Falta de manutenção deixa quase metade da frota da PM do DF parada

Sempre digo que a PMDF trabalha muito, isso é fato. Os números não metem. A parte “operacional” está funcionando bem. Os bandidos estão sendo presos, as armas estão sendo retiradas das ruas, os homicídios estão diminuindo, os índices de criminalidade estão abaixando, o governo está tendo pautas positivas constantes na área de segurança pública, uma das poucas pastas que está dando “resultados”, mas e a parte “administrativa”, como está? Como anda a gestão das Corporações?

Da mesma forma que a parte “operacional” está trazendo pautas positivas, a gestão tem sido responsável pelas piores pautas do governo: a gestão na saúde deixou a desejar, as promoções não vieram, coletes venceram, rádios falharam, pois contratos venceram, viaturas baixaram por falta de manutenção, dentre outras pautas negativas. Uma reportagem do site G1 chama a atenção:

estratégico, tático e operacional

Quase metade (43,52%) da frota da Polícia Militar do Distrito Federal está parada, sem poder ser usada pela corporação. Dentre os 4.134 veículos, 1.799 estão inoperantes – porque estão em manutenção, fazem parte de inquérito ou estão sendo “aposentados”. Os dados foram obtidos pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação e são referentes ao fim do mês de outubro.

De acordo com a PM, a maior parte dos automóveis passa por manutenção corretiva, que pode levar até dez dias para ser concluída. Ao todo, há 1.187 veículos em manutenção, 300 em inquérito técnico (quando uma apuração é aberta para investigar danos envolvendo o carro) e 312 em “processo de descarga” (quando os carros estão prestes a ser deixados de lado).

Os veículos são usados por cerca de 9 mil policiais (62% do efetivo total, de 14.505 servidores) em todas as regiões do DF. O tempo de vida útil dos carros é de cinco anos, em média, mas o automóvel mais novo tem dois anos e o mais velho, nove.

Segundo o porta-voz da Polícia Militar, Michello Bueno, a quantidade de carros parados não afeta o serviço da corporação. “A gente tem muita viatura. Sempre tem uma quantidade a mais para esse tipo de situação, no mínimo o dobro, para quando acontecer de fazer revisão, sofrer um acidente ou qualquer coisa que impossibilite a viatura de rodar”, afirmou.

Para o professor de administração da Universidade de Brasília Jorge Pinho, especialista em gestão pública, a PM não deveria ter tantos veículos parados. “Se tem muitos carros, é porque tem mais do que o necessário. Ou seja, houve má gestão em algum momento. Antes de comprar novas viaturas, tem de ver como você resolve esse problema.”

A Polícia Militar não informou até a publicação desta reportagem quais são os principais modelos usados pela corporação, quanto custaram e o valor cobrado na manutenção. No ano passado, a PM gastou R$ 3,58 milhões na manutenção de automóveis do tipo SUV, modelo Pajero.

Contrato investigado
Em julho, a PM passou a investigar um contrato de mais de R$ 7,2 milhões para manutenção de 378 carros da corporação no período de um ano. O acordo foi assinado em setembro do ano passado com orçamento de R$ 5,8 milhões para consertos de um modelo específico de viaturas. Quatro meses depois houve aditivo de R$ 1,4 milhão ao contrato original. Não foi informado se há limitação na quantidade de revisões. O Ministério Público também apura o caso.

 Com base nisso, a manutenção de cada uma das 378 viaturas, do tipo Pajero, do ano de 2012, custaria R$ 19,1 mil. O comando da PM decidiu, então, investigar os números e apurar se houve prejuízo aos cofres públicos. Em nota, a corporação afirmou que, se encontrar irregularidades, vai responsabilizar os envolvidos.

Os carros são a diesel e com tração nas quatro rodas. A oficina contratada é a Guilherme Veículos, no Guará 2. A TV Globo apurou que a oficina teve autorização de uso de área pública revogada pela Administração Regional do Guará em dezembro do ano passado.

À época, o vice-governador, Renato Santana, afirmou que a oficina foi objeto de uma ação do Ministério Público pedindo o cancelamento da licença do estabelecimento. “Aquela região é uma região que tem um zoneamento que não permite esse tipo de atividade. Algumas dessas oficinas, inclusive essa, ocupa indevidamente a área pública.”

O dono da oficina, Guilherme Rezende, disse que tem autorização para funcionar, conseguida por meio de uma liminar. Sobre o valor do contrato, ele explicou que as viaturas ficaram cerca de dez meses sem manutenção, por causa do processo de licitação que envolveu uma ação judicial entre as empresas concorrentes.

Ele afirma ainda que enviou as notas fiscais de todas as peças que foram trocadas e que, até o final do contrato, não deve haver mais nenhum aditivo. “Encaminhei um relatório para o departamento de patrimônio e manutenção de transporte da Polícia Militar mostrando todos os gastos, carro a carro, item a item, especificando, inclusive teve uma economia de 32% no contrato.”

PM VIATURA PAJERO

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