O Foco agora dever ser abrir a maior quantidade de Curso de Aperfeiçoamento de Praças

No dia 21 de abril quase duas mil praças foram promovidas em diversas graduações. Esta é uma parte do quantitativo de “injustiçados” por não ter ocorrido as reduções de agosto e dezembro de 2015. Se colocarmos os terceiros sargentos com o interstício, mas que não tem CAP, os cabos que não foram promovidos, pois as vagas de sargentos não foram abertas e os soldados que não tiveram o curso de formação de praças (CFP) aceito como tempo para iniciar a contagem do interstício, o número pode chegar a um terço do efetivo!

O Foco agora dever ser abrir a maior quantidade de Curso de Aperfeiçoamento de Praças (CAP) até agosto,  assim como foi feito quando precisou criar o CNP (Curso de Nivelamento de Praças) e 400 policiais eram formados por semana, caso contrário outras injustiças ocorrerão! O comando precisa ficar atento para o problema e sensível para sua solução. Uma sugestão é a implementação imediata do curso à distância, pois ajuda o policial e não traz prejuízo para a população.

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PMDF PROMOVE 2154 POLICIAIS MILITARES

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, mil novecentos e oitenta e quatro praças e 170 oficiais da Polícia Militar foram homenageados nesta quarta-feira (27) por terem sido promovidos. “Esse é o reconhecimento do trabalho que a corporação tem feito pela população do Distrito Federal”, destacou o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, durante solenidade na Academia de Polícia Militar do DF, no Setor Policial Sul. “Vemos nesta força de segurança pública o caminho para uma cultura de paz”, acrescentou o chefe do Executivo.

As promoções podem ocorrer por quatro critérios: antiguidade, merecimento (baseado na ordem de classificação ao fim dos cursos de cada quadro ou no conjunto de atributos e qualidades avaliados no decurso da carreira), ato de bravura (resultado de ato que ultrapasse os limites normais do cumprimento do dever) e post mortem, que expressa o reconhecimento ao policial morto no cumprimento do dever.

Mudança no interstício
Outro motivo que passou a interferir na promoção dos praças e dos oficiais foi a redução no interstício — tempo mínimo que cada militar deve cumprir na graduação ou patente — oficializada em 15 de abril no Diário Oficial do DF.

A medida, tomada com base em uma autorização da Lei Federal nº 12.086, de 2009, reduziu em 50% o tempo para assumir novas patentes  e graduações e tem como objetivo suprir vagas previstas no quadro da cadeia de comando. Para ascender de capitão a major, por exemplo, são exigidos quatro anos de exercício na função. Com a mudança, o intervalo caiu para dois anos. Já para as praças o tempo é diferente, o que gera distorções dentro da Carreira. Um soldado leva no mínimo 10 (dez) anos para ser promovido a Cabo e ter um reajuste de aproximadamente R$ 180,00 e um CABO leva no mínimo 05 (cinco) anos para ser promovido a Sargento. As turmas atuais promovidas a graduação de sargento, por exemplo, estão na Corporação, no mínimo a 16 (dezesseis) anos e meio, enquanto tenentes foram promovidos a Capitães, com 08 (oito) anos de serviço, incluindo o curso de formação que dura três anos.

Vale ressaltar que nenhum SOLDADO FOI PROMOVIDO A CABO, POIS OS MAIS ANTIGOS POSSUEM “APENAS” CINCO ANOS DE SERVIÇO, incluindo o curso de formação de praças.  Outro ponto que merece atenção é o fato da Corporação não ter providenciado os Cursos exigidos para promover os terceiros sargentos (Curso de Aperfeiçoamento de Praças – CAP) à graduação de segundo sargento, o que fez com que aproximadamente 200 (duzentos) terceiros sargentos não fossem promovidos, e consequentemente, 200 (duzentos) cabos também deixaram de ser promovidos. Praticamente 400 (quatrocentos) policiais tiveram suas expectativas frustradas por falta de planejamento. O que esperamos que não ocorram nas próximas promoções. É urgente a abertura de pelo menos 04 (quatro) turmas de CAP para que o mesmo problema não ocorra em agosto e dezembro.

De acordo com o chefe da Casa Militar, coronel Cláudio Ribas, também presente na solenidade, a resolução é um ganho institucional. “Vamos suprir a deficiência nos postos desocupados, o que trará um impacto efetivo na segurança.” Só neste ano, cerca de 600 militares se aposentaram. Em 2015, o número de reservistas foi de 1.120. Ainda segundo o coronel Ribas, a despesa de quase R$ 15.370.905 inerente à promoção está prevista no orçamento anual das forças de segurança.

