A polícia e a sociedade bandida!

Em 2007 fiz um trabalho e pensei em transformá-lo em livro. Foi meu primeiro sonho e a base de tudo em minha vida acadêmica. Foi um trabalho sugerido pelo professor Sérgio Della Sávia da Universidade Católica de Brasília, na disciplina de Metodologia Científica. Já publiquei algo no blog sobre isso, pois dei o título: DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS: UMA MUDANÇA CULTURAL OU UMA QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA.

Desse trabalho tive o sonho de escrever o livro: A POLÍCIA E A SOCIEDADE BANDIDA. Seria um duplo sentido, onde afirmo que tanto a polícia quanto a sociedade eram bandidas, pois ambas eram culpadas no sistema. Não falo isso diretamente no trabalho, mas o título tinha esse objetivo.

A primeira decepção como autor. Acharam o trabalho um “lixo”, hoje também acho, mas não desisti. Sem nenhuma revisão e apesar de não ser um bom trabalho quero compartilhar com os amigos leitores, pois foi a base de tudo que aprendi.

Os capítulos, devido minha imaturidade intelectual à época e desconhecimento sobre autores clássicos na área de segurança no Brasil, parecem bobos, mas nas entrelinhas podem acrescentar muito, devido a linguagem simples. Peço que não olhem os erros, mas o “espírito” e o objetivo do texto…

É mais uma brincadeira de criança (intelectualmente falando), mas que pode dar um norte aqueles que estão iniciando o estudo nessa área. E principalmente aqueles que desejam fazer a PÓS-GRADUAÇÃO na UNB, que iniciará no próximo mês (março). Como não temos muito sobre o tema, esse trabalho simples ( e ruim, volto a afirmar) pode ser um norteador! Podem usar a bibliografia no final dele, pois é a base utilizada para a pós…

Para completar a Monografia fiz um pequeno relatório sobre a situação do efetivo no ano de 2008. O relatório foi baseado em informações do GEPES (Programa de Gerenciamento de Pessoal da PMDF) e informações da Seção de Pessoal. Tentei transformá-lo em um trabalho mais elaborado, mas a falta de tempo impediu. Falta uma revisão ortográfica, mas o conteúdo pode dar uma boa noção sobre como está nosso efetivo. Posteriormente irei disponibilizá-lo.

Espero que possa acrescentar algo na vida de cada leitor.

Livro A polícia e a Sociedade Bandida

Aproveito e disponibilizo a Monografia da Pós em Segurança Pública e Cidadania, realizada na Universidade de Brasília. Com certeza poderão ver algumas semelhanças entre os dois trabalhos. Como disse, ele foi a base de tudo em minha vida. Para baixar basta clicar nos links…

Monografia Aderivaldo final (Revisada)

Livro Policiamento Inteligente – Uma análise dos Postos Comunitários de Segurança Pública no DF

Obs: Os dois trabalhos podem ser de grande valia para os novos policiais. Pois eles resumem no mínimo quatro disciplinas do CFP. Sintam-se a vontade em estudá-los e divulgá-los. Quem quiser divulgar meu trabalho pode criar “correntes” de divulgação nos emails de policiais que se interessam pelo assunto.

7 Comentários

Arquivado em desmilitarização das polícias, policiamento comunitário, reestruturação das polícias, Reflexão

7 Respostas para “A polícia e a sociedade bandida!

  1. Sgt José Luciano

    um grande abraço amado, que Jesus continue t iluminando. parabéns por este trab. maravilhoso.

    Obs: uma vez Centurião – sempre Centurião

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    • Aderivaldo Cardoso

      Saudade meu querido!
      Centurião sempre: respeito a autoridade, reconhecimento de que Cristo é o filho de Deus, compaixão pelo próximo!
      Em breve farei uma visita aos senhores!
      Estou recolhido na caverna como Davi esteve um dia. A caverna é o lugar onde nos fortalecemos para as grandes batalhas. É o lugar onde aprendemos a liderar homens desacreditados e os transformamos nos maiores vencedores que existiram na terra!
      Obrigado pelo carinho e respeito!
      Que Deus possa nos abençoar a cada dia, nos levando a lugares altos!
      Que o espirito de sabedoria possa nos conduzir e nos capacitar a cada dia!
      “HOMENS DE FÉ!!!”

