Arquivo do autor:Aderivaldo Cardoso

Sobre Aderivaldo Cardoso

Aderivaldo Cardoso é um cidadão policial engajado, preocupado com a melhoria da segurança pública. Especialista em segurança pública e Cidadania, pós graduado pelo departamento de sociologia da UNB, autor do livro: Policiamento Inteligente: Uma análise dos postos comunitários de segurança pública do DF, ex-Assessor Parlamentar e Assessor Especial de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública do DF.

Nota de repúdio contra a Rede Globo de Televisão

A PMDF vem publicamente manifestar seu repúdio à forma desrespeitosa com que o repórter Antônio de Castro, da Rede Globo de Televisão, noticiou durante a apresentação do Programa DFTV 2ª edição, desta sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016, o seguinte comentário:

“Novas imagens do Globocop mostram a quantidade impressionante de viaturas na BR-070. São quatro helicópteros. A nossa equipe contou 20 viaturas da PM, mais as viaturas da Polícia Civil, dos Bombeiros também são várias viaturas, além do Instituto Médico Legal, porque um PM morreu neste acidente”.


Nós policiais militares nos importamos, vivemos e nos compromissamos em garantir a ordem pública, mesmo com o sacrifício da própria vida. Reunião de viaturas acontece todos os dias: para defender a comunidade; para garantir o direito constitucional das manifestações; para permitir que outros órgãos possam executar suas atividades; para possibilitar que todas as manifestações sociais e culturais possam ser desenvolvidas com ordem e segurança, tais como: partidas de futebol, shows, artes marciais, projetos infantis, corridas de rua, passeios ciclísticos, festas populares, festivais de músicas e muitos outros eventos.
Neste próximo final de semana, milhões de foliões se reunirão para cantar, dançar, enfim se divertir, e lá estarão milhares de abnegados policiais militares para garantir o direito de cada cidadão.

Talvez os que veiculem as notícias não tenham consciência de sua responsabilidade social e, consequentemente, do prejuízo que causam quando narram um fato para a sociedade adicionando interpretações tendenciosas, sarcásticas e desumanas.
A morte de um ser humano diz respeito a todos. E quando se trata de um profissional de segurança pública que diariamente se arrisca para preservar a vida e o patrimônio alheio?

No momento de dor de toda a família policial militar, nos entristeceu a forma desrespeitosa como o repórter Sr. Antônio de Castro se manifestou. Não esperamos que Vossa Senhoria se entristeça com a morte de um policial, mas exigimos respeito com a nossa Instituição, com todos os policiais, com a família do nosso valoroso Renato Fernandes da Silva, que faleceu no cumprimento de seu dever.
A PMDF se solidariza com a família dos policiais militares acidentados, honrando seus profissionais e valorizando a importância de cada um de seus integrantes.

Brasília – DF, em 5 de fevereiro de 2016.

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Homicídios no DF caem 7,2% em janeiro

O Distrito Federal registrou 64 homicídios em janeiro, cinco a menos do que no mesmo mês de 2015. O índice foi um dos que sofreram redução (7,2%) neste ano, conforme levantamento da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, divulgado na tarde desta quinta-feira (4) no Centro Integrado de Controle e Comando da pasta, no Setor de Administração Municipal. “É uma queda positiva, pois está dentro da meta de diminuição de 6% prevista no Viva Brasília, Nosso Pacto pela Vida”, analisou a secretária Márcia de Alencar Araújo.

Entre os 12 tipos de crime citados no balanço, outros seis tiveram menor número de ocorrências. Foi o caso de tipos graves, como latrocínio (roubo seguido de morte) — com queda de três (7 em 2015 contra 4 em 2016) — e lesão corporal seguida de morte (2 ante 1).

Em parte dos crimes contra o patrimônio, houve quedas mais expressivas, mas, ao mesmo tempo, aumentos que continuam a preocupar o governo. Roubo de veículo (de 522 para 494), roubo em comércio (de 357 para 322) e furto em veículo (de 1.237 para 999) foram os que caíram, enquanto cresceram roubo a pedestre (de 2.860 para 3.061), roubo a transporte coletivo (de 211 para 241) e roubo em residência (de 52 para 89).

Desafio
De acordo com a secretária, o maior desafio da Segurança Pública tem sido enfrentar, principalmente, o roubo a residência, que apresentou aumento de 71,2%. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, trata-se de um crime de oportunidade e migratório. “É um fenômeno que nós estamos estudando por meio da inteligência da polícia e da análise criminal”, disse, ao explicar que o estudo sobre o modo de agir dessas quadrilhas está sendo reforçado neste mês. “No sábado passado, tivemos três roubos a residência, no Lago Norte, em Taguatinga e no Recanto das Emas, e com base nessa reflexão, a polícia já estava próximo e conseguiu prender os assaltantes.”

A análise da Polícia Civil detectou que parte dos assaltantes envolvidos nos roubos a residência tem migrado de outros crimes, como tráfico de drogas e furtos. “Muitos presos nos contam que procuram a casa para furtar algum objeto, mas acabam encontrando um empregado ou um morador e partem para o roubo”, explicou o diretor-geral adjunto, Anderson Espindola.

Em casos como roubo em coletivo, a secretária Márcia ressalta o aumento menor do que nos últimos meses. A elevação nos períodos comparados (janeiros de 2015 e de 2016) foi de 14,2%, bem abaixo dos 136,4% de dezembro de 2015 em relação ao mesmo mês de 2014.

Além de continuar investindo em operações como a Redução dos Índices de Criminalidade (RIC) e a Anjos da Guarda, a titular da pasta da Segurança Pública informou que as ações do Viva Brasília passarão a atender também o Entorno. “Entendemos que é um vetor importante para esse tipo de atividade criminal.”

Trânsito
Em janeiro, as mortes no trânsito representam outro índice que diminuiu em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram 33 mortes em 2015, contra 24 em 2016.

Produtividade
Com o balanço de criminalidade, divulgaram-se dados da produtividade policial — ações específicas das forças de segurança e da própria secretaria para coibir o aumento nos indicadores. A Polícia Militar, por exemplo, empregou, por dia, 2,8 mil policiais e 700 viaturas em janeiro. Além disso, abordou 119.606 pessoas e 35.804 veículos e parou 6.603 ônibus. As ocorrências policiais do mês somaram 19.766.

Na Polícia Civil, o destaque ficou para o número de menores apreendidos por mandados de busca e apreensão: 134 em 2016 e 123 em 2015 — aumento de 8,9%. O porcentual se repete de maneira inversa (-8,9%) quando analisada a queda na quantidade de presos por mandados de prisão. Foram 593 em 2016 contra 651 no ano passado.

Também estiveram na apresentação do balanço o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; os subsecretário de Proteção e Defesa Civil, coronel do Corpo de Bombeiros Militar Sérgio José Bezerra, e de Integração e Operações, coronel Márcio Pereira, vinculados à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

Acesse a íntegra do balanço.

