Balanço da reunião realizada na ceilândia antes da votação do nosso aumento

Policiais militares, Bombeiros e Policiais Civis perto do reajuste – A bancada do DF no Congresso marcou para a próxima terça-feira, dia 12/03, a apreciação dos projetos de reajuste salarial e aumento do efetivo dos militares e policiais civis do DF. Nos bastidores afirma-se que a votação ocorrerá desde que não sejam apresentadas emendas. O problema é que a bancada já havia prometido às entidades representantes das categorias o atendimento das solicitações de alterações ao projeto que, agora, terão de ser negociadas com a ministra de Relações Internacionais, Ideli Salvati, e com o Ministério do Planejamento. “A democracia só existe com o diálogo. O GDF não ouviu a categoria na elaboração do projeto de reajuste, que concede 15,8% de aumento aos militares, pagos em três anos. A bancada do DF, ao contrário, quer dar voz àqueles que defendem o cidadão todos os dias mesmo com total desmotivação”, defendeu o coordenador da bancada, deputado Luiz Pitiman.

Em reunião iniciada hoje por volta de nove horas da manhã, na Escola Técnica de Ceilândia, com a presença de aproximadamente 100 (cem) policiais, do deputado Luiz Pitiman, coordenador da Bancada, e da Deputada Érica Kokay vários pontos de uma possível emenda foram debatidos, demonstrando um grande amadurecimento de nossa categoria. Estamos aprendendo a fazer mais política de bastidor e menos política de trio elétrico. É importante ressaltar e parabenizar a postura e trabalho, em especial, dos companheiros da Rede Democrática (Ronner e Louzeiro) e da Armilc (Pato).

A deputada Érica Kokay defendeu categoricamente que é possível apresentar as  emendas e que isso não atrapalha em nada o andamento do projeto de lei. Que a apresentação de emendas reflete apenas que não houve uma negociação adequada por parte do executivo. Para ela, a abertura da discussão sobre o tema no parlamento é “assegurar  a voz dos policiais na construção de seu próprio futuro”. Ainda em sua fala, ela afirma que certas comissões apreciam o mérito da matéria e não o impacto financeiro. Que apresentá-las e ampliar o debate sobre temas importantes.  O deputado Pitiman afirmou em seu discurso que “não aceitariam a intransigência do governo, no que se refere a discutir as emendas.” E que em um primeiro momento duas emendas foram priorizadas. Segundo sua assessoria foram aquelas apontadas pela consultoria legislativa como viáveis. Precisamos saber quais são as outras viáveis…

Foi proposta uma reunião com a bancada na próxima segunda-feira, em especial para tratar diretamente com o relator do projeto Deputado Policarpo, pois é aquele que está “empoderado” para avaliar as questões afetas ao tema, inclusive o de atender a alguns “interesses prioritários”.

Um ponto importante nessa reunião foi o debate promovido sobre um tema que fora apresentado como consenso e no final ficou provado que não era. Foi apresentada uma proposta que AUMENTARIA A IDADE PARA INGRESSO NO QOPMA PARA 59 (CINQUENTA E NOVE) ANOS. Algo perigoso. Não é bom apresentarmos questões fechadas voltadas para aumento idade, principalmente aquelas que podem gerar margens para um possível aumento de idade de contribuição ou de permanência obrigatória na Corporação por mais de 30 (trinta) anos. Cinquenta e nove anos em minha opinião está muito próximo de 65 (sessenta e cinco) anos, idade mínima para aposentadoria no mundo civil…

Precisamos definir nossas prioridades e posteriormente avançar para outras conquistas. A maior prioridade é a manutenção das conquistas e posteriormente a conquistas de outras. 

Nosso maior anseio hoje, creio eu, é a redução do interstício e a redução dos poderes do comando-geral nesse processo. Não podemos nos tornar reféns de comandantes. Nosso referencial tem que ser a lei. Precisamos reduzir ao máximo possível o interstício para as promoções  e quiça chegarmos ao ponto, um dia, de acabar com ele. Outro ponto interessante é a equiparação de cursos, pois beneficiará os companheiros da inatividade. Precisamos ficar atentos.

Afinal, o que é prioridade nesse momento? Equiparação de Cursos? Auxílio inatividade? Interstício? Aumento de idade para ingresso no QOPMA? Quadro de especialistas? Precisamos definir isso ainda essa semana…

Congresso_Nacional

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11 Comentários

Arquivado em Política

11 Respostas para “Balanço da reunião realizada na ceilândia antes da votação do nosso aumento

  1. Louzeiro

    “Observem a redação: “I. Ser subtenente habilitado ou, quando não houver subtenente habilitado , ser primeiro sargento habilitado;”

    A proposta também retira o limitador, 59 ANOS DE IDADE”.

