Homicídios no DF caem 7,2% em janeiro

O Distrito Federal registrou 64 homicídios em janeiro, cinco a menos do que no mesmo mês de 2015. O índice foi um dos que sofreram redução (7,2%) neste ano, conforme levantamento da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, divulgado na tarde desta quinta-feira (4) no Centro Integrado de Controle e Comando da pasta, no Setor de Administração Municipal. “É uma queda positiva, pois está dentro da meta de diminuição de 6% prevista no Viva Brasília, Nosso Pacto pela Vida”, analisou a secretária Márcia de Alencar Araújo.

Entre os 12 tipos de crime citados no balanço, outros seis tiveram menor número de ocorrências. Foi o caso de tipos graves, como latrocínio (roubo seguido de morte) — com queda de três (7 em 2015 contra 4 em 2016) — e lesão corporal seguida de morte (2 ante 1).

Em parte dos crimes contra o patrimônio, houve quedas mais expressivas, mas, ao mesmo tempo, aumentos que continuam a preocupar o governo. Roubo de veículo (de 522 para 494), roubo em comércio (de 357 para 322) e furto em veículo (de 1.237 para 999) foram os que caíram, enquanto cresceram roubo a pedestre (de 2.860 para 3.061), roubo a transporte coletivo (de 211 para 241) e roubo em residência (de 52 para 89).

Desafio
De acordo com a secretária, o maior desafio da Segurança Pública tem sido enfrentar, principalmente, o roubo a residência, que apresentou aumento de 71,2%. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, trata-se de um crime de oportunidade e migratório. “É um fenômeno que nós estamos estudando por meio da inteligência da polícia e da análise criminal”, disse, ao explicar que o estudo sobre o modo de agir dessas quadrilhas está sendo reforçado neste mês. “No sábado passado, tivemos três roubos a residência, no Lago Norte, em Taguatinga e no Recanto das Emas, e com base nessa reflexão, a polícia já estava próximo e conseguiu prender os assaltantes.”

A análise da Polícia Civil detectou que parte dos assaltantes envolvidos nos roubos a residência tem migrado de outros crimes, como tráfico de drogas e furtos. “Muitos presos nos contam que procuram a casa para furtar algum objeto, mas acabam encontrando um empregado ou um morador e partem para o roubo”, explicou o diretor-geral adjunto, Anderson Espindola.

Em casos como roubo em coletivo, a secretária Márcia ressalta o aumento menor do que nos últimos meses. A elevação nos períodos comparados (janeiros de 2015 e de 2016) foi de 14,2%, bem abaixo dos 136,4% de dezembro de 2015 em relação ao mesmo mês de 2014.

Além de continuar investindo em operações como a Redução dos Índices de Criminalidade (RIC) e a Anjos da Guarda, a titular da pasta da Segurança Pública informou que as ações do Viva Brasília passarão a atender também o Entorno. “Entendemos que é um vetor importante para esse tipo de atividade criminal.”

Trânsito
Em janeiro, as mortes no trânsito representam outro índice que diminuiu em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foram 33 mortes em 2015, contra 24 em 2016.

Produtividade
Com o balanço de criminalidade, divulgaram-se dados da produtividade policial — ações específicas das forças de segurança e da própria secretaria para coibir o aumento nos indicadores. A Polícia Militar, por exemplo, empregou, por dia, 2,8 mil policiais e 700 viaturas em janeiro. Além disso, abordou 119.606 pessoas e 35.804 veículos e parou 6.603 ônibus. As ocorrências policiais do mês somaram 19.766.

Na Polícia Civil, o destaque ficou para o número de menores apreendidos por mandados de busca e apreensão: 134 em 2016 e 123 em 2015 — aumento de 8,9%. O porcentual se repete de maneira inversa (-8,9%) quando analisada a queda na quantidade de presos por mandados de prisão. Foram 593 em 2016 contra 651 no ano passado.

Também estiveram na apresentação do balanço o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; os subsecretário de Proteção e Defesa Civil, coronel do Corpo de Bombeiros Militar Sérgio José Bezerra, e de Integração e Operações, coronel Márcio Pereira, vinculados à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social.

Acesse a íntegra do balanço.

Diretor-geral adjunto da Polícia Civil, Anderson Espindola; secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo; comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; e comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Hamilton Santos Esteves Junior

Fonte: Agência Brasília

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