Diretor-geral adjunto da Polícia Civil, Anderson Espindola; secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; e comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Hamilton Santos Esteves Junior

Fonte: Agência Brasília

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Produtividade da Polícia Militar e Polícia Civil em Janeiro/2016

Hoje a tarde ocorreu uma coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social para apresentar o Balanço da Segurança em janeiro de 2016.

Apesar da “sensação de insegurança” da população a produtividade das corporações demonstram que elas estão trabalhando a todo vapor para conter os casos de violências no Distrito Federal. O Balanço pode ser baixado no site da SSP.

A PMDF, por exemplo, empregou 2.800 policiais por dia, 700 viaturas, abordou 119.606 pessoas, 35.804 veículos e 6.603 ônibus. Atendeu 19.766 ocorrências, das 32.028 ocorrências que foram despachadas pela CIADE, recebidas pelo 190 ou 193, prendeu 794 adultos, 430 menores, apreendeu 152 armas, 46 simulacros, fez 1.760 mediações de conflito, o que não fica muito claro, recuperou 240 veículos, recuperou 358 celulares, fez 10.764 autuações de trânsito e 304 notificações por alcoolemia, faltou a quantidade de autuações do Detran para sabermos quem autua mais, se a PM ou o Detran.

Ocorreram 1.231, prisões em flagrante em 2016, contra 1197 prisões em flagrante em 2015, um aumento de 2,8% na quantidade de prisões. Já as “apreensões” em flagrante, cometidos por menores de 18 anos, foram 656 apreensões, contra 685 cometidos em 2015, uma redução de 4,2%.

Já a Polícia Civil instaurou 2.870 inquéritos, 4% a menos que 2015, que teve um total de 2.990 inquéritos, 2.418 termos circunstanciados, uma redução de 11,9% em comparação com 2015, que foi de 2.744 TC´s e abriu 815 procedimentos de apuração de ato infracional, 16,4% a mais do que 2015 que teve 700 registros. A polícia civil apreendeu 134 menos de 18 anos em 2016, 8,9% a mais do que os 123 menores de 2015.

Olhando o comparativo da produtividade policial de 2015 e de 2016 percebe-se uma redução na redução do tráfico de drogas, no uso e porte de drogas, além da posse ou porte de arma. Houve apenas um aumento pequeno na localização de veículo furtado ou roubado.

 Foto: MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Foto: MICHAEL MELO/METRÓPOLES

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Administração Do Plano Piloto realiza limpeza na Vila Telebrasília

A Vila Telebrasília durante muito tempo foi conhecida como “Acampamento da Telebrasília”, morei lá por 15 anos, antes de mudar para o Riacho Fundo I. Depois de muita luta e abandono o ex-governador Arruda regularizou a situação daquela comunidade. Hoje fico feliz ao ver dois amigos cuidando da “Vila”, o Administrador Marcos Pacco e meu primo Eudes Santos. Tenho grandes amigos de infância neste local.  Uma cidade limpa é uma cidade que suja pouco!

Administração Do Plano Piloto realiza limpeza na Vila Telebrasília

Muito lixo e entulho foram retirados das ruas da Vila

A equipe da administração iniciou, nesta segunda-feira (01), uma grande limpeza em toda Vila Telebrasília. Foram retirados mais de 15 caminhões de lixo da cidade. O trabalho deve ser finalizado hoje. O Administrador, Marcos Pacco, acompanhou o serviço, que foi executado pelos reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (FUNAP).

Foto: Wellington Reis – Ascom/Administração Regional do Plano Piloto
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“Desde que iniciamos nossa gestão essa limpeza estava programada. Estamos buscando atender todas as demandas e priorizando as mais urgentes, assim também como a limpeza que executamos na Vila Planalto e na Granja do Torto”, afirmou o Administrador.

Foto: Wellington Reis – Ascom/Administração Regional do Plano Piloto
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O Presidente da Associação dos Moradores da Vila Telebrasília, Eude Santos, colaborou com o trabalho, informando os locais mais urgentes para a retirada do lixo. “Essa limpeza estava sendo aguardada há bastante tempo e veio em uma ótima hora, por causa da dengue. A Administração conseguiu o que ninguém havia conseguido: retirou muito lixo acumulado que ficava na entrada da cidade”, comemorou Eude.

Outra moradora que também comemorou a retirada do lixo foi a senhora Marisa Medeiros. “Faz 38 anos que moro aqui e nunca fizeram uma limpeza como essa, comentou”. O Senhor De Araújo, um líder comunitário da Vila recebeu o administrador e finalizou agradecendo. “Estamos muito felizes com a presença da Administração aqui. Precisamos dessa parceria”.

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Pai é assassinado na porta da escola enquanto esperava o filho no Guará

Eli Roberto Chagas, 51 anos, morreu na manhã desta terça-feira (2/2), enquanto aguardava o filho na porta do Colégio Rogacionista, na quadra QE 38, do Guará II. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, um menor vestindo um uniforme de outra escola teria abordado o homem, que acabou baleado e morreu no local.

O crime ocorreu por volta das 11h40 e o carro, o Corolla prata de placa PAN-3286, foi roubado pelo menor, que teria disparado três vezes, sendo que apenas um dos tiros acertou Eli, que era servidor do Senado Federal. Ainda de acordo com a PM, o homem saiu do carro logo que foi abordado e correu, sendo atingido em seguida.

Eli, pai de dois alunos na escola –  um rapaz do primeiro ano do ensino médio e uma menina do ensino fundamental – teria retirado o carro numa concessionária nesta manhã. A família mora próximo do local do crime, na QE 26 do Guará II.

Segundo a orientadora pedagógica Ivânia Gonçalves, a região é alvo de assaltos frequentes. “Aqui nas proximidades é ocorrência na certa. Mas nunca tinha visto uma morte. Estamos reféns da violência”, relata. No momento do crime, funcionários da escola bloquearam a saída dos alunos. Apenas crianças e adolescentes acompanhados dos pais eram liberadas para deixar o estabelecimento de ensino.

Primo de Eli, o militar Carlos Chagas (veja vídeo abaixo) estava revoltado no local do crime: “Brasília está difícil de viver com toda essa violência. Ajuda, governador”. Para ele, a lei da maioridade penal tem contribuído para que menores participem cada vez mais dos crimes. “Aquela Câmara, aquele Senado, têm que mudar a lei. Os menores não podem ficar impunes”, completou. Irmãos da vítima também estiveram no local mas, muito chocados, não deram declarações.

Evande Gomes é mãe de uma estudante do colégio e diz que deixa a filha, de 11 anos, na escola sempre com o coração na mão. “Não existe mais local seguro nesta cidade. Não adianta se esconder em casa, nem atrás de portões ou cercas elétricas. A criminalidade vai pegar você”, disse.

