Apesar de manifestação de policiais e bombeiros, GDF diz que não há negociação

Segundo governo, as categorias já receberam reajuste salarial

Do R7

O secretário de Administração Pública do DF, Wilmar Lacerda, afirmou na tarde desta quinta-feira (4) que não há possibilidade alguma de o GDF (Governo do Distrito Federal) atender às reivindicações dos bombeiros e policiais militares.      De acordo com Lacerda, essa é a posição do governo. Ele também afirmou que não há recursos e que todo o processo de negociação para a área de segurança pública já aconteceu.     

As categorias protestaram na manhã desta quinta-feira por implementação do auxílio transporte, incorporação de gratificação em caso de aposentadoria, reestruturação da carreira, aumento do efetivo e outros.     

No que diz respeito a reajuste salarial, o secretário informou que policiais e bombeiros receberam reajuste de 5% em março deste ano e irão receber mais 5% em março de 2014 e outros 5% no mesmo mês de 2015, totalizando 15%.     

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Sobre a alimentação, o ticket subiu de R$ 450 para R$ 600, o que causou um impacto aproximado de 3% na folha. Lacerda disse ainda que o governo continua pagando a “gratificação de risco de vida”, votada em 2009, que aumenta R$ 150 no salário dos militares a cada ano, até 2015, quando somarão R$ 1 mil a mais nos pagamentos.   

Em relação ao efetivo, o secretário de Administração Pública respondeu que o DF conta com 22 mil bombeiros e policiais militares. Ele também afirmou que estão agora priorizando o aumento do efetivo da Polícia Civil com concurso para três mil novos policiais e que já estão pautando concursos para o Corpo de Bombeiros e Policia Militar. 

 Fonte: http://noticias.r7.com/distrito-federal/apesar-de-manifestacao-de-policiais-e-bombeiros-gdf-diz-que-nao-ha-negociacao-04072013

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Não faço parte de associações, até porque não acredito mais nelas, mas acredito na mobilização social e no poder de organização que podemos chegar. Precisamos ter pelo menos 10 (dez) policiais em cada quartel influenciando outros 10 (dez) cada. Mostrando os caminhos que podemos seguir.

Acredito que o caminho seja focar em um planejamento a curto, médio e longo prazo:

1) Em curto prazo, no que se refere a aumento real, o cenário está propício para um reajuste do risco de morte, acredito que esse aumento possa variar entre R$ 500,00 (quinhentos reais) e R$ 800,00 (oitocentos reais). É possível até o final do ano.

2) Em médio prazo, no que se refere a recomposição salarial, devemos focar em reduzir as diferenças internas e ao mesmo tempo equiparar nossos salários com os salários iniciais das outras carreiras na secretaria de segurança pública. A diferença média entre as diferenças existentes gira em torno de R$ 3.000,00 (três mil reais), precisamos diluir essa diferença entre as várias gratificações que recebemos, ou criar novas, de preferência entre aquelas que podemos levar para a reserva.

3) Em longo prazo, no que se refere a promoções, devemos focar nossa luta, como bandeira em todos as campanhas salariais, na promoção independente de vagas, no aumento real de efetivo, pois abriremos novamente o quadro, um modelo de polícia brasileiro, com ciclo completo de policiamento e um modelo civil de polícia. Lembrando que essas questões devem ser tratadas de maneira diferenciada da questão salarial.

Em minha opinião esse deve ser o eixo principal de nossa luta. Não adianta termos vários movimentos unificados falando coisas completamente diferentes. Antes de unificarmos qualquer movimento precisamos unificar nossas ideias. Movimentos podem ter vários, mas não podemos destoar em nossas reivindicações.

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2 Comentários

Arquivado em polícia militar

2 Respostas para “Apesar de manifestação de policiais e bombeiros, GDF diz que não há negociação

  1. Ana Claudia Trindade Bessa

    Pois é, enquanto os congressistas viajam de avião com parentes e aderentes de às custas do povo, os bombeiros do DF viajam de ônibus por mais de 27 horas, fazem vaquinha para colocar combustível e chegar na cidade, não recebem as diárias e precisam custear toda a despesa se quiser ter um teto e se alimentar. Quanta diferença de tratamento com esses HERÓIS, que deixam as famílias em casa, amam a sua profissão, doam sua vida para salvar outras, e o respeito do Comando cadê? Poxa Comandante, o Senhor disse,no baile de formatura, que não iria deixar faltar nada, mas acho que alguém pisou na bola, vacilou e não obedeceu suas ordens. Vamos lá Comandante, resolva essa situação, pois os militares estão longe de casa e sem cabeça para concluir o curso. Ou então libera para que eles voltem logo.

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  2. FILIPPI

    Por gentileza, alguém poderia me informar quais os riscos dos metroviários que justifiquem o Risco de Morte?

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