Valeu a pena tudo que fiz até hoje?

Durante quarenta dias resolvi focar exclusivamente no seio da minha família. Durante vinte um dias estive em jejum e oração (jejum de Daniel) para refletir sobre tudo que vou escrever agora. Creio que foi a melhor coisa que eu fiz na vida.

Desde meus quinze anos de idade estou no meio político e desde 1999 que vivo exclusivamente para a Polícia e a Política. Meu desejo era administrar o Riacho Fundo um dia. Nestes dias tenho percebido o quanto desperdicei meu tempo em reuniões infrutíferas e em batalhas desnecessárias.

Adriana - 104

A felicidade ao lado da família e o rostinho da minha filhinha me faz perceber que não valeu a pena todo o desgaste e ausências vividas neste período. Fiz a coisa certa ao abrir mão deste sonho ao me mudar para Ceilândia, ao reconstruir minha vida e ao buscar um maior equilíbrio em tudo que faço.

Lembro do meu filho (Gabriel Brilhante) um dia me perguntando ao me ver dizendo que seria candidato um dia: “Pai, o senhor não vai virar ladrão não, né?”. Estas palavras sempre me fazem refletir sobre o meio que vivo. Outra frase que ecoa em mim é do José Antonio Reguffe, quando um dia ele me disse: “meu amigo, nunca abandone seus valores e princípios, nunca!” Na política é horrível ser criminalizado todos os dias.

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Gosto da política, mas prefiro me ver como alguém vocacionado, não um profissional em seu meio. A vida tem me dado a chance de recomeçar e de repensar tudo que já fiz. Talvez seja a hora de reavaliar também minha caminhada “política”. O saldo do último ano e as perseguições vividas pelo comando da corporação e pela corregedoria me fazem refletir: valeu a pena? Cinco IPM´s, duas sindicâncias e um conselho de disciplina por dar minha opinião nas redes sociais. É possível mudar a sociedade, quando as pessoas desta sociedade não querem mudar? É possível mudar a política se aqueles que se beneficiam dela não querem mudar? São reflexões que faço neste momento e compartilho com vocês. Boa noite a todos!

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Tenho estado ausente da luta diária, mas é por uma boa causa

Tenho estado ausente da luta diária, mas é por uma boa causa. Tirei férias dos embates políticos, tirei férias das discussões acadêmicas, tirei férias de tudo que me gerava estresse para curtir um grande momento da minha vida.

Muitos acompanharam meu sofrimento com a perda de meu filho em 2011. Muitos acompanharam meu sofrimento quando em 2014 sofri várias perseguições na corporação, com ameaças de conselho de disciplina, IPM´s e sindicâncias (que continuo respondendo) por minhas postagens aqui no blog. Agora quero que acompanhem minha fase de “grávido” após 16 anos. Em breve teremos entre nós a Sophia, a filha da sabedoria, a filha da maturidade, a filha da idade adulta. Um presente de Deus em minha vida.

Peço a compreensão daqueles que votaram em mim e que acreditam que eu posso representá-los. Preciso desse tempo para recarregar as baterias. Sempre disse que falar da vida é melhor do que falar de política. Agradeço a Deus por estar fazendo em minha vida como fez um dia na vida de Jó. Agradeço a Ele, pois é tempo de restituição em minha vida. Que Deus possa abençoá-los como tem me abençoado! Sucesso a todos!

Adriana - 105

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A saga por uma vacina na rede pública de saúde!

Somente quando nos colocamos no lugar do outro, ou quando precisamos de algum serviço público é que podemos tirar nossas conclusões sobre determinados assuntos. No dia 18 de agosto (segunda-feira) minha filha foi tomar as primeiras vacinas. Fomos a um posto de Saúde na Ceilândia. O primeiro ponto que observei foi a falta de acesso (simbolicamente e na prática), pois não tem entrada asfaltada, o segundo as janelas quebradas, o que representa seu abandono, após isso, já dentro do posto um copo de açaí no chão, algodão e outras sujeiras, até gaze com sangue na porta de entrada, algo de se estranhar em um hospital. Saúde e sujeira não se mistura. Para completar a triste notícia, não tinha naquele posto de saúde vacinas BCG, nem vacina contra Hepatite.

