A defesa de Dilma fez milagre ao manter seus direitos políticos

Tenho acompanhado as discussões sobre o afastamento da presidente Dilma e a sua continuidade na vida pública. Não entrarei no mérito da questão, até porque não votei nela na última eleição. Mas elogiarei a sua defesa e a articulação política que a levou a continuar tendo seus direitos políticos preservados.

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Tenho a honra de conhecer um de seus Advogados, o Dr. Bruno Espiñeira Lemos. Nos conhecemos em um debate na Universidade de Brasília há alguns anos e mantivemos o contato até os dias de hoje. Posso chama-lo de amigo. Seu escritório me defendeu recentemente em um julgamento na Auditoria Militar. Ele é sócio do Dr. Victor Minervino. Apoei seu nome na última eleição da OAB. Um grande companheiro.

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Sexta-feira liguei para o Bruno e elogiei seu trabalho. O direito é fascinante por isso. Quando vemos o “impossível” sendo feito temos que respeitar e admirar, mesmo não concordando com o ato. Entendo que no Supremo prevalecerá a tese de que a suspensão dos direitos eleitorais seja consequência da perda do mandato, mas aqueles que estiveram a frente da defesa da ex-presidente estão de parabéns. Coseguiram algo incomum.

Colunistas-BrunoLemos

2 Comentários

Arquivado em Política

2 Respostas para “A defesa de Dilma fez milagre ao manter seus direitos políticos

  1. Leandro

    Aderivaldo, meu amigo.
    Interessante sua postagem. De fato, o trabalho da defesa da ex-presidente Dilma realmente superou todas as expectativas, especialmente para aqueles que tinham alguma..
    Porém, permita-me discordar no ponto em que se refere à manutenção dos direitos políticos.
    Não se trata, ao meu ver, se um belo trabalho da defesa técnica-jurídica realizada. Esse ato se revestiu, inicialmente, de uma artimanha para tentar quebrar uma regra constitucional expressa no art. 52, parágrafo único, e já aplicada no caso do impeachment do Collor, lá no distante ano de 1992.
    Além disso, essa divisão da votação traduziu como o Senado pensa a coisa pública. Aqueles senadores que inicialmente votaram pelo impeachment e depois pela manutenção dos direitos políticos, não apenas votaram em conluio num acordo de cavalheiros (muito mal costurado, diga-se de passagem, apesar do “êxito” na segunda votação), mas na aplicação pontual, temporânea e oportunista de uma regra que agrada a não sei quem.
    Mais do que mérito da defesa – que ocorreu, de fato – a segunda votação se reveste em verdadeiro golpe à democracia.
    Não questiono se a Dilma era ou não culpada, pois essa decisão não cabe a mim. Contudo, conforme as regras constitucionais aplicáveis ao caso, e de forma expressa, a condenação possui como consequência a perda do mandato e a perda dos direitos políticos, com inabilitação para qualquer função pública pelo período de 8 anos. Simples assim!
    Certamente – espero eu e o Brasil inteiro – o STF corrigirá essa aberração.

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