Arquivo do mês: fevereiro 2013

Zonas azuis, mobilidade urbana e segurança pública

Falar em segurança pública também é falar em movimentação de pessoas e veículos. Atualmente virou moda o discurso da “MOBILIDADE URBANA” em nosso meio. Quando falamos em “mobilidade urbana” estamos necessariamente falando em mobilidade de pessoas e veículos. É importante frisar isso.

BernardoVieira3

Quando analisamos o discurso e a prática sobre o tema no Distrito Federal uma pergunta não quer calar: No DF se prioriza a mobilidade de pessoas ou de veículos? Temos os corredores de ônibus, que aumentou os congestionamentos na cidade, a TCB com seus ônibus executivos, que atende a classe média, moradora de Águas Claras e Plano Piloto, dentre outras cidades, semelhante ao “zebrinha” que há anos atende aos moradores de entre quadras do DF. No governo passado se iniciou a construção de ciclovias, mas em que pé está hoje?

blumenews - transito mudado

Ao falar em mobilidade urbana é importante discutir um tema conhecido como “zona azul”, existente em várias cidades brasileiras, como uma solução amenizadora do caos urbano que vivemos em decorrência do elevado número de veículos espalhados por nossa cidade. Ao falarmos em “zona azul” estamos falando de mobilidade reversa, ou seja, de um catalisador obliquo para os problemas de mobilidade urbana em nossa cidade. Isso irá influenciar diretamente na “carona solidária” e na diminuição da criminalidade, pois a rotatividade de veículos quebra a rotina do ambiente, dificultando a vida dos ladrões de veículos, além da geração de empregos e renda em nossa cidade. É algo complicado de discutirmos, mas é preciso tocar no tema, visando solucionar um problema grave em nosso meio. A “zona azul” é responsável pela rotatividade dos veículos, dando mobilidade aqueles que necessitam utilizar o espaço que é de todos, mas que tem sido utilizado de maneira errada.

Mobilidade_Urbana

Aderivaldo Cardoso – Especialista em Segurança Pública e Cidadania pela Universidade de Brasília.

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Vamos parar de brigar entre nós e vamos brigar pela categoria!

“As pessoas refletem seu líder. Não podemos esperar que os seguidores de um líder cresçam mais do que ele. Não podemos esperar que os seguidores de um líder acabem por serem, fundamentalmente, diferente dele. As pessoas sentem-se atraídas por líderes iguais a elas; elas também refletem aqueles que as lideram.”

Tenho me silenciado no blog para atuar nos bastidores, mas chegou no limite a atitude das lideranças que estão a frente DOS MOVIMENTOS na PM. Primeiro que já acho um absurdo falar em movimentos, cada um puxando a corda para o seu próprio lado. Uma casa dividida não permanece de pé.

Na política não precisamos nos amar, mas precisamos nos respeitar. O respeito cabe em qualquer lugar. As brigas estão sendo infantis. Um absurdo entrar nos blogs e nas redes sociais e ver ataques pessoais de ambos os lados. Precisamos discutir ideias, projetos, olhar para o futuro. Precisamos ser mais elegantes, mais educados, estamos perdendo nossa credibilidade no meio político em decorrência disso.

A quem interessa tudo isso? Ao governo, ao comando, a todos aqueles que preferem o “dividir para conquistar”. Pensem nisso!

Mas se você tolera tudo isso e acha bonito, tranquilo. Então não reclame daquilo que você tolera. Não reclame porque nada dá certo. Não reclame porque A ou B consegue as coisas e nós não.