Ainda de acordo com a lei federal, os atos de declaração e promoção dos oficiais (coronel, tenente-coronel, major, capitão, 1º e 2º tenentes) são efetivados por decreto assinado pelo governador. Já no caso dos praças (subtenente, 1º, 2º e 3º sargentos, cabo, soldado), por meio de portaria assinada pelo comandante-geral da corporação.

Estavam na cerimônia de homenagem a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar, e o comandante-geral da PM, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira.

Com informações do site da SSP e site da PMDF.

Foto: TIM

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Relatório sobre anistia dos PMs no DF

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa aprovou nesta terça-feira (19) uma indicação ao Executivo local recomendando que ex-militares da PM e Corpo de Bombeiros licenciados sem processos administrativos/sindicância possam requerer suas reincorporação mediante análise de caso a caso.

A votação foi acompanhada por dezenas de ex-policiais militares e ex-bombeiros do DF afastados das funções. A justificativa dos parlamentares é de que, em alguns casos, não seria necessária a expulsão e de que cada situação deva ser analisada separadamente. “Muitos deles podem ser aproveitados.

Alguns não são casos graves. Há situações que podem ser revertidas, reconsiderados”, argumentou a deputada Sandra Faraj (SD). A medida foi aprovada de forma unânime. Estes militares não responderam processo administrativos, tiveram seus direitos constitucionais da ampla defesa e contraditório violados.

Quem conhece os  ritos dentro das Corporações militares sabe bem como funcionam tais “processos”. Durante minha estadia na Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social tive a oportunidade de acompanhar este processo. Cheguei a fazer o relatório sobre o tema, que disponibilizo em anexo em decorrência da relevância do tema. Se nos dias de hoje vivemos perseguições pelos instrumentos de correição, fico imaginando no passado. Se hoje a ampla defesa e o contraditório ainda são “ignorados” em alguns casos, fico imaginando no passado.

Relatório sobre anistia dos PMs

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A realidade é muito distante da teoria

Durante o período que tenho estado trabalhando na parte operacional, Rádio Patrulha, na Cidade Estrutural, uma das  cidades mais pobres e violentas do DF, tenho aprendido que todas as vezes que seguimos a lei, ou seja, trabalhamos dentro da legalidade o serviço flui muito bem. Terminamos sem nenhuma alteração, mas todas as vezes que “inventamos”  ou queremos fazer algo a mais, sempre acaba dando algo errado.

É difícil uma abordagem naquela cidade, e raro uma que não tenhamos “alteração”, alguns poderiam me dizer, poxa Aderivaldo, mas “abordar”  não é legal? Sim, mas a tal “da fundada suspeita é complicada” e os moradores de lá são diferenciados, muitos já são “clientes” antigos das forças policiais. Atualmente temos seguido um “cartão programa” que tem definido os locais onde “deveremos” ou que nos “recomendam”  abordar, Fato que pode ser positivo ou negativo, as duas vezes que seguimos tal “cronograma” quase deu merda. Abordagem é algo a ser feito em “último” caso, é como um remédio que ao ser utilizado excessivamente vai fazendo com que as bactérias vão ficando mais fortes. Precisamos ter cautela.

Na cidade estrutural é um pouco diferente do que estou acostumado. A população parte para cima dos policiais, em defesa de “seus filhos”, “seus esposos”, “seus amigos”, sempre que estão sendo abordados. Lá é uma comunidade “unida”, normalmente surgem mulheres com crianças no colo e mães desesperadas, super protetoras, para “impedir” prisões ou abordagens de seus entes queridos. É lindo ver políticos sendo conduzidos sem algema, precisamos ver por lá, a única vez que fui “seguir” o “protocolo” do supremo, quase deu merda, a realidade é muito distante da teoria.

Não foi só uma vez que recebemos pedradas, ou que tivemos que sair as pressas de uma abordagem para não termos maiores problemas. Em uma última condução, o preso quebrou a parte interna da viatura, o “acrílico” que separava o cubículo da parte interna. O acrílico saiu voando quando nos feriu, bateu no volante e o maluco ainda queria pegar o patrulheiro.  Quase causou uma acidente grave em uma pista de alta velocidade. Reparem bem no que eu disse, um “ACRÍLICO”. Nós que estamos nas ruas, estamos abandonados à própria sorte. Fazemos o que podemos, mas podemos muito pouco.

