A importância da unificação dos bancos de dados na Secretaria de Segurança

Sempre fui um defensor da “Unificação de Bancos de Dados” dos órgãos de segurança pública e a cada dia vejo que tal solução trará a tão sonhada eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais.

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Trabalhando nas ruas do DF diariamente percebo o quanto é importante termos um banco de dados confiáveis durante uma abordagem. Ontem mesmo foi possível ver a cara de um vagabundo quando ele mente e vamos passo a passo demonstrando suas mentiras.

Em minhas abordagens na Estrutural, local aonde trabalhei durante mais de um ano, os dados do Sinesp sempre foram primordiais para recuperar veículos roubados. Agora na Vicente Pires, Águas Claras, Park Way, Areal e Arniqueiras, áreas onde atuo atualmente, o sistema Gênesis tem sido um grande aliado.

Ontem abordamos dois indivíduos acusados por “invasão de domicílio”, após buscar informações no Gênesis ficou fácil verificar que um deles respondia por porte ilegal de armas e o outro já havia sido condenado por matar um colega da PM. A cautela durante a abordagem aumenta significativamente trazendo mais segurança para a equipe.

Em outra ocorrência onde acompanhamos um veículo de Águas Claras até o Guará, o Gênesis foi fundamental para confirmarmos que os elementos presos realmente eram contumazes em realizar roubos e furtos de veículos na área. Fato confirmado na delegacia posteriormente com a confissão dos suspeitos.

Tenho dito tudo isso para mostrar que mesmo o Sinesp e o Gênesis com toda sua limitação tem sido fundamental em nosso serviço. Fico imaginando o dia que tivermos todos os bancos de dados unificados na Secretaria de Segurança Pública do DF, acesso as câmeras do DER e Detran, por exemplo, facilitariam em muito um cerco rápido em determinados casos, afinal, quem está na ponta, normalmente é quem costuma dar a resposta imediata a ação dos marginais. Não podemos esquecer que segurança pública deve ser pautada pela redução de espaços dos criminosos, sempre feita de maneira inteligente.

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Dos 14 candidatos mais votados da PM em 2014, para distrital, metade pensa em não sair candidato novamente

Recentemente escrevi um texto que gerou várias discussões nos bastidores da PMDF, acredito que o texto tenha cumprido seu papel. Afinal, sou “discípulo” de Simmel, também acredito que “o conflito gera a mudança.” 

Todos os anos, principalmente os de eleição, percebo um monte de enrolação de candidatos que nada agregam a corporação. Tivemos a política do “trio elétrico”, que sempre combati, iniciamos a “política dos bastidores” e agora vivemos a “política da tietagem”, como assim Aderivaldo? Isso mesmo. A política da “tietagem”. “Potenciais lideranças”, outras apenas “pretensas lideranças”, se acostumaram a tirar fotos com autoridades, demonstrando intimidade com o poder para ao final “fingir” que estão trabalhando pela tropa. Vi muito isso enquanto estive como Assessor de Gabinete do Secretário de Segurança. A maioria não apresenta nenhuma proposta, faz uma visita de cortesia, tira uma foto e depois diz que apresentou a solução de todos os problemas da categoria. Ledo engano. Não é somente candidatos da caserna que fazem isso, vi deputados aplicando na prática a “política da tietagem”.

Liderança está ligada a influência. Um líder precisa mostrar o caminho, saber para onde está conduzindo seus liderados. Liderar é influenciar pessoas para um objetivo comum. Por isso, sempre digo e continuarei dizendo que a Polícia Militar peca por falta de lideranças políticas capazes de representar seus eleitores. Podem cegos guiar outros cegos? Muito difícil. Nosso problema não é o excesso de liderança. É a falta delas. Principalmente com credibilidade para nos representar. 