Esses grupos precisam definir 5 (cinco), nada mais do que isso, cinco pontos que concordam, trabalhar no consenso e deixar para o futuro as divergências. O tempo está passando e a coletividade está perdendo. Vamos tirar a cabeça de 2014, pois divididos dessa forma não elegemos nem síndico de prédio. O sucesso de amanhã começa hoje. Separados somos fortes, juntos somos imbatíveis.

competição xadrez

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GRÊMIO DE POLICIAMENTO INTELIGENTE E ANÁLISE CRIMINAL

Postado em: janeiro 9th, 2013

A ação Grêmio de Policiamento inteligente e Análise Criminal foi criada com o objetivo de gerar um espaço de discussão na Academia de Polícia Militar do Barro Branco acerca da necessidade da realização de diagnósticos sobre os problemas da área em que os futuros policiais irão atuar. A partir dos dados levantados, os alunos são incentivados a propor políticas de segurança pública que consigam lidar com problemas estruturais da sociedade, focando determinado território e tipo de delito que ali ocorre.

As atividades desenvolvidas contemplam o estudo sobre o modo de elaboração de um diagnóstico e, com base nos dados coletados, como os alunos podem elaborar um planejamento de ações que consigam dar conta dos problemas encontrados. O Comando da Academia recebe as sugestões de ações propostas pelos alunos e analisa a viabilidade de execução destas ações.

Esta iniciativa possibilita uma formação mais adequada aos alunos policiais, uma vez que quando estes estiverem atuando nas unidades da Polícia Militar, estejam preparados para levantar informações sobre os problemas de sua área de atuação e sejam capazes de elaborar um plano de ações para reduzir os crimes que ocorram com frequência neste território.

Unidade policial em que a ação foi realizada: Academia de Polícia Militar do Barro Branco

Instituição à qual pertence: Polícia Militar

Cidade em que o projeto/ação foi desenvolvida:  São Paulo

Policiais que participaram da ação:
Cel PM Airton Alves da Silva – Comandante da APMBB – 2011 (Unidade Atual – Centro de Altos Estudos de Segurança – “Cel PM Nelson Freire Terra”)

Cel PM José Maurício Weisshaupt Perez – Comandante da APMBB 2012 (Unidade Atual – Academia de Polícia Militar do Barro Branco)

Ten Cel PM Ricardo da Rocha Bortoletto – Subcomandante da APMBB 2011 (Unidade Atual Assessoria Policial Militar da Assembléia Legislativa)

Ten Cel PM Ari Bezerra dos Santos – Subcomandante da APMBB 2012 (Unidade Atual – Academia de Polícia Militar do Barro Branco)

Maj PM Walter Fernandes de Oliveira Júnior (Unidade Atual – Estado Maior Especial da PMESP)

Cap PM Alan Fernandes (Unidade Atual – Academia de Polícia Militar do Barro Branco)

1º Ten PM Rodrigo Garcia Vilardi – (Unidade Atual – Academia de Polícia Militar do Barro Branco)

1º Ten PM Herick de Araújo Lemos (Unidade Atual – Academia de Polícia Militar do Barro Branco

Alunos Oficiais:
Alexsandro Da Silva Gomes – Presidente do Grêmio
Francisco Carlos Moraes De Melo– Vice-presidente do Grêmio
André Luna Smidi
Betania Maria Da Costa Borges
Cesar Augusto Zoppei Fontagne
Cristiano Donizete Da Silva Vieira
Daniel Serpeloni
Daniel Gaglio Medeiros De Sá
Driely Gomes Damaceno
Eduardo Rezende Sanches
Emerson Borges de Souza
Fabricio Ishikawa Rigoni
Gilson Aparecido Vieira
João Armando Aun Fioravante
Leandro Cesar Hage Fabri
Leandro Luiz Mantovane
Marcos Rodrigues De Araujo
Murillo Bottura Parras
Priscila Ique Ferreira
Rafael Vieira Clara
Ricardo De Goes Correia
Ana Paula Arruda Silva
Caio Augusto de Souza David
Liliam Pinheiro Lira
Vanessa Andrea Fernandes Jeremias
Jonas Stanich Conde
Mariana Terra Jensen

 Fonte: http://www.soudapaz.org/premiopoliciacidada2012/?p=523

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Rede sustentabilidade em Brasília

Ontem foi um dia especial. A correria do dia a dia nos afasta da família e dos amigos. É um grande desafio manter-nos juntos. Quem acordaria seis horas da manhã de um sábado para ver um amigo? Somente um verdadeiro amigo. Era o tempo que eu tinha. Logo cedo já estavámos no parque de Águas Claras onde eu o amigo Fábio Wisner fizemos uma boa caminhada e colocamos o papo em dia. Nos alegramos juntos e até choramos juntos. Amizade é isso. Nem o tempo ou a falta dele apaga. Obrigado por sua amizade sincera meu amigo. Obrigado a todos os amigos por compreenderem minha dificuldade de estarmos juntos.

