Arquivo do autor:Aderivaldo Cardoso

Sobre Aderivaldo Cardoso

Aderivaldo Martins Cardoso é policial militar desde 1999 quando ingressou no Curso de Formação de Soldados realizado no CFAP (Centro de F

“Presos por tipo de crimes em 2013″

O jornal Correio Braziliense de domingo traz um gráfico com dados interessantes sobre “presos por tipo de crimes em 2013″: 48,5% estão presos por cometerem crimes contra o patrimônio, 26,2% estão presos por causa de entorpecentes, 12,2% por terem cometido crimes contra a pessoa, 5,7% por causa do Estatuto do desarmamento, 4,1% em decorrência de crimes contra os costumes, 3,2% por outros crimes e 0,1% por corrupção ativa e passiva. Retrato do trabalho da polícia ostensiva no Brasil. Quem você acha que prendeu a maioria desses criminosos?

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Os dados demostram onde está focado o trabalho da PM. Ele está focado em proteger o patrimônio, a vida e para nossa surpresa, em usuários de entorpecente. Ao lembrar das ocorrências que me deparei na rua creio que siga essa ordem. Foram autores de roubos e furtos, usuários e traficantes de drogas e pouquíssimos homicidas. Um reflexo do nosso trabalho nas ruas.

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Soluções para a segurança pública no DF

O jornal Correio Braziliense de hoje traz uma matéria interessante sobre os “Desafios de uma metrópole”. Temas como transporte, segurança, educação, trânsito, saúde e urbanismo foram abordados. Uma moradora de Ceilândia definiu bem os problemas que angustiam a comunidade na área de segurança: “A falta de pronto atendimento nos postos policiais, o baixo número de profissionais nas ruas e a crescente violência contra a mulher.” O que os candidatos ao próximo governo do DF propõem para amenizar o problema? Precisamos debater o tema com propostas sérias e exequíveis!

mapa dos postos no DF

Sobre os postos comunitários de segurança uma ideia que defendo é dar o “pronto atendimento” no próprio posto, por meio do Termo Circunstanciado. Torná-los MINI DELEGACIAS DE POLÍCIA. Seria uma forma de dar uma resposta, além de tornar o trabalho do policial no posto mais útil e especializado. Uma sugestão é fazer como fizeram no Detran, pagar aos atendentes dos postos a GAP – Gratificação por Atendimento ao Público. Que é paga de acordo com a produtividade dos atendentes. Ou simplesmente DESATIVÁ-LOS de vez. Pelo menos aqueles que não trazem resultados em suas comunidades.

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Sobre a falta de efetivo nas ruas, uma sugestão é o aumento real de efetivo, passando de 18 mil homens para aproximadamente 23 mil policiais ou até mais, já efetuando o cálculo com previsão de um batalhão para cada cidade. Amenizaria alguns problemas internos e externos: Teríamos mais policiais nas ruas, traria fluidez nas promoções e ainda distribuiríamos melhor o efetivo nas cidades, pois cada cidade teria seu próprio batalhão.

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Sobre a crescente violência contra a mulher, por se tratar de um crime normalmente cometido dentro dos lares, teríamos que desenvolver uma política pública específica para esse fim, além de potencializar as existentes.

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Precisamos construir o projeto de poder!

A política é feita por meio da ocupação de “espaços de poder”. Como dizem: “manda quem tem a caneta”. Se olharmos a primeira turma de oficiais da academia, por exemplo, poderemos entender o que digo: Hoje eles ocupam a chefia da casa militar, o comando geral, a chefia do Estado Maior, Possuem um subsecretario de segurança (SUPROC), possuem um ex-administrador e primeiro suplente de deputado federal, um ex-secretario de ordem pública, o chefe da segurança do governador e o chefe da segurança do vice-governador. Ainda controlam a ASOF. Estou falando somente da primeira turma nos bastidores da política. E as praças, onde estão? Entendeu agora o que é política de bastidores? Como lutar contra tudo isso? Infelizmente, nós praças, somos imaturos politicamente. Não temos esta visão. Não temos um projeto de poder. Eles tem. Eis a diferença. Precisamos construir o projeto de poder!

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Precisamos eleger um deputado em 2014

Nos últimos dias tive algumas conversas sobre as eleições de 2014. Brasília terá um milhão e seiscentos e seis mil eleitores. A PM tem 15 mil eleitores ativos e uns 5 mil inativos (menos de 1% do eleitorado). Se todos votassem em um PM poderiam fazer um Deputado Distrital (20 mil votos) com dificuldades. Mas apenas 20% votam no mesmo candidato (3 mil votos). Teremos uns 100 candidatos na PM. 15 mil PM´s dividido por 100 candidatos dará uma média de 150 votos para cada candidato. Corremos o risco de não fazer ninguém. Precisamos montar uma estratégia. Afinal eleição é: voto + estratégia. Para federal o raciocínio é outro…

10168487_639074312826341_426236567_nSe levarmos em consideração a questão da família, onde cada policial arrumaria três outros votos a coisa começa a mudar e as possibilidades aumentam.  3 (três) mil votos multiplicado por 3 (três) = 9 (nove) mil votos. Teríamos que convencer três mil POLICIAIS a convencer outros três FAMILIARES cada um para atingirmos 09 (nove) mil votos. Quantos conseguem isso? Eis o desafio. Precisamos, dependendo da legenda, de mais de 10 mil votos para eleger um deputado distrital. Algumas legendas necessitam de até 25 mil votos para eleger. Se quanto mais precisar aumentar o quantitativo de votos, mas os POLICIAIS teriam que convencer parentes e amigos. Para atingir 15 (quinze) mil votos, cada POLICIAL teria que convencer mais 05 (cinco) amigos e familiares. E assim por diante…

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Um amontoado de relíquias ilustram a história da capital

Local guarda a história de Brasília em fotos, vídeos e mapas, mas não é o espaço ideal para tanta memória

Eric Zambon
eric.zambon@jornaldebrasilia.com.br

É patrimônio histórico da humanidade, as pessoas parecem não dar o devido valor e aparenta estar mal conservado. O acervo histórico da capital é, em todos os aspectos, bastante semelhante a Brasília. Acondicionado em instalações provisórias há 25 anos, o Arquivo Público do DF precisa sofrer mudanças significativas, especialmente de localidade, para preservar aquilo que guarda em seu prédio.