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  2. diaspereira

    Caro Pensador,

    Li sua monografia e creio que, como ela foi postada neste Blog, esta aberta a críticas (espero que não se ofenda com o que vou falar), muito embora você já tenha feito sua autocrítica em seu post.
    Não sou nenhum especialista em metodologia ou elaboração de trabalhos científicos, mas tenho alguma experiência, tendo, também realizado alguns TCCS a nível de graduação e especilizacao.
    Em primeiro lugar sua atitude foi corajosa ao tratar de tema tão polêmico e espinhoso (que gerou tantas perseguições em um passado recente) ainda mais sendo praça da ativa da Corporação, fato que não desmerece de maneira alguma seu trabalho, mas que, digamos assim, torna mais “arriscada” suas opiniões.
    1- Creio que a “delimitação do problema” ficou por demais abrangentes, ou seja, discutiram-se assuntos em demasi, fato que acabou por reduzir o aprofundamento das questões. Caso a concentração do trabalho fosse apenas a desmilitarização, a violência e formação, ou seja, os capitulo 2 3 e 4 teria havido a possibilidade de um maior aprofundamento do problema.
    2- Além da amplitude exarcebada do tema não é possível saber exatamente qual a questão problema, ou seja, o que se deseja responder.
    3- A bibliografia esta muito limitada, grande parte das citações remetem a PEDROSO e COSTA, cujo viés é aparentemente de esquerda e que trazem muitos preconceitos, como, por exemplo, a diferenciação do MILITAR e do CIVIL, como se fossem de espécies diferentes, ao invés da concepção predominante em países com civilizações mais prosperas em que o MILITAR nada mais é do que o cidadão utilizando farda.
    4- Faltou a delimitação de conceitos, afinal o que é, ou qual a diferença entre militar, militarismo, militarização. Sabe-se que não são , de forma alguma, as mesmas coisas.
    5- No capitulo referente a violência policial o autor no explica a relação dos chutes no tornozelo com a formação militar, apesar de ficar claro que há deficiências na formação em si, ou mesmo contradições entre o modelo existente e a suposta violência. Creio que seria nescessaria a colocação de estastisticas além de comparação com forças civis, seja no Brasil ou no mundo.
    6- O autor faz referencia a obra de ficção (o filme tropa de elite) no trabalho, como se este fosse um documentário ou trabalho do gênero. Apesar do realismo o citado filme não pode servir para o embasamento de um estudo como o apresentado.
    7- O Autor elabora neologismo como o LIMITARISMO, que serve bem para o tom irônico de publicações sem nenhum rigor metodológico, com sítios de relacionamento na internet, mas que é despropositado em um trabalho cientifico ou que se pretende cientifico.
    8- Contradições no discorrer da Monografia, devido provavelmente a limitação de fontes Bibliográficas, como por exemplo, a citação de que a Policia Militar foi “Criada na ditadura”, sendo que, como se sabe e o próprio autor coloca, esta foi criada em 1809, época do Reino Unido com Portugal.
    9- Reproducao de preconceito, como o de “De que Militar é pra guerra”, de que “policia militar é so no 3° mundo” e etc, são colocadas sem nenhum contraponto de pessoas que pensam o inverso, fato que reforça o caráter panfletário.
    10- Falta de explicações mais aprofundadas de porque o modelo atual deva ser substituído (fora da suposta violência gerada pelo atual modelo, sem comprovação), fato que fez com que a Monografia parecesse mais um “Panfleto”, ou seja, uma explanação puramente ideológica do que realmente um trabalho acadêmico.
    11- O pensamento do perigo vermelho, do subversivo, etc, foi um subproduto da guerra fria e permeou não só a Policia Militar, mas todas as polícias e todo o Estado. O Autor não trata disto.
    12- A questão da baixa formação intelecual nos séculos ou décadas passadas era devido as condições da época, já que grande parte da população era analfabeta, e isto não só no Brasil como no resto do mundo. O Autor em nenhum momento aborda tais fatos.
    13-Ao discutir a PEC 21, o autor se esqueceu de colocar os pontos negativos da proposta, inclusive que a inviabilazaram no Congresso, como por exemplo o perigo da descontitucionalização e falta de modelos para os Estados

