Arquivo do dia: janeiro 12, 2014

É hora de pressão: já imaginou uma assembléia com 10 mil policiais fardados?

A segurança pública esteve presente em todos os jornais e telejornais da semana, seja no plano nacional ou no plano local. Não há dúvidas de que a “segurança pública” irá pautar a próxima eleição no DF e no Brasil. Ciente da importância do tema para o país e de nossos desejos reivindicatórios, principalmente em ano de carnaval, copa do mundo e eleições, nossas estratégias e instrumentos de pressão contra o governo devem ser intensificados.

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Podemos dizer que, no ano passado, ao realizarmos e intensificarmos a “operação tartaruga”, o governo ficou de “joelhos” diante da cobrança da sociedade, infelizmente faltou-nos habilidade para darmos o tiro de misericórdia, acreditamos em uma falsa “trégua” e fomos rendidos e desarmados, após retornarmos com “força total” ao serviço. Em 2014 será diferente, pois aprendemos com nossos erros. Descobrimos que estamos em um jogo de paciência e que nós é que estamos no controle da situação.

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O atual comando, diferentemente dos outros, que também tentaram ganhar tempo e nos desmobilizar, está sendo mais direto e objetivo, diríamos até que está sendo menos político, ao afirmar que não teremos reestruturação e que irá lutar por um pequeno “reajuste”, algo que daria o mesmo trabalho e até mais desgaste no congresso nacional do que nossa reestruturação.

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É fato “que nosso problema é salário”! Queremos aumento salarial, sim, mas um reajuste digno, real, e não um “simples” cala boca escalonado ou até mesmo integral. A média da diferença salarial existente hoje na secretaria de segurança pública, entre todos os níveis da polícia civil e da polícia militar, gira em torno de R$ 3 mil (três mil reais). Precisamos focar em reduzir as diferenças internas e externas. Um aumento escalado ou mesmo que seja igual para todos abaixo de mil reais, apenas amenizará nosso problema, mas não o resolverá, pois manterá as diferenças internas e externas, podendo até aumentá-las.

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Agir dentro da legalidade está surtindo efeito, pois a pressão da mídia esta sendo grande, não temos dúvida de que tudo isso refletirá nas próximas eleições. Uma forma de potencializar nossa pressão seria uma grande marcha, fardados, semelhante ao que ocorreu em Minas Gerais em 1997 e em Alagoas ano passado, tomando cuidado apenas para não irmos armados. Por que fardados? A população nos reconhece pela farda. Todos os dias ocorrem manifestações na esplanada e em frente ao buriti. O que nos identifica é a nossa farda. Seria um grande manifesto e uma grande ação “midiática”.

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Não temos dúvidas de que a repercussão nacional nos meios de comunicação e a repercussão política tanto em âmbito federal quanto em âmbito local seriam enormes. Já pensou uma manifestação nacional? Em todas as capitais? No mesmo dia? Todos fardados mostrando a indignação contra o desrespeito que nossa categoria vem sofrendo? É hora de avançar! É hora de pressionar o Congresso Nacional, no mínimo, para que nos dê uma aumento digno e que inclua no orçamento dos próximos anos aumentos que possam diminuir as diferenças internas e eternas, além é claro, se possível for, devido o tempo, de apresentarmos um projeto que possa dar fluidez a nossas promoções.

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Sobre movimento fardado nas ruas a história nos remonta ao “movimento tenentista” – Revolta dos 18 do Forte. O primeiro marco na história desse tipo, o segundo foi Minas Gerais em 1997. Devemos aprender com o passado para construir o nosso futuro. O governo é igual panela de pressão, só funciona com muito calor e pressão!

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