Quando se perde a “legitimidade” perde-se o poder! É hora de mudanças na cúpula da segurança pública do DF

Já dissemos no Blog Policiamento Inteligente que quando uma figura pública perde a legitimidade ela também perde: o poder, a autoridade e a confiança da sociedade. Vários episódios na Secretaria de Segurança Pública estão comprovando isso:

“Política se faz conversando!” – em política não se corta a comunicação, nem tampouco a negociação, estabelece um interlocutor e mantém-se o diálogo durante a crise! O GDF está esquecendo essa importante lição ao romper o diálogo com a categoria policial militar! Quando se corta a comunicação e a negociação não se faz política, faz-se guerra! Estamos mobilizados e alertas!

As últimas postagens nos jornais e blogues deixam claro que o atual Secretário de Segurança do DF está segurando-se por um fio!

Caso ocorra sua saída, nos próximos dias ou nas próximas horas, esperamos que o próximo Secretário seja oriundo dos quadros das Forças de Segurança do próprio Distrito Federal, aqui temos profissionais capazes e qualificados para isso! Chega de estrangeiros do Exército, da Polícia Federal e Advogados nos comandando! Precisamos de profissionais que compreendam as nossas necessidades e anseios! Uma opção para os próximos governos é alternância de poder entre as Forças de Segurança no comando da pasta!

Saiba mais:

Embora não se comente publicamente, o episódio envolvendo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar e o sgt. da Polícia Militar do Distrito Federal Gilson Maranhão, deixou marcas e um grande mal estar dentro do Buriti.

Agnelo Queiroz: Uma dor de cabeça a mais

A divulgação do vídeo com o desabafo do policial, deixou em situação muito delicada o titular da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, que participou de um café da manhã, no quartel da PM em Samambaia, acompanhado de diversas lideranças comunitárias e políticas da cidade.

Na ocasião, Sandro Avelar teve que ouvir em tom de desabafo, alguns desaforos, e a ele ainda foi determinada uma missão, ser portador de um recado ao governador Agnelo Queiroz. (Veja o vídeo aqui).

A insatisfação vivida pelos policiais militares, é grande, hoje não se distingue as praças dos oficiais, o descontentamento é geral dentro dos quartéis. Para algumas fontes do blog, o desabafo do sgt. Gilson Maranhão tem que ser levado em consideração por todos. O desgaste poderia ter sido evitado.

Para piorar a situação, e para quem ainda não sabe, no dia de ontem, foi realizada uma reunião do governador e o seu vice Tadeu Filippelli, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, com todo o secretariado, dirigentes de empresas públicas do Distrito Federal, e com a exceção do administrador de Brazlândia, os demais administradores regionais estiveram presentes. O objetivo do chefe do Executivo local foi fazer um balanço das ações de seu governo, realizadas este ano. Sandro Avelar foi o último a chegar, aproximadamente às 11:30, quando a reunião teve seu inicio às 10:00 da manhã. …

Para essas fontes “o secretário de segurança ao deixar para trás uma reunião, onde estava presente todo o primeiro escalão de governo, chegou atrasado, e o pior, foi o último a chegar. Também foi desrespeitoso.” Do episódio de ontem, restaram perguntas, que precisam de respostas:

O que era mais importante: a reunião com todos os integrantes do GDF, incluindo ai o governador e o vice, ou um café da manhã, como ficou provado no vídeo?

Por que lideranças comunitárias se faziam presentes no local? Fontes revelaram ao blog que uma dessas lideranças, “se apresentou como assessora do secretário para adentrar ao quartel da Samambaia.”

Ficou muito ruim o episódio de ontem. Na capital da República, vermos a autoridade máxima da Secretaria de Segurança Pública, levar um pito de um dos seus comandados, e ainda ouvir os aplausos de todos os presentes, não a ele, mas ao comandado. Foi constrangedor.

A alegação de Sandro Avelar de que entende o posicionamento do policial militar, pelo passado que tem de dirigente classista, é compreensível, mas não da forma simplista como tenta passar para a opinião pública. Publicamente não é aceitável, quando se sabe que o secretário se filiou ao PMDB. A imprensa divulga que ele será candidato nas próximas eleições.

E do episódio, mais dúvidas ficaram nas cabeças das pessoas. “Sandro Avelar estará realmente preocupado em saber o quadro de insatisfação de sua tropa? Estará realmente ele preocupado com a segurança pública nossa cidade? Ou estará em plena campanha eleitoral extemporânea acobertada pelo cargo?”

E por último, uma pergunta que precisa, e tem que ser respondida. Quem pagou o café que foi servido no 11º Batalhão em Samambaia?

Passados onze dias da crise que teve seu inicio com a suspensão dos convênios de saúde, que atendem aos policiais militares e de seus familiares, cada dia temos uma novidade. Foi coronel desmentindo documentalmente, o seu comandante geral e demais autoridades, sargento utilizando o secretário de segurança como pombo correio, café da manhã em unidade militar para fins políticos. Fatos se acumulam a cada dia.