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Cada dia que tenho estado nas ruas trabalhando tenho percebido como está distante o planejamento estratégico do governo do planejamento operacional ou da ação operacional propriamente dita. Quem esta na base nem sabe o que é “Viva Brasília”, o plano de marketing de uma empresa do governo que visa “trabalhar” os dados referentes a segurança pública no DF, ou o “Pacto pela Vida”, o sonho de alguns visionários que atuavam no sistema. Que está na base esta lutando apenas para sobreviver, pagar as contas e voltar para casa todos os dias, vivo, para no dia seguinte, se possível, tirar um voluntário ou um extra no final de semana.

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Teremos redução de interstício na PM e BM

Existe um trabalho interessante, dissertação da querida companheira de trabalho na Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, socióloga, Andréia de Oliveira Macêdo, ex-coordenadora do Pacto Pela vida no DF,  que um dia irei comentar aqui e que tem como título uma “aspas” do então governador de Pernambuco, durante a condução do Pacto Pela Vida em Pernambuco: “Polícia, quando quer, faz!”, que me fez refletir sobre a redução de interstício na PM e reformular tal fala,  em minha opinião o “comando, quando quer, faz!”

Hoje foi publicada a portaria que reduz o interstício para as promoções de praças na PMDF, ou seja, ela reduz o tempo em 50% para que os policiais possam ser promovidos. Na prática, um cabo que está na graduação há quatro anos e três meses, que é o meu caso, mas precisa de no mínimo cinco anos na graduação para ser promovido, poderá concorrer a promoção com dois anos e meio, caso tenha vaga para a graduação superior.

Quero parabenizar o atual comando e o Chefe da Casa Militar pela postura atual. Estive em duas mesas de negociações no ano passado e sei das dificuldades, mas também sei da importância do empenho de um Comandante-Geral para que isso ocorra. Ficamos duas promoções consecutivas sem redução. Um atraso incalculável para alguns, pois matou a possibilidade de promoção para antigos que estavam prestes a ir para a reserva como primeiro sargento, mas tiveram que ir com uma graduação a menos.

A não redução impactou diretamente na próxima promoção, atrapalhando a contagem das próximas, o que em um efeito “cascata” gerou um atraso de no mínimo dois anos no acumulado, condenando os não promovidos neste período de um ano, a uma graduação a menos no futuro, a não ser que ainda seja corrigida tal injustiça. Sugiro um aumento de mil vagas para a graduação de subtenente, nos próximos anos, para corrigir alguns erros do passado e para garantir que todos cheguem a “classe especial” de nossa carreira. Talvez esta seja a única “reestruturação” possível neste governo. O ideal seria o quadro abaixo:

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Não poderia deixar de agradecer também o governador Rodrigo Rollemberg, pois ele também tem seu mérito nesta redução, pois sei que toda área técnica o orientou para não fazer, em decorrência do estado financeiro do DF, mas como diz um amigo “ele matou no peito e chutou para o gol” acatando os pareceres dos Comandantes da PM, do Corpo de Bombeiros e da Casa Militar. É disso que precisamos, de um governador que tenha coragem para tomar certas atitudes, que reconheça nosso valor e que não nos  deixe abandonados.  Precisamos de um verdadeiro comandante!

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Menos é mais na segurança pública, que tal fazer o essencial?

Algo precisa mudar na segurança pública. Poderíamos começar pelo mais simples: viaturas e rádios que funcionem, coletes mais leves e que não estejam vencidos, depois avançar no debate. Unificar bancos de dados, por exemplo, para quem está na ponta não precisar ficar medigando informações essenciais durante uma abordagem. Unificar alguns procedimentos, por meio de protocolos simples que resguarde os direitos do cidadão, mas que também proteja o policial durante as abordagens.

Precisamos de informações precisas e de bons equipamentos para recupera-las e para nos proteger, afinal, como proteger o cidadão, se não estivermos protegidos? Além de uma legislação mais clara que proteja quem está na linha de frente. Precisamos falar em responsabilização de comando e de área. Precisamos discutir a profissionalização de fato das polícias. As vezes as autoridades estão pensando em soluções mirabolantes, quando na verdade não temos o básico.

