Arquivo do autor:Aderivaldo Cardoso

Sobre Aderivaldo Cardoso

Aderivaldo Cardoso é um cidadão policial engajado, preocupado com a melhoria da segurança pública. Especialista em segurança pública e Cidadania, pós graduado pelo departamento de sociologia da UNB, autor do livro: Policiamento Inteligente: Uma análise dos postos comunitários de segurança pública do DF, ex-Assessor Parlamentar e Assessor Especial de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública do DF.

Cantinas dentro da papuda são questionadas pelo TCDF

Uma questão sensível dentro do sistema penitenciário veio atona hoje no DODF: as cantinas dentro do sistema penitenciário. Quem conhece o “sistema” sabe como profissionais da segurança pública e “alguns presos” ficaram ricos com este comércio, não é novidade. Familiares de presos pagam caro para que eles possam consumir os produtos das cantinas, mesmo o governo gastando milhões com a alimentação dos presos.

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Existe um processo no TCDF de nº 37100/2013, juntamente com a decisão 1647/2016 que trata sobre o tema:

O Tribunal, por unanimidade, de acordo com o voto do Relator, com o qual concorda da Revisora, Conselheira ANILCÉIA MACHADO, decidiu: I – tomar conhecimento: a) do Processo nº 480.000.367/13 (Apenso); b) do Ofício nº 130/2015 – GAB/SSP (fls. 186/187 e Anexo I); II – ter por cumprido o inciso II da Decisão nº 350/15; III – considerar: a) procedente a Representação nº 23/2013-DA (fls. 1/4); b) ilegal o exercício direto da atividade comercial pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário – SESIPE, da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania – SEJUS, nas cantinas dos estabelecimentos penitenciários do Distrito Federal; IV – determinar à Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania – SEJUS, com fulcro no art. 1º, inciso X, da Lei Complementar nº 1/94, que, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, ultime procedimento licitatório objetivando a transferência precária e onerosa da exploração dos locais destinados às cantinas dos estabelecimentos penitenciários do Distrito Federal, precedido de estudo detalhado visando definir os produtos que poderão ser comercializados, observando o disposto no art. 13 da Lei federal nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal), e regras rigorosas relacionadas à segurança do sistema penitenciário distrital; V – dar ciência desta decisão aos interessados; VI – autorizar o retorno dos autos à Secretaria de Acompanhamento, para os devidos fins.

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Livro Policiamento Inteligente e Blog Policiamento Inteligente são referência em trabalhos acadêmicos

Ontem resolvi complementar meu currículo lattes, para isso, resolvi conferir na internet citações relacionadas a meu nome em trabalhos científicos. Me surpreendi com a quantidade. Artigos, dissertações, monografias de alto nível, até um manual de policiamento ostensivo geral do Comando da Corporação. Uma satisfação.

Uma vez conversando com o TC  Bilmar Ângelis ele me dizia que um dia eu teria que escolher entre meu lado “técnico” e meu lado “político”. Ele estava certo. Sempre andei nos dois mundos. Confesso que o lado político tem trago apenas “prejuízos” e “desgastes”, por outro lado, minha parte “técnica” me traz alegrias como as de ontem.

Escrever textos “jornalísticos” requer menos tempo. Trabalhos “acadêmicos” exigem mais tempo e requerem mais trabalho, pois é necessário uma pesquisa bibliográfica antes.  Talvez os textos jornalísticos sejam apenas uma forma de manter o blog “vivo”. Meu lado “acadêmico” ainda pulsa dentro de mim. Aprendi cedo que “santo de casa não faz milagres” e que “um profeta não é reconhecido em sua própria terra”. A pesquisa de ontem me revelou isso, confesso que fez bem a minha autoestima, que anda abalada com o desprezo dentro de minha própria Corporação.

A dissertação de mestrado de Valdemar Alves dos SantosPOLICIAMENTO COMUNITÁRIO, SEGURANÇA E CIDADANIA: UMA PROPOSTA EM DISCUSSÃO NO DISTRITO FEDERAL (2015) fez várias citações do Livro: Policiamento Inteligente – Uma análise nos Postos Comunitários de Segurança Pública no  Distrito Federal. Ele teve como orientador o Dr. Carlos Federico Domingues Avila.