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Foto ilustrativa de outro posto

Fomos para outro posto, lá chegando a falta de acesso também é visível, o interessante é que é bem próximo a administração regional. Lá dentro a triste constatação: a saúde pública no DF está falida. E digo, não é falta de dinheiro, é falta de gestão e de prioridade. Sabe por que digo isso? Porque no posto tinha a vacina, mas não tinha agulha, segundo a enfermeira há mais de três meses. Sabe quanto custa uma agulha? Cinquenta centavos (0,50). Eu queria comprar umas cem e doar, não aceitaram. Nos postos de saúde, UPA´s e Hospitais deveria ter uma CESTA BÁSICA DA SAÚDE. Existem coisas que não podem faltar em um hospital: médicos, agulhas, gazes, limpeza e medicação, isso incluí vacinas, é o mínimo! Espero que o atual governo melhore o quadro caótico em que se encontra a saúde no DF.

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Modelo de agulha que estava em falta. Dado por uma enfermeira

Hoje, dia 20 de agosto é o terceiro posto de saúde que visitamos na Ceilândia tentando dar uma vacina contra hepatite. Desta vez viemos ao Posto de Saúde nº 08. Chegamos as 10h25min. Para nossa surpresa o segurança nos mandou voltar, juntamente com outras mães, as 13h30min. Sabe o motivo?

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Posto numero 08 de Ceilândia as 10h25min

O posto estava cheio e existe um limite de atendimento pela manhã. A saúde primária não é levada a sério. O cidadão é tratado como “João Bobo”, aquele dos postos de gasolina, jogados de um lugar para outro. Precisamos apenas de uma vacina, fico imaginando se precisasse do pré-natal, do parto e de outros atendimentos. E quem não tem carro? Como iria para tantos postos? Como disse, chegamos lá por volta de 10h25min, por volta de 11h15min a sala já estava vazia, já haviam feito a limpeza do local e os profissionais de saúde já estavam saindo para o almoço. Às vezes não basta mudar apenas um secretário. É preciso mudar uma cultura no serviço público. É preciso mudar também os gestores que estão acomodados em suas funções. Quem sabe fazer um concurso específico para gestores públicos para diversas áreas do setor público, assim como é feito na área federal. Precisamos de uma solução que tire a saúde pública da UTI. 

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Foto do mesmo posto as 11h15min

A saúde pública está na UTI. Não é somente falta de dinheiro. Falta planejamento, gente qualificada, servidores comprometidos, gestores eficientes. Enquanto a saúde não se recuperar nenhuma festa deveria ser financiada com dinheiro público nesta cidade. Vergonha!

É impressionante como os Postos de Saúde estão abandonados nos últimos vinte anos. Estive refletindo sobre o fato. Será se o projeto “saúde em casa” contribui para o abandono dos postos? Durante dezessete anos fui atendido em posto de saúde pelo mesmo médico no Posto nº 07 da Asa Sul, lembro bem dele, Doutro Maurício, funciona bem. Atualmente, parece que os postos e a prevenção primária foi deixada de lado. Precisamos resgatar a prevenção. Cabe ao novo governo ressuscitar a saúde pública do DF. Irá conseguir? Somente o tempo dirá.

Depois de muito insistir e reclamar Sophia foi vacinada contra Hepatite e BCG. Não podemos deixar de nos indignar com as coisas erradas. Quem se cala diante do erro é cúmplice.

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A grilagem de terras precisa ser combatida no DF

O início do governo Rollemberg tem sido marcado pelo combate à grilagem de terras em Brasília. O objetivo tem sido mostrar para a população de Brasília que uma cidade não é feita apenas de áreas residenciais. Uma cidade vai além das residências e do comércio.

Quem conhece a trajetória do atual governador sabe que durante seus mandatos ele destacou-se no combate a grilagem de terras públicas e pela defesa do turismo local. Ele durante o governo Cristovam Buarque iniciou o Projeto Orla, de desenvolvimento do lazer e turismo na Orla do Lago Paranoá, e implementou o turismo cívico.

