Os cinco níveis da Liderança – Todo policial é um líder em potencial

Todo policial é um líder em potencial, pois tem poder autoridade e legitimidade para atuar

[1]Aderivaldo Martins Cardoso

Quem me conhece e me acompanha sabe que em 2009 tomei uma decisão em minha vida a partir de uma pergunta: “Como me vejo nos próximos cinco anos?”. Minha busca a partir daquele momento foi me tornar a “maior liderança que a PMDF já teve”, “uma referência em segurança pública no DF”, “um homem público respeitado e influente”, “um grande comunicador” e “o maior multiplicador da filosofia de policiamento comunitário no DF”. Acredito que me tornei neste período um pouco de cada desejo. Mas o que ainda me move e me inspira é falar de “liderança”.

Para me tornar a “maior liderança da PMDF”, acredito que hoje eu seja uma “liderança em potencial” tive que aprender muito sobre o que é liderança. Descobri que só aprendemos quando ensinamos. Durante um período dei aula de Chefia e Liderança para praças da PMDF. Nestas aulas eu afirmava e continuo afirmando que o nosso maior problema é a falta de lideranças em nosso meio. Algo forte, mas verdadeiro.

Nossa base teórica sobre liderança vem da Escola Superior de Guerra, que defende o “modelo tradicional de liderança”, ou seja, aquela baseada no cargo. Eu particularmente prefiro e defendo o modelo adotado pela a “Escola Behaviorista”, que defende que todos nós somos líderes em potencial, pois são as características de atuação que irão definir se somos líderes ou não. Outro grande inspirador sobre o tema é John Maxwell, autor de vários livros que sempre constam na lista dos best-sellers do New York Times e que já apresentei vários livros dele por aqui.

Em seu livro Os 5 Níveis da Liderança, Maxwell (2013) afirma que a verdadeira liderança não é questão de ter determinado cargo ou emprego, o que fortalece nossa tese. Na verdade, para ele, ser escolhido para uma posição é apenas o primeiro dos cinco níveis que todo líder eficaz alcança. Para tornar-se mais do que o “patrão” que as pessoas seguem só porque são obrigadas, você tem que dominar habilidades de investir nas pessoas e inspirá-las. Para crescer ainda mais em sua função, você tem de obter resultados e formar uma equipe que produza. Na verdade, você precisa ajudar as pessoas a desenvolver habilidades para tornarem-se líderes por si mesmas. E se você tiver a aptidão e a dedicação, poderá chegar ao pináculo da liderança, que é onde a experiência permitirá que você amplie sua influência além do seu alcance e tempo imediato para o benefício dos outros.

Para Maxwell (2013) a posição é o nível de liderança mais baixo, pois é o nível de entrada. Para ele, a única influência que o líder posicional tem é a que vem com o título do cargo de trabalho, ou seja, as pessoas seguem porque têm que seguir.

A liderança posicional baseia-se nos direitos ganhos pela posição e título. Não há nada de errado em ter uma posição de liderança. Mas tudo está errado em usar a posição para fazer as pessoas seguirem você. A posição é substituta ineficiente para a influência. (Maxwell, 2013: 17)

Muitas vezes percebemos o que Maxwell (2013) está falando em nosso meio na caserna. Para ele, “pessoas que chegam apenas ao nível 1 podem ser chefes, mas nunca líderes. Têm subordinados, não membros de equipe. Contam com regras, regulamentos, políticas e organogramas para controlar seus subordinados”. Ele vai além ao afirmar que: “as pessoas o seguem apenas dentro dos limites declarados da autoridade. E as pessoas farão apenas o que lhes é exigido”. Notamos isto em nosso meio, Maxwell (2013) afirma que: “quando os líderes posicionais pedem um esforço ou tempo extra, raramente são atendidos.

