Arquivo do mês: maio 2011

A grande pergunta é: O DF está preparado para enfrentar grandes tragédias?

O Jornal de Brasília, de hoje, 20 de maio de 2011, em suas páginas 05 e 06, levanta uma discussão interessantíssima para os próximos anos. A manchete estampada é: Sobrecarga – Nossa estrutura suporta? Os subtítulos seguintes são: Naufrágio no Lago provocou discussão sobre a capacidade dos serviços públicos. Texto de Valtemir Rodrigues.    

A grande pergunta é: O DF está preparado para enfrentar grandes tragédias? Segundo o jornalista responsável pela matéria, o Corpo de Bombeiros mostrou-se “ágil e com estrutura adequada ao atendimento às vítimas, entretanto, a embarcação utilizada por eles foi cedida por um voluntário, já que não dispõem de tal equipamento”.

Outra questão levantada foi a dificuldade de atendimento nos hospitais públicos. Como seria possível o atendimento de uma grande quantidade de torcedores em caso de um grande “acidente” em um estádio?

Segundo o jornalista, “se a demanda é grande nos dias de normalidade, imagine como será em época de grande procura, como é esperado para a Copa das Confederações de Futebol e da Copa Mundial de Futebol, que serão realizadas em 2013 e 2014”? Para ele, a saúde do DF está na UTI.

A reportagem é enfática ao afirmar que: “Além da carência de equipamentos, faltam profissionais.”  O discurso das autoridades não poderia ser diferente: “temos condições de prestar um bom serviço!”

Será?

Não há dúvida, como afirmou o professor e coronel de polícia, Nelson Gonçalves, que “em termos de atuação, a capital federal tem uma das melhores polícias do país, porém, mal estruturadas e com quadro de pessoal reduzido.” Ter uma das melhores polícias do país resolve o problema? 

Desde 2003, a Polícia Militar não formou mais nenhuma turma, temos atualmente aproximadamente 1.200 alunos no Curso de Formação de Praças da PMDF, o que nos dá um efetivo de aproximadamente 15 mil homens.

Particularmente creio que houve um erro da reportagem ao afirmar que o Chefe do Estado Maior, afirmou que “até a Copa do Mundo de Futebol, pretendemos incorporar mais de 13 (TREZE) mil servidores. Cerca de mil já estão em fase final do curso de formação”. Essa afirmação é legalmente impossível de ser cumprida, pois jamais poderíamos contratar treze mil homens nos próximos anos, basta ver a lei 12.086/09! Não há dúvida que tenha sido um erro do jornal!

Uma pena a maioria dos cursos previstos para esse ano, no CTEsp, ainda não terem sido iniciados e muitos terem sido cancelados.

Infelizmente nossa Lei de número 12.086/09 preocupou-se apenas com o imediatismo. O único foco foram as promoções. Não focamos em um processo a longo prazo. Não observarmos as necessidades da sociedade, teria sido bem melhor para todos nós. Essa lei não aumentou nosso efetivo como deveria. Hoje precisaríamos de uma previsão de vagas de aproximadamente 26 mil homens para atender as necessidades vindouras. Isso não foi feito. Repetimos apenas a receita de redistribuição de vagas internas, ao fazer isso, criamos um grande obstáculo para a contratação de pessoal, pois reduzimos a quantidade de vagas para ingresso.

Espero que achem uma alternativa viável, em breve, para não pagarmos um alto preço no futuro. Nós praças mais novos de polícia já pagamos, pois se estivessem aumentando o efetivo novas vagas surgiriam, assim como ocorreu no Bombeiro, e teríamos sido promovido.

Temos que criar novas unidades com urgência, o Batalhão da Cidade Estrutural deve ser uma prioridade, mas de onde virá esse efetivo?  Não há dúvida que iremos “descobrir os pés para cobrir a cabeça!”

A reportagem ainda discorre sobre a situação da Polícia Civil, Defesa Civil e Detran, esse último foi o único a ter uma autoridade afirmando que “o órgão não se considera preparado para enfrentar grandes ações.” É possível que até a Copa somente esse órgão esteja preparado. A sabedoria diz: “só sei que nada sei”. Esse é segredo para o progresso!

O segredo para atingirmos a eficiência, a eficácia e a efetividade nas ações de policiamento poderia ser resumido na “expressão matemática”:

PLANEJAMENTO + PROFISSIONALIZAÇÃO DO PROCESSO + INVESTIMENTO NA BASE = MUDANÇA CULTURAL

Não há como impedirmos que os criminosos produzam resultados, aumentando assim os índices de criminalidade. A única forma de vencê-los é sendo mais eficientes em nossas próprias ações e ocupando espaços (espalhamento territorial), caso contrário, eles o farão.