Outro ponto interessante foi a visita da ex-senadora Marina Silva à feira do Guará. Ela é uma figura ímpar. Esteve juntamente com o Deputado Reguffe colhendo assinaturas para criar o “partido Rede Sustentabilidade. Quem também passou por lá foi o deputado Distrital Israel Batista, que mesmo não tendo a intenção de mudar de partido, deu seu apoio a iniciativa, porque, segundo ele, o Brasil merece uma sigla com Marina à frente.

253021_499316923439137_1860182640_nComo já mencionei aqui antes, o Deputado Distrital Israel Batista e o Deputado Federal Reguffe (PDT) são as minhas grandes inspirações, juntamente com Marina Silva. Meu grande referencial político. O Reguffe  é mais que um político, mais que uma “marca”, hoje ele representa um SÍMBOLO, representa a ESPERANÇA de uma cidade contaminada pela CORRUPÇÃO. Ainda há esperança…

Reguffe, Aderivaldo Cardoso, Israel Batista

Reguffe, Aderivaldo Cardoso, Israel Batista

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Ainda há esperança na política…

Acredito que semelhante atrai semelhante. Somos resultado de nossas escolhas e das pessoas a nossa volta. A política é minha grande paixão. Mas a política também é um meio muito complicado para andarmos. Muita mácula, muita sujeira, muita coisa ruim.

Aprendi cedo que aquele que faz política para mudar a realidade a sua volta, pensando na coletividade é mais que um “político”, é o verdadeiro cidadão. Aquele que faz política porque precisa dela, porque visa somente as benesses do cargo é chamado de “político profissional”.

Por diversas vezes tive vontade de desistir. Mas algumas figuras ainda me inspiram a continuar. Tenho tido a oportunidade de conviver com algumas dessas figuras. Ouvir os seus conselhos não tem preço.

O Deputado Distrital Israel Batista e o Deputado Federal Reguffe (PDT) são as minhas grandes inspirações. Meu grande referencial político. O Reguffe é mais que um político, mais que uma “marca”, hoje ele representa um SÍMBOLO, representa a ESPERANÇA de uma cidade contaminada pela CORRUPÇÃO. Ainda há esperança…

reguffe e israel

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É hora de união – Separados somos fortes, mas juntos somos imbatíveis…

Bancada Federal do DF se compromete a assinar emendas relativas ao PL 4921/2012 que trata dos reajustes dos militares do Distrito Federal