Recentemente temos percebido um conflito entre os policiais mais novos e algumas autoridades mais antigas, uma delas em formatura chegou a chama-los indiretamente de “mimados”, que faziam parte da geração “Toddynho”, ou seja, criados com “leite e chocolate”. Para Maxwell (2013):

Líderes posicionais geralmente têm dificuldade em trabalhar com voluntários, pessoas mais jovens e pessoas de alto nível de escolaridade. Por quê? Porque líderes posicionais não têm influência, e esse tipo de pessoa tende a ser mais independente. (Maxwell, 2013: 17)

Precisamos compreender que “a posição é o único nível que não requer habilidade e esforço para alcançar. Qualquer pessoa pode ser nomeada para uma posição” (Maxwell, 20013). Em contrapartida, o nível de liderança mais alto e mais difícil é o “pináculo”. Este nível exige não só esforço, habilidade e intencionalidade, mas também elevado nível de talento. Para Maxwell (2013) Apenas os líderes naturalmente talentosos chegam a esse nível mais elevado. Mas o que fazem os líderes que atingem o nível 5? Para John Maxwell, eles desenvolvem pessoas para tornarem-se líderes nível 4 e quiça para que cheguem até o nível 5 também.

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Segundo Maxwell (2013) se as pessoas são respeitosas, agradáveis e produtivas, podem estabelecer um grau de influência sobre outros e ganhar seguidores com relativa facilidade. Desenvolver seguidores para liderarem por conta própria é difícil. Este é o nosso objetivo neste espaço. Trazer a reflexão, para que nossos seguidores tragam soluções e respostas por conta própria. Para Maxwell:

Muitos líderes não conseguem, porque exige muito mais trabalho do que meramente liderar seguidores. No entanto, desenvolver outros líderes é a tarefa de liderança mais difícil para a maioria. Mas estes são os benefícios: líderes de nível 5 desenvolvem empresas de nível 5. Criam oportunidades que outros líderes não criam. Geram legados no que fazem. (Maxwell, 2013:20)

Recentemente o Tenente Poliglota em seu blog relembrou uma frase que escrevi sobre “legado”, sobre não sermos “imediatistas”, sobre “pensarmos a longo prazo” ao reivindicarmos algo para nossa categoria. Tenho aprendido que o segredo da vida é “ter paciência e fé”. Para encerrar, quando falamos neste tipo de liderança, estamos falando em “reputação positiva”. Para Maxwell (2013) líderes nível 5 muitas vezes transcendem sua posição, sua empresa e, por vezes, seu ramo de atividades. Encerro com uma frase de John Maxwell que ainda mexe comigo: “Líderes não trocam um nível por outro. Adicionam um nível ao anterior. É um processo de construção”. Como sempre digo: a construção da liderança é diária. Para Maxwell (2013) “Líderes que alcançam o nível 5 são reconhecidos por estar nesse nível por causa da reputação em vez de apenas por causa da interação pessoal”. Nunca podemos esquecer o básico da liderança: “liderar é influenciar pessoas”. Independentemente da posição que você ocupa hoje, torne-se um líder, afinal, todo policial é um líder em potencial, pois tem: poder, autoridade e legitimidade para atuar, basta apenas, em alguns casos, conquistar a confiança da comunidade.

Referência Bibliográfica:

Maxwell, John C. Os 5 Níveis da Liderança – CPAD, Rio de Janeiro – 2013. Tradução: Luís Aron de Macedo. Título Original: The 5 Levels of Leadership – Hachette Book Group, New York, EUA, 1ª Edição em Inglês – 2011.

Foto: Os 5 níveis da liderança retirada do Site: http://profissionaiscomproposito.com.br/artigos/os-5-niveis-da-lideranca  Acessado em 28/05/2016 as 14:42

Tenha acesso ao texto em PDF: Todo policial é um líder em potencial

[1] Cardoso, Aderivaldo Martins – É sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, Especialista em Segurança Pública e Cidadania (UNB), Autor do Livro: Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Pública do Distrito Federal (2012).  Instrutor de Chefia e liderança, Ex-Assessor Especial de Gabinete e de Comunicação da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (2015/2016)

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BRASIL: O PAÍS DA DELAÇÃO? Por Bruno Espiñeira Lemos

A moda da delação premiada pegou no Brasil.

Sua gênese remonta ao período medievo, embora, desde que o mundo é mundo sempre houve um delator de plantão em todos os cantos e esquinas do planeta, mas ela ganhou relevo particular, em especial, nos crimes complexos dos dias atuais, na esfera econômica e financeira. É uma confissão de incapacidade do Estado de sozinho investigar e colher os elementos de prova necessários a uma efetiva persecução penal.