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PEC 534 – A PEC das Guardas Municipais!

Sempre tenho dito em minhas aulas, nos cursos de “aperfeiçoamento”, que uma tendência nacional é o empoderamento das Guardas Municipais, para quiça transformá-las em futuras “polícias municipais”. A municipalização da segurança pública a cada dia torna-se um tema em evidência.

É algo coerente em um país com dimensões continentais. É preciso diminuir o espaço de atuação de criminosos no país, aumentando o controle por meio de “forças do Estado”.

Apresento um texto retirado do Blog Abordagem Policial que nós dá uma visão mais ampla sobre o tema:

É ótimo que as Guardas Municipais auxiliem e atuem na segurança pública brasileira. As pessoas não se importam com o nome ou de qual instância governamental faz parte a instituição que evita que elas sejam vítimas de crimes. Por isso, na prática, as guardas municipais, ou guardas civis metropolitanas, estão atuando em todo o Brasil, em cidades de médio e grande porte, onde a incidência da criminalidade amedronta, como se polícias fossem.

Já que a Constituição Federal lhes delegou a limitada função de se dedicar “à proteção” de “bens, serviços e instalações” municipais, as GM’s atuam num vazio legal, o que pode ter conseqüências positivas e negativas. Atuar sem uma previsão legislativa rígida faz com que as guardas municipais tenham certa liberdade de orientação, organizando-se e realizando seus serviços conforme o contexto administrativo, político e social em que estão inseridas. Se este ambiente favorecer o nascimento de aspectos democráticos, cidadãos e de respeito profissional, as guardas municipais podem, sim, ser as “polícias do futuro”, como muito dos seus integrantes dizem.

Por outro lado, a ausência de respaldo legal as torna vulnerável ao amadorismo, à falta de especialização – um ambiente em que não se sabe ao certo onde, como e quando atuar. Por isso as guardas muitas vezes são questionadas mesmo se realizam um trabalho louvável em áreas diversas da sua atual missão constitucional, que é, lembremos, tão somente a proteção” de “bens, serviços e instalações” municipais.

Atualmente, existe uma Proposta de Emenda Constitucional que visa ampliar o espectro de atuação das guardas municipais, a PEC 534, que reestruturaria o Artigo 144 da Constituição do seguinte modo:

Art. 1º O § 8º do art. 144 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

Art.144

§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de suas populações, de
seus bens, serviços, instalações e logradouros públicos municipais, conforme dispuser lei federal.”

Leia mais sobre a PEC 534…

A Proposta incluiria a “proteção das populações” enquanto função constitucional das guardas. A proposta ratifica uma prática vigente, que é a atuação das GM’s em ocorrências envolvendo delitos distintos do dano ao patrimônio municipal. Porém, as implicações duma mudança constitucional tão simples podem levar a outras tantas, como a necessidade de ampliação do porte de arma dos guardas, e uma equiparação prática entre as funções das polícias militares e das guardas municipais – com a diferença do regulamento disciplinar mais rígido das PM’s.

Antes de realizar uma mudança deste tipo creio que é preciso discutir e situar os papéis das polícias civis, militares e das próprias guardas municipais, num sistema de segurança pública reformado, com formação e administração de bases mínimas comuns, e orientação para os valores comunitários, democráticos e cidadãos – tanto no interior quanto no exterior das corporações. Caminhar para igualar as guardas municipais às polícias militares é quase o mesmo que aumentar o efetivo destas últimas, aprofundando as intrigas corporativas e replicando suas deficiências.

Fonte: http://abordagempolicial.com/2011/05/pec-534-a-pec-das-guardas-municipais/

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PMDF e Comunidade em sintonia no Riacho Fundo II!

27/5/2011 00:02:00

Carlos Brant
e Élcio Brito

Um grande bolo, crianças jogando capoeira, policiais militares, comunidade e muita alegria. Esse foi o cenário em frente ao Posto Comunitário de Segurança 086 no Riacho Fundo II, onde era comemorado o 1º Aniversário do Projeto Social Grite com Liberdade.

Cerca de 50 crianças participam do projeto encabeçado pelo contra-mestre Molejo, com o apoio do gestor do posto, sargento Evaristo, e do comando do 28º BPM. As atividades acontecem em frente ao PCS 086 na QN 08 e aproximam a comunidade da PMDF. “Hoje conto com o apoio da Polícia Militar, e isso facilita muito para que eu possa tocar o projeto com mais qualidade, sempre visando formar melhores cidadãos”, comentou o contra-mestre Molejo.

