PMDF apura embriaguez de oficial visto caído e armado ao lado de carro

No DF policiais militares cometem vários crimes e não são presos, desde abuso sexual, embriaguez ao voltante em carro oficial, portam arma em estado de embriaguez, desviam dinheiro público, ameaçam autoridades, dentre vários outros crimes. Alguns foram até aposentados. A única coisa que não é permitida de forma alguma é reivindicar melhorias salariais ou fazer críticas ao governo e autoridades. Triste realidade! Nossa luta é por direitos! Liberdade de expressão em nosso meio já!

Tenente-coronel foi indicado para analisar mudanças na carreira dos PMs. PM diz que ele será substituído e que o estado de saúde dele será avaliado.

Um tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal foi encontrado na manhã desta segunda-feira (24) caído numa rua de Águas Claras ao lado de uma viatura da corporação, com uma pistola .40 na cintura e com sinais de embriaguez. A cena foi comunicada à corporação, por meio do telefone 190, às 6h25 desta segunda por uma pessoa que não quis se identificar.

G1 teve acesso, com exclusividade, a uma cópia da ocorrência que cita o nome do tenente-coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues. (Foto: G1 / Reprodução)Cópia da ocorrência que cita o tenente-coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues (Foto: G1 / Reprodução)

G1 teve acesso, com exclusividade, a uma cópia da ocorrência. Nela, o nome do oficial citado é do tenente-coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, de 41 anos. O G1 não conseguiu contato com o tenente-coronel. Ele foi nomeado nesta segunda-feira (24) para integrar uma comissão que será responsável por realizar um estudo sobre a reestruturação das carreiras dos policiais militares. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do DF.

A PM enviou uma nota na tarde desta segunda dizendo que “será instaurada a competente sindicância para apuração” e que o oficial “será substituído na comissão para o qual fora nomeado”. A PM afirma ainda que o tenente-coronel será “apresentado ao Centro de Assistência Social da PMDF, para avaliação de seu estado de saúde”.

Após a ocorrência ter sido comunicada à Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade), uma viatura da PM foi até o local onde o tenente-coronel estava. O histórico final da ocorrência confirma que o oficial apresentava sinais de embriaguez e que o militar foi localizado caído, fora da viatura, desacordado e com uma pistola .40 na cintura. A arma estava com dez balas intactas. Os PMs que chegaram ao local constataram que um dos pneus do carro onde estava Rodrigues estava furado.

Os PMs foram orientados pela Ciade para levar o tenente-coronel até a residência dele, em Vicente Pires, onde a pistola.40 foi devolvida ao oficial. No texto da ocorrência, há a informação de que o comandante-geral da PM, coronel Anderson Moura, “tem ciência de toda a situação”.

Denúncia de abuso
O tenente-coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues responde, no Tribunal de Justiça do DF (TJ), a um processo por tentar agarrar, em 26 de agosto de 2012, uma garçonete de um bar em Vicente Pires. O caso foi filmado por câmeras de segurança do estabelecimento.

A garçonete, à epoca com 22 anos, acusou o tenente-coronel, aparentemente embriagado, de tentar beijá-la. Uma sargento da PM, que passava pelo local de carro, parou e tentou impedir o ataque à garçonete. Sem saber de que se tratava de um oficial da PM, a sargento tentou prendê-lo. O tenente-coronel ignorou a ordem e também tentou beijar a graduada, que se esquivou do colega.

A ação contra o tenente-coronel foi acolhida pelo TJ no dia sete de novembro de 2012. Até a publicação desta reportagem, a última movimentação do processo tinha sido em 10 de dezembro do ano passado, sem que houvesse decisão da Justiça sobre o caso.

Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/pmdf-apura-embriaguez-de-oficial-visto-caido-e-armado-ao-lado-de-carro.html

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10 Comentários

Arquivado em polícia militar

10 Respostas para “PMDF apura embriaguez de oficial visto caído e armado ao lado de carro

  1. Prezado Aderivaldo, como sempre, me manifesto quando entendo que devo.
    Inegável o respeito que tenho por suas reflexões, ainda que, em alguns casos eu possa não concordar. Esse é um deles.

