Segurança: Comunidade não quer terceirização de “postinhos”

 O Conselho de Segurança de Brasília é contra a tercerização da vigilância dos postos comunitários de segurança. De acordo com o presidente do Conselho, Saulo Santiago, além de gerar um custo adicional para os cofres públicos, a contratação dos vigilantes não permitirá que os ‘postinhos’ cumpram a função para a qual foram pensados – a de manter policiais militares dentro das comunidades. …
“A ideia dos ‘postinhos’ era aproximar a Polícia Militar da população. O vigilante não será capaz de atender à comunidade da mesma maneira que o policial militar faz. Ele não tem o preparo necessário para isso”, afirma Saulo Santiago, presidente do conselho comunitário.
Estrutura
A instalação dos postinhos foi uma das principais políticas de segurança do governo José Roberto Arruda. Cerca de R$ 120 milhões foram gastos na instalação de 124 estruturas equipadas com computadores e telefones. Ali, uma dupla de policiais ficaria acessível às demandas dos moradores. O problema é que a necessidade de conservação do patrimônio público amarrou os policiais aos postinhos.
Eles começaram a recusar os pedidos de atendimento da comunidade, argumentando que não poderiam deixar a estrutura física sem ninguém. Em um segundo momento, os PMs passaram a deixar os postos trancados para prestar auxílio para a população, o que também desagradou os moradores. No ano passado, o governo Agnelo avisou que contrataria vigilantes para os postos para dar mobilidade aos policiais.
O chefe da Comunicação da PM, tenente-coronel Helbert Borges Mariz, informa que pelo menos 160 vigilantes serão contratados para cuidar dos postinhos. O Conselho de Segurança argumenta que os recursos deveriam ser destinado para a contratação de PMs.
A contratação dos vigilantes que assumirão a segurança dos postinhos comunitários de policiamento depende da conclusão de uma grande licitação de serviços de segurança patrimonial que está sendo tocada pela Secretaria de Planejamento e Orçamento do DF.
A licitação está em sua fase final – aguardando a apreciação dos órgãos de controle para que o edital seja lançado. O projeto básico prevê a criação de 10.168 mil postos de trabalho para vigilantes e 100 supervisores que atenderão aos órgãos do GDF.
Os serviços serão prestados a todas as secretarias de estado, às Administrações Regionais, às polícias Militar e Civil, ao Corpo de Bombeiros e às 652 escolas. públicas. Os vigilantes também atenderão a Procuradoria Geral de Justiça do DF, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal, aos hospitais e postos de saúde. De acordo com a Secretaria de Planejamento, a contratação conjunta – que será feita por adesão – propiciará uma economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos. A secretaria não divulga, entretanto, qual o valor estimado dos serviços. A Polícia Militar declarou que precisa de 400 vigilantes. Além dos postinhos, a PM também planeja colocar vigilantes nos quartéis. Sobre as críticas do Conselho de Segurança, a PM informa que os objetivo não é transferir a responsabilidade dos postos aos vigilantes, mas apenas garantir a segurança do patrimônio público. “É apenas uma complementação”, justifica o chefe da comunicação social, Helbert Borges Mariz.
Fonte: Metro Brasília – 22/01/2013
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1 comentário

Arquivado em Tira dúvidas

Uma resposta para “Segurança: Comunidade não quer terceirização de “postinhos”

  1. Sergio Santos

    È uma pena que os Postos Comunitário de Segurança que são ferramentas de extrema importância para melhorar a Segurança Pública estejam sendo desprezados pelos nossos governantes; Por mais que não queiram esta nova filosofia faz a diferença junto à comunidade, pois aproxima sim a Polícia da Sociedade, reconheço que temos que fazer melhorias em sua forma, seja ela física e estratégica, mas em minha opinião isso poderia ser feito através do PLANO ESTRATÉGICO 2011-2022 – “Planejando a Segurança Cidadã do Distrito Federal no Século XXI” existente em nossa corporação, que se colocado em prática de verdade poderia sim fazer a diferença, assim também como os ensinamentos adquiridos no TECSOP.
    Fico triste por ver que não danos continuidade aos Programas de Segurança Pública em nossa cidade, basta lembrarmos dos diversos planos: Segurança Comunitária, Segurança em Ação, Polícia Comunitária, que ficaram pelo caminho, sem sucesso, deixando de cumprir seus objetivos; Agora esta ai o Ação pela Vida, um novo plano que usa exclusivamente a prevenção situacional do crime que na minha visão com como policial, cidadão e pesquisador de segurança pública, não tem aproximação nenhuma com a comunidade, pois não fixa o operador de segurança pública a ela.
    Por tanto, retirar os policiais dos Postos Comunitários de Segurança, colocando os vigilantes em seu lugar, é não insistimos em buscar o sucesso, é perder a chance de sermos agentes transformadores da sociedade ajudando-a buscar uma melhor qualidade de vida, como diz Charles Silberman: “Quanto mais próximo for o relacionamento entre o policial e as pessoas na sua ronda, quanto mais pessoas ele conhecer e quanto mais pessoas confiarem nele, maiores são suas chances de reduzir o crime”.

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