Os estranhos e intrusos podem chegar e vencer em 2018

“Outsider: 1 – estranho, intruso, estrangeiro. 2 – pessoa ou animal que tem poucas chances de vencer. ”

Essa é a tradução, segundo o Michaelis, para a palavra em inglês que está na moda na política, e não só no Brasil. Pois ninguém se surpreenda com a força que outsiders possam vir a ter nas eleições de 2018 em Brasília. Candidatos estranhos à política partidária tradicional, intrusos em um ambiente dominado pelas velhas figuras da politicagem, poderão surgir e, quem sabe, surpreender. E tanto nas eleições proporcionais – para deputados federais e distritais – quanto nas majoritárias – para senadores e governador.

Em outros tempos, como diz a tradução, teriam poucas chances de vencer. Hoje, é perigoso afirmar isso.

Uma possibilidade a ser não desprezada

Os cenários para 2018 parecem bem favoráveis aos estranhos e intrusos com jeito de terem poucas chances de vencer as eleições majoritárias ou proporcionais. Valeria a pena até encontrar na língua portuguesa uma palavra que exprima o sentido do outsider, para evitar a repetição excessiva da palavra inglesa.

Essa não é uma tendência inexorável, muito menos se pode afirmar que se manterá até o início do processo eleitoral. Hoje, porém, são fortes as indicações de que há chances de vitória de figuras distantes da política tradicional que apresentem um perfil de honestidade e realizações e saibam ganhar a confiança dos eleitores.
Quem desconhecer ou minimizar essa possibilidade poderá levar um susto em 2018.

Desgaste dos políticos é inevitável

Os partidos e os políticos estão, de modo geral, desmoralizados e com baixíssima credibilidade, à esquerda, ao centro e à direita. Não é diferente com os políticos brasilienses e a tendência tende a se agravar, seja pela intensificação das operações contra a corrupção e das delações premiadas, seja pelas visíveis e notórias tentativas de interrompê-las.

De um jeito – mais investigados, denunciados e presos – ou de outro – “operações abafa” para livrar os políticos das punições – a população deverá estar ainda mais irritada com os políticos tradicionais e disposta a dar um basta aos que considera fonte da corrupção e da ineficiência que grassa no país. Principalmente em tempos de crise brava.

É um momento favorável a pessoas sérias e bem-intencionadas e a aventureiros perigosos. Os intrusos podem vir para o bem ou para o mal. Para fazer uma nova política ou para, enganando os eleitores, dar novo formato à velha política.

Reguffe está dentro, mas parece fora

O político brasiliense com mais jeito de outsider é José Antônio Reguffe. Pode parecer paradoxal, pois Reguffe já foi deputado distrital e federal e é senador e não é um estranho na política. Mas goste-se ou não dele, de seu desempenho e de suas posições políticas, Reguffe foge aos padrões do político tradicional, por estilo, ações e, sobretudo, por cumprir o que promete. E já há alguns meses não está filiado a partido.

Se viesse a ser candidato ao governo, Reguffe sairia na frente. Mas não será candidato porque prometeu exercer integralmente seu mandato de oito anos e cumpre o que promete. A ausência de Reguffe nas eleições abre mais espaço para os intrusos.

Vida difícil nos dois lados

Os que se colocam ou foram colocados como possíveis candidatos ao governo de Brasília e às duas cadeiras no Senado padecem, todos, do mesmo “mal”: são identificados como políticos profissionais e tradicionais. Deputados federais e distritais estão desgastados. E cada um deles ainda tem seus problemas específicos. O governador Rodrigo Rollemberg, por exemplo, vai muito mal na avaliação do eleitorado. O ex-vice-governador Tadeu Filippelli tem problemas com a Justiça.

A vida pregressa, individual ou dos partidos que representam, é um ônus para a maioria dos possíveis candidatos às eleições majoritárias. Tanto no bloco à direita, dos grupos tradicionalmente ligados a Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, como no PT. Nos tempos atuais não é preciso ser desonesto para ter imagem ruim, basta parecer desonesto.