    No destaque inicial deste post, você faz uma referência a diversas condutas impróprias e/ou criminosas de “policiais militares do DF”, de uma forma generalizada que, me parece, inadequada para alguém que se propõe um pesquisador especialista em uma temática muito cara à nossa sociedade: a segurança pública, e, ainda mais cara à nossa instituição.

    Penso que neste caso (sua reflexão), está se generalizando a partir da exceções e não da regra, o que não é boa ciência. Uma avaliação histórica de nossa corporação dá conta de um volume extremamente reduzido de desvios de comportamento entre oficiais e praças, ao ponto de sermos considerados senão como incorruptíveis, pelo menos como a PM com os mais baixos índices de desvios no país, o que deveria nos orgulhar (todos), já que, sendo um grupo social, numa sociedade onde valores e princípios morais estão em processo de degradação contínua, é de se esperar algum grau de desvio como nos ensinou Durkheim.

    Preocupa-me que, em nome de objetivos que desconheço (ou prefira não conhecer), exaltemos como genéricos, comportamentos que colocam nossos policiais (todos) numa condição que não merecemos, maculando de forma inconsequente uma instituição que tem reconhecimentos indeléveis em sua história.

    Não me parece ser esse o melhor caminho, sejam quais forem tais objetivos.

    Por outro lado, reitero minha concordância com a necessidade premente de mudanças nos códigos de conduta que regem as polícias militares de todo o país. É, sim, ao meu ver, chegada a hora de mudanças estruturais significativas que agreguem ao invés de separar; que valorizem, ao invés de subjugar; que produzam os resultados esperados pela sociedade, ao invés de se prenderem a ritos e processos que não têm em conta o resultado e, isso, infelizmente, tem sido uma recorrência histórica na vida institucional, pela qual não se pode responsabilizar indivíduos isoladamente e, sim, um conjunto de fatores que, à conveniência das circunstâncias, tal como ocorre agora, é tratado conforme sejam os diferentes objetivos, principalmente políticos, aos quais se subordinam.

    Portanto, a primeira parte de sua reflexão no destaque, me parece inconveniente, despropositada e injusta com todos os policiais militares, exceto com aqueles poucos, oficiais ou praças, que certamente a mereçam.

    A segunda parte, por outro lado, é própria, oportuna e justa, ao meu ver. Talvez, a operacionalização dela é que venha sendo conduzida de modo estrategicamente equivocado, mas isso é outra questão. As mudanças devem ser buscadas pelos meios próprios e concernentes ao momento político e ideológico que se vive. É preciso, sempre, fazer uma leitura adequada do cenário para entender e entrever quais as estratégias, táticas e ferramentas que podem ser adequadas para o estímulo ao processo de mudança e, nem sempre (ou quase sempre), a força e a rebeldia não são o melhor caminho. Com raras exceções, a história nos mostra isso.

    Por fim, gostaria de lhe recomendar que assista no Netflix, as duas temporadas da série “House of Cards”. Tenho absoluta certeza de que não é o melhor exemplo de condutas a serem adotadas por qualquer um de nós, mas é um exemplo de como a política funciona e de como podemos aprender algo com ela, e até para nos precaver. Quando os fins começam a justificar os meios, corremos o risco de perder o controle do processo e, no final, nossa própria dignidade.

    As decisões que tomamos agora terão consequências que nos serão cobradas no futuro, inexoravelmente!

    Um abraço.