Que tal começarmos da premissa que “menos é mais?” O que mais aprendi nesta transição entre o “nível estratégico” e o “nível operacional” é que nada do que está sendo pensado no Pacto pela Vida foi assimilado por quem está na linha de frente. Não foi assimilado, simplesmente porque não houve diálogo, quem está na lida, cumpre sua escala, faz seu serviço, não teve contato com “conceitos” e “estratégias” que foram pensadas por quem nunca viu a “realidade” de frente, eu era um deles. 

Passou da hora da segurança pública iniciar no Brasil o ciclo completo de polícia. Não dá mais para termos duas polícias, uma sendo refém da outra, sem comunicação, sem continuidade, vivendo o teatro da “integração”. Quem perde somos todos nós, os policiais e a sociedade. Por enquanto, somos amadores brincando de profissionais. Quem ganha com o nosso amadorismo são os bandidos.

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Transforme uma crise em uma grande oportunidade, saia da zona de conforto!

Nos últimos anos tenho aprendido que as crises vêm e revelam uma nova realidade em nossas vidas, pois elas são a nossa oportunidade de crescer ou de mudar de fase. Por isso, saber lidar com a crise é mais importante do que saber lidar com a benção. Há crises de curta duração e também há crises que podem durar uma vida inteira. Na verdade, a crise geralmente é causada por um fator externo, mas logo ela se torna intrínseca à pessoa, e as reações dela passam a alimentar (ou não) a crise, determinando assim sua duração.12965704_1112118228830754_497341156_n

Recentemente fui transferido para o 4º Batalhão da Polícia Militar do DF, estou especificamente na Cidade Estrutural. Lá comando uma Rádio Patrulha (RP). Esse fato poderia ser encarado como algo ruim, quem sabe uma grande crise em minha vida, mas tenho visto como uma grande oportunidade. No momento de crise, perde-se a e estabilidade habitual. A rota é mudada bruscamente, sendo necessária uma nova rotina. Imagine só, em um dia você é Assessor Especial de Gabinete de uma Secretaria de Estado, no outro dia você comandando uma viatura em uma das cidades mais violentas e pobres do DF, já pensou? A crise desorganiza, tira do prumo e requer uma nova postura, necessitando assim de um esforço adicional para que a pessoa mantenha seu equilíbrio. Em nossa corporação, muitas vezes esta tentativa de te desequilibrar é proposital, mas precisamos entender que a crise é como um monte que te desafia. Ele é grande, mas não é impossível de ser escalado.

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Durante muito tempo, a queixa mais forte que recaí sobre mim, enquanto político, é que não conheço a realidade das ruas, que sou apenas um teórico, apesar dos meus dezessete anos de serviço, ao me transferir, o atual comando me deu a chance de neutralizar uma franqueza política de minha parte, além de me colocar a par de uma realidade que eu estava distante. Ao me colocar na rua, os gestores da PM me deram poder, autoridade e legitimidade em uma área na qual eu precisava me fortalecer, além de ampliar meu território.

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Um senador, amigo e conselheiro, já havia me aconselhado a deixar o governo. Havia me orientado que tudo de bom que eu fizesse no governo seria em benefício de quem eu estivesse subordinado, mas tudo de ruim que o governo fizesse ou deixasse de fazer recairia sobre mim, algo péssimo politicamente. Refleti muito sobre os conselhos desse amigo. Hoje me sinto feliz e realizado na posição que estou ocupando neste momento. Tenho certeza que será muito importante para meu futuro político mais a frente e que onde eu pisar a planta dos meus pés eu serei próspero, abençoado e farei um bom trabalho.

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Na Cidade Estrutural tenho aprendido como “ricos” ficam cada vez mais ricos com a pobreza alheia. Como políticos sem escrúpulos mentem descaradamente, se aproveitando das necessidades alheias. Vejo ali como a segurança pública esta abandonada e como nós policiais militares estamos jogados a própria sorte naquele lugar. Muitas vezes sem rádio, com viaturas que não funcionam direito e em ruas sem saída, cheias de lama, com uma população que muitas vezes se voltam contra as autoridades, talvez como uma forma de se “vingarem” do abandono governamental. Mesmo assim, não irei desistir, me manterei firme no propósito, dentro da visão do policiamento inteligente.

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Quando será votado o projeto que acaba com as prisões disciplinares no Senado?