Numa reunião de cerca de 2 horas, a Bancada Federal do DF, representada por 8 deputados e 3 senadores, comprometeu-se a assinar as emendas apresentadas pelas Associações de Classe e o NMU/ASPRA relativo ao Projeto de Lei 4921/2012.
Encaminhado no final do ano passado, o PL apresentado pelo governo contrariou as categorias de militares do DF que não tiveram participação na elaboração do mesmo. Com isso, a união de movimentos representativos dos integrantes das corporações de policiais e bombeiros buscou apoio federal para que fosse reparada essa injustiça.
Os comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros não compareceram à reunião, enviando como representantes o Coronel Civaldo (PMDF) e a Major Márcia (CBMDF) que transmitiram o recado dos comandos afirmando que o desejo desses seria a aprovação do PL com a urgência possível e na sua íntegra, conforme fora encaminhado pelo executivo local.
Após as considerações dos representantes dos militares, o Deputado Reguffe (PDT-DF) fez uso da palavra e, num discurso sóbrio, porém firme, criticou a ausência dos comandantes militares justamente quando se discutia um tema de tamanha importância para as corporações; acrescentou ainda que gostaria de poder discutir com os comandos o que está acontecendo na segurança pública de Brasília, já que a população está reclamando dos altos índices de criminalidade, principalmente os sequestros relâmpagos.
Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu desculpas às categorias por ter assinado um documento como testemunha, em 2010, e que não imaginava que o então candidato Agnelo não teria condições de cumprir o acordado, tendo inclusive sido assegurado pela assessoria do candidato que “sem dúvida alguma” a promessa seria cumprida. Sugeriu ainda o senador a realização de um grande evento reunindo policiais militares, bombeiros e policiais civis na frente do estádio Mané Garrincha com a presença dos deputados federais, senadores e deputados distritais como forma de demonstrar a insatisfação pelo não cumprimento das promessas de campanha.
Já no final da reunião, o Tenente Poliglota, membro do NMU/ASPRA, surpreendeu os parlamentares da bancada federal e endossou a sugestão do senador Cristovam Buarque, convidando-os para o evento citado por ele e que já havia sido deliberado na Reunião Geral das categorias no dia 07 de fevereiro passado na Praça do Relógio, o que todos concordaram em estarem presentes. Vale ressaltar que todos os parlamentares da bancada discursaram em favor das categorias.
O jogo de xadrez e o mundo dos negócios
Fonte: Blog do Halk

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Recordar é viver…

Aprendi cedo que somos resultado de nossas escolhas e das pessoas a nossa volta. Sempre procurei aprender com cada lição que a vida me trouxe. Quando estava na universidade cursei uma disciplina chamada “Teoria da história”, e outra chamada “Análise do Discurso” e uma importantíssima chamada “Comunicação e Negociação”. Nelas aprendi muitas coisas, a principal é que para compreendermos um autor precisamos saber sua origem para interpretar seu pensamento. Gradualmente vamos quebrando nossos pré-conceitos (preconceitos) por meio dos conceitos desses autores e automaticamente vamos produzindo nosso próprio conceito, ou seja, um novo conhecimento baseado no somatório do conceito e pré-conceito (preconceito). É com base nisso que fui desenvolvendo os “conceitos” do policiamento inteligente.

Alguns me acham “idealista”, outros “sonhador”, alguns já me acham “visionário”. Na verdade sou realista. Alguém que sabe que as mudanças são lentas, mas que alguém precisa propor e defendê-las. Não tenho dúvida de que muitas propostas feitas aqui eu não verei se concretizar, mas tenho certo que a maioria irá se concretizar em seu devido tempo. Como ocorreu com todas as ideias que um dia defendemos no passado. Com base nisso hoje decidi falar um pouco sobre minha história. Ultimamente estou saudosista. Espero que possam compreender que me inspiro em alguns autores e conceitos, em sua maioria da sociologia e da administração, além é claro dos autores cristãos que me inspiram a interpretar passagens bíblicas.

Sou filho de porteiro e de uma dona de casa. Meus pais sempre foram minha inspiração, meu pai minha coluna de sustentação. Ambos da igreja Assembleia de Deus. Meu pai é presbítero (antigão) de uma igreja no Riacho Fundo I há anos, meu irmão também. Minhas irmãs também fazem parte da mesma congregação. Foi indo a Escola Dominical da igreja onde dei os meus primeiros passos.

Comecei cedo na política, mas não me considero político, considero-me um cidadão. Aos quinze anos já militava em minha escola (Setor Leste) e em minha comunidade (Riacho Fundo I). Fui de grêmio estudantil, participei ativamente de conquistas que vemos hoje. Algumas ideias defendidas há vinte anos foram concretizadas no ano passado ou ainda estão em andamento. Lembro-me de ter participado das discussões do Programa de Avaliação Seriada (PAS), lutado pelo Passe Livre para os estudantes, estivemos a frente da meia-entrada para os estudantes, discutimos a PEC 233 que tratava do provão para os alunos universitários, defendemos a gestão democrática nas escolas, fui conselheiro do orçamento participativo, conselheiro de esporte no Riacho Fundo, Diretor de imprensa e de esporte de entidades estudantis, participei de três campanhas eleitorais, até ingressar na polícia e aprender que “militar não fazia política”. Pelo menos a base não fazia. Que militar não participava de partidos políticos nem de manifestações reivindicatórias. Aprendi que não temos cidadania plena…