Reunidos no pátio da escola, alunos de todas as séries fizeram um grande círculo de oração. “Nosso dever é orar pelas vítimas desta onda de violência, como é o caso do pai desses alunos que perdeu a vida de forma estúpida”, disse uma estudante de apenas 14 anos.

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Segundo o diretor do colégio, Ademar Tramontina, Eli era um pai muito presente na escola: “O fato de ele vir buscar os filhos todos os dias diz muito. Ouvimos os disparos e logo fomos ver o que era. Ao deparar com o corpo do pai, acionamos o Samu e levamos a esposa para dentro. Mantivemos os filhos no colégio para que não vissem a cena e preservassem a imagem do pai”.

Ainda segundo o diretor, roubos e assaltos ocorrem com certa frequência na região e um ofício foi feito ao 4º Batalhão da Polícia Militar pedindo para aumentar o policiamento. As aulas da tarde foram mantidas, pois muitos pais trouxeram os filhos

Fonte: Portal Metrópoles

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Academia de Polícia Militar de Brasília voltará a ter curso de três anos

Pouca gente viu que o tempo de Formação para o Curso de Oficiais da PMDF (CFO), que havia mudado de três para dois anos, foi modificado novamente. A portaria nª 992, de 14 de Janeiro de 2016, regulamenta o funcionamento do Curso de formação de oficiais da Academia de Polícia Militar de Brasília, alterou para três anos o tempo de formação. A Academia voltará a ter cadetes de primeiro, segundo e terceiro anos.

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Principais crimes na cidade de Ceilândia em 2015

Após a análise dos números de maneira geral, em todo o DF, agora é interessante focar nas cidades. A primeira cidade que apresento aos leitores é Ceilândia, uma das maiores, mais populosa (489.351) e com o maior número de ocorrências.  Em 2015 tivemos no DF 614 (seiscentos e quatorze) homicídios, destes 111 (cento e onze) foram na cidade de Ceilândia.

homicídio

Os roubos a transeunte totalizaram 30.280 (trinta mil duzentos e oitenta) em todo o DF em 2015, sendo na cidade de Ceilândia um total de 5.813 (Cinco mil oitocentos e treze) roubos. Ressaltamos que a queda no mês de setembro nos gráficos estão relacionadas a greve da Polícia Civil de 1º de Setembro a 22 de Setembro. O que fez com que ocorrências não fossem registradas no mês de setembro e que outros fossem registradas no mês de outubro.

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Os roubos a coletivo incomodaram as pessoas mais humildades em 2015. Foram 2.397 (dois mil trezentos e noventa e sete), sendo um total de 575 (quinhentos e noventa e cinco) desses crimes cometidos na Ceilândia.

Roubo em coletivo

Já o roubo a comércio chegou a um total no DF de 1.870 (mil oitocentos e setenta), sendo 391 (trezentos e noventa e um) em Ceilândia. Neste caso, é importante salientar que foram agrupados as naturezas de roubo em comércio, a casa lotéricas e a postos de combustíveis.

Roubo em comércio

Para encerrar, apresentamos os números referentes a roubo em residência na cidade. No DF foram totalizados 684 (seiscentos e oitenta e quatro) roubos em residência, na Ceilândia foram registrados 137 (cento e trinta e sete) casos desta natureza.

Roubo em residência

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Gráfico da evolução do crime no DF em 2015

Sou uma pessoa visual. Somente os números não me dizem nada. Gosto de entender um pouco a dinâmica do crime e o “comportamento” dos números. Grande parte dos crimes diminuíram bastante em 2015, mas não irei comparar ano a ano. Optei em apresentar alguns crimes mês a mês. Saliento que no mês de setembro de 2015 a Polícia Civil entrou em greve e alguns registros não foram feitos em setembro, o que acarretou em uma redução aparente da criminalidade neste mês e aumento de alguns modalidades no mês posterior, pois a greve durou do dia 1º de setembro ao dia 22 de setembro.

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O mês de agosto (36) foi o  mês que tivemos no DF o menor número de homicídio e Janeiro (69) o maior. No comparativo foram 693 homicídios em 2014 e 614 homicídios em 2015. Uma redução de 11,4% no ano.

Roubo em coletivo gráfico ano

Quando analisamos o gráfico de roubos a coletivo,  no geral, houve um aumento de 6,3% com 143 casos a mais no ano de 2015. Durante  o ano tivemos o menor quantitativo no mês de fevereiro com 141 roubos e o maior em outubro com 314. Este ano o maior foco do governo deve ser a redução desta modalidade de crime.

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Quanto ao roubo a transeunte o mês com menos registros foi o mês de setembro (1285), mas temos que lembrar que a Polícia Civil esteve em greve por 22 dias e que muitos registros não foram feitos.

Roubo em comércio gráfico ano

Sobre o roubo a comércio novamente salientamos a greve da polícia civil em setembro, onde apenas 88 registros foram feitos. O que influenciou  na redução neste mês.

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Os roubos a combustível foram uma constante em 2014, sendo 1415 roubos no ano, já em 2015 houve uma redução anual de 46,3%, com um total de 760 roubos. No ano passado as polícias trabalharam bastante e o resultado é visível nos números. Mesmo trabalhando muito uma pergunta deve ser feita: por quê a sensação de insegurança não diminuiu?

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Uma reflexão sobre roubos em coletivos no DF

Inicio minha análise de hoje relembrando um texto do dia 17 de Novembro de 2015, cujo título foi: Houve algum “boicote” a gestão do então secretário de segurança Arthur Trindade? Não é de hoje que faço análise sobre roubo em coletivos. A vantagem de hoje é que disponho de números e gráficos para embasar a discussão. No texto supracitado  o governador fez o seguinte comentário:

“Neste momento, a prioridade é de buscar entender como acontecem roubos em coletivos para que possamos ter ações integradas das forças de segurança no DF, percebendo quais são as cidades onde os crimes são mais comuns e tendo acesso da polícia ao local”

Roubo em coletivos

De 2013 até 2015 temos tido um aumento significativo nesta modalidade de crime.

Roubo a coletivos

Outro comentário no texto que merece atenção para reduzir esta modalidade de crime foi:

À época o governador, Rodrigo Rollemberg, anunciou uma série de medidas para evitar assaltos a passageiros de ônibus, conforme várias reportagens a época, incluindo o monitoramento da iluminação e de mato alto nas paradas de ônibus, além da determinação para que as empresas de transporte coletivo forneçam obrigatoriamente imagens internas dos veículos na ocorrência de crimes. As estratégias fazem parte do programa “Pacto pela Vida” ou “Viva Brasília”, que visa reduzir a criminalidade do DF. De acordo com o governo, as administrações regionais deveriam acompanhar os estados dos equipamentos públicos e avisar a CEB e a Novacap sobre os problemas. As determinações do Governador foram cumpridas? Rollemberg afirmou que seriam levantadas as paradas de ônibus com maior registro de assaltos

Em outubro de 2015 foi o mês que tivemos o maior número de roubos em coletivo no DF, totalizando 314 (trezentos e quatorze) em apenas um mês, já em dezembro tivemos mais que o dobro dos crimes ocorrido em dezembro do ano anterior. Também é importante observar  que no mês de outubro e novembro sempre ocorre um aumento neste tipo de crime, ou seja, é um crime sazonal. O que precisa ser detectado é que fator fez com que este ano aumentasse mais que o “normal”.