Muitas críticas são feitas quando se derrubam casas irregulares, as críticas são sempre feitas no sentido de dizer que deveriam evitar que as invasões sejam concretizadas. E que depois de concretizadas devem ser regularizadas. Seria mesmo isso?

Precisamos compreender que Brasília precisa ser preservada e protegida. Não podemos inverter os valores. Brasília cresceu desordenadamente por causa da omissão de vários governantes, por falta de se evitar as invasões houve um crescimento desordenado que gerou graves problemas.

Uma reflexão precisa ser feita: a quem pertence o patrimônio público? O bem público pertence a todos, infelizmente às vezes fica parecendo que o patrimônio público não pertence a ninguém.Precisamos deixar a hipocrisia de lado.

O patrimônio público precisa ser preservado. Grilagem é crime. Precisa ser combatida. Nosso patrimônio público Não pode ser dilapidado. As próximas gerações precisam de uma Brasília que tenha qualidade de vida e espaços públicos preservados.

Precisamos de governantes que tenham coragem para fazer a coisa certa: proteger Brasília e o Patrimônio público, pois ele pertence a todos nós, mesmo parecendo que não pertence a ninguém. Cabe aos governantes estabelecer a ordem em nossa cidade.

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Feliz dias dos pais

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agosto 9, 2015 · 10:19 am

Preciso muito da doação de vocês!

Queridos amigos,

Tenho uma amiga de infância, Mercedes Barcelos (PENHA), muito querida, crescemos juntos e ainda temos uma forte amizade, que em setembro foi diagnosticada com câncer no colo do útero, venceu a batalha há dois meses, mas há 05 (cinco) dias foi DIAGNÓSTICADA COM CÂNCER DE PULMÃO, ela precisa ser operada urgentemente até sábado dia 11/07/2015 e o plano de saúde dela não cobre cirurgião torácico. Ele cobrou R$ 14.800,00 (quatorze mil e oitocentos reais) para cirurgia. Precisamos de doações urgentes de qualquer quantia que puderem. Não costumo fazer tais pedidos, mas é urgente e necessário. Uma questão de vida ou morte. Qualquer quantia será bem vinda!

Att,

Aderivaldo Cardoso.

As doações podem ser feitas nas contas:

Caixa Econômica

Agência 1057

Conta: 215456-2

Operação: 001

Maria do Carmo Fonseca – Mãe da Mercedes.

Banco do Brasil

Agência: 2901-7

Conta corrente: 24447-3

Tiago Miranda Barcelos (primo dela e meu grande amigo)

CPF: 933.440.741-72

Entre nesta Corrente do Bem!

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Radio Policiamento Inteligente Web

Mesmo na correria do dia a dia passei hoje para divulgar a rádio policiamento inteligente web. Ela está no endereço: http://policiamentointeligente.org/

É um projeto antigo que agora torna-se realidade. Por enquanto teremos boa música 24h por dia. No futuro queremos implementar programas voltados para a discussão de temas voltados para a segurança pública, diversão e arte.

Continue nos acompanhando em nossos canais nas redes sociais.

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Obrigado meus leitores, até logo, espero voltar um dia!

Agradeço a todos os leitores que me acompanharam desde os primeiros passos em 2008 e todos aqueles que juntaram-se a caminhada posteriormente. Do fundo do meu coração, eu só tenho a agradecer.

Aqui vivemos muitas discussões, eu até diria muitas emoções. Neste espaço fui técnico, fui militante, mas também fui autêntico. Não acredito em “verdades absolutas”, por isso gosto de convencer e de ser convencido. Desenvolver a tese política que chamo de “policiamento inteligente” e vários conceitos que foram assimilados é um grande orgulho. Fato que me ajudou a chegar onde estou hoje.

Neste momento entro em uma nova fase de minha vida. Em breve terei uma nova filha, Sophia, e construirei uma nova trajetória. Espero voltar um dia. Sinto falta de escrever, mas entendo que para receber coisas novas é preciso abrir mão das velhas. Prefiro me silenciar neste momento a transformar este espaço em um “blog chapa branca”, perderia toda minha credibilidade. Agora é hora de agir, de tentar colocar em prática tudo aquilo que um dia defendemos aqui.