No dia 28 de Janeiro fomos surpreendidos com uma publicação no Boletim Interno da PMDF. Neste boletim eu fui “agraciado” com 05 (cinco) dias de prisão por uma postagem de 2012, que supostamente atribuem ao Blog Policiamento Inteligente. Postagem esta que nunca foi feita aqui. Mais 06 (seis) policiais, aproximadamente, também receberam a punição (prisão disciplinar), simplesmente por “se solidarizar com o CB Aderivaldo”, conforme está descrito na nota de punição. Um 1º sargento recebeu 04 (quatro) dias de prisão, um 2º sargento, 03 (três) dias de prisão, um 3º sargento, 02 (dois) dias de prisão e os cabos receberam 01 (um) dia de prisão cada um.  O “animus fudiente”, ou simplesmente “vontade de me punir” foi tão grande que alguns interessados em me prejudicar não se contentaram apenas em me punir, ainda abriram em menos de um mês após a prisão mais 02 (duas) sindicâncias por uma ou duas frases postadas durante a saída do ex-secretário de segurança pública do DF Arthur Trindade. Fora o fato de “monitorarem” minhas páginas pessoais e blog constantemente.

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PUNIÇÃO

03/12/2015

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Puno disciplinarmente com 05 (cinco) dias de Prisão o PM em lide, com base no art. 3º do Decreto Distrital nº 23.317, de 25/Out/2002, alterado pelo Decreto Distrital nº 24.017, de 04/Set/2003, alterado pelo art. 9º do Decreto Distrital nº 34.156, de 21/Fev/2013, e com base no art. 5º, § 2º da Portaria PMDF n.° 250, de 10 de maio de 1999, alterada pela Portaria PMDF nº 543, de 16 de janeiro de 2007, por, na conformidade dos autos da Sindicância nº 2012.001.0113.0226 e no despacho correcional n.º 236/2015, por ter no dia 07 de março de 2012, postado no Blog Policiamento Inteligente que seu material foi criticado por um Coronel, usando o termo pejorativo “Coroné” para o referido oficial, e com essa conduta, infringiu os números: 03: “Concorrer para a discórdia ou a desarmonia ou cultivar inimizade entre militares ou seus familiares”; por ter incitado outros policiais a tecerem comentários não favoráveis à instituição no Blog Policiamento Inteligente; 59: “Discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos ou militares, exceto se devidamente autorizado”; ao provocar a discussão na rede de internet aberta, no Blog Policiamento Inteligente; e 100: “Ofender, provocar, desafiar, desconsiderar ou procurar desacreditar outro militar, por atos, gestos ou palavras, mesmo entre civis”, ao desaprovar de forma desrespeitosa o procedimento adotado pelo Oficial que retirou seu material da rede, nominando-o de “Coroné”; todos do Anexo I do RDEx, com atenuante do Art. 19, inciso I (bom comportamento), e com as agravantes do Art. 20, incisos II (a prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões), e VI, alínea “b” (em presença de subordinado) e “e” (em presença de público), também do RDEx, em vigor na Corporação. Transgressão Grave, ingressa no Bom comportamento.

Dr. Victor Minervino e Aderivaldo Cardoso após julgamento na Auditoria Militar.

Dr. Victor Minervino e  CB Aderivaldo Cardoso após julgamento na Auditoria Militar.

Não é de hoje que relato casos de tentativas de me prejudicar. Basta fazer uma breve pesquisa aqui no Blog Policiamento Inteligente para entendermos algumas delas. É normal, um policial que até 2014, quando se lançou candidato a deputado distrital, que nunca teve nenhuma punição, que estava no “comportamento excepcional”,  ter em menos de um ano 01 (um) Conselho de Disciplina instaurado para ser expulso, com base em questões meramente ideológicas, pois o motivo seria “críticas ao governo do PT”, 04 (quatro) IPM`s, onde fui indiciado, sendo alguns considerados pelo Ministério Público “atípicos”, todos por “publicação indevida” e “críticas ao governo”, e, 06 (seis) sindicâncias instauradas, todas também pelo mesmo motivo? Precisamos de uma polícia profissional, ética, que valorize a moralidade, impessoalidade, legalidade e a publicidade de seus atos. Uma polícia eficiente, eficaz e efetiva, precisamos de uma polícia, de Estado, não de governos, uma polícia verdadeiramente inteligente.

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Policial Militar é obrigado a apresentar identificação em banco?

Hoje as redes sociais foram palco de um debate interessante. Um policial militar deu voz de prisão a duas funcionárias de uma agência bancária de Brasília depois de não conseguir passar pela porta giratória. Os seguranças pediram que ele mostrasse documento de identificação, mas ele se recusou e forçou a entrada. Um vídeo mostra o momento em que ele leva as mulheres para um carro da corporação.