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    • Aderivaldo Cardoso

      Obrigado meu amigo!
      Como disse o trabalho deixou muito a desejar. Gostaria que meus orientadores tivessem feito tais críticas.
      Na primeira, o professor (devido ao desconhecimento do assunto) limitou-se a escrever: “trabalho impecável” e me deu 10. Isso me irritou pois sei que não merecia essa nota.
      A segunda já foi mais discutida com o professor Djaci, e assim como a outra, foi limitada por eles, a questão do tamanho e clareza ao escrever. Eles argumentaram que eu deveria escrever da forma mais simples possível, dentro do academicismo, para atingir ao público pretendido (policiais militares). O professor Djaci não fez comentários, deu SS, e citou o trabalho em seu Currículum, já postado aqui.
      Muitos de seus comentários (observações) eu cheguei a fazer, mas foram “cortados” pelos orientadores, pois segundo eles eram lógicos para o tipo de público que iria ler o referido trabalho, além disso, não precisavam ser mais extensos. Se comparar os dois verá uma mudança de posicionamento de minha parte…rss
      Como tenho o objetivo de aperfeiçoar ambos os trabalhos, com certeza (para um livro) serão úteis todos os seus comentários…
      Continue fazendo observações a cada texto que julgar divergente do seu pensamento…é isso que me faz crescer, como pessoa, intelectual e pesquisador!
      Apesar de parecer uma defesa minhas colocações acima, achei interessantíssimo seu ponto de vista. Para falar a verdade, hoje, como Fernando Henrique disse uma vez, discordo de muita coisa que escrevi nessa época.
      Hoje acredito mais em uma “desmilitarização cultural”, fim das deturpações existentes dentro do sistema, mantendo nossas garantias, do que em uma desmilitarização de fato. Gosto de ser militar, só não gosto de ser humilhado. Graças a Deus o tempo de humilhação está acabando dentro da polícia.
      Acredito na profissionalização, sobrepondo a “burocratização do militarismo”.
      Acredito no debate como forma de crescimento pessoal e institucional.
      Obrigado por me fazer refletir. Preciso disso!
      abraço
      Ps: Quanto aos autores serem de esquerda, não sei. A professora Regina Célia PEDROSO (historiadora), parece deixar claro essa situação (rrsrs). O professor (UNB) Arthur Trindade Maranhão da COSTA (meu professor na pós e uma grande autoridade na área – Coordenador da Pós em Segurança Pública e Cidadania – Sociólogo), não sei…Mas se olhar meu perfil verá que sou PROGRESSISTA, já fui de direita ( por más influências,rsrss) – mas minha formação intelectual (leitura preferida, apesar de ler de tudo) é toda de ESQUERDA. (Sou trabalhista, educacionista, progressista). Minha formação é das ciências humanas + ciência da informação.