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Vejam acima os altos e baixos da modalidade de roubo em coletivos no DF no período compreendido entre jul/14 a dez/15. É importante ressaltar que os roubos em coletivo estão intimamente ligados ao roubo a transeunte, que normalmente ocorrem no perímetro próximo as paradas de ônibus. Os roubos ocorrem no trajeto entre a casa do trabalhador e a parada de ônibus, quando está saindo ou chegando e da parada de ônibus para o trabalho. Após perceber isso, fiquei com uma dúvida quanto ao reforço do policiamento aos finais de semana, em especial a noite. Este policiamento aumenta a sensação de segurança, mas é capaz de reduzir tais modalidades de crimes?

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Unificação de Banco de Dados na Secretaria de Segurança Pública do DF

O governador Rodrigo Rollemberg, em reunião fechada com a cúpula da segurança pública local, debateu o problema. Um dos principais pontos discutidos, segundo o Jornal de Brasília, de hoje, é a Unificação de banco de dados por meio da Ciade. Já defendemos a ideia diversas vezes aqui no Blog desde 2008.  Vejam um trecho da publicação do Jornal de Brasília:

Unificação de dados

De acordo com o assessor de Gestão Estratégica e Projetos da Secretaria de Segurança Pública, Haroldo Areal, o sistema da Ciade está ultrapassado e também vai passar por mudanças.

“Vamos melhorar a plataforma e apostar no compartilhamento de dados. A ideia é que consigamos ter uma base de dados unificada, ou seja, que as informações de cada chamado sejam atualizadas e fiquem disponíveis a todos os que estiverem envolvidos com aquela ocorrência. Vale lembrar que isso é algo gradativo”, completou.

A Unificação de Bancos de dados é de fundamental importância para dar maior eficiência, eficácia e efetividade para as ações policiais no DF. Acredito que o fortalecimento da CIADE também. Precisamos centralizar as ações, não descentralizá-las. Isto é fundamental quando lidamos com vidas e com quatro forças distintas.

Na Seção II, do DODF de hoje, o coronel Josias do Nascimento Seabra é exonerado do cargo de Subsecretário de Integração e Operação de Segurança Pública (CNE 02), substituído pelo Coronel Márcio Pereira da Silva. (O Cel Josias do Nascimento Seabra era Subcomandante-Geral da PMDF em 2015.)

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SUICÍDIO DE POLICIAIS. AS CORPORAÇÕES ESTÃO DOENTES?

O tema do suicídio é um grande tabu em nossa sociedade. Nas polícias, o silêncio e o constrangimento em falar do assunto é ainda maior. A maioria das corporações não divulga o quantitativo de policiais que tentaram ou de fato tiraram suas próprias vidas, provavelmente com receio da influência dos dados em outros profissionais. As próprias famílias também podem ocultar a causa da morte já que, em alguns estados brasileiros, o suicídio de policiais não é encarado como morte decorrente do serviço, o que pode dificultar o alcance de benefícios por parte de familiares. O tema merece ser abordado por estar se tornando algo cada vez mais grave e gritante no cotidiano das corporações.

A pesquisa Saúde Mental dos Agentes de Segurança Pública, feita com policiais do estado do Rio de Janeiro pelo Claves-Fiocruz (Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Fundação Oswaldo Cruz) aponta que a taxa de suicídio entre PM’s é 3,65 vezes a da população masculina e 7,2 vezes a da população em geral. (Veja matéria completa da BBC Brasil sobre o assuntoaqui).

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O suicídio é o último passo dado em uma verdadeira “via crucis” trilhada por policiais que são acometidos de sofrimentos psicológicos. Esses sofrimentos podem ser causados por uma série de fatores, que vão desde uma formação embrutecedora, más condições de trabalho, isolamento dos familiares, assédio moral por parte de superiores hierárquicos, entre outros motivos. A socióloga Larissa Sales, que realizou suas investigações de mestrado com policiais militares do estado do Ceará, publicou sua dissertação intitulada “Medo e sofrimento social: uma análise das narrativas de policiais militares em atendimento clínico”, em que resume a questão:Já na Polícia Federal, os dados também são alarmantes: de um total de 11 mil policiais, dois mil afirmam tomar algum tipo de medicamento para tratamento psicológico e psiquiátrico. Onze profissionais daquela corporação tiraram suas vidas entre março de 2012 e março de 2013. (Confira matéria sobre o temaaqui).

Há que considerar, também, as condições insalubres da formação e do próprio trabalho policial, nas quais estão submetidos a escalas exaustivas associadas ao desgaste físico, ’stress’ e ao sofrimento psíquico, além do próprio risco de vida. Como vimos tais condições provocam danos psicológicos, às vezes de caráter permanente, que em casos mais graves podem até levar estes ao suicídio.

As questões levantadas pelas pesquisas dão margem para uma pergunta: estariam as corporações policiais brasileiras doentes e, consequentemente, adoecendo seus profissionais?

Aos colegas policiais que passam por problemas psicológicos ou sofrimentos de qualquer natureza, o conselho é nunca se isolar e sempre procurar a ajuda de familiares ou de profissionais que cuidam da saúde mental. Outra opção é ligar para o número 141 e falar com algum voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma organização não governamental que oferece apoio emocional a qualquer pessoa, por telefone ou pela internet. A vida é o seu bem mais precioso, valorize-a!

Fonte: Blog Policial Pensador

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Uma reflexão sobre os roubos a residência no DF

Hoje gostaria de refletir sobre os “roubos a residência” que chegaram ao Plano Piloto. Sexta-feira tive a oportunidade de conversar com alguns comandantes sobre o tema. O crime é dinâmico. Quando reduzimos o espaço de atuação do criminoso em uma área é natural que migre para outras áreas.

Conversei com os comandantes sobre a “limpeza” realizada no Setor Comercial sul na última semana. Eu advertia um dos comandantes de área sobre minha preocupação com a migração dos criminosos, que atuavam naquele local, para as quadras nas proximidades do Setor Comercial. Falamos sobre a concentração do crime naquele local e a possível descentralização para as quadras vizinhas. Além disso, um deles me advertia sobre o porquê durante muito tempo ninguém mexia no “vespeiro”.

Para minha surpresa ontem ao abrir alguns blogs vi no Metrópoles a matéria sobre a invasão de um apartamento na 203 Sul, quadra vizinha ao Setor Comercial. Seria coincidência? Vamos continuar refletindo sobre o tema.

Foto retirada do site Metrópoles.

Foto retirada do site Metrópoles.