De acordo com testemunhas, quando entrou no banco, o PM se irritou com uma agente de segurança que falou com ele. Ele chamou a Polícia Civil. As funcionárias foram liberadas, mas uma delas foi autuada por desacato.
As mulheres alegaram que ele poderia estar usando uma farda falsa, por isso pediram ao PM a identificação.

A agência fica na 510 Sul e já foi assaltada três vezes. Em nota, a Polícia Militar disse que o homem não cometeu nenhum desvio de conduta.

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Não vejo problema nenhum em apresentar minha identidade militar, mesmo fardado, ao entrar em banco ou em qualquer outro lugar. Todo complexo de superioridade tem por trás um complexo de inferioridade. Não são apenas os POLICIAIS MILITARES que devem se identificar, os POLICIAIS CIVIS também. Precisamos ter humildade e deixar as vaidades de lado.

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Audiências públicas funcionam apenas como palco político, tudo teatro.

O jornal Correio Braziliense de hoje trouxe uma notícia interessante: PM confirma compra de 150 carros; audiência discutirá destino das Pajeros. Hoje (30 de março) ocorrerá uma audiência pública que vai discutir possíveis soluções e o impacto dos carros no serviço de policiamento externo.

Mais de vinte acidentes, com uma morte e uma amputação já ocorreram nos últimos anos. O saldo é resultado das capotagens e colisões envolvendo as Mitsubishi Pajero Dakar utilizadas pela Polícia Militar. Atualmente trabalho com uma na Cidade Estrutural. São até confortáveis, mas muito perigosas. Falo isso por que no meu segundo de dia serviço já observei detalhes que do gabinete onde eu trabalhava jamais observaria. Por três vezes as rodas traseiras travaram em baixa velocidade.

No último sábado, enquanto voltamos de uma delegacia e iniciava uma chuva ainda fraca, em baixa velocidade (40 a 50Km), próximo ao balão da corregedoria da PM, no SIA, as rodas traseiras vieram a travar no meio do balão, fazendo a viatura derrapar de lado, graças a Deus transitavam apenas mais dois carros no local e nada mais grave aconteceu, pois o motorista da viatura conseguiu segurar. É como se o freio de mão tivesse sido acionado de repente e a viatura tivesse dado um “cavalo de pau”. Ficamos preocupados e assustados. Isso não é normal.

Esse tipo de informação não será divulgada  em Audiências Públicas. Até porque os policiais tem medo de represálias. Quem conhece o sistema sabe como funciona, quem fala demais, responde e paga caro. Eu mesmo muitas vezes pago caro, pois em minha folga sempre estou respondendo alguma coisa. E não adianta dizer que “neste governo tem diálogo”, “que não existe perseguição”, não existe para quem se cala, tem diálogo com quem se submete. Tenho certeza que nesta audiência pública aqueles que sofrem diariamente com os problemas das viaturas e correm os riscos não estarão por lá, nem tampouco terão voz, caso estejam.

Segundo o jornal, a Corporação comprou 387 veículos em 2012. Militares reclamam da falta de manutenção nos carros, pneus carecas e ausência de equipamentos de segurança. Estas reclamações são antigas, talvez a morte de um colega expôs algo que era escondido “debaixo do tapete”.  Tomara que a audiência de hoje não seja apenas “teatro” político. Infelizmente “audiências públicas” funcionam apenas como palco político para alguns, no final não resolvem nada.

O que deveria ser visto lá hoje é quem foi o responsável pela compra, quais critérios foram utilizados, quais os valores, se houve indícios de superfaturamento, por que as pajeros ainda estão rodando, se os veículos que querem comprar atendem as necessidades do trabalho policial, qual o custo, se terão manutenção, pois não adianta comprar um carro importado e depois não ter as peças e as manutenções necessárias, entende? Se não forem objetivos nesta audiência, será apenas “firula” política para fazer políticos e futuros políticos aparecerem. Estou casando dessa enganação toda. Precisamos falar em “responsabilização de comando”, em punição dos culpados por jogar o dinheiro do contribuinte no lixo. É preciso discutir a profissionalização de fato das polícias.

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O plano de Deus em nossas vidas é dar-nos poder para servir

Há sete anos atrás escrevi o que chamo de “livro dos sonhos”, nele planejei o que eu gostaria de ser nos “próximos cinco anos”. Pedi a Deus “poder, autoridade e legitimidade” para atuar na PM e na sociedade do DF.