  

Há um ano o capoeirista começou os trabalhos nas proximidades do PCS 086 o que chamou a atenção do sargento Evaristo que já desenvolvia atividades no local. “Sempre trabalho em prol da comunidade e busco aproximar todos para melhorar a qualidade de vida. Ao ver a oportunidade de atuar de forma proativa e trazer as crianças para mais perto não pensei duas vezes e comecei a parceria no projeto”, salientou o sargento que promoveu as comemorações do aniversário.

  

Durante o evento compareceram grupos de capoeira de outras cidades que vieram prestigiar o acontecimento, além de muitos moradores da comunidade local. O comandante do 28º BPM, tenente-coronel Mota, comentou a importância do trabalho que vem sendo realizado na área “desde a implantação do PCS nessa área o índice de criminalidade reduziu em 50%, isso mostra a eficácia do policiamento comunitário bem desenvolvido”.

  

  Sgt Evaristo (Gestor do PCS 086)

As atividades do Projeto Social Grito com Liberdade acontecem todas as quintas e terças em frente ao PCS 086, na QN 08 do Riacho Fundo II.

Fonte: http://www.pmdf.df.gov.br/?pag=noticia&txtCodigo=8675

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Termo Circunstanciado, Polícia Militar e a Sociedade!

Um cidadão tem sua casa furtada e alguns pertences são levados. Ele então liga 190 e solicita apoio à polícia militar. A viatura estaciona em frente ao imóvel onde ocorreu o furto e a guarnição verifica o local, preenche o boletim de ocorrência, entregando na hora uma via do BO ao cidadão e pronto. O cidadão foi atendido. Sem NENHUM deslocamento a outro local, o solicitante tem um documento oficial, hábil e competente (ocorrência policial ou boletim de ocorrência) emitido na hora e no local, para que se possa, por exemplo, registrar o ocorrido, acionar a seguradora ou retirar a segunda via de documento furtado naquele dia. ISSO É UM SONHO? SÓ OCORRE EM OUTROS PAISES? Não. No Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul, há aproximadamente 15 anos é assim. A Brigada Militar (Polícia Militar) do Rio Grande do Sul realiza esse serviço de atender o cidadão e emitir o boletim de ocorrência no local da solicitação, com rapidez e presteza. QUEM GANHA COM ISSO? A sociedade, é claro! Aquele cidadão simples, que vive no meio rural, nas cidades ou em locais desprovidos de serviços públicos essenciais (favelas ou invasões), não precisa ir a um órgão público, que em muitos casos ficam a quilômetros de distância, só para registrar uma simples ocorrência de um fato de pequeno potencial ofensivo (furtos, ameaças, danos, injúrias, calúnias, acidentes de trânsito sem vítima, etc.), esse serviço do estado vai até ao cidadão nos rincões do RS. E no DF, como é? É isto que o Boletim de Ocorrência no local irá proporcionar à população do Distrito Federal quando a PMDF começar sua emissão. Em tempos de internet, comunicação por satélite ou em “ondas 3G” é incompreensivo que o cidadão ou cidadã tenha a obrigação de comparecer a uma repartição pública para que um agente do estado redija um termo oficial sobre um fato. O estado tem que ir onde ele é solicitado e não ficar dentro de sua gôndola de atendimento aguardando a próxima vítima. Também, durante o atendimento, quando for constatada a ocorrência de crimes de menor potencial ofensivo, lavra-se o Termo Circunstanciado encaminhando a ocorrência diretamente ao Juizado Especial Criminal, onde as partes envolvidas, que já foram intimadas no momento do atendimento da ocorrência, deverão apresentar-se em audiência perante o Juiz de Direito. A modernização da frota e dos equipamentos da PMDF está pautada dentro de um planejamento estratégico e não cabe a nenhuma outra organização dar palpites sobre esse tema. Os terminais mais modernos da PM permitirão atender aos cidadãos com mais segurança e rapidez e é isso que a ASOF espera da instituição. Os sindicatos dos integrantes da PCDF dizem ter entregue ao Secretário de Segurança do DF um documento que sugere que haveria usurpação de função, caso a PMDF passasse a confeccionar o Boletim de Ocorrência e o Termo Circunstanciado. Que estranho! As viaturas da PC são caracterizadas, fazem rondas e alguns de seus agentes se vestem com fardas que muito se confundem com as da PMDF. Isso é policiamento ostensivo. Isso sim é usurpação! Ou alguém acredita ser investigativo policiar fardado dentro de viaturas caracterizadas pelas cidades? Neste caso, na distorcida visão deles não é usurpação de função pública. Nós defendemos o ciclo completo de polícia, ou seja, quem atende o cidadão nos crimes de menor potencial ofensivo, tem competência para conduzir o caso até o judiciário. Os criminosos são os mesmos, a sociedade é a mesma, só os conservadores defendem o retrogrado sistema atual. Mais para sua reserva de mercado do que em prol da segurança da sociedade. Excelentíssimo Senhor Secretário de Segurança do DF, por favor, fique ao lado da sociedade e de seus cidadãos. Não aceite e não permita uma reserva de mercado que só atenda um pequeno grupo. Defenda o ciclo completo de polícia para que a Polícia Militar do DF seja ainda mais moderna, ágil e alinhada com os anseios da sociedade do DF.