Aproveitem minha “ausência” para pesquisar os textos antigos, ver nossa evolução ao longo do tempo. Sugiro os textos sobre conceitos como a “desmilitarização cultural”, “pracismo”, “limitarismo”, sobre os “movimentos reivindicatórios da PMDF” e sobre o “processo de infantilização na formação profissional”. Além de vários outros. Basta clicar em pesquisar e colocar os temas de seu interesse. Boa leitura!

Muito obrigado mais uma vez!

Atenciosamente,

Aderivaldo Cardoso (DERI)

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Como é uma polícia cidadã? Um gesto pode dizer mais que mil palavras!

Ser uma “polícia cidadã” é isso. Não podemos nos omitir, mas podemos ser sensíveis a dor do outro. Parabéns a Cap. Talita pelo Abraço de apoio e sensibilidade durante a ação de retirada de uma invasão no setor “Sol Nascente” na Ceilandia.1514215_946131395396871_9186067650523065882_n

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A visão pracista ou a visionária?

Quem me acompanha neste últimos sete anos conhece alguns dos conceitos desenvolvidos neste espaço. Aqui desenvolvemos a “tese política” que denominados “policiamento inteligente”, nela falamos sobre suas fases: 1) Ideológica; 2) Metodológica e 3) Ações de implementação. Na primeira fase desenvolvemos o “sistema que ideias” que daria sustentação a tese. Apresentamos conceitos que ajudaram a quebrar preconceitos no intuito de produzir uma mudança de “mentalidade”, que pode gerar uma mudança de comportamento, a qual denominamos “desmilitarização cultural”.  Desenvolvemos um método onde procuramos definir “o que fazer” e “como fazer”, depois partimos para o “quem mobilizar” internamente e posteriormente externamente. Avançamos depois para a definição do problema (ao contribuir na elaboração de um plano de governo) e objetivamos contribuir agora para o “policiamento orientado para o problema”, ajudando a aproximar a polícia da comunidade e a comunidade da polícia. É uma construção lenta que passa pelo empoderamento de alguns setores e pessoas.

Neste período, montei um blog, fiz uma especialização em segurança pública, escrevi um livro e distribui em vários níveis da Corporação e de outras instituições, estive na Força Nacional, na Senasp, na Assessoria Parlamentar da Câmara Legislativa, ministrei aula de Chefia e Liderança para mais de dez mil policiais, dentre as várias outras unidades da Corporação. Desenvolvemos o conceito de que todo policial tem poder, autoridade e legitimidade para atuar, precisamos conquistar a confiança da comunidade.

Recentemente, fui convidado pelo Secretario de Segurança pública para atuar em sua Assessoria Especial. Vi alguns “oponentes” achando um absurdo um CABO ser nomeado em um “Cargo de Natureza Especial”. Durante um bom tempo aprendi sobre o “racismo”, agora, assim como desenvolvi o conceito do “limitarismo”, em meu livro, onde defini como o limitador de mentes e potenciais, estou criando um novo termo que estou chamando de “pracismo”, ou seja, o preconceito com a “praça”. Podemos ver a nomeação de um um CABO nesta posição por meio de dois olhares: o primeiro pode ser aquele do incômodo e da inveja ou simplesmente pelo olhar “pracista” que acha um absurdo uma praça ocupar tal espaço. O segundo pode ser um olhar visionário, onde enxergamos uma quebra de paradigma em uma secretaria onde não havia espaço para isso. Com o olhar da “desmilitarização cultural”, aonde um CABO pode ser nomeado no mesmo “nível” que um ex-secretário de segurança, um ex-diretor da polícia civil, dois ex-subcomandantes da PM e um ex-coordenador nacional de polícia comunitária. Uma pequena “mudança” que pode gerar “estranhamentos”. Afinal, quantas praças já ocuparam a posição de assessor especial de um secretário de segurança no DF? Quantas foram ouvidas por um secretário e pelo governo do DF? Prefiro enxergar com o olhar dos “visionários”.

Por: Aderivaldo Cardoso

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