Particularmente, acredito que todo policial já tem “poder, autoridade e legitimidade” para atuar, precisa apenas conquistar a “confiança” das comunidades para potencializar tudo isso. Acredito que “o poder não pode ser um fim em si mesmo”, sendo assim, meu desejo fora dividido em outros grupos:

  1. Tornar-me uma liderança na PM e fora dela, ou seja, influenciar pessoas a compreenderem que a polícia pode ser diferente, pode ser uma polícia inteligente, respeitada e cidadã;

  2. Tornar-me uma referência em segurança pública e cidadania, um multiplicador da filosofia de polícia comunitária;

  3. Tornar-me um grande comunicador, um grande orador.

De lá para cá, desde que iniciei este desafio, já fui testado de várias formas, dentro e fora da PM:

  1. Fiz uma especialização em Segurança Pública e Cidadania;
  2. Criei um blog (Policiamento Inteligente) e ajudei a criar outros;
  3. Publiquei um livro (Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários do DF);
  4. Dei aula de Chefia e Liderança (instrutor) para mais de 10 (dez) mil policiais;
  5. Estive na Força Nacional;
  6. Fui instrutor de Polícia Comunitária no TOR;
  7. Dei palestras no COESP;
  8. Fui Assessor Parlamentar;
  9. Dei palestras para mais de 03 (três) mil jovens sobre drogas e violência nas Escolas;
  10. Perdi um filho;
  11. Ajudei a montar o Centro de Treinamento e Especialização da Polícia Militar, juntamente com o TC Pontes e TC Paim;
  12. Fui orientador de dois capitães no CAO;
  13. Participei da elaboração de um plano de governo na área de Segurança Pública;
  14. Tive um programa de rádio com uma amiga, participei de vários programas e entrevistas;
  15. Fui candidato a deputado distrital;
  16. Abriram um Conselho de Disciplina, 04 IPM´s, fui julgado na Auditoria Militar e respondi várias sindicâncias por causas de meus posicionamentos sobre corrupção e abusos diversos dentro das instituições policiais;
  17. Fui Assessor Especial de Gabinete e Assessor Especial de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social;
  18. Tive uma filha maravilhosa;
  19. Hoje comando uma viatura na Cidade Estrutural, uma das mais perigosas e carentes do DF.

O plano de Deus em nossas vidas é dar-nos poder para servir. Temos apenas dois caminhos: podemos “ter poder para servir” ou “servir para ter poder”. O poder não pode ser um fim em si mesmo. Se isso acontecer, ele apodrecerá qualquer indivíduo ou sistema. O poder apenas tem sentido quando é regido pela paixão que atravessa os corações e nos faz sentir  a pequenez e fragilidade humana.

Às vezes consideramos alguém poderoso, forte, conhecido, autossuficiente em seu próprio poder, mas aos olhos de Deus ele continua frágil, débil e imaturo. O drama da sociedade, em especial dentro da PM, é a questão de saber administrar o poder, o sucesso e a honra que Deus no dá.

O grande risco do poder é que ele embriaga. O homem que se embriaga pelo poder é a pessoa menos indicada para possuí-lo. Contudo, o que corrompe não é o poder, mas o coração do homem. O poder tem que estar nas mãos das pessoas certas, de caráter, comprometidas com valores que não podem ser esquecidos. Uma pessoa que não crê em Deus, por exemplo, possui compromisso só com os homens. Não acredita que existem olhos sobrenaturais vendo tudo que ela faz. Então, corrompe-se, porque acha que ninguém “maior” a está observando.

Aprendi com um Bispo de uma igreja que frequentei durante muito que “terminar bem é melhor do que começar bem”. Nunca me esqueci disso.  Não acredito em lideranças que não passaram pelo “fogo”.  A formação do caráter do líder leva tempo. A sua confiança como líder é conquistada e mantida pela consistência que você exibe ao passar por vários testes com o passar do tempo. Pense nisso e torne-se um líder de sucesso. Não se esqueça: Liderar é influenciar pessoas para um objetivo comum: o crescimento!

Frase para o facebook

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Praças da Juventude na Ceilândia

Na manhã desta terça (15), ocorreu o ato de assinatura, pelo governador Rodrigo Rollemberg, da Ordem de Serviço para início das obras de construção da Praça da Juventude na Ceilândia. A obra será custeada via emenda parlamentar do deputado federal Ronaldo Fonseca que, preocupado com o aumento da cracolândia naquele lugar, destinou 2.5 milhões em recursos para construção da Praça.