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    • Aderivaldo Cardoso

      Caro professor, o Gerson foi perfeito na análise dele. Optei em não citar os dois casos, mas um refere-se a um oficial que por duas vezes esteve na mídia por fato semelhante e outro de uma praça que continua na mídia. Optei em não citar os nomes e em falar de uma praça e um oficial justamente para manter minha imparcialidade no processo. A crítica foi no sentido de uma transgressão de carater “de opinião” ter uma atuação mais rígida do que outras de cunho criminal (comum) ou simplesmente de cunho disciplinar. Se tiver interessse digo os nomes dos policiais e apresento os links públicos de vários jornais que tratam do tema. Ultimamente tenho me silenciado como pesquisador com receio da repressão em nossa instituição. Tenho optado em reproduzir matérias do que produzir conhecimento. Sinta-se a vontade para comentar. Abraço

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  2. Gerson

    Prezado Sr. Nelson, percebo que mesmo com o seu alto grau intelectual não compreendeu ou não quis compreender que o comentário feito pelo Sr. Aderivaldo foi realizado de forma sarcástica, pois se dirige aos seres intocáveis da instituição que com certeza não são os praças que se encontram presos por reivindicarem melhores salários e orientarem os demais sobre as diversas atribuições que usurpamos dos demais órgãos do estado. A crítica foi realizada de forma subjetiva, pois o autoritarismo do sistema impede que seja realizada de forma objetiva, e presumo que não ofendeu nenhum praça da instituição.

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  3. SGT PIONEIRO

    O Aderivaldo em momento algum disse que condutas desse tipo é comum em nossa instituição, e a verdade é que realmente não são, graças a Deus. O que ele afirmou, e nisso concordo com ele, é que a sensação que temos em nossa PM é que a justiça tem pesos diferentes, usados segundo interesses políticos.

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  4. Nelson G. Souza

    Prezados Aderivaldo e Gerson, agradeço as resposta e insisto: a generalização é um expediente que se deve utilizar com o máximo cuidado porque pode alcançar (e quase sempre alcança) a todos aquele que não merecem nem a crítica, nem o sarcasmo. Quanto a citar nomes, em nenhum momento me comentário se ateve a essa questão e sim a comportamentos, os quais independente de suas fontes e de seus atores devem ser coibidos e devidamente tratados sob a luz da lei, com as consequências que tiverem que advir.
    Fora isso, me ombreio, como sempre, à todos aqueles que buscam um melhor equilíbrio entre os integrantes de nossa organização, contribuindo exatamente com o que posso e, finalmente, Gerson, não possuo um alto grau intelectual. Ao contrário. É função disso que procuro participar de processos de aprendizagem como esse aqui em que estamos discutindo. Aprendi, com isso, umas poucas coisas na vida. Uma delas foi a absoluta certeza de que ainda tenho muito que aprender. Há uma, entretanto, que tento manter em meu cardápio de lições aprendidas e que é perfeitamente traduzida através do pensamento de Gaston Bachelard, e que transcrevo: “O espírito científico nos proíbe de ter opiniões a respeito de questões que não sabemos formular claramente.” A minha preocupação constante é a de ir mais além do que os fatos, como insumo primário da ciência, me permitem ir.
    Um abraço a ambos e meus respeitos.

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  5. Nelson G. Souza

    Uma correção em minha última frase:
    A minha preocupação constante é a de NÃO ir mais além do que os fatos, como insumo primário da ciência, me permitem.

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  6. Nelson G. Souza

    Agregando. Aderivaldo, creio que você já me conhece o suficiente para saber que a mim não importa se o comportamento veio de um oficial ou praça, tenho o mesmo pensamento a respeito em qualquer dos casos. Tampouco me interessa o nome de quem quer que seja, Eu já disse em outro lugar, talvez aqui também, que a corporação é suficientemente pequena para sabermos quem é quem, quem faz/fez o que, e o que esperar de cada um, sejam oficiais ou praças. Não me iludo quanto a essas coisas e acredito que você também não deva.

    Nesse sentido, penso que devamos sim, você, eu e tantos outros que o fazem, continuar a produzir conhecimento, desde que o façamos conforme os princípios, insisto, da boa ciência e isso significa, necessariamente, evitar seu uso para fins outros que não a reflexão crítica, madura e consequente dos fenômenos com que, enquanto pesquisadores, lidamos. Sugiro, sem qualquer presunção, uma leitura a artigo que publiquei em 2007 no Fórum Brasileiro de Segurança Pública e revisitei recentemente em http://retratosdogama.wordpress.com/.

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