Secretaria de Segurança gasta R$ 100 mil com corrida de rua

Os policiais militares precisam arriscar a vida nas ruas do Distrito Federal usando coletes balísticos vencidos enquanto índices de criminalidade disparam, como é o caso dos homicídios e latrocínios (roubo seguido de morte). O cenário não é dos melhores e a população busca formas de lidar com o medo. Já a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social prefere gastar com eventos esportivos em vez de destinar mais recursos à atividade fim da pasta. A SSP repassou, para a Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, R$ 99.040,00 mil para despesas com a 2ª Etapa do Circuito de Corridas.

O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou, no último dia 13, uma portaria conjunta entre as duas pastas em que é firmado o repasse do valor. A publicação ainda traz o motivo do investimento: “O fortalecimento da estratégia preventiva de segurança cidadã”.A pasta da Segurança abriga, em sua estrutura, a Subsecretaria de Segurança Cidadã (Susec). O setor é responsável por manter projetos de resgate social por meio da atividade física, entre elas o “Esporte à Meia Noite”, que deveria beneficiar jovens de grupos de vulnerabilidade social.

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Sem lanche
No entanto, Segundo um professor do projeto ouvido pelo Metrópoles, as aulas – que até a semana passada estavam paralisadas em sete cidades do DF – voltaram a ocorrer de forma precária. “Não temos mais como oferecer o lanche que era servido aos jovens”, disse.

Em resposta, a Secretaria de Segurança respondeu que o fornecimento de alimentos que subsidiam o lanche (iogurte, mussarela, queijo frescal e manteiga) está regularizado. No entanto, o professor lembrou de um detalhe importante: o pão consumido pelos jovens ainda está em falta. “De que adianta manteiga se não tem o pão para os alunos consumirem?”, questionou.

Sobre o repasse feito para viabilizar o evento esportivo, a pasta destacou que os recursos serão usados para a realização de uma corrida no próximo dia 29, às 8h30. “O evento reunirá atletas, representantes dos conselhos comunitários de segurança pública e profissionais da área que praticam o esporte”, ressaltou a secretaria.

Ainda segundo a secretaria, os “objetivos do evento atendem tanto aos interesses da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social quanto da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer, na medida em que promovem a interação entre as forças de segurança e a sociedade e incentivam a prática de esportes”.

Fonte: Site Metrópoles

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Nossa visão:

Usar o discurso da aproximação entre a polícia e a comunidade para gastar cem mil reais é um absurdo. As estratégias de policiamento comunitário vão muito além do que foi dado como desculpa pela SSP. Este dinheiro poderia ser repassado para projetos da Polícia Militar, como por exemplo os do Guará, no 4º BPM, ou  na Ceilândia. O PROERD precisa muito deste dinheiro, até pouco tempo faltava dinheiro para as camisetas e bonés. A aproximação entre a polícia e a comunidade, passa necessariamente pelas Corporações policiais. O resto é balela…

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