ASOF – Associação dos Oficiais da PMDF

Fonte: http://www.asofpmdf.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=643%3Atermo-circunstanciado-policia-militar-e-a-sociedade&catid=38%3Arokstories-frontpage

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Morre Abdias do Nascimento!

Há duas semanas em Sobradinho, fundou-se o Núcleo de Base, Abdias do Nascimento. O objetivo era trazê-lo a Brasília, não foi possível.

Descanse em Paz, nobre guerreiro negro!

Hoje é um dia de tristeza que, embora esperado, dói muito em todos os que acreditam na igualdade humana e têm nojo do racismo. Morreu Abdias do Nascimento, um homem que foi tantas coisas que é difícil enumerar e, em todas elas, foi um só: um brasileiro negro, que amou a arte, o conhecimento e as pessoas.

Abdias, que nasceu em 1914, viveu intensamente seus 97 anos de lutas. Luta como soldado, nas revoluções de 30 e no levante paulista de 32, luta para se formar economista, em 38. A luta contra o Estado Novo e contra o racismo o levam, em 1941, à Penitenciária de Carandiru, onde cria o Teatro do Sentenciado, organizando um grupo de presos que escrevem, dirigem e interpretam.

E não para nisso. Cria o Teatro Experimental do Negro, interpreta no teatro e no cinema – Orfeu da Conceição, que virou Orfeu do Carnaval  foi um de  seus trabalhos mais conhecidos.

Obrigado a deixar o país pela ditadura, torna-se  Conferencista Visitante da Universidade de  Yale University,em 69. Um ano depois funda a cadeira de Culturas Africanas no Novo Mundo, na Universidade do Estado de Nova York.

No fim dos anos 70, com meu avô, Leonel Brizola, funda o PDT e, nele, o Movimento Negro. No primeiro Governo Brizola, foi deputado federal. No segundo, foi secretário de Estado  de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras e, com a morte de Darcy Ribeiro, assumiu uma cadeira de Senador.

Nos últimos anos, com a saúde não deixava Abdias mover-se muito. Mas sua luta jamais parou. Daqui a pouco, vou postar o programa Espelho, apresentado por Lázaro Ramos, exibido por ocasião de seus  95 anos. E posto, aí em cima, seu discurso sobre Zumbi dos Palmares, no Senado da  República do Brasil.

Do Brasil de todas as cores!

Fonte: http://www.tijolaco.com/morre-abdias-do-nascimento-o-lider-negro/

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“Tecnologias de Informação e a Polícia!”

Como alguns reclamaram recentemente da fuga da proposta do Blog, o que acho uma reclamação infundada, pois o especialista é uma espécie de “intermediário” entre a Academia e o Gestor, é um facilitador que busca traduzir o pensamento acadêmico para que as políticas públicas possam ser implementadas, trarei um texto “acadêmico’ para nossa reflexão.

Atualmente a discussão em segurança pública está focada em equipamentos tecnológicos. Acredito que o DF está sobressaindo-se, como Minas Gerais, Goiás, dentre outros estados, porque, de maneira tímida, está aliando esse investimento ao capital humano (intelectual).

No livro: Policiamento Moderno/Michel Tonry, Norval Morris (orgs.), tradução de Jacy Ghirotti – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2003. – (Série Polícia e Sociedade; nº 7/ Organização: Nancy Cardia), deparamo-nos com um capítulo destinado ao tema “As tecnologias de informação e a Polícia, escrito por Peter Manning, professor de sociologia e psiquiatria na Universidade Estadual de Michigan.

