Policial Militar condenado por erro em abordagem!

Sempre ouvi dizer que nós policiais estamos mais próximos da prisão do que qualquer outro cidadão e sempre duvidei, mas hoje ao ver a condenação de um policial militar aqui do DF percebi a veracidade dessa afirmação.

Quando saimos para trabalhar, temos dois desafios:

1) Voltar vivo; e

2)  Não cometer nenhum crime (ou erro) durante o serviço.

Nesse caso, um colega não voltou vivo e o outro cometeu um crime, que dez anos depois gerou uma grave consequência…

Devemos sempre ver o erro do outro e refletir….

18/2/2009 – Policial é condenado pela morte de um colega e de um andarilho

Jurados entenderam culposo homicídio contra o policial

O Tribunal do Júri de Brasília submeteu a júri popular ontem, 17/2, Antonio Andrade de Oliveira, policial militar, acusado de matar o policial militar Arison Fernandes da Silva, e o andarilho Neuzir Mário de Souza, na Asa Norte, em novembro de 1999.

O Conselho de Sentença considerou que o homicídio contra o policial Arison foi culposo, mas reconheceram como doloso o crime contra Neuzir. Por isso, o réu foi condenado à pena de 1 ano, 5 meses e 15 dias, pelo primeiro homicídio, e 7 anos e 7 meses pelo segundo.

Os fatos:
– Dois policiais militares, sargento Andrade – o réu – e seu companheiro de viatura, soldado Arison – a vítima – faziam ronda nas proximidades da SQN 108, quando foram comunicados por um popular de que havia um civil atormentado a vizinhança.

– Seguiram os dois, de carro, à procura do suposto meliante. Ao encontrarem um cidadão com duas sacolas plásticas na mão e algumas outras características suspeitas, o soldado Arison abordou-o.

-A vítima indigente resistiu, balançando suas sacolas de plástico na direção do policial Arison. O réu, então, em vez de auxiliar o colega na abordagem sem utilização de arma de fogo, como era exigível nas circunstâncias, preferiu fazer uso de seu revólver, atirando contra a vítima indigente para matar. Todavia, por erro de execução, atingiu fatalmente a vítima Arison. Após esse conduta precipitada, desnecessária e desastrosa, tentando responsabilizar a vítima indigente pela morte que acabava de causar, disparou novamente contra ela, desta vez, acertando a pontaria e matando-a com um tiro na face.

A sentença pode ser acessada na página do tribunal (www.tjdft.jus.br)
Passos a seguir:
– 1ª Instância
– Tipo de Pesquisa : escolher número do processo ou nome do réu
– Circunscrição: escolher a de interesse
– Quadro em branco: digitar o tipo escolhido (nº do processo ou nome do réu)
– Clicar na seta verde
– A página abre, mostrando nº do processo e nome do réu
– Clicar no NÚMERO do processo
– A página abre, contendo informações gerais e andamentos
– Clicar em “Sentença” ou “Termo de Audiência”

Nº do processo: 3483-2
Autor: (GH)

Fonte: http://www.tjdft.jus.br/trib/imp/imp_not.asp?codigo=11327

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12 Comentários

Arquivado em reestruturação das polícias

12 Respostas para “Policial Militar condenado por erro em abordagem!

  1. cristiano

    é incrivel nesse paiz como todo mundo pode cometer erros mas se for um policial que cometer algum erro,não existe desculpas e nem perdão,um policial é um pessoa comum e sujeito a erros também precisamos olhar para os nossos policiais com olhar de misericodia por ele ter cometido um erro ainda mais se for sem intenção mas é bom lembrar isso só acontece aqui no brasil na inglaterra houve aquele fato lamentavel com um brasileiro que foi morto por acidente ou engano e as autoridades disseram que nenhum policial seria punido porque não houve dolo deveriamos dá maior valor aos nossos policiais.

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  2. renato

    toda historia tem duas versão, quem me garante que essa é a versão verdadeira, a corda sempre quebra do lado mais fraco, e nesse caso o lado mais fraco e o sargento pm, acho que o tribunal do juri foi muito rigido contra o sargento, a sociedade quer a ação da policia, mas nao adimite erros, policiais são pessoas comuns com medos e receios como outra pessoa qualquer, acho que o sofrimento do sargento já foi muito grande em pensar que matou um companheiro de serviço, que ele sejá punido mas nao com tanto rigor.

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    • ezequias moteiro de lemos

      Diante de tantos erros cometidos,gostaria de lembrar a todos principalmente a instituição policial militar que precisamos de uma acessoria jurídica que nos defenda e que somos humanos e estamos suposto ao erro,mais é inadimissível que um policial inicialmente use sua arma de imediato.Acredito que ele usou da emoção para cometer tal crimes,pois uma ocorrência que acabaria numa boa veio se tornar em uma tragédia,creio que devemos primeiramente pedir a Deus por nossa saída paqra rua e que possamos refletir para que fatos como esse não venha acontecer.Não somos robores progamados para não errar,mas temos que vigiar,porque o sistema é bruto contra nós.Fiquem ligados pois a sociedade só sabe cobrar um serviço excepcional e não adimite erros.Temos que fazermos o básico e não ficar inventando modas.