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ENTREVISTA COM O XERIFE: ELIEL TEIXEIRA, BRASILEIRO E XERIFE EM LOS ANGELES, CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA O POLICIAL PENSADOR

Eliel Teixeira é o único brasileiro a ocupar a sua atual posição na Polícia do Condado de Los Angeles. Apesar de morar nos EUA desde os 15 anos, acompanha e torce pelas polícias brasileiras, sempre comentando assuntos relativos à segurança pública.

A entrevista foi concedida através da internet, após o mesmo comentar que lia e acompanhava o Policial Pensador.

Policial Pensador: Eliel Teixeira, brasileiro, Xerife-Delegado do Condado de Los Angeles. Conte-nos essa história.

Eliel Teixeira: Eu nasci e cresci em Brasilia, e emigrei pros EUA com 15 anos de idade. Cursei o 2º Grau e faculdade, e inicialmente fui trabalhar na iniciativa privada no setor de telefonia. Atraves da iniciativa privada que vim a saber sobre o processo seletivo pra entrar na Polícia. Como meu sonho sempre foi o de ser policial, decidi me inscrever no concurso e passei.

Policial Pensador: Algumas polícias estadunidenses, como a Polícia de Nova York e o famoso LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles), são muito famosas, especialmente devido ao cinema de Hollywood. Como é o cotidiano de um policial em Los Angeles?

Eliel Teixeira: O condado é grande. São mais de 88 municípios e 120 comunidades que compõem o condado, totalizando quase 12 milhões de pessoas numa área metropolitana equivalente a alguns estados americanos. Então temos de tudo: do bairro mais luxuoso ao mais violento. O cotidiano varia dependendo da área em que o policial trabalha. Mas todas as áreas têm suas peculiaridades e crimes rotineiros. O policial de cada área se adapta a aquela realidade.

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Eliel Teixeira, um xerife brasileiro (Foto: arquivo pessoal do entrevistado)

Policial Pensador: Você tem acompanhado as atuais discussões sobre reformas no modelo de polícia existente no Brasil. Quais mudanças você considera pertinentes?

Eliel Teixeira: Eu vejo 3 aspectos da policia americana que resultaram na eficácia que temos hoje. A primeira é o ciclo completo de policiamento, em que a mesma polícia que faz o patrulhamento é a mesma que investiga. E nesse ciclo completo o policial evolui de um estagio ao outro, começando primeiro pela experiência de rua e depois levando esse conhecimento quando passa a ser investigador. Hoje no Brasil há um disconexo entre a realidade da rua e a investigação.

O segundo aspecto é a carreira unica. Acredito que o Brasil seja o único país no mundo em que há concurso pra chefia, sem requerer experiencia prévia, e com um sistema dividido em castas. Então um indivíduo sem experiência passa a chefiar uma equipe e uma investigação da noite para o dia. E um policial com vasta experiência policial se estagna sem opção de promoções. Em outros países, a chefia é resultado de anos de carreira e experiência. Isso nao só eleva o nível de satisfação interna entre os membros que tem a opção de ascender na carreira, mas tambem eleva o nível de confiança da população no comando de sua policia. Um chefe de policia com 30 ou mais anos de carreira tem muito mais credibilidade do que um chefe que foi indicado por razões políticas e não técnicas.

E o terceiro aspecto é a eficácia do conjunto de leis. Principalmente do papel da polícia nessas reformas. No Brasil varios policiais individuais se candidatam a cargos políticos na esperança de representarem seu segmento e isso fragmenta os votos. Nos EUA, as associações investem em varios candidatos NÃO POLICIAIS, mas com chances reais de vencerem uma eleição. Então quase sempre a polícia vai ter uma bancada expressiva ou maioria absoluta como é o caso na Califórnia hoje. E isso é essencial para que projetos de reforma penal e constitucional sejam aprovados beneficiando a polícia e o seu trabalho.

Policial Pensador: E o que as Polícias Brasileiras têm a aprender com a sua polícia?

Eliel Teixeira: A polícia brasileira evoluiria muito mais se mudasse sua estratégia de influência política como mencionei acima. A polícia brasileira como um todo tem conseguido melhores benefícios através do apoio a candidatos individuais. Mas na maioria das vezes sao beneficios salariais. Mas até hoje tem falhado em conseguir reformas expressivas no código penal, como por exemplo qualificar a agressão física contra um policial. E esses ganhos só se conquistam com uma bancada numericamente expressiva. Se nao houver uma mudança nessa estratégia, algumas propostas como a PEC51 terão sempre dificuldades em serem aprovadas. Como o grande Albert Einstein disse: Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Policial Pensador: A relação com a comunidade é importante? Você poderia dizer quais as diferenças entre a comunidade de Nova York e de Brasília, por exemplo, em relação à polícia?

Eliel Teixeira: Não é só importante. É o fundamento de toda a existência da polícia. Sem o apoio da comunidade não teríamos a autoridade e autonomia que temos. Acredito que a polícia de Brasília, a qual eu visitei, seja modelo nessa área e se assemelha muito a nossa no relacionamento com a comunidade e com grupos de liderança. Há um diálogo, e isso é o que impulsiona o trabalho da polícia nas comunidades e estabelece a confiança mútua.

Policial Pensador: Finalmente, que conselho dá aos policiais brasileiros?

Eliel Teixeira: Eu nao tenho conselho a dar, mas parabenizo a todos pelo trabalho que exercem diariamente. Tenho uma admiração muito grande por todos, por reconhecer os obstáculos que enfrentam todos os dias no cumprimento do dever. Fica aqui minha saudação fraternal a todos. Força e Honra!

Policial Pensador: Muito obrigado!

Fonte: Blog Policial Pensador

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Eles querem uma nova polícia

“A instituição da qual fazemos parte é assassina”, afirma o investigador Denilson Neves. Conheça ele e outros policiais que encampam a luta pelos direitos humanos dentro das corporações

Arte: Junião

Arte: Junião

Na contramão do pensamento hegemônico das polícias, que legitima práticas criminosas, policiais que são ativistas em direitos humanos lutam, de dentro das corporações, por uma reestruturação do modelo de segurança pública vigente. Espalhados pelo país, alguns deles contam à Ponte Jornalismo como buscam espaços para defender suas posições.

Conhecido por sua militância em defesa dos direitos humanos e pelo fim da guerra às drogas, o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Orlando Zaccone, 51 anos, ressalta que a polícia tem um viés autoritário no Brasil, onde ser policial significa se afastar dos interesses populares e se atrelar aos interesses dos governos. “Alguns policiais que, politicamente, se posicionam contra formas autoritárias e modelos fascistas de governo, muitas vezes vistos como ‘menos policiais’, acabam buscando espaços dentro das instituições para andar na contramão, e formas de operar que levem a polícia a um patamar mais democrático”, analisa.

