nos foi informado pela assessoria do parlamentar.

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De imediato, mesmo sem recursos, a família alugou uma UTI-móvel para trazê-lo. O custo inicial seria de aproximadamente 7 (sete) mil reais, alto para qualquer padrão dentre da polícia, ficando mais baixo após negociações. Ele chegou as 19 horas de quarta-feira e passa bem, aguardando apenas os procedimentos rotineiros para a cirurgia.

Vários atores foram envolvidos neste processo, mas gostaria de agradecer aqueles que mais empenharam na solução do problema, mesmo que não tenham resolvido, alguns sendo primordiais após a chegada dele no Hospital Santa Marta, em especial: Major Guedes, Capitão Bom Tempo, Sargento Jair, Capitão (Dr.) Thiago, Tc Saúde, Cap. Nobre, Toda a equipe da DPM ( da sala do CB Moises), Major Cristiano, Cap. Gisleno (capelão), Tenente Dias Filho, Tenente Dantas, Coronel Jooziel (comandante geral).

Demorei a escrever este texto, pois quando iria escrevê-lo recebi uma notícia triste, a mãe de um grande companheiro de jornada, Prof. Rodrigo de Paula, do sindicato dos professores particulares do DF, que nos ajudou bastante em algumas manifestações o ano passado, faleceu. Pela manhã de ontem permaneci toda a parte da manhã no velório dela.  A tarde recebi uma das piores notícias que eu poderia receber, meu grande amigo e leitor do blog, Anderson Luis, meu conselheiro, amigo de infância e possível coordenador de projetos futuros faleceu e será sepultado hoje.

Dias de luta! Mas não podemos parar! Como iniciei o texto: “O coração do sábio esta na casa onde há luto, mas do tolo, na casa da alegria.” A lição que ele me deixa é: “não existe amanhã, esforça-te hoje!”

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Saiba mais sobre o acidente: http://uipi.com.br/destaques/destaque-2/2013/05/28/carreta-sai-da-pista-capota-e-deixa-motorista-ferido-na-br-354/

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Desmilitarização Cultural – Por Roner Gama

O termo “Desmilitarização Cultural” é a primeira escada rumo à quebra de um paradigma, que quase se tornou cláusula pétrea, da necessidade das forças de segurança como militares. Esse modelo teve seus primórdios quando do início da república os militares ganharam força e poder.  Segundo Paulo Sérgio Pinheiro “Praticamente ausentes do Congresso ao fim da Monarquia, os militares formam quase 20% do primeiro congresso republicano”. Paralelamente as polícias estaduais iam tomando corpo nos estados, mas até então sem nenhum vínculo com as forças armadas e permanecendo “leais aos respectivos presidentes” (governadores).

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Para Pinheiro “isso poderia eventualmente favorecer movimentos rebeldes dentro do exército, como de fato favoreceu o tenentismo quando este se aliou à oposições estaduais.” Como manter o poder político com uma ameaça crescente , e armada, como era o caso das polícias? “A brigada policial constitui propriamente a guarnição militar do Estado, por isso mesmo, vai ser militarmente organizada, instituída e armada” (mensagem apresentada ao Congresso Legislativo de São Paulo pelo Dr Campos Salles, PResidente do Estado, a 7 de abril de 1897, p.55). Percebe-se que desde seus primórdios as polícias , antes mesmo de terem a ingerência das forças armadas, já eram concebidas como militarizadas.

Logo após o fim da revolução constitucionalista ( 1932) e com Getúlio Vargas no poder, as políciais passaram a ser militares e com vinculação ao exército. As polícias passaram a ter uma identidade nacional imposta pelas forças armadas, essas cada vez mais influentes no cenário politico até que de fato assumem as rédeas do país com o golpe de 1964.

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A desmilitarização cultural nada mais é do que a rejeição daquilo que engessa o trabalho policial, que impede a modernização das polícias. Desmilitarizar culturalmente é trazer , em pequenas doses contínuas, o senso crítico, a boa gestão, a melhor técnica, o profissionalismo e o reconhecimento a todos os integrantes da instituição, e da própria instituição,  como necessários, indispensáveis à  manutenção da ordem pública e sensação de segurança sem as quais as atividades rotineiras se tornam um risco. Em 2009 as mudanças estruturais foram confirmadas como um dos dez (10) princípios da 1ª Conferência Nacional da Segurança Pública – 1ª CONSEG NACIONAL- ” Fomentar, garantir e consolidar uma nova concepção de segurança pública como direito fundamental e promover reformas estruturais no modelo organizacional de suas instituições, nos três níveis de governo, democratizando, priorizando o fortalecimento e a execução do SUSP – Sistema Único de Segurança Pública -, do PRONASCI – Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – e do CONASP – Conselho Nacional de Segurança Pública com Cidadania.” 