A Polícia Militar de São Paulo em seu Curso Superior de Tecnólogo em Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública I, na Escola Superior de Sargentos, também cita o Livro: Policiamento Inteligente – Uma análise nos Postos Comunitários de Segurança Pública no  Distrito Federal em seu material: Doutrina de Polícia Comunitária. Apostila elaborada/atualizada em DEZ12, pelo Maj PM Delafina, do 51º BPM/M e 1º Ten PM Flavia da ESSgt, que teve como Coordenador da matéria Cap PM Melquisedech, do 45º BPM/M – APOSTILA EDITADA PARA O CFS I/15.

Carlos Eduardo da Cruz Leitão em sua monografia: A desmilitarização das polícias no Brasil – Faculdade de Direito de Cuiabá – 2011, Campus do Pantanal – Universidade de Cuiabá,  que teve como Orientador o prof. Esp. Miron Fernandes, também cita nossos trabalhos.

Outro que cita nossos trabalhos é José Leomar Bueno da Rocha em seu artigo científico: A ampla defesa nos processos Administrativos da Polícia Militar do Paraná, no Curso de Especialização em Direito Administrativo, da Universidade de Tuiuti do Paraná – 2013, que teve como orientador o prof. Dr. Pablo Milanese, também citou nossos trabalhos.

Michael Aparecido Martins em seu trabalho de conclusão de curso de graduação em Administração da FACECAP/CNEC – Capivari – 2014: A importância da Gestão de projetos X Gestão de processo como fonte de obtenção de melhores resultados na empresa, que teve como orientador Mestre Valdir Antônio Vitorino Filho, também citou nossos trabalhos.

Yara Gonçalves Emerik Borges, Bacharel em Direito, no Artigo: A atividade policial e os direitos humanos, também cita o Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal.

Cristiano José Galvão, apresentou a Dissertação de Mestrado: “Vocês agora estão começando a parecer gente” – A transformação do indivíduo em quase Estado: Um estudo etnográfico no Curso de formação de Soldados da Polícia Militar de Pernambuco – 2014, a banca do programa de pós-graduação em Antropologia da Universidade de Pernambuco – Centro de Filosofia e Ciências Humanas do Departamento de Antropologia e Museologia. Teve como orientador o prof. Dr. Bartolomeu Figueroa de Medeiros. Ele também cita nossos trabalhos.

Bianca Gomes da Silva também apresentou Dissertação de Mestrado com citações de nossos trabalhos: Análise do Policiamento Comunitário na Base Móvel de Segurança no Bairro da Bolívia, no Município de Valença (BA). Sua dissertação foi para o Curso de Segurança Pública, Justiça e Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia. Que teve como Orientadora a prof. Dra. Ivone Freire Costa.

Outro trabalho que nos cita é o de Glauco Linguer Seniw RibeiroPunições Administrativas de Caráter perpétuo no âmbito policial militar – Artigo 13, nº 02, Regulamento Disciplinar da Polícia Militar de Santa Catarina – Análise Frente a sua (in)Constitucionalidade aos direitos e garantias fundamentais elencados na CRFB/88 – Criciúma – 2012 – Trabalho de conclusão do Curso de Direito da Universidade Extremo Sul Catarinense – UNESC – Orientador: Prof. Esp.  João Carlos Medeiros Júnior.

Charles de Magalhães Araújo Júnior tratou sobre: A efetividade dos Postos Comunitários de Segurança implementados no DF em relação à redução dos índices de criminalidade – Pesquisa tipo Survey – Quase experimental, banca que tive a honra de acompanhar no Curso Superior de polícia – 2009 – Trabalho técnico – científico – profissional – apresentado para a banca examinadora do curso de Altos Estudos da Academia de Polícia Militar de Brasília – Exigência para a obtenção do grau de Especialista em Gestão Estratégica da Segurança Pública. Teve como referencial teórico o  Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal.

Luana Daniela Damo Schmidt  em seu trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Direito Público e Filosofia do Direito, da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciências jurídicas e sociais – Porto Alegre – 2014 – Polícia Militar no Brasil: possibilidade de desmilitarização da estrutura policial ostensiva – Orientador: prof. Dr. Roberto Caminheiro Baggio, também cita nosso trabalho.

Raimundo Roberto Coelho Costa, utiliza o  Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal como base para o trabalho apresentado ao Centro Universitário de Brasília – UNICEU/ICPD – 2014: A ação educativa da segurança pública como fator de aproximação com a comunidade. Requisito para o Curso de Pós-graduação Lat0 Sensu em Docência do Ensino Superior. Orientadora: prof. Dra Maria Eleusa Montenegro.