Os candidatos à esquerda, mesmo com vida limpa, correm o risco de se inviabilizarem pelo fracasso consumado da gestão de Agnelo Queiroz e do fracasso potencial do governo de Rollemberg – que ainda tem a oportunidade de corrigir seus erros e se reconciliar com o eleitorado, o que é difícil, mas não impossível.

E também para os que vêm de fora

Os estranhos em 2018 podem vir do lado esquerdo ou do lado direito do espectro ideológico, mas tendem a ter mais sucesso se se identificarem com posições ao centro, pelas características do eleitorado brasiliense. Terão de ter histórico de honestidade e passar aos brasilienses a segurança de que poderão fazer um governo competente e eficiente.

Será necessário ter muito cuidado com os partidos a que estarão filiados e com as alianças que fizerem, pois o discurso do outsider pode ser contaminado pelas más companhias. Mas, sem partido não se pode ser candidato e sem alianças fica mais difícil a eleição.

No fim das contas, a vida dos estranhos e intrusos também não será fácil em 2018.

Fonte: Coluna do Jornalista Hélio Doyle – Jornal de Brasília.

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O dia em que policiais e bombeiros pararam Brasília por um minuto!

Ontem foi um dia marcante no Distrito Federal. Policiais e Bombeiros em todo o DF pararam por um minuto suas atividades para prestar honras (homenagem) aos Policiais Militares mortos no Rio de Janeiro após uma queda de um helicóptero da polícia. Em várias unidades e até mesmo no meio da rua, em frente a monumentos da cidade, as 16h tudo parou ouviu-se os “choros” das sirenes ligadas, viu-se a “última continência” aos heróis anônimos que deixaram seus familiares e amigos inesperadamente.  Na cidade Estrutural, 15º BPM, uma das mais perigosas do DF tivemos a homenagem abaixo.

Ainda em 2012 publiquei aqui no blog a necessidade de um movimento nacional em defesa da família policial. Um grito de chega de mortes de policiais e de bandidos impunes. Projetos avançaram. Tivemos os crimes contra policiais sendo considerados hediondos, mas muito pouco diante do que precisamos.  Abaixo, apresentamos a homenagem dos policiais do 17º BPM:

A ROTAM fez a homenagem em frente a Torre de TV no Centro da Cidade:

O Batalhão de Trânsito fez a homenagem em frente ao Congresso Nacional:

Em Samambaia a demostração de união foi enorme, pois Bombeiros e Policiais Militares prestaram juntos a homenagem:

Foram Centenas de demonstrações de respeito aos irmãos que tombaram em combate. Gostaria de colocar aqui cada homenagem. Peço desculpas por não ter conseguido baixar vídeos dos colegas da Polícia Civil que prestaram várias homenagens no DF. Aos colegas do GTOP também peço desculpas. Tentei representar o máximo de nossa corporação. Encerro com o vídeo do CHOQUE e com uma frase que expressa o mais genuíno dos meus pensamentos.

Quando tomba um irmão de farda, todos morremos um pouco. Quando sangra um irmão em combate, também sangramos juntos. Força aos irmãos do Rio de Janeiro! (SGT PMDF Aderivaldo)

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Que nosso protesto silencioso possa mostrar o tamanho de nossa união e de nossa força. Precisamos falar em reforma policial no Brasil. Do jeito que está não dá mais! Chega!

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Rollemberg reconhece erros políticos à cúpula do próprio partido

As críticas ao governo de Rodrigo Rollemberg partem de todos os lados, inclusive de seu próprio partido, o PSB. Na última reunião da executiva regional da legenda, realizada na noite de anteontem na sede local da agremiação, pela primeira vez, o governador admitiu abertamente os erros políticos na condução do GDF e pediu desculpas para os correligionários. Na interpretação da cúpula partidária, o movimento de Rollemberg é uma tentativa de reunificação e pacificação da sigla.

Rollemberg não parou no mea-culpa e prometeu reformular a estratégia política na condução do Buriti. Esta reconfiguração não implica necessariamente em uma nova reforma administrativa, pontual ou ampla, mas abre brecha para eventual troca de cadeiras em secretarias, administrações regionais e empresas e demais órgãos públicos. A princípio a reunião trataria de três temas: avaliação do GDF, perspectivas para 2018 e Câmara Legislativa.