Precisamos nos desvencilhar das velhas tradiçoes sem nenhum vínculo com a realidade da segurança púbica, sem compromisso com o cidadão, que paga seus impostos e exige uma prestação eficiente do serviço. É preciso influenciar para mudar. Se cada individuo assumir uma postura crítica em relação ao que está errado e buscar formas de agregar mudanças chegaremos lá.

Desmilitarização cultural, cultive essa ideia.

Por Roner Gama

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Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) da Força Nacional – Parabéns Ana!

A Força Nacional é um programa do Governo Federal que reúne policiais de todas as forças policiais do Brasil. É ligado diretamente ao Ministério da Justiça, que atua nos Estados por meio de convênios.  O ingresso na Força Nacional é criterioso e muito disputado, pois as diárias são boas e a possibilidade de conhecer outros estados e qualificar-se é enorme. Recentemente tivemos uma INC (Instrução de Nivelamento de Conhecimento), curso que habilita o policial a ser mobilizado para a FORÇA.

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Há alguns anos falei sobre um fato aqui no blog que deu o que falar. Uma policial (PFem) para participar de um curso operacional aqui no DF teria que “raspar” a cabeça semelhante aos outros alunos, algo totalmente sem fundamentação.  Por ela não concordar com tal situação a desligaram do curso. Mesmo assim ela nunca desistiu. Fez outro curso operacional, desta vez de PATAMO, onde ficou em SEXTO LUGAR.

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A vida dá muitas voltas. Hoje novamente volto a falar sobre a policial. Ela continuou sua caminhada, nunca desistiu. Sempre provou que ser mulher na polícia é ser profissional como qualquer outro, e as vezes até melhor, pois sempre são subestimadas.

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Nesta INC iniciaram 79 (setenta e nove) policiais, uma única mulher, sendo que 03 (três) desistiram no início e 05 (cinco) foram reprovados no TAF final. Eram todos policiais do DF, mas o coordenador era do PARÁ, o subcoordenador do Acre, com instrutores de Rondônia, Alagoas, Rio Grande do Norte , Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Segundo a policial  ANA GONÇALVES, “uma verdadeira diversidade total, algo muito bom, um grande aprendizado.”

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As mulheres de nossa Corporação estão bem representadas. Parabéns ANA, PRIMEIRA COLOCADA NO CURSO DE NIVELAMENTO DE CONHECIMENTO! FORÇA!!! BRASIL!!!!

292394_10201192992055714_1690083991_nSó para relembrar: https://aderivaldo23.wordpress.com/2009/07/13/que-lugar-e-esse/

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Diferenças salariais no serviço público no DF

O Jornal Correio Braziliense  de sábado, 25 de maio de 2013, em sua página 23, caderno de Economia, traz um matéria intitulada: “Trabalho – IBGE revela em estudo que as pessoas com nível superior de ensino ganham salários três vezes maiores – ABISMOS DA INSTRUÇÃO. A reportagem apresenta uma “radiografia das renda do trabalhador”, segundo ela “quem possui diploma universitário tem ainda uma renda média, três vezes maior que os demais, recebe R$ 4.235,06, enquanto o que não fez faculdade possui remuneração de R$ 1.294,70. Uma diferença de 219%.”

Ainda segundo a reportagem, no Distrito Federal, a remuneração é bem maior que no resto do país. A administração pública paga, em média, 10,8 salários mínimos ao servidor da capital federal. Segundo um economista entrevistado “o salário de entrada no serviço público é maior que na iniciativa privada, sobretudo no DF, porque abriga o Executivo Federal.”

Ao ler tal reportagem observei que o salário inicial na PMDF está na média dos salários de quem possuí diploma universitário. O grande diferencial é que ao longo da carreira os valores vão distanciando-se, pois muitos servidores possuem formas mais justas de progressão funcional e salarial em seus órgãos. Em nossa Corporação as diferenças internas variam de salários de aproximadamente 4 mil reais a 20 mil reais. Precisamos urgentemente equilibrar tais diferenças, pois todos atualmente possuem diploma universitário, sendo assim não é justo tamanha diferença. Precisamos avançar.