Utilizada em alguns países, com destaque para os Estados Unidos da América, com sua “plea bargaining”, bem como para a Itália das “mãos-limpas”, fonte inspiradora da república de Curitiba, no Brasil começa a se perpetuar com influência da Operação Lava-Jato para crimes e cenários os mais diversos. Dia desses um Promotor de uma cidade do Norte brasileiro propôs um acordo de delação a um “pé-de-chinelo” em delito de pouca relevância para que denunciasse seus dois comparsas de singela aventura no mundo do crime de bagatela ainda punido no Brasil.

Seria o Brasil um país de traidores, “dedos-duros”, alcaguetes, “Xnoves”, silvérios e outros sinônimos de entreguistas?

O instituto inicia-se em nossa legislação com a lei de crimes hediondos e ganhou força com a lei das organizações criminosas.

Acontece que a delação, “carinhosamente” denominada colaboração premiada, no Brasil é feita à brasileira e somente é aceita quando está pronta, após muitos rascunhos, com o teor desejado pelo órgão acusador e não necessariamente do “colaborador”, chegando-se mesmo ao requinte de criatividade pecaminosa dos delatores, de faltarem com a verdade, visando apenas as benesses da sua escolha traidora.

Ainda que pareça uma justa consequência para quem se dispõe a delatar outrem, aqui em nossas plagas, diariamente e contra legem, não se preserva nome, qualificação, imagem e demais informações pessoais do delator, nem o direito de não ter sua identidade revelada pelos meios de comunicação, nem de ser fotografado ou filmado, sem sua prévia autorização por escrito.

No Brasil, com a conivência do próprio “Estado punidor”, o delator tem seus dados e teor da delação divulgados no primeiro matutino de relevo ou não de plantão.

Será que Renan estava errado, quando em uma das gravações ilícitas que se perpetuam na República dos grampos, chantagens e gravações ilimitadas do salve-se quem puder, defendeu uma mudança na lei para impedir a delação de acusado preso?

O preso está com a sua vontade livre? Nas prisões da miséria ninguém é livre para absolutamente nada! Seja lá que raio de natureza jurídica detenha a delação, para que vá a efeito pressupõe-se a ausência de qualquer coação, inclusive a moral, advinda intrinsecamente de qualquer cárcere.

Na minha modesta opinião, todas as delações de acusados presos são ilícitas, todas as delações que possuam contradições e construções, desconstruções e reconstruções são igualmente írritas.

O parlamento (não esse desmoralizado e sem legitimidade) ainda deve ao país regras claras e garantidoras da segurança jurídica e da coerência para que a delação ou colaboração valha como instrumento de obtenção de dados.

Enquanto esse acerto de contas não chega seguem patinando as autoridades imberbes na condução das delações, com abusos e coações irresistíveis, tudo isso enquanto descarrilha o comboio do devido processo legal no Brasil.

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Retirado do Site:  Canal Ciências Criminais

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Opinião de Hélio Doyle sobre as eleições para administrador no DF

Tenho acompanhado o debate sobre a “eleição para administradores” no Distrito Federal e a obrigatoriedade de ser filiado a um partido para concorrer. Todos sabemos que os partidos atualmente possuem donos e são fábricas de “negociatas”, fato que tem afastado as pessoas de bem da política. O descrédito com a maioria dos partidos é total. Em minha opinião, fazer eleição para 2018 é jogar o problema para o próximo governo, cumprir promessa de campanha assim é fácil. Também tenho acompanhado diariamente as publicações do “ex-nome forte do governo” o jornalista Hélio Doyle que fez as seguintes afirmações sobre o tema na publicação do Jornal de Brasília do dia 27/05/2016, pág. 10.

Deixem os partidos fora desta 

O governador Rodrigo Rollemberg e alguns porta-vozes do governo deveriam se informar melhor para não falar bobagem. No caso, a bobagem é dizer que exigir filiação partidária dos candidatos a administrador regional é importante para impedir que haja excesso de postulantes ao cargo. Os partidos, segundo eles, seriam o filtro para as candidaturas. Essa é uma posição atrasada, restritiva e incoerente com os dias de hoje, em que os partidos não têm representatividade e legitimidade, sendo rejeitados pela sociedade. Exigir que um cidadão com inserção na comunidade se submeta ao crivo de um partido político e de seus caciques, muitas vezes corruptos, para ser administrador é uma restrição inaceitável. Além de partidarizar o que não tem de ser partidarizado – pelo contrário.