Anderson . Foto: Arquivo Pessoal

Anderson Duarte conta que enfrentou perseguições do comando da PM . Foto: Arquivo Pessoal

É o caso do tenente Anderson Duarte, 32 anos, da Polícia Militar do Ceará, que paga um preço alto por ser o único oficial cearense em atividade a se colocar publicamente a favor da desmilitarização das polícias. “Quando você assume posições na contramão do sistema, está implicando a sua carreira e a sua própria vida. É uma decisão muito séria”, afirma.

Nascido em família pobre, como a maioria de seus colegas, Anderson ingressou na PM por necessidade, há dez anos, quando cursava Geografia na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e seguiu estudando, o que logo se mostrou um obstáculo: quando o policial iniciou o mestrado em Educação na UFC (Universidade Federal do Ceará), ouviu de um comandante que “policial não é pra ficar estudando, não” e foi transferido do setor administrativo para a rua.

Anderson ignorou o conselho do comandante e continuou a estudar. Concluiu o mestrado com a dissertação Policiamento Comunitário e Educação: Discursos de Produção de uma “Nova Polícia”e hoje é professor da disciplina de Ética e Cidadania no Curso de Formação de Oficiais da Academia Estadual de Segurança Pública, além de tutor dos cursos de educação à distância da SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública), órgão do Ministério da Justiça.

Silenciamento e boicotes

Em outubro, tendo sido um dos cinco servidores de instituições brasileiras de Segurança Pública selecionados pela SENASP para trabalhar na elaboração do Pacto Nacional pela Redução de Homicídios, Anderson foi impedido, pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, de assumir o cargo, em Brasília (DF), na comissão que determinará as diretrizes das ações políticas públicas voltadas à redução de homicídios dolosos no país.

Em 2012, após uma série de postagens críticas em seu perfil no Facebook, o oficial foi transferido de Fortaleza para a cidade de Crateús (a 370 quilômetros da capital), por 20 dias, sem ter sido consultado previamente e sem direito à licença de 10 dias para deslocamento. Ainda que de forma velada, situações como esta impedem que o policial tenha direito à liberdade de expressão – garantido pela Constituição Federal de 1988 a todo cidadão brasileiro.

“Sempre acreditei que somente um trabalhador da segurança pública pleno de seus direitos de cidadania poderá reconhecer e garantir direitos dos demais cidadãos. Por isso, reivindiquei muitas vezes o direito de liberdade de expressão dos policiais nas redes sociais”, diz o tenente, aludindo à sua luta para que se torne lei a portaria interministerial da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Ministério da Justiça que estabelece as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública. “O respeito a esse direito é fundamental para que haja mais democracia interna nas instituições de segurança e, consequentemente, na sociedade”, completa.

Em fevereiro deste ano, o escrivão da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Leonel Guterres Radde, 34 anos, também viu cerceado seu direito à liberdade de expressão. Por postar, em seu perfil no Facebook, críticas ao governo do Estado, foi submetido a uma sindicância. Ao manifestar-se, na mesma rede social, dizendo-se vítima de uma injustiça, foi aberta contra ele uma nova sindicância. A segunda foi arquivada, mas a primeira sindicância resultou em 43 dias de punição para o escrivão, depois reduzida para 11 dias de multa. “Continuo achando que é um equívoco. Imagina se as pessoas não puderem emitir opiniões e críticas pessoais sem praticar crimes contra a honra de terceiros”, questiona Leonel.

Construção de pontes

Vendo-se censurado, Anderson decidiu criar um espaço na internet para se expressar livremente. “Um policial de esquerda, um policial pensador, não é aceito nem no meio policial nem no meio da esquerda tradicional. Você é um estranho em todos os ninhos. Então, se ninguém me aceita em lugar nenhum, vou criar um lugar onde eu possa manifestar minhas ideias e também receber ideias de outros policiais”, conta. Foi assim que o tenente criou, há um ano e meio, o blog Policial Pensador.

A opção pela construção de um espaço na internet também foi adotada em 2007 pelo tenente da PM da Bahia Danillo Ferreira, de Feira de Santana (BA), que criou, com mais quatro colegas, oAbordagem Policial. “O blog surgiu a partir da necessidade que, à época, sentimos eu e alguns colegas na Academia de estender os debates que tínhamos no quartel para outros atores e instituições”, conta Danillo. Para ele, “qualquer mudança pretendida nas organizações policiais só ocorrerá com o apoio dos próprios policiais”. Tendo ingressado na polícia em 2006, atualmente Danillo trabalha com mídias sociais na PM, colaborando com a administração dos perfis institucionais.

Em Salvador (BA), a ausência de um espaço no qual policiais civis na contracorrente pudessem defender suas posições políticas motivou, em 2010, a criação do Coletivo Sankofa, organização sindical que debate questões ligadas ao poder das instituições representativas. “Não temos uma postura corporativista, de defender a imagem do policial a qualquer custo, mas de defesa e valorização da polícia. O princípio da polícia não pode ser manter a ordem, mas garantir direitos”, afirma o investigador Kleber Rosa, 41 anos, dirigente do coletivo, que também é professor de Sociologia e militante do movimento negro. Ele ingressou na Polícia Civil quando ainda cursava Ciências Sociais na Universidade Federal da Bahia (UFBA), há quase 16 anos.

Kleber . Foto: Arquivo Pessoal

Kleber Rosa é investigador e um dos criadores do Coletivo Sankofa. Foto: Arquivo Pessoal

Outro dirigente do coletivo, o investigador Denilson Neves, 46 anos, acredita que assumir uma postura crítica com relação à instituição policial é condição básica para se abrir o diálogo com outras categorias de trabalhadores e movimentos sociais. “A instituição da qual fazemos parte é assassina, aterradora, corrupta, truculenta. A gente precisa cortar na própria carne, assumir que a polícia é isso e fazer a autocrítica em nome do Estado e da própria categoria. Este é o primeiro passo para acolher aquele que te vê, de certa forma, com estigma”, defende.

O desafio, segundo Denilson, é vencer a visão “provinciana e corporativista” dos policiais, para quem os problemas “devem ser resolvidos no círculo interno da polícia”, e fazê-los perceber que são trabalhadores como qualquer outro. “Policiais têm assédio moral, problema salarial, de saúde, doença ocupacional, mas não constroem um espaço de libertação onde possam discutir tudo isso com profundidade”, analisa o sindicalista, que ingressou na Polícia Civil há 18 anos e cursa Filosofia na Universidade Federal da Bahia. Para isso, Denilson defende que os policiais devem se despir do preconceito e se articular com outras esferas, como os movimentos LGBT, negro e estudantil. “É um enfrentamento difícil, mas é a única saída possível”, diz.

Desmilitarizar para humanizar

Expostos a um estatuto diferenciado do restante da população, policiais militares são submetidos a um poder punitivo muito mais amplo. A desmilitarização da polícia, para Anderson Duarte, é o primeiro passo para “transformar policiais em cidadãos”, reconhecendo direitos trabalhistas que hoje não possuem, como o direito à greve. “Assim, o policial vai começar a se reconhecer como cidadão e, talvez assim, reconhecer um cidadão. Porque é muito difícil, para quem não tem direitos, reconhecer direitos”, destaca o tenente da PM cearense.