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Reunião com o novo comandante-geral no dia 22/05 (ontem)

Ontem recebi um convite da Rede Democrática que aceitei de bom grado, uma reunião com o novo comandante-geral. No encontro vi um homem habilidoso com as palavras e na política, pelo jeito um grande mediador de conflitos. Posso afirmar que é alguém que tem meu respeito, admiração e confiança. Precisamos dar sustentação ao seu comando. Separados somos fortes, juntos somos imbatíveis.

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O QUE FOI DITO PELAS ASSOCIAÇÕES :

Assor-  Cel Brambilla, representante da ASSOR:

“Aqui está o grupo que sempre buscou as soluções para os problemas difíceis (…) desde as demandas mais simples até as mais complexas”(…) “que espera do comando retome as conversas acerca da reestruturação da carreira”

ARMILC – ST RICARDO PATO-   “que o CMT GERAL precisa acalmar os ânimos da categoria com algumas ações (…)solicitou que o CMT GERAL consiga intermediar um encontro entre o Governador e as associações. Disse ainda mais “não queremos guerra , mas sim o entendimento (…) temos que trabalharmos juntos, CMT e associações (…) Esperamos que nossos dias melhorem (…)

CIFAIS- MAJ CRUZ- Parabenizou o CMT GERAL , ” toda renovação traz uma esperança”. ” Toda renovação traz  uma esperança (…) Olhando o contexto não se vislumbra algo palpavel ” (…) “espero que o senhor trabalhe o fortalecimento institucional (…) “desejo ao srº um bom trabalho, que o srº compreenda a tropa de uma maneira geral” (…)

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Aderivaldo- Agradeceu o convite da RD para acompanhar a reunião, parabenizou o CMT GERAL e se dispôs a cooperar com o comando pelo bem da corporação e seus integrantes.

Louzeiro- disse que “espera um clima de diálogo” (…) “vamos padronizar o discurso, porque não CATEGORIA no lugar de TROPA ” (…), “entende a missão difícil do COMANDO ” (…) ” o papel das redes sociais deve ser levado em consideração pelo novo comando” (…) “temos que repensar o nosso modelo de polícia” (…) ” a imprensa está no papel dela e é uma briga que nos prejudica”

Ribamar- “Sou o retrato do policial desmotivado”, ” o nosso policial tem seu filho estudando no mesmo colégio que o filho do traficante” (…) levantou a questão da meritocracia (…) “minha média de apreensão de armas era 8 por mês hoje  (…) ”  “atualmente o policial não consegue mais ser herói” (…) “somos o retrato da ingratidão”  (…) 

COMANDANTE GERAL 

Em linhas gerais relatou que há sérios problemas administrativos que não conseguimos (a corporação) ter uma visão holística , do todo. Informou que sua linha de pensamento é não prometer nada (…) todo crédito (politico) ao governador (…) nosso problema é que estamos discutindo fora do conceito . O conceito é o de paridade de tratamento (…) precisamos discutir ideais e não  pessoas (…) é preciso uma aproximação com o deputado Patrício. Citou Neemias, sua inspiração, como um dos maiores estrategista biblícos. 

outros tópicos levantados pelo 01:

1. Criação de um conselho de oficiais superiores (chefes, diretores, comandantes) a fim de democratizar e harmonizar as decisões do COMANDO.

2.Para o SVG há uma proposta de dobrar o valor e as vagas, com revezamento entre POG MOTORIZADO E A PÉ.

3. Não haverá troca no comando das unidades, por enquanto.

4. Fim da portaria de doação de sangue e alteração na portaria que trata das férias;

5. CAP e CAEP deverão ser à distância.

6. Centro Médico (políclinica) deve passar para uma PPP (parceria público privada) com o objetivo de facilitar o gerenciamento do hospital.

7. As sugestões de Reestruturação da carreira PM já está com aproximadamente 41 artigos;

8. A redução do interstício será dentro do previsto na lei 12086/09

9. Em relação ao  novo uniforme  é provável que se amplie o prazo para que o policial possa adquiri-lo .

No final da reunião foi entregue um documento com o resumo das urgências da categoria.

