“Elemento de execução: aquele que mata, aquele que executa!” 70% da população não confia na polícia!

Elemento de execução: aquele que mata, aquele que executa! Precisamos mudar a realidade da segurança pública no país! 70% (setenta) dos brasileiros não confiam na polícia. Índice cresceu e aproxima-se da credibilidade dos políticos! Exste algo errado no sistema. É preciso falar em reforma policial no Brasil. Tal reforma passa pelo ciclo completo de policiamento e por um modelo civil de polícia.

Sete em cada dez brasileiros não confiam no trabalho das polícias do país. O dado consta no Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), que foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e compõe a 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

E esta instituição destaca: a credibilidade das polícias está mais próxima da apresentada pelos partidos políticos (95,1% dos brasileiros afirmam que não confiam em legendas políticas) do que pela apresentada pelas Forças Armadas (34,6% não confiam). A constatação, segundo o documento, indica a necessidade de rever a atuação dos agentes de segurança pública.

O índice de desconfiança em relação às polícias – registrado no primeiro semestre deste ano – é 8,6 pontos porcentuais superior ao do primeiro semestre de 2012. Segundo a TV Globo, nos Estados Unidos o índice de desconfiança é de apenas 12%.

As polícias continuam em terceiro lugar entre as instituições em que o brasileiro menos confia, de acordo com o anuário. No primeiro semestre de 2013, a instituição da qual a população mais desconfiava eram os partidos políticos, seguida do Congresso Nacional (81,5% desconfiam).
Com índice melhor de confiança que as polícias na pesquisa estão a Igreja Católica (50,3% desconfiam) e as Forças Armadas (34,6% desconfiam).

Mortes

Outro dado do anuário: cinco pessoas morrem todo dia no país vítimas da ação policial. No ano passado, 1.890 pessoas perderam a vida em episódios envolvendo policiais em serviço. E considerando as taxas de mortes por homicídio da população e de policiais, o risco de um policial ser assassinado é três vezes maior que o de um cidadão comum.

“A polícia está matando muito e morrendo muito”, disse o coordenador do anuário, Renato Sérgio de Lima. Sobre os investimentos em segurança, ele afirma: “O Brasil gasta muito, mas investe mal”.

“Se a sociedade não confia não terá boa polícia”

O secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, afirmou que, no Espírito Santo, o governo tem trabalhado para estreitar os laços entre a população e a polícia e vencer a desconfiança.

Foto: Gabriel Lordêllo

Gabriel Lordêllo

Secretário: Patrulha da Comunidade dá resultados

“Temos feito todo um trabalho com o objetivo de tentar fazer com que a população perceba que o trabalho da polícia é um trabalho de parceria com a sociedade. Se a sociedade não confia na polícia não vai ter uma boa polícia”, disse Garcia.

O secretário afirmou que a experiência tem mostrado que quanto mais próxima é a relação entre a sociedade e a polícia melhores e mais rápidos são os resultados.

Patrulha

O secretário cita como exemplo o projeto Patrulha da Comunidade, lançado em agosto deste ano e que tem como característica reforçar o policiamento em áreas de grande circulação de pessoas.

“O objetivo é esse: de reforçar o policiamento de proximidade com a comunidade para mostrar que a polícia está trabalhando e que ela precisa de informações para que esse trabalho seja o melhor possível.

O secretário André Garcia destacou que, na avaliação dos dois primeiros meses de atuação da Patrulha na Comunidade, o cenário tem sido positivo: houve 22% de redução dos crimes contra o patrimônio nas regiões que são atendidas pelo projeto recém-lançado.

Ele também afirmou que a iniciativa deve ser expandida para novos bairros da Grande Vitória em 2014, além de chegar a municípios do interior, como Linhares, Cachoeiro do Itapemirim, São Mateus e Colatina.