É só consultar o Reguffe

A preocupação de Rollemberg e de seus desinformados assessores é fácil de ser resolvida. Eles poderiam, inclusive, consultar o senador José Antônio Reguffe, que apresentou uma proposta de emenda constitucional para que ninguém seja obrigado a ter filiação partidária nas eleições para o Executivo. A fórmula, proposta por Reguffe e em vigor em vários países, é simples: a candidatura é registrada se o postulante demonstrar ter o apoio de determinado número de eleitores, o que pode ser comprovado por uma lista com assinaturas.

No caso de haver mesmo eleição para administrador regional, esse apoio poderia ser manifestado também, por que não, por entidades representativas da comunidade. Ao se exigir que todos os candidatos apresentem os apoios mínimos de que dispõem, o número deles também estará sendo restringido. Mas não por um limite artificial como o partido, mas pela representatividade da postulação. Jeito, tem. Mas tem de sair da mesmice e buscar ideias novas e modernas.

Debate necessário

O governo deveria aproveitar a discussão sobre as eleições para administrador regional e colocar em pauta, para a sociedade, algumas questões que precedem a escolha do gestor. Eis algumas: qual é exatamente o papel de uma administração regional? Como ela deve se estruturar? Quais os limites orçamentários e financeiros das administrações? Como deve ser a relação do administrador com as secretarias, autarquias e empresas públicas?  A sociedade também deveria ser ouvida sobre a definição das áreas territoriais das administrações. São mesmo necessárias 31 administrações regionais? É razoável que Ceilândia e Candangolândia tenham uma administração cada? A renda deve ser critério para separar uma região administrativa de outra limítrofe, como Lago Norte e Varjão?

Tudo isso deveria ser discutido com a população, especialmente por intermédio de suas entidades. Se essas questões forem discutidas apenas com os deputados distritais, já sabemos o resultado: mais administrações, mais cargos comissionados e mais contratos.

Tempo de mudar

Brasília tem de sair do mesmo do mesmo. Romper com velhas estruturas e criar novos mecanismos de participação e gestão. Rollemberg dizia que não queria ser governador para fazer o mais do mesmo. Que iria mudar de verdade. Está passando da hora de mostrar isso e o debate sobre as administrações pode ser um bom caminho.

PARTIDOS-POLÍTICOS

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Esclarecimentos sobre o não atendimento do filho do policial militar ontem no Santa Helena

Em 2008 inicio meu livro: Policiamento Inteligente: Uma análise dos Postos Comunitários no Distrito Federal,  com uma frase que virou um “mantra” para mim: “A polícia precisa mudar, a polícia está mudando a polícia vai mudar!”.  Aos poucos percebo que está mudando. A mudança é lenta mais é visível.

As vezes faço comentários incisivos com relação a alguns acontecimentos dentro da caserna, mas também consigo ver e elogiar os avanços. Tenho gostado da postura do atual Subcomandante Geral da PM, Cel Sant´Anna, ontem mesmo disse isso a ele durante uma conversa que tivemos,  e do Chefe da Comunicação da PM, Cel Antônio Carlos. Não poderia deixar de elogiar a postura da comunicação social no caso dos policiais militares que entraram em luta corporal com um policial civil. Ao invés de dizer que “os policiais seriam afastados e punidos” como sempre fora feito as respostas foram no sentido de dizer que os policiais agiram dentro de suas atribuições com o “uso necessário dos meios”.

Outro ponto que merece atenção foram as respostas sobre os problemas envolvendo atendimento no Hospital Santa Helena, quando o filho de um policial militar deixou de ser atendido. Postamos o fato ontem (clique para saber mais). Tenho visto vários oficiais engajados em dar respostas nos meios de comunicação, ontem recebi uma informação do Major Guedes, pessoa que já trabalhei, estudei e tenho grande consideração, sobre o fato e quero compartilhar com os amigos. Anteontem o TC Rigueira, subchefe da DGP, esteve aqui no Blog respondendo questionamentos de um leitor sobre dúvidas quanto ao Seguro de Vida dos Policiais Militares. É importante esta interação dos oficiais da polícia militar com a base e principalmente nos meios de comunicação. Assim nossa polícia vai mudando e melhorando.

