Uma reflexão sobre roubos em coletivos no DF

Inicio minha análise de hoje relembrando um texto do dia 17 de Novembro de 2015, cujo título foi: Houve algum “boicote” a gestão do então secretário de segurança Arthur Trindade? Não é de hoje que faço análise sobre roubo em coletivos. A vantagem de hoje é que disponho de números e gráficos para embasar a discussão. No texto supracitado  o governador fez o seguinte comentário:

“Neste momento, a prioridade é de buscar entender como acontecem roubos em coletivos para que possamos ter ações integradas das forças de segurança no DF, percebendo quais são as cidades onde os crimes são mais comuns e tendo acesso da polícia ao local”

Roubo em coletivos

De 2013 até 2015 temos tido um aumento significativo nesta modalidade de crime.

Roubo a coletivos

Outro comentário no texto que merece atenção para reduzir esta modalidade de crime foi:

À época o governador, Rodrigo Rollemberg, anunciou uma série de medidas para evitar assaltos a passageiros de ônibus, conforme várias reportagens a época, incluindo o monitoramento da iluminação e de mato alto nas paradas de ônibus, além da determinação para que as empresas de transporte coletivo forneçam obrigatoriamente imagens internas dos veículos na ocorrência de crimes. As estratégias fazem parte do programa “Pacto pela Vida” ou “Viva Brasília”, que visa reduzir a criminalidade do DF. De acordo com o governo, as administrações regionais deveriam acompanhar os estados dos equipamentos públicos e avisar a CEB e a Novacap sobre os problemas. As determinações do Governador foram cumpridas? Rollemberg afirmou que seriam levantadas as paradas de ônibus com maior registro de assaltos

Em outubro de 2015 foi o mês que tivemos o maior número de roubos em coletivo no DF, totalizando 314 (trezentos e quatorze) em apenas um mês, já em dezembro tivemos mais que o dobro dos crimes ocorrido em dezembro do ano anterior. Também é importante observar  que no mês de outubro e novembro sempre ocorre um aumento neste tipo de crime, ou seja, é um crime sazonal. O que precisa ser detectado é que fator fez com que este ano aumentasse mais que o “normal”.

Coletivos jul14 a jul15

Vejam acima os altos e baixos da modalidade de roubo em coletivos no DF no período compreendido entre jul/14 a dez/15. É importante ressaltar que os roubos em coletivo estão intimamente ligados ao roubo a transeunte, que normalmente ocorrem no perímetro próximo as paradas de ônibus. Os roubos ocorrem no trajeto entre a casa do trabalhador e a parada de ônibus, quando está saindo ou chegando e da parada de ônibus para o trabalho. Após perceber isso, fiquei com uma dúvida quanto ao reforço do policiamento aos finais de semana, em especial a noite. Este policiamento aumenta a sensação de segurança, mas é capaz de reduzir tais modalidades de crimes?

Anúncios

3 Comentários

Arquivado em Ocorrências

3 Respostas para “Uma reflexão sobre roubos em coletivos no DF

  1. Renato Godoi

    Seria interessante ter um esboço da estratégia e ação adotada pela secretaria de segurança pública e das policias para analisar se os números dos crimes são reflexos das ações das policias. Dessa forma, numa análise superficial seria possível avaliar a eficácia das instituições nos seus papéis e possibilitaria uma análise visando a melhora constante na atividade.

    Quanto a sensação de insegurança, dentre outros fatores acredito que é alimentada pela sensação de impunidade.

    Curtir

  2. Pingback: É preciso “quebrar ovos” para se mexer em estruturas conversadoras e ultrapassadas. | Aderivaldo Cardoso

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s