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  3. diaspereira

    Como diria o filosofo Nitzche “eu não morreria por uma opinião, mas morreria pelo direito de mudar de opinião”.
    Caro Pensador, este espaço (blog) que vc abriu é realmente extraordinário, pois abre espaço para uma boa e leal polêmica e com certeza engrandecerá nossa Corporação tornando-a, Deus queira, mais inteligente.
    A respeito do assunto Unificacao/desmilitarização já refleti bastante, apesar de jamais ter tido sua coragem de realmente pesquisar e realizar um trabalho a respeito.
    Sou a favor de ambas, mas se um dia tais mudanças ocorrerem gostaria que fosse pelos motivos certos.
    Diariamente nossa Corporação e sua peculiar organização (militar) é atacada. Ouvem-se os maiores absurdos, que de tanto serem repetidos começam a se tornar verdade (vide o exemplo do Nazifacismo), os próprios integrantes (em especial os praças, sempre responsáveis pelas tarefas mais árduas) introjetam uma série de preconceitos.
    Uma Polícia Militar e atual modelo Constitucional Brasileiro (sui geniris) possui uma série de vantangens e desvantagens. Uma discussão séria do tema deve enumerá-los.
    Os prenconceitos e mentiras também deve ser levantados para que o racionalismo prevaleça.
    Longe de querer esgotar o tema, gostaria de citar os que costumo ponderar.
    I – Preconceitos/mentiras:
    a) “O militar não pensa”- muitos articulistas dizem que o militar é um ser autômato, ou seja, não raciocina, sendo incapaz de refletir sobre o seu ambiente. A ele só caberia obedecer ordens. Puro preconceito, os que aqui servem sabem que todos os policiais, não importa seu grau hierárquico deve diariamente tomar sérias decisões, que implicam na vida, saúde e liberdade da população.
    b) “militar só serve para a guerra” outro preconceito monstruoso, a organização militar é flexível, podendo atuar em tanto em um cenário de paz (vide ONU) quanto em casos de conflagração. Nada impede que o militar (cidadão como outro qualquer, apenas um pouco mais disciplinado e dedicado ao dever) possa conviver junto a sociedade civil, como demonstra toda a experiência histórica do Brasil e do mundo. As qualidades do militar é um plus, tornando-o hábil em vários cenários.
    c) “militar vive no quartel/caserna”. A característica principal da Policias Militares é a mobilidade, estando grande parte de seu efetivo ficam nas ruas diuturnamente. Na verdade muitos dos civis passam a vida em pseudo casernas que são as repartições públicas.
    d) “O militar é violento/treinado para matar”. Este preconceito é corolário dos demais. Todos que fizeram os Cursos de ingresso na Corporação sabem que não foram instruídos para matar, torturar ou agredir pessoas. Na verdade durante a formação é ensinado justamente o contrario, ou seja, o respeito aos DH, as Leis e tudo o mais que tanto preza a sociedade. Por obvio que o PM também aprende a atirar (inclusive efetuando menos disparos que as corporações civis) e defesa pessoal. Apreende também ordem unida e o cerimonial militar. A violência policial esta ligada a outros fatores, como o meio social, a Correição (corregedoria, MP), controle e etc. Corporações civis são tão ou mais violentas do que as militares.
    e) “Só há policia militar no 3° mundo”. Pura mentira, não vou aqui citar, mas muitas das grandes civilizações européias possuem policias militares (com outros nomes) que realizam um excelente trabalho, tanto ostensivo quanto de investigação. Na America do Sul, Ásia e África também existem inúmeras policias militares. Outro ponto é que em muitos países em que a policia é civil, elas são fortemente hierarquizadas e disciplinadas, quem sabem muito mais que a polícia militar brasileira (vide EUA).
    f) “Na Polícia Militar o praça é humilhado”. Preconceito. De fato humilhações ocorrem não só na PM, mas em todos os órgãos públicos, ou onde quer que um homem tenha poder sobre outro homem. Muitos também jogam pedra, mas não avaliam o próprio comportamento. Por minha experiência própria percebo que, ao menos na PMDF, o tratamento entre praças e oficiais e respeitoso e pautado pela cordialidade. Por obvio, que quando há a necessidade de correição ocorrem atritos, que são pontuais e aconteceriam qualquer que fosse o modelo adotado. Cabe aqueles que são ou foram humilhados denunciarem o abuso e fazer valerem os seus direitos.
    g) “graus hierárquicos atrapalham a convivência”. Preconceito. A hierarquia é apenas um método, utilizado desde tempos remotos, para se manter a disciplina. A hierarquia e disciplina existem em todoS os órgãos públicos, todas as polícias são hierarquizadas e fortemente disciplinadas (já que a sociedade não pode permitir que uma organização armada cause distúrbios). Na verdade a cadeia hierárquica, 11 retirando os graus de formação, como 2° classe, cadete e aspirante, é bastante enxuta, ainda mais quando comparada com alguns organizações militares estrangeiras, que chegam a ter até 23 graus. É similar inclusive as organizações civis, que possuem uma média de 08 graus. Em geral uma boa convivência depende mais de fatores sócio culturais.
    h) “militar é burocrático”. Preconceito. O burocratismo existe na PM, mas não porque ela é militar. O burocratismo atinge todo o setor público. Modelos de gestão ágeis e avançados podem ser implementados mesmo em organizações militares, vide exemplo das forças armadas americanas, que administram enormes recursos de forma célere e com o auxilio de tecnologia.