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  3. É complicado julgar uma situação desse tipo. O que o policial diz nem sempre é a realidade, e o que a perícia determina muitas vezes pode ser questionado. O fato é que devemos ter a consciência de que o equilíbrio psicológico deve nos acompanhar sempre – mesmo sem a disponibilização de meios pelas polícias. Lamentável…

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  4. Aderivaldo Cardoso

    Muito feliz o seu comentário Danilo.
    Tive a oportunidade de ouvir a versão do subtenente (atualmente) e as orientações seguidas pelo advogado…
    Após os fatos consumados fiquemos reféns de advogados e da própria “justiça”!

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  5. Sempre digo aos policiais que trabalham comigo, que a nossa missão para ter êxito deve terminar com nosso retorno com vida e saúde para os nossos familiares, sem nenhuma complicação judicial ou administrativa e com a nossa consciência tranqüila. Sei que isso é uma tarefa complicadíssima na nossa rotina policial nos dias de hoje, porém é sob essa pressão que trabalhamos e nem sempre conseguimos “matar o nosso leão de cada dia”.
    A situação encontrada por esse policial que foi condenado, infelizmente, é muito corriqueira. A reação e o resultado que foram inesperados e agora punidos. A ação de um policial deve ser sempre pautada em primeiro lugar pelo grau de ameaça que está submetido e pelas técnicas, equipamentos e armamentos que o mesmo possui. Aparentemente havia condições possíveis de neutralização da agressão contra o policial morto sem a necessidade do uso de força letal, o que é ensinado pelo uso progressivo da força.
    Porém, o fato foi há dez anos, e meus amigos, dez anos em segurança pública no Brasil é uma eternidade. A formação hoje não é suficiente para um bom desempenho de nossa função. Uma década atrás era sofrível, o que deixo bem claro não justificar uma ação de uso de força letal desnecessária.
    Faço esse comentário, em virtude da peleja nossa de cada dia, com intuito de apresentar a necessidade de melhoria no recrutamento, formação, treinamento e na valorização do profissional de segurança pública.
    Um abraço

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  6. osvaldo

    diante do fato, nao consigo entender dois crimes cometidos pelo sgt, sendo 1ª vítima culposo, 2ª doloso, deveria o sgt ter na sua defesa os 2 crimes culposo, na condição de legítima defesa de seu companheiro e de outrem; por outro lado, na minha opinião particular de policial militar, não podemos jamais compararmos com as polícias de paises de primeiro mundo, guarnição composta por dois pms, pra mim muito mais arriscado, isso torna visivelmente a fragilidade de nossas polícias, onde estão as doutrinas e os princípios legais de abordagem? onde estão os cmts? onde estão os direitos dos “cidadãos” policiais militares?precisamos acordar, as nossas polícias estão se enfraquecendo a cada dia, a nossa integridade está afetada de tal forma que a sociedade não confia mais na gente, isso é que me deixa estarrecido, não ganhamos salários dignos, vendemos nossas folgas para trabalhar em outros segmentos com honestidade acima de tudo, enquanto outros que não tem comprometimento com a segurança de nossa corporação de nosso país, vendem a honra só para satisfazer seus governantes, e o resultado final são estes e outros casos que acontecem diariamente, principalmente com o quadro de PRAÇAS.

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  7. Amanda

    O policial era meu pai , e quero é que esse ”amigo” dele MORRA!

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  8. MARCOS

    Arison era meu amigo, estudamos juntos para a policia militar ele tinha mulher e filhos e estava tentando cumprir o seu dever assim como o sgt, porém a falta de treinamento que sepulta a conduta do militar do DF é que sempre foi o grande problema dessa policia, continua sem solução, deveria existir um centro de treinamento e capacitação, assim como uma reciclagem continua de todos os policiais, mas o que se vê é uma policia com 14mil homens depspreparados e de arma na mão. O ministerio público sempre pede nossas cabeças e nos qualifica como peritos, contudo a realidade tecnica da polícia do DF esta bem longe daquilo a sociedade pretende, pois, como sempre, os políticos sempre estão sempre embolsando as melhorias necessárias para a corporação aliados a comandantes corruptos subordinados a governadores sem compromisso com a seguarança pública.
    A verdade é que todos os envolvidos são vítimas do despreparo, se fossem médicos o final desta história seria diferente porque além de tudo nossa profissão sofre preconceito…

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  9. wilton nascimento jr

    O policial, pode até ser uma pessoa comum, igual a todos, mas no exercício da sua função não deve de forma alguma errar ou cometer exageros. Sabe que para eles todos são vagabundos, maluco, bandido!. Deve sempre avaliar todas as situações e não sair sacando a arma como sempre fazem. Tem até o ditado, primeiro atira e depois pergunta, é inadmissível.
    O que vc acha durante uma abordagem policial o mesmo te chama de vagabundo, mesmo ele sabendo que seus documentos estão em dia e seus veiculo também, o que vc acha desse tratamento, isso ocorreu com meu irmão. Sabe o que vai acontecer com ele, será processado e chutado para fora da PM.

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  10. fernandes

    O policial morto era meu irmão, e o vagabundo que o matou era completamente um despreparado.eu conhecia muito bem sua fama antes de ir para o bope. Uma pena que as pessoas não conheçam de verdade as outras e ainda chamam um imbecil desse de policial

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  11. Michele souza de Assis

    O andarilho era meu tio.nascido na cidade de bacaetava em Colombo.
    Ele sofria de esquizofrenià, por isso do comportamento estranho. era boa pessoa .não lembro de ter feito mal à alguém em vida.

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