Homicídios no DF aumentam 18% em abril

Pela primeira vez em um ano, o número de homicídios e latrocínios cresceu no DF. O balanço da criminalidade do mês de abril, divulgado na tarde desta segunda-feira (16/5), confirma a sensação de insegurança do brasiliense. No mês passado, foram registradas 52 mortes violentas, aumento de 18% em relação a março, quando o número ficou em 44.

Já os roubos com morte passaram de 2 para 6 no período, crescimento de 200%. Outro dado que chama a atenção é o roubo a pedestres, com crescimento de 27,9%. De 2.779 registros em abril de 2015, o número saltou para 3.541 em abril deste ano. O comandante-geral da PM, Marcos Antônio Nunes, disse que a crise econômica e o desemprego têm causado o aumento desse tipo de crime. “O déficit de policiais também tem dificultado a situação”, afirmou. No entanto, esse crime apresenta redução na comparação de março deste ano com abril, quando caiu, respectivamente, de 3.732 para 3.541.

Nunes destacou que Polícia Militar passa por reestruturação visando justamente amenizar esse problema. A ideia é reduzir o número de homens ocupando cargos administrativos e transferi-los para a área operacional.

Pedro Alves/Metrópoles

Entrevista coletiva da Secretaria de Segurança divulga dados da criminalidade no DF em abril

As mortes no trânsito preocupam: cresceram 61% em abril. Enquanto em março, 26 perderam a vida nas vias do DF, o número saltou para 42 no mês passado. O diretor-geral do Detran-DF, Jayme Amorim, disse que a elevação se deve ao alto número de acidentes com mais de uma vítima, como capotamentos e atropelamentos. Cerca de 20% das pessoas mortas no trânsito em abril eram passageiros.

Em queda
Entre os crimes que apresentaram queda estão os roubos em coletivos. Em março, foram registradas 237 ocorrências e, em abril, o número ficou em 221. Apesar da redução, a PM planeja ações, com o apoio do Sindicato dos Rodoviários, para diminuir ainda mais os índices desse tipo de crime. O roubo a residências caiu de 88 para 74. Os casos de estupro também sofreram redução, de 61 para 58.

Estatísticas criminais
Por meio de nota enviada à reportagem, a Secretaria da Segurança Pública e da paz Social contesta a comparação do número de mortes violentas registradas em março e abril deste ano, que aponta crescimento de 18% no período. Segundo o órgão, “a passagem do tempo não é linear para os fenômenos criminais, pois implica em mudanças climáticas, alterações das atividades sociais e econômicas, favorecendo ou inibindo a ocorrência de determinados crimes”. Ainda de acordo com a pasta, “caso se queira comparar apenas os meses de abril, as ocorrências de homicídio caíram 10,3% (de 58, em 2015, para 52, em 2016)”.

 Foto: MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Foto: MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Fonte: Site Metrópoles

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