Dados do anuário

Confiança

Polícia
70,1% dos brasileiros ouvidos na pesquisa não confiavam na polícia no primeiro semestre deste ano. O número é 8,6 pontos percentuais menor que o índice de desconfiança registrado no primeiro semestre de 2012, quando a taxa foi de 61,5%

Homicídios

Dados
Alagoas continua liderando o ranking de homicídios dolosos com 58,2 mortes por grupo de 100 mil habitantes. Mas houve redução da taxa: em relação a 2011, o índice recuou 21,9% – passou de 2,3 mil mortes em 2011 para 1,8 mil mortes em 2012. No
grupo de Estados com as menores taxas de morte por grupo de 100 mil habitantes estão Amapá (9,9), Santa Catarina (11,3), São Paulo (11,5), Roraima (13,2) e Mato Grosso do Sul (14,9)

Estupros

Dados
O número de estupros no Brasil subiu 18,17% em 2012: foram registrados 50,6 mil casos, o correspondente a 26,1 estupros por grupo de 100 mil habitantes. Em 2011, a taxa era de 22,1

Estados
As maiores taxas de estupro para cada 100 mil habitantes foram Roraima, Rondônia e Santa Catarina; e as menores, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e em Minas Gerais

Gastos

Total
O gasto com segurança pública chegou a R$ 61,1 bilhões no ano passado, 15,83% a mais do que em 2011. Investimentos em inteligência e informação alcançaram R$ 880 milhões e R$ 17,5
bilhões em policiamento

Campeão
São Paulo foi o Estado que destinou mais recursos ao setor: R$ 14,37 bilhões

População carcerária

À espera
Em sete Estados, mais de 50% dos presos aguardam julgamento: Mato Grosso (53,6%), Maranhão (55%), Minas Gerais (58,1%), Sergipe (62,5%), Pernambuco (62,6%), Amazonas (62,7%) e Piauí (65,7%)

Mortes: número cai, mas insegurança continua

O número de homicídios no Estado vem caindo ano após ano desde 2010, segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Somente na comparação dos dez primeiros meses de 2013 e do mesmo período de 2012, a redução chegou a 5,6%.

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No entanto, a sensação de segurança ainda não faz parte da rotina do capixaba. Uma pesquisa do Instituto Futura, realizada em outubro, avaliou o governo do Estado e mostra que a segurança pública foi reprovada por 54,2% dos entrevistados, que a classificaram como ruim ou péssima. Para 73,4% das pessoas ouvidas, o governador Renato Casagrande não está cumprindo a promessa de campanha de reduzir os índices de homicídio no Estado.

Por outro lado, dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta semana, colocaram o Estado como o segundo em queda no número de assassinatos, com redução de 33% entre 2011 e 2012. Mas, segundo o próprio secretário estadual de Segurança, André Garcia, o índice, na realidade, não foi tão grande.

Ele afirma que, por “problemas da gestão” – que não são da Secretaria Estadual de Segurança –, o banco de dados usado para o anuário – ligado ao Ministério da Justiça – foi corrompido e teve a alimentação prejudicada.

O sistema é atualizado diretamente nas delegacias e unidades policiais. “De um ano para outro, essa redução (de 33%) seria um resultado extraordinário. Estamos num processo em que interessa mais para nós que a redução seja menor, mas persistente ao longo dos anos do que algo sazonal, que acabe nos fazendo perder o processo como um todo”, disse.

Sobre a sensação de insegurança da população, o secretário afirma que há uma contradição entre esse quadro e a redução dos homicídios. “É preciso que a sociedade compreenda esse processo”, afirmou, destacando que as mudanças devem ser sentidas a médio e longo prazo.

Ele destacou que os homicídios são concentrados nas regiões em que o governo tem atuado com o programa Estado Presente, com ações não só na área de segurança, mas também social. “Não é após 30 anos convivendo com aumento de homicídios que a gente pode exigir da sociedade que passe a sentir a redução”, disse.

Por: ELTON LYRIO | emorati@redegazeta.com.br

Fonte: A Gazeta

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1 comentário

Arquivado em reestruturação das polícias

Uma resposta para ““Elemento de execução: aquele que mata, aquele que executa!” 70% da população não confia na polícia!

  1. Sergio Santos

    Mudanças neste cenário, filosofia de polícia comunitária aliada com a restruturação, deixando os policiais que estão na ponta participarem dos trabalhos de Segurança Pública, Dando-lhe autonomia para que o mesmos ao invés de desvencilha do problema o resolvam com responsabilidade.

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