    II – vantagens do modelo de polícia adotado no Brasil:

    A nível estadual/distrital o modelo da polícia é dicotômico, sendo que a manutenção/preservação da ordem e o policiamento ostensivo ficam a cargo da polícia militar e a investigação criminal a cargo da polícia civil. Além disto as polícias militares são forças auxiliares e reservas do exercito e podem ser convocadas em caso de guerra. As vantagens deste modelo são
    a) Contrapesos e balanços I: duas policias em âmbito estadual fiscalizam-se e complementam mutuamente e evitam que uma possa comprometer a paz social, seja através da paralisação de suas atividades, seja acumulando excessivo poder.
    b) Contrapesos e balanços II: o fato de um policial ter que encaminhar um indivíduo preso por determinada infração para outra polícia funciona com freio para eventuais abusos, já que será outra autoridade/corporação que analisará os fatos levados a seu conhecimento.
    c) Facilitação de encaminhamento de ocorrência. As polícias civis se especializaram na confecção de ocorrências e lavratura de flagrantes, tal fato apesar de gerar por vezes atritos, pode facilitar a vida dos policiais militares, pois os poupa de redigir uma série de documentos, de realizar oitivas, manter prisões e xadrez, comunicar ao juízo as prisões, etc. Tal tarefa se fosse realizada pelos próprios policias militares exigiria um aporte significativo de efetivos, especialização do pessoal para uma perfeita redação, além de uma completa reengenharia de estruturas físicas para a recepção do público, lavratura e efetivação de prisões, absorvendo os já minguados recursos desta Corporação.

    A natureza Militar da Polícia facilita, ao menos em tese, a operacionalidade do serviço pelos seguintes motivos:
    c) pronta resposta – a disciplina e hierarquia facilita uma rápida mobilização de efetivos, seja geral, seja apenas de parcelas ou de grupos.
    d) Controle – o caráter militar facilita o controle e eventuais correições prevenindo desvios de conduta.
    c) Manutenção/preservação da ordem – em atividade de controle de distúrbios e tumultos há o emprego do efetivo em formações. A ordem unida própria das organizações militares facilita operações desta natureza.
    e) prontidão constante: o caráter militar exige que o militar permaneça em condições de acionamento sempre, seja qual for a circunstâncias. Governos em crise na maioria das vezes só conseguem contar com suas polícias militares.