Voltemos a análise política que tanto precisamos: em abril vidouro os partidos estão encerrando suas nominatas. Nós, policiais militares, nos gabamos de poder escolher o partido “certo” porque somos os últimos a nos filiar. Ledo engano novamente. Não escolhemos, a maioria é escolhida para servir de “escada” para candidatos praticamente eleitos. Nesta próxima eleição muitos pretensos candidatos ficarão sem legenda para candidatura, pois o número de vagas reduziu bastante. O fato de não termos cidadania plena, ou seja, participar de partidos políticos nos limita e muito neste processo. Ainda mais agora que os partidos irão financiar as campanhas e escolher para onde será distribuído o fundo partidário.

Nos últimos dias tenho me dedicado a conversar com alguns ex-candidatos, daquela lista que postei aqui no blog ( clique para ver) e tenho tentando convencer alguns de irem para uma mesma coligação. Inicialmente, iriam para o DEM, mas algumas indefinições do partido, inclusive com seu presidente, implodiram tal ideia. Agora precisamos seguir avante. 

Após analise de cenário e conversas com os 14 policiais militares da corporação mais votados em 2014, somente aqueles que tiveram mais de mil votos, particularmente, acredito que o Guarda Jânio seguirá o Senador Hélio José em seu partido, O Subtenente Hermeto, deverá continuar no partido de Filipelli, seu padrinho político, mas não fechou as portas para uma troca de agremiação, caso os policiais militares queiram se unir, o Tenente Poliglota” não virá candidato, o Major Cruz ainda analisa a possibilidade de concorrer ou não, o Subtenente Pato, que iria para o DEM, já busca uma outra opção, o Subtenente Leiber pensa em não sair candidato, pois já tem outros compromissos assumidos, mas não descartou a possibilidade, o Sargento Cleyton do NCP, também está propenso a não sair candidato, eu, Sargento Aderivaldo Cardoso, estou propenso a apoiar alguém para Distrital,  em condições de representar a categoria,  se for o melhor para a coletividade, o Coronel Jooziel, também pensa em não sair candidato, mas ainda preciso conversar pessoalmente com ele, já o Coronel Giuliano ficou de conversar comigo após o carnaval, o Sargento “Jabá” está em busca de um partido, o Sargento Ailton Miranda, em reportagem, apareceu que iria para o Podemos, mas ainda não conversamos e a Sargento Denízia ainda não consegui contato. Somente nesta relação estamos falando em mais de 45 mil votos, que poderiam migrar para um ou dois candidatos PM´s.

Seguiremos avante em busca de união e consenso. Coloco-me à disposição dos interessados em unir forças para elegermos um irmão de farda.

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Comissão estuda liberação de elastômero e granadas de efeito moral para a tropa

Na madruga de ontem (27/01) policiais militares do 15º BPM (Estrutural) foram atacados com pedradas e garrafadas ao tentar encerrar uma festa que incomodava a população da cidade. Três policiais militares ficaram feridos, um deles fraturou a perna, fez cirurgia e passa bem. Os casos de som alto e de enfrentamentos com a polícia são comuns no local.

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Um ponto que chamou a atenção e gerou debates nas redes sociais foi uma das falas da matéria:

“O triste é pegar uma missão sem ter nem mesmo gás na viatura. Munição de borracha e lançador de granada, na PM de São Paulo, são normais nas viaturas. Aqui é proibido. Só os especializados têm e, até chegarem no local, já deu no que deu. Nossas vidas são um lixo nas mãos de algumas pessoas. Infelizmente, a vaidade de alguns fere e pode matar os PMs ‘comuns’“, falou um dos policial que participou da operação.

Em contato com a Comunicação Social da PMDF fomos informados de que existe uma comissão para tratar da liberação de certos equipamentos para algumas unidades operacionais do DF. “A comissão está alisando, juntamente com integrantes do BOPE e BPChoque quais equipamentos poderão ser liberados para as tropas operacionais que atuam diariamente na rua, desde elastômero, granadas de efeito moral e outras não letais.” A ideia é apresentar o estudo para o Comando Geral para avaliação e possível implementação.

