Dos 14 candidatos mais votados da PM em 2014, para distrital, metade pensa em não sair candidato novamente

Recentemente escrevi um texto que gerou várias discussões nos bastidores da PMDF, acredito que o texto tenha cumprido seu papel. Afinal, sou “discípulo” de Simmel, também acredito que “o conflito gera a mudança.” 

Todos os anos, principalmente os de eleição, percebo um monte de enrolação de candidatos que nada agregam a corporação. Tivemos a política do “trio elétrico”, que sempre combati, iniciamos a “política dos bastidores” e agora vivemos a “política da tietagem”, como assim Aderivaldo? Isso mesmo. A política da “tietagem”. “Potenciais lideranças”, outras apenas “pretensas lideranças”, se acostumaram a tirar fotos com autoridades, demonstrando intimidade com o poder para ao final “fingir” que estão trabalhando pela tropa. Vi muito isso enquanto estive como Assessor de Gabinete do Secretário de Segurança. A maioria não apresenta nenhuma proposta, faz uma visita de cortesia, tira uma foto e depois diz que apresentou a solução de todos os problemas da categoria. Ledo engano. Não é somente candidatos da caserna que fazem isso, vi deputados aplicando na prática a “política da tietagem”.

Liderança está ligada a influência. Um líder precisa mostrar o caminho, saber para onde está conduzindo seus liderados. Liderar é influenciar pessoas para um objetivo comum. Por isso, sempre digo e continuarei dizendo que a Polícia Militar peca por falta de lideranças políticas capazes de representar seus eleitores. Podem cegos guiar outros cegos? Muito difícil. Nosso problema não é o excesso de liderança. É a falta delas. Principalmente com credibilidade para nos representar. 

Voltemos a análise política que tanto precisamos: em abril vidouro os partidos estão encerrando suas nominatas. Nós, policiais militares, nos gabamos de poder escolher o partido “certo” porque somos os últimos a nos filiar. Ledo engano novamente. Não escolhemos, a maioria é escolhida para servir de “escada” para candidatos praticamente eleitos. Nesta próxima eleição muitos pretensos candidatos ficarão sem legenda para candidatura, pois o número de vagas reduziu bastante. O fato de não termos cidadania plena, ou seja, participar de partidos políticos nos limita e muito neste processo. Ainda mais agora que os partidos irão financiar as campanhas e escolher para onde será distribuído o fundo partidário.

Nos últimos dias tenho me dedicado a conversar com alguns ex-candidatos, daquela lista que postei aqui no blog ( clique para ver) e tenho tentando convencer alguns de irem para uma mesma coligação. Inicialmente, iriam para o DEM, mas algumas indefinições do partido, inclusive com seu presidente, implodiram tal ideia. Agora precisamos seguir avante. 

Após analise de cenário e conversas com os 14 policiais militares da corporação mais votados em 2014, somente aqueles que tiveram mais de mil votos, particularmente, acredito que o Guarda Jânio seguirá o Senador Hélio José em seu partido, O Subtenente Hermeto, deverá continuar no partido de Filipelli, seu padrinho político, mas não fechou as portas para uma troca de agremiação, caso os policiais militares queiram se unir, o Tenente Poliglota” não virá candidato, o Major Cruz ainda analisa a possibilidade de concorrer ou não, o Subtenente Pato, que iria para o DEM, já busca uma outra opção, o Subtenente Leiber pensa em não sair candidato, pois já tem outros compromissos assumidos, mas não descartou a possibilidade, o Sargento Cleyton do NCP, também está propenso a não sair candidato, eu, Sargento Aderivaldo Cardoso, estou propenso a apoiar alguém para Distrital,  em condições de representar a categoria,  se for o melhor para a coletividade, o Coronel Jooziel, também pensa em não sair candidato, mas ainda preciso conversar pessoalmente com ele, já o Coronel Giuliano ficou de conversar comigo após o carnaval, o Sargento “Jabá” está em busca de um partido, o Sargento Ailton Miranda, em reportagem, apareceu que iria para o Podemos, mas ainda não conversamos e a Sargento Denízia ainda não consegui contato. Somente nesta relação estamos falando em mais de 45 mil votos, que poderiam migrar para um ou dois candidatos PM´s.

Seguiremos avante em busca de união e consenso. Coloco-me à disposição dos interessados em unir forças para elegermos um irmão de farda.

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