Ainda no segundo grau eu afirmava que vivia em um país que se diz democrático, mas que não tínhamos o direito de nos expressar (ainda tenho esse jornalzinho),  vinte anos depois continuo falando a mesma coisa. Há vinte anos falávamos sobre a “escola de policiamento ideológico”, hoje continuo denunciando o patrulhamento ideológico que sofremos nas redes sociais. Há vinte anos eu já lutava contra os generais e coronéis que comandavam as secretárias de segurança pública, chegamos a “derrubar” o então secretário na época do governo Cristovam, General Serra, por agressões sofridas e ataques a democracia. Um dos meus primeiros textos nesse blog não por acaso foi: “O que um general ou coronel de exército entende de segurança pública?”

Cresci, fiz uma especialização em segurança pública, criei um blog, escrevi um livro, milito pela reforma policial no Brasil. Continuo apenas buscando o livre direito de me expressar. Continuo em busca do respeito e da democracia que nós cidadãos merecemos. Quando defendo a cidadania plena não é só para os militares, defendo para todos nós brasileiros, pois ainda não conhecemos a verdadeira democracia. Conhecemos o “centralismo democrático” dos partidos e das instituições autoritárias onde o lema é: “manda quem pode, obedecesse quem tem juízo” ou “Eu mando e você obedece.”

O que sempre me inspirou foi o pensamento de Max Weber no livro A política como vocação: Procuro seguir a linha, pois para mim quem faz política para transformar a realidade a sua volta, buscando o bem da coletividade é cidadão. Precisamos exercer a nossa cidadania plena.

policial_amigo

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Eminência parda – uma figura política de 4 séculos – Por Ailton Salviano

Saiba mais sobre o post de anteontem:

LÍDER 360

Data: 07 maio 2012 – Hora: 18:14 – Por: Portal JH

Desde priscas eras existem personagens obscuras que oficialmente não aparecem nas esferas políticas, porém exercem uma fortíssima influência nas decisões dos governantes. Aquele que responde pelo poder não dá nenhum passo sem consultá-lo. O domínio, em determinadas circunstâncias, é tamanho que o governante pode ser substituído e até deposto quando não segue rigorosamente as orientações. Essa figura dominante é a “eminência parda” do poder. Na era medieval dizia-se que ele ficava atrás do trono do rei de onde emanava todo o seu despotismo. A expressão “eminência parda” (do francês “éminence grise”) originou-se na França do século 17 quando o frei capuchinho, François Lecrerc du Tremblay (1577-1638), conhecido por padre José, tornou-se uma espécie de “braço direito” do cardeal Richelieu (1585-1642), então primeiro-ministro do rei Luís XIII (1601-1643). O nome deriva provavelmente da vestimenta parda (hábito) que o frei Lecrerc usava. Ao longo da história, essa espécie de assessor todo-poderoso, mesmo operando secretamente, tornou-se famosa com os seus “conselhos” nem sempre oficiais. A inexperiência e a insegurança do chefe favorecem a sua presença. A história está repleta de exemplos de eminências pardas. Aliás, o termo tornou-se mais consistente e usual, após a publicação da biografia de Lecrerc, elaborada pelo escritor inglês Aldous Huxley (1894-1963) e publicada em 1941. A história do Chile, por exemplo, cita a figura polêmica de Diego Portales (1793-1837), ministro de Estado de alguns presidentes e que durante sete anos (1829-1836) foi uma espécie de eminência parda, líder e mentor intelectual desses governos. Na França, o rei Luís XVI (1754-1793) teve na figura do conde de Maurepas (1701-1781) o seu assessor que segundo o historiador Bernard Vincent, se autodenominava “um simples mentor, um útil confidente, uma eminência parda tão apagada quanto solícita”. No Japão, o general Hideki Tojo (1884-1948), tornou-se primeiro-ministro em 1941. Era subalterno ao imperador Hirohito (1901-1989) que aprovou todas as suas decisões, principalmente militares. Até os Estados Unidos tiveram a sua eminência parda em um caso “sui-generis”. Trata-se da segunda esposa do presidente Woodrow Wilson (1856-1924), a primeira dama Edith Wilson (1872-1961). De tanto influenciar nas decisões políticas do marido chegou a ser chamada Senhora Presidente. No Brasil, a revolução militar de 1964 teve o seu mentor teórico – o general Golbery do Couto e Silva (1911-1987). Formado pela Escola de Estado-Maior do Exército, Golbery foi estagiário da famosa Escola Militar Americana “Fort Leavenworth War School”. É apontado como o idealizador do movimento político-militar de 1964. Exerceu enorme influência principalmente durante o governo Castelo Branco (1900-1967). Voltou no governo Ernesto Geisel (1908-1996) para ser chefe da Casa Civil. Golbery não foi apenas o mentor da revolução, para o jornalista Elio Gaspari, amigo e herdeiro do seu arquivo pessoal, o general juntamente com o presidente Geisel conseguiram também “desmontar a ditadura”. Golbery, apesar de não desejar a democracia, tinha idéias que não se coadunavam com a linha dura de alguns militares. Exonerou-se em 1981. As intervenções mais recentes dessa infausta figura em âmbito internacional vieram de Cuba e Moscou. O novo presidente cubano Raúl Castro afirmou com toda a convicção que não hesitará em consultar o irmão Fidel em assuntos políticos delicados. O velho ditador renunciou ao cargo, porém continua com as atribuições típicas de uma eminência parda. Em Moscou, o ex-mandatário Dmitri Medvedev, enquanto presidente, seguiu a cartilha de Putin que voltou recentemente ao poder. Em ambos os casos, os caudilhos saíram de cena, mas continuaram dando as cartas. Após a descrição detalhada de seus atributos, será possível encontrar alguma eminência parda no Brasil do século 21? Deixo este bom exercício de memória para o caro leitor.

Ailton Salviano Geólogo/jornalista (ailton@digi.com.br)

Fonte: http://jornaldehoje.com.br/eminencia-parda-uma-figura-politica-de-4-seculos-por-ailton-salviano/

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Exemplos de líderes que poderiam ser seguidos na PMDF

Anteontem falei sobre a importância da liderança em nosso dia a dia, hoje quero continuar a discutir o tema, pois o acho de fundamental importância para o nosso crescimento pessoal. Uma instituição é feita por homens e mulheres, creio que para mudar o macro devemos primeiro mudar o micro. Melhorando o individuo estaremos melhorando o coletivo.

Aonde a maioria das pessoas vai aprender sobre liderança? A resposta a essa pergunta, hoje, é que elas buscam em muitos lugares. Alguns examinam o mundo da política, outros buscam modelos na indústria do entretenimento. Muitos olham para o mundo dos negócios. Muitas pessoas parecem buscar executivos de sucesso, consultores ou especialistas altamente graduados para aprender a respeito da liderança.

Aprendi em minha caminhada que a melhor fonte de ensino sobre liderança, hoje, é a mesma há milhões de anos. Sou apaixonado pela história de Jacó, de José do Egito, de Moisés, de Jó, do Rei Davi, do Rei Salomão e principalmente de Jesus Cristo. São minhas grandes inspirações. Se você quer aprender sobre liderança, busque o maior Livro sobre liderança que já foi escrito: A Bíblia. Ela é uma grande ferramenta com o potencial para mudar a sua vida e o curso de seu desenvolvimento como pessoa e como líder.

Já sugeri aqui por diversas vezes a leitura diária de Provérbios por no mínimo dois anos. São trinta e um capítulos que irão ensiná-los sobre os princípios que orientam a vida de uma pessoa.