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O abandono do Parque da Cidade é o maior foco dos problemas

Ontem fui convidado a dar minha opinião, enquanto consultor de segurança, para o Portal Metrópoles, o maior do Distrito Federal, na reportagem: Vídeos revelam sexo explícito à luz do dia no Parque da Cidade. A matéria trata sobre o sexo constante, em especial entre homens, para quem quiser ver, no Parque da Cidade.

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Por incrível que pareça, o que mais me impressionou, não foi os casos de sexo explícito no Parque. Até mesmo porque, nós que trabalhos no local, conhecemos de perto essa triste realidade. O que mais me impressionou foi a resposta do Administrador do Parque, eximindo-se da responsabilidade jogando-a toda para a forças de segurança pública:

Questionado pelo Metrópoles sobre a recorrência da prática sexual nos estacionamentos do Parque da Cidade, o administrador do local, Alexandro Ribeiro, disse que essa é uma questão ligada à segurança pública. Mesmo sabendo que o fenômeno é recorrente, o gestor lavou as mãos e não apresentou nenhum plano para coibir a prática criminosa.

Administrador do segundo maior parque urbano do mundo, Alexandro atribuiu a responsabilidade aos órgãos de segurança. “O Parque, enquanto espaço público, recebe o apoio das forças de segurança para monitorar a área”, disse o gestor.

A segurança pública é um direito e responsabilidade de todos, ainda mais dos gestores públicos. Não podemos esquecer que grande parte da Segurança do Parque da Cidade é de responsabilidade da Vigilância privada, que nestes casos deve chamar a Polícia para que ela atue.

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Gostei da matéria e aceitei o convite para dar minha opinião porque sou usuário do Parque. Recentemente levei minha filha no Parque Ana Lídia e no Castelinho e vi o descaso com a Coisa Pública. Grande parte do problema é o abandono do Parque. A sensação de abandono tende a aumentar o abandono.

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É preciso falar em ocupação de espaços públicos visando a redução da criminalidade, assim como foi feito no Setor Comercial. É importante uma gestão compartilhada do Parque. Como seria isso? A população mais próxima e usuários do Parque passam a contribuir na definição das atividades a serem desenvolvidas no local. O Parque é muito grande e é perceptível que as atividades se concentram sempre nos mesmos lugares.  Estamos falando de pertencimento por meio da participação popular. É hora da população de bem ocupar a área, não dando espaço para a bagunça.

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Saiu o edital para o concurso de Soldado da PMDF. Vá e vença!

São 500 vagas imediatas para combatente, sendo 450 para homens e 50 para mulheres. Outros 1.350 postos de reserva serão destinados a homens e 150 para mulheres.

 

A remuneração inicial prevista é de R$ 4.119, durante o CFP, somados ao auxílio-alimentação, no valor de R$ 850. Após o curso de formação, o salário sobe para R$ 5.245, acrescido do benefício alimentício.

Para concorrer a uma das oportunidades, o candidato precisa ter nível superior completo e menos de 30 anos de idade. A estimativa da PM é de pelo menos 28 mil inscritos.

Os interessados deverão passar por provas objetiva (conhecimentos gerais e específicos) e subjetiva (redação), além de teste de aptidão física, exames médicos e psicológicos, sindicância de vida pregressa e prática instrumental, no caso das vagas para músico.

Mais importante que o conteúdo do edital é montar uma boa estratégia de estudos. Recentemente passei no CFO (Curso de Formação de Oficiais) e no CHOAEM (Curso de Habilitação de Oficiais Administrativos, Especialistas e Músicos). Sei da dificuldade para passar em concurso.

O Edital ficou parecido com o CFO. Teremos 60 Questões, sendo 30 questões gerais e 30 específicas. Nas gerais, sugiro que foquem suas energias em Português, Legislação Aplicada à PMDF e Matemática, já nas específicas, acredito que é importante focar bastante em direito penal e processual penal militar, direito penal na parte especial, dando ênfase naqueles crimes que mais a polícia militar atua. Saber a diferença entre os ritos processuais do penal militar e do penal é fundamental. Faça bastante exercícios, em especial, as provas recentes da IADES. No mais boa sorte pessoal. Sucesso!

PM esplanada - greve geral

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

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