COMENTO

Bem, foi uma reunião longa , mas proveitosa. Como já sentei nesse ano e meio com o CEL GOUVEIA, CEL SUAMY e agora CEL JOOSIEL tenho uma visão sem nenhum vislumbre. O que percebo é que o jogo político do governo está caminhando, como assim? É o Bate e assopraEsse é o momento de assoprar. O cargo de CMT GERAL é indicação política, o rumo agora é outro e ficou bem nítido na fala do novo comandante. Mas o direcionamento quem dá é o chefe maior do executivo e seu partido. Lembram quando dizia aqui que as coisas aconteceriam no tempo do governo, pois é, ao que parece esse “time” está chegando. O problema é que pagamos um preço alto por essa espera, estamos sendo tratados não como profissionais de segurança pública, mas como “votos” (nem eleitores, apenas votos), e o pior, com um cabresto bem curto. Como disse o SGT RIBAMAR “somos o retrato da ingratidão” (do governo para com policiais).  No mais uma boa sorte ao novo comando. Entendo suas limitações, estamos aqui para colaborar com nossa instituição, com a sociedade e com a categoria.

Roner Gama

Fonte: http://rededemocraticapmbm.com.br/reuniao-com-o-cmt-geral-da-pmdf/

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Temos policiamento comunitário atualmente no DF?

Ao examinar a experiência, no que diz respeito a “polícia comunitária”, nos quatro continentes, Bayley e Skolnick (2006) observaram mudanças significativas nos departamentos de polícia, que “ao invés de apenas falar em policiamento comunitário” implementaram e seguiram basicamente quatro normas:
1) Organizaram a prevenção do crime tendo como base os anseios da comunidade;
2) Reorientaram as atividades de patrulhamento para enfatizar os serviços não-emergenciais, ou seja, focaram em ações preventivas;
3) Aumentaram a responsabilização das comunidades locais; e
4) Descentralizaram o comando.
A pergunta que fica é: no DF temos policiamento comunitário?

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Resposta do amigo ASSIS no Facebook: (http://www.facebook.com/fapn.assis)

1) Organizaram a prevenção do crime tendo como base os anseios da comunidade;

Quando a comunidade é representada por pequeno número de seus anseios, os quais, por serem os mais frequentes na observação de todos, bastam para a expressão de segurança dentro da grande quantidade dos acontecimentos mais habituais. Digamos que o policial que operar com autonomia conjuntiva frente à comunidade, vai obter resultados positivos, pois o que vale como resposta é a consequência de uma ação bem sucedida de ambas as partes, o policial bem informado sobre os locais de maiores incidências de crimes e comunidade bem amparada por terem como base de combate ao crime os seus próprios relatos de vigilância e assim, em conjuntura a conclusão de uma operação perfeita.

2) Reorientaram as atividades de patrulhamento para enfatizar os serviços não-emergenciais, ou seja, focaram em ações preventivas;

Acredito que a falta de comunicação e a reorientação voltada para o policiamento comunitário aqui no DF, não funciona como o previsto, ou seja, não busca os princípios fundamentais cujo estudo geral que circundam a existências das necessidades locais, não viabiliza a credibilidade proposta no programa (objetivo), ou seja, passa de uma ação preventiva para uma ação impossível, pois os meios referenciados e disponíveis aos postos comunitários, bem como, para os próprios policiais são escassos, não havendo nenhuma possibilidade de resposta satisfatória à comunidade.

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3) Aumentaram a responsabilização das comunidades locais; e

No DF, a comunidade num todo, sabe e acredita no trabalho da polícia militar, porém, na implantação desse policiamento nas comunidades locais, ficou claro que veio para solucionar os problemas de segurança da população, assim como no sistema de princípios relativos à certa ordem de fatos e, para que isso ocorra é necessário a concepção geral sob o ponto de vista de cada um membro dessas comunidades (sabemos que isso não acontece).

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4) Descentralizaram o comando.

Eis o lado a se questionar, pois havendo um comando administrativo regional com foco político, jamais haverá os princípios conhecidos pela observação e pela experiência daqueles que trabalham direto com a comunidade, para tanto é fácil observar que a ética relacionada com a vida social, sua origem, seu desenvolvimento e seus fins, partem do convívio e da confiança que a comunidade adquire com certo tempo aos policiais que ali trabalham, ou seja, se houver a descentralização do comando, haverá sim, um trabalho de qualidade de policiamento comunitário.

A pergunta que fica é: no DF temos policiamento comunitário?