    Mesmo o Brasil sendo um país pacífico, sem disputas de fronteiras e inimigos evidentes, uma nação não pode se inebriar a tal ponto de afirmar que jamais entrará em guerra. Ainda mais com a extensão e riquezas naturais aqui existentes, bem como, a escassez destes mesmos recursos pelo mundo. O fato de ser força auxiliar e reserva do exército concede as polícias militares um importante papel na Defesa Nacional, sendo as seguintes vantagens deste modelo:
    f) na hipótese de erupção de um conflito a Nação e suas forças terrestres poderiam contar com um efetivo de meio milhão de homens e mulheres praticamente prontos para entrar em ação. Bastariam que o esforço de guerra provesse os meios, como armamento leve, mísseis portáteis, carros de combate etc, para que uma tenaz resistência fosse oferecida a qualquer invasor. Sabe-se ainda que a mobilização, treinamento e formação de recursos humanos são mais difíceis e demorados que a de recurso materiais (conseguido com a inversão de indústrias). Em tempos de paz, como hoje, tais militares estaduais são empregados normalmente em atividades civis, tal versatilidade deve ser visto como uma qualidade a mais destes homens e mulheres a serviço do Brasil.
    g)Manutenção do Pacto federativo. O Brasil é uma federação, desta forma todos os entes federativos devem ter forças iguais, ou ao menos compatíveis, para que na hipótese (remota) de afronta a este principio, seja por outro ente federado, ou mesmo pelo governo central, ele possa se opor.
    h) Estabilidade pelo controle do Exercito. A fiscalização e normatização das polícias militares pela IGPM do EB garante a estabilidade das Corporações, bem como uma doutrina comum e a escuda da intervenção da política dos governos estaduais em sua organização, sem isto as polícias já estariam completamente descaracterizadas (como vem ocorrendo paulatinamente nos últimos tempos com o enfraquecimento da IGPM).
    f) Este controle é também essencial para a manutenção do pacto federativo, pois evita que determinada polícia militar torne-se força desmesurada, o que poderia ameaçar a unidade federativa.
    g) A Doutrina Militar, ao contrario do preconceito de que ensina apenas matar e combater o inimigo, enaltece no coração de seus membros o amor a pátria, o respeito as leis, o sentimento de cumprimento do dever e demais características de pessoas com retidão de caráter. É preciso saber que tais homens não são idiotas, sendo totalmente capazes de abstrair as situações em que lidam com a sociedade civil de outras em que de fato poderiam entrar em combate.
    Desvantagens do Sistema atual:
    Por obvio que a solução empregada na segurança pela Constituição federal também possui falhas (tratadas aqui no âmbito estadual), passiveis de sérias criticas. São elas:
    a) Duplicação de esforços. A existência de duas forças policiais, longe de ser orgânica e integrada, faz que as duas organizações lutem pelos minguados recursos disponíveis para Segurança Pública. Para tanto é mister que apareçam e se apresentem como as mais importantes. Daí a duplicação de esforços notadamente nas áreas mais chamativas por assim dizer, como, por exemplo, grupos especiais, antibomba, combate a seqüestro, negociadores, etc. em contrapartida, serviços pouco apreciados tornam-se quase abandonados, como a polícia de trânsito.
    b) Duplicação de estruturas. Com duas polícias é necessária a duplicação de estruturas similares, como, por exemplo, Comando/Direção, órgãos de apoio, centros de manutenção, escolas, etc, fato que aumenta os gastos do Estado.
    c) Falta de informação. Os polícias militares não possuem sequer acesso a simples bancos de dados como, por exemplo, os nomes de foragidos de justiça (tal situação começa a mudar com o infoseg). Para ter tais informações e necessário solicitar a central, que por sua vez solicita a Civil. Caso as relações não estejam boas o acesso é simplesmente negado. Da mesma forma não há acesso (facilitado ou direto) ao banco de dados de veículos e muitos outros necessários a um serviço policial eficiente. Por incrível que pareça o banco de dados destes órgãos são substancialmente abastecidos pelas polícias militares.
    d) Falta de credibilidade. O Sistema adotado não permite sequer que o policial militar constate que ocorreu um crime em determinado local, sendo necessária que um agente da PC compareça ao local e só então a perícia é acionada.
    e) Separação artificial entre investigação e prevenção. Não há essencialmente diferença nestas funções que necessitem de duas polícias completamente diferentes. Na verdade elas são complementares e se entrelaçam. Policiais ostensivos se soubessem quais pessoas estão sendo procuradas por investigadores em sua área de ação poderiam auxiliá-los na captura. Poderiam também informar a estes mesmos investigadores as suspeitas que decorrem de suas observações, tornando tal atividade mais produtiva. Policiais ostensivos poderiam inclusive se responsáveis por investigação de pequenas infrações, como crimes de pouca monta contra o patrimônio (simplesmente não investigado pela PC) e uso de drogas. Todavia, a dicotomia do sistema não permite tal nível de interação, por máximo que haja esforços neste sentido.
    f) Atritos entre corporações. As relações entre as duas polícias definitivamente não são nada boas, diariamente surge noticias de conflitos em todos os rincões da federação, já que são muitas as zonas de confronto (ver tópico sobre duplicação de esforços), além do que a natureza oposta, faz com que haja duas linguagens e culturas que não se combinam. Soma-se a isto a vantagem que vem obtendo o seguimento civil, particularmente por ter direito a greve, conseguindo com isto melhoras salariais que não são repassadas para a Militar.

    SOLUÇÕES:
    São muitas as soluções que poderiam melhorar sobremaneira a situação atual, muitos das saídas abaixo fazem parte de projetos em tramitação no congresso:
    a) uma saída conservadora seria a manutenção do sistema tal qual existe hoje, todavia, com aporte de recursos principalmente para a melhoria salarial, nos moldes da PEC 300, além de maiores recursos para a compra de equipamento/viaturas/aeronaves (tais recursos poderiam vir de fundos, ou reservas legais de impostos estaduais e federais); investimento em gestão; criação de carreiras administrativas para não-policiais; ampliação e acesso ao infoseg (com obrigação de adesão das polícias); mudança na legislação processual para permitir ao militar acionamento de perícias, além da possibilidade de realizar o TC, notadamente onde a presença da PC seja deficiente.
    b) Ciclo completo. Outra modificação seria a permissão constitucional para o ciclo completo para a Polícia Militar. Desta forma os Policiais Militares poderiam realizar toda a atividade policial no interior (como já acontece) dos Estados. Nas capitais ficariam com o ostensivo e investigação de pequenos crimes, como os de drogas e contra o patrimônio. A PC permaneceria como uma polícia puramente investigativa, fazendo o registro de ocorrências e apurando casos mais complexos e de difícil elucidação.
    c) Desconstitucionalização das polícias (ver PEC 21) permitindo que cada Estado organize sua polícia, mantendo uma, ou duas ou mais, tendo elas caráter militar ou civil. Esta não me parece uma boa saída pois tornaria as polícias extremamente fragilizada nas mãos dos governos estaduais, além de não garantir direitos.
    d) Unificação moderada (vide projeto Zulaie Cobra). Uma única Polícia Estadual civil. Todavia, mantendo duas divisões, uma ostensiva e outra de investigação, que não se misturariam em hipótese alguma (com os atuais integrantes da PC e PM), sendo que a Divisão ostensiva seria organizada em graus e postos e a civil em agentes e delegados. Seria uma unificação superficial, mas ao menos haveria estrutura única (principalmente o Comando e apoio).
    e) Unificação completa (vide PEC RUSSOMANO). Nesta hipótese as duas atuais polícias seriam extintas e recriadas, tendo caráter civil. Poderiam haver permutas dos seguimentos ostensivos, exigindo apenas qualificação. Seria organizada com os quadros de policial (fardado), agentes/investigadores (civis) e delegados (fardados ou civis).