Ronnie Von Moreira Magalhães também cita um de nossos trabalhos em sua monografia: Participação democrática no desenvolvimento das políticas de segurança pública: Uma abordagem acerca da atuação do conselho comunitário de segurança da cidade satélite do Gama – DF – Requisito para a obtenção do título de Especialista em Direito Público, no Curso de Pós-graduação Lato Sensu do Instituto Brasiliense de Direito – 2015.

Alisson Mendes Fernandes em seu artigo científico: A necessidade da desmilitarização das polícias militares frente aos direitos humanos – Campina Grande/PE – 2012 – também cita nossos trabalhos. Artigo cientifico apresentado ao Curso de Ciências Jurídicas e Sociais, da Universidade Estadual da Paraíba, requisito para obtenção do título de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Orientador: Prof. Dr. Heronides dos Santos Pereira.

Aderson Guimarães Pereira e Carlos Fernando de Araújo Júnior no Artigo Científico publicado na Revista do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – Araçatuba – SP – 2011 – ISSN: 1984-7459 – UNIVERSITAS, nº 04, sob o título: Deontologia Policial Militar – Military Police Ethics, também cita nossos trabalhos.

Adriano Rosa Eduardo em seu artigo: Qualidade de vida no Trabalho (QVT) na Polícia Militar do Distrito Federal: Um panorama das práticas Gerenciais – Trabalho de Conclusão do Curso MBA em Gestão de Pessoas – Pós-Graduação Lato Sensu, nível especialização, do programa FGV Management – Pré-requisito para obtenção do título de especialista – 2013 – Orientador: Prof. Douglas Ramos – também cita o  Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Publica no Distrito Federal.

Rui Rodrigues Dias Filho – Direitos Humanos na Atuação da Brigada Militar no Policiamento Ostensivo. Projeto Científico apresentado no Curso de Administração Policial Militar da Academia de Polícia Militar de Porto Alegre, como requisito para acesso ao posto de 1º Tenente da Brigada Militar. Orientador: Cap QOEM Vladimir Luís Silva Rosa. Também citou nossos trabalhos.

capa do livro

Fui orientador do Trabalho de Conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais –  CAO dos Capitães: Jaime Rodrigues de Brito e Sebastião Salustiano da Silva Neto: A evolução da Legislação para ingresso no quadro de Oficiais Administrativos da PMDF – Era Brasília. APMB – 2011.  

Outra felicidade foi ver o Livro na base de dados de 03 Universidades referência no Brasil e no Mundo:

  1. UNB – Universidade de Brasília

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2) UCB (Universidade Católica de Brasília) – 1ª  Edição. 

ficha UCB

3)  Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales – Flacso – Equador 

Ficha do livro equador

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Secretaria de Segurança gasta R$ 100 mil com corrida de rua

Os policiais militares precisam arriscar a vida nas ruas do Distrito Federal usando coletes balísticos vencidos enquanto índices de criminalidade disparam, como é o caso dos homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte). O cenário não é dos melhores e a população busca formas de lidar com o medo. Já a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social prefere gastar com eventos esportivos em vez de destinar mais recursos à atividade fim da pasta. A SSP repassou, para a Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, R$ 99.040,00 mil para despesas com a 2ª Etapa do Circuito de Corridas.

O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou, no último dia 13, uma portaria conjunta entre as duas pastas em que é firmado o repasse do valor. A publicação ainda traz o motivo do investimento: “O fortalecimento da estratégia preventiva de segurança cidadã”.A pasta da Segurança abriga, em sua estrutura, a Subsecretaria de Segurança Cidadã (Susec). O setor é responsável por manter projetos de resgate social por meio da atividade física, entre elas o “Esporte à Meia Noite”, que deveria beneficiar jovens de grupos de vulnerabilidade social.

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Sem lanche
No entanto, Segundo um professor do projeto ouvido pelo Metrópoles, as aulas – que até a semana passada estavam paralisadas em sete cidades do DF – voltaram a ocorrer de forma precária. “Não temos mais como oferecer o lanche que era servido aos jovens”, disse.

Em resposta, a Secretaria de Segurança respondeu que o fornecimento de alimentos que subsidiam o lanche (iogurte, mussarela, queijo frescal e manteiga) está regularizado. No entanto, o professor lembrou de um detalhe importante: o pão consumido pelos jovens ainda está em falta. “De que adianta manteiga se não tem o pão para os alunos consumirem?”, questionou.