A fala do governador pegou no contrapé a maioria dos participantes. Pelo perfil de Rollemberg, ninguém esperava o movimento. Em uma conversa reservada, um membro do partido avaliou que o reconhecimento das falhas é primeiro passo a melhoria da gestão, não apenas na política mas também nos serviços públicos. A prova da fragilidade política do governo é o isolamento do PSB. Grupos de direita, centro e esquerda se movimentam para 2018 sem conversar com o partido.

No quesito alianças, a maior parte dos militantes presentes deixou clara a preferência por uma reaproximação com as forças de esquerda e de uma mudança de tom no embate entre GDF e servidores públicos. Os correligionários concordam em que não existem recursos e nem condições para a concessão dos reajustes, mas o governo deveria priorizar a negociação.

Motivo de tensão

Por outro lado, um ponto tenso é a relação com PSD, do vice-governador Renato Santana. A cúpula do partido considera que a parceria está estremecida, mas ainda não deve ser rompida. Mas alguns segundo parte dos filiados, não existe mais sentido em manter os laços, com a sigla capitaneada pelo deputado federal Rogério Rosso.

Mesmo sem comentar o discurso do governador, o presidente regional do PSB e secretário de Turismo, Jaime Recena, contou que o partido pretende fortalecer as alianças políticas, especialmente PDT, Solidariedade, Rede e, inclusive o PSD. “Esse alinhamento é constante. Na semana passada, almocei com o presidente do PDT, Georges Michel. Quando chega na metade do governo, é preciso reforçar as alianças”, afirmou.

Indo da política para a avaliação popular, o grandes desafio do GDF é mostrar para população os primeiros resultados consolidados. Para Recena, o governo precisa se conectar melhor com o povo, pois poucas pessoas estão analisando o desempenho da gestão PSB como um todo. Em relação a briga com os servidores, Jaime ressaltou que o GDF não consegue conceder os reajustes, mas está pagando os salários em dia, enquanto estados, a exemplo Rio de Janeiro, mal conseguem ficar de pé.

Meta é quatro distritais

Para evitar um novo ciclo de percalços na Câmara Legislativa, o PSB definiu a meta de eleger quatro deputados distritais nas eleições de 2018. O partido não conseguiu um parlamentar em 2014 e pagou um preço caro por isso, ficando por muito tempo alheio às movimentações do Legislativo.

Para emplacar o suplente Roosevelt Villela, precisou ceder muitos espaços para Joe Valle e PDT. O arranjo foi por terra, quando Valle voltou para o mandato. E a sigla só conseguiu se firmar na Casa com as filiações de Juarezão e Luiza de Paula.

“Nós queremos ampliar a nossa bancada, se possível para quatro deputados. Também é importante elegermos um deputado federal em 2018”, contou Jaime Recena. Dentro dos próximos dias, o partido também deverá definir uma posição em relação à eleição para a presidência da Câmara Legislativa para o próximo biênio.

“Não é só o PSB que está fazendo essa discussão. Outros partidos também estão discutindo isso. E a Câmara é primordial para o sucesso dos próximos dois anos do governo”, argumentou.

Sobre a próxima corrida pelo Palácio do Buriti, Recena afiançou que Rollemberg é a opção da sigla. “O governador é o nome do partido. Não tem porque ser diferente. Os primeiros dois anos de governo foram dificeis, mas tivemos resultados. O governador tem plenas condições de se reeleger e ter mais quatro anos de governo em melhores condições”, concluiu.

Por: Francisco Dutra – Jornal de Brasília
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Ao PSB, Rollemberg reconheceu erros políticos do governo e falou em retomar as alianças partidárias (Foto: André Borges/Agência Brasília)

Ao PSB, Rollemberg reconheceu erros políticos do governo e falou em retomar as alianças partidárias (Foto: André Borges/Agência Brasília)

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O que é ser pai nestes dias tão difíceis?