O projeto Praça da Juventude foi criado com o objetivo de levar um equipamento esportivo público e qualificado para a população que pudesse, ao mesmo tempo, tornar-se ponto de encontro e referência para a juventude. Mais do que um espaço físico para a prática de esportes, a Praça da Juventude é uma área de convivência comunitária onde são realizadas também atividades culturais, de inclusão digital e de lazer para a população de todas as faixas etárias.

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Crise nos Conselhos Tutelares de Brasília, secretário em saia justa…

O Secretário da Criança e do Adolescente, Aurélio Araújo, do Governo de Brasília, passou por uma saia justa em uma Audiência Pública na Câmara Legislativa do DF, na última quinta-feira, por causa de exonerações de auxiliares administrativos dos Conselhos. Os espaços no governo são utilizados como “cabide de emprego”, esta foi a acusação feita pelos conselheiros tutelares. Foram várias as denúncias de apadrinhados políticos que não cumprem horário no expediente no órgão e trocas para beneficiar apadrinhados que prejudicam o andamento dos trabalhos nos conselhos.

Vários Conselheiros Tutelares chegaram a protestar, inclusive com trio elétrico, em frente a Secretaria da Criança e do Adolescente. Mesmo com o protesto, os conselheiros não foram atendidos. A ideia dos Conselheiros era fechar os conselhos, caso o problema não fosse solucionado. Eles foram atendidos somente no dia seguinte. Segundo um conselheiro, havia um acordo com a Secretária anterior, Dra Jane, de que os apadrinhados políticos seriam apenas os chefes de núcleo, os “técnicos” iriam permanecer, pois são eles que fazem o conselho “andar”.  A confusão continua na próxima semana…

Veja a fala de um conselheiro no Facebook (Clique aqui)

conselho

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Encontro com o Chefe da Casa Militar

Ontem recebi um convite e fiz uma visita inusitada. Uma boa surpresa para mim. Após minha saída do governo e retorno para PM, só tenho tido excelentes demonstrações de respeito e amadurecimento dentro da Corporação, muito diferente do que ocorreu durante o governo do PT. A primeira foi o convite do Comandante-Geral para uma conversa após nosso retorno da SSP, a outra foi o convite do Chefe da Casa Militar, Cel Ribas, para uma conversa em seu gabinete, ontem as 16h. Isso me fez lembrar e valorizar mais uma vez a coisa mais importante da nossa filosofia militar: o respeito. Para quem não sabe, a base dos dois pilares do militarismo: Hierarquia e disciplina é o respeito, em nosso meio, o que falta em nossa sociedade.

Em nossa conversa de ontem, durante duas horas pudemos abordar diversos temas, dentre eles: redução de interstício, as dificuldades de uma reestruturação, como anda a política de segurança pública no DF, entrada única, CHOAEM, concurso para soldado e para CFO, cenário para a PM nos próximos meses e anos e reestruturação interna (choque de gestão), dentre vários outros pontos importantes. Sai  de lá duplamente satisfeito.

Agradeço ao Secretário, Chefe da Casa Militar, pela consideração, carinho e respeito demonstrado a minha pessoa, em especial, pela sinceridade em nossas análises. Ele é uma pessoa que tem meu respeito e admiração. Mesmo eu estando afastado da política atual, sem dúvidas, ele poderá contar comigo e minha experiência no que for melhor para a nossa corporação.

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Relatório avaliando nossos problemas. (Clique para ter acesso)

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Quando os corruptos irão para a cadeia de fato?

Sou a favor de todas as prisões de corruptos, de qualquer partido, desde que estejam dentro dos ritos do processo legal. Ninguém está acima da lei, ninguém está acima da democracia, por muito menos, policias militares foram presos no DF para proteger a “ordem pública”, por muito menos policiais militares foram expulsos e presos para manter a “ordem pública” no Rio de Janeiro, por muito menos o Soldado Prisco foi preso na Bahia, durante uma greve de policiais militares, por muito menos vários outros cidadãos foram presos diariamente.
 
Quando aqueles que roubaram milhões da Petrobrás e de outros cofres públicos irão para a prisão? Quando veremos mais ladrões de colarinho branco presos? Quando veremos os crimes de colarinho branco tornarem-se inafiançáveis? Até quando veremos autoridades, confiando na impunidade, desafiando os poderes constituídos?
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