Sobre o repasse feito para viabilizar o evento esportivo, a pasta destacou que os recursos serão usados para a realização de uma corrida no próximo dia 29, às 8h30. “O evento reunirá atletas, representantes dos conselhos comunitários de segurança pública e profissionais da área que praticam o esporte”, ressaltou a secretaria.

Ainda segundo a secretaria, os “objetivos do evento atendem tanto aos interesses da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social quanto da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, na medida em que promovem a interação entre as forças de segurança e a sociedade e incentivam a prática de esportes”.

Fonte: Site Metrópoles

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Nossa visão:

Usar o discurso da aproximação entre a polícia e a comunidade para gastar cem mil reais é um absurdo. As estratégias de policiamento comunitário vão muito além do que foi dado como desculpa pela SSP. Este dinheiro poderia ser repassado para projetos da Polícia Militar, como por exemplo os do Guará, no 4º BPM, ou  na Ceilândia. O PROERD precisa muito deste dinheiro, até pouco tempo faltava dinheiro para as camisetas e bonés. A aproximação entre a polícia e a comunidade, passa necessariamente pelas Corporações policiais. O resto é balela…

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Coletes à prova de bala vencidos preocupam policiais do DF

Policiais militares do Distrito Federal se sentem inseguros para exercerem suas atividades por conta do estado em que se encontram os coletes à prova de bala utilizados pela equipe. Os equipamentos venceram nesta sexta (20), segundo a corporação, e muitos ameaçam não sair em diligência por conta da falta de segurança à equipe. De acordo com o Centro de Comunicação Social da PM, a remessa que perdeu a validade é de apenas um lote de muitos que a instituição possui, ou seja, outros ainda vencerão em poucos dias. O ocorrido resultou em uma campanha, idealizada pela PM, chamada “Não sairemos para as ruas com coletes vencidos”.

Nesta noite, através de um comunicado, o comando da PM informou que os equipamentos vencidos serão recolhidos e aqueles que estão dentro da validade serão “distribuídos, a cada turno, ao policial que entrará de serviço, até que sejam solucionadas as tratativas referentes ao certame”. A corporação ressaltou que a licitação para aquisição de novos coletes já está na fase final e acredita que, dentro de poucos dias, a situação será normalizada.

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Em entrevista ao Jornal de Brasília, um policial militar, que não quis se identificar, contou que a situação de ter que compartilhar o acessório, que antes era pessoal, gera uma sensação de insegurança. “Mesmo usando o colete, nós colocamos nossas vidas em risco a partir do momento que saímos de casa, imagina sair e ter que ficar sem o equipamento de segurança até recolhê-lo no serviço”, conta.

A Polícia Civil, que também passa pelo mesmo problema, informou que foi realizado um pregão para a aquisição de novos coletes balísticos. A empresa responsável fez a entrega de cerca de 1.500 coletes nessa quarta (18), mas que ainda não foram distribuídos para as unidades policias.

De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (ADEPOL-DF) e o Sindicato dos Delegados de Polícia do DF (SINDEPO-DF), é necessário que os equipamentos balísticos estejam dentro do prazo de validade para que possam assegurar o trabalho de cada policial civil e militar. “Em contato com a Direção-Geral, foi esclarecido que a compra de novos coletes está sendo providenciada”, concluiu a associação.

Confira na íntegra a nota de esclarecimento publicada pela PMDF

Informamos que a PMDF desde julho de 2015, vem adotando medidas para substituição de coletes balísticos, conforme Processo nº 054.001.415/2015.

Entre julho e dezembro de 2015 foram cumpridas as etapas do certame previstas em lei, inclusive, com a entrega das amostras de placas balísticas a serem testadas, conforme solicitado pela PMDF. Tal medida foi tomada visando ter a certeza de que o produto adquirido garantiria por completo a segurança dos policiais militares que fariam uso de tal equipamento.

A partir daí, em 04 de dezembro de 2015, foi feita a solicitação para testes em três áreas de homologação distintas, tendo a PMDF recebido resposta positiva de duas delas, ambas fora do DF. Entre 16 de dezembro e 04 de janeiro,  recebemos indicação de que nos meses de fevereiro e março poderíamos realizar os testes propostos, na Polícia Militar do Estado de São Paulo – PMESP – e nas instalações do Exército Brasileiro, respectivamente.

