Por que tantos servidores públicos estão endividados?

Esses dias estava lendo alguns textos do Blog e percebi como todos os anos são sempre iguais nas discussões de segurança pública. Vi vários textos sobre as discussões salariais, as greves e “operações padrões” diversas.

De 2008 para cá temos vivido uma alternância entre greves da Polícia Civil, que ganhou poucas vezes suas batalhas, e, movimentos reivindicatórios da PMDF. Mesmo reclamando bastante as vitórias dos policiais militares são mais visíveis que as da PCDF. Talvez por isso o clima esteja tão tenso entre as forças.

O problema de policiais e bombeiros, seja militar ou não, é um problema da classe média e de grande parte dos servidores públicos. A maioria não sabe lidar com dinheiro. Quanto mais ganha, mais gasta e mais empréstimos vão contraindo. Eu não sou diferente. Já tive mais de dez empréstimos no contracheque. Até tomar a decisão de aprender sobre educação financeira. Minha esposa, empresária e empreendora, teve uma grande ajuda neste processo.

No livro Pai rico, Pai pobre, bem no início tem uma frase bem interessante:

“Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce vai para a escola. Os pais se orgulham porque os filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, chega um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.”

Aí começa a escravidão. Se identificou com o texto? No meu curso de formação um grupo de representantes já foram nos visitar e nos ofereceram cartões e cheque especial logo que nos tornamos policiais em 1999. Muitos colegas desde o curso estão endividados com o cheque especial e o cartão. Dezessete anos depois continuam presos a “corrida de ratos”. A continuação desta história é assim:

“Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares onde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, casa. A vida é tão maravilhosa porque atualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles se sentem bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa. O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começa a trabalhar cada vez mais para conseguir promoções e aumento. A renda aumenta e vem outro filho…e necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego (bico). Suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior, condomínio e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam para onde está indo todo seu dinheiro.”

Se viu neste “circulo vicioso”? Eu me vi há cinco anos nesta mesma situação e tive que tomar uma decisão. No dia que meu filho faleceu eu tinha apenas cinco centavos no banco. Prometi nunca mais passar por uma situação como aquela. Dois amigos pagaram a conta.

Em outros textos irei debater mais o assunto e mostrar o que tenho feito para resolver este problema. Vamos juntos aprender sobre educação financeira. Não podemos depender de governos e do “acaso”, as vezes esperamos uma promoção e ela não vem, um reajuste e ele não é bem o que esperamos. Precisamos nos tornar líderes de nós mesmos. Construir nosso próprio caminho.

Para Robert Kiyosaki, a única maneira de sair da “corrida dos ratos” é provar sua proficiência tanto na contabilidade quanto no investimento, que são dois dos assuntos mais difíceis de dominar”. Uma das lições mais importantes que ele ensina é que: “Os pobres e a classe média trabalham pelo dinheiro. Os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles.”

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1 comentário

Arquivado em Política

Uma resposta para “Por que tantos servidores públicos estão endividados?

  1. OSistemaEFoda

    E isso mesmo! Infelizmente as pessoas só sabem reclamar das coisas e pior ficar sempre focando no gramado alheio. Em fim, antes de reclamar ou olhar outros gramados o que custa se auto criticar? Já pensaram nisso? Creio que não! Aposto que 99% não só da pm como GERAL, sendo servidor ou não, não sabem de FATO quanto ganham e principalmente gastam por mês, semana ou dia! Ou seja, muitos não possuem o hábito de se planejar, de confecionar uma planilha ou de focar seus gastos só no crédito ou débito.. e isso faz muita diferença! Não pode deixar passar nenhum centavo sem declarar no seu controle. Se vacilar nisso e batata, você será o endividado da vez sempre! Outra dica que muitos não gostam e que 99% das pessoas gostam de ostentar um padrão de vida que não condiz com sua realidade e o resultado disso são inúmeros empréstimos. Resumindo, tomem vergonha na cara e aprendam a usar seus recursos de forma consciente! E isso não vale apenas pro dinheiro, como também água… luz… lixo e TUDO que de certa forma impacta na sua vida!

    #OSisitemaEFoda

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