Alguns “leigos” ou “ignorantes” poderiam usar a argumentação do lapso temporal ou da diferença cultural, sem observar o nosso atraso, quanto as questões que envolvem a profissionalização na segurança pública. As reclamações são válidas, mas o aprendizado com os erros e acertos alheios também.

O professor aborda por meio de um artigo o desejo antigo da polícia de que a tecnologia possa facilitar os problemas que mais a aborrece. Ele afirma que, das recentes inovações em tecnologia, a mais importante envolve computadores e respectivos softwares.

A polícia depende de informações e nisso sua fonte básica é a população. Segundo ele, para entender as funções da polícia é muito importante entender como ela obtém, processa, codifica, decodifica, e usa tais informações. Há pelo menos três tipos de informações policiais (PRIMÁRIA, SECUNDÁRIA E TERCIÁRIA), inteligência (PROSPECTIVA, RETROSPECTIVA, E APLICADA) e estratégias operacionais (PREVENTIVA, PROSPECTIVA E REATIVA), cada uma das quais interage de forma complexa com tecnologia.

O trabalho policial, em especial o papel do policial de rua e as culturas operacionais de policiamento, modela esses processos de modo significativo. A tecnologia está entranhada na organização social, moldando as organizações e sendo por elas moldada.

Como disse ao Capitão Olavo ontem: Esse é o nosso momento “político” de investirmos nessa área, lutando pela implementação do Termo Circunstanciado nos postos, transformando cada posto em uma “mini-delegacia”, dando resposta rápida a comunidade. Quando um cidadão vai a um posto ele quer apenas “atenção”, ou seja, uma resposta do estado, nada melhor, quando está resposta está ligada diretamente ao TJDF por meio do BOWEB. Chegou a nossa vez!

A polícia precisa mudar!

A polícia está mudando!

A polícia vai mudar!

A polícia somos nós, nossa força é nossa voz!

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Segurança cidadã esse é o caminho! Projeto Jovens de Responsa…

Ocorreu no Centro Educional nº 06 do P. Sul um projeto fantástico, chamado “JOVENS DE RESPONSA”, em parceria com o Batalhão Escolar. Vários jovens reunidos com muita música, alegria e conversa séria.

O projeto está dentro do paradigma da segurança cidadã. O que mais chamou a atenção foi a participação de um palestrante ilustre: O SD AQUINO. Uma figura fenomenal. Como é bom ver o crescimento de um amigo de pelotão. Ele estava radiante ao participar das atividades na escola onde estudou. A participação de policiais em sua comunidade é um grande diferencial. Sempre digo que cada policial é um líder em potencial, precisamos potencializar essa qualidade.

Os alunos em um primeiro momento estavam eufóricos, mas logo após se identificarem com a fala do policial o silêncio tomou conta da platéia. A palestra começou animada, o título: “A segurança escolar é a nossa missão.” Com um subtítulo: “Uma palestra preventiva: sobre drogas.”

As frases do SD AQUINO são impactantes ao falar da experiência de perder um primo no dia 16/10/2010 em decorrênicia do uso de drogas, além de ter um outro primo ferido no mesmo evento:

“O tema que eu vou falar acaba com seus sonhos, acaba com a sua vida!”

“Tive um primo morto e outro ferido por causa das drogas!”

“As pessoas adoram ver gente morta, isso é um absurdo!”

“O indivíduo deu um tiro milimétrico na ponta do nariz do meu primo, como dizemos: um confere!”

O projeto “JOVENS DE RESPONSA” tem o objetivo de:

– Divulgar aos jovens diretrizes essenciais para a formação do senso crítico, político e, sobretudo de cidadania.

– Estabelecer os deveres dos parlamentares perante a sociedade.

– Noção do sistema político em que vivemos.

– Orientar e debater questões relacionadas ao sexo, meio ambiente, violência de drogas.

– Contribuir para a formação do senso crítico e uma visão mais ampla da realidade e do espaço.

Ps: Também foi maravilhosa a palestra motivacional do policial federal Alexandre Garcia, uma maravilhosa palestra sobre como passar em vestibular usando o poder da mente.

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A grandeza de um comando! Train of Trainers…

Recentemente falei sobre a necessidade de quebrarmos certos paradigmas. O comando de nossa Corporação demonstra sua grandeza com pequenas atitudes. Obrigado pelo respeito demonstrado no site da PMDF ao citar todas as representações presentes nesse evento. É bom ver que a polícia está mudando e que todos nós fazemos parte dessa mudança. A polícia somos nós, nossa força é nossa voz!