Nos testes realizados na PMESP houve reprovação dos coletes apresentados pela empresa vencedora da licitação. No dia 17 de fevereiro, a referida indústria apresentou recurso, solicitando novo teste, feito entre 14 e 18 de março de 2016, havendo nova reprovação, dessa vez pelo Exército Brasileiro. Conforme previsto nas normas de compras públicas, em 13 de abril declaramos formalmente que a licitação foi fracassada.

Ressaltamos que buscamos todas as demais empresas ranqueadas, pelo que impõe a Lei 8.666/93. Posteriormente, algumas empresas que estavam no certame pediram prazo para manifestação, ao que responderam negativamente ao interesse em fornecer coletes balísticos. Outras, nas mesmas condições, não se manifestaram a respeito.

Diante dos fatos apresentados a Polícia Militar do Distrito Federal esclarece ainda que:

1. A PMDF não abre mão da segurança dos seus profissionais;

2. Era desejo da instituição que houvesse sucesso na aquisição do material de proteção a tempo de fazer a necessária substituição;

3. Pela primeira vez há notícia de que uma empresa devidamente certificada a vender coletes balísticos, tenha suas amostras reprovadas em testes;

4. A Polícia Militar está preocupada em acelerar ao máximo o processo de aquisição, contudo não pode descumprir prazos previstos nas leis licitatórias;

5. Os policiais não ficarão sem o uso de coletes, pois há aproximadamente 2.300 peças com vencimentos entre 2017 e 2019;

6. Todos os policiais que hoje utilizam seus coletes individualmente, devem dirigir-se a suas unidades de trabalho e restituir as placas balísticas ainda dentro da validade, de maneira que possamos temporariamente realizar o rodízio desse material entre os colegas que estiverem entrando de serviço;

7. O processo de compra continuará em andamento e, no menor espaço de tempo possível, faremos com que todos os policiais militares voltem a ter o seu equipamento utilizado de forma individual.

 Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
Tainá Morais
taina.morais@jornaldebrasilia.com.br

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Nota de esclarecimento da Polícia Militar do DF | Coletes balísticos

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Informamos que a PMDF, desde julho de 2015, vem adotando medidas para substituição de coletes balísticos, conforme Processo nº 054.001.415/2015.  Entre julho e dezembro de 2015, foram cumpridas as etapas do certame previstas em lei, inclusive com a entrega das amostras de placas balísticas a serem testadas, conforme solicitado pela PMDF. Tal medida foi tomada visando ter a certeza de que o produto adquirido garantiria por completo a segurança dos policiais militares que fariam uso de tal equipamento.

A partir daí, em 04 de dezembro de 2015, foi feita a solicitação para testes em 03 áreas de homologação distintas, tendo a PMDF recebido resposta positiva de duas delas, ambas fora do Distrito Federal. Entre 16 de dezembro e 04 de janeiro, recebemos indicação de que nos meses de fevereiro e março poderíamos realizar os testes propostos, na Polícia Militar do Estado de São Paulo – PMESP – e nas instalações do Exército Brasileiro, respectivamente.

Nos testes realizados na PMESP houve reprovação dos coletes apresentados pela empresa vencedora da licitação. No dia 17 de fevereiro, a referida indústria apresentou recurso, solicitando novo teste, feito entre 14 e 18 de março de 2016, havendo nova reprovação, dessa vez pelo Exército Brasileiro. Conforme previsto nas normas de compras públicas, em 13 de abril declaramos formalmente que a licitação foi “fracassada”.

Ressaltamos que buscamos todas as demais empresas ranqueadas, pelo que impõe a Lei 8.666/93. Posteriormente, algumas empresas que estavam no certame pediram prazo para manifestação, ao que responderam negativamente ao interesse em fornecer coletes balísticos. Outras, nas mesmas condições, não se manifestaram a respeito.

Diante dos fatos apresentados, a Polícia Militar do Distrito Federal esclarece ainda que:

1. A PMDF não abre mão da segurança dos seus profissionais;

2. Era desejo da Instituição que houvesse sucesso na aquisição do material de proteção a tempo de fazer a necessária substituição;

3. Pela primeira vez há notícia de que uma empresa, devidamente certificada a vender coletes balísticos, tenha suas amostras reprovadas em testes;

4. A Polícia Militar está preocupada em acelerar ao máximo o processo de aquisição, contudo não pode descumprir prazos previstos nas leis licitatórias;

5. Os policiais não ficarão sem o uso de coletes, pois há aproximadamente 2.300 peças com vencimentos entre 2017 e 2019;

6. Todos os policiais que hoje utilizam seus coletes individualmente devem dirigir-se a suas unidades de trabalho e restituir as placas balísticas ainda dentro da validade, de maneira que possamos, temporariamente, realizar o rodízio desse material entre os colegas que estiverem entrando de serviço;

7. O processo de compra continuará em andamento e, no menor espaço de tempo possível, faremos com que todos os policiais militares voltem a ter o seu equipamento utilizado de forma individual.