Infelizmente “NÃO TEMOS”.
Temos locais e profissionais qualificados para lidar com o Policiamento Comunitário, porém, não basta ter o melhor produto e não saber usá-lo (é o que está acontecendo atualmente). Quase todos os Postos Policiais Comunitários do DF, estão situados em locais estratégicos, por outro lado existem aqueles que não condizem com as necessidades da comunidade, gerando com isso desconforto abandono e a permanência da insegurança. Dessa forma ao invés de aproximar o cidadão, o faz afastá-lo. 
Os profissionais que foram qualificados para exercerem essas funções sabem perfeitamente que “não adianta lutar sem meios”, ou seja, não há empenho ou apoio de governo ou do próprio Comando da Policia Militar, para que eles possam servir e atender de forma humanitária a comunidade, basta entrar em qualquer um desses postos para perceber a precariedade, falta efetivo, viaturas, computadores e o mais importante de todos, o conforto para trabalhar com dignidade.

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Homenagem a primeira turma de praças da PMDF (Brasília) de 1967

Ontem (19/05/2013) tive uma grande lição ao ver a união da primeira turma da PMDF de 1967. Percebi o quanto a dificuldade une as pessoas.

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Percebi o quanto minha turma e meu pelotão deixa a desejar nesse aspecto. Poderíamos seguir o exemplo. Quem sabe um dia não iniciamos o que eles já fazem há anos.

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Foi lindo ver a alegria desses homens que ajudaram a criar o alicerce para o que temos hoje. Ver as famílias unidas e o respeito que um tem pelo outro foi um verdadeiro aprendizado.

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Foi uma grande honra ouvir alguma dessas histórias. Fiquei impressionado em saber que eles entraram em 1967 e que em 1977, quando nasci, eles já eram em sua maioria subtenentes. A maioria foi para reserva em média em 1995, quatro anos antes do meu ingresso na Corporação.

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Precisamos resgatar nossa memória. Saber de onde viemos, conhecer as dificuldades e conquistas daqueles que nos antecederam. O que me impressionou foi a alegria, união e gratidão de cada um desses homens. Grandes exemplos!

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Um povo sem história tem dificuldade de construir o próprio futuro. Precisamos saber de onde viemos (quem somos) para saber quem queremos nos tornar (quem seremos). Precisamos saber quem construiu as bases que nos dão sustentação hoje.

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Precisamos aproveitar que ainda temos policiais da primeira turma para fazer uma pesquisa, conhecer suas histórias, seus dramas, suas conquistas! Aprender com eles! Ouvir os heróis anônimos que fizeram a segurança de nossa cidade. Tanto praças, quanto oficiais. Temos história, precisamos conhecê-la. Uma sugestão para o INSTITUTO DE CIÊNCIAS POLICIAIS.

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Sucateamento da segurança pública no DF

Sucateamento da segurança pública: passando em frente a Secretaria de Justiça e Cidadania vi um posto comunitário de segurança “abandonado”, ocupado por instrutores de auto-escola e alunos.

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Um custo de mais de 100 mil reais, abandonado. O DF 130 postos que poderiam ser utilizados como mini-delegacias de polícia caso fizéssemos o Termo Circunstanciado, nos crimes de menor potencial ofensivo. O que o cidadão espera receber quando vai a um posto policial? O que ele recebe?

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Saiba mais:

http://crisoliveiralves.wordpress.com/2013/05/18/pergunta-do-povo-quanto-custa-o-servico-de-limpeza-nos-postos-policiais/

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Precisamos de um aumento real de efetivo na PMDF

Nesta quarta-feira, a Polícia Militar do Distrito Federal recebeu 56 Bases Comunitárias Móveis para reforçar o policiamento nas regiões administrativas do DF. As bases funcionarão em veículos do tipo “van”, acompanhadas de duas motocicletas, um carro e oito policiais. O investimento foi de R$ 8,764 milhões.
Essas unidades terão uso intensivo nos grandes eventos, como na Copa do Mundo de 2014 e na Copa das Confederações, daqui a exato um mês.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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Cada vez que vejo notícias falando sobre novas “modalidades” de policiamento fico empolgado, imaginando de que forma serão empregadas, se o efetivo é compatível, se os policiais da “base” estão envolvidos, se as outras modalidades ficaram comprometidas ou serão abandonadas, dentre outros questionamentos. Outro fator é que as AÇÕES de policiamento comunitário, se considerarmos que o objetivo do “POLICIAMENTO COMUNITÁRIO” é a aproximação entre a polícia e a comunidade, visando uma maior eficiência, eficácia e efetividade de tais ações, podem ser feitas em qualquer modalidade de policiamento.