Encontramos muita sabedoria nos trinta e um capítulos de Provérbios de Salomão. Seus excelentes princípios que têm por objetivo orientar nossa vida chegam até nós na forma de poesia, como os Salmos. Mas, enquanto os Salmos retratam os relacionamentos e emoções de um líder, o Livro de Provérbios mostra os princípios, os valores e o intelecto de um líder. Provérbios têm a ver com a mente de um líder, com o modo como ele pensa. Quem haveria de contestar que os líderes pensam de modo diferente de seus seguidores? Bons líderes enxergam as coisas antes de seus seguidores; enxergam além daquilo que seus seguidores vêem e enxergam mais do que seus seguidores. Enquanto seus seguidores talvez mal se sintam capazes de enxergar e fazer planos que vão além da semana seguinte, os líderes têm de pensar, visionar e fazer planos para o futuro.

mar vermelho moises

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Chefia e liderança – “Eminência parda”

Em política eminência parda é o nome que se dá quando determinado sujeito não é o governante supremo de tal reino ou país mas é o verdadeiro poderoso, agindo muitas vezes por trás do soberano legítimo, o qual é uma marionete dele, e pode muito bem ser deposto pela eminência parda caso este não o agrade. A eminência parda ainda pode se utilizar de qualquer tipo de poder para exercer seu poder, seja ele militar, econômico, religioso e/ou político.

Artigo de André Soares – 30/10/2010.

 “Eminência  parda” é uma expressão que caiu no esquecimento, embora a realidade que  representa seja sempre presente e permanente. Sua importância na  condução dos destinos das sociedades é tamanha que o grande filósofo  Maquiavel já advertia os reis de sua época, em sua obra “O Príncipe”,  que dedicassem redobrada atenção à pessoa que fosse uma “eminência  parda”, conquanto essa denominação tenha surgido mais tarde. “Eminência parda” tem sentido figurado e em síntese significa o “líder do líder”. Um líder pode ser liderado? Exageros à parte, é isso que faz uma “eminência parda”. É por isso que essa pessoa é uma “eminência”, pois você acha que é fácil liderar um líder? Você acha que um líder se deixará liderar? Afinal, um líder não é líder? O fato é que não resta dúvida que líderes são pessoas especialíssimas e  inteligentíssimas. E ninguém melhor do que eles para dominar a  habilidade de conhecer e manipular as pessoas. Afinal, eles lideram  seres humanos. Portanto, a rigor, líderes não são liderados, mas são  influenciados por outras pessoas. E isso representa enorme poder. Imagine o poder de alguém que tem a capacidade de influenciar um líder! Pois, a “eminência parda” tem esse poder. É por isso que “eminências pardas” são pessoas tão especiais como os  próprios líderes e, não se esqueça, ambos são inteligentíssimos.  Significa que, embora haja várias circunstâncias e características dessa  relação, quando empregam suas inteligências em conjunto, são  insuperáveis. Para compreender melhor esse grande poder, vale aqui ressaltar o que diferencia o líder da “eminência parda” – a estratégia. Assim, se ambos são “eminências”, pois são pessoas especialíssimas, o líder tem a notoriedade, sendo conhecido de todos – mas a “eminência parda” não. É por isso que ela é “parda”, porque não aparece, não é conhecida por ninguém, apenas pelo líder; pois sua principal estratégia é o sigilo. A história de humanidade está repleta de grandes feitos e realizações,  as quais são sempre atribuídas aos líderes que desfrutam do mérito e da  glória de eternizarem seus nomes. Todavia, a verdade desconhecida é que,  em muitos casos, se o grande protagonista foi um líder, o grande mentor  foi uma “eminência parda”. Portanto, sempre que você encontrar a ação de um líder, não se esqueça que ele pode apenas ser a obra de outro líder.

duvida

Fonte: http://www.inteligenciaoperacional.com/index.php?option=com_content&view=article&id=175&Itemid=264

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