Fonte: NOTA ENVIADA AO BLOG DO CALLADO

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Secretaria de Segurança descentraliza recursos da segurança pública para corrida de rua

Enquanto policiais militares estão sem proteção por falta de coletes balísticos que venceram hoje (20), sem Saúde porque não há recursos (segundo o governo e comando) para bancar, sem promoções e ascensão funcional por causa de contenção de gastos, a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social acaba de descentralizar para a Secretaria de Estado do Esporte, Turismo e Lazer R$ 99.040,00 reais para atender as despesas com a realização da 2ª Etapa do Circuito de Corridas.

Parecem recursos insignificantes, mas vamos nos ater ao fato em si. Se descontigenciamento quase 100 mil reais, quem garante que recursos mais vultuosos não estejam sendo descontigenciados? E a Saúde de pessoas? Não são importantes?

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

Da redação,

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Fonte: Blog do Poliglota

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Com coletes à prova de bala vencidos, PMs ameaçam não sair do quartel

Policiais militares do Distrito Federal prometem não sair às ruas por falta de equipamentos de segurança. Um dos lotes dos coletes à prova de balas da corporação vence nesta sexta-feira (20/5). Os equipamentos usados atualmente foram adquiridos em maio de 2011 e têm validade de cinco anos. Sem novas unidades, os militares iniciaram a campanha “Não sairemos para as ruas com coletes vencidos”, o que pode significar menos segurança nas ruas a partir deste sábado (21/5).

Brasília(DF), 29/10/2015 - professores protestam em taguatinga . Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Brasília(DF), 29/10/2015 – professores protestam em taguatinga . Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Alguns policiais alegam serem obrigados a usar os coletes fora da validade e dizem sofrer ameaças caso não concordem. “Isso tudo pode culminar em uma operação tartaruga”, alegou um militar que preferiu não se identificar. A convocação para o protesto circula em grupos internos dos PMs nas redes sociais.

A partir deste sábado (21), os profissionais que forem trabalhar prometem comunicar aos superiores que não há condições de ir para as ruas com colete vencido. Depois disso, pedirão a resposta por escrito.

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“Vamos ver qual vai ser a postura do comando, se vai obrigar, se vai assumir o risco. A ideia é ninguém sair para rua. Logo, pode ser que amanhã (sábado) a partir das 7h, na troca de serviço, os policiais trabalhem em número reduzido”, completou o militar.

De acordo com a assessoria de Comunicação Social da Polícia Militar, a corporação abriu um pregão para comprar os equipamentos, mas, em 13 de abril deste ano, cancelou o ato, pois os coletes oferecidos pela empresa vencedora foram reprovados no teste da corporação.

Um novo processo foi aberto e só deve ser concluído em 60 dias. “Não podemos trabalhar com coletes que não passaram no teste. A segunda e a terceira empresas do pregão não aceitaram prestar o serviço pelo preço da primeira. Por isso, tivemos que refazer o processo”, afirmou o chefe da Comunicação, coronel Antônio Carlos Freitas.

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Hoje, o Distrito Federal tem 13.800 policiais na ativa. Entre eles, cerca de 10 mil saem às ruas. “A nova licitação é para 11 mil coletes. O vencimento é apenas de um lote. Enquanto o processo não terminar, vamos fazer um sistema de rodízio com os equipamentos bélicos. Nenhum policial vai trabalhar sem proteção. Os lotes dos coletes têm data de vencimento diferentes”, completou Freitas.

A corporação não informou ao Metrópoles quanto coletes estão vencidos. Em janeiro deste ano, o comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Nunes, gravou em vídeo uma mensagem institucional para os militares e disse que a questão dos equipamentos seria resolvida, conforme mostrou oMetrópoles.

O problema não é exclusivo da PM. A Polícia Civil e o Detran também foram alvo de denúncias de servidores por conta de coletes com validade expirada.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Fonte: Site Metrópoles

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