Até Rogerio Leão, chefe da Casa Militar se envolveu numa crise que dela não fazia parte. Chegou a pensar em punir o sargento Gilson, que diante do secretário de Segurança Pública, desabafou e mandou que ele levasse um recado ao governador do DF. E a Casa Militar pode mandar punir policiais lotados em outra unidade que tem comando? Nós não sabíamos disso.

Segundo nossas fontes, “se é para punir, vamos lá, outros exemplos existem passíveis de punições.”

1- É sabido que houve a determinação do Governo do Distrito Federal para que a Policia Militar apurasse, com a abertura de um Inquérito Policial Militar, a responsabilidade pela suspensão  dos convênios da saúde da PMDF. No entanto, o que foi dado conhecimento à imprensa, dentro da PMDF, é da “instauração de uma sindicância.” Temem alguns dentro da PMDF e do GDF, que com a instalação de um IPM, que tem a participação do Ministério Público, sejam expostas situações ainda desconhecidas da  população sobre a corporação.Com a sindicância, e sem a presença do MPDFT, pode-se, “dar um jeitinho”, e tudo cair no esquecimento.

2- E quem punirá o ex-comandante geral da PMDF que, em plena crise, viaja para o Mato Grosso para um encontro de comandantes gerais? E a mesma coisa fez o seu então substituto, que também viajou deixando para trás a crise na corporação? Parece pouco? Tem mais, quando foi chamado a Brasília, diante dos desmentidos de seu comandado, o comandante da corporação mandou um recado, “não volto, se o governador quiser que me demita”.

Para alguns, “esses episódios são reflexos da crise que teve seu inicio na PMDF com a quebra de hierarquia. Crise essa, que ha muito reflete na vida da população do DF quando, embora não se admita, há uma greve na PM”.

Para outros, parece haver em toda cadeia de comando do DF, falta de autoridade, compromisso e respeito, a começar pelo secretário que não se manifestou ao ouvir do sargento Gilson que, “se a Policia Militar não for contemplada como os outros órgãos da segurança pública, o troco vem na Copa do Mundo”.

“Foi uma ameaça, e ele (Sandro Avelar) calou, no passado ele era um sindicalista, hoje o Sandro é o Secretario de Segurança Pública da capital da República, e como tal, não poderia aceitar a ameaça que recebeu. Naquele momento abdicou do cargo, fez o papel de sindicalista, coisa que o Estado não lhe permite”. Finalizou.

De todos os desabafos que ouvimos, um sintetizou todos. “Diante dos acontecimentos vividos, no Distrito Federal o que está faltando é autoridade plena, absoluta, com respeito à ordem e a hierarquia. Todos merecem respeito! Mas todos também tem que se fazer respeitar”.

Com a palavra e a caneta, o governador do Distrito Federal.

 Fonte: Edson Sombra / Redação – 06/12/2013 – http://www.edsonsombra.com.br/post/o-gdf-e-a-crise-da-quebra-de-hierarquia

Nova minirreforma do secretáriado no horizonte

A possibilidade de uma minirreforma do primeiro escalão do Governo do Distrito Federal ampliou-se depois do incidente que envolveu o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, em Samambaia. Já estão previstas mudanças em secretarias como as de Desenvolvimento Econômico e do Entorno, assim como negociações para atender a partidos que hoje se consideram mal contemplados no governo, casos do PP, do PTB e do PSC. Ampliou esse espectro o episódio em que o secretário de Segurança foi desafiado por um defensor das reivindicações da Polícia Militar e, mais complicado ainda, da operação tartaruga.

Quem não defende

Ainda sobre o secretário de Segurança Pública, o mínimo que se ouvia ontem na Costa do Sauípe, ops, no Palácio do Buriti, era que quem não defende o governo não tem como estar no governo. Complicaram as coisas o fato de que o incidente foi gravado em vídeo, o que levou a repercussão até o Palácio do Planalto.

Fonte: Do Alto da Torre – http://crisoliveiralves.wordpress.com/2013/12/07/nova-minirreforma-do-secretariado-no-horizonte/

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7 Comentários

Arquivado em Política

7 Respostas para “Quando se perde a “legitimidade” perde-se o poder! É hora de mudanças na cúpula da segurança pública do DF

  1. nemias

    não entendo Aderivaldo, suas postagens dão margens a duvidas de que lado você tá.

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    • Aderivaldo Cardoso

      Estou do lado que sempre estive, mas se puder ser mais específico no ponto que gerou dúvidas, poderei elucidá-las. O professor Nelson bem colocou que os textos foram reproduzidos de outros blogs. A parte que me cabe foi apenas a reflexão introdutória. Abraço

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    • CBesta

      Na minha humilde opinião o Aderivaldo está do lado dele mesmo.
      Matando dois coelhos numa cajadada só.
      O secretário e o sgt.