Esclarecimentos sobre o não atendimento do colega no Santa Helena, Major Guedes:

 Peço ao amigo que ajude a DESFAZER esse mal entendido. O sistema é preparado para receber dois tipos de solicitação de atendimento: consulta eletiva em pediatria que é aquela previamente agendada e garante retorno sem cobrança em até 15 dias (para mostrar exames e encaminhamentos por exemplo) e consultas de urgência em P.A. (pronto atendimento) onde não há limitação de atendimento, e cada consulta é uma nova guia. Não há retorno (a não ser no caso do médico solicitar exames no mesmo momento e ficar aguardando). No caso em tela houve um erro do atendente em emitir, nas duas ocasiões, autorizações para consultas eletivas quando não era o caso e por este motivo o sistema bloqueou a consulta no segundo momento. O sistema entendeu que estava no período de retorno e deveria ser sem guia. Não era o caso. O grupo responsável pelo Hospital Santa Helena já foi notificado e será novamente para que oriente seus atendentes a não emitirem guia de consulta eletiva para que não ocorra mais esses problemas. A guia correta é de atendimento em PA. Isso acontece também porque cada operadora de saúde tem seu sistema próprio e o hospital tem que se adequar e entender a todos. Não quero justificar, mas apenas explicar que o que aconteceu é comum pelo que falei com outros grupos de saúde. Não há conspiração ou limitação dos serviços no hospital. Estamos a disposição de todos os policiais por meio do Serviço de Acolhimento ao Usuário no Centro Médico da PM para esclarecer quaisquer problemas. Precisamos valorizar nossa Corporação. Assim estamos valorizando a nós mesmos, então temos que ter cuidado como são colocados os fatos. Obrigado.
Guia de atendimento

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PM desabafa após plano de saúde negar atendimento ao filho

Os problemas dos serviços oferecidos pelo plano de saúde dos policiais militares do DF ganhou um novo capítulo, denunciando a gravidade a que os servidores e seus dependentes estão expostos. No início do mês, a corporação decidiu suspender uma série de serviços, como consultas médicas. Agora, a situação se agravou, a ponto de crianças terem atendimento negado na emergência de hospitais.  A explicação que recebeu era que o segurado só poderia fazer uma consulta mensal.

Indignado com a situação, um PM desabafou pelo WhatsApp após levar o filho para ser atendido na emergência do Hospital Santa Helena, na Asa Norte. Ele não conseguiu que o menino fosse examinado.

O militar fotografou a guia de atendimento entregue pelo hospital. O documento destaca que o paciente “ultrapassou o prazo intervalar”.

Revoltado, o policial não poupou críticas. “Motivo: já ter sido atendido este mês na emergência. Pasmem. Agora só pode um atendimento a cada 30 dias. Olha o documento que me deram lá. Cada uma faz sua escolha. Agora, o filho só pode adoecer de 30 em 30 dias. Qualquer coisa diferente, tem que ir para o Hospital de Base”, disse.

Guia de atendimento

PM nega restrição
O chefe do Centro de Comunicação Social da PMDF, tenente-coronel Antônio Carlos, nega que haja restrição. Segundo o oficial, a determinação é que os casos de emergência envolvendo militares e seus familiares sejam atendidos quantas vezes for necessário.

Os exames e os atendimentos emergenciais não foram suspensos. Um caso semelhante ocorreu há algum tempo e, após a nossa apuração, foi constatado que o paciente foi atendido em uma primeira oportunidade e voltou ao hospital em menos de 15 dias. Com isso, o plano não autorizou uma nova consulta, já que estava dentro do prazo de retorno.

Tenente-coronel Antônio Carlos, chefe do Centro de Comunicação Social da PMDF

O oficial ressaltou que o caso envolvendo o desabafo do suposto militar se torna complicado de apurar sem o nome do titular do plano nem do familiar que deveria ter sido atendido. A data e a hora do atendimento também não estão visíveis na guia de atendimento. O PM que fez o desabafo teme sofrer represálias caso seja identificado.

Até o fechamento desta matéria, o Hospital Santa Helena não se manifestou sobre o assunto.

Terceirização
A Polícia Militar do DF aposta na melhoria do atendimento aos servidores na área de saúde com a terceirização do Centro Clínico Médico da PMDF (CMed). Está em andamento o processo de contratação de uma Organização Social de Saúde (OS). Será a segunda unidade a contar com a gestão de umaentidade sem fins lucrativos no Distrito Federal. Atualmente, o Hospital da Criança é a única unidade da rede pública local a adotar esse modelo.