    Fonte: Rededemocraticapm/bm;

    A acho que o Decreto que quebrou o interstício seria uma boa emenda a ser discutida e adicionada (75%) conforme mencionou nosso amigo Roner na RD, equivalência de cursos, agregação aos 30 anos. (Penso que mexer em idade é meio complicado). Isso deve ser matéria da reestruturação no futuro. Portanto o Policial Militar com 30 anos já está na hora de deixar de ocupar vaga e dá a vez a outros, assim a agregação seria o “pulo do gato” para todos nós. Muito bom Aderivaldo e RD

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  2. Roner Gama

    Nobre colega Aderivaldo, precisamos do apoio do deputado Reguffe na defesa das promoções do corrente ano. Acredito que a prioridade, além do reajuste, são as promoções.

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  3. Eduardo

    mudança de rumo;

    “…política de bastidor e menos política de trio elétrico”. Apenas os homens incautos acreditam de verdade que essa ainda é a saída, e pior disso tudo é ir para cima de um caminhão e criminalizar os colegas que envergam a mesma farda e ainda colocar a instituição contra a sociedade. Portanto a fama de valentão, de homem destemido acabou, jaz…

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  4. FILIPPI

    Das perguntas acima, se tivéssemos apenas uma opção, a 1ª deveria ser o Auxílio Inatividade, pois devemos pensar nos antigos que estão indo embora e que em pouco tempo também chegaremos lá.
    Sobre o interstício, creio que ainda podemos dialogar com o atual Comandante Geral ou com qualquer outro que venha a ocupar tal cargo. Deve haver um motivo para a não redução.

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    • Ricardo Tobé

      Concordo com o Filippi. Acredito que o momento é o de dar prosseguimento em pautas mais estratégicas para toda a categoria como o auxílio inatividade! Essa construção foi muito ruim até o momento, o GDF patinou com a categoria e não soube articular, não soube mostrar que isso era bom ou ruim!! Agora a grande salvação está sendo o poder de articulação de bastidores que está sendo muito bem feito por você, meu amigo Aderivaldo! Confio na sua articulação, pois sei do seu conhecimento atual com as forças políticas do DF.

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    • Alvarenga

      Não precisa ficar velho para cair na humilhante inatividade, basta você trabalhar na função fim da PMDF, leve um tiro e saberá o que digo, verá o que é ver um governo separar ativos de inativos com auxílios, tipo”bolsa”, sem repasse para inatividade, quando em tempos da antiga 4ª série, esses nunca deixaram desatrelar a corporação, hoje já no almejado terceiro grau, o policiais não percebem que são manipulados a bel prazer pelo governo, tem até “bolsa arma”, etiquetando uma corporação que sempre trabalhou tirando arma das ruas, de preguiçosa, e o povo aplaude…..

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  5. gui

    A redação da emenda deixa aberta a interpretações, uma na questão que diz “processo seletivo” , deixando margem para entendimento que poderá ser aplicado provas (intelectual) ou avaliação de méritos (merecimento). A outra questão é referenciado no item que diz respeito ao curso de formação onde diz que sera aprovado e promovido na antiguidade .
    A redação correta seria:
    para promoção ao QOPMA ou QOBM:
    idade limite de 59 anos;
    a promoção se dará no critério antiguidade;

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  6. Anônimo

    Aderivaldo e RD são uma composição boa, os moleques têm pensamentos de vanguarda e sabem articular nos bastidores; pensam no amanhã e enxerga a coisa além da curva, da montanha…Parabéns Aderivaldo.

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  7. Marcus Martins

    Companheiros,
    O ST com 59 anos que concluir o CHOAEM será transferido automaticamente para a reserva remunerado, pois a idade limite de permanência para o segundo Tenente QOPMA é 55 anos.
    Espero ter contribuído.
    Fonte: Lei 12.086/09.

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  8. Marcus Martins

    Em tempo,
    Acredito que também poderia ser trabalhado junto a bancada do DF a alteração do § 2º do artigo 5º da LEI 12.086/09, da forma a seguir reproduzida, pois o Governador do DF já baixou um decreto nesse sentido, bem como corrigiria um pouco as desigualdades entre a PM e CBM.

    “§ 2o Cumpridas as demais exigências estabelecidas para a promoção, o interstício poderá ser reduzido em até 75% (setenta e cinco por cento), sempre que houver vagas não preenchidas por esta condição.” NR

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  9. Parabéns pela manutenção deste canal de informações e discussão da nossa categoria. Abraços.

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