Denilson

“A instituição da qual fazemos parte é assassina”, diz o investigador Denilson Neves. Foto: Arquivo Pessoal

A própria condição de militar, segundo ele, impõe uma distância irredutível entre o policial e a sociedade civil. “A Polícia Militar não tem identificação nenhuma com o povo. O militar lida sempre com inimigos, e o inimigo é externo, ou seja, é diferente dele. O cidadão comum é o civil, não é um igual”, define o PM. Ele ressalta que a visão militarizada está presente em toda a política de segurança pública, mesmo quando executada por policiais civis. “No Rio de Janeiro, por exemplo, a CORE [Coordenadoria de Recursos Especiais], que faz parte da Polícia Civil, utiliza os mesmos métodos do BOPE [Batalhão de Operações Policiais Especiais], que é da PM. Há favelas que só a CORE sobe, com os mesmos métodos, e é civil”, exemplifica.

Anderson critica ainda a forma desigual com que a polícia se relaciona com as camadas mais baixas da sociedade, transformando moradores de favelas em inimigos a serem combatidos. “Quando se concentra recursos bélicos em comunidades e se faz policiamento com fuzis e tanques de guerra nas favelas, como foram as ocupações policiais para a implementação das UPPs [Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro], está se construindo o inimigo. Por que não ocupam Copacabana, Leblon ou Jardim Botânico com tanques e fuzis?”, questiona. “Há sempre uma trincheira, mesmo que não seja visível, que separa o militar das demais pessoas. Essa trincheira está na própria constituição do militar. Nós somos ensinados a isso”, explica o tenente. Por isso, ele defende que a condição para que se “possa ter o policial como um trabalhador é, primordialmente, desmilitarizá-lo”.

A maioria dos oficiais da PM opõe-se à desmilitarização das polícias, por “uma questão claramente de poder”, e não por se preocupar com a segurança, afirma ele. “Embora nem todo policial seja um tirano, o sistema militar permite a tirania. A tirania se dissemina do coronel ao soldado e vai desaguar no cidadão”, completa.

Apesar da resistência entre oficiais, o projeto de desmilitarização encontra grande aceitação entre os praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes). Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com a SENASP, para saber a Opinião dos Policiais Brasileiros sobre Reformas e Modernização da Segurança Pública, divulgada em 2014, revelou que 73,7% defendem a desvinculação entre polícia e Exército.

Para falar sobre militarismo, o ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo Marcos Carneiro, 58 anos, remonta ao período da ditadura militar que, em 1969, incorporou a Guarda Civil de São Paulo à Força Pública, uma polícia aquartelada, criando a atual Polícia Militar do Estado de São Paulo. “Tirou-se das ruas um policial que tinha um quepe, um uniforme, um distintivo e uma arma dentro de um coldre fechado, substituindo-o por esse modelo de um cara com capacete, farda, coturno e uma submetralhadora. Para garantir o cidadão? Para combater o crime? Conta outra!”, critica Marcos, hoje aposentado.

A formação militarista, segundo ele, “doutrina jovens” a acreditarem que vivem numa guerra. “Aquele jovem, com 20 anos de idade, vai para as ruas pensando que tem que ser um anjo salvador, o justiceiro que vai fazer uma guerra contra o crime. E quem é o inimigo? É associado à pobreza. O policial vê um sujeito de bermuda, camiseta e chinelo: ‘para esse cara’”, afirma o ex-delegado, que já determinou a prisão de mais de uma dezena de PMs durante sua carreira, por homicídios, sequestros e extorsão. “Eu já ouvi, depois de prender PMs, que ele só ‘mata bandido’. Mas é exatamente por isto. Ele não pode matar bandido, não pode matar ninguém”, completa.

Orlando Zaccone/ Foto: reprodução vídeo Crimes e Castigos

Para delegado Orlando Zaccone, barbárie é culpa do Estado, mais do que da polícia / Foto: reprodução vídeo Crimes e Castigos

Para o delegado Orlando Zaccone, o debate sobre a violência policial precisa transcender a noção de que a única culpada pela barbárie é a própria polícia, colocando o Estado, responsável pela militarização, numa posição cômoda. “Os policiais operam uma máquina que é construída e gestada pelo poder político. Responsabilizá-los, sozinhos, é uma forma de o Estado, que é quem determina esse modelo, se proteger de sua própria responsabilidade. A violência policial no Brasil é tratada meramente como um desvio de função dos policiais, nunca como uma política de Estado chamando seus gestores à responsabilidade. Se o policial mata uma pessoa que é construída como traficante, todo mundo aplaude; mas se não se consegue transformar o pedreiro ou o dançarino em traficante, o policial é preso e o Estado se coloca protegido dentro dessa política que ele mesmo cria”, critica o delegado.

Ciclo completo

O chamado ciclo completo de polícia – que determina, principalmente, que a mesma instituição que faz o policiamento será responsável pela investigação – é o modelo adotado pela maior parte dos países ocidentais, mas enfrenta resistências para ser adotado no Brasil, onde a polícia sempre se dividiu entre a ostensiva (militar) e a judiciária (civil).

Para o escrivão da Polícia Civil do Rio Grande do Sul Leonel Guterrez Radde, o modelo ideal seria uma polícia desmilitarizada de ciclo completo, “que começa na rua e termina no indiciamento do acusado, faz todo o processo de investigação” e em que “todos os policiais passariam por todas as áreas e teriam uma carreira única”.

Mais uma vez, a desmilitarização está no cerne da questão. “Não dá pra discutir ciclo completo desvinculado da desmilitarização. A gente vai entregar a investigação para uma instituição que não teve a oportunidade de se pensar? Sem desmilitarizar a PM, não há como entregar a ela a investigação”, afirma o policial rodoviário federal de Goiás Fabricio Rosa, 36 anos, professor de direitos humanos em cursos de formação policiais.

Ele cita um exemplo de como a divisão entre diferentes polícias atrapalha a segurança pública no Brasil. “Tem muito roubo de carga em determinado local da rodovia, só que a PRF não pode investigar a quadrilha que fez aquilo, tem que mandar para uma outra instituição estadual, que já está abarrotada com outros tipos de crimes. Então o crime não é devidamente apurado e fica por isso mesmo”, exemplifica.

Antes de ingressar na Polícia Rodoviária, Fabricio foi, por mais de cinco anos, oficial da PM, na qual ingressou aos 19 anos. “Quando saí da PM, descobri um outro universo possível”, diz ele. Militante de direitos humanos desde muito novo, só viu a possibilidade de encampar seu ativismo quando deixou a polícia militarizada. Na PRF de Goiás, cuja Comissão de Direitos Humanos preside, envolveu-se em projetos de combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil.