A organização que assumir o centro médico atenderá  policiais militares ativos e inativos, pensionistas e dependentes legais. O recurso para desenvolver as atividades descritas no Projeto Básico está estimado em R$ 216.535.023. O repasse será feito em 36 parcelas.

PMvale-840x577Fonte: Site Metrópoles

Ps: Mensagem do Major Guedes envidada após nossa postagem:

 Peço ao amigo que ajude a DESFAZER esse mal entendido. O sistema é preparado para receber dois tipos de solicitação de atendimento: consulta eletiva em pediatria que é aquela previamente agendada e garante retorno sem cobrança em até 15 dias (para mostrar exames e encaminhamentos por exemplo) e consultas de urgência em P.A. (pronto atendimento) onde não há limitação de atendimento, e cada consulta é uma nova guia. Não há retorno (a não ser no caso do médico solicitar exames no mesmo momento e ficar aguardando). No caso em tela houve um erro do atendente em emitir, nas duas ocasiões, autorizações para consultas eletivas quando não era o caso e por este motivo o sistema bloqueou a consulta no segundo momento. O sistema entendeu que estava no período de retorno e deveria ser sem guia. Não era o caso. O grupo responsável pelo Hospital Santa Helena já foi notificado e será novamente para que oriente seus atendentes a não emitirem guia de consulta eletiva para que não ocorra mais esses problemas. A guia correta é de atendimento em PA. Isso acontece também porque cada operadora de saúde tem seu sistema próprio e o hospital tem que se adequar e entender a todos. Não quero justificar, mas apenas explicar que o que aconteceu é comum pelo que falei com outros grupos de saúde. Não há conspiração ou limitação dos serviços no hospital. Estamos a disposição de todos os policiais por meio do Serviço de Acolhimento ao Usuário no Centro Médico da PM para esclarecer quaisquer problemas. Precisamos valorizar nossa Corporação. Assim estamos valorizando a nós mesmos, então temos que ter cuidado como são colocados os fatos. Obrigado.

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Cantinas dentro da papuda são questionadas pelo TCDF

Uma questão sensível dentro do sistema penitenciário veio atona hoje no DODF: as cantinas dentro do sistema penitenciário. Quem conhece o “sistema” sabe como profissionais da segurança pública e “alguns presos” ficaram ricos com este comércio, não é novidade. Familiares de presos pagam caro para que eles possam consumir os produtos das cantinas, mesmo o governo gastando milhões com a alimentação dos presos.

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Existe um processo no TCDF de nº 37100/2013, juntamente com a decisão 1647/2016 que trata sobre o tema:

O Tribunal, por unanimidade, de acordo com o voto do Relator, com o qual concorda da Revisora, Conselheira ANILCÉIA MACHADO, decidiu: I – tomar conhecimento: a) do Processo nº 480.000.367/13 (Apenso); b) do Ofício nº 130/2015 – GAB/SSP (fls. 186/187 e Anexo I); II – ter por cumprido o inciso II da Decisão nº 350/15; III – considerar: a) procedente a Representação nº 23/2013-DA (fls. 1/4); b) ilegal o exercício direto da atividade comercial pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário – SESIPE, da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania – SEJUS, nas cantinas dos estabelecimentos penitenciários do Distrito Federal; IV – determinar à Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania – SEJUS, com fulcro no art. 1º, inciso X, da Lei Complementar nº 1/94, que, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, ultime procedimento licitatório objetivando a transferência precária e onerosa da exploração dos locais destinados às cantinas dos estabelecimentos penitenciários do Distrito Federal, precedido de estudo detalhado visando definir os produtos que poderão ser comercializados, observando o disposto no art. 13 da Lei federal nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal), e regras rigorosas relacionadas à segurança do sistema penitenciário distrital; V – dar ciência desta decisão aos interessados; VI – autorizar o retorno dos autos à Secretaria de Acompanhamento, para os devidos fins.

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Livro Policiamento Inteligente e Blog Policiamento Inteligente são referência em trabalhos acadêmicos

Ontem resolvi complementar meu currículo lattes, para isso, resolvi conferir na internet citações relacionadas a meu nome em trabalhos científicos. Me surpreendi com a quantidade. Artigos, dissertações, monografias de alto nível, até um manual de policiamento ostensivo geral do Comando da Corporação. Uma satisfação.