Parabéns ao CAP Carreira por sua luta em elevar a nossa polícia ao padrão internacional das melhores polícias do mundo. Parabéns a todos os formandos. Parece simples, esse Curso, mas é um grande passo para nossa Instituição rumo ao futuro!

Train of Trainers

21/5/2011 00:53:00

Gilmar Santos (texto)

Com informações do Cerimonial do DEC
Netto Galvão (fotos)
 
Ocorreu na manhã de hoje (20), por volta das 10h, no auditório do Instituto Camões, localizado na Embaixada de Portugal, a cerimônia de encerramento do Curso Train of Trainers da Organização das Nações Unidas (ONU) que é fruto de uma parceria entre a Polícia Militar do Distrito Federal e a Polícia Nacional da Suécia, a fim de formar instrutores para os cursos de Policial da ONU (UNPOC). 

Este curso é formado por veteranos de Missão de Paz da ONU e conta com a participação de policiais de coirmãs (PMERJ, PMPB, PMPE e Brigada Militar/RS), além de uma Policial de Portugal e observadores. O corpo docente é composto por 6 policiais da Suécia e 1 da Noruega. O curso contou ainda com a presença de uma representante do Departamento de Missão de Paz das Nações Unidas.

O objetivo do aprendizado é promover a capacidade institucional em executar o treinamento pré-missão de policiais que participarão de missão de manutenção de paz.

Os principais tópicos de formação de instrutores tem se baseado em materiais pedagógicos e de treinamento pré-missão das Nações Unidas, conhecidos como CPTM e STM. A equipe de instrutores suecos ficaram impressionados com todos os participantes pela atitude positiva, pelo compromisso e respeito demonstrado.

Estiveram presentes na solenidade o Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, João Salgueiro, o Excelentíssimo Senhor Comandante-Geral da PMDF, coronel Paulo Roberto Witt Rosback, a representante do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Karla Witte, o Chefe do Departamento de Missão de Paz da Suécia, Peter Sjögren, o Secretário-Chefe da Casa Militar, tenente coronel Rogério da Silva Leão, o secretário de Trabalho do DF, Glauco Rojas, representante da Embaixada da Noruega, Conselheiro Jan Eriksen, representando o Vice-Governador do DF (Tadeu Filippelli), tenente coronel Josias do Nascimento Seabra, representando o Secretário de Segurança Pública (Sandro Torres Avelar), coronel Alair Garcia Júnior, representando o secretário de Ordem Pública e Social (Agrício da Silva), o soldado Anderson Nakamura, representando o Deputado Distrital, professor Israel Batista, o soldado Aderivaldo Cardoso, representante do Departamento de Proteção e Segurança das Nações Unidas, Jorge Alturas, Diretor do Instituto Camões da Embaixada de Portugal, Adriano Jordão, Chefe do Departamento de Educação e Cultura, coronel Adilson Antônio Evangelista, dentre outras autoridades civis e militares.

“É uma grande honra para mim estar presente aqui hoje entre todos vocês. Hoje marca o dia em que finalizamos o primeiro curso Train of Trainers como uma importante etapa da cooperação entre o Serviço de Investigação Nacional da Suécia, Departamento de Operações Paz e a Polícia Militar do Distrito Federal do Brasil. No final de 2010, ambas as partes assinaram um memorando de cooperação, expressando a vontade de promover o intercâmbio de instrutores e alunos com o objetivo mútuo de aumentar a capacidade de enviar policiais melhores preparados para missões de manutenção de paz pelo mundo”. Disse, o Chefe do Departamento de Missão de Paz da Suécia Peter Sjögren.

Todos os instrutores e formandos das coirmãs foram agraciados com a mais alta comenda da PMDF, a medalha Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes). A medalha foi criada em 06 de junho de 1980 e alterada em 1º março de 2011, e é destinada a agraciar civis, militares, policiais militares e instituições que tenham contribuído de forma relevante para o desenvolvimento da corporação.

Após o término da solenidade, todos os presentes foram convidados a participarem de um coquetel na embaixada portuguesa.

Fonte: http://www.pmdf.df.gov.br/?pag=noticia&txtCodigo=8611

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Os chefes e os líderes da polícia militar!

Durante minhas aulas de Chefia e Liderança nos cursos de nivelamento fiz muitas amizades, revi muitos amigos do passado e o mais importante: aprendi muito com os policiais mais antigos. A vida é uma grande escola, devemos sempre estar em condições de aprender ou de ensinar algo.