O projeto de “postos policiais” previa inicialmente 300 (trezentos) postos, cada um contendo 16 (dezesseis) policiais, o que daria mais de 4 mil policiais por dia.  Tiveram uma excelente ideia, mas esqueceram de analisar o principal: o efetivo disponível diariamente, além daquele ligado a outras atividades que podem parar, caso não tenhamos efetivo disponível. O projeto atual de Bases comunitárias móveis necessitará de aproximadamente 448 (quatrocentos e quarenta e oito) policiais dia para atender a demanda (56×8=448).  E as outras modalidades? Quantos policiais serão necessários no POG? Quantos policiais serão necessários nas viaturas? Quantos policiais serão necessários para o atendimento interno (expediente) e nas unidades especializadas?

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As bases comunitárias de segurança pública são complementares a todas as outras modalidades. Um ponto que ninguém toca é que precisamos discutir URGENTEMENTE o AUMENTO REAL  de NOSSO EFETIVO. O Distrito Federal cresceu, mas o efetivo não. Focamos em redistribuir nossas vagas internamente para dar fluidez as nossas promoções, nada mais justo, a fonte secou, agora precisamos de outra alternativa, de preferência que atenda as nossas demandas e as da comunidade.

Em São Paulo existe um método interessante para calcularmos o efetivo necessário para atender a determinadas demandas. Há alguns anos, quando discuti o tema aqui no blog, verifiquei que o efetivo ideal para o Distrito Federal orbitaria entre 23 (vinte mil) e 26 (vinte seis) mil policiais ostensivos. O aumento real de efetivo daria fluidez aos quadros e facilitaria a distribuição do efetivo no território. Precisamos avançar!

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O soldado e as suas finanças

Ultimamente tenho me silenciado, mas observo o andamento das discussões em nossa Corporação. Normalmente quando me silencio é porque estou de alguma forma tentando me aperfeiçoar como ser humano. Acho importante seguir a linha de que antes de liderarmos os outros temos que liderar a nós mesmos. Tenho focado em organizar minha vida em várias áreas, que estava um pouco bagunçada nos últimos anos.

Mesmo em silêncio tenho visitado alguns quartéis, aproveitado a oportunidade para rever amigos e falar sobre a vida. Ontem mesmo estive até onze e meia da noite falando também com alguns colegas dos Bombeiros Militares do DF. Falamos sobre alguns planejamentos para ações futuras. Um excelente grupo que pode fazer muito nós próximos anos.

Sobre organizar a vida, percebi que vários amigos estão passando pelas mesmas dificuldades, independente do posto ou graduação. Depois de quase treze anos tive coragem de relacionar todas as minhas dívidas e de pedir ajuda para me organizar. Alguns podem achar exposição dizer o que vou dizer agora, mas não tenho vergonha de dizer que chegou ao ponto de ter em meu contra-cheque 08 (oito) empréstimos. Está certo que sempre tive outras atividades fora da PM, mas olhar para o contra-cheque da PM e ver apenas um quinto do meu salário chega a dar tristeza.

Graças a Deus tenho começado a organizar as coisas. Meu cunhado e os outros familiares iniciaram uma verdadeira maratona para me ajudar a livrar do juros. Um boleto pago recentemente me fez economizar 12 mil reais de desconto dos juros e outro pago com a ajuda do meu cunhado gerou um desconto de aproximadamente 28 mil reais de juros também. Não é fácil, pois para pagá-lo decidi vender meu carro e utilizar o 13º salário e férias para quitar esses valores até o final do ano. Estou decidido a resolver isso. É uma questão de honra…

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A primeira sensação que tenho é de perda. Muito estranho. É como se estivesse empobrecendo. É impressionante como é a luta em nossa mente. As vezes vem até o pensamento: “o que irão pensar de mim, ao me ver andando a pé ou de ônibus?”, besteira,  mas depois a sensação de alívio é enorme. É maravilhoso saber que posso contar com algumas pessoas de forma fora do comum. Jamais imaginei ver algo assim em minha vida. Alguém disposto a me ajudar, dando um voto de confiança como meu cunhado deu. Não tenho palavras para agradecê-lo.

Um amigo me disse uma frase um dia que mudou minha vida: “como podemos ajudar os outros se não estamos em condições de nos ajudar?” Como iniciei o texto, acredito que antes de liderar os outros temos que liderar a nós mesmos. Tenho tentando organizar minha vida em todas as áreas, dando um passo de cada vez. Irei conseguir! Você também é capaz…

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