Uma vez conversando com o TC  Bilmar Ângelis ele me dizia que um dia eu teria que escolher entre meu lado “técnico” e meu lado “político”. Ele estava certo. Sempre andei nos dois mundos. Confesso que o lado político tem trago apenas “prejuízos” e “desgastes”, por outro lado, minha parte “técnica” me traz alegrias como as de ontem.

Escrever textos “jornalísticos” requer menos tempo. Trabalhos “acadêmicos” exigem mais tempo e requerem mais trabalho, pois é necessário uma pesquisa bibliográfica antes.  Talvez os textos jornalísticos sejam apenas uma forma de manter o blog “vivo”. Meu lado “acadêmico” ainda pulsa dentro de mim. Aprendi cedo que “santo de casa não faz milagres” e que “um profeta não é reconhecido em sua própria terra”. A pesquisa de ontem me revelou isso, confesso que fez bem a minha autoestima, que anda abalada com o desprezo dentro de minha própria Corporação.

A dissertação de mestrado de Valdemar Alves dos SantosPOLICIAMENTO COMUNITÁRIO, SEGURANÇA E CIDADANIA: UMA PROPOSTA EM DISCUSSÃO NO DISTRITO FEDERAL (2015) fez várias citações do Livro: Policiamento Inteligente – Uma análise nos Postos Comunitários de Segurança Pública no  Distrito Federal. Ele teve como orientador o Dr. Carlos Federico Domingues Avila.

A Polícia Militar de São Paulo em seu Curso Superior de Tecnólogo em Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I, na Escola Superior de Sargentos, também cita o Livro: Policiamento Inteligente – Uma análise nos Postos Comunitários de Segurança Pública no  Distrito Federal em seu material: Doutrina de Polícia Comunitária. Apostila elaborada/atualizada em DEZ12, pelo Maj PM Delafina, do 51º BPM/M e 1º Ten PM Flavia da ESSgt, que teve como Coordenador da matéria Cap PM Melquisedech, do 45º BPM/M – APOSTILA EDITADA PARA O CFS I/15.

Carlos Eduardo da Cruz Leitão em sua monografia: A desmilitarização das polícias no Brasil – Faculdade de Direito de Cuiabá – 2011, Campus do Pantanal – Universidade de Cuiabá,  que teve como Orientador o prof. Esp. Miron Fernandes, também cita nossos trabalhos.

Outro que cita nossos trabalhos é José Leomar Bueno da Rocha em seu artigo científico: A ampla defesa nos processos Administrativos da Polícia Militar do Paraná, no Curso de Especialização em Direito Administrativo, da Universidade de Tuiuti do Paraná – 2013, que teve como orientador o prof. Dr. Pablo Milanese, também citou nossos trabalhos.

Michael Aparecido Martins em seu trabalho de conclusão de curso de graduação em Administração da FACECAP/CNEC – Capivari – 2014: A importância da Gestão de projetos X Gestão de processo como fonte de obtenção de melhores resultados na empresa, que teve como orientador Mestre Valdir Antônio Vitorino Filho, também citou nossos trabalhos.

Yara Gonçalves Emerik Borges, Bacharel em Direito, no Artigo: A atividade policial e os direitos humanos, também cita o Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal.

Cristiano José Galvão, apresentou a Dissertação de Mestrado: “Vocês agora estão começando a parecer gente” – A transformação do indivíduo em quase Estado: Um estudo etnográfico no Curso de formação de Soldados da Polícia Militar de Pernambuco – 2014, a banca do programa de pós-graduação em Antropologia da Universidade de Pernambuco – Centro de Filosofia e Ciências Humanas do Departamento de Antropologia e Museologia. Teve como orientador o prof. Dr. Bartolomeu Figueroa de Medeiros. Ele também cita nossos trabalhos.

Bianca Gomes da Silva também apresentou Dissertação de Mestrado com citações de nossos trabalhos: Análise do Policiamento Comunitário na Base Móvel de Segurança no Bairro da Bolívia, no Município de Valença (BA). Sua dissertação foi para o Curso de Segurança Pública, Justiça e Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. Que teve como Orientadora a prof. Dra. Ivone Freire Costa.