Um deles é o mapeamento dos pontos vulneráveis da exploração sexual de crianças e adolescentes que a PRF de Goiás realiza há 12 anos e serve de base tanto para operações repressivas como para ações preventivas da polícia, como palestras em postos de gasolina, panfletos e cartazes informativos. Uma “experiência única no Brasil e talvez no mundo”, da qual Fabrício, que já coordenou o projeto, se orgulha.

Marina . Foto: Arquivo Pessoal

Inspetora Marina Lavatto usa jiu-jitsu para aproximar a polícia da comunidade no Rio. Foto: Arquivo Pessoal

Outro projeto social diferente foi implantado pela inspetora Marina Lattavo, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, que convidou os colegas a dar aulas de jiu-jitsu para moradores de comunidades de uma das regiões onde se registravam os mais altos índices de homicídios do Estado. Segundo a inspetora, o projeto “Jiu-jitsu – Em Defesa de Quem Precisar”, do qual participam hoje 50 famílias, vem ajudando a mudar o modo como moradores de comunidades e policiais enxergavam uns aos outros. “Muitas vezes, com a formação e a visão de sociedade que o policial tem, tende a pensar que a criança pobre da favela vai crescer, virar traficante e ser morta. Mas agora ele começou a enxergar aquela criança como uma criança”, afirma. A visão da criança sobre o policial, segundo Marina, também mudou. “É importante fazer com que aquelas crianças enxerguem o policial como alguém que está ali para protegê-la, não como um inimigo que vai lá matar o pai dela”.

Guerra às drogas

Dentre todos os temas que aborda em suas aulas de direitos humanos para policiais, Fabrício afirma que o mais difícil é a questão da guerra às drogas. Na única vez em que foi hostilizado como professor, Fabrício debatia a questão quando um professor da disciplina “combate ao narcotráfico” entrou na sua sala de aula. “Ele me xingou, dizendo que eu estava sendo antiprofissional e descumprindo os valores da instituição, porque o combate às drogas é um dos valores da instituição”, recorda. “As polícias se alimentam disso simbolicamente, porque isso dá ao policial o status de guerreiro, e financeiramente, porque os governos federal e estadual dão verbas para as polícias em programas como ‘Crack – é possível vencer’, o PROERD [Programa Educacional de Resistência às Drogas] das PMs e outros, que não dão em nada”, diz o policial, que estuda a guerra às drogas em seu mestrado em Direitos Humanos.

Os “agentes da lei contra a proibição”, reunidos na LEAP (Law Enforcement Against Prohibition), vêm mostrando, há longa data, por meio de seminários no Rio e palestras em diversas regiões do país, que não há saída para se transformar as polícias e sua relação com a sociedade senão legalizar a produção, o comércio e o consumo de todas as substâncias – já que a guerra às drogas não apenas não é capaz de reduzir seu consumo como promove uma verdadeira matança que atinge, sobretudo, moradores de favelas e os próprios policiais. Muitos dos policiais entrevistados para esta matéria são membros da organização, por acreditarem que somente com o fim da guerra é possível desmilitarizar os soldados que são lançados nela.

“Temos que convocar esses policiais que estão lutando na contramão para o debate, e quem sabe formar uma associação, uma liga de policiais pela democracia, contra o fascismo, porque o fascismo está crescendo e pondo suas asas dentro das instituições policiais. Por isso é um momento importante para ampliarmos essa discussão”, encerra o delegado Zaccone.

Fonte: Blog Ponte

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Como proceder para receber o seguro de vida em caso de morte ou invalidez permanente de policial ou bombeiro

Ontem, após o texto: Seguro de vida – Família de policiais militares e civis foram indenizadas, vários policiais entraram em contato, interessados em maiores informações sobre o assunto. A grande maioria tinha interesse em saber sobre os procedimentos em caso de acidentes (sinistros).

Em caso de acidentes com morte ou lesão permanente, sugiro entrar em contato com o órgão de pessoal das corporações, em especial com os co-executores, além de entrar no site: http://www.previsul.com.br/sinistro/.

COMO PROCEDER EM CASO DE SINISTRO

EM CASO DE SINISTRO, O SEGURADO OU BENEFICIÁRIO DEVERÁ PROVIDENCIAR OS DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O ANDAMENTO DO PROCESSO DE INDENIZAÇÃO E ENVIÁ-LOS À PREVISUL.

OS DOCUMENTOS COSTUMAM VARIAR CONFORME A NATUREZA DO SINISTRO. ABAIXO VOCÊ PODE CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA REQUERIMENTO DE BENEFÍCIO/SINISTRO POR TIPO DE OCORRÊNCIA.

OS FORMULÁRIOS DEVEM SER ENTREGUES NA FORMA DE CÓPIA AUTENTICADA EM CARTÓRIO PÚBLICO.

Clique em: SELECIONE ABAIXO O EVENTO COBERTO.

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MORTE ACIDENTAL

DO SEGURADO

  • Certidão de óbito (cópia autenticada)
  • RG e CPF (cópia autenticada)
  • CNH, se condutor do veículo (cópia autenticada)
  • Comprovante do último pagamento ou contracheque do mês anterior ao falecimento
  • Comprovante de residência atualizado
  • Laudo de Necropsia (cópia autenticada)
  • Laudo de Teor Alcoólico (cópia autenticada)
  • Boletim de Ocorrência Policial (cópia autenticada)
  • Inquérito Policial (fase atual)
  • Certidão de Casamento atualizada (cópia autenticada) (*)
  • Declaração de Filhos (*)
  • Declaração de Vida Marital (*)
  • Aviso de Sinistro
  • Declaração de filhos e de vida marital

* Quando não houver indicação de beneficiários

DOS BENEFICIÁRIOS

  • RG ou Certidão de Nascimento e CPF, em caso de beneficiário menor de idade (cópia autenticada)
  • RG e CPF (cópia autenticada)
  • Comprovante de residência atualizado
  • Dados bancários, para crédito do sinistro
  • Havendo beneficiário(a) falecido(a), anexar certidão de óbito (cópia autenticada)
  • Autorização de pagamento

Caso seja impossível fornecer qualquer um dos documentos acima, necessitamos justificativa.

INVALIDEZ PERMANENTE POR ACIDENTE (IPA) DO SEGURADO:

  • RG e CPF (cópia autenticada)
  • Comprovante do último pagamento ou contracheque do mês anterior ao acidente
  • Comprovante de residência atualizado
  • Boletim de Pronto Atendimento Hospitalar
  • Boletim de Ocorrência Policial (cópia autenticada)
  • Em caso de acidente automobilístico, CNH, se condutor do veículo (cópia autenticada)
  • Laudo de Teor Alcoólico, se houver (cópia autenticada)
  • Exame Necroscópico/Corpo e Delito, se houver
  • Laudos Médicos e exames realizados
  • Dados bancários, para crédito do sinistro
  • Aviso de Sinistro IPA
  • Autorização de pagamento

Caso seja impossível fornecer qualquer um dos documentos acima, necessitamos justificativa.

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