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      • Aderivaldo Cardoso

        Por que o Sargento? Não entendi? Ele expressou exatamente o que sinto. Vamos amadurecer companheiro! Quanto ao secretário já tem tempo que eu defendo mudanças na cúpula da segurança pública, basta ler meus textos diariamente! O Governo foi eleito defendo a filosofia de policiamento inteligente, que passa pela valorização do homem da base, se isso não ocorreu não ter porque defendê-lo. É hora de mudanças sim na estrutura! Quanto ao sargento, desejo-lhe muita sorte e no que eu puder ajudá-lo ele pode contar comigo. Segunda feira estarei me apresentando para responder uma sindicância por causa de minha opinião em minha página pessoal do Facebook, por isso serei sempre solidário aqueles que estão tendo suas vozes silenciadas ou que sofrem punições (chibatadas) por expressar seu pensamento. Ampliar a visão política sempre a ajuda a sair da caverna que vivemos companheiro! A luz do conhecimento e da sabedoria possa brilhar em nosso meio, para que possamos sair do mundo de ignorância e limitação de pensamento que vivemos, fruto muitas vezes do LIMITARISMO em que fomos forjados. abraço

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  2. Prezado Aderivaldo, aqui vou eu uma vez mais. Primeiro, meus cumprimentos como sempre, por nos manter informados. Segundo, a todos que leem este blog, é preciso atentar para o fato de que as informações acima são, em boa parte, apenas uma reprodução (nem por isso menos importantes) do que está escrito em conhecidos blogs e cujas fonte na Internet estão citadas. Não se trata, pois de estar de um lado ou outro e, sim, analisar a notícia criticamente.

    A questão aqui exposta aponta sim, para um completo descarrilamento da máquina da segurança pública desde o que deveria ser sua locomotiva, a Secretaria de Segurança, até seus vagões mais distantes. Se chegamos ao ponto de o Secretário ter que ouvir calado o que ouviu e com toda razão do argumento (tenho absoluta certeza que ele não gostou), é porque chegamos a um caminho quase sem retorno.

    Tenho firme crença que as ameaças (porque foi exatamente isso o que ocorreu, e não o culpo pelo desabafo. Alguém, afinal, teve a coragem de fazê-lo) proferidas pelo Sargento (ou fosse qualquer outro integrante da segurança pública, PM, CIVIL ou BM) indicam, afinal, a ausência total de autoridade e legitimidade políticas do governo e da própria secretaria, perante aqueles que dizem representar (e olhem que o governador vive dizendo que adora nossa PM). Quando chegamos a esse ponto, estamos diante de uma crise que pode resultar em qualquer coisa.

    E, alerto, não será mudando comandantes, chefes e secretários, nem tampouco será mais por via de “manu militari” que se conseguirá colocar um freio ou estabelecer algum controle sobre isso (é interessante notar nos argumentos de governo que, quando lhes convém somos tratados como civis; quando mostramos nossas insatisfações, querem nos tratar como militares).

    Também não o será, como querem alguns espertos aqui e acolá que, deitando-se sobre “gado morto” aproveitam-se da crise para se estabelecer com plataformas eleitorais baseadas no mesmo tipo de retóricas vazias e promessas que não serão cumpridas como vimos até aqui e razão maior, acredito, para o acirramento da presente imbróglio.

    De tudo isso é interessante observar que o pivô da crise: “o silêncio do governador”, e sua recusa em estabelecer um diálogo decente, maduro e honesto com os insatisfeitos, nós (mas nem todos; os que estão se locupletando de algum modo nesse governo certamente estão felizes), só agregam mais acidez ao problema, criando todas as condições para que a crise se estabeleça em definitivo em um nível sem precedentes no Distrito Federal. O que será daí em diante ninguém sabe, só Deus.

    A mais legítima de todas as soluções, me parece, entretanto, não é se rebelar perdendo todo e qualquer apoio e legitimidade que se tem auferido junto à sociedade e às demais categorias até aqui. A resposta, acredito, deveria ser dada nas próximas eleições, a partir de uma reflexão crítica séria e organizada que nos levaria a escolher, com maturidade e consequência, aqueles em que depositaríamos nossa confiança, sem termos que nos trocar por “bolsas” ou favores de qualquer natureza.

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    • Aderivaldo Cardoso

      Obrigado Mestre Nelson, pelas palavras e pela defesa.
      Grande abraço! Gostaria de ter uma conversa pessoalmente com o amigo.

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      • Prezado amigo, como sempre, estou à disposição para conversas de boa inteligência. Com você não me decepciono. Vamos marcar semana que vem. Estarei fora até quarta-feira, mas quinta ou sexta podemos tomar um café juntos.

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