“O espaço físico já está obsoleto, aquém da capacidade de armazenamento. Precisamos de espaço para abrir uma planta ou trabalhar em uma foto”, admite o coordenador do arquivo histórico, Wilson Vieira Jr. Ele gere toda a documentação acondicionada nos cerca de mil m² e supervisiona os gerentes de cada sessão.

“É um acervo volumoso. Se colocarmos todas as caixas que temos, uma atrás da outra, teríamos um quilômetro de extensão”, explica Wilson. “A situação é emergencial. Se não mudarmos deste espaço atual, teremos poucas possibilidades de continuar conservando o acervo”, reivindica o pesquisador do Arquivo Público.

Inadequado

Atarracado dentro do terreno onde está a sede da Nova Companhia da Capital (Novacap), na Epia, próximo ao Park Shopping, o lugar é considerado inadequado até por quem trabalha lá. O espaço foi criado em 1985 e mudou de local apenas uma vez antes de chegar à atual localização. O prédio não consegue mais comportar adequadamente os documentos que deveria resguardar, onde está a história de Brasília.

“Os arquivos estão bem acondicionados, mas o prédio que não é o ideal”, apazigua o superintendente do Arquivo Público, Gustavo Chauvet. Segundo ele, a expectativa é que o órgão tenha uma nova sede até maio deste ano, quando deve se mudar para perto do Palácio do Buriti, em uma espaço cinco vezes maior que o atual.

Mudança

“Temos 20 mil caixas com quase seis milhões de documentos. Alguns mapas precisam ficar enrolados, pois não podem ser guardados abertos e isso não é o ideal”, admite o superintendente.

Entre outros problemas do local, também foi citada a variação de temperatura a que os arquivos estão sujeitos e a luminosidade. “Quando está calor, esquenta muito. Quando está frio, fica muito gelado. Isso não é nada bom para os documentos”, revela o superintendente Gustavo Chauvet.

Processo para democratizar o acesso

Vinculado à Casa Civil do DF, o Arquivo Público dispõe de orçamento aproximado de R$ 3 milhões desde 2011. O valor, no entanto, serve quase todo para arcar com as despesas de pessoal, o que atravanca processos de modernização e implementação de novas soluções de organização para o local.

Desde novembro do ano passado, porém, o acervo começou a ser digitalizado para estar disponível pela internet. Em parceria com a  Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (Cetefe), os documentos estão, pouco a pouco, saindo exclusivamente do papel desgastado para integrar bancos de dados virtuais.

“Se uma pessoa que estuda na Paraíba quisesse pesquisar uma coisa aqui, teria de viajar  para cá. Digitalizando, você democratiza o acesso”, elogia o estudante de História da Universidade de Brasília (UnB).

Falta de vontade em melhorar

Para o estudante de História Renato Ventocilla, “tendo acesso ao passado e à produção científica, você tem maior visibilidade sobre o que já aconteceu e maior possibilidade de saber como agir hoje”, explica. Para ele, no entanto, o estado de conservação do material é um dos grandes aspectos negativos atuais. “Quando fui fazer pesquisa, tinha arquivo na escada porque não tinham onde ficar. Tem bastante poeira também, e eu sei que é chato dizer isso, mas é muito fácil para alguém ir lá e simplesmente roubar um documento”, reclama. Ele diz ver progresso na modernização de todo o acervo, mas classifica o atual sistema de pesquisa e catalogação como “arcaico” e pondera sobre as responsabilidades tanto do governo quanto dos cidadãos.

“O governo tem várias alternativas de política e precisa colocar prioridades. Se não houver demanda, se as pessoas não procurarem o Arquivo, o governo não vai ter o estímulo para investir”, acredita.

Memória íntima

O professor universitário e cineasta Marcelo Faria, 43 anos, valoriza o acervo à disposição, assim como Renato, mas credita maior responsabilidade pela situação atual à política. “Incomoda-me saber que as pessoas que trabalham lá acreditam no trabalho, mas parece que o Poder Público não dá as condições ideais”, lamenta.

Para ele, haver demanda ou não pelas informações ali contidas não deveria ser o essencial para garantir investimentos. “A importância do arquivo não está na quantidade de pessoas que acessam os dados, mas na qualidade do que lá está”, acredita. “A conservação da memória está atrelada à cultura. E em país de terceiro mundo, ela está sempre em segundo plano. Com certeza isso faz com que esse acervo não seja levado tão a sério”, argumenta.

Como profissional de cinema, Marcelo Faria costuma usar o serviço digital do Arquivo Público para conseguir fotos antigas e geralmente se encanta mesmo com o que não está diretamente relacionado às suas tarefas. “O interessante lá é que tem muita raridade. Vi a primeira imagem de Brasília, e nem fazia parte da minha pesquisa, mas pedi para copiarem para mim. A gente olha aquilo e nem acredita no caos que vivemos hoje em dia”, relembra-se.

Casa de ferreiro…

Reunir os arquivos também é desafiador para o órgão. De acordo com Chauvet, pouquíssimos órgãos do GDF entendem a importância de repassar ao Arquivo Público do DF os documentos com potencial histórico ou relevantes.

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Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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