Tenho alguns modelos que sigo em minha vida. Com certeza meu pai é o primeiro deles. Ontem ele fez 70 anos e muitas foram as emoções neste dia tão especial. Ano passado, meu outro modelo, o senador Reguffe me deu 10 conselhos que tenho seguido à risca. Um deles foi que a política não termina amanhã, que não tenho que me desesperar, o outro que eu deveria focar em minha família, pois a família é a base de tudo.

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No dia de ontem tive a oportunidade de dizer em vida ao meu pai, o que muitos só lembram de falar após a morte de seus entes queridos. Neste blog, várias vezes já falei que meu pai é meu herói, meu amigo, meu conselheiro e meu pastor. Ouça e reflita sobre o que penso sobre o que é ser pai nestes dias tão difíceis. Para quem achar os vídeos longos, eu digo que é pouco tempo para expressar quem é meu pai.

Vejam também a homenagem que meu primo Ramon fez a ele:

Lá em casa encerramos as comemorações orando. Meu irmão, assim como meu pai, é o sacerdote da casa. Eu respeito a autoridade espiritual deles:

Agora é hora de apagar as velinhas. Vejam o que cantamos neste momento: “é crente, é crente, que ora, que ora e faz jejum”.

 

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Para ser um candidato a cargo eletivo é preciso ter pelo menos dez pessoas que acredite em você!

Hoje, ouvindo uma “pequena palestra” do Jornalista Odir, do Blog Rádio Corredor, sobre campanhas políticas sem dinheiro, algumas reflexões vieram a minha mente , até mesmo para não me tornar um dos “eternos candidatos” da PMDF:

Quantas pessoas acreditam em mim e em minhas idéias de verdade? Quantas pessoas estariam comigo em 2018 hoje? Tenho ao meu lado pelo menos 10 dez pessoas que iriam comigo sem se corromper durante o processo, independentemente das chances de vitória? Faço parte realmente de um grupo político que possa mudar de fato a realidade em volta das pessoas? Tenho potencial para ter 100 pessoas me apoiando verdadeiramente até as próximas eleições que possam ser multiplicadoras? Tenho verdadeiros líderes ao meu lado que realmente querem fazer a diferença? São reflexões que faço hoje para saber que caminho seguirei nos próximos anos!

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Agradeço ao amigo Odir, pelas esclarecedoras palavras. E por sua consultoria sobre o tema política. Que ele possa continuar seu projeto de ajudar outras pessoas a se tornar pessoas melhores.

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Surgimento de uma terceira via no DF?

Em sua coluna de hoje o Jornalista e ex-secretário da casa civil do governo Rollemberg, Hélio Doyle, escreveu uma nota intitulada:  O que é difícil fica mais ainda” sobre a organização dos partidos de esquerda para as próximas eleições. Ontem com base em uma reportagem do Jornal de Brasília escrevi o texto: A esquerda já pensa em criar uma frente única no DF. Vale a pena refletir sobre o tema.

Os partidos à esquerda estão começando as conversas para discutir alternativas para as eleições de 2018 em Brasília sabendo que será difícil estarem todos juntos. Mas não será impossível, até porque até lá muita coisa vai acontecer e mudar o ambiente político na cidade. Os partidos que têm conversado são PDT, PT, PSol, Rede e PV. Mas o presidente do PDT, Carlos Lupi, deu como certa a candidatura de Ciro Gomes à presidência da República e nomeou os partidos com os quais pretende se aliar, além do PT: PPS, PTB e Solidariedade. Em Brasília, isso significa Cristovam Buarque, Celina Leão, Alírio Neto, Liliane Roriz, Augusto Carvalho e Sandra Faraj.

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Fonte: Coluna do Jornalista Hélio Doyle.

