A extinção da representação política na PM

É fato que o cenário político está mudando a cada dia. A última eleição deixou claro a divisão interna nas cidades e nas corporações. O voto distrital parece cada vez mais próximo. As cidades e os grupos religiosos estão falando mais alto que as corporações estatais. Os políticos mais votados pertencem basicamente a três categorias: empresários, líderes religiosos, professores particulares e líderes comunitários.

Está claro que os sindicatos perderam força. Está nítido que a maioria dos policiais apoiaram candidatos de fora da corporação. Tenho refletido bastante sobre o tema. Em breve, a tendência é perdemos cada vez mais representação, independentemente de nossa organização. É um processo natural. Votamos em quem conhecemos. Por isso, cada vez mais votamos em nossos vizinhos, amigos de igreja e de outros convívios. Em nossa corporação não criamos mais vínculos. Não nos reunimos mais. Portarias nos proíbem de dialogar. Estamos sendo extintos politicamente. As práticas do passado mataram a vontade de participação.

Tudo está perdido? Creio que não. Depois do caos sempre virá a calmaria. Novas lideranças estão surgindo. Novas práticas também. Caberá aos eleitores ter a capacidade de identificá-los. Caso contrário, seremos extintos politicamente…

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5 Comentários

Arquivado em polícia militar

5 Respostas para “A extinção da representação política na PM

  1. sgt decepcionado

    Aderivaldo, concordo em parte com sua explanação, no entanto, como ja conversamos outrora não creio que corremos esse risco (de ser extintos politicamente), tendo em vista, o voto ser classista. Em minha humilde opinião uma das bases em que me apoio para tal e a de que juntos somamos mais de 150 mil votos, dessa forma, precisamos sim de outras soluções para unificar esses votos em poucos candidatos para aumentarmos nossas chances. Mas isso e outra historia. Espero ter contribuído para reflexão. Um abraço.

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    • Aderivaldo Cardoso

      Todos vez que escrevo uma reflexão meu amigo, a faço no desejo de errar. O cenário não é bom. Mas vamos continuar na luta. Abraço e obrigado pela reflexão.

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  2. Leandro

    Amigo Aderivaldo..
    De antemão, parabéns pela campanha. Já conversamos a respeito de alguns dos tópicos de sua proposta, em que concordo com algumas, discordo de outras e tinha dúvidas sobre poucas. De qualquer maneira, acho que a ideia é justamente essa, levantar a bandeira e levar a ideia adiante.. calado nada funciona!
    Sobre seu post, tenho duas observações. A primeira diz respeito à ausência de representação política, no âmbito federal e distrital, pelos próximos 4 anos. Infelizmente, não conseguimos emplacar nenhum candidato (Oficial ou Praça, pra mim tanto faz). Pessoas com ideais plausíveis para a instituição e que, por diversas razões, não conseguem se eleger porque encaminham seus votos para a legenda ou para outro candidato mais forte.
    Em segundo lugar, mais uma vez percebi que não sabemos lidar com o processo eleitoral, principalmente a questão do coeficiente eleitoral necessário para a constituição de 1 vaga. Noutra oportunidade mostro aqui como se faz essa conta. Certo é que, enquanto não aprendermos a jogar o jogo, continuaremos nadando em círculos, dependendo dos representantes de outras categorias para conseguir o que queremos (ou impedir que outros consigam o que não queremos). Depende do ponto de vista né..
    Por fim, antes que alguém comente, o Fraga não é o candidato da PM. Pode até ser coronel da reserva, mas não foi eleito pela categoria. Não houve um acordo ou algum tipo de ajuste para colocá-lo na Câmara dos Deputados. E, pra piorar, ainda levou o Bessa junto (o tal coeficiente eleitoral, que ainda não aprendemos a utilizar.. acho até que não sabemos do que se trata esse tal coeficiente)..
    Abraços!

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    • Leandro

      Aproveitando a oportunidade..
      Em relação ao comentário do “SGT DECEPCIONADO”, sabe por que temos vários candidatos e, por conseguinte, não conseguimos eleger nenhum?? Simples..
      Porque a licença durante o período eleitoral é sem prejuízo da remuneração e do tempo de serviço. Assim, viro candidato e adquiro o direito de me afastar por 3 meses recebendo a remuneração integral, sem nem precisar fazer campanha no rádio, na tv ou no boca-a-boca.
      Novamente: ou aprendemos a jogar o jogo, ou vamos continuar sofrendo..
      Por ora, só daqui a 4 anos mesmo (e olhe lá)!!

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    • Aderivaldo Cardoso

      Boa tarde meu amigo. É sempre bom vê-lo comentando aqui. Temos muito a aprender.

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