    Obs.: Em todos estes projetos não se fala de direitos previdenciários, nem os direitos a Sindicalização e greve. Creio que para este último deve haver algum tipo de restrição sob pena de ser ameaçada a própria estabilidade do Estado.

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  4. O que dizer: merece um post no blog policiamento inteligente.rsrs
    Parabéns pela explanação…

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  5. Francisco Francisco

    Bairro do Icaraí – Rua Padre Domingos Vasconcelos Nº 435
    Cidade de Caucaia – Caucaia-CE
    Estado do Ceará
    BRASIL
    – Estar uma Verdadeira Favela da Rocinha. O Loro é o chefão do Tráfico.
    – Zé Carlos e Beto (pai-e-filho ambos viciados e traficantes) ficam no portão da sua casa – avisando, por telefone, para o Loro quem estar chegando na Rua, avisa para o Loro aquela pessoa que não é do agrado dele.

    Assunto – Trafico de Droga.
    Até criança estar nesse contexto.

    QUADRILHA ORGANIZADA
    Ele agora estar Traficando pela noite – nos intervalos das 22:30 da noite às 03:30 da manhã.
    Loro deixa o carro no bar da Graça, ou ele deixa o carro no bar da Andréia Filha-da-Graça e vai para a casa dele à pé para não levantar suspeitas. – Chega os clientes
    Ele estar vendendo de tudo – todos os tipos de substâncias intorpecentes, Maconha – Eroina – crack e Cocaína.
    Dentro da Casa dele – na Marcenaria – tem todo tipo de drogas e armas de foga ilegais – no carro do loro – também ele porta arma de fogo – porte ilegal.
    Na casa sempre tem alguém – ele nunca deixa a casa sozinha – pois tem drogas de todas as espécies e armas. Quando ele não se encontra em casa – lá estar o Beto ou o Jacson.
    —— Na madrugada do dia 16 de Novembro de 2010, um grupo composto por um rapaz duas jovens mulheres ——————consumiam crack na casa do Loro Rua Padre Domingos Vasconcelos 435.
    Havia uma criança do Sexo Masculino de aproximadamente 4 anos com esse grupo.
    O Iaiá(JACKSON-sócio do LORO) fica na avenida Central à duas quadras do local onde o grupo consome Crack. Ele se porta como se como se estivesse passeando e tomando ar – OLHEIRO – Ele fica olhando se a Viatura do RONDA DO QUARTEIRÃO, viatura 1119 do Icaraí, estar nas proximidades, em estando ele avisa(por meio de telefone Celular) para o grupo, que se retira do local.

    José Gomes Tavares conhecido por Loro
    Anda num gol vermelho de placa HVX 7873

    LORO tem uma marcenaria( UMA ÁRVORE EM FRENTE ) no bairro do Icaraí Caucaia-Ce (Rua Padre Domingos Vasconcelos 435 2º quarteirão depois da Avenida Central) – que já fora marcenaria em outras épocas.
    Mas de uns dois anos para cá é fachada para ponto de venda de Drogas. Ele vende Crack e Maconha.