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Esquerda já pensa em criar frente única no DF

Tenho visto a esquerda “esgotando-se em si mesma” e a direita se organizando. Temos Alírio como presidente do PTB, Fraga como presidente do DEM, Rosso como presidente do PSD, Roney Nemer como presidente do PP, Filippeli como presidente do PMDB e Izalci como presidente do PSDB, partidos com grandes bancadas federais e com muito tempo de TV para influenciar nas próximas eleições. Todos eles estão se organizando no tabuleiro político. E a esquerda? Quem são os presidentes de PSOL, PCdoB, PDT e PPS? A matéria abaixo traz uma ótima análise! (Aderivaldo Cadoso)

PARTIDOS-POLÍTICOS

Matéria do Jornal de Brasília refletindo sobre a organização da esquerda para 2018:

Presidentes regionais do PSOL, PCdoB, PDT e PT planejam fazer uma reunião para debater o posicionamento das legendas nas eleições de 2018. Na mesa de debate, o principal ponto é possibilidade de um programa de governo comum, capaz de unificar uma ampla chapa de esquerda majoritária em busca do Governo do Distrito Federal. A roda de conversa pode ampliar-se. Existe a chance de participação da Rede e do PV.

Neste ano, lideranças locais da esquerda começaram a debater 2018 bilateralmente, em almoços, jantares e encontros reservados. A tendência de aglutinação ganhou força nas últimas semanas, em função de uma série de episódios. O primeiro deles é o movimento dos partidos tidos como de direita ou conservadores para a construção de um “chapão” na corrida pelo Palácio do Buriti. O segundo foi o baixo desempenho da esquerda nas eleições municipais deste ano.

O primeiro sinal de uma possível aliança foi feito por Toninho do PSOL. Depois de quatro eleições candidatando-se a governador em chapa solitária, ele anunciou que não disputará o Buriti em 2018 e que o partido está aberto para discutir coligação mais ampla.

Do ponto de vista do presidente regional do PCdoB, Augusto Madeira, o cenário das próximas eleições está indefinido. Afinal a crise econômica, política e a Operação Lava Jato ainda deverão influenciar os humores dos eleitores e do mercado. “O mais importante é abrir os horizontes para conversas. A direita está na onda de todos juntos para voltar ao poder. Falam apenas de candidatos. Queremos falar de um programa e soluções para o DF. Incluindo não só setores partidários, mas também lideranças empresarias, acadêmicas e sociais”, comentou.

Segundo o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, no momento a discussão está restrita ao cenário majoritário. Ou seja, à princípio, as articulações não passarão pelas disputas para deputados distritais e federais. “Não dá para falar das eleições proporcionais. Temos que esperar para ver se o Congresso votará a reforma política com cláusula de barreira partidos ou impedindo coligações proporcionais”, explicou.

Um fator complicador para a aliança será a eleição nacional. Afinal, os partidos concorrentes ao Palácio do Planalto buscarão palanques exclusivos em cada unidade da federação. O PDT trabalha o nome de Ciro Gomes, enquanto a Rede deverá voltar com Marina Silva. O PT não descarta uma candidatura, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com a sombra da Lava Jato sobre ele.

PSB acena com retomada de um diálogo

“Nossa grande dúvida e preocupação é com o PSB. Hoje, a unidade da esquerda deveria partir do governador Rodrigo Rollemberg. Mas não sabemos qual será a posição do PSB em 2018. Se a unidade da esquerda partir de outros partidos será pela ausência dele”, afirmou o presidente regional do PDT, Georges Michel. Entre os partidos de esquerda, é unânime o descontentamento com as posturas do governo do PSB.

Segundo Augusto Madeira, Rollemberg justificou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e sinalizou aprovação à PEC 241, que define um teto para os gastos públicos. “Essas posições vão contra a esquerda e dificultam qualquer dialogo”, afirmou. O decreto antigreve dos servidores públicos, derrubado pela Câmara Legislativa também pesa contra Rollemberg.

Do ponto de vista do secretário das Cidades e aliado de primeira hora de Rollemberg, Marcos Dantas, a gestão do PSB está entrando nos eixos e vai gerar resultados concretos nos próximos meses. Sobre a polêmica do impeachment, Dantas argumentou que o governador adotou uma postura de neutralidade, para evitar que o DF se tornasse palco de violência.

“A política é dinâmica. As coisas começarão a estar definidas para 2018 a partir do segundo semestre do ano que vem”, ponderou Dantas. O diretório regional do PSB deverá reunir-se hoje. De acordo com Dantas, o partido pretende participar, provocar e pautar novas reuniões da esquerda.

Fonte: Francisco Dutra – Jornal de Brasília
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

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