Outro trabalho que nos cita é o de Glauco Linguer Seniw RibeiroPunições Administrativas de Caráter perpétuo no âmbito policial militar – Artigo 13, nº 02, Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Santa Catarina – Análise Frente a sua (in)Constitucionalidade aos direitos e garantias fundamentais elencados na CRFB/88 – Criciúma – 2012 – Trabalho de conclusão do Curso de Direito da Universidade Extremo Sul Catarinense – UNESC – Orientador: Prof. Esp.  João Carlos Medeiros Júnior.

Charles de Magalhães Araújo Júnior tratou sobre: A efetividade dos Postos Comunitários de Segurança implementados no DF em relação à redução dos índices de criminalidade – Pesquisa tipo Survey – Quase experimental, banca que tive a honra de acompanhar no Curso Superior de polícia – 2009 – Trabalho técnico – científico – profissional – apresentado para a banca examinadora do curso de Altos Estudos da Academia de Polícia Militar de Brasília – Exigência para a obtenção do grau de Especialista em Gestão Estratégica da Segurança Pública. Teve como referencial teórico o  Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal.

Luana Daniela Damo Schmidt  em seu trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Direito Público e Filosofia do Direito, da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciências jurídicas e sociais – Porto Alegre – 2014 – Polícia Militar no Brasil: possibilidade de desmilitarização da estrutura policial ostensiva – Orientador: prof. Dr. Roberto Caminheiro Baggio, também cita nosso trabalho.

Raimundo Roberto Coelho Costa, utiliza o  Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal como base para o trabalho apresentado ao Centro Universitário de Brasília – UNICEU/ICPD – 2014: A ação educativa da segurança pública como fator de aproximação com a comunidade. Requisito para o Curso de Pós-graduação Lat0 Sensu em Docência do Ensino Superior. Orientadora: prof. Dra Maria Eleusa Montenegro.

Ronnie Von Moreira Magalhães também cita um de nossos trabalhos em sua monografia: Participação democrática no desenvolvimento das políticas de segurança pública: Uma abordagem acerca da atuação do conselho comunitário de segurança da cidade satélite do Gama – DF – Requisito para a obtenção do título de Especialista em Direito Público, no Curso de Pós-graduação Lato Sensu do Instituto Brasiliense de Direito – 2015.

Alisson Mendes Fernandes em seu artigo científico: A necessidade da desmilitarização das polícias militares frente aos direitos humanos – Campina Grande/PE – 2012 – também cita nossos trabalhos. Artigo cientifico apresentado ao Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, da Universidade Estadual da Paraíba, requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Orientador: Prof. Dr. Heronides dos Santos Pereira.

Aderson Guimarães Pereira e Carlos Fernando de Araújo Júnior no Artigo Científico publicado na Revista do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – Araçatuba – SP – 2011 – ISSN: 1984-7459 – UNIVERSITAS, nº 04, sob o título: Deontologia Policial Militar – Military Police Ethics, também cita nossos trabalhos.

Adriano Rosa Eduardo em seu artigo: Qualidade de vida no Trabalho (QVT) na Polícia Militar do Distrito Federal: Um panorama das práticas Gerenciais – Trabalho de Conclusão do Curso MBA em Gestão de Pessoas – Pós-Graduação Lato Sensu, nível especialização, do programa FGV Management – Pré-requisito para obtenção do título de especialista – 2013 – Orientador: Prof. Douglas Ramos – também cita o  Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal.

Rui Rodrigues Dias Filho – Direitos Humanos na Atuação da Brigada Militar no Policiamento Ostensivo. Projeto Científico apresentado no Curso de Administração Policial Militar da Academia de Polícia Militar de Porto Alegre, como requisito para acesso ao posto de 1º Tenente da Brigada Militar. Orientador: Cap QOEM Vladimir Luís Silva Rosa. Também citou nossos trabalhos.

capa do livro

Fui orientador do Trabalho de Conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais –  CAO dos Capitães: Jaime Rodrigues de Brito e Sebastião Salustiano da Silva Neto: A evolução da Legislação para ingresso no quadro de Oficiais Administrativos da PMDF – Era Brasília. APMB – 2011.  

Outra felicidade foi ver o Livro na base de dados de 03 Universidades referência no Brasil e no Mundo:

  1. UNB – Universidade de Brasília

    ficha livro unb

2) UCB (Universidade Católica de Brasília) – 1ª  Edição. 

ficha UCB

3)  Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales – Flacso – Equador 

Ficha do livro equador

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