Aprendi muito cedo que as pessoas passam em nossas vidas o tempo necessário para nos ensinar ou simplesmente para aprender algo.  Espero que tenhamos muito a aprender e a ensinar nesse espaço, assim permaneceremos juntos por muito tempo.

É importante ver o crescimento de cada um daqueles que nos acompanha desde o início de nossa jornada no mundo virtual. Nessa peregrinação, por esse mundo estranho, muitos ficaram no meio caminho, mas muitos ainda persistem na luta. A vida também é assim, quantos iniciaram conosco e hoje nem mesmo sabemos onde estão?

Aqueles que se julgam donos da verdade não suportarão a caminhada, pois ela é árdua e cheia de imprevistos. Aqui é somente um espaço virtual onde plantamos sementes. A maioria não florescerá, outras nem sequer brotarão. Eu diria que a maioria das sementes aqui plantadas são boas, mas infelizmente os solos que as tem recebido não são tão fertéis…

Hoje depois de muito tempo parei para refletir sobre o texto do meu ex-aluno, 3º SGT Narciso, e gostaria de compartilhar com os senhores a sua reflexão:

“Tenho vinte e três anos de polícia militar e nessa jornada vi acontecer muitas coisas, dentre todas elas venho notando uma lenta, mas progressiva mudança na forma de comandar, portanto gostaria de falar sobre chefia e liderança dentro do nosso contexto da Polícia Militar do DF. É claro que para isso li algumas obras sobre o assunto, que aliadas aos meus conhecimentos práticos, levaram-me a seguinte conclusão:

É um assunto intrigante e controverso falar sobre liderança dentro da Corporação, até porque temos uma cultura militar arraigada. Creio que na PMDF temos chefes e não líderes. Mesmo tendo bons chefes, além dos ruins, ainda somos carentes de líderes. Para exemplificar o que digo gostaria de fazer uma comparação com o que acontece hoje nos times de futebol. Se o time vai mal, troca-se o técnico, para o bem ou para o mal nenhum grupo atingirá seu objetivo sem um chefe. Observando a polícia militar há muito tempo percebo que os nossos chefes não se preocupam em exercer sua liderança. Nossos chefes deveriam ter a capacidade de compreender a importância de sua posição. Deveriam aprimorar-se constantemente, mantendo em mente que suas qualidades, natas ou inatas, são suscetíveis de aprimoramento e desenvolvimento constante.

Como seria bom se nossos comandantes e chefes tivessem a consciência da importância que eles tem para a Organização, até porque sua chefia está totalmente ligada e legitimada pelo cargo que ocupam na administração, após concurso público, baseado em uma carreira bem trilhada.

Por quantas vezes nos deparamos nos quartéis com chefes que não se preocupam com seus subordinados, nem tampouco com as instalações de nossa administração, o que faz com que eles se distanciem cada vez mais de um modelo baseada nas relações humanas e no tratamento digno dos liderados.

É compreensível que o chefe tenha suas limitações, elas devem ser compreendidas e aceitas por ele e pelo próprio grupo para se evitar que erros sejam cometidos e desgastes desnecessários surjam em nosso meio, mas tais limitações não podem tornar-se desculpas para nossa incompetência.

Durante muito  tempo vivemos sob o comando de chefes autoritários, que nem sempre trilharam bem sua carreira. Com isso, vivemos vários anos sob um regime totalitário, onde as praças não podiam expressar suas idéias, eram humilhadas e subjugadas.  A falta de conhecimento e esclarecimento das praças abriu espaço para discursos separatistas dentro da Corporação.  A ausência de lideranças, aliada a discursos inflamados pelo ódio, cheios de promessas mirabolantes, tais como: desmilitarização das polícias e unificação das polícias civis e militares, fez surgir vários deputados oriundos das praças.Isso vem arrastando-se por décadas.

Atualmente o cenário vem mudando. Nossos policiais estão mais instruídos, conhecedores de seus direitos e deveres. Hoje nossos policiais sabem questionar e argumentar, sempre discernindo o que é possível e o que não é.

A cada dia torna-se mais difícil surgirem novos líderes em nossa Corporação. Os chefes estão a cada dia mais afastados do conceito de liderança. No passado,  identificava-se o líder por seus “adereços”, “medalhas”, ou simplesmente pelo seu posto. A cada dia que passa fica mais claro o conceito de que: liderar é influenciar, está é a verdadeira essência da liderança. Podemos citar grandes influências e líderes: Mahatma Gandhi, Chico Mendes, Bernardinho, Luiz Inácio Lula da Silva, Luther King, Mandela, dentre outros.