    (Residência do Loro/ponto de Venda de Drogas – Rua Padre Domingos Vasconcelos nº 435 Icaraí Caucaia-Ce)

    LORO também, muito discretamente exerce uma atividade de comandar ladrões para roubar para ele, em troca de crack.
    A mulher que ele tinha – REGINA, tinha/tem um medo doentio do LORO.
    A) – Uma vez em 2009 ela levou umas tapas dele porque tinha comprado um vestido com o dinheiro que ela tinha ganho – Segundo o LORO não era para comprar vestido – Era para dar o dinheiro dela para ele.
    B) – Ela deixou ele por duas razões, a primeira – O Loro teria mandado os comparsas dele roubar a casa que a REGINA cuidava, tomava de conta, e depois espalhou que quem tinha roubado era os meninos da Munguba, a segunda – O LORO com a REGINA tem uma filha de aproximadamente 13 anos em 2009, o LORO estava querendo fazer SEXO com a filha (Regiane).
    Roberto Carlos Barbosa Cavalcante – BETO – Que mora na Rua Padre Domingos Vasconcelos nº pode ser 175 pode ser 275 pode ser 375 – vivem mudando Icaraí Caucaia-Ce – Filho de José Carlos Silva Cavalcante e Jaci Barbosa Cavalcante – também faz parte do Esquema – É uma espécie de Colaborador do LORO – Presta lealdade e pequenos serviços em troca de Maconha e de Crack, de uns tempo para cá, também estar traficando.
    ZE CARLOS SILVA CAVALCANTE – Pai do BETO, (Mora na rua Padre Domingos Vasconcelos nº pode ser 175 pode ser 275 pode ser 375 – vivem mudando – Icaraí Caucaia-Ce ) apesar de ter 68 anos neste ano de 2010, é viciado em Maconha e Crack, também é um colaborador do LORO, sua participação é pequena, ele trabalha como olheiro – ele passa as informações de interesse do LORO.

    (Residência do José Carlos e do BETO – Rua Padre Domingos Vasconcelos nº pode ser 175 pode ser 275 pode ser 375 – Eles vivem Mudando o N° da CASA – Icaraí Caucaia-Ce)
    Nota – Para identificar essa casa – à sua esquerda fica o condomínio Residencial Vereda Atlântica, não tem n°, e na sua frente a LIXEIRA do condomínio Aquarios II Rua Padre Domingos Vasconcelos nº 370 Icaraí Caucaia-Ce.
    Iaiá – Funcionário do LORO, colaboradoro efetivo, uma espécie de sócio do LORO. Quando o LORO não se encontra, o Iaiá toma a frente do comércio de intorpecententes. Os viciados chegam lá para comprar droga que perguntam – Quero falar com o LORO? – O Iaiá diz sou eu, e faz a venda.
    A casa(Cor Verde com Branco-Lado da sombra da tarde) na frente da marcenaria que estava sobre a posse do LORO – não mais estando, era usada era usada no esquema do comercio de droga.
    Funcionava assim.
    A coisa era/é organizada
    Os usuários de crack iriam consumir o crack dentro dessa casa, que tendo um muro de mais de 3 metros , seria impossível da polícia localizar – o cliente do crack tinha também um local para consumo.

    Uma outra informação : – O LORO tinha um outro funcionário chamado de Antônio.

    No dia 13 de Setembro de 2010, o Antonio estava na Marcenária, (O LORO não estava) às 21 horas, chegou uns homens e deu uma piza grande no Antônio que deixou o mesmo deitado na rede desarcordado, a marcenaria ficou com portas e janelas abertas até autas horas.
    No dia 17 de setembro de 2010 por volta das 02:00 hrs da madrugada – O LORO na avenida Central no Icariaí mais outras pessoas bateu no Antônio e mandou o mesmo ir embora, e nos dias seguintes
    publicou na rua da marcenaria, Rua Padre Dominigos Vasconcelos, mas conhecida como Rua da Lavanderia Icaraí –
    que ele tinha apanhado do Antônio,
    que o Antonio era ingrato –
    que ele tinha dado trabalho –
    que ele tinha dado mioradia –
    que ele tinha dado comida –
    e o Antonio teria sido ingrato – teria batido nele e ido embora.

    Esse Traficante (LORO) é muito esperto – Já faz quase dois anos que o mesmo exerce essa atividade – Traficar Drogas – e não é descoberto. Deve ter alguém Graúdo por trás disso.
    Essas coisas não vão para frente se não tiver alguém graúdo por trás.
    Até mesmo porque muita gente na Rua Sabe.
    ISSO NÃO PODE CONTINUAR.
    ISSO VAI ACABAR UM DIA.
    ISSO NÃO VAI DURAR PARA SEMPRE.

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