Em nossa sociedade necessitamos de líderes. Precisamos de pessoas que não legislem em causa própria, sejam elas entre oficiais ou praças, que não apareçam apenas de quatro em quatro anos, dizendo ter feito isso ou aquilo pela categoria e que os outros tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram.

Antes de encerrar, gostaria de deixar uma pergunta:

Onde estão aqueles que intitulam-se líderes da PMDF? Por que não lutam por uma causa comum ao invés de defenderem apenas seus próprios interesses?

Como disse no início, nossa cultura ainda é muito arraigada, mas espero que estejamos caminhando para uma evolução e que em um futuro próximo possamos encontrar verdadeiros líderes. Que eles possam elevar ainda mais o nome de nossa Corporação, fazendo com que sejamos respeitados e admirados pela comunidade.

Lendo alguns títulos sobre líderes militares listei algumas características para um bom líder militar:

É persuasivo, tem estilo próprio, questiona hipóteses, suspeita de traições, decide no fato, não no preconceito, é observador e sensível, conhece a equipe e desenvolve a confiança mútua dentro dela, estabelece objetivos claros, define ações individuais, delega real autoridade, pouco interfere, elogia mais que critica, é humilde e bem humorado, encoraja a iniciativa, assume a culpa e reparte o sucesso.”

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Encerramento do Curso “Train of Trainers” – Quebra de paradigma na PMDF!

Ocorreu hoje pela manhã, no Auditório do Instituto Camões da Embaixada de Portugal, a cerimônia de encerramento do Curso “Train of Trainers”.

Este curso é proveniente de uma parceria entre a PMDF e a Polícia Nacional da Suécia, a fim de formar instrutores para os cursos de Policial da ONU – United Nations Police Course (UNPOC). O curso foi formado por veteranos de Missão de Paz da ONU e contou com a participação de policiais de coirmãs (PMPE, PMPB, PMERJ e Brigada Militar/RS), bem como de uma policial de Portugal, sendo o corpo docente composto por policiais da Suécia e da Noruega.

Essa iniciativa é de grande importância para a nossa Corporação e para o Brasil. É uma quebra de paradigmas nessa área. Foi uma cerimônia fantástica. Fiquei extremamente feliz ao ver o amigo e soldado PMDF Leandro como mestre de cerimônia e tradutor. Excelentes as palavras do amigo e orador da Turma, Coronel Sant´anna. Maravilhosas também foram as palavras do Comandante-Geral, coronel Rosback, não conhecia o lado informal desse comandante e sua simplicidade. Foi muito bom ver a mesa composta pelo também amigo e irmão, secretário do trabalho, Glauco Rojas, além é claro da presença do amigo e irmão Nakamura.

Quebramos alguns paradigmas, mas outros resistem. Por duas vezes o amigo e Deputado Distrital Prof. Israel (PDT) deu-me a honra de representá-lo em eventos ligados a segurança pública. O primeiro foi nas comemorações dos 202 (duzentos  e dois) anos da PMDF, na sessão solene na Câmara Legislativa, o segundo nesse evento. O Convite foi feito ao Deputado por meio do Ofício nº 172/DEEC, datado de 16/05/2011. Ele não compareceu devido a problemas de ordem pessoal, mas fez questão de se fazer representar, mas por duas vezes deixaram de citar a sua representação. A primeira vez pareceu um “equivoco”, mas a segunda ficou estranho, pois o SD Nakamura também foi representando uma autoridade (Secretário de Ordem Pública – Coronel Agrício) e a representação também não foi citada. Coincidência?

Na política é considerado “deselegante” não citar a representação de uma autoridade convidada, quando essa envia alguém para justificar sua “ausência”.

Suecos visitam o comando da PMDF

20/5/2011 18:14:00

Gilmar Santos

O Comandante – Geral da PMDF, coronel Paulo Roberto Witt  Rosback, recebeu na manhã de hoje (20) em seu gabinete, a visita do Chefe do Departamento de Missão de Paz da Suécia, Peter Sjögren e o diretor do curso Train of Trainers, Ola Wolter.

Durante a visita foram tratados diversos assuntos, dentre eles, a cooperação bilateral entre o Brasil (Brasília) e a Suécia. O coronel Rosback agradeceu a visita e disse que essa cooperação entre as polícias é um marco para a PMDF, pois foi a primeira instituição policial no país a interagir com a ONU. Peter Sjögren  também agradeceu e espera que ambas as policias possam continuar essa interação.


 Fonte: http://www.pmdf.df.gov.br/?pag=noticia&txtCodigo=8610

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